O que Tom estava fazendo? Onde ele está? Onde ele estava? Com quem ele estava? Será que ele estava feliz? Ou será que não? Será que a companhia era agradável? Mais agradável que a dela? O que será que ele queria? O que ela poderia fazer para deixá-lo feliz? Ele parecia tenso quando voltou.
Esses pensamentos começaram a ecoar na cabeça de Alissa. Apesar da forma que Tom a tratara quando chegou, ela não se sentia triste. Preocupava-se com ele. Tom levantou-se da cama e começou a vestir-se. Essa mulher criou sangue de barata em suas veias?
-Tom, volte! Onde você vai?
A voz causou-lhe nojo. Como alguém podia suportar ser tão pisado e humilhado por nada. Ele nunca lhe fizera promessas absurdas, como as fazia aos comensais. Ele não lhe devia nada. Queria ir-se dali o antes possível. Ao menos entendia a mentalidade de Belatrix, o que ela queria dele quando encontravam-se, amassavam-se e resfolgueavam-se juntos. Mas essa daí era confusa. Ela não queria nada em troca. Mas não fora por esse motivo que ele a quis? Não fora para isso que ele a fez ingerir a poção? Que a seduzira? Não quisera alguém que o quisesse pelo que ele era, não pelo que ele podia oferecer? Mas quem disse que Alissa o conhecia? Ela não sabia nada sobre ele, NADA! Os pensamentos passaram rapidamente por sua cabeça.
- Tenho que ir. Não posso ficar hoje. - Terminou de vestir-se e aparatou para sua mansão, antes que ela pudesse pensar em algo mais que pudesse fazê-lo vomitar.
Sentou-se na cadeira, aproximou-a da mesa e começou a pensar. Quanto tempo perdera tentando conquistar ela? Além do óbvio, ou seja, o tempo que passava com ela, havia o tempo do preparo das poções, da pesquisa para o feitiço para a visão e...
O feitiço para a visão! Quantas vezes o repitira nela? Cinco, seis vezes? Ou mais? Começou a fazer as contas. Deu-se conta que, ultimamente, teve que realizá-lo com uma freqüência cada vez maior. A última vez, o feitiço durou apenas uma semana e dois dias. Antes demorava mais de 3 semanas. Ela estava acostumando-se com o feitiço? Talvez fosse melhor parar de aplicá-lo com tanta sempre que a visão dela turvava demais.
Afinal, ela estava acostumada a não enxergar nada! Que diferença fazia a ela?
- Acho que é hora de fazer umas experiências. - Pensou. |