Capítulo Sete:
Narrado por Jorge Weasley
Os poucos meses que se seguiram á formação da Armada de Dumbledore, as coisas melhoraram muito, pelo menos para os intregrantes do nosso movimento anti-Umbrige, ou anti-Ministério, ou anti-Opressão, como quiser chamar. A questão é que as coisas ficaram muito mais divertidas e cheias de adrenalina, mesmo que pouco. Afinal, como disse Hermione, era emocionante quebrar as regras. Embora, para mim e meu irmão - e Angelina -, quebrar as regras não fosse uma coisa muito incomum.
As reuniões da Armada tinham que coincidir com os treinos de quadribol. Afinal, havia muitas pessoas de outras casas que participavam da AD, como costumávamos nos referir às nossas 'reuniões inocentes'. Logo, todos estávamos aprendendo com Harry, que provou ser um ótimo professor, talvez até melhor que Lupin, o que é um gigantesco elogio.
Toda a comunicação da AD ficava por conta da Hermione, que nos entregou umas moedas que anunciavam o horário e a data das reuniões. Os ensinamentos e as aulas, o que aprenderiamos e para o que servia, era tudo Harry quem planejava. E acho que isso melhorou muito o humor do nosso pequeno companheiro. Eu imagino como ele se sente: saber que algo esta acontecendo, mas não poder fazer nada. Acho que a AD deu a impressão de movimento para ele. Eu, Fred e Angelina tínhamos nossas próprias rebeliões à nossa maneira, mas sabiamos a diferença entre nós e Harry. Que era grande.
Enfim, a ação de verdade ficou por nossa conta: desviavámos o Filtch do nosso caminho para a sala precisa; faziamos brincadeiras um tanto necessárias com relação à ele e a Umbrige. Estava sendo um trabalho dificil, porem bem prazeroso, claro. Traquinar pelos corredores da escola era nossa atividade diária desde sempre e agora era nosso dever. O que me parecia meio estranho, mas ainda assim verdadeiro.
Tirando a AD, o único risco recente e, digamos decente tambem, era o quadribol. Sim, o glorioso quadribol cuja líder era nossa maravilhosa Angelina que mantinha o time em um estado bem melhor do que ele jamais esteve. O que não tirava o fato de que isso a estava enlouquecendo, pois, como sempre, Harry estava suspenso dos treinos de quadribol por causa das detenções. Ela mantinha o time em boa forma, treinando conosco todos os dias disponíveis em que não estávamos na AD, nem em detenção.
Mas, tirando esses pequenos detalhes pouco importantes, uma coisa muito estranha estava acontecendo e eu não sabia o que era. A única coisa da qual mantinha conhecimento era de que Angeline e Fred pareciam mais distantes do que eu poderia desejar. Uma coisa que eu não entendia e não havia entrelinhas para procurar um significado. Os dois andavam mais unidos, saiam sem mim pelos corredores. Quando eu questionava o por que daquilo, ambos fingiam que não sabiam do que eu estava falando.
Voltando ao presente, era dia de quadribol! Grifinória x Sonserina! Um verdadeiro clássico para estrear os jogos de quadribol do ano. E é claro que ia dar Grifinória. Certo, você pode pensar que eu sou mesquinho, metido à besta e convencido, mas eu só digo a verdade, meu povo! Pensem comigo: vocês, por um acaso pouco esperado, já viram a Grifinória perder para a Sonserina em um jogo sequer de quadribol? Não! Nós nunca perdemos. Tínhamos um bom time, uma ótima líder, e tínhamos Harry. Sim, o nosso apanhador era o melhor, não havia dúvidas!
Focando no jogo, nós entramos em campo recebidos por uma explosão de aplausos da nossa casa e várias vaias da casa inimiga. O que era extremamente natural. Nada a declarar até esse ponto.
Quem estava narrando desta vez era nosso querido amigo Lino Jordan, como ele sempre fazia.
(N/A: eu decidi não copiar a narração de Lino do livro de J.K Rowling, pelo simples fato de achar que isso é uma fic com alterações - como vocês puderam notar - e que apenas segue os principios descritos no livro, mas que ainda tem um estilo próprio. Desculpem se eu exagerei em alguma coisa e digo que nunca narrei uma partida de quadribol, portanto não julguem a autora!)
- E AÍ CHEGA O TIME DA GRIFINÓRIA LIDERADO PELA ANGELINA JOHNSON ARTILHEIRA DA EQUIPE, HARRY POTTER COMO APANHADOR, FRED E JORGE WEASLEY COMO BATEDORES E O RESTO DOS JOGADORES EU NÃO ME RECORDO O NOME... - ele parou a narração e pareceu meditar sobre o nome do resto do time. - DEIXA EU PENSAR... AH! SIM! AQUELE ALI É O TOMY. NÃO, É O TONY! ISSO MESMO, TONY KEY COMO MAIS UM ARTILHEIRO E TEM TAMBEM O GOLEIRO... JOHN! NÃO, JOHNNY! NÃO, NÃO É ESSE O NOME... - parou novamente e Minerva que estava ao seu lado deu-lhe uma bronca pela péssima naração. - JOSHAM! É ISSO, É JOSHAM! FOI ELE QUE CONVIDOU MINHA IRMÃ PARA SAIR SEMANA PASSADA! CUIDADO JOSHAM, OU EU QUEBRO A SUA CARA MAIS TARDE E...
- Sr. Jordan, por favor foco no jogo. - pediu Minerva.
- TEM RAZÃO, PROFESSORA. DESCULPE. - ele disse e eu ri. Como ele era idiota. Subimos nas vassouras e demos o impulso inicial saindo do chão na mesma hora e logo estavamos voando pelo campo, agitando a torcida, cada um tomando suas posições e esperando o começo do jogo com certa expectativa.
Observei Angelina por um momento. Ela parecia preocupada. Claro, era o time dela que estava jogando. Se perdessemos o primeiro jogo da temporada, ela nos esfolaria vivos. Mas eu não podia culpá-la.
Fred estava do meu lado com o bastão na mão, pronto, como sempre, para acertar os outros atletas. Era sempre bom descontar a raiva em algum balaço, sabendo que ele acertaria, mais cedo ou mais tarde, algum outro jogador, e de preferencia causaria algum estrago.
- Boa sorte, amigo! - desejei a Fred.
- Não precisamos de sorte! Nós sempre arrasamos! - ele disse e deu um soco de leve no meu braço. Nós dois sorrimos.
- E LÁ VEM O TIME DA SONSERINA! - anunciou Lino. - LIDERADO POR STEPHEN MCGUAIER COMO GOLEIRO, DRACO MALFOY COMO APANHADOR... - ele deu uma breve pausa. - TEM CERTEZA DE QUE O MALFOY É UMA BOA ESCOLHA, STEPHEN? - disse se referindo ao líder do time inimigo. - POR QUE, SINCERAMENTE, ELE É PÉSSIMO APANHADOR E SEMPRE PERDE O POMO PARA O HARRY E...
- Sr. Jordan! - repreendeu Minerva.
Lino fez cara de inocente.
- CERTO! EU TENHO QUE SER IMPARCIAL... - ele respirou fundo teatralmente. - VOLTANDO AO JOGO, EU NÃO FAÇO QUESTÃO DE CONTINUAR A NARRAÇÃO DO TIME DA SONSERINA. ELES NÃO MERECEM! SÃO UM BANDO DE MERDAS QUE NÃO SABEM JOGAR! - Lino se encolheu ao olhar acusador de Minerva. - DESCULPE, PROFESSORA! TIVE UMA RECAÍDA! E O JOGO VAI COMEÇAR! - ele anuncia, quase quicando na arquibancada de tanta emoção.
Comecei a voar em volta dos jogadores, procurando balaços desgovernados para mandá-los na cabeça de algum sonserino ridiculo! Tudo estava em paz, por enquanto. Voltei minha atenção para a narração de Lino sobre o jogo, para saber o que estava acontecendo.
- A GOLES ESTA COM O ARTILHEIRO DA GRIFINÓRIA, TONY KEY, QUE ESTA VOANDO EM ALTA VELOCIDADE PARA OS AROS DO TIME ADVERSÁRIO! MAS ESPERE! OS DOIS ARTILHEIROS DA SONSERINA ESTÃO BARRANDO A PASSAGEM! TONY TENTA PELA DIREITA... TENTA PELA ESQUERDA... MAS ESTA TUDO BARRADO! ELE DÁ DE OMBROS! FAZ ALGUMA COISA, TONY! ELE LANÇA A BOLA PARA CIMA EM LINHA RETA PARA NINGUEM MENOS DO QUE ANGELINA! SIM, E ELA PASSA POR CIMA DA BARREIRA FORMADA PELOS ARTILHEIROS DA SONSERINA, VOANDO RÁPIDO E COM ELEGÂNCIA!
Vi um balaço tentar atingir Harry, mas Fred foi mais rápido que eu e, me dando um olha significativo, ele mandou o balaço na minha direção. Me preparei. O balaço veio, mas eu dei-lhe uma pancada com o meu bastão, o que fez a maldita bola voar na direção do goleiro da Sonserina, cujo nome eu não sabia pelo fato de Lino não tê-lo apresentado na narração.
Observei o balaço mandado por mim acertar o ombro do brutamonte. Sim, brutamonte, gorila, tanto faz, a questão é que todos os jogadores da Sonserina eram verdadeiros gigantes. Óbvio que o líder opitou por força e não por cerebro ou talento.
- E O BALAÇO MANDADO POR JORGE WEASLEY, O BATEDOR DA GRIFINÓRIA, ACERTA EM CHEIO O GOLEIRO DA SONSERINA! DEVO DIZER QUE A DEFESA DE FRED WEASLEY, O OUTRO BATEDOR, EM RELAÇÃO À HARRY CONTRIBUIU ASPERAMENTE PARA ESSE MOVIMENTO. - narra Lino com excitação. Minerva parece satisfeita. - ANGELINA APROVEITA A DISTRAÇÃO DO GOLEIRO E MANDA A GOLES PARA UM DOS AROS E... É PONTO PARA GRIFINÓRIA! ESSA GAROTA É DEMAIS, MAS ELA AINDA SE RECUSA A SAIR COMIGO...- grita Lino.
- Sr. Jordan! Narre o jogo! - repreendeu Minerva.
Toda a arquibancada da nossa casa grita enlouquecida. Os uivos da torcida adversária não conseguem quebrar a alegria de um primeiro ponto. As cores vermelha e dourada da Grifinória pareciam deixar a torcida em chamas.
Angelina veio voando na minha direção com um sorriso enorme no rosto. Fred veio cumprimentara com um abraço leve. Ela me mandou um sorriso e saiu voando átras de um jogador que estava na posse da goles. Troquei um olhar orgulhoso com Fred antes de ele voar na direção de um balaço que vinha na direção de Harry novamente. Como sempre, ele conseguiu mandar a bola na cabeça de um batedor da Sonserina que quase caiu da vassoura.
Eu ri.
- POIS É, SONSERINOS! VOCÊS ACABARAM DE PERDER UM BATEDOR! - Lino voltou a narrar. - E AÍ VEM O BATEDOR RESTANTE DA SONSERINA QUE ACABA DE MANDAR UM BALAÇO NA DIREÇÃO DE ANGELINA JOHNSON! - parei com essa afirmação de Lino e voltei minha atenção para Angelina.
Ela voava com a goles embaixo do braço e pareceu perceber o que estava para acontecer, pois jogou a goles para Tony que a agarrou. Mas ela não teve tempo de desviar o braço e, por mais que eu corresse, não consegui chegar a tempo de ver o balaço acertar o braço dela em cheio.
Angelina gritou.
- Droga! - resmungou em cima da vassoura, segurando o braço.
- E PARECE QUE ELE ACERTOU O ALVO! MAS NÃO ANTES DE ANGELINA PASSAR A GOLES PARA TONY QUE ESTA INDO EM DIREÇÃO AOS AROS. MAS OS ARTILHEIROS DA SONSERINA NÃO ESTÃO DANDO BRECHA NOVAMENTE E ANGELINA NÃO ESTA ALI PARA SOCORRE-LO.
Fui em direção de Angelina que segurava o braço contra o peito e gemia de dor.
- Você esta bem? - perguntei.
- Não, eu acho que quebrei o braço. - ela respondeu.
- Falei com a vassoura. - eu disse e ela riu. - Afinal, se ela quebrasse não teria concerto, mas você se recupera rápido. - eu disse pegando o braço dela com calma e examinando. Estava roxo onde o balaço havia acertado e parecia inchado. Estava feio. - Acho melhor você descer para a ala hospitalar. - recomendei.
Ela pareceu ficar chocada.
- Não. Vou ficar aqui e jogar. - discordou.
- Mas esta com o braço machucado. - tentei.
- Então jogarei com o outro. - ela disse, raivosa, e sai voando, guiando a vassoura com a outra mão.
Suspirei. Ela era teimosa.
- E O BATEDOR DA SONSERINA DECIDE AJUDAR OS COMPANHEIROS E MANDA UM BALAÇO NA DIREÇÃO DE TONY. MAS FRED WEASLEY APARECE E MANDA A BOLA DE VOLTA ACERTANDO NOVAMENTE O GOLEIRO, DANDO A TONY A CHANCE DE FAZER UM PONTO. E ELE SE PREPARA... - Lino fez uma pausa teatral. - E É PONTO PARA A GRIFINÓRIA! - anunciou fazendo a torcida se agitar e os sonserinos vaiarem em contra-ataque.
Voei sobre o campo, vigiando Angelina principalmente, que continuava voando com astúcia e sem fraquejar. Mas algo me fez parar. Um balaço estava perseguindo Harry novamente. Fui em direção à ele e acertei o balaço em cheio, mandando-o para longe de Harry e acertando Malfoy no nariz.
Eu ri alto. E Harry voou para longe de mim e antes que eu pudesse torcer para que ele tivesse avistado o pomo, Lino disse:
- HARRY POTTER PARECEU AVISTAR O POMO DE OURO! MALFOY ESTA SEGUINDO ELE... CORRE HARRY! FRED OU JORGE, MANDEM UM BALAÇO NA CARA DAQUELA DONINHA LOIRA E... - ia pedindo, mas Minerva cortou-o.
- Narre o jogo! - ela disse.
- CORRE HARRY! MALFOY ESTA BEM ATRAS DE VOCÊ! BASTA MANDAR O PÉ NA CARA DELE...
- Sr. Jordan, por favor, nada de estimular jogo sujo! - disse Minerva.
- MAS MALFOY QUER MOSTRAR QUE SABE QUADRIBOL, POIS DEU UM EMPURRÃO FORTE EM HARRY QUE QUASE SE CHOCA CONTRA AS BALIZAS! FALTA! FALTA! - gritava desesperado. - E DEPOIS A SENHORA RECLAMA QUE EU ESTIMULO O JOGO SUJO! DIZ ISSO PARA O MALFOY! - dizia Lino, contrariado por Minerva.
Agora não havia muito o que fazer, já que todos os jogadores haviam se voltado para a pequena disputa entre os apanhadores das equipes. Eu podia ver Fred torcendo assim como os outros jogadores, exceto nosso goleiro que vigiava constantemente os artilheiros da Sonserina, como se temesse que eles fossem usar a distração para atacarem.
Eu podia observar Angelina olhando ansiosamente para o nosso apanhador, esperando que ele finalmente alcansasse o pomo de ouro.
- E A DISPUTA CONTINUA! HARRY POTTER ESTA UM POUCO À FRENTE DE MALFOY... ELE ESTICA A MÃO... - houve uma pausa na narração e toda a torcida, tanto Grifinória quanto Sonserina, arfou em unissomo. Não houve tempo para pensar em nada, e toda a arquibancada da nossa casa estava berrando. - E HARRY POTTER CAPITURA O POMO DE OURO! GRIFINÓRIA GANHOU! EU SABIA! EU AVISEI QUE MALFOY ERA UM PÉSSIMO APANHADOR! SONSERINA NÃO FEZ NENHUM PONTO! GANHAMOS DE 190 X 0!
- Por favor, Sr. Jordan. Menos escândalo! - pedia Minerva McGonnagal, mas Lino não pareceu se importar.
- SE FODERAM, SONSERINOS! SE FODERAM! - repetia ele.
- Sr. Jordan! Olhe o palavreado. - repreendia Minerva sucessivamente.
Voei em direção ao chão e cheguei a tempo de ver Angelina dar os parabéns ao Harry e a toda equipe, afinal, haviamos feito um trabalho realmente fantástico. Não era sempre que conseguíamos terminar um jogo com a equipe adversária sem ponto algum. Parte desse mérito era de Angelina, nossa líder mais do que merecedora deste cargo.
Fred veio na minha direção com um sorriso enorme no rosto.
- Eu disse que não precisávamos de sorte! - ele disse enquanto trocávamos um cumprimento. Fred foi cumprimentar Harry e o resto da equipe.
Angelina me pegou desprevenido com um abraço de urso. Com um sorriso que eu sabia dominar meu rosto, eu a abracei tambem. Ela estava em êxtase com a vitória e com uma pontuação ainda melhor do que a esperada.
- Conseguimos! - ela disse.
- E você ainda duvidava? - perguntei rindo. Mas não me juntei aos outros na comemoração. Havia uma coisa que eu precisava fazer. - Vem. - eu disse.
- Para onde? - ela perguntou confusa.
- Ala hospitalar. - respondi puxando-a para longe da baderna.
Angelina bufou atras de mim, provavelmente se lembrando que estava com a mão machucada.
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N/A: repito que eu nunca tinha feito a narração de uma partida de quadribol, portanto espero que tenha ficado boa o suficiente.
Não sei exatamente se o capítulo ficou muito pequeno, mas se ficou, prometo alongar mais no next.
Comentem!
Capítulo Sete:
Narrado por Jorge Weasley
Os poucos meses que se seguiram á formação da Armada de Dumbledore, as coisas melhoraram muito, pelo menos para os intregrantes do nosso movimento anti-Umbrige, ou anti-Ministério, ou anti-Opressão, como quiser chamar. A questão é que as coisas ficaram muito mais divertidas e cheias de adrenalina, mesmo que pouco. Afinal, como disse Hermione, era emocionante quebrar as regras. Embora, para mim e meu irmão - e Angelina -, quebrar as regras não fosse uma coisa muito incomum.
As reuniões da Armada tinham que coincidir com os treinos de quadribol. Afinal, havia muitas pessoas de outras casas que participavam da AD, como costumávamos nos referir às nossas 'reuniões inocentes'. Logo, todos estávamos aprendendo com Harry, que provou ser um ótimo professor, talvez até melhor que Lupin, o que é um gigantesco elogio.
Toda a comunicação da AD ficava por conta da Hermione, que nos entregou umas moedas que anunciavam o horário e a data das reuniões. Os ensinamentos e as aulas, o que aprenderiamos e para o que servia, era tudo Harry quem planejava. E acho que isso melhorou muito o humor do nosso pequeno companheiro. Eu imagino como ele se sente: saber que algo esta acontecendo, mas não poder fazer nada. Acho que a AD deu a impressão de movimento para ele. Eu, Fred e Angelina tínhamos nossas próprias rebeliões à nossa maneira, mas sabiamos a diferença entre nós e Harry. Que era grande.
Enfim, a ação de verdade ficou por nossa conta: desviavámos o Filtch do nosso caminho para a sala precisa; faziamos brincadeiras um tanto necessárias com relação à ele e a Umbrige. Estava sendo um trabalho dificil, porem bem prazeroso, claro. Traquinar pelos corredores da escola era nossa atividade diária desde sempre e agora era nosso dever. O que me parecia meio estranho, mas ainda assim verdadeiro.
Tirando a AD, o único risco recente e, digamos decente tambem, era o quadribol. Sim, o glorioso quadribol cuja líder era nossa maravilhosa Angelina que mantinha o time em um estado bem melhor do que ele jamais esteve. O que não tirava o fato de que isso a estava enlouquecendo, pois, como sempre, Harry estava suspenso dos treinos de quadribol por causa das detenções. Ela mantinha o time em boa forma, treinando conosco todos os dias disponíveis em que não estávamos na AD, nem em detenção.
Mas, tirando esses pequenos detalhes pouco importantes, uma coisa muito estranha estava acontecendo e eu não sabia o que era. A única coisa da qual mantinha conhecimento era de que Angeline e Fred pareciam mais distantes do que eu poderia desejar. Uma coisa que eu não entendia e não havia entrelinhas para procurar um significado. Os dois andavam mais unidos, saiam sem mim pelos corredores. Quando eu questionava o por que daquilo, ambos fingiam que não sabiam do que eu estava falando.
Voltando ao presente, era dia de quadribol! Grifinória x Sonserina! Um verdadeiro clássico para estrear os jogos de quadribol do ano. E é claro que ia dar Grifinória. Certo, você pode pensar que eu sou mesquinho, metido à besta e convencido, mas eu só digo a verdade, meu povo! Pensem comigo: vocês, por um acaso pouco esperado, já viram a Grifinória perder para a Sonserina em um jogo sequer de quadribol? Não! Nós nunca perdemos. Tínhamos um bom time, uma ótima líder, e tínhamos Harry. Sim, o nosso apanhador era o melhor, não havia dúvidas!
Focando no jogo, nós entramos em campo recebidos por uma explosão de aplausos da nossa casa e várias vaias da casa inimiga. O que era extremamente natural. Nada a declarar até esse ponto.
Quem estava narrando desta vez era nosso querido amigo Lino Jordan, como ele sempre fazia.
(N/A: eu decidi não copiar a narração de Lino do livro de J.K Rowling, pelo simples fato de achar que isso é uma fic com alterações - como vocês puderam notar - e que apenas segue os principios descritos no livro, mas que ainda tem um estilo próprio. Desculpem se eu exagerei em alguma coisa e digo que nunca narrei uma partida de quadribol, portanto não julguem a autora!)
- E AÍ CHEGA O TIME DA GRIFINÓRIA LIDERADO PELA ANGELINA JOHNSON ARTILHEIRA DA EQUIPE, HARRY POTTER COMO APANHADOR, FRED E JORGE WEASLEY COMO BATEDORES E O RESTO DOS JOGADORES EU NÃO ME RECORDO O NOME... - ele parou a narração e pareceu meditar sobre o nome do resto do time. - DEIXA EU PENSAR... AH! SIM! AQUELE ALI É O TOMY. NÃO, É O TONY! ISSO MESMO, TONY KEY COMO MAIS UM ARTILHEIRO E TEM TAMBEM O GOLEIRO... JOHN! NÃO, JOHNNY! NÃO, NÃO É ESSE O NOME... - parou novamente e Minerva que estava ao seu lado deu-lhe uma bronca pela péssima naração. - JOSHAM! É ISSO, É JOSHAM! FOI ELE QUE CONVIDOU MINHA IRMÃ PARA SAIR SEMANA PASSADA! CUIDADO JOSHAM, OU EU QUEBRO A SUA CARA MAIS TARDE E...
- Sr. Jordan, por favor foco no jogo. - pediu Minerva.
- TEM RAZÃO, PROFESSORA. DESCULPE. - ele disse e eu ri. Como ele era idiota. Subimos nas vassouras e demos o impulso inicial saindo do chão na mesma hora e logo estavamos voando pelo campo, agitando a torcida, cada um tomando suas posições e esperando o começo do jogo com certa expectativa.
Observei Angelina por um momento. Ela parecia preocupada. Claro, era o time dela que estava jogando. Se perdessemos o primeiro jogo da temporada, ela nos esfolaria vivos. Mas eu não podia culpá-la.
Fred estava do meu lado com o bastão na mão, pronto, como sempre, para acertar os outros atletas. Era sempre bom descontar a raiva em algum balaço, sabendo que ele acertaria, mais cedo ou mais tarde, algum outro jogador, e de preferencia causaria algum estrago.
- Boa sorte, amigo! - desejei a Fred.
- Não precisamos de sorte! Nós sempre arrasamos! - ele disse e deu um soco de leve no meu braço. Nós dois sorrimos.
- E LÁ VEM O TIME DA SONSERINA! - anunciou Lino. - LIDERADO POR STEPHEN MCGUAIER COMO GOLEIRO, DRACO MALFOY COMO APANHADOR... - ele deu uma breve pausa. - TEM CERTEZA DE QUE O MALFOY É UMA BOA ESCOLHA, STEPHEN? - disse se referindo ao líder do time inimigo. - POR QUE, SINCERAMENTE, ELE É PÉSSIMO APANHADOR E SEMPRE PERDE O POMO PARA O HARRY E...
- Sr. Jordan! - repreendeu Minerva.
Lino fez cara de inocente.
- CERTO! EU TENHO QUE SER IMPARCIAL... - ele respirou fundo teatralmente. - VOLTANDO AO JOGO, EU NÃO FAÇO QUESTÃO DE CONTINUAR A NARRAÇÃO DO TIME DA SONSERINA. ELES NÃO MERECEM! SÃO UM BANDO DE MERDAS QUE NÃO SABEM JOGAR! - Lino se encolheu ao olhar acusador de Minerva. - DESCULPE, PROFESSORA! TIVE UMA RECAÍDA! E O JOGO VAI COMEÇAR! - ele anuncia, quase quicando na arquibancada de tanta emoção.
Comecei a voar em volta dos jogadores, procurando balaços desgovernados para mandá-los na cabeça de algum sonserino ridiculo! Tudo estava em paz, por enquanto. Voltei minha atenção para a narração de Lino sobre o jogo, para saber o que estava acontecendo.
- A GOLES ESTA COM O ARTILHEIRO DA GRIFINÓRIA, TONY KEY, QUE ESTA VOANDO EM ALTA VELOCIDADE PARA OS AROS DO TIME ADVERSÁRIO! MAS ESPERE! OS DOIS ARTILHEIROS DA SONSERINA ESTÃO BARRANDO A PASSAGEM! TONY TENTA PELA DIREITA... TENTA PELA ESQUERDA... MAS ESTA TUDO BARRADO! ELE DÁ DE OMBROS! FAZ ALGUMA COISA, TONY! ELE LANÇA A BOLA PARA CIMA EM LINHA RETA PARA NINGUEM MENOS DO QUE ANGELINA! SIM, E ELA PASSA POR CIMA DA BARREIRA FORMADA PELOS ARTILHEIROS DA SONSERINA, VOANDO RÁPIDO E COM ELEGÂNCIA!
Vi um balaço tentar atingir Harry, mas Fred foi mais rápido que eu e, me dando um olha significativo, ele mandou o balaço na minha direção. Me preparei. O balaço veio, mas eu dei-lhe uma pancada com o meu bastão, o que fez a maldita bola voar na direção do goleiro da Sonserina, cujo nome eu não sabia pelo fato de Lino não tê-lo apresentado na narração.
Observei o balaço mandado por mim acertar o ombro do brutamonte. Sim, brutamonte, gorila, tanto faz, a questão é que todos os jogadores da Sonserina eram verdadeiros gigantes. Óbvio que o líder opitou por força e não por cerebro ou talento.
- E O BALAÇO MANDADO POR JORGE WEASLEY, O BATEDOR DA GRIFINÓRIA, ACERTA EM CHEIO O GOLEIRO DA SONSERINA! DEVO DIZER QUE A DEFESA DE FRED WEASLEY, O OUTRO BATEDOR, EM RELAÇÃO À HARRY CONTRIBUIU ASPERAMENTE PARA ESSE MOVIMENTO. - narra Lino com excitação. Minerva parece satisfeita. - ANGELINA APROVEITA A DISTRAÇÃO DO GOLEIRO E MANDA A GOLES PARA UM DOS AROS E... É PONTO PARA GRIFINÓRIA! ESSA GAROTA É DEMAIS, MAS ELA AINDA SE RECUSA A SAIR COMIGO...- grita Lino.
- Sr. Jordan! Narre o jogo! - repreendeu Minerva.
Toda a arquibancada da nossa casa grita enlouquecida. Os uivos da torcida adversária não conseguem quebrar a alegria de um primeiro ponto. As cores vermelha e dourada da Grifinória pareciam deixar a torcida em chamas.
Angelina veio voando na minha direção com um sorriso enorme no rosto. Fred veio cumprimentara com um abraço leve. Ela me mandou um sorriso e saiu voando átras de um jogador que estava na posse da goles. Troquei um olhar orgulhoso com Fred antes de ele voar na direção de um balaço que vinha na direção de Harry novamente. Como sempre, ele conseguiu mandar a bola na cabeça de um batedor da Sonserina que quase caiu da vassoura.
Eu ri.
- POIS É, SONSERINOS! VOCÊS ACABARAM DE PERDER UM BATEDOR! - Lino voltou a narrar. - E AÍ VEM O BATEDOR RESTANTE DA SONSERINA QUE ACABA DE MANDAR UM BALAÇO NA DIREÇÃO DE ANGELINA JOHNSON! - parei com essa afirmação de Lino e voltei minha atenção para Angelina.
Ela voava com a goles embaixo do braço e pareceu perceber o que estava para acontecer, pois jogou a goles para Tony que a agarrou. Mas ela não teve tempo de desviar o braço e, por mais que eu corresse, não consegui chegar a tempo de ver o balaço acertar o braço dela em cheio.
Angelina gritou.
- Droga! - resmungou em cima da vassoura, segurando o braço.
- E PARECE QUE ELE ACERTOU O ALVO! MAS NÃO ANTES DE ANGELINA PASSAR A GOLES PARA TONY QUE ESTA INDO EM DIREÇÃO AOS AROS. MAS OS ARTILHEIROS DA SONSERINA NÃO ESTÃO DANDO BRECHA NOVAMENTE E ANGELINA NÃO ESTA ALI PARA SOCORRE-LO.
Fui em direção de Angelina que segurava o braço contra o peito e gemia de dor.
- Você esta bem? - perguntei.
- Não, eu acho que quebrei o braço. - ela respondeu.
- Falei com a vassoura. - eu disse e ela riu. - Afinal, se ela quebrasse não teria concerto, mas você se recupera rápido. - eu disse pegando o braço dela com calma e examinando. Estava roxo onde o balaço havia acertado e parecia inchado. Estava feio. - Acho melhor você descer para a ala hospitalar. - recomendei.
Ela pareceu ficar chocada.
- Não. Vou ficar aqui e jogar. - discordou.
- Mas esta com o braço machucado. - tentei.
- Então jogarei com o outro. - ela disse, raivosa, e sai voando, guiando a vassoura com a outra mão.
Suspirei. Ela era teimosa.
- E O BATEDOR DA SONSERINA DECIDE AJUDAR OS COMPANHEIROS E MANDA UM BALAÇO NA DIREÇÃO DE TONY. MAS FRED WEASLEY APARECE E MANDA A BOLA DE VOLTA ACERTANDO NOVAMENTE O GOLEIRO, DANDO A TONY A CHANCE DE FAZER UM PONTO. E ELE SE PREPARA... - Lino fez uma pausa teatral. - E É PONTO PARA A GRIFINÓRIA! - anunciou fazendo a torcida se agitar e os sonserinos vaiarem em contra-ataque.
Voei sobre o campo, vigiando Angelina principalmente, que continuava voando com astúcia e sem fraquejar. Mas algo me fez parar. Um balaço estava perseguindo Harry novamente. Fui em direção à ele e acertei o balaço em cheio, mandando-o para longe de Harry e acertando Malfoy no nariz.
Eu ri alto. E Harry voou para longe de mim e antes que eu pudesse torcer para que ele tivesse avistado o pomo, Lino disse:
- HARRY POTTER PARECEU AVISTAR O POMO DE OURO! MALFOY ESTA SEGUINDO ELE... CORRE HARRY! FRED OU JORGE, MANDEM UM BALAÇO NA CARA DAQUELA DONINHA LOIRA E... - ia pedindo, mas Minerva cortou-o.
- Narre o jogo! - ela disse.
- CORRE HARRY! MALFOY ESTA BEM ATRAS DE VOCÊ! BASTA MANDAR O PÉ NA CARA DELE...
- Sr. Jordan, por favor, nada de estimular jogo sujo! - disse Minerva.
- MAS MALFOY QUER MOSTRAR QUE SABE QUADRIBOL, POIS DEU UM EMPURRÃO FORTE EM HARRY QUE QUASE SE CHOCA CONTRA AS BALIZAS! FALTA! FALTA! - gritava desesperado. - E DEPOIS A SENHORA RECLAMA QUE EU ESTIMULO O JOGO SUJO! DIZ ISSO PARA O MALFOY! - dizia Lino, contrariado por Minerva.
Agora não havia muito o que fazer, já que todos os jogadores haviam se voltado para a pequena disputa entre os apanhadores das equipes. Eu podia ver Fred torcendo assim como os outros jogadores, exceto nosso goleiro que vigiava constantemente os artilheiros da Sonserina, como se temesse que eles fossem usar a distração para atacarem.
Eu podia observar Angelina olhando ansiosamente para o nosso apanhador, esperando que ele finalmente alcansasse o pomo de ouro.
- E A DISPUTA CONTINUA! HARRY POTTER ESTA UM POUCO À FRENTE DE MALFOY... ELE ESTICA A MÃO... - houve uma pausa na narração e toda a torcida, tanto Grifinória quanto Sonserina, arfou em unissomo. Não houve tempo para pensar em nada, e toda a arquibancada da nossa casa estava berrando. - E HARRY POTTER CAPITURA O POMO DE OURO! GRIFINÓRIA GANHOU! EU SABIA! EU AVISEI QUE MALFOY ERA UM PÉSSIMO APANHADOR! SONSERINA NÃO FEZ NENHUM PONTO! GANHAMOS DE 190 X 0!
- Por favor, Sr. Jordan. Menos escândalo! - pedia Minerva McGonnagal, mas Lino não pareceu se importar.
- SE FODERAM, SONSERINOS! SE FODERAM! - repetia ele.
- Sr. Jordan! Olhe o palavreado. - repreendia Minerva sucessivamente.
Voei em direção ao chão e cheguei a tempo de ver Angelina dar os parabéns ao Harry e a toda equipe, afinal, haviamos feito um trabalho realmente fantástico. Não era sempre que conseguíamos terminar um jogo com a equipe adversária sem ponto algum. Parte desse mérito era de Angelina, nossa líder mais do que merecedora deste cargo.
Fred veio na minha direção com um sorriso enorme no rosto.
- Eu disse que não precisávamos de sorte! - ele disse enquanto trocávamos um cumprimento. Fred foi cumprimentar Harry e o resto da equipe.
Angelina me pegou desprevenido com um abraço de urso. Com um sorriso que eu sabia dominar meu rosto, eu a abracei tambem. Ela estava em êxtase com a vitória e com uma pontuação ainda melhor do que a esperada.
- Conseguimos! - ela disse.
- E você ainda duvidava? - perguntei rindo. Mas não me juntei aos outros na comemoração. Havia uma coisa que eu precisava fazer. - Vem. - eu disse.
- Para onde? - ela perguntou confusa.
- Ala hospitalar. - respondi puxando-a para longe da baderna.
Angelina bufou atras de mim, provavelmente se lembrando que estava com a mão machucada.
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N/A: repito que eu nunca tinha feito a narração de uma partida de quadribol, portanto espero que tenha ficado boa o suficiente.
Não sei exatamente se o capítulo ficou muito pequeno, mas se ficou, prometo alongar mais no next.
Comentem!
P.S: desculpem os erros de portugues.