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45. DISCUTINDO MINHA VIDA


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 45



DISCUTINDO MINHA VIDA



-Eu não acredito até agora que me deixaram de fora disso! – Rony reclamou bebendo uma taça de vinho enquanto falava – Daria tudo para ver a cara de Rita ao ser humilhada dessa forma! Harry, você foi um gênio.
-Não era minha intenção – ele defendeu-se enquanto cortava a carne assada em seu prato – Mas ela foi longe demais.
-Longe demais? – Gina indignou-se – Ser humilhada foi pouco! Deveria ter sido demitida! Praticamente nos acusou de assassinato em um veiculo publico! Insinuou que tramamos e executamos um plano sórdido! Com toda certeza, ela se superou!
-Rita nunca teve medidas – Hermione concordou - Não consigo entender uma maldade que passa acima do seu próprio bem estar. Quero dizer, normalmente as pessoas ruins como ela, ao menos pensam em si mesmas! Demos uma entrevista exclusiva, e eles venderam horrores! Por que pôr isso em risco com mentiras desse tamanho? Eu não entendo o que passa na cabeça dela!
-Compulsão por estragar a felicidade alheia – Gina disse, a boca um pouco cheia, da recente mordida não engolida. Infelizmente suas boas maneiras alimentícias haviam ido embora juntamente com seu auto controle – Harry está feliz e isso é demais para ela.
-Nunca vou entender esse tipo de pessoa – Harry disse em lamento, maneando a cabeça.
-É claro que não, meu amor, você é a pessoa com o maior coração do mundo. – Gina elogiou sorrindo para ele que devolveu o sorriso.
Hermione evitava olhar para Rony, mas não pode evitar de fazer isso quando notou a forma carinho dos amigos um com o outro. Sentia falta das conversas noturnas, onde ficavam muito próximos e muito sinceros.
-Hermione! – Gina soltou um gritinho de repente, assustando-a, pois lembrava de algo – Você achou Bichento! Eu não achei que ele ainda estivesse vivo!
-Não fui eu – ela disse lembrando-se disso – Também achei que ele estivesse morto, mas alguém me mandou de presente! – seu sorriso iluminou toda a cozinha – Quando o vi nem acreditei! Espero que não se importe, Gina, mas o coloquei na dispensa, num lugarzinho só para ele!
-Como um rei – ironizou Rony com um olhar que dizia muita coisa.
-Isso mesmo, como um rei – ela disse em tom de desafio. – Algum problema?
-Nenhum, Hermione – ele disse sorrindo – Alguma pista de quem te mandou o gato?
-Tenho um suspeito -ela comprou seu olhar, medindo sua reação.
-É mesmo? -ele sorriu sem vergonha – Mais um admirador?
-Oh, não, ele não pode ser um admirador. – disse olhando-o por sobre a borda da taça que levava os lábios – Ele é casado.
Rony não protestou, muito menos prolongou a conversa, pois era um assunto pesado para ele.
-E Mary? – Gina quebrou o súbito silencio – Não se incomodou que tenha saído?
-Ele sabe que não adianta falar nada -ele deu de ombros e Gina suspirou.
-Ainda não acredito que não tenha pedido o divorcio! -ela lamentou e Harry segurou sua mão dizendo em tom mais contido:
-Calminha, não vai se agitar, lembra? Orientação medica: paz e sossego.
-Não estou agitada – ela disse se contendo e respirando fundo – O que estou tentando dizer é que nunca entendi por que se casou com Mary!
-Ela estava grávida, Gina - ele disse contrariado, odiando voltar aquele mesmo assunto de sempre.
-Grande coisa, poderia ter assumido suas filhas e não ter assumido Mary! Ninguém precisa se casar para ter filhos!
-Hipócrita da sua parte dizer isso quando foi você quem se casou apenas para ter um filho! – ele retrucou e ela inflou de indignação.
-Para o seu governo, eu só me casei porque era a única mulher da família! Mamãe morreria de desgosto de eu fosse mãe solteira! E, além disso, mesmo sendo só para ter um filho, ainda assim, eu tentei gostar do Greg! Nós tínhamos muita simpatia um pelo outro e vivíamos bem! – olhou para Harry que não gostava muito desse assunto. – Ao lado de Mary sua vida tem sido ruim, Rony! O divorcio é a sua única alternativa e....
-Alguém quer a sobremesa? – nada discreta Hermione perguntou levantando-se e apanhando a torta que estava sobre a pia.
Tudo que não precisa era debater o casamento dele!
-Gina, eu vou dar um jeito nessa situação -ele disse apanhando a mão da irmã e beijando com carinho e agradecimento por sua preocupação – Não se preocupe, tenho planos para o futuro que não incluem Mary.
Com as pernas subitamente bambas, Hermione colocou o doce na mesa e evitou olhar em sua direção, lhe vindo a mente o pensamento infame de que deveria achar um jeito de Rony ficar com ela no apartamento depois que Gina e Harry fossem embora.
-Então, Rony, me conte como Harry e Hermione estão se saindo no curso! – Gina mudou de assunto achando que era o melhor para não estragar a noite deles.
-Essa é uma informação que não posso lhe dar. Como instrutor é antiprofissional falar desse assunto.
-É mesmo? – ela ficou decepcionada – tenho certeza que Harry é o melhor aluno! E que Hermione é imbatível! Mas não posso negar, preferia que não exercessem a profissão – ela disse triste – Depois de tudo que vi como auror, não acho uma profissão boa para aqueles que amo.
-Não vamos falar de coisas tristes, Gina – Harry pediu beijando-a – Quer mais sobremesa?
-Quero. –ela sorriu pois sabia que comia demais. – Quero ir para a sala também. Minhas costas estão me matando!
-Não seria melhor ir para casa, deitar um pouco? – Hermione perguntou antes que pudesse conter a própria língua. Corando ao ser alvo de três pares de olhos que a sacavam melhor que ela mesma, concertou o erro – Ou pode deitar no quarto, a cama está arrumada e, hã, posso pegar umas cobertas se estiver com frio...
Gina abriu um sorrisão depois que a surpresa passou. Olhou para Harry e então para Rony antes de dizer:
-Ainda bem que sugeriu isso, Hermione, eu estava me divertindo tanto que esqueci as ordens da médica, não é, Harry? Melhor ir para casa! Além disso, essa noite Harry vai dormir comigo, não vai?
-Tudo que você quiser, amor – ele disse dedicado a fazer desses dias os mais tranqüilos e calmos de sua vida. Tudo para não causar danos no parto.
-Ah, Rony, não seja indelicado, fique e ajude Hermione com a louça – Gina disse alcoviteira, levantando-se com Harry, e surrupiando o pires com a torta ainda não tocada, afinal era o terceiro pedaço. – Me dá uma carona, amor?
Incapaz de negar-lhe qualquer desejo, Harry abraçou e eles aparataram.
Sozinha, Hermione se perguntou onde poderia enfiar a cara e esconder-se do mundo. Que vergonha! Nem que o mundo acabasse ela olharia para Rony depois de ter praticamente mandado Gina e Harry embora para ficar sozinha com ele! Que droga, pensar isso era uma coisa, agora falar em voz outra era outra!
Sentia seu olhar fixo nela, e se perguntou quanto tempo ele agüentaria antes de fazer uma gracinha. Com certeza não poderia culpá-lo por se sentir!
-Está corada – ele disse sem o tom de humor que ela esperava – Não precisa ficar com vergonha.
-Você pode ir embora, Rony, cuido sozinha da louça – desconversou.
-Porque? Porque me manda embora se quer que eu fique? Olhe para mim, Hermione, quando estivermos conversando, olhe para mim! – não era um pedido, era uma ordem.
-Não deveria querer que ficasse -ela ficou séria, fazendo o que mandava. – Isso é tão complicado, Rony! Como podemos agir como se o resto do mundo não existisse?
-Não precisamos agir como se o resto do mundo não existisse! – ele disse imediatamente.
-Mas se não fizermos isso teremos que enfrentar o mundo Rony! Percebe? Ou enfrenta ou foge! – levantou-se ficando furiosa – Sua decisão é não enfrentar. A minha é fugir. Eu respeito sua decisão e você respeita a minha!
-Na teoria funciona, mas na pratica, não. Hermione! – ele protestou – Sei que os problemas são meus! Sei que estou numa enrascada e estou pedindo que faça parte disso, mas como espera que aja diferente se eu te amo?!!!
-Não diga isso! -ela exigiu virando-se de costas e começando a lavar a bendita louça, para se impedir de fazer uma bobagem.
-Hermione, quer parar de fazer isso! Esquece essa louça! – ele segurou suas mãos que estavam molhadas de sabão e ela fechou os olhos, tentando não empurrá-lo ou agarrá-lo. Era uma decisão difícil.
-O que você quer de mim, Rony?!!! – perguntou desesperada, virando-se para ele com aflição e tantas outras emoções que não sabia descrever em palavras.
-Eu não quero nada que não possa me dar -ele disse soltando suas mãos, de frente para ela. – Só quero seu amor.
Tão perto...tão perto...tão perto...Hermione esqueceu porque ele tinha que ir embora,se o ar em volta deles estava tão quente, e o mundo tinha parado. Era uma sensação tão profunda se perder no azul de seus olhar. Uma sensação tão estranha lutar contra aquilo que mais queria.
Como um predador, ele a prensou entre a pia e seu corpo, fazendo-a arfar pela surpresa, afinal, ele não estava sem movimentos como ela, bem pelo contrario. A mão direita de Rony tocou a lateral do seu rosto, enquanto ele se inclinava e murmurava antes de tocar seus lábios:
-Como eu te quero...
Seus lábios roçaram sobre os dela por um instante, seduzindo, pedindo e oferecendo. Como Hermione não manifestou barreiras, ele aprofundou o beijo, enlaçando sua cintura com o braço de ferro enquanto segurava seu rosto onde desejava.
Um beijo faminto, que podia e oferecia tudo. E sem saber como ou porque, ela correspondeu. Com ardor e força. Eles não se beijavam com tempo ou ponderação. Era um arrombo e como tal não merecia espaço para pensar.
E pensar era a última coisa que Hermione sentia-se capaz de fazer naquele momento.
Decidindo que precisavam de ar, Rony afrouxou o aperto de seus lábios nos dela, e mordeu se lábio inferior recebendo de presente e incentivo um gemido. Ela tinha os olhos fechados e estava entregue, e ele não esperou convite maior, para descer os beijos por sua bochecha e pescoço.
Como no passado, quando ficavam com grandes ‘chupões’. Mordeu e lambeu a pele delicada, sentindo o momento exato que Hermione tremeu em seus braços e fez o mesmo por ele.
Fazia tanto tempo que não seria aqueles lábios úmidos passarem por sua pele que Rony quase desfaleceu de desejo, sentindo corpo tenso, e excitado. Ela sentia também, e se roçava nele, como anos atrás, quando quase enlouqueciam de desejo.
Puxando a pele entre seus lábios, Hermione garantiu que deixaria uma grande marca vermelha ali. Para que Mary soubesse que ele andava por outros braços. Para que pensasse duas, três vezes antes de dopá-lo novamente!
-Vá embora, Rony – implorou quando suas mãos grandes subiram por dentro de sua camiseta e tentavam se aventurar mais.
-Não quer que eu vá... –ele gemeu quase implorando permissão.
-Hoje não...agora não... – ela apelou para sua sanidade – por favor, tenho que pensar, tomar decisões sobre a minha vida...
Quase jogou tudo para o alto quando ele apertou sua cintura e espremeu os corpos um contra o outro.
-Eu vou se me der um último beijo – ele barganhou e ela sorriu involuntariamente – E se me prometer que posso te ver amanhã.
Era uma loucura e ao mesmo tempo uma tentação.
-Podemos nos ver amanhã... – ela disse muito baixo, decidindo que precisava de um pouco de controle ali, estava muito perto de fazer uma besteira sem volta – mas nada de beijos... – empurrou-o nada gentil – nos veremos como amigos.
-Hermione, não faz assim, sinto sua falta – ele mordeu o lóbulo da orelha e ela se agarrou em seus ombros, sem saber se fazia isso para pará-lo ou não. – Falta dos seus carinhos, das nossas conversas, da sua mente brilhante...e do seu cheiro. Sinto falta de você. Não me afasta!
-Não vou me afastar...prometo – criou coragem e empurrou-o mais forte, quase fazendo-o crer que queria mesmo se afastar – Comecemos como amigos...um tempo, para tudo se ajeitar. É o mínimo que peço, Rony.
É claro que Rony não podia impor condições e aceitar as dela era o mínimo que podia fazer por eles. Mas se afastar foi difícil e nem tempo disfarçar o que sentia, ou como seu corpo se sentia.
-Aceito suas condições...mas vai ter que jogar as margaridas no lixo! -ele tirou aquela de algum lugar e Hermione riu apesar dos pesares.
-Certo, as margaridas vão para o lixo...e você para casa. E Rony...durma no sofá essa noite – pediu se aproximando e pondo a mão sobre sua camisa, onde seu coração batia.
-Por quê? -ele teve que perguntar.
-Porque vai sonhar comigo – provocou.
Inconformado ele roubou-lhe um selinho, que foi mais longo que o previsto e quase avançou, não fosse a decisão de Hermione em não ceder.
Sozinha no apartamento, ela jogou –se no sofá, o corpo ardente e palpitante. O coração acelerado e estranhamente apaziguado, sem o peso dos últimos dias....








Autora: que folgada essa Hermione. Tem horas que dá raiva dela. Não fosse Mary ser a vaca que é (aprecio as mortes que planejam para ela), eu ficaria com muita pena dela!!!!!
Beijos....
Cap referente ao dia 24/05.

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