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Visualizando o capítulo:

12. Transparecer


Fic: Sangue & Veneno


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: FINALMENTE atualizei! Desculpem-me pela demora, mas agora tá aí o próximo capítuloo \o

"Que bem fizeste tu ao teu pai para assim esperares tanto do teu filho?" (Muslah-Al-Din Saadi)


Eu estava no segundo ano em Hogwarts. Era final de agosto e eu havia acabado de ganhar novas vestes da Sonserina. Meu pai conversava com um bruxo do Ministério, e eu estava ao seu lado contemplando, há alguns metros, a figura da incrível Nimbus 2200.

Observava, atrás de uma estante de objetos raros de Quadribol na loja do Beco Diagonal, que Potter estava acompanhado pelo pai. Ele, Harry Potter o grande, acariciava a madeira luzente de uma Nimbus 2200 enquanto sorria para o filho como se a vassoura já pertencesse a ele. O pequeno Potter babava diante daquela preciosidade.

Idolatrada pelos jogadores internacionais, como também pelos capitães dos melhores times de Quadribol do século, a Nimbus 2200 sempre fora um sonho para os pobres sangues ruins, mas alcançável para uma família rica como a minha. Eu senti a sede de possuí-la naquele mesmo instante quando vi Alvo Severo Potter segurando um modelo altamente caro e brilhante a minha frente.

Meus olhos se espreitaram quando o sonserino desleal pelo qual insistia em me derrotar nas aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas no primeiro ano agarrou a vassoura e abraçou o pai depois que o vendedor, feliz, recebeu o pagamento do homem.

Devo ter ficado muito pálido e rígido, cerrando os dentes, para meu pai perceber a minha angustia e desespero. Depois acompanhou meu olhar, e nós dois tínhamos a atenção para o mesmo lugar. Meu pai ergueu o queixo, astutamente, assim quando examina as obras de arte.

– É a vassoura que deseja, filho?

Com apenas onze anos, Potter entrara para o time da Sonserina, enquanto eu ainda lutava para conseguir fazer parte da equipe. Como um bom filho, tinha o direito de deixar meu pai orgulhoso. A convicção de que o último modelo da Nimbus 2200 deveria ser meu era máxima. Eu deveria ser o apanhador da Sonserina, eu era o Malfoy, eu era o leal sonserino. E não o Santo Potter.

– É o último modelo – eu vociferei, cerrando os dentes.

Papai nada disse, apenas ultrapassou o pequeno corredor que nos dividia da família Potter. Seus passos eram lentos, no entanto eu o acompanhava apressadamente. Percebi que o pequeno Potter nos avistou primeiro, e no momento que aproximamos das outras vassouras Nimbus, aglomeradas no estoque atrás da vitrine da loja, ele escondeu o presente, já lacrado com um papel de seda marrom, atrás das costas para escondê-lo da vinha visão. Mas aquilo era impossível.

– Harry Potter – a voz de meu pai ecoou a loja.

O sr. Potter estava me fitando com aquele olhar que deveria me analisar com muito cuidado. Eu o encarei nos olhos como se fosse capaz de intimidá-lo, contudo ele não pareceu se incomodar e estendeu sua mão para mim.

Hesitante, fitei a mão dele. Não esperava que ele a oferecesse para apertá-la.

Meu pai sorriu amarelo quando virei meu rosto pálido para o dele, suplicando algum tipo de permissão. Durante minha infância, aprendia que ser amigável com os antigos inimigos da nossa família seria desrespeitar meu sangue puro e minha dignidade genealógica. Não queria desapontar meu pai em nada.

E naquele momento havia gesticulado um breve movimento afirmativo com a cabeça.

Apertei brevemente a mão do sr. Potter.

– Como vão as coisas, Draco? – perguntou ele.

– Estariam melhores, é claro, se meu filho fosse o dono dessa vassoura. É uma Nimbus maravilhosa.

O pequeno Potter ficou vermelho, talvez de raiva, ou talvez de vergonha. Ele conheceu a intenção de que queríamos tirar a vassoura dele.

– Pois bem, que chegassem primeiro – riu-se o sr. Potter. Meu pai fechou a cara disfarçadamente, no momento que também o fiz. – A vassoura pertence ao meu filho agora.

– Creio que sim, e aposto que pagou bastante caro por ela.

– Não aposte, posso ter realmente dado lucros a esta loja hoje.

De todas as maneiras, percebia que meu pai estava a manter esforço demais para agir com paciência. Sendo assim, ele perguntou em um tom casual:

– Peça ao seu pai para que eu possa dar uma olhada nesta vassoura, garoto?

O pequeno Potter encarou muito desconfiado. Eu sorri com desdém para irritá-lo. Depois de um tempo de hesitação, a voz dele saiu esganiçada, mas firme:

– Acho que sei decidir o que fazer sozinho, obrigado – afirmou, dando um passo para trás.

– Interessante – murmurou papai quando seu pedido não foi atendido. Os lábios dele se alongaram em um sorriso mais trocista do que o habitual e olhou diretamente para o sr. Potter. – O filho de Harry Potter não poderia ser outro. E a ironia despenca na nossa cabeça como bigorna. Não é ele o mais novo sonserino? O chapéu seletor está maluco este ano.

Meu pai jamais aceitaria o fato de que um Potter pudesse pertencer a Sonserina. Assim como jamais aceitaria o fato de que eu amava Rose Weasley.

– São as nossas escolhas que fazem de nós o que realmente somos – disse o pequeno Potter. Encarei-o com total desprezo. Como se atrevia a dirigir aquelas palavras ao meu pai, como se fosse Alvo Dumbledore?

– Aposto – disse meu pai com a voz baixa sem tirar os olhos do sr. Potter – que você o ensinou a dizer baboseiras.

– Eu o ensinei a ser inteligente e esperto, Malfoy – disse o sr. Potter no mesmo tom de voz. – Ato que seu pai jamais se deu o trabalho de fazer.

O rosto de meu pai contraiu uma expressão de ávida repulsa, e o seu sorriso trocista não existia mais. Era a mesma expressão que obtinha quando ouvia falar ou falava da família Weasley.

– Mas você ainda tem uma chance de acertar com seu filho. – A testa do sr. Potter estava franzida e ele deu um passo para frente, fazendo menção de ir embora. Olhava para mim, duvidoso. Lembro-me de ter limpado minhas mãos naquela hora. – Ou não. Adeus, Draco.

O pequeno Potter estendeu a vassoura em minha direção e sorriu, debochando. Avancei para cima dele, com raiva, mas meu pai agarrou o meu casaco e deixou que eles saíssem da loja ilesos e orgulhosos.

– Ter inveja deles é como ter inveja do sangue deles – disse meu pai, parecendo imensamente furioso. – E uma vez Malfoy...

– ... sempre Malfoy – eu completei em sussurro.



Eu estava sentando em algum lugar desconhecido, não fazia nem dez minutos. Alguma coisa segurou meu braço com força. Eram mãos frias e geladas. De repente meu pai estava ao meu lado.

– O que está fazendo...? – eu tentei me desvencilhar de sua mão, mas o esforço foi em vão.

– Tentando não fazer você cometer um erro.

A voz dele era pesada, brava e supostamente preocupada. Franzi a testa em sua direção, mal acreditando naquilo. Ele tirou seus dedos ao redor do meu braço e esperou que eu me acalmasse.

Finalmente vi onde eu estava.

– Você não saiu da mansão – ele explicou, quando contemplei, decepcionado, a grande fonte que sempre teve no centro do jardim do terreno. – E nunca poderia sair, pois gravei um feitiço contra isso. Só pode aparatar e desaparatar dentro do terreno.

– Por quê? – Meu cérebro girava freneticamente, tentando se acostumar com aquela sensação estranha de vergonha e arrependimento. Então eu não tinha idéia do que queria saber por quê.

– Você acha que depois dos dias que passou aqui comigo eu não percebi a sua vontade incontestável de me ver fora de suas vistas? Scorpius, eu já fui um adolescente como você. As coisas só pioraram quando tive a idéia de fugir...

Eu guardei a varinha no bolso, olhando para meu pai.

– O senhor não lembra... quando foi embora há cinco anos atrás? – eu perguntei a ele, calmamente. – O senhor não lembra do que disse a mim, quando voltou? Que não era para sentir saudades de você, pois isso seria inútil?

– Sim, meu filho, eu lembro. E eu lhe disse para que não me perdoasse, afinal, por tê-lo deixado. E você, atendendo sempre ao meu pedido, às minhas ordens, jamais me perdoou.

Ficamos em silêncio durante alguns segundos. Eu não queria ir embora para sempre, só queria sair de lá por algumas horas, andar pela estrada e tentar pensar direito. Eu não queria fugir, de qualquer maneira. Tudo o que eu queria era ficar longe da responsabilidade de ter que ser digno de um Malfoy.

E pelo visto a única solução que apareceu na minha mente foi ir embora por um tempo.

Sobre tudo o que minha mãe dissera, sobre meu pai ter sofrido antigamente, se habituara ao meu cérebro como se o sofrimento dele tivesse sido uma hipocrisia. Eu sempre fui assim, afinal, tirando conclusões precipitadas.

Mas naquele momento um pingo da chuva chocou-se contra meu rosto, depois foram vários e começou a chuviscar. Aquilo foi como um balde de água fria que limpou todos os pensamentos que me atormentavam naquele momento. Eu olhei para meu pai, ele se aproximou de mim.

– Eu perdoarei você pelo que disse e pelo que tentou fazer e fez, pois seus atos são acidentalmente irreversíveis a esta altura, e eu compreendo. Seu olhar diz que se arrepende, posso ver isso em você. Se me perdoar pelo que fiz, Scorpius, perdoarei você, pois sou seu pai. Já lhe disse que ninguém pode tirar isso de você, nem mesmo o ódio que você sente, nem mesmo a raiva...

– Pai. Eu acho que não mereço o seu perdão... Ainda. Eu não quero que você se arrependa depois.

Ele ergueu as sobrancelhas.

– Por que acha que me arrependerei por perdoá-lo?

Eu não estava disposto a contar que eu amava Rose Weasley e que esse era um dos meus pecados. Não mesmo. Eu não disse, pois só abanei a cabeça devagar e suspirei, mais contente por não estar sentindo aquela onda terrível de raiva. A chuva aumentou, atrapalhando também os pensamentos do meu pai, por isso ele pareceu esquecer de esperar pela resposta de sua pergunta e segurou meu ombro me arrastando até as escadas. Ele mancava e eu segurei o braço dele com força para que ele não escorregasse. Eu esperava que aquele fosse p mínimo que eu podia fazer depois de dizer que ele era um lorde das trevas, e me comportar com indiferença perante o sofrimento dele.

Por que, de algum modo, eu entendera naquela noite que, apesar de qualquer orgulho, eu me preocupava com ele. Embora não demonstrasse claramente.

Então a primeira coisa que soube no dia seguinte foi que eu estava de castigo.

– Você vai a festa do Ministério conosco. Recebemos um convite para prestigiar o aniversário no Ministro da Magia. E se você fosse embora...! – e ficava falando as consequências.

Minha mãe estava zangada agora que sabia que eu não ia abandoná-la. Talvez nos dez minutos que tinham se passado quando aparatei do meu quarto tivessem causado uma dor insuportável nela e ela ficado completamente triste e arrasada. Mas agora, bem... ela estava pronta para me dar uma bronca pelo meu comportamento rebelde.

E então nem objetei o convite, já que estava farto de ouvir muxoxos. Só fiz uma expressão cansada quando ela ainda completou que eu deveria usar uma roupa formal.

Meu pai, desde o começo, estava decidido a não deixar que eu cometesse as mesmas bobagens que ele. Caso isso não acontecesse, os momentos das jantas continuariam sendo monótonos, como sempre fora.

Mas isso pareceu mudar, de um modo mínimo, depois daquela noite. Era um recomeço, eu podia perceber.

As pernas do meu pai estavam melhores, o que o deixou mais contente nos dias que se passaram. Apesar de ainda não conversar com ele como antigamente, como meros pais e filhos, eu o observei, de longe, ele derramar todas as garrafas de qualquer tipo de álcool que havia na prateleira dentro do lixo da cozinha.

Quis perguntar o que o fizera mudar de idéia tão rapidamente, para poder me perdoar, para querer esquecer o modo como eu agira diante dele. Quis perguntar como estavam as coisas, agora que a tensão que existiu entre a gente estava começando a dissolver. Quis dizer a ele que eu sentia muito pelo filho que ele nunca chegou a ter.

Foi então que, numa certa noite, ele me explicou.

– Você disse coisas que nunca imaginei que diria a mim, Scorpius... Então quando você aparatou do quarto foi como se os flashback de todos os momentos que passei com você invadisse a minha mente. E eu descobri que você, naquele momento, estava sendo o que eu já fui, e não que você é. E eu vivi por muito tempo para ter certeza de que não permitiria que meu único filho se transformasse no homem que um dia eu fui. Mas não exatamente pensei nisso por nós dois, mas sim por sua mãe. Ela sempre nos amou e nunca deixou de transparecer o amor que sente. Ela sim não tem medo de demonstrar seus sentimentos, mas nós, Scorpius, meros orgulhosos, temos essa tendência que hoje me atormenta. E, seguindo o exemplo da mulher que eu amo, decidi que, apesar de ser tarde, ainda não é o fim, eu vou tentar fazer de tudo para que você me veja novamente como sendo seu pai. Eu não quero que você ignore minhas cartas quando estiver em Hogwarts, e nem sinta vergonha de ser meu filho.

Eu percebi que não havia palavras minhas que pudessem completar as deles. Apenas um gesto, talvez. E eu hesitei por um segundo. Só assim eu hesitava. Mas depois descobri que não tinha o que esconder. Mas foi meu pai que me abraçou com força. E naquele abraço todos os outros que nunca foram compartilhados estavam embutidos juntos em apenas um.

***

O salão estava lotado e repleto de pessoas importantes. Mas uma boa parte havia apenas bruxos desconhecidos. Todos, pelo visto, foram convidados para a festa do Ministro da Magia. O guarda que certificava se nossos nomes no portão de entrada do salão estavam na lista de convidado encarava uma fila de bruxos elegantes quando chegamos. Permitiu a nossa entrada e continuou verificando nomes.

Assim que entrei, reconheci, de longe, um colega da Sonserina quando acenou para mim. Aproximei de Jake, o goleiro do time de Quadribol, e apertei sua mão. Ele também usava um terno negro, como todos os homens daquela festa.

– Como vai, Scorpius? – ele me perguntou, parecendo cansado. – Não sabia que viria.

– Não custa nada comemorar o sexagésimo nono aniversário do nosso digníssimo Ministro – eu disse, dando de ombros. – Tem mais alguém de Hogwarts por aqui ou só você?

– Todo mundo vem a essa festa. Provavelmente até a diretora McGonagall.

Observei o lugar. Havia um palco para a banda que ia tocar naquela noite; infinitas mesas instaladas em vários cantos. Logo a minha frente, atrás de Jake, estava um pequeno e elegante bar onde servia as bebidas e talvez até os salgados. As pessoas acomodadas em seus lugares, conversando e se cumprimentando animadamente. Mas não havia sinal de nenhum Ministro por enquanto.

Eu me afastei para a mesa onde meus pais estavam sentados, e enquanto andava fiquei observando os bruxos que chegavam com suas famílias, seus filhos de crianças até adolescentes. Arrastei a cadeira para sentar.

– Vejo que já encontrou um de seus amigos – disse meu pai. Um bruxo que servia as bebidas chegou ao lado da mesa, e quando meu pai pegou um copo de vinho, minha mãe rapidamente foi tirando da mão dele.

– A festa mal começou, então vamos evitar por enquanto, certo? – ela disse com calma e paciência, como se estivesse tentando tirar o brinquedo de uma criança teimosa.

Relutante, meu pai ajeitou o casaco do paletó que usava e aceitou. Dava para ver como estava tenso, por causa dos bruxos que ele provavelmente estava reconhecendo de alguns anos atrás, ou décadas. Eles se cumprimentavam, acenavam fracamente. Um ou dois vinham lhe apertar as mãos.

Encontrei Jake novamente numa roda de amigos da Sonserina em uma parte do salão poucos minutos depois que todas as mesas ficaram cheias. Ele me chamou enquanto eu caminhava para pegar um salgado. Fui até Derick, Rachel e Gregory e os cumprimentei.

– Impressão minha ou a festa tá realmente chata? – perguntou Rachel, vestida num elegante vestido rosa.

– Não é impressão – respondeu Greogory. – Vamos nos sentar em uma mesa, não quero ficar com meus pais.

Eles concordaram. Sentamos a uma mesa próxima. Derick sugeriu que fizéssemos uma aposta.

– Do quê? – eu perguntei.

– Quem pegar mais garotas hoje ganha cinco copos de wisky de fogo.

Rachel pigarreou.

– Você é a única garota, Rachel – ele disse. – Não está em maioria, mas se quiser, pode pegar os caras aí...

Mas não era essa a preocupação.

– Eu sou sua namorada, Greg.

– Até parece – ele jogou os ombros. Rachel saiu bufando da mesa. – Vamos lá. Com quem você vai começar, Scorpius?

– Prefiro ficar na minha hoje – eu respondi sem me preocupar com a repreensão.

Jake riu alto.

– Eu posso começar, acho que vou tentar com a... – ele olhou para todos os lados, a procura de uma que o chamasse atenção – Oh... que tal a Georgina?

Seus amigos aprovaram, eu fiquei calado.

– E eu vou pegar a... Jamie – comentou Derick olhando para a própria garota assim que ela sorriu para ele ali perto. – Fácil.

– A minha será a Potter – anunciou Gregory espreitando através da minha direção. Acompanhei seu olhar e vi Lily Potter andando apressadamente ao lado de seus irmãos. A família Potter estava acabando de chegar. Olhei para todos os lados, a procura dos outros que provavelmente sempre os acompanharam.

– Ela é difícil – disse Derick. – Você nunca vai conseguir.

– É por isso que estamos apostando. – Depois eles olharam para mim. – Qual será a sua, Malfoy? Tem que haver uma aqui...

Ele parou de falar naquele momento. Olhava para minha direção só que através dela de novo. Nem dei ao trabalho de me virar, pois sabia que estava babando pela Potter.

Só que na realidade, eu não sabia de muitas coisas.

– Aquela é a Weasley?

Pestanejei a Gregory, fazendo esforço para não encará-lo com desprezo. Virei calmamente a cabeça e então a vi.

E esqueci que Gregory estava olhando-a de uma maneira que me deixava zangado. Por que só a visão dela me importou naquele momento.

De longe, sorrindo para aqueles que lhe cumprimentavam – um sorriso que ela abria com facilidade para me arrebatar – estava Rose. Parecia que todas as vezes que eu a via perdia meu fôlego. E eu ainda ficava surpreso com o efeito que Rose causava em mim.

– Uma boa segunda opção – comentou Gregory, analisando-a.

Eu me levantei e disse: “Ela não é sua.” E, sem explicação alguma, eu andei até ela como se houvesse um cordão me puxando em sua direção.

Rose estava de costas e ajeitava a gravata de um menino de cinco anos. Ela não sabia que eu estava lá, então esperei pacientemente para que ficasse sozinha. Desse modo, apenas coloquei as mãos no bolso, observando-a.

– Cadê minha mãe, Rose? – perguntava o menino, enquanto Rose afrouxava a gravata dele.

– Já já que ela vem, depois eu falo para ela te procurar. Pronto, bonitão, pode brincar agora.

Ele lhe deu um abraço de agradecimento e pulou da mesa que estava sentado, para sair correndo brincar com as outras crianças.

Rose ficou ali parada, olhando o garoto até ele sumir de vista. Um bom momento para chegar mais perto dela e perguntar:

– É mais um da família?

Eu vi outro sorriso quando ela virou seu rosto para mim, devagar. Ela mordeu os lábios e respondeu:

– Sim, é o filho do Teddy.

– Hum.

Rose virara seu corpo. E seu sorriso sumiu aos poucos, mas seus olhos continuaram brilhando, assim como sua pele e seu cabelo. Eu senti falta daquela conexão. Meus lábios encontraram-se com a bochecha dela, e sua respiração enfraqueceu quando a beijei ali, de uma forma suave e devastadora.

– Como foram suas férias? – eu perguntei em seu ouvido.

– Cansativas... – ela respondeu. – Todos os dias eu sentia sua falta, a propósito.

Eu a encarei.

– É bom saber que não fui o único. – Parei por um momento para observar seus lábios. Seus lindos e convidativos lábios. – Senti falta disso também.

Mas ao em vez de beijá-la eu apenas contornei seus lábios com um dedo. Adorava quando ela fechava os olhos para poder sentir o meu toque.

– Scorpius... você tem idéia de que...

– Eles podem olhar? – eu sorri, mas ela não viu. – Você ainda se importa com o que vão pensar de nós dois, Rose?

– Não... não era isso – Rose abriu os olhos. – Você tem idéia de que me deixa maluca? É difícil pensar quando você me olha desse jeito.

– Eu preciso te olhar desse jeito – eu respondi, enfatizando. – Para mostrar que você é minha, afinal. E não deles.

Eu apontei para a mesa onde Gregory, Jake e a turma estavam.

– Achava que você não gostava da parte de mostrar – ela comentou, andando até uma mesa.

– Está na hora de transparecer meus desejos. – Eu segurei a mão de Rose, como se fossemos namorados há muito tempo. – É hora de dizer que é você quem eu desejo, quem eu quero, para o resto da minha vida.

Então, no meio do corredor repleto de bruxos, ciente de que todos olhariam, eu a puxei para lhe roubar um beijo que, devo comentar, deixou até as crianças surpresas.

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Comentários: 2

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Enviado por Mariana Berlese Rodrigues em 05/02/2013

SIMPLISMENTE P-E-R-F-E-I-T-O ESSE CAP. A-M-E-I *.*

#MORRI 
A-M-E-I <3 <3 <3 
MUITOOOOOOOOOO LINDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA *.*
CHOREI AQUI :)

NESSA HORA O RON E O DRACO MORRERAM kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk' 

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Lana Silva em 16/02/2012

OMG eles vão ser mortos KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK serio nem acredito que ele fez isso *-*

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

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