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4. Parte IV


Fic: Impossing Ravenclaw - O Legado de Rowena


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Onde é que eu estou?

Naoku se perguntava, abriu os olhos e nada enxergou, seus pensamentos foram interrompidos pelo pior som que ela já poderia ter ouvido.
Eram gritos. Gritos de horror. Terror. E dor. Várias pessoas gritando ao mesmo tempo, as vozes pareciam vir de todas as direções, até mesmo de cima e de baixo de Naoku.
Tentando não ouvir esse terrível lamurio, agora conseguindo mover-se, ela encolheu-se e colocou as mãos nas orelhas, apenas para descobrir que os gritos se manifestavam até pelo seu corpo.

É impossível não ouvi-los...

No chão, encolhida como nunca. Não sabia se seu corpo tremia pelo incrível terror que os horríveis gritos implicaram em seu ser, ou pelo contato com a fria pedra abaixo de si.
Os gritos tornam-se tão insuportáveis, que seus próprios pensamentos são dificilmente decifrados agora. Sua cabeça latejava numa dor quase crônica, como se cada voz diferente fosse um agravante para isso. Tudo girava, e o chão, tão frio de início, agora hora existia, hora não.

Até que, milagrosamente, tudo cessa.

O chão, dolorosamente, volta a existir. E o som agora, é muito diferente. O som da chuva chegou a seus ouvidos, antes mesmo da sensação de estar realmente chovendo sobre o próprio corpo.
Sentia-se exausta, estava ajoelhada na terra molhada, se apoiava nas mãos, e sentia o seu corpo estremecer a cada pingo de chuva que a tocava. O cheiro da terra molhada chegava até ela e começando a se acalmar, quando um baque em seu estômago denuncia que ela mais sentiu do que ouviu a palavra que chegava até seus ouvidos.

Sangue

O cheiro de terra molhada mistura-se ao do metal do sangue embrulhando seus sentidos. Uma voz ao longe, parecia gritar por ela. Sem poder distinguir nada, tenta ordenar os pensamentos. Até que consegue entender algo.

Mãe

“ Se você não vier logo eu vou morrer...”

Não...

“ Vou morrer... e você sabe disso... “

Não mãe! Você não vai...

“ Vou sim, e você não vai vir... “

Eu estou indo... eu só...

“ Não, você é covarde... não vai vir... e eu vou morrer por causa disso... “

Não mãe...!

“ Você vai ficar sozinha. Quando eu morrer... ficará sozinha... “

Ela se levanta com dificuldade e olha ao redor, não há nada. Só o escuro.

Mãe

Tenta em vão.

Mãe

Mãe, ...

MÃE!!!

Encontra sua mãe num chão de pedra.

NÃO MÃE!!!

Ela está morta e vozes ecoam na cabeça de Naoku. Vozes conhecidas.

De Karolin “ É culpa sua! “

De Lana “ Culpa sua. “

De Amy “ Tudo culpa sua “

De Yuna “ Vê o que fez? “

Até mesmo de Rony “ Culpa sua... “

Hermione “ Você deixou que acontecesse... “

E Harry “ É culpa sua... “


“ NÃO!!! “ foi tudo o que Naoku conseguiu pronunciar, antes de, nem ela soube como, inclinar para fora do leito sua cabeça, e pôr para fora todo o café da manhã que ela não tomou.
“ Naoku, tudo bem!? “ ouviu a voz de Hermione muito longe, apesar de saber que ela estava no leito vizinho. Na enfermaria.
Ela não conseguiu responder, depois de cuspir mais alguma coisa que não podia imaginar o que era, sentou-se no leito e encolheu as pernas contra o próprio corpo, os braços abraçando os joelhos. Inclinou a cabeça com força contra os braços esperando a tontura passar. Novamente a voz de Hermione lhe pareceu distante.
“ Madame Pomfrey! Pode ajudar!? “ ela chamou.
A enfermeira veio rapidamente, prostrando-se pero de Naoku.
“ Tudo bem? O que há? O que está sentindo? “
“ Eu estou... bem... estou bem! “ diz Naoku, sem saber se tentava convencer a enfermeira ou a si mesma.
“ Mas o que aconteceu? “ a enfermeira perguntou o motivo pelo qual Hermione a chamara.
“ Ela...” Hermione fala, apontando para onde o não-café-da-manhã de Naoku estava.
“ Ah! É uma indisposição estomacal? Quer que eu trague...“ mas Naoku não deixou Madame Pomfrey terminar.
“ Não... eu já tomei mais poções entre ontem e hoje do que em toda a minha vida... “ ela já se sentia um pouco melhor.
“ Tem certeza? “ pergunta a enfermeira desconfiada.
“ Tenho. “ responde simplesmente.
“ Tudo bem, eu acho... “ a enfermeira saiu do aposento, não antes de apontar para o líquido no chão sua varina e fazê-lo desaparecer, murmurando “ Evanesce... “

“ Tudo bem mesmo? “ pergunta Hermione, preocupada.
“ Tudo. “ responde a outra, olhando ao redor, a tontura já passou. E estava determinada a não dormir mais. Não passaria mais nenhum segundo com os olhos fechados, tentava apagar de sua mente a imagem de sua mãe morta.
“ Foi... foi só um pesadelo. “ diz para Hermione.
“ Sua mãe... ela estava...? “
“ Sim, me Legimenciando. Eu acho...“ responde Naoku, deixando o cansaço e a tristeza transpassarem em cada palavra.
“ Você não pode acreditar nos sonhos! Como ela esta sendo controlada, vai fazer de tudo pra te confundir! “
“ É, eu sei, e pra me confundir, eles também podem usar tudo o que minha mãe sabe sobre mim, contra mim...”
“ Isso é... horrível. “
“ É... mas... do mesmo jeito que ela me conhece bem, eu a conheço, e sei que minha mãe vai achar algum modo de me ajudar a achá-la, de um jeito ou de outro. “ sua convicção também transpassava por seu olhar, constatou Hermione.
“ Sei que você... Nós vamos conseguir! “ Hermione a olha, determinada.
“ Não sei se vocês deveriam ir... quer dizer, eu realmente agradeço a ajuda, mas... é perigoso! Eu devia ir sozinha! “
“ Entendo o que te pensar isso, mas é exatamente por ser perigoso, que você não devia ir sozinha! “ deixando bem claro em suas palavras, o quão óbvia a colocação era, Hermione a olhava resoluta. “ Além do mais, você ouviu o que o Harry disse hoje cedo, nós vamos com você, assim como suas amigas. “
“ Acho que não posso impedi-los... não é? “ Naoku não esperou pela resposta “ Potter... Harry, deve querer... bem, vingar os pais dele... “ estava encabulada por dizer isso, mas era o que achava, e raramente deixava de dizer o que pensava. Mas logo descobriu que não era bem assim. “ Na verdade, sei que Harry não é vingativo. Nem se tratando do próprio... bem você sabe... Voldemort... “ responde Hermione.
“ Você fala o nome dele, também... “ diz Naoku, não com medo, mas com estranha curiosidade.
“ É, estou tentando, mas ainda não me acostumei... “
“ Por que tenta então? “
“ É como o Professor Dumbledore diz ‘ter medo de dizer o nome de uma coisa, só aumenta o medo da própria coisa...’”
“ Por que ele não usou toda essa sagacidade a meu favor? “ o tom de raiva da voz dela desaparecera, mas havia, sem que ela se desse conta disso, uma certa mágoa, como se o diretor a tivesse decepcionado.
“ Talvez ele tenha agido conforme achou melhor... “ Hermione não tinha exatamente uma opinião formada sobre isso, por mais que tenha tentado achar uma resposta para o estranho comportamento do diretor, não achara, e quase ficou sem saber o que dizer a Naoku.
“ Sei disso, mas nem sempre o que achamos é o melhor! “
“ Olha quem fala! “ Hermione sorria “ Você queria sair do colégio ontem à noite! “
“ Tá, eu sei... “ Naoku esboçava apenas um sorriso “ Impulsividade é um da minha listas de defeitos que eu pretendo mudar... um dia! “
Hermione notou o meio sorriso e agradeceu por ela parecer realmente melhor.
“ Mas voltando... “ Naoku a olha inquiridora “ por que então o... Harry... vive se metendo em confusões? “
“ O pior de tudo é que eu tenho que admitir, as confusões o procuram! Como no ano passado, ele realmente não se inscreveu no Torneio Tri-bruxo... foi tudo um plano de V-Voldemort para pegá-lo “ responde Hermione, estremecendo só de lembrar de tudo o que Harry passou nas mãos de Voldemort e Rabicho. “ Só que quase ninguém acredita, e você, acredita? “
“Acho que sim, apesar de tudo o que dizem por ai, ninguém é maluco o suficiente pra simular tudo o que aconteceu. “ Naoku responde com se fosse óbvio.
“ Bem, foi o que aconteceu, e Harry parece que... segue adiante depois que a confusão se ‘apresenta’ pra ele, continua até tudo estar resolvido. Acho que... é mais pra que outras pessoas não passem pelo que ele e os pais dele passaram, principalmente as pessoas que ele ama. “ Hermione ainda afirma.
“ Mas eu mal o conheço e ele quer me ajudar! “ novamente Naoku tenta dizer o óbvio.
“É “ concorda Hermione, e logo abre um sorriso maroto “ ás vezes é só Complexo de Herói mesmo! “
“Complexo de Herói...? “ ecoou a outra.
“ É “ responde a grifinória “ esse é um dos defeitos/virtudes do Harry... às vezes não dá pra distinguir, esse faz com que ele esteja sempre se machucado mas mesmo assim, fofo! “
“ Fofo!? “ novamente remenda Naoku.
“ É, vai dizer que não é fofo tentar salvar a tudo e a todos? “
“ Se fosse algum tempo atrás eu diria que é burrice... pensando bem, nem tanto. Mas fofo!? “
“ É. “
“ Se você tá dizendo! “
“ Não ria de mim... “
“ Tudo bem, mas mudando de assunto... que horas são? “ pergunta Naoku, olhando pela janela o sol quase tocando o horizonte.
“ Cinco e dezessete, exatamente... “
“O quê? Eu dormi tanto assim!? “
“Sim, suas amigas vieram aí, mas resolveram não te acordar “ disse Hermione, e lançando um olhar estranho para Naoku, acrescentou “ Veio também um garoto... te ver... parecia muito preocupado e fez muitas perguntas, disse que viria depois, ele é da grifinória, mas nunca conversei com ele... “
“ Zell... “ diz Naoku desviando do olhar de Hermione.
“ Esse mesmo, ele é... “
“ Não! Só um amigo... um bom amigo... ”
“ Tá, sei! “ e Naoku acaba de descobrir o olhar-sabe-tudo de Hermione.
“ Ah! E você e o Harry!? “
“ É diferente, nós não... “
“ Não é nada diferente... “ no meio da pequena discussão, as duas não ouviram a porta se abrir, seis pessoas entram na enfermaria.
“ O que ‘não é nada diferente...’? “ pergunta Rony com Harry e as amigas de Naoku.
“ Ah! Não é da sua conta Rony! “ responde Hermione irritada, ficando levemente corada.
“ Vejo que você já está perfeitamente bem! “ diz Rony a contra gosto se aproximando da cama da amiga.
Hermione limitou-se a lhe lançar um olhar-sabe-tudo.
“ Você está melhor? “ Karolin pergunta para Naoku, que esboçando o melhor sorriso que os últimos acontecimentos lhe permitiam, respondeu.
“ Sim... e ah... a Hermione falou que vocês vieram aqui enquanto eu dormia, vocês deviam ter me acordado... “
“ Não queríamos te incomodar “ diz Lana “ além disso você precisava descansar. “
Conversando sobre vários assuntos, todos eles tentavam tirar os pensamentos ruins de Naoku, e até certo ponto, conseguiram. Mas ela tentava a todo momento, achar uma brecha na conversa, para tentar pedir a ajuda de todos para montar um plano de como ajudar sua mãe. Não havia como tirarem dela a preocupação e tristeza que sentia, mas ela tentava também sempre parecer bem, apesar de não ser bem assim.
Como a brecha não vinha, por que alguém falava realmente com empolgação, ou por que a enfermeira aparecia para entregar a Naoku algo para comer, ou até por que algum amigo de Hermione ou de Naoku também aparecia para dizer um oi, Naoku desistiu de tentar falar algo, mas aproveitou a situação para conhecer melhor, Harry, Rony e Hermione, assim como todos pareciam fazer, os três e também suas amigas, estavam apenas, se conhecendo melhor.


Naoku acorda sobressaltada, um pouco perdida. Não sabe onde está. A vertigem se abate sobre ela com a força de um tempestade.
Com a tontura girando sua cabeça, reconhece a cabine do trem onde ela, sua amigas, Harry, Rony e Hermione passam a noite, esperando chegar em seu destino na manhã seguinte.
Sentindo um gosto ruim e estranho na boca, abre violentamente a janela ao seu lado, despertando, Harry, Hermione e Karolin. Coloca a cabeça para fora e vomita o que tinha em seu estômago, depois de mais algumas tosses, volta para o seu lugar e cai sentada.
“ Tudo bem? “ pergunta Karolin, segurando a mão da amiga.
“ É, ótimo! “ responde Naoku com uma ironia calma.
Harry olha para Hermione, e ela o entende sem que ele precisasse dizer algo. Se levanta e ajoelha-se em frente a Naoku que tinha a cabeça baixa, entre os joelhos.
Abrindo sua bolsa, que pendia de seu lado direito, procura por algo, achando, vira-se para a corvinal.
“ Sei que isso não ajuda muito mas...é só o que tenho... “ murmura, lhe entregando um pequeno frasco com uma poção azul clara . “ Está melhor? “ pergunta após isso.
“ Bastante! “ responde Naoku sinceramente, espantada com o efeito quase imediato devolve o pequeno frasco quase vazio à Hermione.

Depois das frustradas tentativas deles de conversarem na enfermaria sobre o que fariam depois que Naoku estivesse melhor, resolveram esperar que essa recebesse alta e depois montariam um ‘plano de ação’ como descrevera Amy.
Naoku, suas amigas e Zell, foram no funeral do pai da primeira no dia após a última conversa que tiveram, o que a deixou um tanto perdida e sem condições de realmente ajudar a pensar em algo para fazer.
Quando Hermione saiu da enfermaria, começou a juntar informações úteis, e quando Naoku também recebeu alta, elas tinham o plano quase todo formado. Para o espanto de Rony, que ainda se achava ‘perdido no meio de tanta menina’.
Apesar da dificuldade de imaginar para onde os Comensais poderiam ter levado sua mãe, Naoku decidiu, e todos concordaram, que eles teriam de passar da casa dela, para no mínimo, terem uma pista sobre como tudo aconteceu. A monitora da Corvinal tinha um certo sentido, algo que ela não conseguia explicar direito, algo que dizia lhe que sua mãe havia deixado alguma pista de seu paradeiro.
Com todos a par do plano, tiveram que esperar pela semana seguinte, no passeio para Hosgmead, onde decidiram que não voltariam para Hogwarts, pelo menos não junto com os outros alunos.
No meio da semana, Harry e Rony, usando a capa de invisibilidade e a passagem secreta da Gárgula Caolha, partiram para Hosgmead, atrás dos horários dos trens. Os dois fizeram tudo o mais rápido e silenciosamente quanto foi possível, para não chamarem a atenção de ninguém.
No final de semana, logo no começo do passeio ao pequeno vilarejo, se dividiram e compraram alguns alimentos, já que calcularam que o trem que pegariam até Londres, ás 18:30 demoraria o equivalente ao que o Expresso de Hogwarts demora a chegar até a escola, praticamente um dia inteiro, fazendo com que chegassem ao seu destino na manhã do dia seguinte.
Quando entraram no trem, ficaram em dúvida se todos ficavam na mesma cabine ou se separavam, no mínimo em duplas. Dividir-se causaria menos suspeitas que oito adolescentes juntos na mesma cabine, mas se alguém fosse pego, não haveria como avisar os outros, para pedir ajuda, ou dizer algo como ‘não venham em tal lugar...’. Resolveram então ficar todos juntos, já que assim, a sensação se segurança é maior.
Não escolheram uma cabine muito no fim, e a locomotiva não era nem de longe, grande como o Expresso de Hogwarts. E eles estando perto de outros passageiros, talvez amenizasse as supostas suspeitas. Ficaram numa cabine no meio do terceiro vagão, a frente havia o vagão de cargas e mais à frente o de controle, atrás mais três ou quatro vagões de passageiros apenas.
Sentaram-se quatro de cada lado, Harry, Hermione, Karolin e Naoku de um, e Rony, Yuna, Amy e Lana de outro. Rony e Yuna, conversavam animadamente sobre os trouxas, Yuna gostava de falar sobre isso, e Rony se mostrou tão empolgado quanto seu pai estaria. Lana e Amy, pareciam conversar sobre o que não poderiam fazer na frente dos trouxas. O restante às vezes se colocava no meio do assunto, mas só espaçadamente.
Quando o trem partiu, pareceu que um peso saiu de cima dos ombros de todos, e o clima na cabine melhorou sensivelmente, o que deixou a conversa mais prazerosa. Naoku ainda preocupava-se, e muito com sua mãe, lógico, mas há tantos dias não se sentia bem, que quis ao menos tentar aproveitar a euforia e distração que a conversa de seus amigos causavam nela, aproveitando para também ela se distrair um pouco, nem que fosse por alguns minutos.

Agora, esse sensação de bem estar e segurança que era tão bem vinda, parecia passar a quilômetros de distancia da monitora da Corvinal. O feitiço de Hermione realmente a deixou melhor, fisicamente, mas o sentimento de medo, perda, desespero e profunda tristeza que se mesclavam dentro dela, toda vez que acordava de um ‘sonho legimentado’, não podiam ser apagados com um simples feitiço. E agora que seu corpo não tinham tantos problemas que lhe exigiam atenção, os sentimentos lhe batiam com mais força.
Harry e Hermione, depois de observar o silêncio de Naoku por alguns instantes, sabendo que mais nada podiam fazer por ela, voltaram a sentar-se lado a lado no banco da cabine. Pareceu a Karolin e Naoku que eles estavam conversando, mas as duas não saberiam dizer sobre o que, pois não ouviam nada, e nem queriam.
Naoku ainda pensava sobre o sonho, e sobre as coisas que agora sua mãe sabia sobre ela. Ela já sabia que de certo modo, as opiniões de Harry, Hermione e Rony tinham algum peso sobre ela, como a de suas amigas. Mas eles se conheciam há tão pouco tempo, e ela já foi legimentada sobre isso. Isso causava a Naoku um sensação estranha, de que ela estava sendo vigiada o tempo todo, o que ela não entendia, era por que Zell não estava no sonho, esperava que não tivesse um mal motivo por trás disso, já que também de certo modo, a opinião dele contava, e muito.
Percebendo o olhar de Karolin sobre si, se apressou em dizer que estava bem, disse também que tentaria dormir novamente. Se se encostou ao banco, e de mão dada à amiga, praticamente abraçada ao braço da outra, fechou os olhos para tentar dormir, mesmo que não conseguisse tão cedo.
Dando um olhar de relance para Harry e Hermione, sentiu seu estômago afundar dentro do seu corpo, era incrível, como só a visão dos dois, juntos, apenas conversando, a fez desejar com todas as suas forças que no lugar de Karolin, sem desmerecer em nada amiga que sempre lhe ajudou e ainda ajuda nos momentos mais difíceis, fosse outra pessoa. Como estranha, mas obviamente ela queria que Zell também estivesse ali com ela. Instintivamente segurou com sua mão o pingente de sua corrente, uma que ele lhe dera nas férias anteriores, dizendo que era um simples presente, mas que ficaria muito feliz se a visse com ele sempre que possível, desde então, ela não mais o tirou.
Era uma fina corrente de prata, com um pingente. Esse pingente era uma pequena esfera azul-acizentada, que era enlaçada em prata, que lhe mantinha na corrente. Tinha um brilho fraco e etéreo, sendo no escuro, facilmente confundido com um vaga-lume azulado. Era pequeno e delicado. Naoku sempre o usava, geralmente por dentro da camisa.
“ Zell... “ murmurou, sem nem mesmo perceber que o tinha feito.
Karolin, ouvindo isso, lançou-lhe um olhar triste, sabendo que quanto a isso, não poderia ajudar em nada a amiga.

‘ Zell... ‘ continuou pensando Naoku.

ZELL


Andando por entre as cercas brancas que ela mesmo ajudou seu pai a fazer a alguns anos, a única coisa que Naoku pensava era que, quando entrasse em casa, seria real...
Com um pouco de imaginação, nada parecia ter acontecido, pelo menos do lado de fora.
Se prostrando diante da porta, com a mão na maçaneta, percebeu-se em um dilema. Queria entrar logo ali, procurar qualquer pista e desatar a procurar por sua mãe, mas outra parte dela, só queria que tudo fosse mentira, que fosse um sonho, um pesadelo.

O trem chagara bem mais rápido do que eles calcularam, e era plena madrugada quando ele parou na estação King Cross, na plataforma nove e meia. Não foi problema desembarcar e sair da estação sem chamar muita atenção, apenas um gorducho guarda fazia sonolentamente a sua patrulha, e nem viu os jovens entrando e saindo misteriosamente do local. Enquanto os outros passageiros, estavam bem mais preocupados com suas próprias coisas, ou com o próprio sono, para notarem se havia realmente algo de estranho.

Quando Naoku sentiu uma mão em seu ombro, e outra segurando a sua própria, tomou coragem e entrou na casa com Karolin de um lado e Hermione de outro. Passado algum momento, deu alguns passos e ficou bem no centro da sala de estar, os outros entraram logo atrás. Rony segurou um suspiro de surpresa e pesar.
Naoku apertou a sua mão contra a de Karolin, e Hermione a sentiu se retesar por debaixo de sua mão, que repousava no ombro dela.
Tudo estava destruído, apetrechos(?) trouxas e bruxos, todos destruídos, espalhados pelo chão. Desde televisão, radio e cds, até quadros e fotos bruxas em porta retratos, ‘ tudo acabado ’, foi o que todos pensaram, mas não ousaram falar.
A polícia trouxa, que havia chego ali primeiro que o Ministério, havia de marcado o local com faixas amarelas, e marcado também o chão onde o pai de Naoku fora encontrado. Eles não puderam fazer muito, já que estavam espantados com tantas coisas diferentes na casa, o Ministério tivera que apagar a memória de muitos policiais naquele dia.
O primeiro a ver a marca do corpo no chão, foi Rony, que olhando confuso para isso, despertou a atenção de Harry que involuntariamente soltou um gemido e impediu que Rony falasse o que não devia tapando a boca do amigo com a mão.
Naoku parecia estar em transe, olhava diretamente para o chão, toda a sua vida, sua infância, todos os momentos felizes na casa, estavam ali, destruídos junto com tudo dentro do local, ainda olhando para baixo começou a subir os degraus da escada, lentamente.
Todas as portas do corredor estavam abertas, tudo estava revirado, passou pelo seu quarto e parou na porta, observando o estrago. A cama estava com as pernas da frente quebradas, o colchão revirado no chão, sua estante de livros caída sobre a escrivaninha, os livros, trouxas e bruxos, caídos por todo lado... seu computador arruinado... seu guarda roupas rachado e suas roupas também espalhadas pelo chão...


“Mione...” Harry chama a amiga que olhava para o topo da escada onde Naoku acabara de desaparecer.
“ O que foi...? “ ela respondeu com a voz um pouco melancólica.
“ Bem... “ disse apontando para o ‘desenho’ no chão “ Não acha que devíamos... sei lá... “
“Acho que não podemos fazer nada. “
“ Mas não acha que vai ser pior pra ela se... “ ele ainda tenta, mas é interrompido por Yuna
“ Acho que nada pode ficar pior pra ela Harry... “
Harry começou a explicar para os outros o que significava aquilo no chão, arrancando estranhamente um olhar sério de Rony e um olhar triste de Yuna e Amy.


Mais ao fundo do corredor, Naoku encontra os quartos de hóspedes, a biblioteca e o chamado ‘quarto de bagunça’ do seu pai, que ele insistia em chamar de escritório. Todos os cômodos lá em cima estavam revirados, ela não entendia o motivo de terem destruído tudo, só para procurarem uma penseira, talvez quem esteve procurando estava também com uma fúria insana, este pensamento a fez soltar um meio sorriso, imaginando a fúria aumentar mais ainda após terem revirado toda a casa, e nada terem encontrado.
Entrando no escritório de seu pai, sente as lágrimas no rosto, tudo ali, inevitável e obviamente lembra seu pai, desde a poltrona que ele adorava, até os cartões de Beisebol(?) de décadas atrás que faziam parte da sua estimada coleção, agora toda espalhada pelo chão.
Não agüentando mais ficar ali, saiu para o corredor, encostou-se numa parede, esperando que a terrível sensação passasse, mas isso não aconteceu.
Lembrou-se de quando foi viajar com seus pais, há muito tempo, a primeira viajem que ela tem na lembrança. Como sua mãe insistiu para que fossem a uma praia e não a algum pico de montanha como seu pai queria. Começou a se lembrar de como ele se divertiu com uma prancha de surf encantada por sua mãe, que fazia com ele manobras mais que ousadas, tanto pelo mar, quanto acima dele, no ar e também na areia. De como ele a ensinou a nadar, se perguntou quantos litros de água salgada deve ter bebido naqueles dias, já que ela estava indo muito mal. Lembrou-se que esta foi à primeira vez em que seus pais lhe disseram para nunca desistir, mesmo quando se tem muito medo de algo...
Enxugando as intermináveis lágrimas, resolveu olhar o último cômodo da casa, o quarto de seus pais.
Entrando no quarto, que tantas vezes entrou antes, as vezes feliz, as vezes extremamente triste esperando encontrar nas palavras de sua mãe conforto, ou quando mais pequena, morrendo de medo de um pesadelo, buscando proteção nos braços de seu pai...
Ali, não encontrou nada do que fora antes, a magia de um quarto de um casal alegre, feliz e com muitas diferenças. Sabia o quanto eles eram diferentes, e quantas vezes eles contornaram essas diferenças de um modo que Naoku não podia imaginar outras pessoas fazendo.
O local estava totalmente destruído, mais ainda que o resto da casa, parecia que um Feitiço Tornado havia sido lançado ali dentro por algum bruxo jovem demais para poder controlá-lo. Encontrou roupas, pertences, tudo ao chão, todos os móveis destruídos. Andando em meio aos destroços encontrou um porta retrato quebrado, com seus pais nele, um sorrindo para o outro. De tempos em tempos, seu pai dizia algo no ouvido de sua mãe, para depois levar um tapa no ombro, e sair correndo, saindo do campo de visão. Ela por sua vez, gritava sem emitir som com as mãos na cintura, e ele vinha andando hesitante com a cabeça baixa, para depois sorrir para ela novamente.
O choro silencioso de Naoku, se tornou angustiado e desesperado por algum tempo, não agüentando mais o peso das lembranças, segurou a foto fortemente com a mão direita e saiu correndo do quarto. Ainda correndo, passou por Amy e Lana na escada, desviou de Harry, Rony e Hermione, quando sentiu uma mão segurando a sua e viu Yuna a frente da porta, para onde ela se dirigia. Percebeu que quem segurava sua mão era Karolin, Yuna a abraça, tentando reconfortá-la, todos ouviram o choro desesperado.
“ Eu... “ Naoku tentou dizer entre o choro.
“ Você não prec... “ Yuna foi interrompida por Naoku.
“ Eu quero... eu preciso sair um pouco. “ disse se desvencilhando delicadamente do abraço, abriu a porta e parou.
“ Olha... já é tarde, vocês... vocês podem usar os quartos “ dizia de costas para eles, com a cabeça voltada para o chão. “ podem usar qualquer um, menos o do final do corredor... por favor... vejam se conseguem consertar as camas... “
Ainda sem olhar para eles disse “ Eu volto logo... “ e saiu fechando a porta.


“ Alguém... não devia ir atrás dela? “ pergunta Rony após um momento de silêncio depois que Naoku saiu.
“ Será que é seguro deixar ela sozinha? “ pergunta Amy.
Ouvindo isso Lana começa a se precipitar para a porta, mas a meio caminho é interrompida pela voz de Harry.
“ Bem... acho que ela quer ficar sozinha... “
“ É... “ diz Yuna.
“ Talvez ela fique bem... “ diz Karolin olhando pela janela “ Ela inda tá no quintal, talvez ela não saia daqui... “
Um a um, num acordo mudo, todos foram subindo as escadas, o último foi Rony, que lançou um olhar geral para a sala destruída e para a porta que levava a cozinha. Involuntariamente parou o olhar sobre o ‘desenho’ no chão. Se ele estivesse prestando atenção a si mesmo, teria ficado surpreso por não fazer uma expressão de medo, mas sim um olhar sério e triste, pouco antes de seguir os outros escada acima.


Blz... ninguém ta comentando! mas tudo bem, vou continuar postando... e quando uma alma caridosa passar por aki e postar para uma autora iniciante sedenta por opiniões... eu fico melhor.
Mas tai a próxima parte! acharam o Rony diferente? pois naum se preocupem q logo logo verão uma discussão dele com a Mione (hehe^^)
ateh a proxima e COMENTEM!!!!!!!!!!!!!!!

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