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2. Capítulo 2


Fic: Êxtase Mortal - Concluída


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 2

O nome do doutor era Wang, e era velho, como a maioria dos médicos em projetos fora dos planetas. Poderia ter se aposentado aos noventa, mas como outros de sua família, tinha escolhido viajar de locações em locações, atendendo os arranhões e escoriações, receitando drogas para os que ficavam doentes no espaço ou devido ao contrapeso da falta de gravidade, ocasionalmente trazia um bebê ao mundo e fazia requerimentos de diagnósticos. Mas sabia diagnosticar um morto quando via um.
- Morto. - sua voz era rouca, fraca exótica. Sua pele era amarelada e enrugada como um mapa velho. Seus olhos eram pretos, em forma de amêndoas. Sua cabeça era lustrosa e lisa, emprestando a aparência de uma esfera de bilhar antiga, uma tanto quanto golpeada.
- Sim, eu diria que bastante. – Gina esfregou os olhos. Nunca tinha conhecido um médico do espaço, mas ouvira falar sobre eles. Não se importavam de ter sua agradável rotina interrompida – Dê-me à causa e a hora da morte.
- Estrangulamento. - Wang bateu um dedo longo de encontro às marcas roxas na garganta de Mathias. – Auto-induzido. Momento de morte eu diria entre dez e onze da tarde, neste dia, neste mês, neste ano. - ofereceu um pequeno sorriso.
- Obrigada, doutor. Não há nenhuns outros sinais da violência no corpo, assim eu estou inclinada a concordar com seu diagnóstico da morte auto-induzida. Mas eu quero os resultados de uso de droga. Temos que saber se ele foi induzido quimicamente. Você tratou o morto para alguma coisa?
- Eu não posso dizer, mas ele não me parece estranho. Eu tenho seus registros, naturalmente. Ele deve ter vindo para o exame padrão quando chegou.
- Eu vou querê-los também.
- Farei o meu melhor para satisfaz-la, Sra. Potter.
Gina estreitou os olhos.
- Weasley, Tenente Weasley. Ponha pressa nisso, Wang. - olhou para baixo, para o corpo outra vez. Homem pequeno, pensou, franzino, pálido. Morto.
Franziu seus lábios, estudando seu rosto. Como policial já vira o que estranhos truques da morte, particularmente mortes violentas, podiam fazer com as expressões, mas nunca tinha visto semelhante coisa. Olhos arregalados, um sorriso aberto. Aquilo lhe dava calafrios. Um desperdício, um desperdício patético de uma vida tão nova feito de forma insuportavelmente sombria.
- Análise seu exame, Wang. E depois me mande os relatórios. Pode mandar os relatórios para o tele-link em minha suíte. Preciso dos nomes dos parentes mais próximos.
- Certamente. - sorriu para ela. - Tenente Potter.
Sorriu de volta, mostrando seus dentes e não disposta a jogar aquele velho jogo. Permaneceu de pé com as mãos sobre os quadris enquanto Wang dirigia-se aos seus dois assistentes para que transportassem o corpo.
- Você achou divertido. - resmungou para Harry.
Ele piscou cheio de inocência.
- Como?
- Tenente Potter.
Harry tocou em sua face porque necessitou faze-lo.
- Por que não? Ambos podemos usá-lo como um alívio cômico.
- Claro, seu Dr. Wang está rindo há minutos. - observou o médico saindo junto do rapaz morto em uma maca - Como odeio isso! Fico puta de raiva com algo assim!
- Não é um nome tão ruim.
- Não. - quase riu enquanto friccionava as mãos contra sua face. – Não é isso. Um menino. Um menino que joga fora seus próximos cem anos de vida. Que coisa sem propósito!
- Eu sei. – a girou para massagear seus ombros. – Você está certa que é um suicídio?
- Nenhum sinal de luta. Não há marcas no corpo. – deu os ombros sob suas mãos. - Eu entrevistarei Carter e conversarei com alguns funcionários, mas pelo que vi, Mathias veio para casa, ligou as luzes e o som. Bebeu duas cervejas, talvez tenha usado os óculos de realidade virtual e comeu alguns bolinhos temperados. Então foi lá dentro, tirou os lençóis de sua cama, fez uma corda, formando um nó muito preciso, profissional. - Olhou em volta si para fixar a cena na mente. - Retirou sua roupa, jogou-a de lado. Subiu na mesa. Você pode ver pela mancha de pés. Amarrou a corda à iluminação e deu um puxão ou dois para ver se era seguro. Então deslizou sua cabeça para dentro do nó e usou o tele-controle para levantar o suporte sufocando a si mesmo até a morte. - mostrou o tele-controle que já guardara como evidência. - Não foi rápido. É uma subida lenta, não seria o bastante para lhe dar uma morte mais “agradável”, como uma garganta quebrada, mas ele não tentou recuar, seu propósito continuou inalterado. Se ele tivesse desistido poderíamos notar marcas de unhas em sua garganta na tentativa de se libertar.
As sobrancelhas de Harry uniram-se.
- Mas este não seria um gesto instintivo?
- Eu não sei. Eu diria que depende da vontade que ele tinha de morrer. E o motivo. Poderia ser usuário de drogas. Logo saberemos o suficiente. Uma certa mistura de reagentes químicos. A mente não reagiria à dor. Pôde mesmo tê-la apreciado.
- Eu não negarei que pode ter drogas ilegais circundando por aqui. É impossível regular e supervisionar hábitos e escolhas pessoais de cada membro da equipe de funcionários. - Harry deu os ombros, franzindo as sobrancelhas. – Mas Mathias seria uma surpresa para mim se fosse um usuário ilegal, na verdade seria surpreendente até que fosse um usuário.
- Pessoas são uma surpresa constante, é sempre um deslumbramento saber o que eles bombeiam dentro de sua circulação sanguínea. - Gina levantou seus próprios ombros por sua vez. - Darei inicio a uma investigação padrão para entorpecentes e verei o que posso conseguir de Carter. - deslizou sua mão pela nuca masculina - Por que você não relaxa e dorme um pouco?
- Não, eu ficarei com você. - disse antes que ela pudesse argumentar - Você me designou como auxiliar. – deu-lhe um pequeno sorriso.
- Todo ajudante que se preze saberia que preciso de um café.
- Então verei se tenho algum. - Harry moldou seu rosto entre as mãos. - Eu pretendia que você mantivesse um tempo afastado disso. – então a deixou para ir em direção a cozinha adjacente para ver seu café.
Gina entrou no quarto. As luzes eram fracas e Carter estava sentado em um lado da cama, com a cabeça entre as mãos. Aprumou-se quando a ouviu entrar.
- Relaxe Carter, eu ainda não o deterei como suspeita. – quando viu sua face empalidecer sentou-se ao seu lado - Humor negro, mal de policiais.Terei que gravar nossa conversa, algum problema?
- Não. - engoliu em seco. – Tudo bem.
- Tenente Gina Weasley, entrevista com Carter. Diga-me seu nome todo, Carter.
- Jack. Jack Carter.
- Jack Carter. A respeito da morte, sem testemunhas, de Drew Mathias. Você compartilhava a suíte trinta e seis com o morto, confirmado?
- Sim. Por cinco meses. Éramos amigos.
- Esta noite. Diga-me aproximadamente a que horas chegou na suíte.
- Não sei ao certo. Suponho que já era meia noite e meia. Eu tinha um encontro. Estou vendo alguém. Lisa Cardeaux é uma das paisagistas. Nós pretendíamos verificar o complexo de entretenimento. Eles estão passando um filme novo, lá. Depois disso, nós fomos ao Clube Arena. O complexo é aberto aos funcionários. Bebemos alguns drinques e escutamos algumas músicas. Como teríamos um dia muito ocupado amanhã, não permanecemos até tarde. Eu a levei até o quarto. - deu um sorriso fraco - Tentei convencê-la a me deixar entrar com ela, mas ela não quis nem falar do assunto.
- Certo, assim que recebeu um fora de Lisa, você veio para a casa imediatamente?
- Sim. Deixei-a nos bangalôs e subi. Ela gostava dos bangalôs. Gostava de morar ali. Não gostava dos quartos do hotel. Foi isso que me disse. Depois de alguns minutos nas passarelas deslizantes estava aqui. - respirou profundamente, friccionou uma das mãos sobre seu coração como se tentasse acalmá-lo - Drew havia fechado a porta. Sempre teve preocupação com isso. Alguns da equipe não vêem problema em deixá-la aberta quando há alguém dentro do quarto, mas Drew tinha muito ciúme do equipamento e tinha paranóia que alguém pudesse tocá-lo.
- O scaner de mão é codificado apenas para vocês dois?
- Não.
- Certo, continue.
- Eu o vi. A certa distância, foi quando fui atrás de você.
- Ah certo. Qual foi a última vez que o viu vivo?
- Esta manhã. - Carter esfregou os olhos, tentando visualizar a cena - Luz, alimento, uma conversa normal. Fizemos um rápido lanche.
- Como ele estava? Estranho? Deprimido?
- Ah não. - os olhos de Carter se animaram pela primeira vez – Pelo que me lembro ele estava ótimo. Estava muito bem. Estava rindo com todos e gracejando sobre eu e Lisa. Por que não tenho, você sabe, tido muita sorte. Nós provocávamos um ao outro, uma merda amigável. Eu respondia que ele não conseguia nada a tanto tempo que não saberia se isso acontecesse. E que trouxesse uma mulher e saísse conosco para aprender como é que se faz.
- Ele estava saindo com alguém?
- Não. Falava sempre de uma tal Baby que estava se relacionando com ele. Não estava na estação. A Baby, como ele a chamava. Ele iria usar sua próxima folga para lhe fazer uma visita. Disse que ela tinha tudo, cérebro, beleza, corpo e um vigor para o sexo que não tinha fim. Por que ele se contentaria com um rascunho quando podia ter a obra de arte?
- Você não sabe seu nome?
- Não. Era apenas a Baby. Para ser honesto, eu estranho a escolha. Drew não era um homem que chamaria a atenção das “Babys”. E era tímido com as mulheres e se realizava com jogos e seus brinquedos eletrônicos. Estava sempre trabalhando em algo.
- O que sabe sobre outros amigos?
- Não tinha muitos. Era quieto em meio a muitas pessoas, introvertido, você sabe.
- Usava produtos químicos, Carter?
- Certamente, seu estimulante padrão de todas as noites.
- Ilegais, Carter. Usava?
- Drew? - Seus olhos cansados arregalaram-se – De nenhuma maneira. Absolutamente, nenhuma maneira. Era um tipo careta e certinho. Não mexia com ilegais, tenente. Tinha uma mente boa e queria mantê-la deste modo. E queria manter seu trabalho e desenvolve-lo. Era apenas um gentil de merda. Fazia seu trabalho e batia o ponto.
- Tem certeza que saberia se ele resolvesse experimentar?
- Você sabe como são essas coisas quando se convive com alguém por cinco meses. - os olhos de Carter ficaram tristes outra vez. - Você começa acostumar-se a ele, hábitos e tudo mais. Como eu disse, ele não se relacionava com muitas pessoas. Era mais feliz sozinho, junto com seu equipamento, mergulhando em seus programas de jogos.
- Um introvertido então.
- Sim, era o seu jeito. Mas não era perturbado, nem depressivo. Ele sempre ficava dizendo que estava fazendo algo grande, um novo brinquedo. Tinha sempre um brinquedo novo. - Carter murmurou. – Dizia que aquela semana iria fazer uma fortuna que faria Potter ter inveja de seu dinheiro.
- Harry?
- Não queria dizer nada com isso. - Carter disse rapidamente, defendendo o morto. - Você tem que entender que, Potter, para a maioria de nós... ele é como um diamante, sabe? Duro e frio. Nadando a dinheiro, vestindo-se com elegância, grandes investimentos, poderoso, uma nova esposa sexy. – parou enrubescendo - Desculpe-me.
- Não se preocupe. – iria decidir mais tarde se era divertido ou chocante que um menino que mal completara vinte anos a considerasse sexy.
- É apenas o que muito de nós técnicos, bem, a maioria deles, almeja. Potter era seu exemplo. Drew o admirava. Tinha ambições, Sra... tenente. Tinha objetivos e planos. Porque faria isto? - De repente seus olhos encheram-se de lágrimas - Porque faria isto?
- Eu não sei, Carter. Às vezes nunca saberemos o porque... - o conduziu de volta a conversa, guiando-lhe para que tivesse um retrato bastante claro de Drew Mathias.

Uma hora depois não havia mais nada que tivesse de ser acrescentado ao relatório para quem quer que o transportasse e fechasse o caso. Inclinou-se recostando na parede de vidro do elevador enquanto ela e Harry voltavam a cobertura.
- Penso que seria melhor se ele dormisse em outro quarto. Para que dormisse melhor esta noite.
- Dormirá bem se usar os tranqüilizantes. E você? Dormira bem?
- Claro. - entrou no corredor, esperando que Harry desacoplasse as travas de segurança da suíte. – O retrato que eu tenho dele é de um homem de inteligência mediana e com altas aspirações. Receoso de mulheres reais. Feliz em seu trabalho. - deu os ombros - Não havia ninguém em seu quarto. Nenhuma ligação do tele-link, nenhum e-mail recebido ou emitido, nenhuma mensagem gravada. A segurança da porta foi ativada às 16 horas por Mathias e desativada às 23 horas por Carter. Não houve visitantes, ninguém saiu. Ficou apenas lá de noite, pendurado.
- Não é um homicídio.
- Não... não é um homicídio. Isso é o melhor. Quer saber o pior? Ninguém para responsabilizar. Ninguém para punir. Apenas um morto. Uma vida desperdiçada. - virou-se de repente envolvendo-lhe em seus braços. - Harry, você mudou minha vida.
Surpreendido, baixou seu seus olhos para os dela. Os olhos não estavam molhados, mas secos, ferozes e irritados.
- O que é isto?
- Você mudou minha vida. - repetiu. - Ao menos parte dela. Eu estou começando a ver que é a mais melhor parte dela. Eu quero que saiba disso. Eu quero que recorde disso, quando as coisas começarem a ser deixadas para trás e estabelecermos uma rotina. Se eu esquecer ou deixar de saber, o que sinto ou penso, ou quanto você me significa.
Tocado pressionou os lábios em sua testa.
- Eu não a deixarei esquecer. Vá dormir. Você está cansada.
- Sim, estou. - deslizou as mãos por sua nuca enquanto alcançavam o quarto. Restavam menos de quarenta e oito horas. Não deixaria que uma morte inútil atrapalhasse o fim de sua lua de mel.
Inclinou sua cabeça, os olhos brilhantes.
- Você sabe. Carter me acha sexy.
Harry parou. Estreitou os olhos.
- Como?
Oh! Amava aquela voz de irlandês arrogante.
- E você é frio. - continuou percorrendo-lhe a cabeça e ombros rígidos enquanto desabotoava sua camisa. - E duro. Como um diamante.
- Ah... sou? Realmente?
- Você é um diamante bruto... E é muito invejado. E parte da razão pela qual você é invejado, se esta interessado em saber, é o fato de sua nova esposa ser sexy.
Despida da cintura para cima, sentou-se na cama e jogou fora seus sapatos. Lançou um olhar glacial sobre ele e o viu fechar os punhos dentro dos bolsos e sorrir.
Seus lábios curvaram-se também. Sentiu muito bem em sorrir.
- Então homem frio e bruto... – Arqueou um das sobrancelhas – O que pretende fazer com sua nova esposa sexy?
Harry passou a língua sobre os lábios e deu um passo a frente.
- Porque eu não demonstro?

Achara que seria melhor daquela vez, pensou, enfrentando a viagem de volta, sendo arremessada através do espaço como uma bolinha em um estilingue. Estava errada. Discutira, usando razões muito lógicas, por que não queria entrar no transporte particular de Harry.
- Não quero morrer.
Ele apenas rira encarando seus olhos estreitos e em seguida a pegara no colo e carregara para a plataforma.
- Eu não vou ficar aqui. - seu coração batia como um louco quando pisou na cabine da nave. - Estou falando sério... terá que me bater para que eu fique nesta mortal armadilha voadora.
- Mmm-hmm. – escolheu uma cadeira larga e côncava forrada de couro preto, conservou-a em seu colo e num gesto rápido fechou as correias, prendendo seus braços para limitar qualquer represaria.
- Ei! Pare! - apavorada se debateu, forçou as tiras e o amaldiçoou - Deixe-me sair daqui! Deixe-me sair!
O traseiro de Gina se agitando em seu colo lhe dava uma sólida idéia de como pretendia passar as horas seguintes ao lançamento.
- Retire-as assim que tivermos nos distanciado. - Harry requisitou ao piloto e então ao assistente de vôo – Nós não vamos necessitar de seu serviço por enquanto. - E travou a porta da cabine no momento que a assistente de bordo saiu discretamente.
- Eu vou fazer você pagar por isso. - prometeu.
Quando ouviu o barulho das turbinas dos motores e sentiu a vibração fraca sobre seus pés sinalizando uma decolagem iminente, considerou seriamente rasgar as tiras que a prendiam com os dentes.
- Eu não estou fazendo isso. Eu não estou fazendo isso. Diga-lhe para abortar.
- Tarde demais. - envolveu seu corpo com os braços, esfregando o nariz em sua garganta - Relaxe Gina, você está mais segura aqui do que estaria dirigindo em Mistow.
- Oh Cristo! – fechou os olhos com força quando um rugido estrondoso partiu do motor. A nave pareceu disparar em linha reta e para cima, deixando seu estômago em terra firme. Foi jogada para trás, de encontro a Harry.
Sentiu falta de ar o que era anormal naquele momento da viagem e percebeu que a pressão em seu peito era causada por sua respiração presa. Soltou o ar e ofegou como um mergulhador que imerge de uma grande profundidade.
Ainda estava viva. E aquilo era algo bom. Agora teria que matá-lo. Então percebeu que, além de não estar mais presa, sua camisa estava desabotoada e mãos estavam em seus seios.
- Se você pensa que faremos sexo depois que você... - girou o corpo parcialmente para enfrentá-lo. Viu o brilho do humor passar rapidamente em seus olhos antes dele fechar os lábios sobre seu mamilo. – Bastardo. - mas ela riu com o prazer tomando conta de seu corpo.
E ela envolveu sua cabeça com as mãos incitando-o. Nunca imaginara que um dia poderia sentir tanto prazer. Aquelas inundações selvagens de prazer, o deslize lento e excitante contra ela. Moveu-se de encontro a ele, deixou-se esquecer de tudo o mais a não ser a maneira que seus dentes se fechavam com delicadeza sobre o mamilo enquanto sua língua o acariciava.
Assim, foi ela que o puxou para o tapete grosso e macio e foi ela que arrastou sua boca até a dela.
- Dentro de mim. - enfiou as mãos por sua camisa querendo sentir a rigidez e calidez dos músculos sobre as mãos. - Eu o quero dentro de mim!
- Ainda temos horas pela frente. - mergulhou em seus seios de novo, assim, pequenos e firmes. Aquecendo-os com as mãos - Eu preciso prová-la. - o tempo todo. Era uma mistura tão exótica de sabores... da boca a garganta, da garganta para os seios. Provou com calma, ternura, delicadeza e com uma concentração focalizada no prazer mútuo. Sentiu-a começar tremer sob suas mãos e boca. Deixava um rastro de umidade à medida que descia os lábios por sua barriga, facilitando seu caminho para baixo, mordiscando-a de leve entre as coxas. Sua língua a tocando lá, fazendo-a gemer. Suas coxas arqueadas para ele enquanto ele as envolvia, levantando-as, abrindo-as. Quando a língua deslizou preguiçosamente em seu calor, sentiu o primeiro rasgo do orgasmo.
- Mais. - ávida agora, devoradora. Deixava-o ir para onde ninguém mais tinha ido, ele sabia. Perder-se-iam juntos. Quando estremeceu, quando as mãos relaxaram sobre o tapete, ele deslizou acima de seu corpo, em sua direção. Unindo-os. Os olhos vibraram abrindo e se encontraram com os dele. A concentração foi o que viu lá. Controle absoluto. Quis, necessitou destruí-la, a conhecia e sabia que podia destruí-la.
- Mais. - insistiu, circundando suas pernas em torno de sua cintura para fazer a penetração ser mais profunda. Viu o brilho em seus olhos e a necessidade pungente e escura que vivia dentro dele e, puxando sua boca para a dela, raspando seus dentes sobre aqueles belos lábios masculinos, moveu-se sob ele. Ele afundou suas mãos em seus cabelos, sua respiração se tornando mais rápida enquanto se forçou dentro dela, mais duro, mais rápido, até que pensou que o coração explodiria por sua ferocidade. Acompanhou-o arremetida por arremetida, pressão por pressão, aqueles pequenos golpes curtos, empurrando suas pernas para trás, seus ombros, suas coxas.
Pequenas mordidas deliciosas de dor. Sentiu vim outra vez, a contração violenta de seus músculos que deslizavam sobre ele como a glória. Outra vez. Era tudo o que podia pensar. Repetidas vezes, outra vez, A golpeava engolindo os pequenos gritos e gemidos excitados da carne que ia de encontro à carne.
Sentiu-se fora do corpo novamente, subindo para o pico. Gemendo baixinho, os lábios deslizando através de sua garganta, pressionado seu rosto contra seus cabelos e com uma investida final esvaziou-se em seu interior.
Desmoronou contra ela. Sua mente confusa e seu coração trovejando.
Estava mole como a água abaixo dele, mas seu coração quase pulava para fora do peito.
- Nós não podemos manter esta rotina. – falou após um momento. – Nós nos mataríamos. – deu um riso arquejante.
- Morreremos felizes, em todo o caso. Eu tinha pretendido um bocado mais romance. Algum vinho e música para a nossa despedida de lua de mel. - levantou sua cabeça, sorrindo para ela – Mas era muito trabalho.
- Isso não significa que eu não esteja puta da vida com você.
- Naturalmente. Nós tivemos algum de nossos melhores momentos quando estav você puta da vida comigo. – segurou seu queixo e acariciou com a língua seus lábios – Eu a adoro, Gina. – quando estava ajustando-se a aquilo, como sempre, ele rolou para o lado e andou nu até um console espelhado entre duas cadeiras. Colocou sua palma lá e esse deslizou. - Eu tenho algo para você.
Gina olhou a caixa de veludo com suspeita.
- Você não tem que dar presentes. Você sabe que eu não os quero.
- Sim. A deixa incomodada e inquieta. – sorriu - Talvez seja por isso que eu o faço. – sentou ao seu lado no chão, lhe entregando a caixa - Abra-a.
Imaginou que seria uma jóia. Ele parecia adorar enfeitar seu corpo. Esmeralda, diamantes, cordões de ouro. Mas quando abriu, viu somente uma flor branca e singela. Como a de seu buquê de casamento, ela lembrou.
- É uma flor?
- Uma petúnia. – a encarou, todo sentimental, enquanto a retirava da caixa. Simples, básico, ordinário, uma que pode crescer em todo o jardim. As pétalas estavam macias e frescas. - É um processo novo em uma das minhas companhias. Preserva sem mudar a textura. Eu queria tê-la. - Fechou as mãos sobre as dela. - Queria que ambos a tivessem para lembrar que algumas coisas duram.
Levantou os olhos para ele. Ambos tinham vindo da miséria, pensou, e sobreviveram. Tinham sido criados junto com a violência e a tragédia, e a tinham superado. Andaram trajetos diferentes e tinham encontrado uma rota mútua. Algumas coisas duram, ela pensou. Algumas coisas ordinárias. Como o amor.




Agradecimentos especiais:

¢£³ Deco: Isso ai cara, fic nova, o quarto volume da serie. Abraços.

gilmara: obrigado pelo comentário e pelo elogio, mas duvido que eu realmente mereça, espero que aprecie o capitulo. Abraços.


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