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50. Não


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


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CAPITULO 50



Não.


Neville Longbottom não era mais o garoto feinho e tímido que Harry conhecera. Era um homem com barba no rosto e olhos astutos. Depois do susto inicial de reencontrar o ex-colega vivo e a sua procura, Neville o levara para uma das salas de Hogwarts, onde como professor de Herbologia tinha acesso a todo material necessário para analisar o pedido de Harry.
-Bem, Harry, esse veneno é muito comum e usado em jardins. – Neville disse olhando o vidrinho e com expressão pensativa – é o tipo de coisa que os pais mantém longe dos filhos. Seu efeito é nocivo tanto para as pestes de jardim, quanto para animais e humanos.
-Seria possível usá-lo para envenenar uma pessoa lentamente? – Harry perguntou de pé em frente à mesa dele, olhando para os apetrechos de ciência bruxa que ele tinha ali.
-Como disse, é um veneno de efeito imediato. Mas, com o devido conhecimento de herbologia, física e anatomia, sim, é possível torná-lo um veneno de ação lenta.
-Seria facilmente detectado? – perguntou interessado.
-Não, ele é para pragas de jardim, Harry. Quando usado em humanos, não deixa rastros. Por isso sua venda é controlada no mundo bruxo.
-E como seria o processo para torná-lo mais suave? – notando a expressão do ex-colega, Harry sorriu – Não é para mim, acredite, não pretendo usar contra ninguém! É uma pesquisa.
-Mesmo? –Neville fez graça e Harry sorriu – Seria preciso um longo e demorado processo de diluição, e como já disse, é preciso muito conhecimento. Eu mesmo, tendo acesso a todo material necessário e conhecimento, levaria no mínimo algumas semanas para terminar.
-Acha possível uma pessoa sem conhecimento ser capaz de fazer isso?
-Remotamente falando, sim, é possível, pessoas com inteligência superior. Pessoas com conhecimentos adquiridos em meios obscuros. É um processo complicado, mas não impossível. Harry, alguém está sendo envenenado com isso? – ele perguntou diretamente.
-É possível – viu Neville ficar surpreso – e o pior, é que é uma garotinha.
-Como alguém faria isso com uma garotinha? – perguntou horrorizado - ao menos erro, isso significaria uma morte horrível!
-Não existe nenhuma maneira mesmo de detectá-lo?
-Nenhuma forma conhecida. Sem cheiro, sem gosto, sem componentes químicos que pudessem ser identificados em exames bruxos ou trouxas. É o veneno perfeito.
-Me diga, Neville, existe algum antídoto? Pois se essa pessoa está sob efeito desse veneno, com o uso de seu antídoto seria possível não só curá-la como provar que estava envenenada!- deduziu.
-O antídoto é o mesmo que se usaria para qualquer veneno pesticida – ele abriu uma caixa azul, que ficava sob sua mesa e sorriu para Harry – Não acreditaria em como as crianças de hoje em dia são boas para se envenenarem nas aulas de herbologias. Sempre deixo um kit a mão! – estendeu a ele um vidrinho redondo, com um liquido branco – Algumas gotas devem bastar para uma menina pequena.
Harry olhou para aquele vidro de poções e então para Neville. O tempo parecia não ter passado dentro daquele castelo. Tudo parecia dolorosamente igual.
-Sabe, Harry, sempre achei que algo houvesse acontecido, mas nunca acreditei que estivesse morto ou houvesse fugido – Neville fez questão de contar e Harry acreditou.
-Certo, eu gostaria de retomar nossa amizade, se for possível – Harry disse tentando não parecer muito emocionado.
-Seria ótimo – Neville concordou.
Eram adultos agora, mas lá no fundo sentiam-se adolescentes que perderam muitas coisas na vida e ainda não superaram.




-Sara foi medicada e está melhor agora – Rony contou segurando o frasco nas mãos pensativos – Se usarmos isso agora, dirão que o responsável pela cura foi o tratamento. Mas isso vai ficar comigo, Harry. – ele esclareceu olhando para Hermione – temos planos para Mary.
-Só espero que esses planos não terminem com um de vocês dois nesse hospital – Harry disse ácido, olhando para eles – Eu sei que não deveria me meter, mas agora, penso se o melhor não seria Hermione se afastar de você. – antes que eles protestassem, ele continuou – Sou sempre pela verdade, Rony, e a única coisa verdadeira a ser feita é pedir o divorcio.
-E deixar minhas filhas sendo envenenadas e maltratadas até o ponto que não tenha volta? – Rony perguntou – Não, Harry, ela não merece minha sinceridade. Mary merece ser apanhada e punida. E sei como fazer isso. Mas preciso de tempo e enquanto isso não acontece, Hermione se manterá longe – ele apertou a mão dela que estava entre as suas – por pouco tempo espero.
-Seja como for, Mary não deve ficar sem ser vigiada – Harry sugeriu – você tem seu trabalho no ministério e Hermione também tem o seu trabalho na loja dos gêmeos. Basicamente tenho passado o dia com Gina, mas tenho tempo livre para vigilância.
-O que está sugerindo, Harry? – Hermione franziu as sobrancelhas.
-Irei dar uma de detetive e descobrir o que ela faz quando não está em casa com as meninas. Não é possível uma mulher que tenha tantos problemas, não ter uma válvula de escape. Quem sabe descubro algo útil?
-Harry, não precisa fazer isso. – Rony disse fracamente, pois lá no fundo era uma ótima idéia.
-Não, Rony! – Hermione protestou – Harry tem toda razão! Não tem jeito da miss perfeição não ter um ponto fraco! Não acredito em tanta passividade! E de qualquer maneira, se fosse o contrario, tenho certeza que faria o mesmo por Harry!
-Não tenha duvidas disso! – Rony disse erguendo a mão para um comprimento de homens, um daqueles que Hermione nunca entendeu, mas que fazia parte do mundo masculino.
-Agora, precisa ir para casa, Rony – ela disse séria – em poucas horas vai amanhecer e precisa estar aqui quando Sara acordar. E tem Hermy que deve estar precisando de você.
-Não posso deixar o hospital – ele negou veemente.- Tenho que estar aqui se algo acontecer.
-Nada vai acontecer, mas se acontecer, eu te aviso – ela disse meiga.
-Não precisa fazer isso, Hermione. –ele disse baixo.
-É sua filha, e se vou fazer parte da sua vida, tenho que me acostumar a cuidar de você e delas, mesmo que tenham uma mãe. Agora,Harry, leve-o para casa.
-Certo – Harry concordou, dando um espaço para que se despedissem.
Algo como um longo e molhado beijo que Harry não queria presenciar. Estava vivendo uma tensão sexual gigantesca ao lado de Gina, e qualquer coisinha o deixava sensibilizado e sabia que quando voltasse para casa, ficaria apenas nos beijos. Era frustrante.
Mas Harry não reclamava, não mesmo. Era um sortudo, dentro de sua lógica e vida complicada, ele era um grande sortudo!!!!

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