Capítulo Oito
Ela não estava no melhor dos humores na manhã seguinte. Havia se virado e dado voltas na cama, excitada, furiosa, e assustada.
Assustada com as sensações que havia sentido quando Harry a havia tocado, de sua própria reação a ele, e da vinculação que podia sentir ligando-os juntos. O último era a essência da questão. Ela nunca se uniu com ninguém fora de sua família, sobre tudo com um homem tão duro e tão formidável como Harry.
Ela sabia o que ele queria dela, sabia que não ia deixá-la em paz ou a ignorar as mesmas coisas contra as quais ela tinha lutado para não fazer caso durante tantos anos. Poderia facilmente evitá-lo se pudesse convencer-se de que não era algo que queria; mas ela sabia que era. Desejava tanto aprender a controlar seus talentos, como a separar-se de suas capacidades e examinar cuidadosamente os ecos de emoções com pleno conhecimento. Ela nunca teve êxito sozinha, e embora temesse o fracasso de tentar outra vez sabia que o faria. Faria-o porquê a oportunidade estava ali; porque sabia que esta bem, podia ser sua última oportunidade.
Com as emoções formando redemoinhos tão agitadamente em seu interior, não foi nenhuma surpresa que quando Lance ligou, pedindo para ir ao escritório para uma reunião, isto a irritasse.
- Broken Butte não é uma cidade grande. - Hermione exortou Harry enquanto passavam diante do sinal do limite da cidade justo antes do meio-dia - Somos uma comunidade muito unida. Não nos importam os estranhos, mas nós não gostamos dos tipos do governo. - Lhe dirigiu um olhar pelo canto do olho quando ele se sentou com os ombros cansados em seu assento, seu chapéu texano estava baixo para sombrear seus olhos.
Maldição, ele tinha boa aparência com aquele chapéu. E ela não desejava lembrar quão bem parecia; não queria reconhecê-lo. Ela ainda ardia por seu toque da noite anterior e estava tão desesperada por ser possuída que era uma surpresa que não tivesse ido a sua cama ontem à noite.
- Prometo que estou ensinado, Hermione. – ele arrastou as palavras.
- Só porque isso o convém neste momento. - grunhiu ela, movendo-se em seu assento enquanto entrava na borda externa da cidade.
Ela era consciente do longo olhar que lhe dirigiu. Era impossível não ser consciente disso. Seu corpo estava tão sensível agora que jurou que podia sentir seu olhar fixo passear sobre si.
- Hermione, amor. - castigou ele, sua voz que se fazia mais profunda em um trocadilho sensual de maneira escandalosa - Prometo me comportar. Jonas assegura que fui aprovado em cortesia com muito êxito.
Ele esteve assim toda a manhã. Brandamente sardônico, olhando-a, com seu paciente olhar enquanto parecia esperar algo. Ele podia esperar até que o inferno gelasse. Não importava o que ele quisesse, ela estava determinada a negar-lhe.
É claro, ela sabia exatamente o que ela queria. Ou melhor dizendo, o que seu corpo queria.
De maneira nenhuma, não importava como. Qualquer coisa que fosse mal com ela, não cederia a isso. Ela apertou mais suas coxas, muito consciente de Harry inalando o fôlego com cuidado. Ele podia cheirar sua excitação e isso só a aborrecia.
- Você, pare. - vaiou enquanto entrava no estacionamento do escritório do xerife - Começa a andar ao redor inalando o maldito ar e todos vão saber exatamente o que é. E Por Deus, fique com esses malditos dentes escondidos. Um brilho desse seu sorriso de vampiro e os meninos correrão gritando.
Ele sorriu devagar.
- Realmente, a maioria parece interessada neles. Inclusive acredito que os dentes falsos de raça venderam mais nos grandes armazéns este ano. Ouvi que o clã da raça está fazendo dinheiro com as vendas.
Hermione entrou na primeira vaga de estacionamento disponível antes de pôr sua cabeça no volante e sacudi-la com derrota.
- Está bem, carinho. - Ela tinha começado a se mexer quando sua mão acariciou devagar suas costas - Farei o meu melhor quando chegarmos a casa.
Sua cabeça se sacudiu.
- Está certamente louco. - gemeu ela, afastando-se de seu toque enquanto ele ria entre dentes diabolicamente. - E guarde suas malditas patas para você.
Seu sorriso era libertino enquanto ele jogava seu chapéu para trás uma polegada, seus olhos se enchiam de alegria.
Hermione tremeu pelo olhar. Ela teria gemido, mas que a condenassem se ia lhe dar a satisfação.
- Vamos. - Ela liberou seu cinto de segurança antes de abrir a porta e sair - Rony já está bastante furioso comigo. Não tenho que chegar tarde a esta reunião para fazê-lo piorar.
- Me lembre para encontrar um companheiro menos beligerante na próxima vez. - Ele suspirou quando ela o olhou com cenho enigmático - Você, Hermione, é completamente hostil. Para uma mulher que cheira tão doce e quente, sua atitude deixa muito a desejar.
Ela apostava que o fazia. Se ele continuasse assim ela ia mostrar-lhe o cano de sua pistola e o deixaria ver realmente o quão beligerante podia chegar a ser.
- Sabe, - disse ele - aposto que se tentar realmente poderia deduzir muito e entender sobre o que vai acontecer nesta misteriosa reunião. - Harry parou a vários pés dos degraus que conduziam às portas duplas.
Ela o olhou fixamente com horror antes de olhar ao redor para assegurar-se de que ninguém ouvia suas palavras blasfemas.
- Cale-se. - espetou ela.
Suas sobrancelhas se arquearam de maneira inquisitiva.
- Venha, Hermione. Seria fácil. Só faça uma pequena tentativa.
Com mofa ela passou a frente dele e se dirigiu às escadas. Ela ouviu seu suspiro um segundo antes que com um grunhido pequeno e divertido de risada a precedesse nos degraus.
- Bom, ao menos poderia ter tentado. - Ele conseguiu agarrar o trinco antes que ela o fizesse, abrindo-a com um floreio enquanto ela revirava os olhos com exasperação.
A fúria do agente Jenson a golpeou quando ela passou por seu escritório. Estava sempre presente a violência escura, a sede de sangue. Ele não era um dos tipos bons, mas até que rompesse a regra correta Rony não podia desfazer-se dele. Aquela borda de violência a chateava até que Harry se aproximou, distraindo-a com seu aroma masculino limpo e a aura de excitação masculina que voava ao redor de seus sentidos.
Hermione aspirou profundamente, baixando a cabeça enquanto apertava os dentes e se movia resolutamente para o escritório de Rony, no final do edifício. Separada dos escritórios centrais pelas salas de visita, isso proporcionava uma sensação emocionalmente menos caótica.
Rony era uma pessoa tranqüila, não dada à violência, embora com uma borda desigual de amargura que entristecia Hermione. Mesmo assim era a pessoa que lhe era mais fácil ter ao redor.
Ela chamou em sua porta.
- Entre. - espetou Rony.
Hermione deu a Harry uma olhada franzindo o cenho quando agarrou o trinco, sentindo a cólera de Rony filtrando-se pelo painel.
- O que fez? - assobiou ela, absolutamente reconfortada por seu olhar inocente.
- Eu? - Ele arqueou sua sobrancelha, seus olhos cintilando com diversão - Fui um bom leão, querida. O que você fez?
Ela resfolegou ante sua resposta antes de empurrar a porta para abri-la e entrar na sala.
Ela era consciente da tensão que se rompia ao redor dela no minuto em que entrou na sala. Embora tivesse sido alheia ao outro habitante que estava em pé no canto da sala. E ela apostou que ele era uma raça. Perigoso, poderoso e não no melhor dos humores.
Seus olhos estreitaram no instante em que ela entrou, e o calor alagou seu rosto quando ele levantou sua cabeça e inalou rapidamente.
Filho da puta. O que faziam eles, iam ao redor de cada mulher no mundo inalando-a como uma comida em potencial? Mesmo que ela estivesse brincalhona. Não tinham cheirado alguma vez antes uma mulher brincalhona? Ou ela era diferente de algum jeito?
O pensamento ridículo fez que ela se virasse e fulminasse Harry com o olhar. Ele fechou a porta atrás dele e contemplou o outro inquilino da sala com um olhar ligeiramente interrogador. Claramente ele estava tão surpreso quanto ela.
- Jonas. - Sua voz era cautelosa quando Hermione caminhou para o lado, mais perto da mesa de Rony.
- Harry. - O outro homem inclinou sua cabeça devagar, seus olhos estranhos, de prata, moveu-se para Hermione e depois a Harry outra vez.
Era uma figura imponente. Tão alto quanto Harry; musculoso, selvagem. Mas este Jonas podia ser facilmente um assassino. Hermione podia sentir a escuridão que o rodeava, as emoções que ressonavam dentro dele como um relâmpago em meio de uma tempestade. Raiva, escura e apenas contida, lutando pela liberdade. Mas também podia sentir a honra, a dor e a pena. A pena era quase tão espessa como a raiva. Todas as emoções, entretanto, estavam submetidas, apenas sensíveis enquanto uma aura de controle e determinação as continha.
- Há algum problema, Rony? - Ela contemplou seu primo.
- Hermione, apresento Jonas Wyatt. Viu-o na noite em que os Coiotes foram recolhidos em sua casa. - lembrou-lhe Rony com um fio frio em sua voz.
Hermione assentiu.
- O que aconteceu? - Harry não parecia inclinado a ficar com rodeios. Ele se moveu diante dela, confrontando Jonas.
Ela se moveu para o rodear, levantando unicamente as sobrancelhas quando ele se moveu diante dela, bloqueando-a outra vez.
O grunhido irritável de Jonas quando ela empurrou Harry para fora do caminho fez que seus olhos se estreitassem nele.
- Rony? - Ela se virou para seu primo, cansando-se cada vez mais do cenho franzido desaprovador que Jonas Wyatt tinha fixado nela.
- Lhe pergunte. - Ele agitou sua mão para a raça - Ele convocou a reunião exigindo segredo. Só vivo para servir.
Hermione estremeceu. Claramente, ele tinha recebido uma ordem de muito alto nível, senão não estaria tão zangado.
Jonas deu a Rony um olhar frio.
- Peço perdão realmente, Sr. Weasley. A necessidade do segredo era alta. O relatório que recebi de Harry sobre a lista encontrada naquela caverna era inquietante. A informação proveniente de outras fontes o era mais ainda. Eu tinha que avaliar a situação por mim mesmo.
- O que foi mais reunindo na casa? - Harry estava muito perto. Ele ficou as suas costas, abatendo-se sobre ela como uma sombra escura.
- A impressora está sendo investigada. - espetou Rony - Averiguarei quem teve acesso e o imprimiu. Isso é só uma questão de tempo.
- O que leva tanto tempo? - Ela sacudiu sua cabeça com confusão - Os computadores registram automaticamente essas contra-senhas.
A voz que respondeu enviou um calafrio sobre a carne de Hermione.
- A contra-senha usada era a do Xerife Weasley.
Rony a contemplou. Ela podia sentir a dor irradiando dele, também a proteção. Rony nunca lhe faria mal. Ela sabia como sabia que o sol se levantaria pela manhã e a noite chegaria mais tarde.
- Temos um problema então. - Ela virou-se e olhou para Jonas. Estava seriamente predisposta para que ele lhe desgostasse - Obviamente alguém conseguiu roubar a contra-senha.
- O xerife nos assegura que ele não anota sua contra-senha ou a compartilha. Ele a troca semanalmente e usa protocolos de intimidade restritos a seu computador.
Hermione olhou Jonas durante longos momentos. Rony estava quieto e tranqüilo. E não era um bom sinal. Preparava uma explosão, e era uma que Hermione não desejava presenciar.
- Diga-lhe que pare, Harry. - Ela olhou fixamente nos olhos de prata selvagens quando falou com o homem atrás dela - Agora.
- Também eu gostaria de ouvir uma explicação, Hermione.
Ela se virou para Harry com cuidado.
- Eu disse agora. - lembrou-lhe ela, mantendo sua voz suave, sua fúria estrangulada.
Ela não sabia que jogo jogava Jonas Wyatt, mas sabia que jogava um, e usava Rony para fazê-lo.
- Não preciso de sua proteção, Hermione. – espetou Rony então - Averiguarei…
- Se você ainda estiver neste escritório. - A voz de Jonas era condescendente - Tais enganos não são só criminais, também são incriminatórios, Xerife Weasley.
- Seu filho da puta… - Rony estava fora de sua cadeira e na metade de caminho ao redor da mesa antes que Hermione pudesse andar diante dele, colocando a mão em seu peito. Mas ela o sacudiu para trás rapidamente. Ela afastou os olhos de sua mão, sentindo uma sensação aguda de repugnância ante o toque antes de olhar acima para Rony - Porra. - Ela manteve sua voz suave enquanto deixava um pequeno sorriso lhe assegurar sua confiança.
- Ambos sabemos, Rony. E sei que você encontrará a prova. Não o deixe te açular.
- Maldição, Mione… - Ele estendeu a mão, suas mãos agarraram seus ombros, enviando pulsos de uma sensação parecida com a dor que atacou suas terminações nervosas. Ela estremeceu um segundo antes que o grunhido surpreendente de Harry enchesse a sala e ele a separasse de seu primo.
- Que demônios? - Rony a contemplou com surpresa - Mione, está bem?
Ele estendeu a mão para ela outra vez, só para fazer que Harry a atirasse rapidamente para trás dele, ignorando sua luta quando ele assim o fez.
- Maldição Harry…
- Que demônios está acontecendo? - A voz de Rony estava cheia de confusão. De cólera - Está ferida?
Hermione forçou seu caminho diante de Harry, aguilhoando-o com o cotovelo em seu duro estômago quando ele tratou de pará-la.
- Não me empurre atrás de você outra vez. - Ela o olhou furiosamente - Quando precisar de você em pé diante de mim, avisarei.
O grunhido retumbante que veio de seu peito podia ter intimidado a alguém menos furiosa, pensou Hermione. Mas isto fez pouco para impressioná-la.
Jonas se moveu com impaciência, afastando seu olhar fixo.
- Ele não permitirá que outro Macho a toque, Srta. Granger. - espetou Jonas furiosamente - Provoque-o e poderia encontrar-se com mais do que poderia lidar.
- Não lhe perguntei. - disse ela, enfurecida, consciente de que Rony a olhava com surpresa - Assim pode calar-se.
- Não tinha que perguntar. - Seu sorriso tenso era frio e perigoso - Só fui agradável lhe oferecendo a informação.
- Jonas, não tem sentido o que diz. - indicou Harry, sua voz não era tão preguiçosa como antes, mas não estava menos confuso do que estava Rony - E acusar a Weasley de trair a sua prima não foi seu movimento mais brilhante. - Havia uma pergunta na sua voz quando ele obviamente decidiu não fazer caso da declaração anterior respeito a sua Possessividade com ela.
- As provas estão aí. - indicou Jonas - A lista vem unicamente deste escritório, ninguém mais deveria ter tido acesso. A informação que conseguimos extrair do coiote que capturou indica alguém que trabalha no interior. E Weasley está dentro.
Os punhos de Rony se apertaram, sua expressão se retorceu em linhas de fúria quando ele espetou à raça:
- Estou farto de suas acusações Jonas.
Hermione lutou para parar a tralha de emoções que se fecharam de repente sobre ela. Aproximou-se de Harry e lançou cada escudo que podia forçar diante deles, mas nada ajudava. A cólera de Rony era candente, sua voz cheia de dor e confinando com a violência enquanto os olhos de prata de Jonas se obscureciam perigosamente. Ela sacudiu a cabeça, contemplando-o e lutando contra a caldeira de sensações que formavam redemoinhos a seu redor.
Não podia correr. Não podia evitar as emoções.
- Estou farto de sua incompetência. - mofou-se Jonas - Diga-me, Weasley, você dirigiu Mark e a Aimeé até aquele deserto? Você ficou de enlace com o Conselho de Genética e seus Coiotes? - Sua cólera pareceu um fogo incontrolável, inundando tudo em seu caminho.
- É um inferno. - Rony se moveu para o outro homem, seus músculos se incharam enquanto Hermione sentia a vara de outra emoção. Traição. Uma mentira. Um jogo construído com cuidado.
- Não. Rony, ele está jogando contigo. - Ela saltou diante dele outra vez - Não lhe dê a satisfação de uma luta.
- Jogando o que? - espetou ele, tentando afastar-se dela - Que me condenem se o deixarei ficar em pé em meu escritório e me acusar de tentar matá-la Hermione.
- Pare. - Ela sacudiu seu braço, sem fazer caso do desconforto, olhando-o fixamente com ferocidade - Escute-me. - Seus dedos se apertaram apesar do fogo que se iniciava sob sua pele, a reação áspera ao toque de alguém, mas não tinha sentido. - Ele joga com você, Rony, sabe que não fez nada. Isto não é mais que um jogo.
Ela logo se advertiu que estremecia. Podia sentir a raiva de Rony redobrando-se dentro dele, golpeando em seu interior e exigindo ação. Não podia o deixar lutar; não o deixaria lutar. Era tudo um jogo, construído com cuidado e ela não estava certa de por que razão.
- Hermione, deixe-o ir. - Harry parecia uma torre sobre ela, sua mão cobrindo a sua. Seu toque era frio, consolador onde o toque da carne de Rony a enchia de dor - Ele lhe fez mal. Posso sentir a dor que emana de você. Deixa-o ir.
Ela tremia, lutando contra as sensações, levantando os olhos ao primo que tinha sido um dos pilares em sua vida até onde podia lembrar. A dor não tinha sentido; o desconforto agudo de suas mãos passou como um raio pelo resto de seu corpo, retesando seus músculos e chamuscando sua pele.
- Lhe fiz mal? - O cenho franzido de Rony era aturdido - Mione, que demônios está acontecendo?
Rony se moveu para trás, afastando seu braço brandamente de seu apertão quando ele se retirou, sua preocupação se estendia sobre ela enquanto um chiado escuro de satisfação aguilhoava pela sala. Ela se virou devagar para Jonas Wyatt.
- Eu não gosto de você. - informou ela, apertando os dentes com cólera - É um doente filho da puta. - Ele sabia. Podia senti-lo. Era consciente de suas capacidades, as provando e empurrando-os a todos eles. Seus lábios se torceram sardonicamente.
- Possivelmente. - Ele inclinou sua cabeça reconhecendo o insulto enquanto ela o olhava fixamente com confusão.
- Por que fez você isto? - perguntou ela.
- Porque tinha que fazer. - Jonas arqueou a sobrancelha - Já vê, senhorita Granger, temos um espião em algum lugar deste pequeno sistema. Se não for aqui neste escritório, então em outra parte. Possivelmente em ambos. Averiguarei quem é, de uma ou outra forma. Muito obrigado por me assegurar que neste caso me equivoquei. O xerife Weasley é inocente.
Seus lábios se separaram pela surpresa.
- Era tudo um jogo. - sussurrou ela - Você sabia que eu era empática. Você me usou para tentar apanhar meu primo. - acusou ela, com a fúria crescendo em sua voz enquanto voltava sua cabeça para erguer o olhar a Harry - Você contou. - Agora tinha sentido. De algum jeito ele tinha averiguado sobre suas capacidades empáticas e havia as tornado contra ela encarando a Lance diante dela e logo observando sua reação - Você, bastardo! - Ela lutou contra o apertão de Harry - Você, frio e insensível filho da puta.
- Hermione. Fica quieta. - Os braços de Harry a rodearam quando ela tratou de fechar de repente seu cotovelo em seu abdômen, sacudindo-se contra seu apertão - Não quer fazê-lo sozinha. Agora não mesmo. Por ti voam muitas emoções. Se tranqüilize primeiro e pensa.
Sua voz estava em seu ouvido, cortando o alvoroço caótico do sangue que trovejava em seus ouvidos e das emoções e sensações que atacavam seu cérebro. Fúria. Cólera. Esta era sua fraqueza. Ela sozinha não podia dirigir nem sequer o escudo mais simples contra elas.
Rony tratara de retirar suas próprias emoções, de guardá-la da dor de sua fúria; mas estava ainda ali, voando pela sala como se fosse uma entidade separada.
Ela podia sentir-se estremecendo no apertão de Harry. Ela respirava fortemente, absorvendo sua mente nas ondas psíquicas que rodavam pela sala. Tantas emoções. Mas sobre todos elas, satisfação. Satisfação, assim como cólera, e esta se derramava de Jonas Wyatt.
Seu olhar fixo se ergueu a ele quando ela aferrou o controle da frágil barreira que podia sentir ao redor dela, a calma que fluía de Harry e a cercava em sua proteção.
- Saia deste escritório, Jonas. - espetou Rony - Agora. E não se incomode em voltar aqui.
- Sinto muito Xerife. - O sorriso de Jonas era plano, apertado com sua própria cólera agora - Infelizmente, ainda não terminamos completamente. Vim para encontrar um espião; pelo contrário averiguo que meu melhor Executor se acasalou com sua prima. Um pequeno desenrolar completamente interessante, devo dizer.
Harry se congelou atrás dela enquanto Hermione piscava para a raça.
- Do que você fala? - espetou ela.
De repente, o ar no quarto se sentiu muito espesso, também muito cheio de tensão para permitir que ela respirasse. Jonas deu uma olhada atrás dela a Harry.
O sorriso de Jonas era frio.
- O acoplamento não vai lhe fazer muito bem a menos que o complete, Harry. Se apresse em engravidá-la antes que fique louca.
Nada disto tinha sentido. Jonas não tinha sentido.
- Empurra-me muito longe, Jonas. - O grunhido de Harry era selvagem, animal - Insulta-a outra vez e o matarei.
A sobrancelha de Jonas se arqueou, seu olhar fixo se fechou em seu rosto.
- Insultei-a? - murmurou ele - Declarei um fato, Harry. Você se acasalou com esta mulher. Isto é um fenômeno pouco conhecido que começou com Callan Lyons, o líder do clã, e sua mulher. Ambos estão em meio ao Calor de Acoplamento. Você a marcou, beijou-a, infectou-a desse hormônio em sua língua que é mais obrigatório que o matrimônio. E há só uma cura. - Seus lábios se curvaram com frieza - Bem, possivelmente não uma cura exatamente, mas uma das poucas esperanças de aliviar a excitação que se fará tão dolorosa, tão debilitante que arriscará cada área de sua vida. Felicitações, companheiro. - O último comentário carecia de qualquer sinceridade absolutamente. Não que isto lhe importasse.
A surpresa agora enchia a sala. Esta se fechou de repente nela, estendendo-se por seu cérebro enquanto se virava devagar para encontrar o olhar fixo de Harry e sentia o absoluto e completo horror que emanava dele e golpeava sua mente, cegando-a a qualquer outra emoção.
Sua negação foi tão forte, tão feroz que a golpeou como uma porrada, empurrando-a para trás, colocando a mão nas profundidades de sua alma, murchando uma esperança que não sabia que tinha florescido em seu interior.
Naquele momento, ela amaldiçoou suas capacidades com tudo que o tinha, tão ferozmente quando blasfemou aos homens que a olhavam fixamente.
- Eu tampouco o queria. - sussurrou finalmente ela enquanto algo em sua alma ardia de atormentadora dor, forçando a mentira entre seus lábios enquanto se virava e se movia nervosamente para longe dele - O que realmente quero são explicações. – virou-se para Jonas, piscando para conter as lágrimas que se reuniam em seus olhos enquanto encontrava seu olhar de pederneira - Agora.
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