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48. Separados por Trens e Nações


Fic: Primavera em Flor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Maria entrou na sala do diretor acompanhada por Minerva. O local estava na mais completa escuridão. Ia perguntar à amiga onde estava Dumbledore quando viu que encontrava-se aparentemente sozinha no ambiente. Minerva havia desaparecido de suas vistas como que num passe de mágica.

Olhou à sua volta e não viu viva alma. Nem mesmo Fawkes estava em seu lugar habitual. “- Minerva, você está aí ?”, perguntou, mas não houve qualquer resposta. “- Albus, onde está você ?”, tentou novamente e nada aconteceu. Seu coração começou a bater mais forte. “- Deve ter acontecido algo muito grave !”, pensou. Já ia se retirar da sala para averiguar o que havia ocorrido quando ouviu um barulho baixo e abafado. Olhou imediatamente na direção de onde havia vindo o som, mas estava muito escuro. Deixou que seus olhos se acostumassem com a falta de luz e só então notou que várias sombras se aglomeravam no lugar e agora dela se aproximavam. Sentiu um sobressalto que a deixou paralisada. Foi então que seu coração disparou ao ouvir um inesperado grito coletivo.

“- Feliz aniversário !”, disseram várias vozes em uníssono. De repente, as tochas se acenderam e a sala ficou completamente iluminada.

Maria agora podia ver claramente reunidos vários rostos que lhe eram familiares. Lá estavam Albus, Pomona, Hagrid, Sinistra, Sibila, Firenze, Minerva, Filius, Severus e ... Jean Pierre ! Ela não pode controlar as lágrimas que já lhe desciam pelas faces. Correu até o grupo e aceitou alegremente os cumprimentos e felicitações de todos.

“- Vocês não deveriam ter feito isso !”, protestou. “- Eu jamais imaginei que estivessem planejando alguma coisa !”

“- Mas Maria, nós não podíamos deixar de comemorar uma data tão especial.”, disse Jean Pierre. “- A propósito, seus pais e seu irmão não puderam vir porque estão todos no Egito, participando do projeto em que Marco trabalha atualmente. Mas fizeram questão de lhe enviar presentes. Aqui estão.”, disse o haitiano, entregando a ela vários pacotes embrulhados em papel colorido.

“- E todos nós também temos presentes para lhe dar, minha querida.”, disse Dumbledore. Rapidamente, uma fila se formou e Maria foi brindada com mimos vindos de todos os que ali estavam. Severus foi o último da fila e lhe disse em tom muito baixo quando lhe entregou seu presente: “- Abra apenas quando estiver em seu quarto.” Maria acenou para ele com a cabeça numa afirmativa e guardou o embrulho que ele lhe dera em um dos bolsos de seus vestido.

Começou então a desembrulhar os outros presentes que recebera. A cada pacote que abria, seguiam-se palmas e agradecimentos. Quando terminou de abrir o último embrulho, Dumbledore estalou os dedos e um lindo bolo de aniversário com velas acesas apareceu sobre a mesa. As vozes começaram imediatamente a cantar em uníssono o “parabéns para você”.

Mais aplausos e palavras de felicitação se seguiram quando Maria apagou as velas. Minerva encarregou-se de cortar e servir o bolo a todos.

Enquanto o bolo era servido, Maria foi até Firenze para conversar com ele.

“- Então você também fez parte desta trama, não é ? E eu aqui me perguntando onde estaria você, já que não o encontro desde o dia em que o vi acompanhando Hagrid.”

“- Eu estava aqui o tempo todo. Quer dizer, tenho saído bastante para resolver uns assuntos pendentes, mas fiquei hospedado em Hogwarts desde aquele dia em que nos vimos. Só não queria que você desconfiasse sobre a festa e por isso me escondi para que você não me visse.”, disse o centauro sorrindo.

“- E olhe que é muito difícil esconder um centauro adulto !”, exclamou Dumbledore.

“- Isso é verdade Albus !”, concordou Maria. Depois, voltando-se para Firenze, continuou – “Você havia mesmo comentado comigo sobre o meu aniversário. Mas não fiz conta de nada. Na verdade, só me lembrei da data agora. Havia me esquecido completamente.”

“- Como alguém pode se esquecer do próprio aniversário ?”, perguntou Sinistra.

“- Maria pode.”, respondeu Jean Pierre. “- Ela nunca se esquece dos aniversários de todos da família, mas jamais se lembra do seu próprio.”

“- Bom, não podíamos deixar a data passar em branco ! Isto seria uma lástima.”, disse Minerva.

“- Você nos é muito querida, Maria.”, completou o professor Flitwick, com lágrimas nos olhos.

“- Ah Filius, vocês é que são uns amores. Fico muito feliz por ter amigos que me prezam tanto.”

“- Não seja boba, minha querida. Você merece nossa amizade e muito mais.”, falou Minerva, ainda ocupando-se de servir a todos. “- Alguém ficou sem bolo ?”

“- Acredito que todos nós já estejamos satisfeitos.”, respondeu Dumbledore.

Minerva ainda conferiu com os olhos as mãos dos convidados para certificar-se de que não havia mesmo se esquecido de ninguém. Quando constatou que todos os presentes já haviam se servido e estavam satisfeitos, a professora de transfiguração afastou-se da mesa e foi ao para perto de Maria.

“- Não acredito que você não desconfiou de nada !”, disse para a amiga.

“- Não desconfiei mesmo ! Estava totalmente alheia a tudo o que vocês tramavam pelas minhas costas. Vocês me realmente me pegaram de surpresa.”

“- Bem, fico muito feliz que você não tenha percebido nada. A intenção era mesmo surpreendê-la. Agora, se você não se importa, gostaríamos de ouvir um pouco de música.”- disse Dumbledore, dirigindo-se a Maria e apontando-lhe o piano que ficava em um canto da enorme sala.

“- Isso mesmo.”, disse Jean Pierre. “- Vamos explorar a aniversariante ! Ou você achava que iria ganhar tantos presentes gratuitamente ?”

“- Ora, ora, ora, não vamos obrigar Maria a tocar. Podemos ouvir música no gramofone.”, retrucou Minerva.

“- Eu não me incomodo nem um pouco, Minerva. Na verdade, fico muito feliz por poder retribuir, com um pouco de música, ao carinho e consideração que hoje recebi de todos vocês.”

Foi então até o piano e começou a tocar. Os pedidos se seguiram pois todos tinham suas músicas favoritas. A festa só terminou quando faltavam 10 minutos para a meia-noite.

Jean Pierre foi o primeiro a se despedir. Precisava usar a rede de pó de Flu para voltar para casa e deveria viajar imediatamente. Abraçou Maria carinhosamente e retirou-se sem demora. Após a saída do haitiano, seguiram-se as despedidas de todos os outros ali presentes.

Maria dirigiu-se a Dumbledore para agradecer novamente pela maravilhosa surpresa. Abraçou o diretor e foi pegar os presentes que havia recebido para só então dirigir-se aos seus aposentos. Foi quando Dumbledore a interpelou. “- Vá minha querida, descanse. Amanhã bem cedo pedirei a um elfo-doméstico que leve seus presentes para você e os desposite sobre sua cama. Não se preocupe com mais nada.”, completou, beijando-a carinhosamente na testa.

“- Muito obrigada mais uma vez.”, disse ela e retirou-se, indo diretamente para a torre de Corvinal. Estava muito curiosa para abrir o presente que Severus lhe havia dado. Ele tinha permanecido calado durante quase toda a festa. Limitara-se a sorrir disfarçadamente toda vez que Maria lhe dirigira o olhar. Severus não gostava mesmo de festas e aglomerações e ela sabia que esse era o jeito dele.

Movida pela curiosidade, Maria chegou a seu quarto sem muita demora. Entrou e fechou a porta atrás de si, dirigindo-se imediatamente para a cama. Sentou-se lá e retirou do bolso o presente que recebera de Severus. Desembrulhou-o apressadamente. Estava ansiosa para saber do que se tratava.

Quando finalmente conseguiu desfazer o embrulho, deparou-se com um livro contendo “Os 100 Sonetos de Amor” do poeta chileno Pablo Neruda. Olhou atentamente para o volume e notou que havia uma fita vermelha em meio às páginas, servindo de marcador.

Abriu o livro no exato lugar que a fita indicava e viu que lá, entre as duas páginas, se encontrava um envelope branco. No canto superior da página esquerda estavam escritas a lápis as palavras “Leia aqui”. Maria reconheceu imediatamente a letra de Severus quando viu a inscrição. Pegou o envelope e o retirou do livro, colocando-o sobre a cama. Voltou então seus olhos para a página marcada, a fim de ler o poema. Tratava-se do Soneto de amor número II. Os versos do poeta Neruda atingiram-lhe imediatamente a alma:

“¡Amor, cuántos caminos hasta llegar a un beso,
qué soledad errante hasta tu compañía!
Siguen los trenes solos rodando con la lluvia.
En Taltal no amanece aún la primavera.

Pero tú y yo, amor mío, estamos juntos,
juntos desde la ropa a las raíces,
juntos de otoño, de agua, de caderas,
hasta ser sólo tú, sólo yo juntos.

Pensar que costó tantas piedras que lleva el río,
la desembocadura del agua de Boroa,
pensar que separados por trenes y naciones

tú y yo teníamos que simplemente amarnos,
con todos confundidos, con hombres y mujeres,
con la tierra que implanta y educa los claveles. (49)

A emoção que sentiu transbordou imediatamente através dos olhos. Severus conseguira achar uma poesia que resumia tudo o que havia entre os dois. Ficou olhando para o livro longamente, lendo e relendo cada palavra, deixando que as lágrimas lhe caíssem com liberdade pelo rosto, escorrendo-lhe pelo queixo e pescoço. Somente depois de muito tempo deu-se conta de que havia se esquecido do envelope. Pegou-o sobre a cama e o abriu. Dentro dele havia uma magnífica aliança de brilhantes e junto a ela um pedaço pequeno de pergaminho contendo apenas duas palavras: “Case comigo”.

Aquela era a declaração de amor mais maravilhosa que uma mulher poderia receber. Era direta, concisa e, ao mesmo tempo, inexplicavelmente bela.

Maria não esperou mais, tinha que falar com ele imediatamente. Precisava dizer-lhe sem demora que sua resposta era “sim”. A necessidade de vê-lo inundou-lhe o espírito, seu coração batia tão forte que parecia prestes a explodir dentro do peito.

Pegou o livro e o envelope, saiu do quarto e foi correndo em direção às masmorras. Pouco se importava que encontrasse alguém pelo caminho, as convenções sociais não mais cabiam neste momento. Entretanto, já era bem tarde e os corredores estavam totalmente vazios, fato que a impeliu a correr ainda mais velozmente.

Chegou ofegante até a porta dos aposentos dele, seus olhos inundados de lágrimas de felicidade, o coração a lhe bater ainda mais descompassado dentro do peito. A porta se abriu antes mesmo que ela a tocasse. Do lado de dentro estava Severus, seu rosto iluminado por um sorriso aberto como ela jamais o havia visto, seu olhos a fitá-la com ansiedade e ao mesmo tempo júbilo.

Maria entrou sem delongas e atirou-se nos braços do homem que lá estava à sua espera. O homem a quem tanto amava, a quem tanto queria bem, a quem tanto tempo levara para encontrar. O homem a quem pertenciam seu coração e seu destino. O homem a quem sua vida e sua alma estariam ligadas para sempre.

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(49) – Soneto de Amor número II (1959) – Pablo Neruda – em espanhol –
"Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que solidão errante até tua companhia!
Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva.
Em Taltal não amanhece ainda a primavera.

Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos desde a roupa às raízes,
juntos de outono, de água, de quadris,
até ser só tu, só eu juntos.

Pensar que custou tantas pedras que leva o rio,
a desembocadura da água de Boroa,
pensar que separados por trens e nações

tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos
com todos confundidos, com homens e mulheres,
com a terra que implanta e educa cravos."

Taltal – trata-se de uma comuna da província de Antofagasta, no Chile.

Boroa – trata-se de uma cidade na região de Araucanía, Chile. O rio Cautin corre nesta região, daí os versos “Pensar que custou tantas pedras que leva o rio, a desembocadura da água de Boroa”

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