30 de outubro de 1981
Boneca de Luxo, assim muitos a chamavam, no sentido mais pejorativo da expressão. A jovem Sra. Lestrange não se importava, na verdade, até gostava. Por mais que fosse para denegri-la, falavam dela. E Bellatrix, desde muito cedo, era especialista e adoradora da arte de ser o centro das atenções.
Desde a forma como andava, até o jeito de virar a cabeça, era perfeita. Era engraçado como em pouco tempo a Princesa dos Black se tornara a Boneca de Luxo do Lorde das Trevas. A opinião das pessoas era realmente volúvel.
De certa forma, preferia ser enxergada como uma vagabunda a uma princesa feita de vidro. Agora Narcissa tinha que agüentar tal título, e Bellatrix esperava que a irmã tivesse paciência suficiente para esta tarefa.
A voz de Voldemort, incomodamente próxima a ela, a despertou de seus pensamentos e fez vários na mesa desvirem os olhares, antes focados nela, para qualquer outro lugar na sala.
Virou o rosto delicadamente para o Lorde, olhando dentro dos olhos vermelhos que a assustavam e a enlouqueciam ao mesmo tempo. Apesar de ter frases formadas em seu cérebro, por alguns segundos, seus lábios não conseguiram transmiti-las.
- Sim, milorde, eu cuidarei disso. – finalmente conseguiu se desligar dos olhos dele e dizer algo. Ele tinha lhe passado informações sobre um povoado trouxa que deveriam atacar, ela estava no comando. Informações que Bellatrix conseguira captar quase milagrosamente - uma vez que estava pensando no que os outros diziam dela.
Bellatrix fez uma nota mental para se lembrar de nunca mais cometer tamanha imprudência. Os olhares estavam novamente nela e ela simplesmente os ignorava.
Voldemort terminara de dar as instruções e dispensara todos. Ela era sempre a última a sair, mas, desta vez, foi uma das primeiras a fazer menção de levantar – recebendo um olhar de censura vindo de Voldemort no mesmo instante.
Um a um, os Comensais foram para suas casas, deixando-a sozinha com Voldemort. Ele se levantou e ela, pela primeira vez em meses, sentiu seu corpo inteiro se arrepiar quando ele se aproximou. A novidade não era o arrepio em si, mas a causa do mesmo: medo.
Como ela temia, Voldemort percebera a distração de Bellatrix durante a reunião. Por sorte ela disfarçara, evitando que ele tivesse que brigar com ela publicamente - mas isso, em hipótese alguma, a salvaria de uma bronca particular. Delicadamente, ele tocou os ombros dela que engoliu seco.
- Imagino que saiba que não pode me enganar, Bella. – sussurrou ele no ouvido da morena, de forma sensual e assustadora ao mesmo tempo.
- Eu nunca pensaria tamanha estupidez. – respondeu ela, quase em um sussurro.
- Uma resposta digna de uma perfeita Comensal, mas.. – ele virou a cadeira em que ela estava sentada, fazendo-a encará-lo de frente. – Não passa de uma resposta perfeitamente calculada para evitar um castigo, correto? Obviamente sim. Infelizmente não funcionará, minha cara. Desde quando acha que pode simplesmente me ignorar durante uma reunião, Lestrange? – o som de seu sobrenome a fez gelar.
Bellatrix não conseguia olhá-lo diretamente nos olhos, o medo agora percorria seu corpo como um veneno que estava a ponto de consumi-la. Nunca sentira medo dele, respeito sim, mas medo como aquele que sentia era um sentimento inédito.
Ele estava certo, como sempre, e tentar evitar um castigo provavelmente piorara a situação dela.
- Acho que se esqueceu que mesmo sendo minha boneca de luxo, você ainda está no patamar de serva e pode ser facilmente substituída. – levantou o rosto dela para poder olhar naqueles olhos verdes como esmeraldas raras feitas com a beleza de uma mão santa e a tentação de um demônio.
A certeza de que nada poderia melhorar sua situação naquele momento veio quando Bellatrix ouviu-o chamá-la de Boneca de Luxo. De todos no mundo, ele era o último que a chamaria daquela forma em uma situação normal. Contudo, aquela situação estava a quilômetros de ser considerada normal.
- Que bom que você percebe. – estava colocando Bellatrix no lugar correto dela nada mais nada menos que uma simples serva carnal, uma escrava de seus desejos, uma aranha presa em sua própria teia de mentiras.
Voldemort como sempre estava retomando o controle da situação, como sempre fizera antes, durante um tempo comandou Bellatrix com rédea frouxa fazendo com que a bruxa pensasse ser superior aos outros, o que, diga-se de passagem, era verdade. Só não queria que ela percebesse isso, pois seria pior.
Bella não se atreveria a falar sequer uma palavra, sabia que o lorde estava certo em falar com ela daquele jeito, mas de certa forma achava errado, pois afinal não cometera nenhum pecado mortal apenas ficara um pouco distraída.
- Mas é claro que é pecado Lestrange em uma reunião de tamanha importância como esta perder qual quer informação pode ser crucial para toda a operação e eu estou pensando seriamente em passar o comando desta operação para outro comensal, talvez um comensal mais responsável.
Bellatrix engoliu seco mais uma vez, sentindo seu coração disparar e sua respiração começar a ficar falhada. Ele não estava para brincadeiras e nem ela, de fato, esperava que estivesse. Se ele decidisse passar o comando para outro, passaria e ela só podia ter esperança de que este outro Comensal não fosse Lucius Malfoy ou, pior ainda, Severus Snape. No entanto, até esperar que não fosse um dos dois seria pedir demais, principalmente na posição que ela se encontrava, sendo que eles eram os Comensais nos quais o Lorde mais confiava.
- Se milorde me permite, quem seria meu substituto em tal missão? – não consegui conter a curiosidade se seu Lorde realmente achava que alguém a sua altura precisava saber quem era tal comensal.
- Severus é claro. Em quem mais poderia confiar esta missão? – ele falou propositalmente. Alfinetando justamente no ponto fraco da bruxa, sabia da inimizade entre Snape e Bellatrix, usaria isso conta ela. – Afinal ele é tão leal faz um ótimo papel de espião dentro da ordem, alem do mais estou até pensando em colocá-lo sentado ao meu lado direito na próxima reunião, o que acha Lestrange? – sorriu debochado – Isso foi mais uma pergunta retórica, pois o que você acha ou deixa de achar pouco me importa.
Após a resposta dele, Bellatrix não se atreveu a abrir a boca novamente. Ele daria o comando para seu pior inimigo, aquele que ela mais odiava. Olhou para o próprio colo, as esmeraldas que eram seus olhos imploravam por lágrimas, mas ela não atenderia tão absurdo pedido. A última coisa que faria era chorar na frente do Lorde, era realmente como uma boneca: bela, perfeita e fria - ou pelo menos era a imagem que passava.
- O que foi, Bella? Será que com o passar dos anos ficou tão fraca e incapaz de ouvir a verdade? – questionou o Lorde que já que podia ver claramente o emaranhado de emoções que estava me mente de sua morena. - Tão fraca, tão indefesa e frágil, pobre de ti. Imagine o dia em que eu não te guardar mais sob minhas asas.
Bellatrix voltou a fitá-lo. Aquelas palavras a haviam cortado por dentro, como adagas afiadas que insistiam em feri-la mais e mais a cada segundo. E a causa de tudo aquilo era uma pequena distração. Ela imaginava como seria se, um dia, falhasse durante alguma missão.
A morena não agüentaria mais ver as próprias emoções sendo usadas contra si, era uma ótima oclumente então, com pesar por ter que usar isto contra ele, fechou a mente.
- Fechando a mente para mim Lestrange? Que feio. – Voldemort possuía um brilho assassino em seus olhos, chegou ainda mais perto dela o que fez com que a intensidade de seu olhar aumentasse, o que dificultava manter a barreira de Oclumência – Você se esqueceu de dois míseros detalhes ao fazer esta besteira: O primeiro é que está tentando bloquear a sua mente justamente contra o maior legilimens de todos os tempos. E o segundo, é que eu te ensinei tudo o que sabe sua criança tola. – não fora nenhum desafio para ele penetrar novamente nos confins da mente de Bellatrix, não importava o que ela fizesse para bloqueá-lo ele sempre iria arranjar um jeito de ultrapassar.
A bruxa fechou os olhos com força, sabia que se continuasse naquele jogo sua mente iria acabar virando purê. Tinha horas que dava a impressão que nem o próprio Lorde tinha noção do poder que exercia sobre ela. Há muitos anos havia entregado a mente, o corpo e a alma para ele, mas uma vez ou outra era sempre bom tentar recuperar os controles de sua própria vida sem ser, nem que seja por alguns segundos, marionete de seu mestre.
Ela desistiu de tentar ir contra ele, era tolice, a maior das tolices. Ele sempre venceria. Abriu os olhos novamente, deixando os olhos verdes se perderem nos vermelhos dele.
- Eu tentei, mas desisto, my lord. Não tenho como controlar minha vida mais, sou, como todos dizem, apenas sua Boneca de Luxo. Uma marionete que maneja como desejar. – era extremamente difícil para ela admitir aquilo mesmo que fosse para ele, no entanto, estava cansada de resistir.
Em um piscar de olhos muita coisa aconteceu. Bellatrix apenas sentiu uma mão grande, pesada e fria marcando os cinco dedos em sua pele alva. Porque, mesmo muito leve, o tapa fora o suficiente para levá-la ao chão de modo que ficou caída aos pés de seu mestre.
- Resposta errada, Bella. Tente outra vez. – sorriu maliciosamente, o que ele fazia chegava a ser cruel.
Bellatrix levou a mão ao rosto, sentindo a raiva percorrer seu corpo como o medo fizera outrora. Ela levantou do chão subitamente e parou na frente do Lorde, olhando-o nos olhos.
- O quer que eu diga? Que estou cansada de ser uma marionete em suas mãos? Que quero ter, pelo menos, um controle mínimo da minha vida? Eu digo, milorde! Apesar de saber que, enfrentando-o tão alterada, eu poderia piorar a minha própria situação, eu acabo de deixar de me importar! – ela estava completamente alterada, desde o tom da voz até a forma com a qual pronunciava as palavras.
O sorriso se alargou no rosto do Lorde, agora era só uma questão de tempo até que ela finalmente percebesse o que ele estava querendo fazer com ela.
- Perdeu a noção do perigo Bellatrix? – arqueou a sobrancelha.
Bellatrix sorriu com o canto dos lábios, uma atitude digna de uma pessoa completamente louca, mas sanidade nunca fora o seu forte. Ela deu um passo, ficando perigosamente próxima a ele.
- Eu perdi a noção do perigo há muito, muito tempo atrás, my lord. – respondeu ela. – No momento em que aceitei que minha relação com o senhor ultrapasse a vida social e se tornasse íntima, pois esta foi uma decisão, ouso dizer, suicida. Deliciosamente suicida. – enquanto ela pronunciava as palavras, ele podia sentir a respiração dela sobre seu rosto.
- Sabe.. Até que você não é burra.. – disse Voldemort puxando Bellatrix agressivamente pela cintura juntando os corpos perfeitamente assim como ying e yang – O mas difícil foi realmente saber quanto tempo você levaria para perceber – afundou uma das mãos no cabelo da morena dando um leve puxão enquanto a outra a segurava possessivamente pela cintura - Não quero mais uma pessoa para eu manipular, e sim alguém que se meta em confusão por livre e espontânea vontade. A única coisa que basta é o ponta pé inicial.
Bellatrix deu risada, não sabia realmente o que esperar dele, nunca saberia. Mas esta reação fora a melhor possível.
- É, acho que sou a única que seria burra o suficiente para enfrentá-lo. – ela aproximou o rosto e roçou os lábios nos dele. – E a única mulher que entraria em uma relação completamente suicida. Mas, como eu disse antes, sou louca o bastante para considerá-la deliciosamente suicida.
- Realmente, você é suicida a ponto de se jogar nos braços do maior bruxo das trevas de todos os tempos – sem mais delongas, juntou seu lábios em um beijo profundo e perigosamente tentador para ambas as partes.
Bellatrix subiu a mão para o pescoço dele, parando na nuca, onde pressionou um pouco. Aquele beijo era mais, muito mais do que prazeroso para ela, que não conseguia descrevê-lo em simples palavras. Descolou os lábios dos dele e distribuiu beijos em todo o caminho desde a boca até a orelha dele.
- Oh, my lord, devo corrigi-lo. Não sou suicida a ponto de me jogar em seus braços, mas sim de adorar fazê-lo. – sussurrou ela.
Voldemort soltou-se dela, a empurrando com voracidade até batê-la na mesa onde, pouco tempo antes, tiveram a reunião.
- Então você já deve saber que eu gosto de manter o controle em tudo o que eu faço. Mas será que você vai realmente sucumbir às minhas ordens ? – falou o bruxo das trevas, retirando a varinha de dentro do bolso interno das vestes. Reação esta que provocou um misto de pavor e excitação na morena.
Ela olhou para a varinha e de volta para dele e sorriu maliciosa. Não tinha a mínima idéia do que ele pretendia fazer com aquela varinha, mas não tentaria adivinhar.
Colocou as mãos na mesa e sentou-se na mesma, cruzando as pernas sensualmente.
- Isso depende do que você pretende fazer, my lord. – ela mordeu o lábio inferior e passou a mão nos cabelos, tirando-os do rosto.
Não esperou que a mulher pronunciasse mais nenhuma palavra.
- Crucio..- murmurou vagamente, logo a morena já estava contorcendo-se de tamanha a dor que sentia quem seu frágil corpo que, diga-se de passagem, de frágil não possuía nada. Pois, alem do título de boneca de luxo, alguns comensais menos desavisados faziam o favor de chamá-la de Dama de Ferro.
Bellatrix caiu de costas na mesa. Não sabia se a dor que sentia era de todo ruim, ou de todo prazerosa. Ela chegou à conclusão que era um misto dos dois. Sentia como se todo o seu corpo estivesse em chamas, era uma dor quase insuportável que, de alguma maneira estranha, conseguia causar-lhe algum prazer. Talvez estivesse se descobrindo um tanto masoquista, mas, ser totalmente fiel e um tanto quanto apaixonada por Lord Voldemort – mesmo que ela não admitisse isso publicamente – era totalmente masoquismo.
Com as defesas dela totalmente baixas novamente tinha oportunidade de ler mais facilmente os pensamentos dela.
- Sabe minha Bella, esta sua pequena tortura a cada momento transforma-se em um doce deleite para mim. – um sorriso sádico se formou nos lábios do Lorde – Mas vamos mudar um pouco de maldição – disse ao conjurar uma faca e apontar a varinha novamente para bruxa – O que acha agora de treinarmos.. Império.- falou o bruxo com uma voz tanto quanto imperial e entregando a faca para Bellatrix – De uma facada em si própria, minha cara, vamos ver se acha isso, no mínimo, divertido.
Bellatrix arregalou os olhos, não queria aquilo, mas não tinha como resistir, a Maldição Imperius era mais forte do que ela, muito mais forte. Ela tentava resistir, enquanto Voldemort observava mantendo o sorriso sádico. Suas mãos iam contra sua vontade e ela não conseguiu. Em apenas alguns segundos, sentiu a lâmina cortar sua carne na região próxima ao estômago. O sangue escureceu ainda mais o vestido escarlate que ela usava. Ela tirou a faca de si, sentindo as lágrimas de dor brotarem em seus olhos e, claro, esforçando-se para contê-las.
- É realmente deprimente ver um sangue tão puro sendo desperdiçado em uma de nossas brincadeiras. – disse Voldemort, suspendendo a maldição. Agora não encontrava nenhum pensamento que o atiçasse a continuar com aquele joguete, guardou a varinha dentro das vestes e foi em direção à dama ensangüentada.
Bellatrix não sabia o que pensar ou fazer, pensava apenas na dor que sentia no momento. Não sabia se agüentaria continuar com aquele jogo.
Voldemort pegou a faca das mãos de Bellatrix e apontou para o peito dela, assustando-a ainda mais. No entanto, ele apenas usou-a para cortar o vestido dela até o local do corte. Ele tocou o corte, fazendo-a gemer.
- Bella, Bella. Como sempre obedecendo minhas ordens da forma mais perfeita que consegue. Mas desta vez, exageraste, minha cara. Ele pegou a varinha novamente, sem fazer nada com ela, pelo menos a princípio. Debruçou-se sobre a mesa onde ela se encontrava deitada, com o rosto próximo do corte.
- Quanto sangue puro sendo desperdiçado..E, como eu já disse, isso é terrível. – ele sorriu e tocou os lábios na barriga dela, fazendo o caminho do sangue – que escorria- com beijos, até chegar no ferimento. Ele usou um encantamento para fechar o profundo corte e começou uma trilha de leves mordidas pelo corpo dela.
A morena fechou os olhos não podia acreditar a sensação era a mesma de sair do inferno e ir para o paraíso em meros segundos.
De duas, uma: ou ele possuía um distúrbio de personalidade, ou ela era louca a tal ponto que acatava cada ordem dele. Pior do que isso, era ter aquelas duas personalidades assassinas combinas em uma só. O que estava acontecendo com freqüência.
- Por alguns minutos, realmente pensei que derramaria até a última gota de meu sangue nessa mesa. – sussurrou ela, que arranjara, com muito custo, forças para falar.
Ele não respondeu prontamente, esperou chegar ao pescoço dela com as mordidas. Beijou os lábios dela rapidamente, para depois falar.
- Bella, querida, isso era apenas uma brincadeira. Que motivos eu teria para deixá-la ferida? Para derramar todo o seu precioso sangue? Não, minha cara, uma boneca quebrada não tem utilidade alguma, não é mesmo? – ele sorriu malicioso.
A bruxa não conseguiu conter a risada sádica que fugiu de seus próprios lábios naquele momento, concordando com a cabeça, afinal ele tinha toda a razão do que servia uma boneca quebrada, apenas para ser jogada no lixo e aquilo estava longe de acontecer com ela, pelo menos em sua mente insana era essa idéia que possuía.
Sentir o corpo do lorde sobre o dela era simplesmente gratificante, a sensação de missão cumprida era a melhor, o poder que emanava dele fazia com que a morena provasse do real significado da palavra.
Era tão curioso pensar que como uma mulher com a metade da idade dele havia-o feito sucumbir a seus encantos e já não era de hoje, isso vinha desde a data que se conheceram a cerca de dez anos atrás em um baile de máscaras, mas isso era uma história para outro momento, pois agora só queria aproveitar o Lorde o seu lorde.
Em um impulso colou seus lábios nos dele novamente, deleitando-se com seu gosto simplesmente inesquecível, as palavras e provocações simplesmente não existiam, os gestos cada vez mais impetuosos.
Voldemort terminou de rasgar o vestido, peça incomoda que Bella ainda trajava, passando a mão sobre a virilha da mulher, sem parar de beijá-la começou a bolinar seu clitóris sobre a calcinha.
O toque mais profundo da mão dele fez com que cada célula de seu corpo arrepiasse, sentia-se em desvantagem, isso era injusto, mas sabia que não seria assim por muito tempo. A respiração dela era descompassada enquanto a dele era parcialmente inalterada, o desejo que possuía de recompensá-la por sua obediência inabalável se apoderava dele.
Bella não tinha mais idade, muito menos Voldemort para que fizessem aquilo de presa como se fossem dois adolescentes inexperientes com hormônios a flor da pele e o temor de serem pegos fazendo sexo em lugares no mínimo indevidos. Não que o local fosse impróprio a final é na mesa que se come.
Tinha orgulho dela assim como um pintor tinha de sua obra-prima, ele a transformara naquela mulher, melhor de tudo ele a fizera mulher. Conseguia sentira a umidade entre as pernas dela aumentado, finalizou o beijo mordendo seu lábio inferior dando uma leve puxada queria ouvir Bella gemendo a seus toques.
O lorde parou rapidamente de masturbá-la e com a mesma faca, contou os lados da calcinha delicada que ele usava deixando que a ponta da mesma deixasse marcas em seu corpo ela gemeu. E tornou a gemer quando sentiu os lábios dele indo se encontro ao mamilo rosado de seu seio.
Dois de seus dedos o indicador e o médio penetram na vagina dela quando o polegar brincava com o clitóris. Escolha de palavras correta que o corpo dela era praticamente o playground dele.
A calmaria dele era para provocá-la, os gemidos que brotavam do boca da bruxa era alternados com os suspiros prazerosos, fechou os olhos, pois é no escuro que os sentidos ficam mais apurados. Não eram apenas os gemidos dela que se alteravam a boca do lorde sugava um seio enquanto sua outra mão massageava o outro.
Bellatrix concentrou sua força de vontade não queria estragar a brincadeira tão cedo, mais era difícil quando o dedo médio dele estava-a tocando exatamente no ponto G, estava tão relaxada revirando os olhos pelo prazer proporcionado. Os gemidos tornando-se mais altos e descompassados, a pedida que começavam as contrações vaginais, até que finalmente chegou ao ápice do prazer com o orgasmo, o corpo inteiro estremeceu e a calmaria que se apoderou de seu corpo momentos depois praticamente como se tivesse sido dopada.
Retirou os dedos daquela região e passou suavemente sobre os lábios dela, que os lambeu limpando-os sentindo o próprio gosto, sentir nojo daquilo era sentir nojo de si mesma e do que acabara de fazer com ele.
A volúpia era clara, agora seria eu a brincar com ele e ambos sabíamos disso muito bem. Deu-lhe um breve selinho ele se afastou da mesa e m levantei, indo sem sua direção mantendo o contado visual, pensando nas inúmeras possibilidades do que eu poderia fazer com ele ou melhor deixando que ele visse, afinal não era ele o legilimens.
Bella mordeu lábio inferior quase com uma expressão de inocência que destoava de meus pensamentos, caminhando a pouca distância que nos separada com passadas cruzadas, deixando o vestido rasgado escorregara pelo meu corpo agora totalmente nu.
Já próxima dele, começou a desabotoar os botões de sua blusa de maneira lenta e provocante ele riu principalmente quando deixou com que as longas unhas embarrassem na pele dele, abriu o cinto, mas quanto foi abrir o zíper acabou quebrando a unha do dedo indicador.
- Parece que foi castigo por ter me arranhado - o lorde não pode evitar o comentário muito menos ela evitar a risada.
Que foi loco substituída por uma expressão safada no momento em que tocou no pênis dele já rígido praticamente implorando para sair daquelas peças de roupa que o prendiam.
- Tadinho você ia gostar que te prendessem dessa maneira... Viu minha unha foi sacrificada por uma causa nobre. - pegou o com mais vontade, massageando.
- Pensei que já tínhamos passado das preliminares querida... - sorriu, Merlin que sorriso pecaminoso era aquele.
Enquanto massageava a mão livre foi até sua nuca, puxando o mais para perto mordiscando seu pescoço e passando a ponta da língua sobre as marcas. A mão que o masturbava abaixou a pele ao redor da cabeça revelando a glande, fechando a mão em torno do membro sem apertar e subindo e descendo desde a base até a ponta.
Ele passou a ponta da língua próximo a minha orelha, fiquei toda arrepiada, principalmente com as coisas que ele sussurrava me estimulando para continuar a masturbá-lo e eu novamente excitada.O lorde das trevas tomou novamente meus lábios nos seu segurando ambas as minhas mãos me guiando, não sabia para onde.
Sentou-se na cadeira onde há pouco tempo atrás, ou não, já havia perdido a contagem do tempo, retirando completamente as roupas e sentando-se ali, com o pênis ereto. Com o dedo indicador fez sinal para que Bella se aproximasse batendo indicando onde queria vê-la sentando.
- De frente para poder apreciar melhor seu lindo rosto, assim como em seu pensamento... – que sacana, mas pela a expressão que ela fez ao ouvir aquilo gostou da idéia.
Colocou cada perna de um lado sentando-se lentamente, quando ele forçou os quadris dela a penetrando com um pouco mais de força do que ela esperava fazendo-a gemer dolorosamente.
Bellatrix começou a cavalgar lentamente sobre o membro dele, mas sem retirá-lo completamente, contraindo as paredes vaginais propositalmente para massagear a glande.
- Já Bella? –ele perguntou maldosamente.
- São novos truques que aprendi my lord... – deu um pequeno riso, abrindo um sorriso torto.
Ela ficou sentada rebolando lentamente para frente e para trás, sem parar com as contrações, mordendo meus lábios inferiores, olhando-o nos olhos, fazendo carinho no corpo dele enquanto ele passeava a as mãos pelo corpo dela deixando-as paradas na cintura da bruxa, dessa vez seria algo mais calmo, coisa rara entre os dois.
O ritmo continuou por um bom momento até que ele passou a tomar o controle puxando-a mais para perto, ele evitava gemer para não dar a impressão de que ela estava no comando, mas ela não se privava do direito de expressar o prazer que estar com ele lhe proporcionava. O orgasmo se deu novamente no calor da noite, que parecia tão infinita para aqueles dois amantes.
Já mais tarde ainda naquela noite, encontravam-se deitados confortavelmente na cama cobertos apenas pelos lençóis de seda e os compôs colados, cansados e aconchegados um nos braços do outro.
Bellatrix permanecia de olhos abertos admirando seu mestre, amigo e amante, aquele que lhe ensinara tudo o que sabia e quem a fizera ser quem é, um aperto no peito, um mal preceito foi sentido pela bruxa, uma angustia de que após aquela noite não o teria mais por perto. Bobagens que mesmo assim fizeram as lágrimas brotar pelos cantos dos olhos da bruxa decaindo sobre aquela face angelical, no momento em que ouviu a voz dele.
- O que atormenta?– fez com que ela sorrisse entre lágrimas.
- Nada meu amo... – respondeu a mulher em sussurros – São apenas os pensamentos tolos de uma boneca de luxo.
_______________________________________________
N/A Pandora: Bem como todos sabem, Boneca de Luxo surgiu durante a madrugada, uma idéia da querida Mel Black que eu aceitei fazer em conjunto com ela, vindo a ser postada no dia 15/12/2008 (isso faz é tempo) e com apenas 50% on por assim dizer e que nunca postamos a continuação, isso até o dia de hoje mais de dois anos depois.
As que leram, agradecemos pelos comentários, lembrando que é sempre bom reler principalmente que a fic. está com algumas modificações e 100% completa.*fogos*
Aos que não leram fica o convite.
Espero que aproveitem.