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15. Capitulo 15 – Antigos Sentimen


Fic: O Despertar das Sombras


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo 15 – Antigos Sentimentos


Harry olhou para Draco lembrando-se do que ele falara sobre os feitiços anti-aparatação e sem pensar duas vezes elevou a varinha e começou a murmurar palavras em um tom baixo e que ninguém ouviu, logo o moreno sentiu poderosas barreiras anti-aparatação sendo erguidas em torno de toda a propriedade dos Malfoy, inclusive a floresta.

- Pronto Draco, a partir de agora apenas quem você liberar poderá aparatar aqui dentro e apenas na sala de entrada. – disse Harry para a surpresa dos outros três bruxos referindo-se a enorme sala que havia em frente as portas de entrada da casa, onde os convidados eram recebidos. – Mas antes de irmos para Hogwarts preciso resolver um assunto e como vocês vão acabar ouvindo minha conversa gostaria que vocês jurassem que não vão revelar nada do que ouvirem a ninguém.

- Tudo bem. – Draco concordou no mesmo instante, em poucas horas já havia aprendido a confiar em Harry e depois do que ele fizera e ainda faria no dia seguinte não tinha porque ficar com um pé atrás quando ele pedia algo simples como guardar um segredo para ele.

- Por mim também não tem nenhum problema. – Narcisa falou rapidamente logo após o filho, faria qualquer coisa para ajudar o garoto que estava fazendo tanto por ela e pelo filho, ainda assim sabia que era muito pouco em troca do que ele estava oferecendo.

- Você é meu afilhado. – disse Sirius olhando diretamente nos olhos do moreno que apenas arqueou a sobrancelha em resposta então o animago continuou. – Eu não pude te ajudar em nada durante toda a sua vida, mas agora eu posso, por isso pode contar comigo para o que você precisar, prometo que vou guardar segredo.

- Ótimo. – retrucou simplesmente enquanto pegava seu celular novamente de dentro de seu sobretudo, viu pelo canto do olho o ar de curiosidade que Narcisa lançou-lhe enquanto o observava digitar o numero do telefone de outro de seus contatos exclusivos. Mas esse não era qualquer um, seu informante era ligado diretamente com a Confederação Internacional dos Bruxos, o órgão que mandava em todos os Ministérios do mundo e estava acima de qualquer Ministro da Magia, e a influencia deles era respeitada e acatada assim como todas as ordens que eles emitiam, o que acontecia muito raramente.

- Sim? – a voz do informante soou preocupada e interessada ao mesmo tempo, afinal aquele era um telefone privado e poucas pessoas tinham o numero dele e ele conhecia o numero que aparecera no visor de seu celular, e essa pessoa não ligaria a menos que o assunto fosse de alta importância ou precisasse de algo.

- Preciso de um favor seu. – Harry falou sem nem mesmo cumprimentar a pessoa que atendera o celular, afinal não tinha tempo para trocar gentilezas. – Não sei se já chegou ao seu conhecimento o ataque que aconteceu ao povoado de Hogsmeade...

- Já ficamos sabendo, inclusive a luta entre a Princesa Negra e você nos terrenos da escola. – o informante disse interrompendo o que o moreno falava.

- Então não preciso ficar explicando isso, posso ir direto ao assunto. – falou Harry com um meio sorriso no canto dos lábios, devia saber que aquela informação já teria chegado aos ouvidos deles, afinal eles sempre estavam a par das novidades, por isso pagava tão bem seu informante entre ele. – Meu problema é que o Ministro britânico ordenou que os aurores emitissem ordens de prisão contra mim e ao Longbottom por termos usado maldições imperdoáveis no ataque, mais precisamente a maldição da morte. Sem contar que intimou todos os outros garotos que participaram do ataque a prestar depoimento no Ministério.

- Mas isso é um ultraje. – rosnou a voz do outro lado da linha ao mesmo tempo que os outros três bruxos ficavam chocados com a informação de que Harry seria preso. – Acho que já sei mais ou menos o que você vai precisar.

- Então sabe que precisa providenciar tudo o mais rápido possível, de preferência ainda hoje. – Harry disse com voz firme, pois tinha certeza que na manhã seguinte os aurores estariam em Hogwarts prontos para levar a ele e a Neville para a prisão. – Acho que permissões para utilização de maldições imperdoáveis durante os ataques de comensais da morte já será o suficiente e peça para que a ordem seja emitida como se tivesse sido registrada dia primeiro de setembro. Sei que você pode providenciar tudo isso o mais rápido possível.

- Pode deixar comigo Potter. – disse a voz do informante do outro lado da linha. – Em breve você terá notícias minhas.

Harry baixou o celular assim que seu informante desligou do outro lado da linha, em seguida guardou o aparelho novamente dentro de seu sobretudo antes de voltar seus olhos para os três bruxos que pareciam paralisados no mesmo lugar olhando para ele com incredulidade, arqueando as sobrancelhas o moreno aproximou-se um pouco.

- O que foi? – perguntou vendo que eles continuavam estáticos, parecia que haviam acabado de ver um fantasma ou algo parecido.

- Você disse que ordens de prisão foram emitidas contra você e Neville? – Sirius perguntou de repente saindo de seu estupor e ficando furioso, a expressão irritada tão pouco usual no rosto que sempre sorria, nem mesmo quando ficava sério ele ficava tão furioso.

- Sim. – Harry disse e isso pareceu apenas deixar o animago ainda mais furioso e descontrolado e ele estava a ponto de tentar aparatar quando Harry voltou a falar interrompendo-o e o impedindo de acabar cometendo uma besteira. – Não precisa se preocupar Sirius, as coisas já estão sendo resolvidas, não serei preso, isso eu posso lhe garantir. E também não deixarei que eles levem ninguém para interrogatório no Ministério.

- Você usou mesmo uma maldição imperdoável? – perguntou Sirius com voz baixa olhando com receio pela primeira vez para o afilhado.

- Sim, eu usei uma maldição da morte contra um dos comensais, mas esse foi o que teve sorte e morreu sem dor, assim como alguns outros. – falou Harry casualmente sem se preocupar com o olhar chocado do padrinho sobre ele. – Eu precisei matar eles rapidamente, pois haviam muitos e as pessoas corriam perigo, mas se eu tivesse bastante tempo poderia passar horas me divertindo com eles antes de matar cada um bem dolorosamente.

- Merlin. – sussurrou Sirius completamente pálido enquanto balançava a cabeça tentando tirar a imagem de torturas inimagináveis de sua cabeça.

- Estamos em guerra Black, e em uma guerra ou você é a caça ou é o caçador. – Harry sibilou com frieza olhando para o padrinho e depois para os Malfoy antes de continuar a falar. – Eu sou um caçador, acho que está na hora de decidir em qual das categorias você se enquadra.

- Vocês precisam voltar para Hogwarts. – Sirius disse ignorando as palavras do afilhado, pensaria nelas mais tarde e com calma. – Em breve o toque de recolher será dado e vocês terão de estar em suas camas a meia noite ou serão descobertos.

- Porque está falando como se você fosse ficar aqui? – Draco perguntou com tanta frieza que chegou a causar um estremecimento no animago que disfarçou olhando firmemente para o sonserino antes de falar pausadamente.

- Não vou deixar minha prima sozinha nessa casa imensa. – Sirius falou olhando de relance para Narcisa que tremeu recordando apenas naquele momento que estaria sozinha na mansão a partir daquele momento. – Eu só preciso me apresentar amanhã de manhã para as aulas e até lá farei companhia para ela, e antes de ir para Hogwarts vou conversar com minha prima Tonks e pedir para ela se mudar temporariamente para cá, pelo menos para fazer companhia durante a noite, pois durante o dia ela estará ocupada no ministério.

- Não creio que seja necessário incomodar a minha sobrinha Sirius... – a loira começou falando suavemente embora tremesse com a possibilidade de ficar sozinha.

- É claro que é necessário Narcisa, pelo menos por alguns dias até que você esteja acostumada com o que está acontecendo, depois Tonks pode voltar para casa dela. – Sirius falou firmemente dessa vez virando-se para Draco que ainda o olhava com as sobrancelhas arqueadas em questionamento, parecia estar procurando algum motivo obscuro nas intenções do Professor. – Vou precisar de autorização tanto para mim quanto para Tonks poder aparatar na sala da frente.

- Tudo bem. – Draco concordou depois de alguns segundos encarando o animago diretamente nos olhos, em seguida ele moveu cuidadosamente a varinha como havia sido ensinado a algum tempo atrás e pouco depois não apenas eles dois estava, liberados para aparatar na mansão, como também sua mãe, Harry e ele próprio, é claro.

- Ótimo, agora vamos. – Harry falou se encaminhando pelos corredores e indo em direção a sala da frente para poder aparatar, assim que chegou virou-se dando de cara com Draco e os outros. – Até amanhã Sirius. Até mais Narcisa.

- Foi bom conhecer você Harry. – disse Narcisa se adiantando e abraçando o moreno que ainda recebeu um beijo demorado no canto de sua boca, o que o deixou surpreso e odiando admitir um pouco excitado também.

- Vamos Potter. – Draco falou friamente pegando o moreno pelo braço e o forçando até a área de aparatação e assim que chegaram ficaram longe um metro um do outro antes de desaparecerem com um barulho característico de aparatação.

- Ele já é um homem, não é mesmo? – Narcisa comentou com Sirius em um tom sonhador e com os olhos brilhando.

- Ele tem a idade do seu filho Narcisa. – Sirius disse repreendendo-a levemente com a voz fazendo com que ela fizesse um pequeno bico ao olhar para o animago, o que ele achou terrivelmente adorável da parte dela.

- Mas sonhar não custa nada. – disse Narcisa dando de ombros enquanto voltava seus olhos para o primo. – Eu odeio admitir, mas a Evans deu a luz a um gato de marca maior, ele é ainda mais bonito que o pai, sem contar que ele tem um ar de perigo em volta dele e o brilho frio e maldoso que ele tem nos olhos verdes o deixa terrivelmente sexy.

- Você não tem jeito mesmo. – Sirius falou rindo levemente, embora por dentro estivesse morrendo de ciúmes pelo que a loira estava falando.

- Não precisa se sentir diminuído Sirius. – comentou Narcisa fazendo o animago arregalar os olhos ao perceber o que ela dissera. – Você sabe muito bem que sempre foi um cara muito sexy, além do mais tem muitas mulheres se jogando a seus pés.

- Talvez. – disse simplesmente Sirius sem querer revelar a ela o verdadeiro motivo dele se sentir inquieto.

- Venha Sirius, vou mostrar onde você pode dormir essa noite. – Narcisa falou pegando a mão do primo e o puxando em direção a um corredor do lado direito, logo eles caminhavam até uma enorme escadaria que daria para o segundo andar.

- Seus elfos são mesmo rápidos na limpeza. – comentou Sirius depois de observar que todos os corpos das bestas e das criaturas das trevas haviam desaparecido, assim como a mansão toda estava impecavelmente limpa.

- Eles são muito bons mesmo. – comentou simplesmente Narcisa, caminhando em direção a uma porta vermelha.

- Eu odeio admitir Narcisa, mas essa casa é realmente muito bonita. – comentou Sirius observando tudo ao redor.

- Sim, é mesmo. Fui eu mesma que redecorei toda a propriedade Sirius. – disse Narcisa abrindo a porta vermelha que dava acesso a um quarto enorme. – Você poderá dormir aqui essa noite Sirius, o meu quarto é esse aqui do lado.

Sirius olhou para a porta logo ao lado que a loira estava apontando e apenas concordou com a cabeça enquanto voltava seus olhos para a mulher que ainda estava parada ao seu lado, como se estivesse esperando algum tipo de aprovação.

- Para mim parece ótimo Cissa. – disse Sirius com um sorriso brincando em seus lábios o que fez um pequeno sorriso aparecer no rosto de Narcisa.

- Ninguém me chama desse jeito desde a ultima vez em que nos vimos Sirius. – comentou Narcisa em tom displicente e calmo.

- Eu sempre fui o único a chamá-la dessa maneira e pelo que eu me lembro você sempre gostou. – devolveu Sirius ainda sorrindo.

- Eu adorava. – admitiu Narcisa com um sorriso aberto dessa vez. – Você sempre foi o único que me via de verdade Sirius.

- Você sabe porque. – disse Sirius voltando a ficar sério de repente enquanto as lembranças voltavam com força a sua mente.

- Sirius... – Narcisa começou a falar, mas acabou fechando a boca antes que acabasse cometendo uma loucura.

- Você não precisa falar nada Cissa. – disse Sirius entrando suavemente dentro do quarto e já estava fechando a porta quando a loira entrou dentro do quarto e ela mesma fechou a porta em seguida surpreendendo o animago.

- Eu ainda sou casada com Lucio, mas com a ajuda de Harry espero estar legalmente livre dele em pouco tempo. – Narcisa comentou com voz suave enquanto tomava coragem para dizer aquilo que ela sempre quisera falar ao primo. – Eu sempre gostei de você, Sirius. Mas quando eu me apaixonei por Lucio, pra mim pareceu ser como uma luz, pois meus pais o aprovavam e ele parecia ser a pessoa ideal pra mim.

- Certamente. – Sirius retrucou com um pouco de sarcasmo na voz que Narcisa fez questão de ignorar ou então perderia a coragem.

- Eu sei que você sempre me amou Sirius, eu sempre soube. – a loira falou baixinho e quietamente fazendo o animago arregalar os olhos levemente. – Mas eu tinha muito medo naquela época, além do mais eu não passava de uma menina e não sabia o que era certo ou não. Eu também sei que você sofreu muito quando eu me casei com Lucio, mas se no fundo do seu coração ainda existir um pouco de amor por mim e se por algum acaso você puder me perdoar pelos meus erros, eu gostaria de tentar alguma coisa Sirius.

- Você está dizendo que... – Sirius tentou falar, mas não completou a frase com medo de que estivesse errado e tivesse entendido outra coisa.

- Eu quero tentar ser feliz Sirius, não agüento mais sofrer. – disse Narcisa enquanto os olhos azuis enchiam-se de lágrimas.

- Calma Cissa. – Sirius sussurrou enquanto abraçava a mulher com carinho e passava a acariciar os cabelos loiros dela.

- Eu sei que é pedir demais Sirius, mas eu preciso de você. – ela falou entre soluços, odiava chorar, mas naquele momento uma barreira se quebrou dentro dela. – Se você ainda puder me amar, eu gostaria de ser sua, pertencer a você...

- Não precisa dizer mais nada Cissa. – disse Sirius enquanto ele próprio deixava algumas lágrimas escorrerem por seu rosto, não conseguia acreditar que aquilo em que ele viera sonhando a tanto tempo estava se tornando realidade. – Eu sei que você precisa de um tempo antes de recomeçar Cissa, não precisamos forçar nada, podemos ir bem devagar até que você se acostume a mim. Eu só peço a você que fique aqui comigo essa noite.

- O que? – Narcisa piscou os olhos enquanto se afastava do abraço para poder olhar diretamente nos olhos de Sirius.

- Não assim. – disse o animago rapidamente sabendo que fora mal interpretado. – Eu quero dizer dormir aqui comigo, apenas dormirmos abraçados.

- Tudo bem. – concordou Narcisa cortando as explicações que o animago estava oferecendo naquele momento, pois ele estava ficando tão vermelho quanto um tomate, o que estava divertindo Narcisa imensamente. – Quem diria que algum dia eu veria o “Garanhão Black” ficando corado como uma virgem inocente.

- Isso não tem graça, Cissa. – resmungou Sirius enquanto sorria vendo Narcisa gargalhando como a muito tempo ele não via.

- Pois eu lhe garanto que tem muita graça Sirius. – a loira disse quando conseguiu se segurar um pouco e parar de gargalhar do rosto ainda avermelhado de Sirius. – Meus Merlin, eu não me divertia tanto assim a algum tempo.

- Pelo menos eu pude contribuir para isso. – disse o animago ainda um pouco mal humorado pelo comentário da mulher.

- Não precisa ficar assim Sirius. – disse Narcisa se aproximando e pegando o animago pela mão e puxando-o em direção a cama. – Chega de conversarmos porque está muito tarde e pelo que eu sei o Senhor precisa acordar bem cedo amanhã de manhã para ir dar aulas em Hogwarts, então já pra cama Black.

- Você é quem manda. – comentou Sirius em tom cheio de malícia fazendo a loira ficar mais vermelha do que ele havia ficado.

Pouco depois os dois se encontravam deitados na cama apenas abraçados, cada um deles perdido em seus próprios pensamentos e imaginando como as coisas seriam dali por diante. Narcisa pensava na liberdade que a esperava em pouco tempo e talvez pudesse ser feliz de verdade com um homem que a amava e estava disposto a tudo por ela, tinha certeza que Sirius teria feito tudo o que havia lhe dito e prometido tantos anos antes caso ela tivesse aceitado fugir com ele, mas ela fora covarde e naquela época estava apaixonada pelo ex-marido, agora as coisas seriam diferentes, isso ela sabia com toda a certeza.

Sirius ainda ano estava certo se aquilo era um sonho ou não, mas se fosse queria que ele durasse para sempre. Quantas e quantas vezes ele desejara ardentemente que Narcisa o procurasse pedindo ajuda para se separar do marido, mas ela nunca fora assim como ele sabia que ela jamais iria atrás dele, não enquanto o filho poderia correr perigo, mas agora as coisas haviam mudado e draco não corria perigo, agora as coisas poderiam ser completamente diferentes e ele garantiria que isso fosse possível, nem que custasse sua vida.
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Dumbledore ainda estava se recuperando dos ferimentos que sofrera na luta contra a Princesa Negra quando um auror do ministério chegou com uma carta de Cornélio Fudge endereçada a ele. Na carta o Ministro pedia encarecidamente que ele comparecesse no Ministério o mais rápido possível, o pedido era mais uma ordem.

Disso o diretor de Hogwarts bem sabia, pois o pedido era apenas uma fachada para esconder as intenções do Ministro, mas o diretor não se importava com as palavras de Cornélio, pois no fim das contas ele sempre acabava fazendo o que o diretor ordenava.

Assim que Dumbledore terminou de ler a carta se dirigiu em direção a lareira e pegando um pouco de pó de flú entrou dentro da lareira, e logo depois de jogar o pó no chão disse em alto e bom som o endereço do Ministério da Magia.

Como sempre surgiu em uma das lareiras do Átrio do Ministério e assim que saiu dela observou que naquele momento o prédio estava praticamente vazio, o diretor se dirigiu aos elevadores em seguida embarcando em um deles logo depois.

Dumbledore desceu no andar em que ficava o escritório do Ministro e sem perda de tempo dirigiu-se até onde Percival Weasley se encontrava, o assistente do ministro logo foi avisar da chegada do diretor e em poucos minutos Dumbledore se viu dentro da sala de Cornélio Fudge, onde além dele e do próprio ministro se encontravam Rufus Scrimgeour, o atual Chefe dos Aurores, Kingsley Schakebolt e Nymphadora Tonks, ambos aurores.

O diretor cumprimentou primeiro o ministro e depois o chefe dos aurores antes de voltar seus olhos para os dois aurores que faziam parte da Ordem da Fênix e os cumprimentou com leves acenos de cabeça.

- A que devo o convite Cornélio? – o diretor perguntou com suavidade, mas deixando claro que não gostara muito da maneira em que ele o chamara.

- Temos todos os detalhes do ataque que aconteceu em Hogsmeade, assim como a invasão da Princesa Negra em Hogwarts. – disse o Ministro com a voz séria enquanto olhava diretamente para o diretor de Hogwarts. – Também sabemos que um grupo de alunos ajudou a derrotar os comensais da morte, embora tenha sido Harry Potter quem tenha feito a maior parte dos estragos, sem contar que também foi ele que conseguiu deter o avanço da Princesa Negra.

- Além do mais, o Senhor Potter matou vários comensais da morte com armas trouxas, mas também temos provas de que ele fez uso de uma maldição da morte e uma cruciatus, e o Senhor Longbottom também fez uso da maldição mortal. – Rufus Scrimgour falou completando o que o Ministro havia começado a falar.

- Queremos ouvir o que aconteceu nos terrenos da escola Dumbledore. – falou o Ministro com a voz séria olhando para o diretor que apenas concordou, mas ao invés começar a contar o que acontecera ele apenas levou a varinha em direção a própria cabeça e em seguida a puxou retirando um fio prateado de memória, logo depois o diretor a soltou e murmurou um feitiço que transformou a memória em uma espécie de telão que todos puderam ver e assistir os acontecimentos daquela tarde, além de ouvir o que acontecia.

Durante vários minutos ninguém falou absolutamente nada, todos estavam concentrados em assistir o desenrolar dos acontecimentos nos terrenos da escola. Assim que a memória acabou o diretor acenou com a varinha suavemente e a memória dissipou-se silenciosamente, todos os outros ainda encaravam a pequena batalha em um silêncio chocado.

- Merlin, o garoto é muito poderoso. – exclamou Tonks que foi a primeira a sair do leve torpor que a luta os deixara.

- Isso ele realmente é. – Dumbledore falou fazendo uma pequena careta ao se lembrar da primeira vez em que o vira onde ele fora liquidado e surrado pelo garoto sem que ele nem mesmo se esforçasse para fazer aquilo.

- Esse é um dos motivos para que nós o detenhamos. – o Ministro falou friamente olhando para o diretor que apenas devolveu o olhar antes de concordar com a cabeça, pois sabia os riscos que era ter alguém tão poderoso como aquele garoto por perto. – Eu já emiti ordens de prisão contra Harry Potter e Neville Longbottom pelo uso de maldições imperdoáveis, assim como intimações para os outros garotos para eles explicarem o motivo de terem enfrentado tantos comensais da morte ao invés de se dirigirem diretamente a escola como os outros alunos fizeram. Os aurores irão cumprir essas ordens amanhã pela manhã Dumbledore, espero que você ano dificulte as coisas para nós, esses garotos precisam pagar pelo ato que acabaram de cometer.

- Eu concordo. – Dumbledore disse simplesmente mantendo o rosto sério, embora estivesse sorrindo por dentro.

- Ótimo. – falou Cornélio sorrindo friamente antes de voltar seus olhos para o Chefe dos Aurores. – Vocês estão dispensados, devem cumprir a ordem amanhã pela amanhã. Não se esqueçam que o Potter parece ser perigoso, então tomem cuidado.

- Sim, Senhor Ministro. – disseram os três aurores ao mesmo tempo antes de se voltarem e se dirigirem para a porta.

- Então Dumbledore, me conte mais sobre esse garoto. – falou Cornélio voltando seus olhos para o diretor de Hogwarts assim que a porta se fechou e em seguida ele recostou-se melhor contra a cadeira em que estava sentado para ouvir o que o diretor tinha a dizer sobre o tão falado menino-que-sobreviveu, ou simplesmente Harry Potter.
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Draco e Harry apareceram em frente a Casa dos Gritos, o local em que eles haviam combinado de se encontrar caso alguma coisa acontecesse e eles precisassem fugir, antes de entrar o moreno olhou atentamente pelas redondezas e quando se certificou de que nada e nem ninguém estava os observando ele entrou na casa seguido de perto por Draco.

- Eu ainda não entendi por que motivo você combinou esse lugar para nos encontramos, você sabia que essa casa é assombrada? – perguntou o sonserino com a voz séria, embora Harry sentisse um leve tremor enquanto ele falava.

- A Casa dos Gritos nunca foi assombrada Draco, foi apenas uma mentira inventada pelo paspalho do Dumbledore para impedir que os curiosos se aproximassem do lugar. – Harry falou calmamente enquanto se dirigia para o local onde sabia que ficava a passagem secreta que os levaria diretamente até Hogwarts.

- Mas os boatos sobre os uivos e os gritos... – Draco falou olhando para o moreno incrédulo enquanto falava.

- Os uivos eram produzidos por Remo Lupin quando ele estava nos dias da transformação em lobisomem, quanto aos gritos e outros tipos de barulhos eram feitos por meu pai e o Professor Black, apenas para dar mais ênfase aos fantasmas e causar menos desconfiança pelos uivos sempre acontecerem na lua cheia. – Harry explicou enquanto se abaixava e abria o alçapão, mas não entrou naquele momento, pois ainda tinha algo importante para fazer e não sairia dali sem ter feito tudo o que era necessário.

- Aonde esse túnel vai dar? – perguntou Draco espantado ao olhar dentro do alçapão que o moreno havia aberto.

- Nos jardins da escola. – respondeu Harry casualmente antes de sacar sua varinha e logo em seguida estava sussurrando um poderoso feitiço protetor em volta do lugar, ele bem que gostaria de lançar um feitiço Fidelius no local, mas dificilmente o desaparecimento da Famosa Casa dos Gritos passaria despercebido.

- Ta falando sério? – o loiro sussurrou espantado quando o moreno havia respondido a sua pergunta, mas em seguida o sonserino percebeu o que o outro estava fazendo. – O que exatamente você está fazendo, Potter?

- Lançando feitiços protetores ao redor da casa, ainda não sei como Voldemort não usou essas passagens secretas para invadir e dominar a escola. – comentou o moreno casualmente quando terminou de proteger o local, agora ninguém seria capaz de entrar ali dentro, pelo menos não sem que ele ficasse sabendo. O moreno virou-se e caminhou em direção ao alçapão entrando dentro dele logo depois, em seguida o moreno olhou para o sonserino antes de falar rapidamente. – Vamos voltar de uma vez para a escola.

- Eu te odeio, Potter. – Draco falou antes de entrar no túnel que era abafado e apertado, mal dava para um deles caminhar.

- Cala a boca e anda Malfoy. – rosnou Harry enquanto fechava o alçapão e o trancava com um feitiço de tranca que nem mesmo um Deus poderia quebrar.

Eles andaram em silêncio por todo o caminho, cada um dos dois perdido em pensamentos próprios. O loiro pensava nos acontecimentos daquela noite, mal dava para acreditar que poderia finalmente livrar a ele e sua mãe das garras de Lucio Malfoy e do Lorde das Trevas.

Ao contrario do sonserino o moreno estava pensando em centenas de coisas ao mesmo tempo, aquele era um dos muitos talentos ocultos que ele possuía, a capacidade de raciocinar sobre vários problemas ao mesmo tempo como se fosse várias mentes pensando ao mesmo tempo, o que dava uma vantagem muito maior ao moreno.

Os problemas que ele estava enfrentando eram variados, mas aos poucos eles estavam sendo resolvidos de maneira satisfatória ou pelo menos estavam se encaminhando para serem resolvidos, sabia que ano tinha muito tempo antes das coisas estourarem e a guerra explodir de maneira violenta, o que não levaria muito mais tempo.

Até lá ele esperava pelo menos estar com a maioria das coisas encaminhada e pronta, por um momento pensou em Isabel, não sabia porque a convidara para mudar para o lado dele, mas sentira algo profundo e primitivo exalando dela, algo muito parecido com o que ele sentia em si mesmo, uma coisa que o chamara quando ele estivera perto o suficiente dela.

Sua primeira intenção era a de enfrentar a Princesa Negra e ver até onde ela seria capaz de ir e até onde os poderes dela chegavam, mas quando vencera percebeu que ela podia se tornar ainda mais poderosa do que era, mas desde o começo da luta sentira aquela energia diferentes e uma vontade de tê-la como aliada o tomara, embora ele não soubesse exatamente por que.

Sabia que a estava desejando fisicamente, afinal ano era nenhum pouco idiota e sabia reconhecer os sintomas físicos de uma atração, somente ficara muito surpreso pelo fato de se sentir atraído por uma garota de quatorze anos que provavelmente nem sabia o que a palavra sexo significava, e havia apenas uma conclusão para o que ele estivera sentindo por ela, afinal com certeza era por causa de sua total abstinência de mulheres a algum tempo e embora tenha ficado com a atendente da loja em que ele comprara roupas ele ficara muito tempo sem transar de verdade e apenas uma noite não acabava com a necessidade, com certeza devia ser por isso.

Saiu de seus pensamentos ao perceber que o túnel estava chegando ao fim, por isso se adiantou e passou a frente do sonserino que resmungou alguma coisa, mas o moreno não deu nenhuma atenção ao que ele dissera.

Segundo o que ele sabia deveria apertar um nó que havia na base da arvore na saída do túnel para que ela ficasse paralisada por um minuto e eles pudessem passar sem acabarem sendo machucados pelos galhos daquela arvore em questão.

- Pronto. – disse Harry assim que conseguiu apertar o pequeno nó existente na árvore e então ele subiu passando pela passagem apertada e saindo para os jardins da escola, em seguida virou-se e ajudou o sonserino a subir.

- O salgueiro lutador. – disse Draco surpreso olhando para a enorme árvore que estava paralisada naquele momento.

- Exatamente. – disse Harry puxando o loiro pela camisa e o afastando da árvore antes que ela começasse a se mover.

- Por que fez isso? – perguntou Draco soltando-se do moreno e resmungando em voz alta enquanto olhava para o moreno como se ele fosse louco.

- Por causa daquilo. – respondeu Harry simplesmente apontando para o salgueiro lutador que havia voltado a se mover golpeando o ar.

- Tinha esquecido desse detalhe. – comentou Draco casualmente e se apressou a seguir o moreno para dentro da escola.

Eles caminharam em silêncio por alguns momentos até entrarem dentro do castelo e surpreendentemente ninguém estava por perto para os pegar fora da cama naquele momento, o que os dois agradeceram mentalmente.

- A gente se vê amanhã, Potter. – falou Draco simplesmente enquanto acenava para o moreno e pegava um corredor a esquerda do caminho em que eles estavam percorrendo e dirigindo-se para as masmorras onde ficava o salão comunal sonserino.

Harry não ligou muito para o que o sonserino falou, apenas balançou a cabeça para ele enquanto seguia seu caminho, atravessou alguns corredores rapidamente e quase foi pego pelo zelador da escola e pela gata louca dele, mas o moreno conseguiu escapar dirigindo-se velozmente até o corredor onde ficava a entrada para o salão comunal da grifinória.

- Dinastia. – o moreno falou a senha para o retrato da Mulher Gorda quando chegou em frente ao quadro que dava acesso ao salão comunal grifinório.

- Isso lá é hora de estar fora do salão comunal. – resmungou a Mulher Gorda enquanto abria o buraco do retrato para dar passagem ao moreno que apenas por garantia havia lançado um feitiço de silêncio no local impedindo qualquer um que se encontrasse acordado no salão comunal o ouvisse chegando naquelas horas.

Aquilo foi uma sorte porque realmente haviam algumas pessoas acordadas e por incrível que pudesse parecer as pessoas que estavam ali não surpreenderam o moreno que já imaginava que eles se encontrassem discutindo os acontecimentos do dia. Ficou em silêncio apenas escutando a conversa deles, embora as palavras chegassem meio vagas até ele, por isso se adiantou um pouco mais e então pode ouvir claramente o que eles falavam.

- O que foi Mione? – Gina perguntou preocupada com a subita palidez da garota que havia se levantado do sofá ao exclamar em voz alta.

- Eu sei quem é o Hades de quem Hagrid estava falando. – a garota falou olhando para os amigos chocada e muito apavorada.

- E quem ele é Mione? – perguntou Rony com a voz cheia de curiosidade olhando para a garota que mal o olhou.

- Vocês não se lembram mesmo? – a garota perguntou ao invés de responder a pergunta do ruivo – Das manchetes que apareciam nos jornais a alguns anos atrás? Do assassino procurado no mundo todo? Dizem que ele era o maior assassino que já havia existido em todos os tempos? Lembram-se, nós comentavamos sobre ele em nosso primeiro e segundo ano.

- É claro. – Gina empalideceu de maneira mortal enquanto as lembranças vinham a mente dela. – Isso é impossivel, ele está morto Hermione. Isso saiu em todos os jornais.

- Está na cara que foi mentira Gina, o ministério da magia deve ter encoberto e dito que ele estava morto... – a voz de Hermione foi interrompida pelo moreno que achou que aquele era o melhor momento para ele se revelar ali dentro.

- Está de parabens Granger. – Harry falou com a voz gelada, a expressão dele era impassivel e não revelava nada do que ele realmente estava pensando, o que causou um frio subito nas espinhas de todos eles.

- Você prometeu que diria para nós quem ele realmente era, Harry. – Hermione falou rapidamente ignorando a expressão impassível do moreno.

- Sim, eu prometi. – concordou o moreno enquanto se adiantava e caminhava até onde eles estavam acomodados, logo em seguida Harry sentou-se em uma poltrona vazia que ficava bem ao lado da lareira do salão comunal. – Mas aparentemente você já sabe quem ele é Hermione e provavelmente não precisa que eu lhe diga mais nada.

- Eu sei e me lembro do que os jornais falavam sobre ele, o que não é nada mais do que o Ministério mandava o Profeta Diário publicar. – Hermione falou com a voz controlada e cuidadosamente esquivando-se da afirmação anterior do moreno. – Mas eu acredito que o que eles falavam não era totalmente verdade, assim como eu tenho quase certeza que você sabe quem é de verdade esse Hades e o porque de ele matar tantas pessoas.

- Pra falar a verdade eu sei sim. – disse Harry casualmente pensando em quanto deveria revelar para aqueles garotos, sabia que mais hora ou menos hora aquele detalhe sobre ele ser Hades vai acabar se tornando publico e seria melhor que ele tivesse algumas pessoas com quem pudesse contar em caso de necessidade.

- E pode nos contar? – Gina perguntou com a voz exalando de curiosidade enquanto olhava para o moreno.

- O que vocês devem entender em primeiro lugar é que existem “forças superiores” por assim dizer. – o moreno começando falando calmamente olhando para cada um dos amigos que ele havia feito naquela semana em Hogwarts, de alguma maneira sabia que aqueles eram amigos para as horas boas e as más, por isso achava que eles mereciam um pouco de sinceridade da parte dele. – Até hoje é possível observar a interferência que eles tem no mundo, sejam através de lendas ou outras coisas, algumas culturas praticam ativamente os cultos aos deuses...

- Espera um momento. – Hermione interrompeu o moreno no meio da frase e o olhava com os olhos arregalados. – Você não está querendo dizer que os Deuses existiram de verdade, ou então que talvez Avalon exista ou todas aquelas criaturas da mitologia que nós lemos em livros tanto no mundo trouxa como no bruxo, não é mesmo?

- É exatamente sobre isso que eu estou falando Hermione. – Harry falou com seriedade enquanto olhava diretamente nos olhos castanhos da morena que apenas engoliu a frase que ela estava pronta para replicar. - Eu sei que você pensa de uma maneira diferente Hermione, mas em algum momento de nossa existência cada um dos Deuses existiu realmente, assim como os heróis das lendas ou as criaturas fantásticas. Na verdade, a maioria deles ainda existe até hoje, eles apenas vivem isolados de nós e não se mostram mais, pois já se cansaram de nosso mundo, ou pelo menos a maioria deles se cansou. – falou Harry enquanto secretamente pensava em um dos malditos deuses que não havia se esquecido ou desistido do mundo deles.

- Isso é muito estranho. – comentou Neville balançando a cabeça enquanto analisava as palavras que o moreno acabara de falar.

- Abra sua mente Neville. – Luna falou com voz baixa e sonhadora chamando a atenção de todos para ela que não ligou para o fato. – Vocês todos, mantenham a mente de vocês aberta para as possibilidades.

- Excelente Luna. – comentou Harry sorrindo pela primeira vez desde o momento em que entrara pelo buraco do retraço e os amigos o viram. – Existem muitas coisas que nenhum de vocês sabe e muitas outras que vocês jamais ficarão sabendo, a vida e o mundo é cheio de mistérios e se em algum momento você achar que já sabe tudo então será o momento em que você não sabe de nada, pois não importa quantos anos alguém viva, ele jamais obterá todo o conhecimento possível, por que a todo o momento aparecem novas coisas para se aprender.

- Nossa, eu nunca ouvi nada tão sábio em toda a minha vida. – sussurrou Hermione impressionada e concordando silenciosamente com as palavras do moreno, reconhecendo que deveria ser um pouco mais humilde.

- Tudo o que vocês conhecem como lendas e outras coisas do mesmo gênero tem um fundo de verdade, assim como Avalon realmente existe de verdade, ou os Elfos Reais ainda vivem, entre muitos outros. – Harry falou sabendo que teria de medir muito bem as próximas palavras sem revelar nada que seu juramento de lealdade não permitisse. – É claro que nem tudo são apenas coisas boas no mundo e existe aqueles seres que são considerados das trevas, como os demônios e os outro, mas sempre deve haver um equilíbrio entre o bem e o mal, não importa o que aconteça. Existe uma sociedade secreta que foi fundada a mais tempo do que se pode contar e desde o dia de seu fundamento os membros se dedicam manter esse pequeno equilíbrio existente.

- Como assim? – perguntou Rony franzindo a sobrancelha com a frase que o moreno acabara de falar, o que causou um resmungo de Hermione.

- Ele quer dizer que nenhum dos lados pode se sobressair sobre o outro Rony, e que essa sociedade secreta cuida para que continue assim. – Luna falou sorrindo discretamente para o ruivo que ficou vermelho como um tomate, o que fez Hermione franzir o cenho enquanto olhava para o garoto com os olhos apertados.

- Obrigado Luna. – Harry falou ainda sorrindo levemente antes de voltar seus olhos para o fogo e voltar a falar como se não tivesse sido interrompido pelo garoto. – O que eu quero dizer é que os membros da sociedade secreta são treinados na arte de matar, são assassinos natos, treinados para cumprir as ordens do Conselho, que é formado pelos membros mais antigos e sábios da sociedade, executando qualquer um que ameace o frágil equilibro que existe entre as forças do mal e as do bem, o que acontece ocasionalmente.

- Então Hades é um desses assassinos? – Luna perguntou curiosamente olhando diretamente para o moreno que sentiu-se radiografado, mesmo sabendo que a garota não conseguia ler sua mente, o que o deixou levemente intrigado.

- Hades é considerado o melhor assassino de todos os tempos, ele é o portador dos melhores números em treinamento e em missões cumpridas. – explicou Harry impassível enquanto se levantava de repente e começava a caminhar em volta dos sofás onde os amigos estavam sentados. – Ele é muito temido entre os círculos negros e os criminosos, pois nessas áreas as coisas correm rapidamente e todo mundo sabe o que acontece entre os seus.

- Mas mesmo que eles tenham boas intenções, são todos assassinos. – Hermione falou um pouco exasperada pelas coisas que ouvira.

- Defina da maneira que achar melhor Hermione, mas eles mantém o equilíbrio entre as forças do bem e do mal. – Harry respondeu friamente enquanto se sentava novamente na poltrona em que estivera sentado antes, logo voltou a falar. – Se eles não fizessem o que fazem provavelmente o mundo seria dominado por seres negros, pois vocês ficariam chocados com o número de bruxos e trouxas que tentam invocar os demônios, mas esses ano são importantes, porém existem alguns que realmente sabem o que estão fazendo e se por algum acaso qualquer um deles for capaz de invocar um dos demônios que estão aprisionados então teremos um problemão danado para resolver, por que a maioria deles são tão poderosos como os deuses eram.

- Você faz parte dessa sociedade? – perguntou Luna de repente depois de alguns segundos em que eles haviam ficado em silêncio absoluto.

- Se eu fosse um professor lhe daria cem pontos pela observação Luna. – Harry disse sorrindo levemente e ficando feliz ao perceber que a garota era muito mais experta do que qualquer um poderia imaginar.

- Você não respondeu a pergunta dela. – Hermione acusou depois de alguns segundos de silencio em que todos ainda estavam um pouco chocados com a pergunta da loira.

- Pra falar a verdade eu faço sim parte dessa sociedade secreta. – falou Harry quebrando uma pequena regra dos membros da sociedade, mas como ele nunca jurara não contar a alguém sobre nada daquilo então não precisava manter completo segredo. – Posso saber como você conseguiu chegar a essa conclusão Luna?

- Bem, em primeiro lugar você não saberia detalhes sobre essa sociedade a menos que fizesse parte dela. – a loira falou dirigindo os olhos azuis sonhadores para o garoto que apenas sorriu em resposta a garota. – Em segundo lugar, você tem uma habilidade impressionante em lutas, ficando claro que recebeu um treinamento muito avançado e intenso, além de usar uma espada e armas trouxas para matar seus inimigos, o que também é uma característica muito conhecida e falada nos jornais da época sobre o assassino Hades.

- Brilhante. – falou Harry batendo palmas para a garota que ficou corada no mesmo instante, causando um sorriso ainda maior no moreno.

- Mudando de assunto, onde você estava até agora? – Rony perguntou de repente fazendo o sorriso do moreno simplesmente desaparecer.

- Ajudando um amigo. – disse Harry encarando o ruivo que engoliu em seco, o moreno percebeu que poderia começar a ajudar o sonserino desde aquele momento. – Draco estava com problemas em casa e eu fui com ele dar uma pequena ajuda para acabar com o problema.

- Você está querendo dizer o Malfoy? – perguntou Rony novamente dessa vez fazendo uma careta de nojo ao falar do sonserino.

- Será que eu preciso lembrar a vocês que se não fosse a ajuda dele hoje todos vocês estariam mortos a esta altura? – rosnou Harry de volta fazendo as exclamações baixas do ruivo cessaram imediatamente e atraindo todos os olhares para ele. – Ele fez uma escolha ao defender vocês hoje em Hogsmeade e a partir de hoje ele é um paria entre os comensais da morte e Voldemort quer a cabeça dele e de Narcisa Malfoy.

- Porque? – perguntou Neville com curiosidade embora ainda estivesse levemente arrepiado pelo fato do moreno ter mencionado o nome do Lorde das Trevas.

- Lucio Malfoy e o Lorde das Trevas estavam pressionando Draco para se tornar um comensal o mais rápido possível e Lucio ameaçava matar Narcisa caso ele não aceitasse se tornar um dos servos do Lorde Negro. – Harry falou calmamente vendo os olhos arregalados de todos eles, mas concentrou-se nos de uma certa ruiva que parecia estar sentindo algo mais. – Com Lucio Malfou preso as possibilidades de Draco se livrar ano apenas da influencia do pai como também a do Lorde das Trevas ficou bastante clara, por isso Voldemort mandou cercar a mansão com diversas criaturas das trevas para impedir que Narcisa fugisse do local.

- Mas ele tem apenas dezessete anos. – protestou Gina com um vigor inesperado chamando a atenção para si, mas ela ignorou e continuou olhando diretamente para o moreno esperando que ele continuasse a falar, embora o rosto da ruiva tenha ficado ligeiramente rosado.

- Voldemort não se importa com a idade de alguém Gina, está interessado apenas em seu exército. – comentou Harry casualmente sobre o assunto antes de voltar para a parte principal. – Basicamente, eu fui com Draco até a casa dele e destruí os vampiros e lycan’s que existiam no local, assim como todos os dementadores, depois eu lancei alguns feitiços protetores em volta da mansão onde agora a mãe dele está mais protegida do que nós nesse momento.

- Como vocês saíram da escola? – Hermione perguntou com um leve tom repressor na voz que fez Rony girar os olhos.

- Usamos uma chave de portal. – respondeu Harry ignorando deliberadamente a reprimenda que sentira na voz de Hermione, mas mesmo assim olhando-a divertido por um momento. – E não precisa dizer quantas regras eu quebrei essa noite Hermione, porque eu sei exatamente quais delas eu quebrei, afinal conheço o regulamento de Hogwarts.

- Conhece? – sussurrou Hermione incrédula assim como os outros, afinal quantas pessoas realmente haviam lido aquele regulamento?

- Sim, eu o li alguns dias atrás. – falou Harry lembrando-se do dia em que estivera na biblioteca e encontrara um exemplar do manual dos estudantes e regulamentos de Hogwarts. – E quanto a termos saído da escola, tecnicamente eu e Draco não quebramos nenhuma regra, pois Sirius estava nos acompanhando e de acordo com as normas da escola qualquer aluno pode sair da escola se por algum acaso estiver acompanhado por algum professor.

- Isso é verdade. – comentou Hermione suavemente enquanto olhava para o moreno com curiosidade, em seguida perguntou. – Você conhece bem o Professor Black?

- Não, mas ele é meu padrinho. – revelou Harry dando de ombros e vendo os olhos dos cinco ficarem arregalados com a surpresa o que o fez rir levemente. – Acho que já chega de conversas por hoje pessoal, amanhã vamos precisar acordar bem cedo e ainda mais, tenho a impressão que o dia vai ser bem longo.

- Espera Harry. – Hermione falou levantando-se rapidamente quando o moreno fizera menção de se dirigir para as escadas que davam para o dormitório masculino. – Você não nos disse se vai aceitar nos treinar ou não.

- Eu ainda não decidi. – disse Harry simplesmente antes de continuar o caminho até as escadas e quando chegou perto voltou-se falando com um sorriso no canto dos lábios acrescentando em um tom malicioso. – Boa noite pessoal. Não demorem.

As garotas ficaram bastante vermelhas, exceto Gina que abriu um sorriso de iguais proporções com o do moreno antes de puxar Luna pela mão indo em direção ao dormitório feminino, Hermione não demorou nada em seguir as duas após se despedir de Rony e Neville, as três subiram as escadas praticamente correndo e quando chegaram ao segundo patamar separaram-se com Luna e Gina indo para o dormitório do sexto ano e Hermione para o do sétimo, as vezes a loira da corvinal passava a noite no dormitório com Gina, pois havia uma cama vazia onde a ruiva dormia e elas sempre aproveitavam para ficarem conversando até tarde.

Os garotos ficaram observando as meninas desaparecerem pelas escadas do dormitório feminino e em seguida os dois caminharam para os próprios dormitórios, quando chegaram perceberam que a porta do banheiro estava fechada onde provavelmente o moreno estava tomando banho, o que eles haviam feito mais cedo, logo após terem entrado no salão comunal.

Alguns minutos depois o moreno saiu do banheiro e depois de olhar para os colegas dirigiu-se até sua cama vestindo apenas uma das suas cuecas boxer, que ele tinha aos montes. Depois de deitar-se o moreno esforçou-se para fechar os olhos enquanto se concentrava e com apenas metade de sua mente descansando utilizou a outra metade para o habitual treinamento que fazia todas as noites para poder controlar melhor sua magia.
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Quando eram sete horas da manha Alvo Dumbledore já se encontrava nos portões da escola esperando os aurores chegarem, afinal eles haviam marcado aquele horário para a chegada deles e o diretor de Hogwarts os recebia pessoalmente, pois não havia avisado nenhum dos outros professores sobre a visita inesperada dos aurores, alias ele nem mesmo sabia como lhes dar aquela noticia, por isso deixou que eles a recebessem em primeiro lugar.

Vários sons de aparatações ecoaram em frente aos portões da escola revelando a presença de quinze aurores do ministério britânico que se aproximaram do diretor sem nenhuma cerimônia e após um breve cumprimento entraram pelos portões, que o diretor fez questão de fechar e trancar antes de encaminhar os aurores pelos jardins da escola.

- Está tudo pronto Rufus? – perguntou Dumbledore enquanto olhava de relance para cada um dos aurores que acompanhava o Chefe dos Aurores, notou com um pequeno sorriso que Tonks e Quim estavam entre eles.

- Sim Dumbledore, tudo está como o planejado. – concordou o Chefe dos Aurores que em seguida perguntou. – O garoto já acordou?

- Não sei. – disse simplesmente o diretor de Hogwarts recebendo uma pequena careta de Rufus como resposta. – Como você bem sabe, não posso controlar os alunos em seus dormitórios, mas posso lhe garantir que ele ainda não está no salão principal.

- Como sabe? – perguntou um auror que estava logo atrás dos dois homens, a voz dele revelava toda a curiosidade que sentia.

- Ele tem alguns hábitos que segue. – disse Dumbledore sem nem mesmo olhar para quem havia falado com ele. – Ele sempre chega para o café da manhã entre sete e meia e oito horas, e como as aulas começam as oito e meia ele tem tempo de sobra para tomar o café da manhã, sem contar que ele ainda fica conversando com os amigos.

Naquele momento eles estavam atravessando as portas de entrada do castelo que dava diretamente ao corredor e em frente havia o salão principal, Dumbledore guiou os aurores por um corredor lateral que dava a volta em todo o salão e acabava em uma sala bem ao lado da mesa dos professores, onde normalmente os alunos do primeiro ano esperavam serem chamados para serem selecionados para as casas de Hogwarts.

- Vocês poderão esperar aqui até o momento em que ele entrar no salão, sugiro que esperem ele estar acomodado na mesa da grifinória. – Dumbledore falou em tom baixo, pois havia algumas pessoas no salão naquele momento, inclusive a maioria dos professores.

- Tudo bem, nós esperamos. – concordou Rufus um pouco contrariado e sentando-se em uma cadeira que havia logo ao lado, os outros aurores também se acomodaram para esperar o momento em que deveriam agir.

Dumbledore saiu pela porta e dirigiu-se a mesa dos professores sentando-se em seu lugar habitual, mas deixando alguns professores bastante intrigados pelo fato do diretor ter aparecido por aquela porta que teoricamente deveria estar fazia e não tinha utilidade para ninguém. Sirius e Minerva franziram a sobrancelha enquanto olhavam para o diretor e para a porta, o animago arqueou ambas as sobrancelhas quando percebeu que havia pessoas lá dentro, embora conseguisse identificar apenas a prima dele, que era filha de Andrômeda.

Foi então que se lembrou do que ouvira o afilhado falando sobre os aurores irem prender a ele e ao garoto Longbottom, o animago apenas esperava que o plano de seu afilhado desse certo e que o informante dele realmente pudesse ajudá-lo.
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Harry acordou antes de todo mundo como acontecia todos os dias, vestiu uma roupa leve e ganhou os corredores do castelo indo diretamente até a sala precisa e após entrar começou os rotineiros exercícios físicos e mentais.

Depois de quase duas horas o moreno saiu do local voltando para o dormitório masculino como se fosse um fantasma, naquele momento ele olhou para o relógio e percebeu que já eram sete e meia da manhã, por isso foi diretamente para o banheiro tomar um banho e realizar sua higiene matinal, menos de cinco minutos depois o moreno saía do banheiro secando-se com uma toalha enquanto se dirigia para sua cama.

Vestiu-se calmamente enquanto olhava para os outros garotos percebendo que todos eles já haviam se levantado e saído para o salão principal para tomarem o café da manhã, mas o moreno não se preocupou muito com esse fato enquanto terminava de se vestir colocando a ultima parte do uniforme escolar que era a gravata.

Enquanto pegava os materiais necessários para aquele dia de aula o moreno ouviu um leve barulho e quando voltou seus olhos para o local percebeu uma coruja negra parada na janela olhando insistentemente para ele, embora ela não fizesse barulho algum, com certeza ela já se encontrava ali a algum tempo apenas esperando que ele chegasse.

- Como vai garoto? – perguntou Harry suavemente enquanto se aproximava da coruja que ergueu a pata esquerda para ele, onde havia um envelope lacrado com o símbolo da Confederação Internacional dos Bruxos, o que o fez sorrir.

Logo depois do moreno retirar a carta a coruja negra deu uma leve bicada no pulso do moreno antes de levantar vôo e partir para os céus de volta ao seu dono. No dormitório o moreno abria rapidamente a carta que possuía três papéis especialmente dobrados, que o moreno fez questão de desenrolar e ler um a um.

O primeiro e o segundo eram as autorizações que ele e Neville tinham recebido para executar qualquer uma das maldições imperdoáveis no caso de um ataque de comensais da morte, seu informante acrescentara inclusive o uso de feitiços negros e magia proibida.

O terceiro papel se referia aos outros garotos que participaram do ataque ao vilarejo isentando-os de qualquer responsabilidade para com qualquer ministério mágico e deixando claro que eles deviam explicações apenas a própria Confederação Internacional dos Bruxos, além de tudo isso ainda vinha uma felicitação pelas ações rápidas de cada um deles.

Havia também as parabenizações que eles receberam em forma de uma Ordem de Merlin de Terceira Classe para os outros e uma de Segunda Classe para Harry Potter por ter enfrentado e matado tantos comensais da morte salvando dezenas de pessoas da morte certa, além de ter enfrentado e afugentado a tão conhecida e temida Princesa Negra.

Aquilo causou uma leve careta de desgosto no moreno que preferiu apenas ignorar aquilo e colocou os papéis em um dos bolsos do uniforme escolar e pegando sua mochila com os materiais dirigiu-se para fora do dormitório, mas não sem antes lançar alguns feitiços protetores ao redor ano apenas de seu malão como também de sua cama.

O moreno caminhou pelos corredores do castelo sentindo os olhares que recebia dos alunos retardatários que também se encaminhavam para o café da manhã naquele momento e mesmo se sentindo levemente incomodado com o fato o moreno ignorou-os e caminhou apressadamente chegando em poucos minutos em frente as portas do salão principal do castelo, mas parou de repente quando sentiu um pequeno arrepio.

Não ligando muito para o fato Harry entrou pelas portas do salão principal do castelo que imediatamente ficou em silêncio ao perceber a entrada do moreno, que não ligou muito para aquilo seguindo diretamente para a mesa da grifinória aonde os amigos estavam sentados, mas não sem antes reparar no olhar de Draco na mesa da sonserina.

O loiro parecia um pouco apreensivo e cheirava a comida que estava comendo e também o suco de abóbora que estava tomando, captou o olhar do sonserino por um segundo e rapidamente foi capaz de sentir as ameaças que ele havia sofrido pela manhã, com certeza a noticia sobre o fato dele ter ajudado alunos da grifinória no ataque no dia anterior já deveria ter chegado aos sonserinos, provavelmente pelos pais dos mesmos.

Harry sentou-se ao lado de Hermione desejando bom dia aos amigos e recebeu apenas alguns resmungos como resposta, o que fez com que ele arqueasse as sobrancelhas e voltasse seus olhos para eles percebendo que eles pareciam incomodados com alguma coisa e foi nesse momento que percebeu que não era o único a receber os olhares estranhos e diferentes dos alunos, olhares que pareciam entre fascinados e amedrontados.

- Será que eles não podem olhar para outra coisa além da gente, não? – Rony resmungou um pouco alto demais e alguns alunos ouviram desviando os olhos no mesmo instante para seus próprios pratos, mas continuaram os olhando pelos cantos dos olhos.

- Sério cara, não sei como você agüentou esse olhares semana passada, isso está me deixando louco. – Neville falou olhando para o moreno que apenas deu de ombros, mas de relance captou o olhar do padrinho tentando chamar a sua atenção.

Olhou diretamente para ele por alguns momentos enquanto invadia a mente dele descobrindo o que ele queria dizer, então apenas balançou a cabeça afirmativamente de maneira discreta enquanto voltava seus olhos para o café da manhã.

Naquele momento o moreno percebeu a porta da sala lateral ao salão principal se abrir e de dentro dela sair ninguém menos que Rufus Scrimgeour, o Chefe do Quartel Geral dos Aurores, acompanhado de outros aurores que Harry percebeu eram bem habilidosos e poderosos, percebeu os sussurros surpresos dos alunos e dos professores, com a exceção de Dumbledore que apenas os olhou, obviamente havia sido o velhote quem os colocara ali dentro.

Os aurores nem mesmo perderam tempo em dar explicações a ninguém e dirigiram-se diretamente até a mesa da grifinória onde o moreno e seus amigos se encontraram, naquele momento todos os olhares estavam voltados para eles.

- Senhor Potter, Senhor Longbottom... – Rufus tomou a frente dos aurores estufando o peito enquanto tentava mostrar toda a sua autoridade. – Meu nome é Rufus Scrimgeour, Chefe dos Aurores, estamos aqui para cumprir as ordens de prisão contra os senhores.

Mal ele terminou de falar e um sussurro chocado passou pelo salão principal, os alunos mal se moviam enquanto os professores blasfemavam contra os aurores e o ministério, mas os amigos de Harry e Neville olhavam com espanto para eles e para os aurores. Já Neville, esse estava tão pálido como um boneco de cera, o que causou um pequeno divertimento no moreno que nem mesmo se dignou a olhar o chefe dos aurores que ficou indignado com o moreno.

- As acusações contra vocês dois são sobre o uso ilegal das maldições imperdoáveis, sendo a maldição da morte para o Senhor Longbottom, e a maldição cruciatus e da morte para o Senhor Potter. – Rufus falou com a voz fria enquanto tentava intimidar o moreno que não ligou, embora Neville tenha ficado ainda mais pálido e naquele momento ele já estava suando frio. – Também temos ordens de levar os Senhores Weasley e Malfoy, além das Senhoritas Lovegood, Weasley e Granger para prestarem esclarecimentos sobre os fatos que ocorreram no dia de ontem.

- Eu não faria isso se fosse vocês. – a voz fria de Harry ecoou pelo salão principal quando dois aurores colocaram as mãos nos braços de Neville prontos para levantarem o garoto e colocarem as algemas inibidoras e magia.

- Por algum acaso pretende resistir a prisão Senhor Potter? – Rufus rosnou ameaçadoramente enquanto voltava seus olhos de felino para se encontrarem com os verdes frios e impiedosos do moreno, o combate visual foi breve e curto e em poucos segundos o Chefe dos Aurores já havia desviado os olhos do moreno.

- Eu não vou ser preso, assim como Neville também não. – disse Harry calmamente ainda sem sair do lugar. – E você também não vai levar meus amigos para interrogatório.

- E posso saber porque motivo eu não faria isso? – perguntou Rufus friamente enquanto olhava para o moreno.

- Por causa disso aqui. – disse Harry retirando os documentos que recebera mais cedo e os jogando para que o auror pudesse ler, naquele momento Dumbledore se aproximou e olhava curioso para o papel que o moreno havia entregado a Rufus que o lia freneticamente.

- Mas que demônios é isso aqui? – perguntou Rufus irado enquanto jogava os papéis para que Dumbledore pudesse ler.

- Acho que eles são bastante claros Scrimgeour. – Harry respondeu desdenhosamente enquanto voltava seus olhos para o auror. – Acredito que até mesmo os idiotas sejam capazes de entender o que está escrito nesses papéis.

- Posso prendê-lo por ofender um auror moleque. – rosnou Rufus com raiva na voz fazendo o moreno aumentar o desdém na voz.

- Eu não sabia que o havia ofendido, pois não sabia que você se considerava um idiota. – retrucou Harry com uma voz macia e suave como a ceda, embora o sarcasmo estivesse presente em cada uma das silabas que ele falara.

- Isso pode ser falso. – retrucou teimosamente Rufus pegando novamente os papéis das mãos de Dumbledore que estava tão ou mais chocado que o Chefe dos Aurores com as informações que aqueles papéis continham.

- Garanto a você que eles são verdadeiros. – disse Harry dando de ombros enquanto voltava a tomar seu café. – Pode ficar com esses e levar para o seu Ministro, esses são copias, os verdadeiros estão muito bem guardados.

- Como conseguiu isso? – perguntou Dumbledore ainda incrédulo com o que lera, simplesmente não conseguia entender.

- Eu tenho alguns amigos bem interessantes. – foi tudo o que o moreno respondeu antes de voltar seus olhos ao chefe dos aurores. – É só isso ou você tem mais alguma coisa para falar?

- Vamos. – Rufus falou olhando para os seus aurores e em seguida ele virou as costas deixando os garotos sentados, os outros aurores o seguiram rapidamente, o diretor de Hogwarts aproveitou a deixa e seguiu os aurores até o portão do castelo onde eles saíram e aparataram sem nem mesmo abrirem aboca para conversarem.








N/A: Os dois últimos capítulos foram os maiores que eu postei até agora, incluindo esse, mas poxa, só isso de comentários, que isso pessoal, acho que vou começar a priorizar as fics que tiverem mais comentários. Abraços a todos que estiverem lendo.
PS: desculpem o nome do capitulo, mas não consegui pensar em nada melhor.


Agradecimentos especiais:

TiuToddy: ai cara eu também sou fa de capítulos bem grandes, não vou garantir muito, mas os capítulos vão ficar maiores a partir de agora, esse teve quinze paginas do Word, quem sabe o próximo? Abraços.

Trinity: Mais um capitulo atualiza, espero que goste, no próximo tem um pouco de ação, não muita. Beijos.













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