CAPITULO 59
Até a volta
Rony voltou para casa depois do curso de auror, cansado e estressado. Havia sido uma aula produtiva, mas sentira a falta de Hermione. Desde ontem quando ela partira, sentia sua falta. Amanha pela manhã deveria estar de volta e ele contava os minutos.
-Oi, amor – Mary abraçou-o por trás, encostando o rosto em suas costas. – Chegou cedo!
-Mas já vou sair. Quero ver como Gina está.- informou tentando entender como andar com a mulher polvo grudada nele. Talvez pudesse sacudi-la e rezar para que o soltasse. Bem, ele estava irritadiço naquelas ultimas horas sem Hermione em sua vida.
-Gina está bem, amor. Ela tem Harry, não tem? E tem Hermione também! – Mary beijou sua nuca, tentando seduzi-lo.
-Hermione está viajando. – ele disse seco e ela soltou um “Oh” surpreso – É um trabalho novo.
-Um trabalho novo? Rapidinha ela, não? – ironizou sentindo como ele ficou tenso ao ouvir seu veneno sobre Hermione.
-Mary, eu preciso me trocar. Não posso ver Felicity cheirando a suor e trabalho – alegou esperando que ela entendesse a deixa e saísse.
-Porque não fica um pouco conosco, Rony? As meninas...
-Elas vão comigo – ele disse rapidamente – está se trocando. Elas precisam conhecer a priminha. –sorriu.
-E eu não estou convidada? – ofendeu-se.
-Achei que não fosse querer ir. Você não foi visitar Gina no hospital. – acusou.
-Talvez seja melhor ir em outro momento – ela disse ofendida e magoada.
Rony quis pedir desculpas, afinal ela não tinha culpa de seu mau humor por estar longe de Hermione.
-Mary. –ele a chamou tentando não ser muito –Você sabia que não seria fácil para mim – lembrou-a.
-Rony...estamos casados a seis anos..algo deve sentir por mim...
Ele não teve certeza se era uma pergunta ou uma afirmação.
-Hermione é uma história antiga, e sabe que não ficou bem resolvida. – esperava que isso fosse o bastante para ela. Pelo menos por enquanto.
-Vou esquentar sua janta. Vai ter tempo para comer, não vai? As meninas não jantaram ainda... – barganhou.
-Gina vai ficar magoada se as meninas não provarem seu jantar -ele barganhou. – Vamos lá, Mary. É só um jantar na casa da minha irmã – estava começando a perder a graça se justificar tanto.
-Tem razão – ela deu de ombros e havia tanta magoa em seu olhar que Rony sentiu-se mal.
Era surpreendente o mal que duas pessoas poderiam fazer uma a outra por conta de um amor que não existia. Teria sido tão mais honesto se seios anos atrás houvessem conversado maduramente e assumido suas filhas sem aquele casamento falido.
Mas foi Mary quem quis assim, e teria que assumir sua parcela de sofrimento junto com ele. Todos sairiam feridos.
Hermy estava em cólicas para ver o bebê. Mal podia parar quieta em seu canto, enquanto esperavam a porta do apartamento ser aberta. Já Sara, depois de ter passado tanto tempo de cama, e ainda sentindo-se um pouco abatida, estava encostada no pai, que a abraçava pelos ombros. Também estava entusiasmada, mas tão cansada que não conseguia demonstrar como a irmã.
-Trouxeram o presente da priminha de vocês? – ele perguntou para Hermy que sacudiu o embrulho em suas mãos sentindo-se importante – Ok, quero que as duas se comportem, a neném é novinha e não pode se assustar, está bem? Sua tia está de resguardo e também não deve se incomodar. Lembre-se que também já tiveram a mesma idade quando forem fazer alguma brincadeira sem graça!
Eram suas filhas, e amá-las no o eximia de saber que elas eram bem malandrinhas quando se uniam para aprontar.
Foi Harry quem abriu a porta e pareceu surpreso em vê-los.
-Entrem – ele disse afinal, depois de um segundo de dúvida.
-Gina nos convidou para o jantar.. –ele disse incerto, notando a Luz do apartamento apagada. Tirando a luz pálida do abajur da sala, tudo estava na maior escuridão.
-Gina deve ter esquecido... –ele olhou para as meninas e então para Rony.
Havia algo em seu nervosismo e na sua expressão que ascendeu um alerta em Rony.
-Aconteceu alguma coisa, Harry? – perguntou direto sem rodeios.
Com um gesto ele indicou as meninas.
-Fiquem aqui, eu já volto – Rony apontou o sofá e esperou elas estarem sentadas.
-Pai, não vamos ver o bebê? – Hermy perguntou.
-Daqui a pouco – ele falou seguindo Harry para cozinha.
Harry parecia estar enjaulado, andando de um lado para o outro.
-Onde está minha irmã? – Rony perguntou direto, ficando assustado.
-Está no quarto com Felicity – ele respondeu nervoso – Ela não quer contar para ninguém ainda! Eu não sei mais o que fazer, Rony – desabafou – Ela não quer comer ou sair do quarto! Está em choque, mas não me deixa cuidar dela ou de Felicity! Me proibiu de chamar alguém da família!
-É alguma coisa com Felicity? – lembrou-se que ela tivera uma consulta no dia anterior.
Harry maneou a cabeça concordando e Rony lamentou, enquanto ouvia suas palavras e tentava entender o que se passava. Não era justo, pensou, ao finalmente saber o que se passava.
Não era justo!