Era uma tarde de sábado bastante agradável na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Os alunos estavam em sua maioria jogados pelos jardins do colégio. Alguns aproveitavam para brincar à beira do lago negro, outros descansavam sob as sombras das enormes árvores e alguns corriam animados. Uma típica cena daqueles filmes adolescentes americanos.
Sim, filmes adolescentes americanos, daquele tipo que tem a mocinha, o cara gostoso malvadão e sem cérebro, o cara gostoso bonzinho, os amigos retardados do cara gostoso bonzinho, as amigas da mocinha e uma história de romance água com açúcar. E bem, para falar a verdade, Hogwarts era o cenário perfeito para esse tipo de filme.
E nós tínhamos a história quase perfeita para esse tipo de filme. É, quase perfeita, porque a mocinha não era tão mocinha assim, o cara bonzinho não era tão bonzinho, o malvadão gostoso nem era assim tão gostoso. Para ser sincera, era meio que uma historia dupla, mas uma dependia da outra.
Cameron Burton era apaixonado por Lily Potter, que arrastava uma asa para o lado de Kalvin Jacons, que era o maior metido de todos os tempos e que, por sua vez, apostou com os amigos que seduziria Lily até a noite do baile de formatura das turmas do sétimo ano. Mas para sair com Lily Potter era preciso arranjar um encontro para a prima dela: Rose Weasley.
Até aí tudo bem, se Rose não fosse uma tremenda M-A-L-A. Então quem seria suficientemente sangue-frio para domar a megera? Scorpius Malfoy era o candidato perfeito, já que tinha fama de ex-presidiário e outros ‘atributos’ a mais. Só que Scorpius não aceitaria uma tarefa tão difícil sem receber algo em troca. Mas Cameron tinha um plano. Um plano confuso e quase infalível.
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