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2. As Provas


Fic: 79 Park Avenue Hhr - Concluida


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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As Provas

− Bem melhor, Percy − respondi, sorrindo também.


− Foi muita sorte dele a apendicite ter aparecido agora − disse ele, com voz suficientemente forte para ser ouvida na bancada da imprensa.


Levantei a voz para que minha resposta pudesse ser também ouvida.


− Qualquer sorte que possa resultar dessa apendicite irá cair direitinho do seu lado.


Ele não mudou de expressão.


− Se ele se tornar governador, terá de agradecer-lhe muito, Harry.


Levantei-me sem pressa. Percy era alto, mas eu sou mais.


Tenho um metro e oitenta e cinco sem sapatos, ombros bastante largos e um aspecto suficientemente feroz com meu nariz quebrado para fazê-lo parecer frágil. Encarou-me e eu sorri.


− Obrigado pelas gentis palavras, Percy. Sei que depois do julgamento você vai achar que eu as mereci.


Ele ainda sorria, mas nada disse. Eu lhe bloqueava a platéia, de modo que não havia motivo algum para que ele continuasse. Voltou para sua mesa com um gesto cordial de despedida.


Lino disse-me ao ouvido logo que me sentei:


− Não deixe que ele o faça perder a cabeça, Harry.


− Fique descansado − disse eu, sorrindo friamente.


− Pensei que fosse bater nele quando se levantou − murmurou
Colin do outro lado.


− A intenção era mesmo essa.


− Sua expressão não me enganou...


Nesse exato momento, o juiz deu entrada no tribunal. Peter
Amelie era baixo, robusto e calvo, dando a impressão de que a cabeça de um boneco de louça emergia da sua toga negra.


Ouviu-se então a voz do escrivão:


− Atenção! Está aberta a sessão deste tribunal sob a presidência do Excelentíssimo Juiz Peter Amelie.


Não havia mais escapatória. A luta ia começar e o árbitro já estava no ringue. De repente, livrei-me de toda a tensão. Dali por diante, nada me perturbaria e as recordações não me torturariam.


Tinha meu trabalho para executar.


Levantei-me alguns momentos depois a um sinal do juiz. Dirigi-me lentamente através da sala em direção ao recinto dos jurados.


Ela não levantou os olhos quando passei pela mesa dos réus, mas eu sabia que estava observando todos os meus movimentos daquele jeito alucinante que tinha de ver tudo pelos cantos dos olhos. Parei diante dos jurados, dando-lhes oportunidade de me verem bem.


Alguns segundos depois comecei a falar.


− Senhoras e senhores do júri, sinto-me neste momento como um mau ator chamado a substituir um astro. Pode tal substituição ser satisfatória? Claro que não.


Fiz morrer meu leve sorriso cordial e continuei:


− Mas o povo do Estado de Nova York tem direito à representação e proteção das autoridades que elege. E o povo do Estado de Nova York, por intermédio da sua justiça, julga ter motivos para apresentar a este tribunal um libelo contra certa pessoa por haver-lhe violado as leis e a moral. Peço-vos, portanto, humildemente, indulgência para a tarefa que vou empreender, à minhas maneiras deficientes, de representar o povo do Estado de Nova York contra os crimes de Hermione Granger.


Percy levantou nesse ponto uma objeção, que foi aceita pelo juiz, como eu esperava. Mas eu já havia dito o que desejava. Continuei:


− Gostaria agora de ler o libelo perante este tribunal. Nele se sustenta que a ré, Hermione Granger, envolveu-se e empenhou-se nas seguintes atividades, o que será provado convincentemente:


" ‘Hermione Granger, oculta sob a fachada de uma respeitável casa de modelos, a Park Avenue Models, Inc., aliciou com intuito de lucro moças e mulheres para fins ilícitos e imorais, fazendo-as viver em prostituição.


" ‘Hermione Granger em várias ocasiões pagou ou subornou certas autoridades a fim de proteger suas atividades ilícitas.


" ‘ Hermione Granger, em virtude de contatos feitos no seu infame comércio, conseguiu extorquir quantias variáveis de seus clientes, sob a ameaça de desmascará-los.' "


Deixei de ler o libelo e olhei para o júri. Senti o interesse que havia despeitado.


"Aliciamento para fins de prostituição”.
"Suborno de autoridades”.
“Extorsão e chantagem”.


− Não é um quadro edificante para ser contemplado pelo povo do Estado de Nova York. Todos os anos, milhares de mocinhas chegam à Nova York com os olhos levantados para as estrelas. Broadway, televisão, trabalho como modelos, cada qual com suas esperanças de esplendor e de sucesso.


"À espera dessas inocentes está alguém como Hermione Granger, certa de que o suborno e a extorsão lhe darão proteção contra qualquer ação ou obstáculo que lhe possa surgir de coisas tão prosaicas quanto as leis do Estado de Nova York”.


Voltei-me pela primeira vez para a mesa dos réus. Ela estava de cabeça baixa, com um lápis firmemente seguro entre os dedos. Percy tinha um leve sorriso nos lábios.


− Hermione Granger! − disse eu, chamando-a.


Ela levantou automaticamente a cabeça e seus olhos se fixa-ram nos meus. Havia neles uma mágoa que eu não conhecia.


Voltei-me para o júri e continuei como se não a houvesse chamado.


− Hermione Granger comparece a julgamento perante um tribunal de seus pares sob a acusação de haver violado as leis da sociedade em que vive.


“E nós, que representamos o povo do Estado de Nova York, esse povo pelo qual ela tem tanto desprezo, provaremos as acusações que lhe fazemos de modo a não deixar em nenhum espírito qualquer resquício de dúvida sobre sua culpabilidade. Seguiremos passo a passo cada ato de sua carreira ilícita e ilegal. Cada um desses atos será exaustivamente comprovado. E quando tudo vos for revelado, senhores jurados, sereis chamados a proferir um veredicto. Capaz de desestimular e refrear qualquer pessoa que se sinta no direito de desafiar e esquivar-se às responsabilidades e às leis do povo”.


Dei aos jurados tempo de ruminarem o que eu havia dito enquanto voltava a minha mesa e trocava o libelo por outros papéis.


Voltei então calmamente para diante dos jurados.


− Senhoras e senhores do júri, gostaria de revelar-lhes a maneira pela qual o Estado tomou conhecimento das atividades de Hermione Granger. − Os jurados se inclinaram para a frente, com inconfundível interesse. − Numa tarde, no mês de maio passado, uma jovem mulher foi internada no Hospital Roosevelt. Sofria de uma hemorragia interna em conseqüência de uma operação ilegal. Apesar de todos os cuidados que recebeu, seu estado foi se agravando rapidamente.


"Como é de praxe nestes casos, nosso escritório foi cientificado do fato. A pobre estava muito fraca para responder às muitas perguntas, mas alguma coisa conseguimos saber dela. Era modelo e estava registrada na Park Avenue Models, Inc. Pediu ainda que avisassem Hermione Granger. Parecia certa de que ela poderia ajudá-la”.


“Um telefonema de rotina a Park Avenue Models obteve a resposta de que lá não conheciam nenhum modelo com esse nome. Cerca de uma hora depois, Hermione Granger telefonou para nosso escritório e disse que tinha havido um engano por parte de uma das suas empregadas. A moça estava realmente registrada na sua agência. Parecia preocupada com o que a moça dissera e ofereceu formalmente sua ajuda”.


“Tanto o telefonema quanto o oferecimento de ajuda chegaram tarde demais. A moça morrera pouco antes”.


"Uma investigação entre as pessoas que conheciam a moça revelou que ela chegara a Nova York havia aproximadamente um ano. Durante os primeiros seis meses, lutara com grandes dificuldades financeiras. De repente, apareceu com variado guarda-roupa e peles caras. Explicou às amigas sua repentina prosperidade, dizendo que estava trabalhando para a Park Avenue Models. Começou a sair freqüentemente, e as amigas viam-na cada vez menos. Explicava dizendo que era constantemente chamada para trabalhar e que seu trabalho a mantinha ocupada todas as horas do dia e da noite”.


"Mas, quando essas afirmações foram confrontadas com o registro de empregos feito pela agência, encontrou-se grande discrepância. A agência só a tinha chamado para dois ou três serviços durante aquele período de seis meses. Ganhara ao todo durante esse tempo apenas cento e vinte e cinco dólares, descontadas as comissões da agência”.


Folheei alguns papéis e fingi que os consultava, enquanto tomava fôlego. Ao fim de um instante, olhei para os jurados. Estavam todos à espera de que eu continuasse.


− Enquanto se faziam essas investigações, a Equipe de Repressão ao Vício recebeu uma comunicação de que verdadeiras orgias estavam se realizando no apartamento de um rico fabricante de roupas íntimas para senhoras, no East Side. Revelou-se também à polícia que o mesmo homem havia afirmado em vários círculos que mantinha relações com uma certa agência de modelos, a qual lhe assegurava a possibilidade de obter pequenas a qualquer hora do dia ou da noite, bastando para isso que os amigos lhe telefonassem”.


"No último dia de maio, a polícia interrompeu uma festa que se realizava no apartamento desse industrial. Quatro homens e seis mulheres foram encontrados em estados variáveis de nudez e em certas atitudes − digamos por decoro − comprometedoras.


"Todas as mulheres declararam que tinham a profissão de modelo. Uma delas afirmou que estava registrada na Park Avenue Models. Várias outras segredaram-lhe alguma coisa e ela imediatamente voltou atrás na sua declaração. Uma verificação provou que todas as mulheres estavam ali registradas.


"Foi nesse ponto que a polícia e o escritório do promotor público se convenceram de que estavam diante de um exemplo revoltante de vício organizado. Iniciou-se imediatamente uma investigação sobre a agência."


Troquei os papéis e comecei a ler outro:


− "Park Avenue Models, Inc. Fundada em junho de 1948. Autorizada a funcionar como agência de modelos para arte, fotografia, desfiles de modas, etc. Presidente, Hermione Granger".


Virei a página. Vinha depois um relatório da polícia sobre Mione.


Passei os olhos rapidamente por ele, enquanto me encaminhava em silêncio para o júri:


"Hermione Granger, nascida a 16 de novembro de 1919 em Nova York. Solteira. Primeira entrada na polícia: abril de 1936, por haver agredido o padrasto com uma arma mortífera. Julgada no Tribunal de Menores, sob a presidência do Juiz Ross. Mandada para a Casa de Correção Rose Geyer para Moças Delinqüentes, em maio de 1936. Solta em novembro de 1937 por haver atingido a idade de dezoito anos. Presa em fevereiro de 1938, por vagabundagem e prostituição. Condenada a trinta dias de prisão. Presa em abril de 1943, por haver cometido roubo depois de um ato de prostituição. O caso foi arquivado por falta de provas.
Não houve novas prisões. Conhecida como ligada a pessoas com antecedentes criminais. Foi arrolada como testemunha no assassinato de Ross Drego, conhecido jogador e gângster, em Los Angeles, Califórnia, em setembro de 1950".


Com os papéis bem seguros na mão, apontei-os para o júri.


− Desse ponto de partida, o Estado começou a recolher uma história de vício e corrupção que causou náuseas até nos funcionários mais calejados e endurecidos. A história de mocinhas inocentes forçadas a levarem uma vida de prostituição e perversão, uma história de extorsão, chantagem e corrupção que se estendiam até as camadas mais altas dos círculos oficiais, sociais e econômicos desta cidade. E no centro de toda essa sórdida teia, as provas apontam as maquinações e as atividades de uma só pessoa.


Virei-me e apontei teatralmente a mão com os papéis para a mesa dos réus.


− Hermione Granger!


Sem olhar de novo para os jurados, atravessei a sala até minha mesa. Sentei-me por entre o murmúrio de vozes às minhas costas.


Olhei para a mesa e senti que os olhos me ardiam. Pisquei-os cansadamente.


− Gostei de ver! − ouvi Lino dizer.


− É claro que você a arrasou! − disse Colin do seu lado.


Não levantei os olhos. Não queria vê-la. Tinha a impressão de que mil anos haviam passado desde que eu me levantara para dirigir a palavra ao júri.


Ouvi o juiz bater com o martelo na mesa e dizer com voz pesada:


− O tribunal entrará em recesso até as catorze horas.


Levantei-me automaticamente quando ele saiu do tribunal. Depois, sem falar, dirigi-me para a porta particular do gabinete do promotor público.


Evitamos os repórteres saindo para o almoço pelo porão. Fui para o restaurante Old Mill e sentei-me a uma mesa num canto dos fundos. Sentei-me de costas para a porta, tendo à minha frente Lino e Colin.


A garçonete apareceu.


− Quero um drinque − disse eu. − Gim puro com gelo e uma rodela de limão. E vocês?


Eles sacudiram a cabeça e pediram comida. Houve um alarido no restaurante às nossas costas e não precisei olhar para saber quem havia chegado. Olhei curiosamente para Lino.


− Estão aqui.


− Bem, esta é uma terra livre − disse eu, com um sorriso amarelo e, de repente, não pude mais esperar, louco para que a garçonete se apressasse.


− Onde está meu gim?


− A garçonete parou na mesa deles para saber o que queriam − disse prontamente Colin.


Um instante depois, a garçonete colocou o gim na mesa diante de mim. Tinha no rosto uma expressão peculiar que compreendi no momento em que peguei o copo. Havia alguma coisa escrita no guardanapo de papel debaixo do copo. Reconheci imediatamente a caligrafia. Ainda era a mesma letra de criança.


Dizia: "Seja bem-vindo às alturas, advogado. Felicidades!" Estava assinado: "Marja".


Amassei o guardanapo com os dedos para que os outros não vissem que havia alguma coisa escrita e tomei um gole de gim. Era uma coisa que eu sempre havia admirado nela: não tinha medo de nada.


Fazia-me votos de felicidade, sabendo muito bem que, se eu fosse feliz, ela iria passar na cadeia os dez anos seguintes da sua vida. Ela sempre fora assim desde os tempos de garotinha.


Lembrei-me de uma vez quando procurei impedi-la de atravessar a rua num cruzamento em que o sinal estava fechado para nós. Ela me afastou o braço zangadamente.


− O seu mal é esse, Harry! Tem medo de arriscar-se. Até numa coisinha à-toa como esta!


− Mas, Mione, você pode se machucar ou até morrer!


− E que é que tem isso, Harry? − perguntou ela, com os olhos
fuzilantes, descendo do passeio. − O corpo é meu, não é?


Era essa no fundo a diferença entre nós. Esse conceito da vida e uma porção de outras coisas, como a maneira pela qual tínhamos sido criados. Ela mostrava uma capacidade espantosamente paradoxal tanto de afeição quanto de crueldade.


Tomei outro gole. O gosto frio e adocicado do gim desceu queimando- me a garganta. Acho que minha mãe havia acertado em cheio numa noite em que voltei para casa desconsolado de tanto haver esperado em vão por Mione.


Já estava grande demais para chorar, mas a verdade é que tinha os olhos molhados. Mamãe compreendeu tudo no momento em que me viu chegar à porta. Foi imediatamente ao meu encontro.


Quis ir logo para meu quarto, mas ela me segurou a mão.


− Ela não serve para você, Harry − disse ela, suavemente.


Não respondi, limitando-me a olhar para ela.


− Não lhe posso dizer de quem deve ou não deve gostar, meu filho. Só lhe digo que ela não serve para você. Foi criada sem amor e não tem a menor compreensão do que seja isso.


Puxei a mão e fui para o quarto, mas o que ela me disse ficou gravado em mim.


Sem amor.


Naquele momento, compreendia afinal as palavras de minha mãe.


Era essa em toda a sua simplicidade a história da vida de Mione.


Sem amor.

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