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55. NÃO SOLTE MINHA MÃO


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 55





NÃO SOLTE MINHA MÃO



Madame Albertina fez suas perguntas padrões e afastou Harry do lado da cama, para medir seus batimentos e sua pressão. Gina nem ligou. Estava muito ocupada tentando manter o fôlego. Havia vindo de uma grande contração, que a consumira por dentro.
A duas horas as contrações haviam finalmente dado as caras, e ela comemorara, pois finalmente seria a hora. Porem agora, que era vitima da dor e do sofrimento, ela lamentava a presa em dar a luz.
-Tem que haver uma poção para tirar essa dor! –ela rosnou, apoiando o corpo nos travesseiros atrás de si e movendo-se sem encontrar uma posição adequada.
-Sim, é claro que existe, e se chama poção contraceptiva – brincou a medibruxa, dando um tapinha simpático em sua perna enquanto saia do quarto.
Gina olhou-a com tanto ódio e durante muito tempo depois de ter saído, ainda olhava para o local por onde ela passara.
-Harry -ela chamou estendendo a mão para ele.
A poucos minutos atrás havia mandado que saísse da sua frente, farta de ser paparicada e precisando urgentemente de ar, mas agora, passado o ataque histérico, precisava dele e da sua força.
-Estou aqui – ele disse suave, beijando sua testa e segurando seus dedos com carinho.
-Me diga que tudo vai dar certo –ela pediu, olhando em seus olhos com aflição.
-Tudo vai dar certo -ele disse sorrindo e ela sorriu também – quer que chame sua mãe?
-Não, deixe Molly Wesley enlouquecer outra pessoa! Não preciso de mais problemas aqui! – disse urgente, sentindo o inconfundível formigamento abaixo da bexiga – Droga!
-O que foi? – ele perguntou preocupado.
-Preciso fazer xixi – ela disse em pânico, os olhos ficando cheios de lágrimas.
-Gina, não chora, eu te ajudo –ele tentou acalmá-la.
-Harry,eu estou com dilatação! Como vou..fazer xixi? – havia pânico em sua voz e ele soltou sua mão.
-Vou chamar Madame Albertina – avisou e ela deu graças.
Que Merlin a perdoasse, mas Gina preferia que dopassem, tirassem Felicity de dentro dela e a acordassem quando estivesse banhada e dormindo! Era um pensamento infame, mas sua mãe não lhe contara da tortura e da dor! Lá no fundo todo filho pensa que sua mãe enobrece seu feito para garantir obediência através do agradecimento!
Claro, sabia da dor, mas sempre se acha, que é algo suportável. Não aquela dor lacerante, que a cortava em dois e dividia seu sexo, tornando-o um arco desagradável entre suas pernas. Estava quase chorando quando a velha medica entrou rindo.
Ela trazia um objeto estranho nas mãos e enxotou Harry, alegando que ele não gostaria de ver isso. nem Gina gostou. Nada discretamente, a medica encaixou aquilo em sua região intima e mandou-a relaxar e deixar a urina sair.
Quis chorar novamente, de vergonha e de alivio. Cuidadosamente, a medica colocou aquilo de lado e fez desaparecer com magia, aproveitando para fazer um exame.
-Quase lá, quase lá -ela disse saindo novamente e deixando Harry entrar.
-Tudo bem? -ele perguntou notando seu rubor.
-É ultrajante, Harry, e é por isso que os homens não dão a luz! Não suportariam um segundo dessa...dessa...invasão!- reclamou,sentindo quando outra contração começou a se formar abaixo de sua costela.
Arfou quando a dor cortou-a sem aviso. Durou apenas quinze segundos como as outras, mas pareceu uma vida, pois foi a mãos forte da noite.
Quando seu corpo voltou a relaxar ela olhou para ele, que acariciava seus cabelos lisos e ruivos com olhar compadecido por vê-la em dor.
-Harry...- disse baixo, os olhos um pouco pesados – Pede para Hermione entrar, por favor? Quero que ela veja o que vocês fazem conosco.
Havia muito rancor em sua voz e ele achou melhor não argumentar. Estava tão nervoso que quase tropeçou ao voltar a sala de espera e avisar do pedido dela. Irritada, Molly Wesley reclamou algo sobre uma filha precisar de sua mãe e não de uma amiga nessas horas.
Hermione sorriu para ela quando entrou no quarto.
-Está linda – avisou, pois apesar de um olhar demente pela dor, e de estar pálida, ela tinha algo especial em volta de si, como se estivesse radiante, sem estar.
-Olhe ali embaixo, Hermione – ela pediu.
Inocentemente achando que era apenas algo curioso, ela olhou. Imediatamente recolocou o lençol no lugar, com um olhar horrorizado.
-Ainda vai dilatar mais - acusou com uma pontada de satisfação – Hermione, me faz um favor?
-O que você quiser – ela garantiu ainda um pouco horrorizada com o estado do corpo da amiga. Ok, fazia parte da natureza, mas era uma visão bem horripilante, se pensasse em sua ‘amiga’sendo estirada daquela forma.
-Me conte uma historia, Hermione. Qualquer uma.
-Pode ser uma de Hogwarts? – perguntou, sentando-se na cama, e segurando sua mão.
-Qualquer uma de quando ainda era virgem e não estava grávida – disse rancorosa.
Por uma meia hora, Hermione conversou com ela, contando historias do tempo da escola, varias que ela já conhecia, mas adorou ouvir novamente. Ajudava a distrair a mente, ao menos até outra contração aparecer. Varias, até que ela gritou tão alto que Hermione pulou da cama, correndo atrás da medibruxa.
Com a calma que o tempo lhe trouxera, Madame Albertina viera para o quarto, com um olhar pouco entusiasmado, medindo sua dilatação e conferindo seus sinais. Nada novo, ela disse, pedindo que Gina deixasse de manha e parasse com a frescura e a chamasse quando as contrações começassem a demorar mais que trinta segundos.
-Não estou fazendo manha. – ela disse com raiva – Isso dói de verdade!
-Gina, você pode fazer manha a vontade. Estamos aqui para te fazer companhia – Hermione garantiu e ela sorriu contente em não estar sozinha.
-Mamãe disse que levou mais de trinta horas para dar a luz do Guilherme na primeira vez... – ela gemeu fechando os olhos em agonia – Que Merlin me proteja, mas não vou suportar isso!
-É claro que vai – Hermione garantiu, olhando para Harry que estava na porta, esperando permissão para entrar.
-Madame Albertina pediu para te acalmar -ele entrou no quarto e sorriu para ela com doçura – Gina, você tem que relaxar. Felicity vai nascer na hora que ela quiser. Como a mãe, ela é voluntariosa – brincou beijando seus lábios com carinho – Hermione acho que deveria ir acalmar Rony, ele esta estressando todo mundo.
-Porque está tão calmo, Harry? – Gina perguntou com raiva assim que ficaram sozinhos.
Ela estava uma pilha de nervos, mas ele estava sereno e calmo. Era quase uma ofensa!
-Não estou calmo – ele confessou beijando sua mão – Estou tentando te deixar calma. Nós dois histéricos não me parece uma boa idéia.
Gina absorveu aquela informação entendo o que queria dizer.
-Esperei tanto por esse momento, Harry – contou suave, deixando que sua serenidade a contagiasse. – Mal posso esperar para ver seu rostinho, ouvir seu chorinho... – lágrimas inundaram seus olhos e ela sorriu triste – Será que se parecerá comigo?
-Tenho certeza que será a menina mais linda desse mundo – garantiu convicto.
-Eu gostava dos cabelos louros do Greg – ela divagou – seria bom se Felicity tivesse algo do pai – foi sincera - mas gostaria muito que tivesse os olhos do avô, meu pai. Todos os Wesleys tem os olhos do meu pai – ela estava cansada, pelas horas de espera e pela tortura psicológica.
-Felicity poderia ter olhos verdes – ele brincou – porque não? Genética, Gina, é algo imprevisto!
-Harry, eu te amo – ela disse aceitando um beijo casto e carinhoso – Agora, acho que preciso da minha mãe, Harry...
Sem querer discutir, e prevendo que a espera seria longa, ele saiu a procura de Molly Wesley.

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