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48. Amanhecer em Londres


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 48


Amanhecer em Londres




Boa parte da família Wesley estava naquele corredor, com exceção de Hermy que fora para casa com a avó e de Harry e Gina que havia sumido. Alguns amigos, como Hermione estavam presentes dando apoio.
Menos apoio que o desejado, era verdade, pois se mantinha longe de Rony e Mary. A mulher estava grudada a ele, abrando-o pelas costas, enquanto Rony olhava pela janela do hospital onde via toda a fachada de prédios de Londres.
Há algumas horas Sara entrara num tratamento severo, onde dependia do êxito para sua jovem vida ser salva.
Mary chorava a todo instante, como agora, seus soluços causando desconforto em Hermione, que suspeitava ser sua culpa Sara estar naquela cama.
Mary sabia que estariam juntos e fizera isso para separá-los, então se Sara morresse, era culpa sua e de Rony. Indiretamente, mas se não estivessem juntos, isso não aconteceria!
Era doentio, mas era verdade.
No começo daquela noite, Harry estivera em seu apartamento pedindo que fosse ao St.Mungus para vistoriar e fiscalizar o comportamento de Mary, pois poderiam precisar disso se encontrassem algo na casa. E com essa desculpa ela fora atrás de Rony.
Desejava não ter ido, não ver a culpa em seu semblante.
Afastada no corredor, ela pensava em sua vida e nas decisões tomadas. Perdida em seu mundo particular ela olhou acusadora para a pessoa que a interrompia. Mary e seu rosto inchado de chorar, olhos muito vermelhos e a maquiagem sempre perfeita, agora borrada, olhava para ela com insistência.
-Oi. – Mary disse com voz falha, fraca de tanto chorar.
-Oi, Mary – ela disse tentando não soar acusadora. – Como você está?
-Como você acha que estou? -ela olhou em volta, mas as duas estavam longe o bastante para não serem ouvidas. – Primeiro meu marido se afasta de nós e vai atrás de você, e agora Sara está entre a vida e a morte. Como acha de verdade que estou me sentindo?
-Mary... –ela ficou surpresa.
-Não negue. – sua voz era baixa, e seus olhos brilhavam com raiva e outros sentimento – Rony nem ao menos nega, então porque você se dará ao trabalho de negar por ele? – Mary conteve o choro que parecia quer explodir – Eu sempre soube que ele amava outra mulher, mas não esperava que voltasse e o tirasse de mim. Esse jogo é doente.
-Eu não fiz nada, muito menos Rony. – ela defendeu-se – É bom que saiba como ele se sente, pois assim pode entender e não culpá-lo por algo que não é premeditado. Mary, nós dois nos amávamos. Teríamos nos casado e...
-Não, não teriam. Você foi embora, e não me importa o porque! Foi e não voltou! E foi comigo que ele casou, sou a mãe das suas filhas e sou louca de amor por ele. E não vou abrir mão do meu marido para você ou para qualquer outra mulher. Por isso, tenha vergonha na cara e o deixe em paz! Ache outro amante! Não é difícil para mulheres como você!
Era chamada de vagabunda. Era só isso mesmo que faltava!
-Seguindo sua lógica sobre direitos eu digo o mesmo, Mary. Deixe Rony ser feliz, pois ele era meu muito antes de você embebedá-lo e dar o golpe da barriga – foi cruel vendo seus olhos enxerem de lágrimas – O amor de pai ,não tem a ver com amor de homem. Vocês dois serão muito mais felizes longe um do outro do que juntos!
-Diga isso a si mesma para não sentir culpa! – Mary elevou a voz, olhando em volta a voltando a baixar o tom – Não vou te dar meu marido e vou fazer tudo que puder, para impedi-lo de ficar com você! Tudo!
-Até mesmo machucar suas filhas? – perguntou direta.
Essa era uma resposta que Mary não lhe daria.
-Fique longe – ela avisou uma última vez antes de se afastar.
Bom, aquela era a verdadeira Mary. Hermione sentiu pena dela. Aquilo não era amor, era doença. Não queria Rony, queria vê-lo sofrer, e isso era muito pior do que ser doente. Era crueldade.
Decidindo que se as mascaras não existiam mais, não tinha porque se esconder. Respeitaria suas filhas, mas não aquela mulher nojenta.
Com passos decididos dirigiu-se a Rony pela primeira vez naquela noite. Para todos eram amigos e ele abraçou-a apertando assim que ela se aproximou.
-Estou com medo, Hermione -ele confidenciou em seu ouvido, a voz presa. – Não quero perder Sara.
-E não vai perder. Ela vai ficar bem – garantiu, se afastando um pouco, pois ainda tinham que manter aparências para os outros familiares.
-Ainda bem que está aqui – ele disse segurando sua mão e não abrindo mão disso.
-Nunca mais vou deixá-lo sozinho – ela garantiu e ele sorriu entre sua tristeza, acalmando seu coração, ao menos um pouco.





-Merlin, essa cobra é uma hiena cheia de dedos!- Gina desabafou notando que não encontrariam nada – Ela limpa essa casa com o que? Com sangue de Unicórnio? Está tão limpo que poderíamos fazer um Phip aqui!
-Chip – Harry corrigiu imediatamente, pois ela trocava algumas palavras de vez enquanto relacionadas ao mundo trouxa. – Achei isso no armário da dispensa -ele mostrou um vidrinho cheio – É veneno para fungos de jardim, mas isso não é novidade, todas as casas bruxas tem e não estava escondido, sendo assim...- deu de ombros.
-Ela deve está usando outra coisa – Gina disse pensativa apertando o vidro entre os dedos.
-De qualquer forma – ele tirou o vidrinho de seus dedos – quero fazer uns testes.
-Que testes? -ela o acompanhou com os olhos enquanto Harry arrumava tudo que tiraram do lugar.
-Esse veneno sozinho é muito obvio. E rápido. Algumas gotas e já era. É forte por causa da biologia dos fungos, e nocivo ao ser humano. Mas talvez, em uma dosagem muito pequena, ou diluída com outros produtos, talvez tenhamos sintomas semelhantes aos que Hermione descreveu. Com base nisso podemos começar de algum lugar.
-Como vai testar isso? Quero dizer, em quem vai testar isso? -ela ficou horrorizada com a hipótese dele querer testar em si mesmo.
-Não vou testar eu mesmo, não se preocupe – Harry beijou-a sorrindo de seu desespero – Vou pedir ajuda a uma pessoa. Alguém que entenda de biologia e química bruxa.
-Quem?
-Neville Longbottom.

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