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42. Cartas na Mesa


Fic: Primavera em Flor


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Na noite daquele dia, quando se dirigiu para o laboratório de poções para continuar o trabalho de tradução, Maria tinha o firme propósito de contar a Severus sobre a carta que havia recebido. Sabia que não seria tarefa fácil explicar toda a história para ele, principalmente porque via-se tomada pela raiva sempre que relembrava o que havia acontecido. Desceu as escadas que levavam às masmorras e parou diante da porta do laboratório, respirando fundo antes de bater. A porta abriu-se ao seu primeiro toque, como de costume.

Quando entrou, logo percebeu que Severus estava completamente absorto em seu trabalho. Vários caldeirões borbulhavam ao seu redor, deixando no ar um cheio forte mas agradável de ervas. Aproximou-se sem que ele ainda se desse conta de sua presença.

“- Severus ...”, falou baixinho.

Só então ele voltou a cabeça na direção dela. “- Estava sentindo sua falta.”, disse sorrindo, puxando-a e fazendo com que ela se sentasse em seu colo. Maria não pode dizer mais nada, viu-se envolta pelos braços dele e aceitou os carinhos que recebia, retribuindo-os. O relacionamento dos dois havia ficado muito mais próximo e íntimo nos últimos dias. As interrupções tinham sido mínimas, dando-lhes a oportunidade de aproveitar ao máximo os momentos a sós.

“- Preciso muito falar com você.”, ela disse um pouco depois, levantando-se e afastando-se dele.

Severus olhou para ela seriamente, parecendo aperceber-se de que lhe queria falar algo muito importante. “- O que foi ? Aconteceu alguma coisa ?”

“- Sim, aconteceu. Mas antes eu preciso lhe contar alguns fatos sobre os quais nunca tivermos oportunidade de conversar.”

“- Está bem, sente-se aqui.”, disse ele puxando uma cadeira para perto se si.

Ela sentou-se, respirou fundo e passou os 40 minutos seguintes contando a ele toda a situação que envolvera seu relacionamento e rompimento com Vittorio. Quando terminou de falar, parecia que o ar lhe faltava. Fitou-o e ficou aguardando que ele dissesse alguma coisa.

“- É só isso ?”, perguntou ele. “- Não vejo nada demais no fato de você ter relacionamentos anteriores. É perfeitamente normal, ainda mais tratando-se de uma mulher fascinante, inteligente e culta como você. Só não consigo entender a atitude desse seu ex-noivo. Pareceu-me de uma infantilidade absurda.”

“- Vittorio queria que eu ficasse à sua sombra. Sua intenção era ter-me o tempo todo trabalhando para ele, enquanto ...”, ela parou subitamente de falar.

“- Enquanto ele ganhava os louros pelo trabalho que você fazia.”, disse Severus, finalizando a frase que ficara inacabada. “- Eu conheço bem esse tipo de gente.”, completou, acariciando o rosto dela com as costas da mão.

Maria baixou a cabeça procurando coragem para lhe contar sobre a carta. Sentia-se mal, com medo da reação dele. Respirou fundo várias vezes enquanto ele olhava para ela de maneira inquisidora.

“- O que foi ?”, ele finalmente perguntou. “- Há alguma coisa a mais que você queira me dizer ?”

Ela o fitou longamente nos olhos, agora sem tentar desviar os seus.

“- Maria, o que foi que aconteceu ? Me diga, por favor.”

“- Recebi hoje à tarde uma carta de Vittorio.”, disse ela, finalmente tomando coragem, retirando o pedaço de papel de um bolso lateral de seu vestido e entregando-o a ele.

Severus abriu a carta e olhou-a inteira, sem entender muita coisa. Conhecia um pouco de italiano, mas não o bastante para compreender todo o significado do que estava escrito nela.

“- Me desculpe, mas eu não entendi. O que é que esse crápula quer com você ?”

“- Ele diz na carta que se separou da esposa e que quer voltar comigo. E termina me fazendo um pedido de casamento.” As últimas palavras saíram trêmulas e exitantes. Ela obviamente estava muito nervosa.

Severus não falou nada, apenas a abraçou. Só voltou a se pronunciar quando sentiu que ela já estava mais calma. Pegou o queixo dela suavemente com as pontas dos dedos, olhando-a bem dentro dos olhos.

“- Maria, eu a amo muito mais do que jamais pensei que pudesse amar alguém. Por amá-la e conhecê-la bem, sei que você jamais faria algo para me magoar. Sei também que você tem amor próprio e maturidade e que, mesmo que ainda nutrisse algum sentimento por esse seu ex-noivo, jamais o aceitaria de volta depois da humilhação que ele a fez passar.”

“- Ah Severus, não há qualquer chance de que eu volte para Vittorio. Mas eu precisava contar a verdade a você. Ele pode chegar a Hogwarts a qualquer momento, vindo atrás de mim. Ele é um homem de comportamento obsessivo, não aceitará uma negativa. Eu não podia esperar que ele viesse para cá para só então contar tudo a você. Não posso permitir que nosso relacionamento fique abalado por uma coisa que não tem mais a mínima importância.”

“- Saiba que confio plenamente em você. Não tenho qualquer dúvida sobre os sentimentos que nutrimos um pelo outro. E é por esse motivo que acho que também eu devo lhe contar um pouco mais sobre a minha vida. Quero que você entenda que é muito difícil para mim falar de certos assuntos. Coisas que deveriam ter ficado no passado, mas que ainda me atormentam.”

“- Você não precisa me contar nada que lhe deixe triste, meu amor.”

“- Eu preciso sim. Exatamente porque a amo e porque sei que sou correspondido é que tenho que contar-lhe sobre essas coisas. Só lhe peço que prometa que vai ouvir tudo que eu lhe disser antes de emitir sua opinião ou me fazer qualquer pergunta.”, disse ele.

“- Eu prometo. Não irei interrompê-lo em hipótese alguma.”

Tendo a promessa dela de que ouviria tudo o que tinha a lhe dizer, Severus começou a falar sobre a sua vida, iniciando pelo que lhe acontecera quando criança. Contou-lhe sobre as violências que sofria do pai e sobre a omissão e negligência de sua mãe. Contou-lhe sobre os anos que passou em Hogwarts como aluno, seus problemas para ser aceito, as constantes provocações que sofria por parte dos Marotos, seu amor secreto por Lílian, a dor que sentiu quando ela terminou a amizade com ele e o sofrimento ainda maior pelo qual passou quando soube que ela se casaria com Tiago Potter. Não omitiu nenhum detalhe sobre seu envolvimento com Lord Voldemort e os Comensais da Morte, sobre a culpa que sentia pela morte de Lílian, sobre o quão responsável havia se tornado pelo bem-estar de Harry Potter. Contou-lhe por fim sobre a promessa que havia feito a Dumbledore de que protegeria o menino com a sua própria vida.

“- Quando fiz essa promessa, jamais imaginei que amaria alguém como a amo agora. Jamais pensei que meu coração pudesse entregar-se a uma mulher com a intensidade com que se entrega a você. E sinto muito medo de acabar arrastando-a para o vale de sombras em que sempre me encontrei. Medo de envolvê-la com pessoas más, de vê-la ferida por essas pessoas, de tragá-la comigo para o abismo em que vivo. Sei que não tenho esse direito, que jamais deveria tê-la colocado em risco, mas não consigo ficar longe de você, não vejo mais minha vida sem a sua presença.” Quando terminou de falar, seu olhos estavam cheios de lágrimas.

Maria levantou-se da cadeira e fez com que ele também se levantasse. Abraçou-o e deixou-se ficar nos braços dele por um longo tempo. Depois, soltando-se gentilmente, pôs a mão em seu rosto, acariciando-lhe a face.

“- Eu não tenho medo de morrer, meu querido. Amedronta-me muito mais a possibilidade de viver sem você.”

“- Você ainda quer ficar comigo mesmo depois de tudo que lhe contei ? Mesmo sabendo de todas as coisas horrendas que fiz ?”

“- Ah Severus, você é um homem tão nobre e tão corajoso. Por que eu deixaria de amá-lo por erros que você cometeu no passado ? Por que faria isso se você já demonstrou através de atos e não só de palavras que se arrepende sinceramente por esses erros ? Não irei abandoná-lo por nada nesse mundo.”

“- Há erros que não merecem nem perdão e nem misericórdia.”

“- Mas o amor a tudo perdoa. Se assim não fosse, não poderia ser chamado amor.”

“- Ah minha querida, minha doce Maria ...”, as palavras foram sussuradas ao ouvido dela.

Ele a pegou pela cintura e a trouxe para bem junto de seu corpo. Maria sentia-se completa nos braços dele, era como se qualquer problema ficasse pequeno quando estavam juntos. Ficaram um bom tempo abraçados até que ele a puxou pela mão, levando-a em direção à porta.

“- Vamos para um lugar mais confortável ...”, disse, com um sorriso nos lábios.

Ela não ofereceu qualquer resistência. Saíram juntos do laboratório e foram em direção aos aposentos dele. A porta se abriu diante dos dois e depois se fechou, cerrando entre as quatro paredes do quarto todo o amor que só a eles pertencia, separando-os do mundo exterior, enquanto suas bocas se procuravam e seus corpos unidos se tornavam um só.

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