CAPITULO 47
Estranho no paraíso
Beijá-la e abraçá-la sem ser repudiado era o céu e Rony não queria que isso acabasse nunca. Decidido a não permitir que Hermione pensasse, ele aprofundou o beijo e pegou-a no colo. Ela gemeu, entre delicia e pavor, e se deixou levar sem resistir.
Ia acontecer, era inevitável, então era melhor que acontecesse agora que os dois não pensavam em nada além do outro. Ele a depositou gentilmente sobre a colcha e deitou-se sobre ela ainda vestido. Hermione tornou a gemer quando seus lábios foram libertos e ele desceu para seu pescoço.
Ela flutuava, perdida em uma névoa densa de desejo e calor. Seu mundo se resumia as sensações íntimas e peculiares que a perpassavam cada vez que sentia seu toque, como agora, quando o apertava pelos ombros, tentando abraçá-lo maia e mais forte.
Rony quebrou o contato, apenas um segundo, enquanto tirava a camisa pela cabeça, ignorando os botões. Ouviu o som de algo rasgando, mas nem ligou. Voltou para seus braços que o esperavam e olhou para seu rosto enquanto abraçava quase tão nu quanto ela. Peito com peito e ela fechou os olhos saboreando aquele contato único.
-Eu te amo, Hermione – ele disse intimo, no pé do seu ouvido, soprando ali e causando um arrepio.
-Eu também te amo... –murmurou afastando os olhos de seu rosto, para olhar seu peito forte e trabalhado, os anos de trabalho fizeram isso com ele e era muito, mais muito gostoso apertar a carne tensa, e rija. Diferente da sua, ele era todo talhado para dominar. – Tira o resto.... – pediu corando levemente quando ele lhe sorriu.
-Não vai me mandar embora depois, vai? – ele tinha que saber.
Mesmo correndo o risco de fazê-la pensar, ele tinha que lhe dar a oportunidade de escolhe-lo. Nada de impulso, ele queria certeza.
-Não, não vou –ela garantiu – Cansei de lutar, Rony...não vou te esquecer...não vou conseguir te esquecer...
Comovido, ele acariciou seu rosto com mais que desejo, e sim, carinho. Beijos suaves em sua pele, descendo pelo seu colo. As palavras não importavam mais!
Hermione assistiu aquela boca tentadora descendo por seu colo, em direção ao seios que ele apertava com vontade. Era tão bom, tão certo, que ela jogou a cabeça para trás quando a boca úmida apossou-se de um dos mamilos, chupando a pele sensível.
No passado nunca passaram de apertões. Aquilo era uma total novidade para ela. Uma novidade deliciosamente erótica.
-Você gosta? – ele provocou, olhando para ela sem parar de lamber a pele que avermelhava rapidamente.
-Hum-hum... – não ouviu responder, apenas manou a cabeça, quieta esperando por toda e qualquer migalha de amor que ele pudesse lhe dar.
Incentivando, ele desceu por sua barriga, contornando o umbigo côncavo e a pele plana com beijos e lambidas, fazendo-a esquecer até mesmo do próprio nome.
Abriu os olhos quando ele parou e sentou-se na cama, fazendo o mesmo que ele, enquanto o observava tirar os sapatos, as meias e a calça com presa. Corou muito q2uando a cueca foi parar no chão e ele se exibiu completamente nu e excitado.
De perto era a primeira vez que via um homem desse modo,e sendo o seu homem ,era ainda mais bonito. Ombros largos, músculos certos e tenros. Peito trabalhado sem exageros, sem pêlos com exceção de uma penugem ruiva macia que descia do seu umbigo em direção a sua virilha.
Coxas masculinas e panturrilhas grossas. Não falaria de sua intimidade, pois estava corada demais para olhar.
-Olhe para mim, Hermione -ele pediu – Olhe como fico com você.
Incentivada olhou com mais atenção. Ele era pálido como no resto do corpo, mas a ponta era avermelhada a mais larga que o restante. Estava muito ereto, apontando para sua barriga e tremeu no ar quando ele se movimentou subindo sobre ela novamente.
-Você é bonito – ela disse enquanto se ajeitava sob ele, separando as pernas sem notar. Seu instinto natural guiava-a naquele mundo desconhecido.
-Sou tudo, menos bonito – ele riu do elogio – Você sim, é linda...não sei como pude viver sem você todo esse tempo!
-Rony...! -ela quis pedir que não falasse e tomasse logo o que era seu, e o esperava tão pronto, seu corpo, que ondulava em sua direção. Que pedia, que chamava, que implorava.
-Ainda não -ele disse mordendo seu queixo, e se esfregando sobre ela, contra seu corpo, fazendo seus batimentos se acelerarem- Primeiro, vou te dar muito, mas muito prazer...
Antes que ela protestasse, ele desceu indo em direção as suas pernas, e afastando-as largo o bastante para ver o que desejava. Hermione achou que morreria de vergonha até notar a forma deliciada dele ao contemplá-la. Acabou sorrindo e ele fez o mesmo, antes de descer o corpo e curvar-se sobre ela, deixando-a muda de expectativa.
Hermione se preparou para essa nova experiência, a boca subitamente seca, o corpo tenso e as pernas fortemente fincadas ao colchão.
Pensou que gritaria, e quase o fez, mas não de prazer ou surpresa, mas sim de susto. Rony pulou na cama, quase caindo e ela fez o mesmo tentando se cobrir, sem saber o que acontecia.
Uma coruja gritava e voava alucinada pelo quarto. Menos assustada, Hermione riu. E ele fez o mesmo, apanhando seu rosto e beijando seus lábios com vontade.
-Deixei a janela da cozinha aberta – justificou entre beijos, enquanto era deitada novamente na cama, e ele montava sobre ela – Eu te quero, Rony....
-Nem a metade do que eu te quero – ele disse, tendo que olhar para a coruja que havia pousado na mesinha e os olhava insistente – Sai daqui, coruja dos infernos! -ele gritou enxotando-a e ela voou para a cômoda, dando-lhes alguma privacidade.
-Rony... – ela deslizou as mãos por seu peito e por suas costas adorando abraçá-lo tão íntimo, porem com um traço de decepção na voz – é a coruja da Gina...
-Esquece! -ele protestou – Deixe o mundo se explodir,a gente não vai sair daqui! – ele prendeu-a na cama e ela riu, sentindo o corpo aquecer cada vez mais pela vontade de tê-lo.
Sentindo-se selvagem e amada, ela desceu beijos pelo peito dele, lambendo seus mamilos masculinos como ele fizera com ela. Rony rosnou de prazer ela desceu mais e mais, até parar próximo ao proibido. Com um olhar malicioso até um pouco sacana, Hermione pegou-o na mão pela primeira vez.
Nunca foram tão longe no passado, mas ela estava adorando. O membro pulsando entre seus dedos, os gemidos baixos quando ela movimentava a mão ao redor, apertando e soltando num ritmo delicioso, parando somente para sentir a mão grande e sagaz entrando entre suas coxas...e ficando irritada, quando a coruja voltou voar, dessa vez dando bicadas em Rony.
-Mas que droga de coruja! – ele reclamou, levantando-se com olhar de morte para o animal e tirando a carta de sua perna.
Hermione adorou vê-lo andar nu, e adorou ainda mais quando ele votou para cama entregando-lhe o bilhete e voltando a sugar seus seios, enquanto a derrubava nos travesseiros decidido a possuí-la nem que o mundo acabasse bem ao lado deles.
Ela quase riu da sua urgência e seus olhos foram diretamente para o bilhete no colchão.
-Não – ele protestou - não vai abri-lo.
-Rony... Gina pode estar doente de novo... –apelou, pois era um assunto difícil.
-tudo bem, mas só uma espiadela... –ele cedeu, ocupado em tocá-la e fazer-lhe carinhos.
Hermione demorou um segundo para ler e se afastar.
-O que foi? – ele perguntou quando notou sua expressão. Dor. Culpa.
Ela estendeu o bilhete sem dizer nada, puxando o lençol e se cobrindo. Não precisou olhar para ver sua expressão mudar e muito menos ficou surpresa quando ele pulou da cama se vestindo as pressas. Vestido, ele olhou em volta, notando-a.
-Eu sinto muito, Hermione...tenho que ir.
-Vai –ela disse tentando esconder os sentimentos que lhe vinham com força total.
-Sara está no St.Mungus. Eu tenho que ver minha filha!
-Eu sei. Vai! – queria que ele saísse logo.
-Vem comigo – ele pediu.
-Não...vou mais tarde...para uma visita.
-Hermione, é minha filha – era um mudo pedido de desculpas.
-Eu sei...vai, Rony, eu vou mais tarde...se precisarem. – baixou os olhos, apertado o lençol contra o peito.
-Não queria te deixar -ele afirmou, abraçando-a, mas não sendo retribuído. – Eu te aviso o que está acontecendo assim que souber – beijou seus cabelos e levantou-se, inevitavelmente indo embora o mais rápido possível.
Hermione não se importou em ir atrás. Era a outra. Estava em segundo plano e sempre seria assim. Egoistamente, ela sentiu vontade de chorar.
Não deveria ter sido assim. Decepcionada, mas sobretudo triste, recostou-se na cama, limpando a face e se impedindo de chorar. Não derramaria lágrimas pela vida que escolhera.
Senhora de si, levantou-se da cama e procurou roupas limpas e praticas, ficando arrumada e a espera de noticias.
-Rony! – Mary gritou no momento em que avisou – Rony!
Ela jogou-se em seus braços, abraçando-o pelo pescoço com força e barrando sua passagem.
-O que aconteceu? – ele perguntava para Gina, Harry e para Arthur Wesley. Molly estava com Hermy mais adiante, consolando a menina.
Conseguindo livrar-se de Mary ele fitou a irmã a espera de respostas. Ela olhou para Harry e ele olhou para ela. E por fim quem respondeu foi Artur.
-Sara passou mal, meu filho. Tivemos que trazê-la, pois pareceu realmente sério dessa vez– ele contou.
-Quando foi isso? Sai de casa a pouco mais de uma hora! – olhou acusador para Mary – Sara estava bem!
-Foi uma surpresa para todos nós – Artur contou – As meninas chegaram, comeram um pedaço de bolo que sua mãe fez e foram brincar no jardim. Foi então, que Sara desmaiou.
-Mais alguém manifestou os mesmos sintomas? -ele perguntou e recebeu um olhar cúmplice de Gina.
-Trouxe uma amostra de tudo que havia na casa, Rony – Harry informou – enviei para o ministério para ser analisado.
-P-Por que isso? - Mary ficou imóvel, chocada.
-Porque é estranho uma criança estar sempre doente e nunca ter nada! – Rony explodiu finalmente – quero ver minha filha!
-Ela está com Dr.Taylor – Mary informou limpando as lágrimas de desespero que ainda molhavam seu rosto. Segurou a mão de Rony e colocou o rosto em seu ombro, chorosa – Oh, Rony, estou com tanto medo!
-Não pode ser nada serio -ele afirmou – As meninas fizeram um checap completo a pouco tempo, da ultima vez em que passaram mal e estava tudo bem! -ele disse convicto deixando uma sugestão no ar. Soltando-se dela, Rony avançou pelo corredor sumindo por uma porta a revelia da vontade de Mary que ficou na sala de espera reclamando e fazendo Gina desistir de ficar ali, indo para outra área do hospital.
-Isso não está certo -ela disse nervosa, olhando para Harry que foi atrás dela – As meninas ao saudáveis! Harry! Como pode acontecer sempre que Mary está contrariada? Você viu como ela chegou nervosa? Como ela estava brava por Rony não passar o domingo com ela? Você viu?!
-Vi, sim, eu vi, agora se acalme – ele a fez sentar numa poltrona e sentou ao seu lado – Mas também vi que Mary esteve com todos nós todo o tempo e em nenhum momento ficou sozinha com as meninas e não teve oportunidade de envenená-las, se é o que está pensando. – foi lógico.
-Ora, Harry, você acha que o mundo é bonzinho, só porque você é bom? -ela acariciou seu rosto, ficando acida a seguir – Pois não é! O mundo é cruel! Mary poderia facilmente tê-las envenenado antes de sair! Depois que Rony foi embora, essa bruxa poderia facilmente ter feito algo com as meninas! Não se engane, Harry, ela não presta!
-Sim, mesmo assim, não podemos provar nada, não é? -ele ficou pensativo – A menos que tenha ficado algum vestígios que não teve tempo de esconder...
-Harry...você tem razão! - alarmada ela mexeu em Sua bolsa até achar um molho de chaves e entregar-lhe – Vá até a casa do Rony, tenho uma copia da chave, fuce aquela casa, Harry! Só volte aqui quando achar algo que prove a culpa dessa...dessa...!!!
Gina engasgou de raiva e Harry sorriu, maneando a cabeça.
-Eu vou procurar, mas não vou te deixar aqui,desse jeito. –ele avisou – Vai ser mais útil comigo, do que aqui.
Gina aceitou sua mão percebendo como era bom ter alguém cuidando dela. Quando vivia com Greg ela detestava esse tipo de atenção, mas com Harry, sentia prazer toda vez que ele tomava a dianteira e cuidava dela e de Felicity.
Quem sabe, lá no fundo, ao lado de Harry ela fosse alguém diferente?
Autora: Bem, o que Hermione esperava? quem gosta de mel, tem que se conformar com as ferruadas não é?
Tadinha, eu faço ela sofrer!!!!
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