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3. Conhecendo-se


Fic: O Segredo da Magia


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry e Hermione entraram na sala ampla e impecavelmente decorada, porém seus olhos não se fixavam no ambiente e sim no jovem que se levantava e na elfa que permanecia sentada e olhava-os analiticamente.

-Algum problema, Potter? –A elfa pergunta a Harry, que fica sem jeito ao notar que ficara muito tempo a observando.

-Desculpe, capitã Short. É que eu não imaginava que fosse tão bonita. –Harry fica ainda mais vermelho e desvia o olhar, não vendo assim o olhar surpreso da elfa. –Eu não conheço muito do povo das fadas, Hermione havia dito que eram parecidos com seres humanos, mas não imaginava que tanto. Se não fosse pelas orelhas pontudas, poderia achar que era apenas uma mulher baixinha.

-Harry sempre foi relaxado nos estudos de História da Magia, então releve a ignorância dele em certos assuntos. –Hermione tinha o olhar reprovador para Harry, que lhe sorria pedindo desculpas pela pequena indiscrição.

-Bom saber que não sou o único que terá muito a aprender. –Artemis fala e dá dois passos a frente, aproximando-se de Hermione. –É um prazer revê-la, Srta. Granger. –Declara afável enquanto se curvava para lhe beijar a mão.

-Então se lembra de mim? –Hermione questiona surpresa.

-E como esqueceria? Quando em plena convenção de medicina me disseram que iriam me apresentar uma menina de minha idade, achei que viria uma garotinha com uma boneca e que mal saberia falar. Porém você apareceu em sua postura elegante, falando naturalmente e sem quaisquer erros, calando o, na época, ministro da economia francês ao falar de economia e política em um francês impecável! Creio que ele nunca pensou que acompanhar a esposa em um congresso de medicina pudesse ser tão perigoso, afinal uma menina que mais parecia um delicado anjo lhe deu uma bela lição de economia. –Artemis fala com um sorriso divertido, parecendo ainda apreciar a lembrança.

-Pelo que me lembro eu não era a única a falar, na verdade diria que formamos uma bela dupla. –Hermione tinha um sorriso cúmplice, que denunciava que os dois haviam propositalmente sido “maus” com o ex-ministro.

-Porque não me disse que já se conheciam? –Holly pergunta a Artemis, tinha uma expressão séria de quem não havia gostado da conversa.

-Porque não houve oportunidade. Nós nunca voltamos a nos encontrar, então quando ouvi o nome dela achei familiar, mas não sabia o porquê. Somente quando pesquisei mais sobre ela e vi os nomes de seus pais e que eram dentistas, me lembrei da ocasião. Tínhamos cinco anos na época.

-Foi pouco antes de eu completar seis, mas confesso que depois daquele encontro eu não resisti a me inteirar mais sobre você e sua família. Acompanho suas publicações, apesar de usar pseudônimos, também fiquei atenta a mudança de rumo dos negócios de sua família e devo dizer que estou muito feliz por terem saído do crime. Uma mente tão brilhante quanto a sua pode fazer coisas maravilhosas trabalhando em prol da humanidade. –Hermione fala de forma simples, querendo deixar claro que apesar de saber com quem estava lidando, não iria persegui-lo de algum jeito.

-Infelizmente não posso dizer o mesmo sobre você, creio que não tenha publicado nada. –Hermione apenas balança a cabeça negativamente. –Aliás, se me permitir, devo confessar que muito me surpreende vê-la em uma carreira policial ao invés de vê-la seguindo os passos de seu tio.

-Na verdade ele está tentando me convencer a levar as duas coisas ao mesmo tempo. –Hermione responde fazendo uma leve careta.

-Mas quem pode culpá-lo, quando Hermione tem tantos talentos. Vê-la se dedicando a uma só coisa parece ser um desperdício. –Harry complementa deixando um pouco a mostra o orgulho que sentia.

-Creio que estejam deixando a jovem sem jeito. –Butler comenta ao ver Hermione, que já tinha as faces róseas, ganhar tons avermelhados na bochecha.

-Tem razão, Butler. A propósito, peça que sirvam o jantar. –Artemis fala para Butler que concorda e sai da sala, então Artemis se vira para os outros dois. –Por favor, fiquem à-vontade. –Fala apontando o sofá à frente, aonde os dois vão se sentar.

-Antes de começarmos a falar sobre o caso, gostaria de lhe dizer, capitã Short, que sabemos que as relações entre bruxos e o povo das fadas não é das melhores, mas nós nos esforçaremos para que possamos trabalhar no melhor ambiente possível. –Harry assegura de modo diplomático.

-Inclusive, Harry e eu ficamos muito impressionados ao ver quantas missões difíceis e bem sucedidas existem no seu currículo, sem dúvida é uma profissional muito competente e experiente. Nós temos experiência de combate e investigação em guerra, este é nosso primeiro caso como aurores e nos sentimos honrados por ter ao nosso lado alguém tão experiente com quem possamos aprender mais sobre procedimentos policiais. –Hermione fala sinceramente, recebendo o apoio silencioso de Harry, o que novamente surpreendia Holly.

-É bom saber que estão dispostos a se esforçar e aprender, precisaremos trabalhar duro e em equipe se quisermos pegar Koboi. –Holly se esforçara para manter o tom sério e Artemis teve que se segurar para não rir daquela postura, que mais parecia de uma capitã falando com jovens cadetes da LEP. Sem dúvidas Harry e Hermione estavam quebrando as defesas de Holly.

-O jantar estará servido em questão de minutos. –Butler anuncia ao voltar para a sala.

-Proponho que até terminarmos o jantar deixemos o caso um pouco de lado. Creio que poderíamos usar este tempo para nos conhecer um pouco melhor. –Artemis propõe e todos concordam.
-Aproveitando o momento, acho que seria bom conversar sobre as expectativas que temos uns sobre os outros. As fichas que enviaram a vocês sobre nós, especialmente sobre mim, pode ter criado grandes expectativas e imagino que, assim como o Sr. Butler, vocês tenham ficado um pouco decepcionados ao me ver. Deviam estar esperando um guerreiro, algo como um Hércules e não um garoto baixo e magro que mal parece ter passado dos dezesseis. –Harry fala de modo leve, quase divertido, como se já esperasse aquela reação.

-Bom, confesso que não imagino alguém com seu porte físico derrotando uma serpente gigante com uma espada. –Butler admite e Harry vê que Holly também se sentia um pouco assim.

-Eu usei minha velocidade, agilidade e bons reflexos para fugir até estar em posição de atacar. Na verdade, fisicamente falando, estas são minhas principais habilidades, apesar de eu ter ganhado uns músculos de lá para cá. –Harry explica querendo tirar qualquer idéia de batalha épica da mente deles.

-Pelo que posso ver, você realmente parece ter músculos definidos e tomar cuidado para manter isto em um nível que lhe permita ser ágil e veloz. –Butler analisa usando de sua experiência. Aquela estratégia parecia realmente inteligente, pois se adequava bastante a alguém com aquela compleição física e que usava principalmente magia para atacar e defender.

-Aos onze anos entrei no time de quadribol da Grifinória, uma das quatro casas em que se divide a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. O quadribol é um esporte onde os jogadores usam vassouras para voar dentro de um campo, minha posição era a de apanhador. O objetivo do apanhador é capturar o pomo de ouro, uma bolinha pequena –Harry mostra o tamanho com a mão para ilustrar melhor –que voa em alta velocidade pelo campo e muda rapidamente de direção, voando muito alto ou muito baixo inclusive. Então, como apanhador, eu precisava por vezes sair do repouso e alcançar rapidamente grande velocidade, em outros momentos eu já estava em grande velocidade e precisava mudar bruscamente de direção por conta de uma manobra ou para continuar seguindo o pomo. Como me explicou Olívio Wood, o capitão do time na época, fazer esses movimentos desgastava muito os apanhadores e exigiam muito do físico, por causa de toda a física envolvida no vôo e nos movimentos, por isso ele me passou uma série de exercícios leves para melhorar minha forma, depois eu fui intensificando até chegar a minha série atual.

-E exatamente que tipo de exigência física o vôo te impõe? –Holly pergunta parecendo interessada.

-Basicamente, uso os braços para mudar de direção, as coxas para dar estabilidade e as costas e o abdômen para regular a aerodinâmica que limita a velocidade. Então, quando mudo de direção em alta velocidade, preciso fazer bastante força com os braços e as coxas para não só forçar o movimento, como evitar a turbulência que poderia prejudicar meu equilíbrio na vassoura e diminuir a aceleração. Quando vôo em alta velocidade e em linha reta preciso de muita força no abdômen e costas para não ser lançado para trás pelo vento, também é o movimento de ombros que permite suaves curvas. –Ouvindo Harry explicar, todos analisaram-lhe o físico mais atentamente, apesar de ser difícil ver através do terno.

-Você parece conservar bem a forma para um apanhador, por acaso pretende tentar seguir alguma carreira esportiva no ramo? –Artemis pergunta curioso, desejava saber se existia uma profissionalização esportiva entre bruxos e como eles conseguiam manter estádio ocultos ou mesmo voar sem serem detectados por radares.

-Harry recebeu diversos convites dos melhores times da Grã-Bretanha, mas não aceitou nenhum, apesar de ter muito talento. Ele preferiu ser auror, como o pai dele foi. –Hermione responde a pergunta e parece feliz com a escolha do amigo, levando sua mão até a dele e pressionando levemente.

-Você também pilota bem, Granger? –Holly pergunta parecendo mais profissional, afinal seria bom conhecer as capacidades de cada um.

-Pode me chamar apenas de Hermione, não vejo necessidade de tratamentos formais entre nós. –Hermione fala de modo simpático.

-Concordo plenamente, a exceção de Butler, que prefere não ser chamado pelo primeiro nome, creio que possamos nos tratar todos pelo primeiro nome. –Artemis concorda e os outros apóiam.

-Quanto à pergunta, eu não gosto muito de vassouras, apesar de Harry odiar quando digo isso, a verdade é que não me sinto segura a centenas de metros do chão em velocidade altíssima em cima de um pedacinho de pau. –Harry faz uma careta de desaprovação ao ouvir aquela “blasfêmia”. –Além disso, devo confessar que entro em um avião se necessário, mas prefiro me manter no chão.

-Ela pilota carros como uma louca. A primeira vez que estivemos em uma estrada, a cada curva eu via o carro capotar. –Harry fala como se estivesse dando o troco.

-O que é um exagero sem justificativa. Eu nunca sofri um acidente e piloto há quinze anos. –Hermione se defende, provocando uma reação de surpresa nos outros três.

-Como pode dirigir desde os quatro anos? –Holly pergunta parecendo perdida.

-Meu avô fez questão de ensinar técnicas de pilotagem a todos os filhos e netos a partir dos cinco anos, porém meu primo é apenas três meses mais velho que eu e quando fomos à fazenda naquele verão nosso avô não achou justo ensinar a ele e não a mim, então piloto kart desde os quatro. –Hermione sorri enquanto responde, vendo que Artemis parecia lembrar-se de algo.

-Em minhas pesquisas sobre sua família havia visto que seu avô chegou a ser profissional, mas abandonou o automobilismo para assumir o escritório de advocacia da família quando o pai dele ficou doente. Também li a respeito de parcerias que ele mantém com os automóveis clubes das cidades próximas a fazenda, parece que lá há uma pista de corrida profissional. –Artemis comenta por alto, fazendo Hermione ter a impressão de que ele testava-a, querendo ver a reação dela ao saber que fora minuciosamente investigada. Claro que ela já esperava aquilo e não tinha nada a temer.

-Você dirige qualquer tipo de automóvel? –Butler pergunta de forma séria.

-De caminhões à motos. –Hermione garante com um sorriso de canto. –Mas imagino que Artemis já saiba disto, talvez até saiba que semana que vem tenho um exame marcado para tirar uma habilitação para embarcações, meu tio me ensinou a pilotar lanchas e aviões, mas os aviões prefiro pilotar apenas nos simuladores que ele me dá, até dei um ao Harry esses dias.

-Aproveitando o assunto, eu trouxe minha vassoura e um pomo-de-ouro para fazer uma brincadeira, Holly, assim posso mostrar como vôo. Na sua ficha estava escrito que você é uma excelente piloto. –Harry fala com um sorriso maroto, parecia achar excitante disputar com uma elfa usando um equipamento de ultima geração dos elfos.

-Claro, seria ótimo pra vermos o que podemos usar como táticas em uma possível operação. –Holly também parecia animada com a idéia, apesar de parecer ter certeza de uma vitória fácil.

-Nesse caso, sugiro uma pequena demonstração da magia que vocês usam, poderíamos marcar para amanhã ou outro dia em que tenham tempo. –Artemis sugere sem esconder o quanto aquilo o interessava.

-Pode ser amanhã, talvez no fim da tarde. –Harry sugere olhando para Hermione que concorda com um aceno.

-Ótimo, eu prepararei tudo. –Artemis fala exibindo um sorriso, que Holly pensou ser bem charmoso, o que a fez direcionar o olhar para Hermione, que sorria em resposta. Um telefone toca ao lado de Artemis que atende e murmura uma resposta. –O jantar está servido, por favor, me acompanhem.

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O jantar transcorrera bem, apesar de naturalmente ter ocorrido uma discreta divisão de conversas. Artemis e Hermione acabaram por se isolar em conversas complexas que se alternavam ente temas e por vezes até em línguas. Harry e Butler já discutiam animados sobre algumas aventuras de cada um e mesmo sobre quadribol e os exercícios que costumavam fazer para manter a forma. Holly passara a maior parte do tempo conversando com Harry e Butler, principalmente quando o assunto era quadribol e o torneio tribruxo, mas mantivera-se atenta as conversas de Artemis e Hermione.

Após o jantar foram tomar um chá na sala, ainda envolvidos em suas conversas, mas isto durou apenas alguns minutos. Logo todos voltaram a ficar sérios e concentrados, era o momento de falar sobre o caso e definir suas linhas de investigação.
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-Vocês devem ter visto em nossas fichas alguns nomes e dentre eles o de Potrus, conselheiro técnico da LEP. Ele está em permanente contato com Holly e ouviu nossas conversas até agora pelo comunicador do capacete, mas creio que já sabiam disto. –Artemis fala de modo prático, como se conduzisse uma reunião de negócios. Harry e Hermione assentem em concordância. –Neste caso, creio que não se importariam se ele entrasse no meu sistema e participasse ativamente da conversa pelo televisor, certo? –Artemis termina de falar indicando a grande tela de plasma à direita deles.

-Ah, claro que não. Será, inclusive, bem melhor para conversarmos. –Hermione responde já se virando para observar a tela. Primeiro houve um pouco de estática e, segundos depois, o centauro apareceu. Ao contrário dos centauros que eles conheciam, Potrus tinha um ar intelectual, relaxado, e uma barriga que demonstrava que não era muito chegado a atividade física.

-Um centauro! –Harry fala surpreso, não havia uma ficha sobre Potrus, apenas uma menção de seu papel nas missões. –Não sabia que havia centauros vivendo no subterrâneo.

-Tem algo contra trabalhar com centauros? –Potrus pergunta tentando não parecer agressivo.

-Claro que não. Os bruxos têm lá certas rivalidades com os centauros, mas isto está mudando. Eu inclusive tive um professor centauro na matéria de adivinhação. Firenze além de ótimo professor é um centauro muito sábio, nos ajudou muito na guerra. –Harry fala demonstrando respeito e sinceridade em suas palavras. Porém foi a menção de haver um centauro dando aulas a bruxos que mais surpreendeu a Potrus e Holly.

-Tanto Harry quanto eu respeitamos muito a cultura e sabedoria dos centauros. E como dissemos a Holly, não temos nenhum problema em trabalhar com qualquer ser mágico, inclusive temos amigos pessoais que são elfos domésticos, gigantes, meio-gigantes, lobisomem, meia-veela, centauro e duende. –Hermione fala em tom cordial, era melhor que deixasse aquelas informações bem claras.

-Pelo visto vocês têm uma grande rede de conhecimento, são muitas espécies... –Artemis fala interessado, mas não era o momento para aquilo e Holly o interrompe.

-Creio que seja melhor voltarmos ao caso. Já que Harry e Hermione estão tão dispostos a ser amigáveis, poderiam começar nos contando qual o tema da pesquisa que Opala tentou roubar e quem é o pesquisador chefe que escapou.

-Nosso chefe nos proibiu terminantemente de dar qualquer uma destas informações devido à importância e profundidade da pesquisa, mas nós achamos esta ordem um absurdo. Estamos trabalhando em grupo, acreditamos que não podemos esconder informações, mas só poderemos dar as respostas se nos prometerem que não farão qualquer registro do que será dito ou contar para alguém. –Harry fala demonstrando que continua sem respeitar tanto as regras, mas deixando claro o sigilo das informações.

-Isto inclui um feitiço que não permitirá qualquer filmagem desta conversa por tecnologia trouxa e também um juramento mágico de que os registros serão apagados por Potrus assim que a conversa se encerrar. –Hermione fala claramente as condições e vê Artemis assentir.

-Eu juro não contar a ninguém sobre o conteúdo da pesquisa ou o pesquisador responsável. –Holly fala de modo solene, discretas faíscas saíram de seus olhos.

- Eu juro não contar a ninguém sobre o conteúdo da pesquisa ou o pesquisador responsável. –Potrus repete o juramento, os pêlos de seu corpo e seu cabelo se arrepiando.

-Obrigada. –Hermione fala de modo sincero e depois faz um aceno de sua varinha, que aparentemente não produziu qualquer efeito. -Sei que pode parecer até ofensivo pedir tal juramento, mas é que a responsável pela pesquisa é minha tia. –Aquela informação pareceu surpreendê-los.

-Fala da jovem que acabou de se formar neurocirurgiã? –Artemis pergunta, sabendo que a outra, esposa do irmão mais velho da Sra. Granger, era formada em literatura e dona de uma editora.

-Na verdade ela já tem essa formação há cinco anos, só que era uma informação super sigilosa, para todos os efeitos, inclusive perante aos conselhos de medicina e a faculdade, ela ainda era uma aluna como qualquer outra, apesar de não aparecer na faculdade nestes cinco anos. –Hermione explica observando Potrus digitar, talvez a procura de alguma confirmação.

-Ela está com os militares todo este tempo? –Butler pergunta pensativo.

-Sim. Um professor fez o contato inicial e então ela conseguiu falar com o general que o hoje é o ministro da defesa, que era o único além de nós duas que sabia todo o conteúdo da pesquisa.

-Mas e o resto da equipe de pesquisa? –Holly pergunta intrigada.

-Eles sabiam apenas que era uma pesquisa sobre estudos cerebrais que proporcionariam o uso de novas drogas médicas, algo que seria uma revolução na medicina. O que de certa forma é uma meia verdade. –Hermione explica e depois faz uma pausa de segundos, pensando em como continuar. –Um dos principais méritos da Mel, é saber como trabalhar com várias frentes de pesquisa, sem qualquer conexão, ao mesmo tempo e ainda dividi-las em pedaços bem pequenos, para passar aos pesquisadores. Era como se ela desse um conjunto de dez tijolos pra cada pesquisador, para que eles construíssem uma parte de uma parede, só que estas paredes eram de cômodos diferentes e pegando cada pedacinho não desse para chegar à estrutura da casa.

-Isso sem dúvida é um talento incrível. Estou vendo os currículos da equipe e para ela ter conseguido manter tudo tão secreto, deve no mínimo ser um gênio muito habilidoso e ter um grande domínio do assunto. –Potrus estava inegavelmente admirado.

-Desculpe interromper, mas sobre o que exatamente é a pesquisa? –Artemis pergunta em tom neutro, mas Holly, Butler e Potrus viam que ele estava processando cada informação e arrumando cenários mentais sobre Melissa O’Donnell e sua pesquisa.

-Melhor contar a história, assim explica bem seu papel nisso tudo e o contexto. –Harry fala a Hermione, que concorda.

-No dia em que completei onze anos, todos os meus familiares estavam em minha casa, era um sábado e a noite haveria uma festa. Estávamos tomando café da manhã, quando entrou uma coruja e parou a minha frente, estendendo a pata onde estava presa uma carta destinada a mim. Foi um pouco assustador, mas devagar peguei a carta e comecei a ler em voz alta, todos passamos por várias emoções enquanto eu lia, mas ao final restou a necessidade de verificar aquilo. Então no dia seguinte voamos para Londres, seguimos a indicação para ir ao Beco Diagonal, um local bruxo, motivo pelo qual só meus pais puderam me acompanhar. Compramos alguns livros, entre eles Hogwarts –Uma História, então fomos ao hotel e lemos um pouco, todos juntos. Passamos a tarde e a noite debatendo o assunto e chegamos à conclusão de que o melhor para mim era ir para Hogwarts, conhecer meus poderes e aprender a usá-los. –Harry já conhecia a história, por isso ficou atento a Butler e Artemis, observando-os ter uma reação parecida com que ele mesmo tivera. Não era fácil imaginar alguém passando por um susto daqueles, discutindo em família seu futuro.

-Todos na sua família aceitaram o fato de você ser bruxa ou houve problemas com alguém? –Butler pergunta curioso.

-Ao contrário do que ocorre com a maioria das pessoas como eu, nada mudou em minha família, não passaram a gostar mais ou menos de mim por eu ser bruxa. –Hermione responde com um sorriso que mesclava alívio e segurança, mostrando sua forte ligação com a família. –Continuando, toda essa reunião deixou algumas perguntas no ar: Porque eu havia nascido bruxa se não tinha parentes bruxos? De onde vem a magia? Porque algumas pessoas podem usar magia e outras não? E foram essas perguntas que ficaram na mente da Melissa e a fizeram iniciar a pesquisa.

-Está querendo dizer que esta pesquisa foi feita para responder estas perguntas? Ela quer racionalizar a magia e descobrir como funciona? –Potrus tinha um tom incrédulo, afinal a magia não era uma ciência e não deveria ser encarda de tal forma.

-Creio que as pergunta certas, Potrus, são: Quão perto das respostas ela está e o que ela pretende fazer com estas respostas? –Artemis interfere sabendo que Holly e Potrus poderiam começar uma discussão sobre a pesquisa ser correta ou não, o que obviamente não cabia naquele momento.

-Ela descobriu o fator biológico que permite aos seres mágicos usar magia, pode através de um exame dizer quem é bruxo e quem não é, até prever as chances de um casal ter filhos bruxos e dizer se um feto, ainda na barriga da mãe será ou não bruxo. –Aquilo causou surpresa em todos, certamente ninguém esperava que a pesquisa estivesse tão avançada. Harry e Stanford quando souberem haviam ficado pálidos e o chefe até mesmo dissera alguns impropérios diante de tal revelação. –Quanto aos objetivos dela, são de certa forma simples. Ela quer, como Potrus disse, transformar a magia em uma ciência para poder uni-la a medicina, a tecnologia, enfim, usá-la com o conhecimento trouxa para melhorar as condições de vida da humanidade. A prioridade é permitir que uma série de poções mágicas de cura possam ser usadas por trouxas, coisa que é muito difícil hoje, pois a maioria delas necessita usar a magia do paciente para “ativar”, por assim dizer.

-Estas seriam as novas drogas que precisariam de um composto especial para serem absorvidas? –Artemis pergunta parecendo quase fascinado, afinal ele já experimentara a cura mágica algumas vezes.

-Sim. Variariam de poções anticoncepcionais 100% seguras podendo ser tomadas em até segundos antes e com duração de 24 horas ou até 12 horas depois, até poções que poderiam curar o câncer. –Aquela última fala rendeu expressões abismadas de Butler e Artemis, enquanto Holly e Potrus pareciam trocar um olhar crítico, que dizia que apesar dos motivos serem bons, a pesquisa era questionável.

-No entanto Opala não deve ter intenções tão nobres. Ela estava atrás do lêmure para aumentar seus poderes a ponto de ser capaz de transitar no tempo para frente ou para trás. Talvez ela ache que com essa pesquisa poderia encontrar um jeito de ficar mais forte. –Artemis fala pensativo, tentando prever as ações de Opala.

-Certamente haveria um jeito, quer dizer, os níveis de poderes são até certo ponto determinados geneticamente, mas se fosse feito um estudo mais aprofundado e com uma tecnologia mais avançada, acredito que isto poderia ser alterado. –Hermione responde escolhendo bem as palavras, não pretendia revelar mais qualquer coisa sobre a pesquisa, afinal Artemis Fowl não era nenhum santo.

-Que papel você tem nesta pesquisa, Hermione? –Holly pergunta parecendo também não querer ser aprofundar no estudo.

-Além de ter sido a inspiração, também fui a cobaia e principal auxiliar durante estes anos. Claro que a guerra limitou muito minha ajuda com o passar do tempo, mas a Mel já havia me convidado para ir ao laboratório ver alguns resultados e evoluções, também queria que eu fizesse alguns testes. Acredito que ela pretendia me inserir bem mais agora que estou fora da escola e posso usar magia livremente. –Aquela declaração dizia que Hermione de fato tinha conhecimento de toda a pesquisa, o que para Holly e Potrus poderia significar um problema no futuro.

-Agora que já sabem do que trata a pesquisa e quem participa e como, devo acrescentar que Melissa está bem e segura em meu apartamento. Ele recebeu feitiços de proteção de amigos, membros da Ordem da Fênix, e de pessoas do Ministério da Magia, deve ser um dos locais mais seguros do país. –Harry fala sendo mais objetivo, afinal tinham que começar a definir estratégias de ação. –Quanto aos dados, estão todos no notebook que ela mantém consigo e uma cópia de segurança está escondida em um local seguro, que só ela e Hermione conhecem. Também estão criptografados e a chave além de difícil também é de conhecimento apenas das duas.

-Nos fale mais sobre a proteção dos dados. –Potrus pede olhando para Hermione.

-Mel e eu projetamos o notebook onde ela armazena os dados. Ele, não possui wireless ou Bluetooth, possui reconhecimento de retina e digital, no entanto quando a digital é medida, o sangue é analisado e se a temperatura estiver inadequada para um ser vivo ou o DNA não corresponder, ou qualquer das verificações também não, ele trava completamente. Se tentarem, a força, abri-lo para pegar o HD, há sensores que disparam o processo de destruição do HD, liberando um poderoso ácido sobre ele.

-Me parece bastante eficiente, mas um notebook não é exatamente um computador próprio para grandes processamentos, além disso, há os fragmentos com os pesquisadores. –Artemis fala em tom pensativo.

-Esses fragmentos eram armazenados nos computadores de cada um e havia um software que registrava a entrada desses dados e entrava em contagem regressiva de uma semana, então apagava fisicamente os dados, escrevendo lixo no lugar dos dados. Quanto ao processamento bruto, eram feitos nos servidores de alta capacidade do laboratório, mas os dados saíam da RAM e iam por rede cabeada para o notebook e, quando era o caso, para os PCs dos pesquisadores. O maior problema da Mel, era justamente a lentidão provocada pela leitura e escrita em um HD em outro computador.

-Porém era um jeito seguro de trabalhar e garantir que a informação não vazasse. Sem dúvida muito inteligente, principalmente pelos notebooks serem tão comuns hoje em dia, levantaria pouca suspeita. Agora, quanto ao backup, onde ele está armazenado? –Potrus pergunta aprovando os métodos de segurança.

-Em um HD de alta capacidade em um local seguro. A chave criptográfica é de 1gb... –Artemis e Potrus deixam escapar uma exclamação e Hermione já previa isto. –A senha não está anotada em nenhum lugar e nem armazenada em qualquer pen drive. A Mel bolou um pequeno sistema para formar a senha, então quando ela digita basta percorrer esse sistema.

-É algo como um poema ou música que ela usa como referência, substituindo espaços por símbolos? –Artemis pergunta curioso.

-O conceito é este, mas nada de música ou poema. Ela queria assegurar que por força bruta fosse quase impossível, pelo menos com a nossa tecnologia atual, quebrar a senha em um tempo viável. –Hermione demonstrava visível orgulho, o que também queria dizer que a construção da senha devia ser algo, no mínimo, fabuloso.

-Contudo não podemos subestimar Opala Koboi, ela tentará pegar esta pesquisa a qualquer custo. Provavelmente agirá em diversas frentes, tentando capturar sua tia, o notebook e o HD de backup. –Holly fala e todos concordam.

-Não podemos nos esquecer da Opala do presente. Certamente a Opala do passado vai tentar libertar seu outro eu, o que aumentaria razoavelmente suas chances contra nós. –Harry lembra-os, mas Potrus quase ri daquilo.

-Reformulamos toda a segurança de Atlântida, ninguém conseguiria escapar ou invadir aquela prisão. Eu mesmo cuidei pessoalmente da reformulação dos sistemas e há três vezes mais oficiais lá que o usual. –Potrus parecia confiante, mas Artemis sabia que não seria a primeira vez que Potrus superestimaria a si mesmo e subestimaria seu oponente.

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Após algumas horas de discussão sobre a investigação e de definirem meios de trocarem informações, todos se dirigiram para o jardim, rumando para a lateral da Mansão Fowl, onde não haveria ninguém para vê-los. Harry havia pegado uma caixa cumprida e trabalhada no carro de Hermione, carregava-a com orgulho e exibia um sorriso que demonstrava a excitação do momento.

-Creio que aqui vocês poderão voar sem correrem o risco de serem vistos. –Artemis diz parando e observando a iluminação fraca, mas satisfatória.

-Não está muito iluminado e o céu está nublado. –Holly comenta por alto, sem de fato se importar já que seu capacete estava preparado para qualquer tipo de iluminação.

-Sem problemas. –Hermione fala sacando sua varinha, se concentrando alguns instantes e então conjurando esferas de fogo do tamanho de bolas de boliche, espalhando-as pelo céu noturno proporcionando uma ótima iluminação para quem estava em baixo e para quem voaria.

-Perfeito, Mione! Você é o máximo. –Harry fala ainda mais empolgado, enquanto se abaixava e abria a caixa cuidadosamente, retirando uma bolinha dourada de uma abertura na tampa. –Este é o pomo-de-ouro, podemos fazer uma melhor de três para ver quem pega mais vezes.

-Por mim, tudo bem. Só não espere que eu lhe dê alguma vantagem. –Holly provoca confiante, começando a gostar da brincadeira.

-Antes, deixe-me apresentar minha vassoura. –Harry fala enquanto soltava o pomo, que rapidamente ganhou altura e sumiu da vista de todos, surpreendendo Holly, Artemis e Butler. –Está é a X-Raptor ou Extreme Raptor, a mais veloz vassoura da atualidade. Seu corpo é feito de mogno, a cauda de ramos de Fagus sylvatica, alcança 240 quilômetros em seis segundos, possuí feitiço inquebrável para frenagem e pancadas, e seu cabo mais alongado termina em uma ponta aerodinamicamente planejada para cortar o ar e formar um cone que possibilita uma velocidade em linha reta jamais vista antes. Aliás, este pomo-de-ouro que libertei é um exemplar da mais nova série de pomos profissionais, já que os pomos anteriores eram lentos demais para essa preciosidade aqui. –Harry falava como um apaixonado de carros fala sobre o mais novo esportivo lançado, fato que deixava Artemis, Butler e Hermione bastante intrigados, já Holly e Potrus não estavam minimamente impressionados.

-Podemos ir agora? –Holly pergunta ansiosa, jogando o capacete para que Butler pegasse. Não queria a mínima suspeita de uma ajuda de Potrus, apesar de Harry não haver falado sobre isso.

-Por mim, pode fazer a contagem de três. –Harry fala já montando sua vassoura, preparado para partir assim que Holly pronunciasse o três.

Assim que o três foi dito, os dois dispararam para o alto provocando uma pressão de ar que quase desequilibra Artemis e Hermione. Butler tinha o capacete virado para cima, tentando dar a Potrus uma visão perfeita da disputa.

-Essa arrancada foi impressionante! –Butler tinha um semblante surpreso, parecia sorrir entusiasmado ao ver Harry se mover agilmente e em grande velocidade.

-Principalmente porque aquilo não parecia mais que uma vassoura. Bastante elegante em sua cauda e madeira vermelhas, polidas e lustrosas, mas não havia nada de tão interessante que pudesse justificar aquilo. –Artemis tinha um tom curioso, parecia comparar o desempenho da vassoura com as asas.

-Pois eu acho que poderia haver uns feitiços de segurança que evitassem a queda do piloto. –Hermione fala mostrando preocupação e preferindo manter os olhos baixos, na paisagem à frente.

No ar, Harry dava voltas no céu escuro, seus olhos ágeis procurando o brilho dourado. Pelo canto dos olhos viu Holly voar rapidamente, como se procurando uma evidência qualquer do pomo. Sorriu marotamente, disposto a mostrar como apanhadores jogavam.

Holly procurava algum sinal do pomo, enquanto mantinha discretamente um olho em Harry. O súbito golpe de ar a surpreende, assim como a absurda velocidade com que Harry se atirava para baixo. Sem pensar uma segunda vez, Holly vai atrás dele, não deixaria vencer de jeito algum. De repente, do mesmo modo que iniciara a queda livre, viu-o se mover para a direita, o lado oposto ao que ela estava. Surpreendeu-a que ele houvesse perdido tão pouca velocidade, ou ainda a velocidade que manteve ao fazer um arco girando os ombros levemente para a direita. Porém estava conseguindo alcançá-lo quando novamente ele começou a descer, o mergulho tinha uma velocidade surpreendente, mas estando atrás dele pegaria o vácuo e então, na última hora, ultrapassaria e apanharia o pomo.

Harry viu que ela o seguia, a visão totalmente encoberta por ele, então no último instante, subiu com a vassoura, ignorando o baque surdo e alto que seguiu seu movimento. Rapidamente atingiu os trezentos metros de altura e viu o brilho dourado voar na sua direção, era perfeito! Cruzou o espaço e, quando o viu subir, sugou o máximo de ar que pôde e subiu também, depois seguindo o balé do pomo desviando da esquerda para a direita com agilidade e então voltando a vassoura para baixo, mergulhando na penumbra e tentando rapidamente acostumar os olhos. Já estava a cem metros do chão, quando esticou o braço, Holly voava de baixo para cima, também tentando pegar o pomo, por isso, sem pensar duas vezes, usou o pé para pegar impulso e se atirou a frente. Envolvendo rapidamente os dedos na bolinha dourada, gira no ar, dando uma cambalhota, mas conseguindo se segurar na vassoura, usando os pés pra impulsioná-la para cima e as mãos para empurrar a cauda para baixo e estabilizar vassoura, voltando, então, à posição normal.

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Em baixo Butler parecia sem fôlego diante da disputa, os olhos totalmente focados nas perseguições. Artemis e Hermione acompanhavam apreensivos, fizeram menção de ir até Holly quando esta caiu, mas antes que cruzassem a metade da distância até ela, viram-na voltar aos céus parecendo voar ainda um pouco grogue por um minuto, até ver Harry perseguindo o pomo e então acelerar. Porém, ao ver a manobra “suicida” de Harry, Hermione grita o nome dele agudamente, em sua mão a varinha fora apertada firme, mas ao vê-lo recuperar o equilíbrio ela despenca de joelhos no chão.

-Calma, ele está bem. –Artemis diz preocupado, aproximando-se dela, que estava ofegante e com o corpo trêmulo.

-Eu sei, mas na minha mente ele está esmagado no chão. –Hermione tinha a voz abalada. Por aquele jeito de voar, ela havia quase tido um ataque histérico de felicidade quando ele recusou todos os convites para ser apanhador profissional.

-Eu também não estou exatamente satisfeito em ver dois loucos voando daquela forma. –Artemis diz em tom sincero, sentando-se ao lado de Hermione, que repete seu movimento. Ela com os joelhos dobrados e abraçando as pernas, enquanto ele tinha uma perna esticada e outra dobrada, apoiando uma das mãos. –Que tal deixarmos os aventureiros se divertirem e nos concentrarmos em coisas mais leves? –Pergunta enquanto gentilmente erguia o queixo dela e a fazia olhar para ele.

-Tudo bem. –Ela responde e, após uma pequena pausa, propõe um assunto mais relaxante. -Então, depois de duas viagens no tempo, o que pensa do Paradoxo do Tempo? Eu, particularmente e por experiência própria, acredito que a teoria é boa apesar de precisar de alguns ajustes. –Hermione fala em tom mais ameno, tentando esquecer a batalha no céu.

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-Gostou do jeito bruxo de voar? –Harry pergunta a Holly, que o olhava entre perplexa e irritada. A bolinha dourada parecia luzir ainda mais nas mãos dele, sendo para Harry um símbolo de triunfo e para Holly de desafio e frustração.

-Confesso que o subestimei e por isso perdi, devia ter sido menos arrogante e mais atenta. Porém, não repetirei o mesmo erro. –Holly estava confiante, limpando o sangue de sua boca e parecendo endireitar seu uniforme, principal responsável por não ter se quebrado toda ao se chocar com o solo.

-Tudo bem. Vou soltar o pomo. –Harry mal acaba de falar e abre a mão, deixando que a bolinha ganhe o céu noturno novamente. –Se eu pegá-lo, serei o campeão da disputa, mas não me importarei e voar mais um round. –Harry avisa mostrando respeito e divertimento, logo depois ele pisca cúmplice e dispara para cima.

Por mais que o fato a irritasse, não podia negar que Harry era encantador e sabia se divertir. Se já havia se tornado amiga de um homem da lama, porque não abrir uma exceção para um bruxo.

-Não é hora de pensar, é hora de agir! –Holly diz para si mesma, deixaria para fazer reflexões depois que apanhasse aquela bolinha travessa.

Subiu a uma velocidade média, girando em torno de si mesma para poder varrer a noite escura com sua visão e procurar pela bolinha. Certamente se não houvesse tantas nuvens já teria avistado o objeto, porém as nuvens dificultavam a penetração da luz e escondiam o pomo.

Os dois voaram por quinze minutos, nos quais Harry a enganara com uma finta e depois caiu em uma feita por ela. Então um raio iluminou o céu escuro e o brilho dourado atraiu a atenção dos dois, que imediatamente dispararam na direção do objeto dourado. Harry estava a dez metros acima e quase cem atrás, enquanto Holly estava vinte metros abaixo e cerca de sessenta a sudeste. Em tese, Harry tinha vantagem, porém Holly iria lhe mostrar o que a tecnologia dos elfos e sua habilidade podiam fazer.

As asas trabalhavam em potência próxima ao máximo, um olhar para cima e via Harry manobrar e ficar a poucos metros do pomo, um outro olhar para frente e viu a bolinha fazer um movimento em ziguezague e desviar na direção dela, aquilo era quase um golpe de sorte, bastaria esticar a mão e em segundos teria a vitória. Contudo nada era perfeito, o pomo novamente mudou de direção e imbicou para cima, obrigando-a a subir e girar em torno de si muito rápido para provocar um deslocamento de ar que causasse turbulência no vôo de Harry e evitasse que batessem.

Holly suspirou ao passar a dois centímetros do adversário, havia perdido um pouco de velocidade e ainda via tudo girar em sua mente, mas deixaria o enjôo para depois, a luz brilhante em dourado que estava acima de si fazia prendia seu foco. Sentiu uma pancada nas pernas desestabilizando-a, obrigando-a a fazer uma curva para não perder velocidade. O pomo fizera uma curva no mesmo sentido, mas ela estava tão rápida que o passou, então rapidamente desligou as asas, fazendo pequenos círculos no ar para segurar a velocidade de queda e, segundos depois, religou as asas. Seu corpo estava curvado em arco e isso vez com que a pressão do vento a mantivesse estável e permitiu que manobrasse para a esquerda, ficando lado a lado com Harry, ambos descendo em diagonal atrás do pomo.

Harry tinha sua mão esticada, mais um pouco e pegaria o pomo, a presença de Holly ao lado, no entanto, era preocupante, sua pequena mão também estava esticada e se aproximava da sua rapidamente. Era claro que a elfa estava mais rápida, era menor e mais aerodinâmica, suas asas tão velozes quanto sua X-Raptor, a única chance que teria de pegar o pomo seria tirando a outra mão da vassoura e empurrando com um pouco de força a elfa, que acabaria por “capotar” e perder velocidade, porém não era justo usar de seu tamanho e força física superior para vencer, principalmente se a disputa era amigável, então apenas se esticou o máximo que pôde, a ponta de seus dedos tocando a bolinhas um pouco antes de ela ser capturada pela mão firme de Holly.

-Ahá! Você é bom mais ninguém voa melhor que os elfos! –Holly comemora apertando a bolinha firmemente, havia parado abruptamente no ar, a mão erguida mostrando seu triunfo. Havia muito tempo que Holly não se sentia tão viva, era como ser novamente uma cadete vencendo os agentes mais experientes da LEP nas provas de vôo.

-De fato, seu equipamento e sua constituição física são perfeitas para um vôo excepcional. Mas eu não vou desistir, ainda temos o tira-teima. –Harry fala reconhecendo as habilidades da adversária, mas mostrando-se disposto a brigar até o final.

Holly olha para baixo iria dizer para Potrus filmar aquela última rodada para sua coleção particular, quando sentiu todo seu ânimo desaparecer. Artemis e Hermione estavam com os rostos colados, olhando algo que estava escrito no chão, enquanto Artemis apontava para um ponto do texto com um graveto. Ela havia acabado de fazer uma grande demonstração de habilidade, no entanto aquilo não havia sido suficiente para desviar atenção do que quer que a bruxa estivesse fazendo. Por mais que odiasse ter que admitir aquilo, estava queimando de ciúme e o pior de tudo era saber que não podia fazer nada a respeito.

-Acho que o mais justo é deixar o empate, afinal nós dois tivemos muito mérito em nossas vitórias e ter apenas um vencedor ao final não faria jus ao derrotado. –Holly fala em tom sério, tentando aparentar uma tranqüilidade que já não tinha. Aproximando-se de Harry, entregou o pomo-de-ouro a ele. –Você é um grande piloto, parabéns.

-Você também é uma grande piloto, muito ousada e corajosa, aprecio isto. –Harry retribui o cumprimento enquanto a acompanhava de volta ao chão.

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N/A: Vejo que os comentários estão chegando, então vou postar este cap que já está pronto a um tempinho enquanto não tenho condições de escrever um capítulo de outra fic (estou doente).

N/A²: E aí, gostaram das conversas? O que acharam do entrosamento do Artemis com a Hermione? Nesse capítulo vimos um pouco mais sobre a família da Mione, vocês estão gostando, têm sugestões?

Milton Geraldo da Silva Ferreira: Para você que é fã de Arty, gostou dos personagens até agora? O que pensa sobre a Holly com ciúmes do Artemis com a Mione?

Anderson potter: Bom esse estilo diferente foi inspirado na aparência que ele ganha temporariamente no livro 6 quando volta no tempo.

Lilly : Você disse que leu Twilight por minha causa, pelo menos acha que valeu a pena? Rsrsrs Eu posso ser meio suspeita para falar, mas gosto mais de Artemis Fowl que de HP e Twilight, então acho que você não vai se arrepender. Eu também não entendo porque a JK não explora a relação da Mione com sua família, acho que isso poderia ser muito interessante até para conhecermos mais dela. Então você também tem sobrinhas com idades próximas a sua? Eu não tenho esse tipo de relação, então eu meramente especulo como deveria ser, então é legal ver que eu não estou viajando muito rsrsrs. Holly é elfa e vou tentar postar a capa essa semana.

Paulinha Potter: Gostou do que viu da família da Mione? Acho que depois de ler sobre a pesquisa você já tem alguma idéia do quanto se aproximou da verdade, então sinta-se à-vontade para dar mais palpites, quem sabe você não desvenda o mistério primeiro que todo mundo!

Próxima Atualização: Reescrevendo a História ou Frio da Alma.

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