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18. Capítulo Dezesseis


Fic: A Marca de Hermione


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Capítulo Dezesseis


 


Ela parecia o condenado coelhinho que Harry tinha visto nos velhos vídeos que estavam acostumados a olhar nos Laboratórios. Como se chamava?


A coisinha com frufru rosado com um tambor? Algo que ver com uma pilha? O Coelhinho da Duracell? Que dura e dura e dura… Ela o entontecia. Infernos, aquele golpe tinha estado Malditamente perto de lhe revolver os miolos, ele não precisava de um murro em sua cabeça para ajudá-lo. E acrescentara a isto o fato que até ela ter desaparecido em um dos quartos com a doutora das raças, Elyiana Morrey, ela estivera saltando a sua volta como um feijão mexicano saltador.


Não é que ele a culpasse por golpeá-lo. Ele ainda não entendia a dentada que havia dado nela. A necessidade de fazê-lo tinha sido tão primitiva, tão esmagadora que ele não tinha pensado sequer em ignorá-la. Ele a tinha mordido, depois rapidamente tinha começado a lamber as duas pequenas espetadas que tinha feito em seu ombro. Ele a tinha marcado, e algum instinto primitivo tinha exigido que a obrigasse a render-se a ele, ao menos de um pequeno modo.


Não é que Hermione se rendesse jamais. Ela tinha uma personalidade alfa tanto quanto ele, o que explicava o punho que ela tinha usado contra ele. Ela sabia o que significava aquela dentada tanto como ele. Uma reclamação. Uma tentativa de forçar de alguma medida o controle sobre ela, ainda que só fosse, a de certificar-se que era todo seu. Que o hormônio que os ligava continuava enchendo seu sistema, e a fazia sentir tanta fome por ele quanto a que tinha pela justiça e a aventura.


Agora a meia-noite tinha caído e tudo que queria fazer era dormir afastando a pressão em sua cabeça. Imediatamente depois de que se desfizesse da pressão em seu membro.


- Harry, não pudemos encontrar o Dragoon. - Jonas saiu ao pórtico onde Harry tomava uma cerveja fria e tinha uma palpitante dor de cabeça.


Ele passou os dedos pelo cabelo cansadamente enquanto se sentava em cima do canil de ebonite que o cão mestiço de Hermione tinha ocupado no princípio quando chegou à casa. A cúpula do telhado era bastante plana para sentar-se nela, o lado do teto o suficientemente enviesado para apoiar seus pés em cima. Ele apostava que no interior caberiam ele e Hermione, sem mencionar aquele cão mestiço parecido com um lobo que ela chamava de cão.


- Onde infernos se esconde um Desert Dragoon? - Harry sacudiu a cabeça. Ele conhecia a tecnologia que a comunidade das raças possuía agora. Podiam encontrar uma agulha no proverbial palheiro, mas não podiam encontrar um Dragão pesadamente armado no meio de um deserto safado?


- Poderia estar escondido em qualquer uma das centenas de covas e cavernas. - Jonas chegou mais perto, seus olhos de prata pareciam condenadamente estranhos na escuridão. Que demônios era ele, de todo modo? Ele cheirava como um leão, mas maldição se agia como um.


- Eu não gosto disto, Jonas. Aqueles não eram Coiotes, eram Forças Especiais treinados e alguns dos melhores contra os quais lutei. Tinham as armas e os veículos no lugar para uma emboscada sem idéia alguma de quando iríamos ali. Sabiam a rota que tomaríamos e Hermione jura que só sua família poderia saber. E não posso acreditar que Rony tentaria lhe fazer mal. De forma nenhuma.


- Weasley não está sob suspeita. - Jonas confirmou seus próprios pensamentos - Embora esteja de acordo com sua avaliação anterior. Algo mais está acontecendo aqui e maldito se posso entendê-lo.


Nem ele. Harry tinha revisado a informação para trás e para frente e ainda não encontrara a resposta. Teria sido mais fácil matar Hermione de cem modos diferentes. Por que esperar? Por que o ataque no canyon quando teria sido muito mais eficiente fazê-lo ali? Era quase como se estivessem sendo provados. Como se Hermione estivesse sendo provada. Mas para que?


- Ela tem que ir ao santuário, Harry. - A voz do Jonas era tranqüila e firme - Poderia não sobreviver ao ataque seguinte.


Harry apoiou seus cotovelos em seus joelhos e olhou fixamente o vidro escuro da garrafa que segurava. O helicóptero estava a uma distância curta da casa. Enquanto várias equipes de Felinos vigiavam silenciosos. Ele podia senti-los na escuridão, olhando a casa e aos que estavam dentro dela.


Isto parecia o Santuário. Callan e sua gente faziam todo o possível por manter na montanha mais um refúgio que um complexo, mas a vigilância pronta das raças em alarme podia sentir-se em qualquer momento do dia ou noite. Ninguém afrouxava, ninguém esquecia o fato que o Conselho de Genética e as sociedades de Puristas que trabalhavam contra eles esperavam só a mais leve ruptura em sua defesa.


Isto não era uma prisão, mas maldição se ele não se sentia como encarcerado ali. Seria pior para Hermione. Ele a viu hoje. Pela primeira vez em sua vida ela tinha se deslocado precipitadamente e ele realmente a tinha visto. Com seus olhos brilhantes e o fogo feroz de batalha ardendo neles. Ela vivia para a aventura. Amava a luta, a adrenalina correndo e a vitória.


Como ele o fazia.


E ele tinha visto algo mais, algo que ele só tinha compreendido nas horas passadas. Hermione tinha realmente as barreiras apropriadas, as que não deixavam os efeitos daninhos acontecerem e permitiam entrar a informação. Ela as tinha usado por instinto hoje, correndo através daquela montanha como uma maldita temerária, girando por instinto o volante e livrando-se do pior do fogo assim como dos obstáculos naturais. Com formação ela podia aprender a usar aquelas barreiras assim como seus talentos com eficácia letal. Ela podia ser a companheira perfeita; seria a companheira perfeita. Mas nunca sobreviveria ao Santuário.


Ele levantou a cerveja, terminando-a prazerosamente antes de girar a garrafa entre seus dedos.


- Ela não irá. - disse ele finalmente com suavidade.


- Ou você não deixará? - perguntou Jonas, sua voz era escura - Ela morrerá neste deserto, Harry, e você irá com ela. Deixe-a escolher.


- Pensa que não a conheço, Jonas? - Ele manteve sua voz baixa, controlando a cólera de modo que o outro homem perguntasse, e tratou de lembrar-se que o trabalho do Jonas era o de proteger a comunidade de raças em conjunto. Hermione era a companheira de Harry. Capaz de iluminar o futuro. Isto cairia definitivamente sob o título de proteção.


- Penso que talvez não estudou detalhadamente. - disse Jonas com cuidado.


Harry sentiu uma pequena diversão diante do comentário do outro homem. Esta não era a primeira vez que o tinham acusado de tal coisa.


- Perguntarei. - Ele se devia.


Ele mexeu na contusão em seu olho. Maldição, quase que estava muito assustado para não dar-lhe opção. Inclusive tremendo sobre seus pés a mulher pegava forte.


- Não pergunte a ela, Harry. - A voz de Jonas se endureceu - Recolhe-a, coloque seu traseiro e o teu no helicóptero. Resolveremos isto de outra maneira. Mantenha-a segura.


Harry fez rodar a garrafa entre suas mãos antes de girar sua cabeça e levantar os olhos ao outro homem. Era ele egoísta? Sua própria necessidade de ser livre anulava a necessidade de proteger a sua companheira? A sua mulher?


- Harry, eles a matarão. - A voz de Jonas era mais dura agora, mais decidida.


- Disse que perguntarei. - Ele se recostou contra a casa, olhando fixamente a noite - Você não diz a uma mulher assim que faça algo, Jonas. - grunhiu ele - Ela cortaria suas bolas e depois as jogaria na sua cara.


Ele sacudiu sua cabeça ante o pensamento. Ela o deixava louco, punha-o tão brincalhão que pensava que ia morrer, e o esquentava. Que Deus o ajudasse, ela o esquentava em cada fragmento de sua alma e ele não se deu conta até que aquele Raider de merda tinha caído e aqueles soldados bastardos tinham aberto fogo contra o veículo indefeso.


Ele tinha se atirado sobre o primeiro motorista, lhe rompendo o pescoço antes de saltar para o segundo. A raiva tinha fervido em seu sangue e uma neblina vermelha de fúria diferente de algo que tinha conhecido o tinha assaltado.


Quando matou o segundo, ela tinha saído daquele maldito Raider, olhando-o fixamente e aturdida. Bambeando sobre seus pés, mas viva. E ele a tinha mordido.


Ele sacudiu a cabeça com confusão quando lembrou a obrigação primitiva. Esta havia se erguido de suas entranhas e varrido por seu corpo e ele tinha agido. Sem pensar, sem remorsos, seu único instinto era fechar seus dentes em seu ombro vulnerável enquanto as glândulas de sua língua derramavam seu rico hormônio na ferida.


- O que sabe sobre o acoplamento, Jonas? - Ele teve que lutar para ficar calmo, embora a calma sempre fosse difícil de alcançar, sem importar a situação - Por que diabos continuo mordendo-a?


- Venha para o Santuário e falaremos disso. - sugeriu Jonas normalmente.


A chantagem visível fez que Harry o olhasse com frieza. Jonas era um bastardo manipulador e não havia nenhuma dúvida disso. Mas Harry não tinha nenhuma intenção de deixar manipular Hermione.


- Nunca lutamos, Jonas. - refletiu Harry brandamente - Batemos cabeças uma vez ou duas, mas nunca estivemos realmente em desacordo. Não o façamos agora.


A tensão se espessou entre eles. Jonas era seu supervisor. Em sua maior parte, Harry fazia seu trabalho e estava em geral de acordo com Jonas como deveria fazer. Até agora.


- Me diga o que acontece, homem. - O grunhido que retumbava em sua garganta era algo que ele parecia fazer ultimamente.


Algo que ele raramente fazia antes. Hermione não era uma boa influência para ele.


- E me diga isso agora.


Jonas suspirou asperamente.


- Não estamos certos ainda, Harry. Há ainda muito desconhecimento. A mordida no ombro permite ir mais rápido o hormônio no corpo do companheiro. É o que sabemos. Neste momento, isto é tudo que sabemos. Mas os cientistas do Conselho também sabem. Eles morrem para pôr as mãos em cima da companheira de uma raça. E finalmente o farão.


Eles provavam então. Os soldados que os atacaram eram do Conselho, Harry não tinha dúvida alguma sobre isto. Mas agora começava a suspeitar que a morte da Hermione não era tudo o que queriam. Eles suspeitaram do acoplamento; seria impossível não fazê-lo se fossem conscientes da possibilidade.


Tentavam ver se os companheiros eram mais eficazes, se as capacidades de Hermione eram mais fortes em sua presença e se ela podia ser usada contra ele ou vice-versa. Este era o modo no qual trabalhava o Conselho de Genética. Investigavam cada força e fraqueza, provavam e torturavam até que os sujeitos estavam mortos ou só muito malditamente entorpecidos para preocupar-se se viviam ou não.


O que significava que as apostas aumentavam, assim como o perigo.


 


A Doutora Elyiana Morrey era uma raça com olhos e cabelo marrom sombrio curto. Era alta, quase cinco e dez, com uma expressão compassiva e uma voz dura quando as coisas não eram como queria. Mas apesar de sua simpatia, deixava Hermione incomodada.


- Preciso levá-la ao Santuário. - disse a doutora quando pegou o frasco final de sangue e o embalou em sua capa - As amostras estarão prontas logo. Precisamos vigiar de perto os sinais de acasalamento e compará-los com os outros.


O Santuário não era um lugar, calculou Hermione, no qual ela desejasse estar enclausurada. Ela tinha visto o informe de alta segurança sobre o Complexo que os Felinos chamavam uma base lar e não pensava ser parte disso. Não poderia resistir ser examinada assim, dia após dia, sabendo que no momento em que saísse daquela porta as pessoas a fotografariam, fariam-lhe um perfil e tentariam determinar suas fraquezas como os jornalistas freqüentemente faziam com as raças e suas mulheres.


- Isto está bem. - Hermione roçou em seu braço antes de levantar-se da cama e de mover-se rigidamente para a bata que estava jogada em uma cadeira - Estou bem aqui.


Ela vivia para uma mudança. Manteve seu sorriso, voltando a viver o regozijo puro da perseguição anterior e o conhecimento de que, sem importar o quão perto esteve, eles tinham ganhado.


- O acoplamento é diferente com você. - A doutora Money se sentou comodamente no final da cama, olhando-a com uma indireta de confusão - A mordida normalmente se realiza raramente, e só durante situações sexuais. Harry é o primeiro Macho das raças a morder fora dessa situação. A mordida é diferente também. Mais profundo que o normal e se não estou confundida, o que em geral não estou, o hormônio que injetou em você é mais potente. O aroma ao redor da mordida é mais forte que outros. Isto aumentará as respostas instintivas e as emoções. Tome cuidado com isto, sobretudo no que se refere à cólera. Parece que a cólera e a excitação são as duas respostas que aumenta primeiro. O julgamento pode ver-se dificultado em alguns casos, e não é sempre fácil de controlar.


Merda. Muito estranhamente, a mordida não doía.


Hermione estendeu a mão, roçando o músculo enquanto dobrava seu ombro. Este era o único ponto em que seu corpo não estava dolorido.


- Já começa a curar-se. - indicou a doutora - Isto é estranho também, considerando a profundidade da mordida. Não posso fazer as provas apropriadas desta forma, Hermione. E até que eu possa ver o que acontece, não tenho nem idéia do que o causa.


- Pergunte a Harry. - resfolegou ela - Ele é quem me mordeu.


Ela não era o experimento de laboratório de ninguém e não ia começar agora. Talvez mais tarde, emendou-se.


- Se Jonas tivesse averiguado algo nele teria me avisado. - Morrey deu de ombros elegantemente. - Conseguirei as amostras que preciso de Harry antes de partir, mas de todo jeito, isto não é o bastante. Necessito-a nos laboratórios.


Sim, Hermione apostava que o fazia. Ela observou à outra mulher com cuidado, incomodada com o coração sem emoção que podia sentir na doutora.


- Isto tem que terminar aqui. - suspirou ela finalmente cansada - Esconder não ajudará, não importa a desculpa que usemos. E estou cansada de me esconder. Quando tiver terminado, talvez a visite num momento.


A Doutora Morrey a olhou com serenidade.


- Poderia morrer aqui e nunca averiguaríamos o que causou as anomalias que mostra. Só o exame inicial mostra várias diferenças entre você e os outros companheiros do Santuário. Os hormônios de Harry reagem de uma maneira diferente que as das outras raças. Tenho que estudá-lo.


- Tem sangue, pele, fluido vaginal, saliva e outras amostras múltiplas para continuar. - Hermione cruzou os braços sobre seus seios enquanto olhava à doutora - Terá que ser suficiente.


Um sorriso resistente curvou os lábios finos da doutora.


- Não cede muito, não é, senhorita Granger? - indicou ela.


- Às vezes muito. - confessou Hermione ironicamente - E você evita falar-me sobre o assunto da mordida. Que demônios está acontecendo?


A Doutora Morrey apertou seus lábios fortemente durante um momento.


- O hormônio que levamos durante o Calor de Acoplamento tem algumas propriedades peculiares. - confessou ela - Com o tempo varia de acasalamento a acoplamento, começa a afetar o companheiro não raça a nível genético. A mordida de hoje… - Ela deu de ombros enquanto agitava sua mão com confusão - Isto nunca aconteceu antes. Mas notei com as outras fêmeas que aumenta o ritmo da cura depois do Acoplamento, como fazem seus níveis de imunidade. Suspeito que isto foi uma ação instintiva resultado do extremo da situação. Saberei mais depois que estude os níveis de hormônio no sêmen e saliva de Harry.


Os olhos de Hermione se arregalaram enquanto engolia com dificuldade.


- Isto está no sêmen também? - Uma visão dela de joelhos, com o membro de Harry jorrando pesadamente em sua boca, apareceu diante de seus olhos.


- Os níveis hormonais são realmente muito mais altos ali.


A doutora assentiu enquanto fechava a capa que continha as amostras e começava a reunir seus instrumentos de tortura.


- Sobre tudo na lingüeta. A potência hormonal ali é extraordinariamente alta das poucas amostras que conseguimos adquirir. - A risada curta e zombadora que a doutora deu quando lhe deu um olhar era ligeiramente amarga - É quase impossível conseguir amostras da lingüeta. Fomos afortunados com Merinus, uma vez. O hormônio viaja tão rapidamente ao útero que é quase impossível conseguir uma amostra. Pela razão que seja, a lingüeta só surge dentro da vagina. - Ela deu de ombros filosoficamente - Adivinho que essa é a busca de um médico.


Hermione manteve sua boca fechada. De maneira nenhuma ia revelar a injeção oral que tinha recebido. Com sua sorte, ela seria enviada ao Santuário tão condenadamente rápido que faria que a cabeça de Harry girasse. Agora mesmo que ela não queria ter nada a ver com o Santuário, apesar do fio de culpa que a encheu. As raças mereciam sua liberdade, e mereciam saber o que a natureza os fazia. Mas ela sabia que o perigo que a rodeava só se intensificaria se não tratasse com ele agora.


Ela limpou a garganta com cuidado.


- Bem, talvez seja afortunada um dia destes.


- Só podemos esperar. - A doutora resfolegou - Até então, fazemos todo o possível com o que temos. Um dia entenderemos tudo isto.


Hermione assentiu com o que ela considerava impressionante seriedade. Ela podia sentir o rubor que a traía e ameaçava elevando-se sob sua pele, e sabia que a doutora, sendo uma maldita raça, não teria nenhum problema absolutamente…


- Realmente ajudaria, querida, se me desse ao menos a informação que preciso. - A doutora, Elyiana, lançou-lhe um olhar pelo canto do olho enquanto se inclinava para o estojo e movia a fechadura - Sei manter minha boca fechada no interesse da ciência, sabe.


Merda.


Os olhos da Hermione se exageraram.


- Disse tudo o que sei. - prometeu ela enquanto lutava contra qualquer prova que traísse uma mentira.


- Nada mais absolutamente? - Elyiana arqueou sua sobrancelha com curiosidade - Estranho, a princípio falar daquela lingüeta e dos níveis hormonais o ritmo de seu pulso subiu até o céu. Harry alguma vez mencionou que a mentira tem um cheiro?


- Realmente, ele diz que uma mentira o tem. - replicou ela tranqüilamente.


Elyiana sorriu recatadamente.


- Poderia se dizer que o desmentido vem em muitas formas. - indicou ela - Como fazem as mentiras. E o cheiro troca para cada um. Você pode guardar seus segredos só por pouco tempo, Hermione. Finalmente terá que confrontar as conseqüências do Acoplamento e suas reações em seu corpo. Ocultá-lo não a fará nenhum bem, e isto somente fará mais difícil ajudá-los a você e a Harry.


- Estamos bem. - Hermione olhou com cenho franzido ante o sutil castigo - Não há nenhum problema absolutamente.


- Muito bem. - A doutora inclinou sua cabeça em uma cabeçada pequena e zombadora - A deixarei em paz para acalmar seu companheiro. Jonas é bastante bom em incitar sua cólera.


Os ombros da Hermione caíram.


- Sim, ouvi-os.


Elyiana lhe deu um olhar tranqüilo, de sondagem, antes de aplanar seus lábios e dirigir-se à porta.


- O deixarei então. - disse ela outra vez - Se precisar de mim, peça que Harry entre em contato com Jonas e virei. Embora realmente eu insista para vir ao Santuário. - Ela agarrou o trinco, deu uma olhada sobre o ombro e lançou a Hermione um olhar desagradável - Isto poderia significar mais que só sua vida, Hermione. Isto poderia afetar outros também.


- Elyiana… - Hermione manteve sua voz suave quando a doutora fez uma pausa diante da porta - A potência do hormônio na lingüeta?


- Sim? - A doutora a olhou com uma calma tranqüila.


- Talvez… - Ela limpou a garganta - Talvez seja diferente se é entregue de um modo diferente. - Ela sentiu que o rubor subia a seu rosto. Maldição como isto era difícil - Mais que dentro da vagina, quero dizer.


- Oralmente? - Os olhos de Elyiana se estreitaram enquanto Hermione assentia bruscamente. - Pela razão que seja, - seguiu a doutora - informes que temos dos casais acasalados mostram que os Machos não permitem a ejaculação durante o sexo oral.


Hermione limpou a garganta outra vez.


- Talvez Harry só seja estranho.


Falando de desconforto. Deixar esta mulher conhecer os prazeres que ela e Harry tinham compartilhado não era fácil.


- Obrigado, Hermione. - A doutora permitiu que um sorriso breve cruzasse seus lábios - Acrescentarei isto a minhas próprias notas particulares para investigar mais adiante. Mas ainda a necessitaria no Santuário o quanto antes. Mesmo que seja apenas para sua própria segurança.


Com aquele comentário, ela girou a maçaneta e deixou o quarto. Agora. Hermione só tinha que desfazer-se de sua família.


O helicóptero se levantou no deserto, seus motores se silenciaram quando pairou durante um segundo antes de dirigir-se de regresso ao complexo de Virginia. Elyiana se sentou atrás, seu contêiner de sangue, sêmen e amostras de saliva fechado com cuidado em um compartimento de armazenagem a seu lado. Uma luz débil acendeu o interior as sombras se dissiparam através do chão quando Jonas saiu da cabina e se sentou prazerosamente ao lado dela.


- As mudanças hormonais são muito mais aparentes com ela. Harry não perdeu tempo em marcá-la.


Elyiana encontrou os prateados e absortos olhos de Jonas. Eram misteriosos. Não, eram condenadamente horripilantes.


- Não posso estar certa sem as provas apropriadas. - Ela suspirou com derrota - Mas todas as provas apóiam esse caminho. As mordidas que lhe infligiu podiam ter muito a ver com isso. As mordidas eram muito próximas a jugular para assegurar que o hormônio foi vertido diretamente na corrente sanguínea. Sua audição é mais aguda, como é sua capacidade de curar-se. Saberei mais quando levar as amostras ao laboratório, mas eu adivinharia que o hormônio que Harry leva é muito mais potente que o normal.


- Por quê? - Inclusive sua voz era perigosa.


- Ele é um dos poucos cujo DNA de leão é mais forte do que os cientistas esperaram. - Ela deu de ombros - Esse é um dos motivos pelos quais evitou os castigos mais ásperos dentro dos Laboratórios e alcançou o status mais alto de assassino, como bem sabe. Adivinho que isso explicaria por que o hormônio é mais potente. Tem sentido.


O grunhido que retumbou no peito de Jonas era aterrador de ouvir. Este não era o som normal do desgosto que um leão Macho pronunciaria. Mas estava aborrecido com ela, ou com Harry?


Com maior probabilidade com ela; ele parecia em particular aborrecido com ela ultimamente.


- Não seja deliberadamente obtusa, Elyiana. - grunhiu ele, dirigindo seus incisivos perigosamente - Por que ele teria que mordê-la de tal maneira? Ele age por instinto; eu mesmo posso senti-lo. Agora por quê?


Ela o olhou pensativamente.


- Não sei, a menos que o hormônio e seus próprios instintos tentem vencer o anticoncepcional. Nas companheiras humanas anteriores, as diferenças genéticas neles depois da concepção conduziram a imunidade avançada e capacidade de cura. Isso poderia ser uma compensação primitiva de alguma raça. Um modo de assegurar a concepção ou o equilíbrio hormonal que permitiria a cura e imunidade mais alta. Suspeito do último. Ela já mostra a sensibilidade sensorial avançada. Audição e visão. Suspeito que isto é uma das pequenas brincadeiras da natureza para assegurar que sua companheira tenha vantagem para lutar a seu lado.


E outros estariam muito interessados em saber.


Elyiana era muito consciente do perigo no qual isto podia colocar à companheira de Harry. Os casais acasalados até agora ficavam dentro do Santuário para sua própria proteção e para permitir que com a enorme série de provas pudessem investigar o fenômeno do acoplamento.


Harry e Hermione nunca ficariam dentro do Santuário.


Harry era tão selvagem quanto o vento, sempre tinha sido. E parecia que sua companheira não era diferente.


- Precisamos dela no Santuário. Não importa o custo. - informou Jonas com frieza, sua cólera ia obviamente dirigida a Harry mais que a ela.


- Ela não virá. - Elyiana estava segura disto.


Algumas raças eram assim. O confinamento só os fazia mais perigosos e mais voláteis. Este era um dos motivos pelos quais alguns de seus melhores lutadores tinham morrido nos Laboratórios.


O Conselho tinha sido incapaz de controlá-los.


Elyiana se considerava uma lutadora capaz, uma mulher inteligente e forte. Mas Jonas a aterrorizava.


- Quero os resultados dos exames rapidamente. - disse ele brandamente, sua fria voz exigindo enquanto a contemplava com aqueles olhos misteriosos prateados - Muito rapidamente, Elyiana. Entendeu?


- Sim. - Ela lutou para manter sua mente em branco e suas emoções controladas. Ela esteve fazendo-o durante anos, já fazia muito tempo que ninguém tinha sido capaz de agitá-la, nem sequer Jonas - Entendo.


- Muito bem.


Ela olhou quando ele ficou em pé, um fluxo forte de movimento, elegante e perigoso de repente enquanto ele se movia de volta à cabina. Quando o painel fino entre as duas áreas se fechou deslizando-se, ela inalou profundamente para acalmar-se. Ele queria resultados, mas não mais do que ela o fazia. Isto poderia significar a diferença entre sua liberdade e sua própria destruição.


O Calor de Acoplamento não seria capaz de ficar escondido muito tempo, o que ela sabia que preocupava ao Gabinete de Direção das Raças. Uma vez que a informação escapasse sobre a imunidade avançada e as capacidades sensoriais dentro dos companheiros não raças e se suspeitasse sobre o retardamento sobre o envelhecimento, a opinião mundial poderia voltar-se contra eles com violência e o Santuário não poderia sobreviver.


Enquanto as raças fossem retratadas como débeis, incapazes de lutar contra o malvado Conselho e as sociedades de Puristas, então o mundo os olharia favoravelmente. Eles não eram um risco ou uma ameaça. Mas uma vez que a verdade surgisse, só Deus sabia o que aconteceria.


Embora lutassem por uma causa perdida. A suspeita já se adiantava entre os jornalistas. Em quase dez anos nem Lyon Callan nem sua companheira, Merinus, pareciam ter envelhecido um dia. Os sinais de acoplamento nos ombros dos companheiros tinham sido vislumbradas várias vezes, e vários cientistas comentavam sobre isso. Vários cientistas do Conselho, capturados durante os resgates das raças quando primeiro surgiu a informação, tinham revelado suas suspeitas para o acoplamento, embora nenhum soubesse o grau pleno disso.


Atualmente, o Santuário era sua única base segura. A velha e refinada mansão do sul estava rodeada por várias centenas de acres de terra arborizada e proporcionava às raças asilo e refúgio. Permaneciam dentro de suas próprias fronteiras e, à exceção das tarefas do exército ou da aplicação da lei nos que eram procurados, raramente se aventuravam entre as pessoas. Embora Elyiana soubesse que isto não duraria por muito mais tempo.


Uma vez que as raças se adaptaram à liberdade, e seus corpos e mentes se curassem das crueldades infligidas sobre eles dentro dos Laboratórios, então começariam a vagar. Esta era a natureza da besta. A necessidade de ampliar seus horizontes, de unir-se, de acasalar-se e de começar seu próprio clã.


Seria então quando as verdadeiras batalhas começariam. E eram essas batalhas as que Elyiana temia. A luta pela sobrevivência pareceria coisa de costurar e cantar comparada com o que se temia que chegasse.


 


 


 


 


 

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