CAPITULO 57
Olhos no escuro
Madame Albertina colocou o pequeno bebê sobre uma mesa preparada, e Harry deixou Gina e aproximou-se olhando tudo que fazia. Ela limpou seu peito e seu rosto, principalmente o nariz e a boca. Usando a varinha ela fez vários feitiços que deveriam ser algo médico e então embrulhou a pequena em um cobertor rosa, movendo-se agilmente apesar da idade. Harry ficou ao lado de Gina quando o ‘embrulho’ foi posto em seu colo e ela segurou Felicity com expressão de choque ainda estampada na face.
-Porque ela não chora? – Gina perguntou assustada, sem olhar para o bebê ainda.
Madame Albertina nem se deu ao trabalho de responder, voltando ao seu trabalho com a placenta.
-Ela deveria chorar! – insistiu um pouco apavorada.
-Nem todos os bebês choram, Ginervra – ela respondeu completando seu trabalho habilidosamente.
-Não deveria lhe dar umas palmadas? – talvez fosse um pressentimento, mas uma sensação ruim a fazia perguntar.
-Felicity não chora querida. Ela é quietinha – Harry beijou sua testa para acalmá-la – Olhe como é linda, Ginervra. Sua filha é linda! – disse emocionado.
Gina finalmente olhou para ela, sentindo o peito apertar e as lágrimas inundarem seus olhos. Não queria chorar, mas a emoção era forte demais. Felicity era clarinha, com uma penugem louro avermelhado, e os traços miúdos como os da mãe. Nariz pequeno e arrebitado e as bochechas ocupavam seu rosto todo. Ela bocejou e se mexeu e Gina soltou um som de quem esta sufocando.
-Merlin...ela é...perfeita – sussurrou sem conseguir afastar os olhos dela – Felicity, sou sua mamãe, meu amor – ela beijou o bebê, segurando sua filha como se fosse o mais precioso dos tesouros – a mamãe te ama. É tanto amor que não sei o que fazer, ou dizer...
-Ela sabe – Harry disse para acalma-a – Ela é igualzinha a voce – avisou e ela sorriu encantada.
-Felicity esse é Harry – ela disse como se estivesse apresentando-os finalmente – Você deve lembrar-se dele, é o titio que tem mimado a mamãe nas última semanas... – brincou, rindo e chorando, tudo junto.
Terminado seu trabalho, a medica levantou-se e tirou a menina dos braços de Gina e deu para Harry segurar.
-O enfermeiro o levara ao berçário, agora tenho que terminar tudo aqui – ela apontou Gina e com um olhar de pesar, Harry saiu da sala de parto levando Felicty jutno consigo.
Decepcionada, Gina acompanhou-os com os olhos até estarem fora do alcance. Harry nunca diria ser capaz de segurar um bebê. Era impensável até alguns dias atrás, mas a facilidade lhe vinha como um dom natural. Falando rapidamente com o enfermeiro e recebendo permissão, eles foram para a sala de espera primeiro.
Felicity era um lindo bebê de três quilos, e quarenta e nove centímetros saudável e tranqüilo.
A família Wesley ficou em polvorosa quando o enfermeiro apareceu e ele ouviu o grito de felicidade da sra.Wesley quando os viu.
Hermione ficou afastada deixando os Wesleys verem sua nova integrante. Era um bebezinho rosado, e lindinho e ela sentiu a garganta apertar. Era o filho de sua melhor amiga, que quem sabe um dia fosse um bebê seu, e de Rony?
Gina deveria estar muito feliz, pois Felicity era exatamente como ela imaginara e sonhara tantas vezes. A realização de seu maior sonho.
Encantada com a cena de tantas pessoas felizes, comemorando a nova integrante da família, ficou sorrindo para Rony quando ele se aproximou e abraçou-a forte.
Esquecendo da prudência, Rony a beijou. A felicidade e o alivio pela irmã, o fazia perder a cautela. Foi um beijo doce e revelador, que deixava claro a quem os visse que nasceram um para o outro. E quando se separaram, Harry se aproximou e Hermione poder ver Felicity de perto.
-Oi, linda – ela disse tocando a pele macia da manzinha do bebê – Como voce é linda, tão linda...- sentiu lágrimas virem aos olhos, beijando os dedinhos do bebê. – Parabéns, Harry – ela disse sorrindo e ele retribuiu.
-Pena que não termos um charuto! – Fred gritou, batendo nas costas de Harry.
-Ela precisa ir para o berçário – o enfermeiro avisou e Harry concordou.
-Eu quero tanto ver Ginervra! – Molly reclamou olhando a netinha ir embora.
Artur abraçou-a confortando e dividindo com a mulher aquela alegria. Hermione sentiu os dedos de Rony apertarem os seus com força e sorriu para ele.
Hermy estava sentada no alto da escada, espiando o que acontecia na sala. Via sua mãe conversando com alguém. Não conseguia ver seu rosto, mas sabia que não era seu pai, porque a voz era diferente. Mais fina e instável.
Hermy sabia isso porque sempre reparava na voz das pessoas. E já ouvira aquela voz antes. Varias vezes antes, em sua casa e no telefone de sua mãe. Era bem tarde da noite, passava da meia noite e seu pai estava no hospital esperando o bebê de sua tia nascer.
Ela estava insone em sua cama, ouvindo sua irmã dormir na cama ao lado, pensando em sua priminha e curiosa demais para engatar o sono.
A pouco mais de uma hora, pensara ter ouvido voz de um homem, e achando que era seu pai, levantara. Sua mãe e esse homem haviam passado algum tempo conversando muito baixo na cozinha, com a porta fechada a chave. Depois, quando ela estava quase desistindo de esperar eles saíram de lá e foram conversar na sala.
Hermy achava que o conhecia, mas não tinha certeza. Não conseguia ver seu rosto com clareza.
Estava ali, com frio e com sono esperando que sua mãe dissesse o nome dele, para que assim pudesse contar ao seu pai. Quem sabe então, eles se separassem? Era um sonho antigo.
E isso fazia dela uma filha muito má. Era isso que sua mãe vivia dizendo,que era malvada.
Olhando para os próprios pés sem meias e gelados, ela pensou que sua mãe estava certa. Porém, lá no fundo estava cansada de ver seu pai triste e sua mãe nervosa. Sua melhor amiga na escola, Justine, lhe dissera que quando os pais se separam, eles ficam mais felizes.
Espiando a mãe e sua visita, ela viu o momento em que eles ficaram de pé, muito próximos e então, depois de alguns minutos se separam. Hermy não viu o que acontecia, mas ficou triste mesmo assim.
Tão triste, que saiu devagarzinho e silenciosamente. Não contaria ao seu pai. Não tinha nada para contar...ou tinha?
AUTORA: Tenho mais de 50 fics cadastradas e todas estão dando problemas e tenho que estar sempre arrumando o cadastro. Espero que terminem as mudanças logo, pq isso é bem chato!
Estou escrevendo...mas estou ocupada e acabo ficando sem tempo, mesmo assim, estou escrevendo sempre que posso!