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3. Entre Mágoas e Lágrimas


Fic: Paixão Inesperada II *com capa*


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Cap 3 – Entre Mágoas e Lágrimas

[ATENÇÃO frase do livro 6] “Quero dizer que ele é sensível, as pessoas implicam com ele também, e ele se sente solitário e não tem com quem conversar e ele tem medo de mostrar seus sentimentos e chorar” Murta se referindo a Draco Malfoy [Fim do spoiler]

Virgínia Weasley acordou com uma brisa gelada entrando pelas suas cobertas, ela não queria abrir os olhos, tinha certeza que fechara as janelas, mas foi inevitável e quando o fez viu de relance um vulto que estava parado na porta se afastar para as sombras. Na verdade era um vulto loiro que ela conhecia muito bem.

Ela se virou de costas para a porta, disposta a ignorar que o tinha visto. Afinal Draco Malfoy tinha passado a semana inteira ignorando a existência dela! Como ele podia ser tão egoísta? Gina sentiu as lágrimas descerem pelo seu rosto, eles haviam lutado tando para ficarem juntos e agora ele estava jogando tudo aquilo fora. Mas porque? Ciúmes do Harry? Não, isso não é suficiente. Será que ele finalmente enjoara dela, será que agora ele iria procurar uma bruxa bem nascida como as revistas de fofocas insistiam que ele fizesse?

A ruiva abafou o choro com a mão, não podia se dar ao luxo de deixar que Draco percebesse o estado dela, caso ele ainda estivesse no corredor. Ele até então se mostrava inatingível, desvendar algum sentimento da parte dele era uma tarefa perdida. Ela lembrou-se de um livro que ela achara na biblioteca, era uma espécie de “Diário do Bebê” que Narcissa possuía com fotos de Draco e anotações sobre ele:

“Essa noite Draco já foi para seu novo quarto, foi melhor assim. Lúcio não para de dizer que deveríamos afoga-lo pois é muito franzino e fraquinho e ele não quer um herdeiro assim.”

“Levei Draco ao médico novamente, ele diz que está tudo bem com a voz dele, mas não é possível, não existe um bebê que nunca chore.”

“Draco está cada vez mais distante, come sozinho, se arruma sozinho e passa seu tempo todo enfiado nos jardins andando em silêncio, gostaria que ele brincasse como as outras crianças.”

Com esses pensamentos Gina achou que talvez ele só estivesse acuado, talvez ele estivesse arrependido e como é tão orgulhoso não tinha coragem de falar. Ela se levantou da cama e secou as lágrimas pensando que era melhor tentar do que se arrepender por não ter tentado.

Ela se quer bateu na porta do quarto que antes dividia com Draco Malfoy, mas abriu a porta lentamente. Estava escuro e ela só pode vê-lo com clareza quando se aproximou da cama e para sua surpresa havia uma segunda figura de cabelos loiros entre os lençóis verdes.

Elizabeth Malfoy descansava serenamente ao lado do pai, o rosto parecia avermelhado como se ela tivesse chorado antes de adormecer, Draco fitava o rosto da menina enquanto enrolava a ponta dos cabelos dela entre seus dedos, embora soubesse da presença de Gina, ele a ignorava. Ainda decidida a dar uma chance para o orgulho dele e comovida com a cena, a ruiva se sentou ao lado de Draco:

- Você esteve no meu quarto, aconteceu alguma coisa?
- Não... – disse ele largando o cabelo da filha, virando de barriga pra cima e passando a encarar o teto.
- Então o que fazia lá?
- Estava indo beber alguma coisa, ouvi uns barulhos e resolvi checar, você estava roncando mas eu achei que fosse um trasgo com diarréia.
- Não seja mentiroso, eu não estava roncando! – falou ela aumentando o tom da voz.
- Shiiii.. a garota – disse Draco se referindo a filha.
- Ela estava chorando?
- Sim.
- Porque?
- A culpa é sua – disse ele de maneira fria.
- Olha Draco, não vamos começar outra vez ok? Eu estou disposta a reconsiderar tudo, nós lutamos tanto pra ficarmos juntos e agora essa bobeira não vai ser capaz de dar fim ao nosso casamento.
- Não é uma bobeira, a escolha de dar fim ao nosso casamento ou não, é totalmente sua, você que está deixando ele para trás.
- Não seja infantil, você sabe muito bem que podemos continuar nos vendo!
- Se eu quisesse uma mulher para visitar nos feriados teria preferido o bordel ao casamento.
- Porque você tem que ser assim? Tão ciumento e orgulhoso? Dizer que vai sentir minha falta não vai mata-lo sabia? – ele continuou em silêncio e ela voltou a falar – Draco não há motivo para isso, vamos nos acertar, pare de se fazer de durão.

Ele a encarou e Gina por um segundo achou que fosse ser sugada pelo poço sem fim daquele olhar, mas antes que ela pudesse ter alguma reação, Draco segurou os dois pulsos dela e a puxou bruscamente parando com o rosto dela a poucos centímetros do dele.

- Quem você pensa que é? Me diga Weasley, você acha que pode chegar na minha vida, ficar o quanto deseja e depois partir assim? Tirar férias?
- Draco não seja ridículo.. pare você está me machucando.
- Quem você pensa que é pra dizer que eu sou orgulhoso ou ciumento? Você acha que só porque dormiu comigo durante algum tempo sabe algo sobre mim, acha que esse casamento te fez conhecer a pessoa amável que eu sou por dentro? – disse ele intensificando ainda mais a força com que segurava os pulsos dela.
- Draco pare com isso... – disse a ruiva sentindo que a filha despertara.
- Você insistiu tanto para descobrir o que existia por trás de Draco Malfoy e tcharan, Weasley, você conseguiu. Mas sabe do que mais, eu não sou bonzinho no fim das contas e não dou a mínima para o que você faz ou deixa de fazer. Não aja como se tivesse pena de mim ou me conhecesse, pois sabe qual é a grande novidade? VOCÊ NÃO ME CONHECE! Então porque você não aproveita e dá o fora de uma vez? – disse ele soltando os pulsos dela e a empurrando pra longe dele.

Virgínia Weasley pensou que suas pernas não seriam capazes de sustentar seu peso naquele momento, a dor a corrompia por dentro de maneira tão intensa que ela se sentia sufocada. As palavras de Draco ecoavam na mente dela, pareciam inacreditáveis, tal qual era o estrago que faziam em seu coração machucado. E quando ela achou que não poderia se sentir pior, Elizabeth se levantou e saiu correndo do quarto e dessa vez foi como se a única parte que restava dentro dela, mesmo dolorida e acabada, fosse arrancada a força, deixando a ali para morrer em frente daquele homem, aquele que ela mais amou, aquele que era incapaz de chorar, incapaz de amar.

“You won't cry for my absence,
Você não vai chorar pela minha ausência
I know, you forgot me long ago
Eu sei, você me esqueceu há muito tempo
Am I that unimportant?
Eu sou tão sem importância?
Am I so insignificant?
Eu sou tão insignificante?
Isn't someone missing me?
Não tem alguém sentindo a minha falta?
....
And if I bleed, I'll bleed,
E seu seu sangrar, eu sangrarei
Knowing you don't care”
Sabendo que você não se importa
(Missing – Evanescence)


Então saiu do quarto e correu, correu como se fosse capaz de sumir com a velocidade, como se fosse capaz de deixar a tristeza para trás e de repente esbarrou em alguem, sua filha, e a abraçou com força e quase que inconscientemente sumiu, sumiu como uma criança assutada, sumiu para o único lugar no mundo onde nada poderia atingi-la, sumiu e aparatou junto com Elizabeth em seu antigo quarto na Toca.

Gina sentou-se em sua antiga cama e colocou o rosto entre as mãos tentando conter o choro, não queria assustar a filha mas a menina permanecia em pé em frente a mãe, não chorava, apenas parecia assustada.

- Me desculpe Elizabeth, por tudo, eu tentei, eu tentei mesmo...
- Eu sei mãe, fique calma, por favor.
- Eu não queria que as coisas terminassem dessa forma, seu pai é tão incompreensivo.
- Ele só espera que você cumpra suas obrigações de esposa.
- Obrigações? Eu não deixaria de ama-lo menos por causa de um emprego novo!
- Eu sei mãe, mas ele não pensa assim.
- Mas eu deixaria de ama-lo por tudo que ele foi capaz de me dizer hoje, com certeza.
- Então, vocês vão se divorciar mesmo? – perguntou a menina apreensiva.
- Ah filha, eu não queria fazer você passar por isso tudo – falou a ruiva voltando a cobrir o rosto com as mãos.
- Tudo bem mamãe, eu entendo o seu lado, eu sou forte, sou uma Malfoy – falou de maneira firme embora as suas palavras soassem vazias, como se ela as estivesse repetindo para que passasse a acreditar nelas.
- Eu tenho muito orgulho de você Elizabeth, me desculpe por tudo, saiba que vou fazer o possível para que você não sofra com nada, eu te amo muito filha.
- Eu também mamãe, muito. – disse a menina se aproximando e abraçando a mãe.

Não disseram mais nada, apenas se deitaram e fecharam os olhos, o sono chegou rápido e só foi interrompido na manhã seguinte com as exclamações de surpresa de Molly Weasley ao entrar no quarto.

*.*.*.*.*

Draco Malfoy acordou sentindo uma dor de cabeça incomoda-lo, ele nunca tinha ressaca, mas as doses que ele havia virado na última madrugada para não pensar no que acontecera haviam realmente sido exageradas. Ele tomou banho e aparatou no trabalho, a última coisa que ele desejava era encontrar a ex-esposa e mesmo que quisesse se despedir da filha a essa hora as duas já estariam na estação.

Correu os dedos pelo painel em sua mesa para chamar a secretária e sentiu uma pontada no estômago ao se lembrar que sua secretária agora era Pansy Parkison, ela respondeu com uma voz suave:

- Bom dia Sr. Malfoy.
- Não tão bom, você pode me trazer uma xícara de café bem forte?
- Essas festinhas não te fazem muito bem, eu cansava de avisar.
- Café Pansy, rápido – disse ele bufando e desligando a comunicação deixando uma Pansy muito radiante do outro lado, ela largara o exemplar do Seminário das Bruxas que segurava com a notícia: “Astros invadem Hogwarts nesse ano letivo”.

Após alguns minutos ela entrou na sala trazendo uma xícara fumegante flutuando na ponta de sua varinha e um envelope na outra.

- Até que enfim! – disse Draco bebendo um gole da xícara – Você colocou ...
- Canela – disse Pansy sorridente – Você sempre tomava isso na escola.

Draco tomou mais alguns goles da bebida reconfortante, há muito tempo ele não tomava aquilo e era como se tivesse algo de pitoresco naquele momento, algo rotineiro e sem responsabilidade, como se ele estivesse de volta a mesa da Sonserina com Pansy ao seu lado servindo café.

Ela entregou o envelope nas mãos dele mas a caligrafia caprichada e conhecida o fez sair de seu transe, ele pousou a caneca na mesa sentindo uma emoção estranha dentro de si, ele se sentia assim com tudo que se relacionava a ela, seu maior orgulho, sua herdeira.

Pai,

Estou na casa da minha vó e resolvi escrever essa carta para que o senhor não ache que eu fui sequestrada já que eu sou tão bonita e o dinheiro do resgate seria muito lucrativo.
Por aqui está tudo bem, tirando as panquecas calóricas que a minha vó insistiu que eu repetisse. Antes do café minha mãe trouxe a nossa bagagem para cá pela lareira. Nós estamos indo para Hogwarts daqui a pouco, provavelmente já estarei embarcando na altura em que o senhor estiver lendo essa carta.
Minha mãe está triste, você foi um pouco Malfoy demais ontem a noite, o pulso dela estava roxo hoje de manhã e ela teve que curar com um feitiço. O Tio Ronald viu e disse que ia denunciar você para as autoridades mas a Tia Hermione mandou ele calar a boca e não se meter.
Quanto ao divórcio de vocês, o que eu vou fazer? É triste mas é a vida. Entendo as razões de ambos, só espero que isso não afaste o senhor de mim. Garanto que se eu passar a ganhar dois presentes nos meus aniversários a situação ficará muito mais aceitável e menos traumática.

Com carinho,
Sua filha pedrileta,
Elizabeth Mary Malfoy

Ps: Torça para mim! Orgulho sonserino!

Ele não pode conter um sorriso com a conclusão da carta embora o restante não fosse motivo para gargalhada, ia lê-la novamente quando se deu conta de que Pansy ainda estava parada na sua frente.

- O que quer?
- Nada, é que o senhor tem uma audiência com um menor que usou magia em exatamente – parou e chegou o relógio no pulso – Um minuto e 32 segundos.
- Droga Pansy! – disse ele se levantando e saindo porta afora.

*.*.*.*.*

Gina tinha acabado de cruzar a parede que ocultava a plataforma e encarava o Expresso de Hogwarts com carinho e saudade, ela sentia-se quase como uma estudante novamente e a presença de Rony e Hermione ao seu lado tagarelando conselhos para os filhos não atrapalhava nem um pouco essa sensação.

Hermione segurava a mão de um garotinho de cabelos castanhos e olhar curioso que não tinha mais de 4 anos, enquanto ralhava com seus filhos mais velhos. Eles eram muito parecidos, afinal eram gêmeos idênticos. Ambos tinham cabelos vermelhos e olhos muito azuis. A menina se chamava Mandy e tinha os cabelos compridos e frisados, com um pouco de volume demais. E o menino chamado Mike tinha o cabelo curto e uma cara esperta, não era tão alto como Rony mas as sardas os tornavam bastante parecidos.

- Não pensem que vão relaxar só porque esse é o Segundo ano de vocês hein? Não quero notas baixas? E nada de travessuras, se tiverem outra detenção nada de Copa de Quadribol ano que vem ouviram? – disse Hermione mal humorada.
- Relaxa mãe, até parece, o que a Elizabeth vai pensar de nós – falou Mike olhando pra prima mas esta parecia totalmente alheia apreciando o trem a sua frente.
- É melhor embarcarem logo, o trem já vai sair, sentem juntos meninos e procurem o James – disse Rony se despedindo dos filhos e da sobrinha.
- Tchau queridos, mandem uma coruja assim que chegarem – disse Hermione.
- Rony, Mione, nem sei o que dizer, muito obrigada pelas palavras de conforto, viu? É muito bom poder contar com vocês.
- Que isso Ginny! Disponha sempre – disse Hermione abraçando a ruiva carinhosamente com o filho mais novo no colo.
- Disponha sempre de mim para quebrar os dentes daquele otário também – falou Rony no ouvido da irmã quando a abraçou.
A ruiva segurou o malão e subiu no trem exatamente na mesma hora que ele entrou em movimento, fechou os olhos e respirou fundo. Era uma ida sem volta, estava deixando uma etapa de sua vida para trás. Uma voz a sacudiu de seus pensamentos.
- Alooou! Mãe! Você tem que ir para o vagão dos professores e funcionários né? Nós vamos procurar um vagão pra gente ok? – disse Elizabeth.
- Ah sim, tudo bem filha, nos vemos mais tarde.

*.*.*.*.*

James havia chegado bem cedo na estação e embarcou indo direto para o último vagão, ele queria evitar que alguém aparecesse e ficasse fazendo perguntas sobre como é maravilhoso ser filho do menino-que-sobreviveu ou do homem-que-derrotou-aquele-que-não-deve-ser-nomeado.

Ele até entendia que iria passar por isso em Hogwarts, mas achava que isso seria minimizado por seus pais estarem longes, mas agora, com eles ali na cola dele, os fuxicos seriam mil vezes pior. Então ele voltou a pensar no colégio, nas aulas que teria, em como ele desejava ficar na Grifinória junto com Mike e Mandy que eram como irmãos para ele. Ainda estava perdido em sua própria ansiedade quando a porta do vagão se abriu e uma cascata de cabelos ruivos invadiu o local o abraçando logo em seguida:

- James! Te procuramos por todo o trem! – disse Mandy.
- Tudo bem cara? – falou Mike sentando-se ao lado dele.
- Tudo ótimo – ele olhou para a porta e viu Elizabeth parada com a cara extremamente contrariada por terem finalmente achado o garoto – quase tudo, né?
- Bom dia pra você também – falou a loira sentando-se em frente a ele com pose.
- Não adianta você ficar se escondendo James, quando chegar lá todos vão te ver mesmo – falou Mike.
- Certas pessoas não sabem lidar com a fama primo, a cabeça é muito fraca – disse Elizabeth com ar superior.
- Certas pessoas deixam a fama subir a cabeça já que só tem vácuo lá dentro. Ah sim desculpa, vácuo e água oxigenada.
Elizabeth fez cara de indignada e estreitou os olhos para o garoto, parecia prestes a trucida-lo quando a prima interrompeu:
- Ok chega! Vocês dois por favor, parem com isso.
- Vamos jogar snap explosivo, assim evitamos essas conversas desagradáveis – sugeriu Mike.

*.*.*.*.*

Gina não estava com ânimo de procurar o vagão de professores e funcionários, provavelmente teria que conversar com Harry e Cho e a última coisa que desejava naquele momento era ter que expor o fim do seu casamento e a enorme tristeza que sentia naquele momento.

Então ela satisfez uma curiosidade de menina e foi até a cabine de controle da locomotiva, se divertiu bastante com o condutor e passou o resto da viagem apreciando a paisagem, beliscando doces da mulher do carrinho e tentando afastar qualquer pensamento doloroso de sua mente.

*.*.*.*.*

Harry estava sentado ao lado de Cho na mesa dos professores encarando o salão principal de um ângulo que ele ainda não conhecia. Os alunos olhavam pra eles com muita curiosidade e os mais novos sorriam e acenavam. James não estava entre eles pois os alunos do primeiro ano ainda não tinham entrado para a seleção. Mas o que o preocupava naquele momento era que não havia visto nenhum sinal de Gina e sabia que ela tinha aceitado a proposta do diretor. Será que ela tinha resolvido não vir de trem? Ou será que tinha desistido de trabalhar lá?

Cho Chang se mexeu desconfortavelmente ao lado dele e uniu a mão a dele por debaixo da mesa, ele estava com um olhar perdido, que ela receava muito.

- Tudo bem? Está pensando em que?
- Em nada.
- Eu também achou estranho que a Senhorita Nada ainda não tenha dado as caras.
- Pare com isso Cho, eu só estou nervoso de estar de volta a Hogwarts – disse Harry sem jeito.
- Compreendo – disse ela soando nada compreensiva - Parece que os alunos do primeiro ano vão entrar.

*.*.*.*.*

Elizabeth sentiu seu estômago dar uma pequena cambalhota quando ela pisou no salão mas mesmo assim não desfez a expressão confiante e sorridente no rosto e passou a andar mais determinada na frente da fila de alunos do primeiro ano. Ela percebeu que muitos a encaravam, já estava acostumada com isso, não só por ser filha de quem era, mas ela sabia que tinha um dom, que havia algo mágico correndo em suas veias, sangue veela, o que sem dúvida atraia muitos olhares.

Após a canção do chapéu seletor uma professora baixinha começou a chama-los para experimenta-lo por ordem alfabética. Ela repassava mentalmente todas as informações que sabia sobre a Sonserina, caso tivesse que responder alguma coisa.

- Malfoy, Elizabeth – seu nome foi dito mais rápido do que ela desejava.

James estava super nervoso e torcia os dedos por dentro do bolso das vestes, ele tinha muita vergonha de ter todas as atenções sobre ele, porque não faziam a seleção em uma sala separada? Mas algo fez com que ele se sentisse instantaneamente calmo, Elizabeth atravessou o espaço a sua frente sacudindo os cabelos de maneira sedutora e sentou-se graciosamente no banquinho colocando o chápeu em seguida sobre a cabeça muito loira.

- Sonserina! – anúnciou o chapéu e a mesa da casa deu vivas – a menina se levantou e dirigiu-se a mesa com um sorriso radiante.

Alguns nomes se passaram e também mais rápido do que ele desejava foi ouvido bem alto:

- Potter, James – disse a bruxinha dando ênfase ao sobrenome e sorrindo para o garoto

- Grifinória – afirmou o chapéu depois de se demorar um pouco analisando os pensamentos do menino.

James sentou-se entre Mandy e Mike na ponta da mesa sentindo-se envergonhado com as comemorações mas elas logo se transferiram para outro aluno que acabara de se sentar. Mandy dizia algo para ele sobre a torta de morango do banquete e ele tentava prestar atenção e parecer o menos deslocado possível mas foi quase que instintivamente que ele procurou uma figura na mesa da Sonserina.

Elizabeth estava sentada exatamente no centro da mesa e ao redor dela duas garotas muito bonitas e parecendo mais velhas conversavam com ela animadamente , cochichavam as vezes em seu ouvido. Vários dos meninos já haviam se levantado e ido beijar a mão dela como se fossem as pessoas mais sortudas do universo.

A loira estava super contente de ter conseguido entrar para a casa que tanto queria, estava distraída conversando com duas quartanistas quando sentiu que alguém a observava do outro lado do salão, seu olhar cruzou o de James e ela foi incapaz de desvia-lo.

- Hummm.. O Potter está de secando mesmo hein?
- Acho ele bem gatinho.
- Poupem-me, ele é um perdedor – disse ela quebrando o olhar entre eles e mandando a língua para o garoto.

Ele a olhou com desprezo e voltou a conversar com Mandy. Algo dentro de Elizabeth derreteu e ela se lembrou de como odiava essas atitudes estúpidas que ela tomava.

*.*.*.*.*

Gina havia seguido direto para o seu quarto, não estava com muito ânimo para a comemoração do início das aulas, embora estivesse nervosa com a seleção de Elizabeth conhecia a filha e sabia que ela ia acabar caindo na Sonserina.

O quarto não era luxuoso mas era extremamente confortável, ela largou o malão num canto e se deitou na cama fofa, era tão gostosa que ela sentia vontade de dormir naquele mesmo momento, mas ela havia decidido ir até a enfermaria para conhecer as enfermeiras e jantar com elas.

A enfermaria não havia mudado praticamente nada, exceto que a nova enfermeira era uma bruxinha morena de meia idade e com traços risonhos.

- Boa noite Sra. Malfoy! Que honra! A senhora não deveria estar no banquete?
- Boa noite. A honra é toda minha, resolvi jantar aqui para conhecer as minhas colegas de trabalho – disse Gina sorrindo para a mulher.
- Ah que bom, mas receio que eu serei a sua única colega, a propósito, meu nome é Carmela Dalton, mas pode me chamar de Carmela.
- Então pode me chamar de Virgínia, ou de Gina como todos.
- Como eu dizia Gina, trabalharemos só nós duas, o diretor achou melhor que fosse assim para evitar o tumulto, a senhora sabe, depois que foi anunciado que você viria para Hogwarts choveram currículos para essa enfermaria e como eu fui a única a enviar antes da notícia, Gaspar me contratou. Mas mesmo assim estou radiante de trabalhar com a senhora!
- Nossa, obrigada, eu não imaginei que fosse acontecer isso. – disse a ruiva surpresa – Então, vamos jantar?

Gina entrou no aposento interno da enfermaria que continha uma mesa e uma estante com alguns livros antigos, apontou para a mesa e conjurou um jantar para ela e Carmela. As duas conversaram como antigas amigas e ela se deu conta de que ia amar trabalhar lá, mal podia esperar para voltar a ter contato com as crianças.

Os pratos já estavam limpos e elas discutiam sobre alguns acontecimentos engraçados da U.T.I. de feitiços mal executados quando uma batida na porta as fez despertar do papo. Gina olhou para a porta esperando encontrar um aluno que tinha exagerado no mousse de chocolate do banquete mas, ali em pé parado, estava Harry Potter.

- Oi Ginny.
- Ah, olá Harry, essa é a Carmela.
- Muito prazer – disseram os dois juntos.
- Eu já estava indo mesmo, até amanhã – disse a bruxa sentindo que estava atrapalhando alguma coisa.
- Boa noite – falou a ruivinha contendo o riso quando viu a bruxa piscar o olho para ela por trás dos ombros de Harry.

Quando ela se foi um silêncio desconfortável se instalou no lugar e Gina que ainda não tinha encarado ele virou-se de costas e andou até a janela como se fosse melhor aumentar a distância entre eles por segurança. Os jardins do castelo estavam vazios e a lua refletida no lago brilhava intensamente.

- Você veio no trem? – disse Harry ainda parado próximo a porta.
- Vim sim.
- Eu não te vi.
- Eu quis ir na cabine de controle, sabe, curiosidade de menina.
- Ah entendo. E foi alguma curiosidade que te fez ficar ausente do banquete também?
- Por incrível que pareça, sim, queria conhecer logo as pessoas e o lugar onde eu vou trabalhar.
- Estranho, eu diria que você está me evitando – disse a voz de Harry inesperadamente próxima do seu ouvido, ela não tinha escutado ele se aproximar e isso fez com que um arrepio corresse pelo corpo da ruiva mas ela assimilou isso a janela aberta a sua frente.
- E porque eu faria isso?
- Me diga você. Eu sei que tem algo errado contigo Ginny, eu sempre sei – e dizendo isso fez com que a ruiva se lembrasse de quando ele percebeu que ela havia parado de ama-lo, quando ela passou a gostar de Draco e esse pensamento fez com que ela desabasse.
- Ah Harry, eu estou tão perdida – ela se virou e o abraçou com força.

As palavras foram saindo da boca dela misturadas ao gosto salgado das lágrimas que ela deixava rolar, e logo ela estava contando tudo o que acontecera com detalhes. Harry antes de tudo havia sido um amigo para ela e estar ali abraçada com ele, contando todos os seus medos e receios era incrivelmente reconfortante. Ele alisava os cabelos dela com delicadeza e dizia palavras de conforto quando ela parava em alguma parte e isso foi acalmando a ruiva aos poucos.

- Me desculpe estar te contando isso tudo assim Harry, eu sei o quanto esse assunto deve ser chato pra você mas eu não tenho mais com que conversar, eu não sei mais o que fazer.
- Nada que tenha haver com você é chato para mim Ginny. E eu sei bem o que você tem que fazer, tomar um banho e ter uma boa noite de sono para encarar os pirralinhos amanhã. Inclusiva a sua filha que está muito contente por ter entrado na Sonserina, não parece nada deprimida, não se culpe.
- Poxa não tenho nem como te agradecer por tudo isso, você é incrível Harry, eu não.. – ela tirou o rosto do pescoço dele e olhou fundo nos olhos verdes dele até que ele colocou a mão por cima dos lábios dela.
- Shiiii.. Não fale mais nada, ok? Eu prometo que sempre vou fazer o possível pra te ajudar em tudo. Agora só vá descansar.

“Will I always be there for you?
Eu sempre estarei lá por você?
When you need someone,
Quando você precisar de alguém,
Will I be that one you need?
Eu serei esse alguém de quem você precisa?
Will I do all my best to, to protect you?
Eu farei o meu melhor, pra te proteger?
When the tears get near your eyes
Quando as lágrimas chegarem próximas dos seus olhos
Will I be the one that's by your side?
Eu serei aquele que estará do seu lado?
Will I be there when you call me
Eu estarei lá quando você me ligar
In the middle of the night?
No meio da noite?
Will I keep the rain from falling down
Eu impediria a chuva de cair
Into your life?
Na sua vida?
I promise, I promise
Eu prometo, Eu prometo
I promise I will
Eu prometo que eu vou.

Will I take tender tender care of you?
Eu vou cuidar carinhosamente de você?
Take your darkest night and
Pegar sua noite mais escura e
Make it bright for you
Transforma-la em brilhante pra você
Will I be there to make you strong
Eu estarei lá pra te fazer forte
And to lean on?
E lidar com tudo?
When this world has turned so cold
Quando esse mundo tiver se tornado tão frio
Will I be the one that's there to hold?
Eu serei aquele que estará lá para te segurar?”
(I Promisse I will - Stacie Orrico)

N/A: E aí gente, estão gostando? Os próximos capítulos já estão escritos, então deixem comentários por favor... Bjusssssssss

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