CAPITULO 46
Intransigência
Sara e Hermy estavam prontas para irem para a casa dos avós, passarem o domingo. Rony ajudou Hermy e colocar a mochila nas costas e conferiu se Sara tinha colocado o tênis novo que ele lhe dera a poucos dias. Ela tinha uma estranha mania de vestir apenas o que a mãe lhe dava.
Prontas, elas esperaram Mary descer as escadas emburrada:
-Porque não vai passar o domingo com sua família, Rony?
-Porque tenho trabalho no ministério – mentiu – Sabe que sempre que começam os cursos fico cheio de trabalho extra.
-Mas sacrificar seu tempo com as meninas? -ela reclamou.
-Papai vai nos levar no parte semana que vem – Hermy disse sorrindo e Mary a olhou com desdém.
-Vão para a sala – Mary disse – Já vamos ascender a lareira...
-Eu posso acender a lareira, papai? – Sara perguntou querendo sentir-se importante.
-Se prometer não por fogo na casa -ele brincou e as duas meninas correram para a sala, e ele pode ouvi-las falando sem parar na sala.
-Rony, precisamos conversar!
-Precisamos? – estranhou pois ela não pedia isso, na verdade, sempre evitava as chamadas ‘conversas’ que deveriam ter.
-Você voltou homem a noite, de madrugada, com um chupão no pescoço! – ela falou baixo, porém a voz estava tremula, e ela tinha os braços fortemente cruzados numa clara postura defensiva.
Rony colocou a mão sobre o local onde Hermione o marcara e teve que conter um sorriso ao lembrar-se disso.
-Não é um chupão. – mentiu.
-Então o que é? – ela olhou-o irônica.
-É minha alergia. Devo ter comido amendoim de novo... – deu de ombros.
-Amor, se está doente, é melhor ficar em casa -ela disse tentando abraçá-lo e ele deixou para não se incomodar – Vou cuidar de você, fazer um chá, te colocar na cama... –disse maliciosa, dentro do seu ouvido.
Bem, ele era homem e estava em um constante estado de excitação desde que Hermione voltara a sua vida, e era inegável o quanto era instigante uma mulher de corpo bem feito apertando-o entre seus braços, querendo aliviar sua tenção.
-Não estou doente – afastou-se discretamente, tentando não rejeitá-la – mas estou atrasado. Vou me despedir das meninas.
-Rony! – chamou antes que ele saísse e a deixasse só – Vai voltar tarde outra vez?
-Eu não sei, mas pode ser. – sentiu-se mal, mas não conseguia sentir por ela nada além de culpa.
Rony despediu-se das meninas,que estavam animadas pelo domingo com os primos, e fingiu não notar o decepção de Mary quando foi embora.
A casa estava bem desarrumada, e Hermione pretendia arrumar tudo até a noite, numa boa e longa faxina. Enquanto não arrumasse um elfo, ou melhor, enquanto não pudesse pagar um elfo, ela arregaçaria as mangas e faria o serviço. Tudo para que a casa estivesse um brinco a noite quando Rony viesse.
Era uma estúpida apaixonada, arrumando o ninho, mas não conseguia evitar. Era mais forte que ela e sua frágil resistência.
Dizia a si mesma que não estava fazendo nada de errado, afinal, Rony fora dela primeiro, e não fosse a interferência de Voldemort, hoje seria sua esposa.
Vestindo apenas short e uma regata de alças finas, que se fosse sincera admitiria que também usava para dormir em dias quentes, juntou toda parafernália necessária para a faxina. Balde, esfregões, material de limpeza...
Descalça, amarrou os cabelos em um coque mal feito, e jogou-se no trabalho. Era sem duvidas sua melhor opção, ou era isso ou passar todo o domingo na expectativa esperando-o chegar!
Uma hora depois, e razoavelmente satisfeita com a limpeza da sala, cozinha, quartos e banheiro, ela levou um susto quando avistou Bichento andando lentamente pela sala liminha com os pés sujo.
-Bichento, não! – gritou agarrando o gato peludo e gordo e olhando para suas patas sujas – Onde conseguiu se sujar, heim? – ele olhou-a com arrogância e Hermione se perfguntou como uma gato tão gordo e velho conseguia fugir para aprontar! – Venha, vamos tomar um banho seu porcalhão!
O gato levou um susto tão grande quando viu o chuveiro ser aberto que poderia facilmente ter enfartado. Sabiamente, Hermione trancou a porta do banheiro e puxou-o pela cauda. Desesperado ele tentou fugir, mas desistiu pois não tinha a mesma vitalidade de antes.
-Prometo que serei breve -ela mentiu para seu gato, apanhando xampu felino e espalhando nas mãos com expressão maquiavélica.
Rony bateu varias vezes na porta do apartamento, se perguntando se ela estaria em casa. Estava quase invadindo quando a porta se abriu e ele viu a cena mais boba que poderia imaginar ver vindo de Hermione.
Ela estava descabelada, molhada com um gato molhado e fedorento no colo. Ele estava tão desesperado que lhe despertou pena.
-Rony...o que está fazendo aqui? – havia horror em sua voz ao lembrar do estado em que estava.
-Eu vim passar o domingo com a minha melhor amiga -ele provocou notando a forma como ela parecia sem jeito – Só não esperava encontrar alguém no meu lugar – apontou Bichento.
Decidindo que ele estava mais limpo que sujo, ela soltou que correu impossivelmente rápido para um bicho tão preguiçoso.
-Posso entrar? -ele perguntou sorrindo.
-É claro... – notou que barrava sua entrada – Eu só o esperava a noite...
-As meninas foram para a Toca e dei uma fugidinha – contou olhando para a sala arrumada sentindo o inconfundível cheiro de produtos de limpeza – Parece que cheguei numa má hora.
-Não, não...eu terminei. Estava dando um banho no Bichento... – disse o obvio.
-Eu notei.
Quis dizer mais do que dizia. Sua roupa mínima estava encharcada e estava grudado em seu corpo. E ele notou. Notou as coxas firmes, com pelinhos claros e finos, notou a marca da calcinha colorida atrás do tecido quase transparente onde a água pegara. Notou seus seios pontiagudos, os belos mamilos ficando rijos sob seu olhar.
-Eu...preciso de um banho – ela disse cruzando os braços na vã tentativa de se proteger dele e do seu olhar. – Hã...
-Pensei em irmos almoçar fora. O que acha? -ele perguntou rapidamente, para não frutar-se aquela visão tentadora.
-Seria prudente? -ela estranhou.
-Não estou muito preocupado com o que Mary possa pensar – ele deu de ombros e ela sentiu-se instantaneamente feliz com isso. – Além disso, uma almoço de amigos, que mal tem?
Ele a provocava, pois fora ela quem impôs essa condição.
-E depois? – perguntou engolindo em seco quando ele se aproximou.
-Podemos fazer umas compras, pois imagino precise de muitas coisas, podemos até ir em uma livraria! – ele debochou e ela sorriu sem querer – Então, voltamos aqui, você põe uma roupa bem sofisticada e vamos jantar e dançar em um lugar muito animado e trouxa. O que acha?
-Acho que não deveria aceitar. – contrariando seu pensamento ela sorria – E depois, Rony?
-Depois, você me deixa tirar sua roupa e te amar a noite toda até nos dois cairmos cansados e mortos na sua cama – ele sugeriu muito rouco e sensual e ela ficou sem palavras – ou então, eu vou embora.
-Claro... – ela fingiu não notar os olhos dele brilhando e analisando cada curva de seu corpo. – Eu...vou me trocar....não demoro.
-Tudo bem eu te espero a vida toda se preciso for –ele disse sentando-se no sofá esparramado.
Hermione sorriu de lado, daquele jeito que dizia que estava pensando em uma bobagem sem tamanho. Não respondeu nada, mas sentis os olhos dele fixos em suas curvas traseiras quando sumiu para o quarto.
Levou poucos minutos para soltar os cabelos e tirar a roupa, entrando no banheiro. Gina tinha um banheiro no quarto, o que agradava muito Hermione.
Sentindo-se a mais sórdida das mulheres, ela não fechou nem a porta do quarto, nem do banheiro, e essa última ficou apenas entreaberta, com um vão grande o suficiente para permitir uma ótima visão.
Suas pernas estavam um pouco bambas de expectativa.
Demorou apenas alguns segundos para ouvir os passos dele no quarto. Sorriu a água correndo por seu corpo. Esse era o seu Rony, que nunca perdia uma oportunidade de um bom amasso.
Ouviu um suave ruído vindo da porta do banheiro e puxou a cortina do boxe antes que ele pudesse ver alguma coisa. Era uma cortina muito fina, de plástico e pouco fuçava para a imaginação.
Sem presa e sem saber de onde tirava tanta coragem, ensaboou-se e cuidou dos cabelos com o mesmo zelo de sempre, sentindo calor aumentar independente da água quente.
Ela o queria. E queria logo. Sobre ela, numa cama, e não conseguia esperar.
Contrariando suas expectativas, ele não entrou no banheiro. Decepcionada ela enroupou-se na toalha felpuda e deixou o banheiro. Rony estava de pé perto da porta esperando-a.
Era isso que queria, mas mesmo assim ficou seu palavras. Ele se aproximou e tocou seu rosto molhado, descendo uma das mãos para o nó que prendia a tolha em seu corpo. Sem ar, ela o deixou soltar o tecido e afastá-lo para o chão.
Nua, de pé a sua frente, ela não sentiu vergonha ou medo. Apenas desejo. Seu olhar azul, era fogo analisando cada detalhe e curva. Os seios médios e duros, os braços finos e delicados. A cintura fina e o umbigo liso. Os quadris arredondados e suaves, as coxas fortes, porem grosas na medida certa. O triangulo de pelos ralos, mais claros que seus cabelos escuros. Os joelhos de batata, como ele sempre brincou, havia tornado-se joelhos lindos.
Outro homem teceria elogios, mas não ele.
Rony agarrou seu corpo e trouxe junto ao seu, enterrando as mãos no cabelos molhados e apertando a cintura fina contra ele, enquanto seus lábios devoravam os dela.
Era um homem faminto de desejo e amor. E não seria ela a fazê-lo parar.
Nunca, eles nunca iriam parar...
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