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9. Capítulo Sete


Fic: A Marca de Hermione


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Capítulo Sete

Hermione se moveu escada abaixo essa tarde depois de sua ducha. Perdeu todo sentido de equilíbrio. Suas emoções estavam um caos, suas respostas físicas confusas. Suas reações a Harry Potter a tinham deixado tão desfocada que não estava certa do que sentir neste momento.
Depois da Academia, e dos desastrosos resultados dos exercícios de treinamento, ela tinha se fechado, retirou-se para o deserto e tinha deixado de lado o sonho de marcar uma diferença dentro do mundo.
Tinha gasto cinco anos treinando para trabalhar na polícia, os primeiros dois na seleção onde os candidatos passavam por rigorosas classes que implicavam o código legal. Os últimos três tinham sido gastos na Academia depois do processo de seleção e no ano final na verdadeira situação dos exercícios de treinamento.
A última missão de formação tinha sido uma situação com reféns. As emoções que emanavam da jovem mulher retida por seu marido traficante de drogas quase a tinham incapacitado, e fizeram que um oficial fosse ferido. Sua incapacidade de concentrar-se no autor e sua vítima, em vez de nas emoções e a dor que emanavam dela, tinha sido quase fatal.
As capacidades empáticas se revelaram em sua adolescência tardia. Sua incapacidade de formar as barreiras que os outros começavam a construir sendo meninos tinha sido sua perdição. Embora ela tivesse resistido obstinadamente abandonar seu sonho. Forçando-se pela seleção e a Academia, direto até chegar ao mesmo momento em que soube sem dúvida alguma que o sonho havia terminado.
Hermione moveu-se na cozinha, dirigindo-se para a cafeteira apesar do atraso da hora, e tentou não fazer caso de Harry quando ele sentou-se à mesa com seu computador portátil. Ele estava trabalhando ali durante horas, grunhindo com grunhidos baixos que saíam de seu peito quando sua irritação parecia aumentar.
A excitação só crescia também. Infelizmente, o descobrimento da auto satisfação era algo que não estava pronta para tentar. Harry estava muito tenso desde sua confrontação anterior no Raider; com os nervos a flor de pele e mais excitado. Essa fome era algo que ela não estava completamente pronta para encarar.
- Já era hora que descesse. - resmungou ele enquanto seus dedos se moviam sobre o teclado - É o momento para trabalharmos.
Ela deu a volta longe dele, tirando uma xícara do armário antes de despejar o café escuro nela.
- Como chama o que fizemos o dia todo? - Cada músculo em seu corpo protestava pela prova. Ela podia ter jurado que a investigação de caverna e a escalada pela rocha era trabalho. Mas infernos, o que sabia ela?
- Vem aqui e sente-se. - Ele se moveu da cadeira, dando lugar para ela enquanto se movia ao redor da mesa - Abri a base de dados das raças. Cada informação que tinham os laboratórios, e alguma que não, está posta em uma lista aqui. Tenho os arquivos do Mark e da Aimeé junto com suas fotos. As revise, olhe e veja se os reconhece, ou se pode lembrar qualquer ponto em que possa ter estado em contato com eles.
Ela se sentou em sua cadeira cuidadosamente, seu olhar fixo vacilava para o arquivo situado na tela.
- Estas fotos foram tiradas enquanto Mark e Aimeé estavam ainda nos Laboratórios. - sussurrou ela, vendo a nudez da parte superior do corpo da Aimeé, assim como o desinteresse dela e de seus arredores - Vi alguns dos arquivos das raças na Academia. Eles não lhes permitiam usar roupa.
Ela levantou os olhos, olhando enquanto Harry tirava sanduíches do refrigerador e se servia outra xícara de café.
- Não éramos humanos, assim por que devíamos precisar de roupa. - grunhiu ele quando se moveu ao redor da cozinha, preparando mais café enquanto comia. Ele comia muito; a comida terminou uma hora antes e ela estava certa de que ele tinha comido bastante para três homens adultos.
Ela dirigiu sua atenção de volta ao computador portátil e aos dois arquivos que ele tinha procurado para ela.
Exalando cansadamente, retirou o cabelo do rosto, desejando ter tido tempo para trançá-lo antes de entrar na ducha. A grosa massa nunca deixava de escorregar sobre seu ombro. Isto também tinha o efeito de fazê-la sentir-se mais suave, mais feminina, quando estava solto e desatado. Essa era uma fraqueza que não podia permitir-se nesse instante. A atração que ardia entre eles não se atenuava; só se fazia mais forte. Ela precisava de algo para sufocá-la e não reforçar sua incapacidade de fugir disso.
- Mark e Aimeé foram criados na França. - Ele se sentou na frente dela - A meu entender, nunca tinham estado nos Estados Unidos até a um ano, quando foram resgatados e se mudarem para o Complexo da Raça em Virginia. Não há nenhum arquivo de nenhuma missão estrangeira. Como não há nenhum arquivo de nenhuma viagem que podia ter feito fora dos Estados Unidos.
Havia uma pergunta definida em sua voz.
Hermione ergueu seu olhar da tela do computador e encontrou o seu calmamente.
- Nunca estive fora dos Estados Unidos, Harry. - Ela deixou que um sorriso de diversão saísse de seus lábios. Esta não era obviamente a resposta que ele queria ouvir - E que eu saiba, nunca conheci estas raças.
Mas eles eram familiares.
Ela voltou de novo para as fotos, franzindo o cenho ante um estranho formigamento de reconhecimento, mas consciente do estreitamente que ele a olhava.
- Por que voltou para cá depois de treinar na Academia?
- Não falamos disto antes? - protestou ela, engolindo o torrão de nervosismo de sua garganta.
- Tinha notas excelentes até sua missão de formação final, onde seu instrutor foi ferido. Depois disto demitiu-se, recolheu-se e veio para casa, apesar de várias ofertas muito lucrativas de setores públicos como privados.
Ela se inclinou para trás em sua cadeira, resistindo olhá-lo enquanto sentia a pergunta que enchia o ar. Ele merecia a verdade.
Ele trabalhava com ela e isto o colocava em perigo. Ele tinha que saber disto.
- É complicado. - suspirou finalmente ela.
- Sou um tipo inteligente. - Ele pareceu arrancar as palavras com os dentes - Estou certo de que entenderei bem.
Ela o olhou então, agarrando a suspeita brilhante em seus olhos quando ele a olhou.
- Isto não tem nada que ver com estas raças. - respondeu finalmente ela, estalando os dedos de uma mão para o computador portátil - Isto é uma questão pessoal, Harry.
- Não por mais tempo, Hermione. - Ele deixou sua xícara, inclinando-se para frente enquanto apoiava suas mãos na cúpula da mesa e se concentrava sobre ela - Minha gente morre neste deserto. Mark e Aimeé deixaram o Santuário e dirigiram diretamente para cá, para uma armadilha, para uma seção do deserto patrulhado por você. Uma busca em seus arquivos de computador mostrou que eles a tinham procurado antes de sair. Eles vinham aqui para encontrá-la. De algum jeito o Conselho averiguou e enviou a aqueles Coiotes para matá-los a eles e a você, usando seus corpos para atraí-la. Por quê?
A culpa se fechou de repente sobre ela. Ela saltou de sua cadeira, confrontando-o diretamente agora. Apertou suas mãos para impedi-las de tremer enquanto piscava para conter a umidade em seus olhos. Não queria que ele a visse como o fracasso que era. Incapaz de controlar suas próprias capacidades e uma responsabilidade para qualquer um que lutasse a seu lado.
- Me responda, Hermione. - Ele a agarrou outra vez, desta vez sua presa estava bem apertada na parte superior de seu braço para assegurar que ela não ia a parte alguma, enquanto se certificava de não deixar nenhum sinal.
A Academia tinha sido cinco anos de inferno. Ela sobressaía porque o trabalho vigoroso requeria enfocar-se completamente. Durante o treinamento ganhou algum alívio na tensão, dos medos e as personalidades freqüentemente voláteis que estavam juntos em uma área. Isto a tinha assombrado, o número de recrutas que deviam personificar ali simplesmente a violência muito furiosa em seu interior.
- Me diga por que esconde. O que viu, Hermione? Por que se encolhe neste maldito deserto como um menino com medo da escuridão?
- Porque estou assustada com a escuridão. - Ela tremeu e seu controle se rompeu. As lágrimas encheram seus olhos quando ela levantou os olhos para ele, tremendo, aterrorizada de que ele pudesse ter razão. Que ela tivesse visto possivelmente alguma coisa, apreciasse ou sentisse algo do que era inconsciente. Ou pior, que ela tivesse ignorado algo que tivesse causado aquelas mortes e que de algum jeito ela pudesse ter prevenido a violência. - Me solte. - Ela se separou de seu apertão, resistindo encontrar seu olhar enquanto lhe virava as costas e afastava com um golpe a lágrima que tinha rompido seu controle e caído de seus olhos - Sou empática, Harry. - Ela lutou contra a dor derramando-se em seu interior, dos sonhos que tinha fugido frente a realidade - Escondo-me neste deserto de merda porque é tranqüilo. Porque não há ninguém ao redor de mim em milhas; nenhuma emoção, nenhum medo ou raiva para precipitar-se em minha maldita cabeça. Porque posso funcionar aqui. - Sua garganta se apertou diante da admissão.
Hermione empurrou seus dedos em seu cabelo, apertando os fios enquanto lutava pelo controle das emoções caóticas que se precipitavam agora em seu interior. Estas eram suas emoções, seus medos, e eram tão debilitantes como o talento que permitia que sentisse em outros.
- Empática? - Sua voz agora era pensativa, a cólera de uns momentos agora estrangulada.
- Não posso suportar multidões e ponto. Agora que posso funcionar aqui, na cidade em que vivi toda minha vida. Até você, eu nunca estive ao redor de outro ser humano que pudesse tolerar durante mais de umas horas de uma vez. - Ela se virou para ele, sua própria cólera apertava seu corpo enquanto lutava contra os demônios contra os quais sabia que nunca poderia ganhar - Eu estava no final de minha adolescência antes que começasse a desenvolver; não podia escondê-lo. A maior parte dos sensitivos se desenvolve de primeira, quando é possível para seus cérebros criar os escudos necessários para protegê-los. Não resultou dessa maneira para mim. Estou indefesa contra o fluxo de emoções e a violência latente na maior parte dos criminosos humanos. Não posso me proteger disso. Pensava que podia fazê-lo na Academia. - Ela sacudiu sua cabeça cansadamente, a culpa a comia viva - Esse era meu sonho e estava determinada até que quase fui a causa da morte de meu instrutor durante nosso último exercício de formação. Depois disso… - Ela suspirou severamente, envolvendo-se em seus braços e agüentando a dor - Depois disso vim para casa. Rony me deu um trabalho no departamento do xerife e tratei de me contentar com isso.
Hermione girou longe dele, incapaz de arriscar-se a olhar fixamente em seus olhos, possivelmente vendo a condenação que ela sempre sentia que merecia.
- Então por que se unir a Academia em primeiro lugar? - perguntou ele calmamente.
- Porque eu era estúpida. - Sua risada estava cheia de brincadeira amarga - Eu era obstinada, tão obstinada, e muito jovem para entender no que me colocava. Era meu sonho, e em meu egoísmo, estava determinada a ter. Minhas barreiras são bastante fortes para me proteger se os outros procuram atenuar suas emoções, coisa que meus amigos e família sempre faziam. No mundo real… - Ela exalou pesadamente enquanto empurrava os dedos por seu cabelo, sentindo outra vez a culpa que nunca tinha esquecido - Averigüei quão mal preparada que estava na realidade.
- Mas isso não acontece comigo? - Ela o sentiu aproximar-se - Por quê?
- Infernos se eu sei. - Ela se virou para trás, surpreendida por encontrar seu peito tão duro a umas polegadas. Deus, como desejava apoiar-se contra ele - Há uma calma ao redor de você, alguma barreira natural de raça que, se estiver bastante perto, posso usar. - Ela sacudiu sua cabeça com confusão.
Ele estava silencioso, olhando-a atentamente. Seus olhos escurecidos da cor de ouro velho começaram a brilhar com calor.
- Não estou assustada. - espetou ela. A amargura que viveu em seu interior se ergueu como um demônio com intenção de destruí-la - Quero viver. Quero lutar, e por Deus que quero chutar traseiros tanto como qualquer que tenha conhecido alguma vez. Eu sonhava sendo parte dos resgates das raças e tinha o respaldo do programa quando os recrutas foram escolhidos para o destacamento de forças. Eu podia trabalhar em toda parte, em qualquer lugar. Mas sou um perigo; não só para mim, mas também para qualquer um que trabalhe comigo. Não posso aceitar esse risco.
- Hermione, não pode viver assim. - Quando ele a tocou, ela estremeceu.
Apesar da suavidade de suas mãos e o estrondo suave de sua voz, podia sentir o sentimento de fracasso em seu interior. Falhou para si mesma, e falhava com ele.
- Não tenho escolha. - Ela sacudiu sua cabeça, tentando afastar-se dele, de pôr alguma distância entre eles.
Ele não sabia o que seu toque fazia? O que isso lhe doía? Ele podia tocá-la e ela não via as mortes das quais ele fez parte, não sentia a brutalidade de seu passado ou a cólera violenta que sabia que ele sentia pelos Coiotes. Sentia o calor de seu corpo, o calor áspero de suas mãos; sentia uma fome que sabia que era sua própria e isto a aterrorizava. Porque sabia que uma vez que ele se fosse ela nunca o teria outra vez.
- Todos temos escolhas. - O escuro tom de barítono era uma carícia em si mesmo enquanto sua outra mão ficava em seu quadril, mantendo-a quieta cada vez que ela tentava afastar-se dele - Fica quieta, Hermione. Você disse que está tranqüila quando estou perto. Que minhas emoções não lhe derrubam; que não lhe produzem dor. Por quê?
- Não sei. - Suas mãos estavam contra seu peito, e ela sabia que deveria afastá-lo. Mas não podia.
Ele a esquentava, levava o frio substituindo-o por calor.
- E não tenho que ser mimada por você. Pensa que quero me acostumar a isso, Harry? Que quero utilizar a defesa de alguém mais para mim mesma? - Seus punhos se apertaram ante o pensamento, enquanto se obrigava a afastar-se dele, para deixar o refúgio que lhe brindava. - Deus. Não preciso que me proteja mais do que preciso que minha família o faça.
- O que precisa é um golpe em seu traseiro por tentar lutar contra isto sozinha. - grunhiu ele, sua frustração era aparente em sua voz.
- Continua ameaçando me bater, Harry, e vou fazer se lamentar. - Seus olhos se estreitaram nele. Esta era a segunda ameaça.
- Ou a farei desfrutar disso. - espetou ele - Há barreiras naturais para se proteger disto, Hermione. Por que não as encontrou?
- Pensa que não olhei? - por que os homens sempre pensavam que isto era só coisa de descobrir algo? - Tenho uma biblioteca de livros de auto-ajuda, Harry. Olhei cada documentário e tentei cada fodido yin e yang psicológico que pude encontrar. Não funcionam.
Ele estava muito tranqüilo agora, muito calculador.
- Suspeitou? - Ela sentiu a tensão avivando-se em seu interior quando a suspeita começou a crescer em sua mente.
- É claro que suspeitei. - Seus olhos estavam estreitados nela enquanto ele cruzava seus braços sobre o peito - Não, não me dava conta do debilitado que era, mas suspeitei que possuía o dom. Olhei-a naquele canyon, Hermione. Você sabia antes que os Coiotes disparassem. Sentiu o perigo e a morte antes que saísse daquele Raider. Era lógico assumir que era empática.
Ela piscou pela surpresa.
- E nunca disse nada?
- O que devia dizer? - Ele deu de ombros com negligência, seus olhos ainda estreitados nela, olhando-a fixamente - Todos os sinais estavam ali.
- É por isso que gastamos o dia revistando as cenas de assassinato? - Ela manteve a voz baixa, sua fúria contida - Você o fez deliberadamente?
Sua sobrancelha se arqueou ante o desafio.
- É claro. Você tem a capacidade de encontrar as respostas. Eu não a tenho.
Ela aspirou bruscamente.
- E agora o que?
- Agora voltaremos. - Sua voz se endureceu - Trabalharemos em seus escudos quando isto terminar. Quando estiver segura. Mas agora precisa de margem para se manter viva. Voltaremos e você trabalhará para compreender.
- Não. - O grunhido era de fúria, de traição. Ele a usava - Que me condenem se for fazê-lo. Não posso entendê-lo, Harry. Pensa que não tentei?
- Isto é exatamente o que penso. - Sua voz se endureceu - Penso que se acostumou tanto a se ocultar que foi automático. Que o trauma do dom chegando tão tarde e a incapacidade de produzir uma barreira adequada contra provocou uma barreira ineficaz. A dor entra, as emoções e a surpresa pela intensidade da violência lançam um grande escudo para não deixar acontecer a verdade, permitindo que aumente a dor. Trabalharemos nisto também.
Ela o olhou fixamente com horror.
- Fala sério.
- É claro que falo sério. - Sua expressão era completamente confiante - Não pode se permitir se esconder, Hermione. Estes dons…
- Isto é uma maldição. Ao menos chame-o pelo que é. - espetou ela furiosamente - E que me condenem se voltarei para a cena do assassinato. Ali não há nada. Tentei-o.
- Não o tentou. Escondeu-se. Nada de ocultar-se mais.
A incredulidade a encheu.
- Que se foda! - grunhiu ela.
- Faremos isso também. - Sua resposta a fez ofegar, tentando aferrar o controle. Se tivesse uma arma em sua mão teria lhe dado um tiro.
- Usou-me. - devolveu-lhe ela, enfurecendo-se mais a cada segundo - As viagens às cenas de delito, os pequenos toques sensíveis, a paquera. Você esteve me usando. Nada mais.
- Não se engane, biscoitinho. - Ele resfolegou, um pequeno sorriso zombador curvava seus lábios enquanto seu olhar passeava sobre seus seios elevados - Meu pênis está tão duro e pronto a lhe mostrar o contrário que não a aconselharia pressionar este pequeno limite se estivesse em seu lugar. - O grunhido de sua voz a cravou e enviou relâmpagos voando sobre suas terminações nervosas, apertando seu clitóris. A excitação e a luxúria, a pulsação candente e destrutiva chamuscaram seu sexo.
Seus sucos se juntaram, fluíram, umedecendo os lábios externos, preparando-a enquanto a raiva e a luxúria pareceram alimentar uma a outra até que cada célula em seu corpo e mente muito sensíveis começaram a chispar.
- Não me mostrará nada. - gritou ela alteradamente, com a traição cortando-a em seu peito ante a revelação de que enquanto ela lutava para sobreviver, ele estava determinado a destruí-la fazendo-a passar pelos pesadelos que a esperavam naquela ravina - Você se recolherá agora e sairá agora mesmo de minha casa. - Ela se endireitou bruscamente - Prefiro enfrentar os Coiotes a tratar com suas mentiras.
- Minhas mentiras? - Ele caminhou mais perto, espreitando-a, sua cabeça baixou. Sua juba leonina fluiu ao redor dos traços selvagens de seu rosto enquanto os olhos dourados brilhavam ameaçadoramente - Não disse nenhuma mentira, Hermione. Não contive nada. Pedi a verdade durante dias, e você me mentiu.
- Eu não sabia nada. Não sei nada.
- E não quer saber. - antes que ela pudesse pará-lo, antes que ela pudesse correr, seu braço serpenteou ao redor de suas costas, sacudindo-lhe enquanto sua cabeça baixava mais, seu olhar se fechou com o seu - Bem, carinho, poderá ser capaz de se esconder do resto, mas que me condenem se a deixarei se esconder disto por mais tempo.
Sua intenção foi imediatamente clara. Os olhos de Hermione se arregalaram, seus dedos se fecharam enquanto se apertava contra seus amplos ombros, seus pés lutavam por encontrar apoio sacudindo-se longe dele. Para evitar o inevitável quando seus lábios cobriram os seus.
O tempo se deteve. Nada existia; nada se movia ou respirava exceto Harry. Seus lábios separados lhe roubaram o fôlego.
Sua língua passou empurrando a sua, afundando-se nas profundidades surpreendidas de sua boca enquanto um gosto repentino de especiarias e de calor explodia contra suas papilas gustativas. O gosto escuro, a fez mover os lábios, abraçando o intruso enquanto ele lambia e acariciava. Ela encontrou sua língua com a sua, dançando ao seu redor enquanto tentava fazer entrar mais do gosto abrasador em sua boca.
Ela tinha que encher-se com isso, saciar seus sentidos com seu calor único enquanto lutava para definir o gosto exato que voava em sua boca. Não havia nenhuma descrição. Isto era um relâmpago e uma tormenta de verão. Isto era canela e açafrão, mel e açúcar. E estava acompanhado pelo beijo mais incrível e agradável que ela podia ter imaginado.
Como de costume, Harry não pediu nada. Ele varreu e a conquistou. Reclamou-a. Ela podia sentir uma reclamação nas mãos duras que a puxavam mais perto de seu corpo, na longitude da ereção que apertava contra a parte inferior de seu estômago, e desfrutava disso.
Ela fez um pouco de reclamação por si mesma. Suas mãos se afundaram em seu cabelo, as pontas de seus dedos desfrutavam da sensação dos cabelos grossos e espessos que caíam além de seus amplos ombros. Seus quadris se arqueavam enquanto suas mãos se moviam nas curvas de seu traseiro, levantando-a, fazendo um entalhe em suas coxas enquanto seu pênis se pressionava contra seu sexo inchado.
Ela tinha que respirar, gritar de prazer, mas a necessidade de seu beijo era mais forte. O gosto a cativou, como ele a tinha cativado no primeiro momento em que o viu.
Sua língua golpeou contra a sua imperiosamente. Ela se enredou com ela, acariciou-a enquanto um grunhido de advertência soava em seu peito. Ela podia sentir as glândulas duras e inchadas sob sua língua, sabia que o gosto se derramava delas, e ansiou mais. Precisou mais.
- Agora. - grunhiu ele enquanto retrocedia, mordendo seus lábios enquanto ela inclinava sua cabeça, que se inclinava contra sua boca e lutava para retirar sua língua - Chupa-a e me alivie, Hermione.
Sua língua arpoou em sua boca e seus lábios se fecharam nela, atraindo-a mais profundo enquanto ela começou um movimento de chupar duvidoso. Ele começou a empurrar dentro e fora de seus lábios. A ação erótica fazia a ambos gemer enquanto o sangue começava a ferver no corpo de Hermione, queimando-se ao longo de suas terminações nervosas, chamuscando sua mente.
O prazer candente voava agora por ela. Ela tremeu em seus braços, tremendo quando a dor em seu sexo se fez mais profunda, mais aguda. Deus, precisava-o. Tinha fome dele. Um gemido quente e escuro se repetiu em seu peito enquanto seus gemidos cresciam em volume, o beijo era voraz e sua língua empurrava dentro e fora de seu apertão quente enquanto ela se retorcia contra ele. Ela sabia o que se pareceria isto. Um relâmpago quente e destrutivo. O prazer era tão intenso, tão profundo, que se perguntou como sobreviveria quando ele partisse.
- Vem aqui. - Ela gemeu quando ele levantou sua cabeça e logo a baixou outra vez para outro beijo.
Ele se retirou outra vez, ignorando seu pequeno gemido necessitado, pedindo que voltasse para o beijo. Que devolvesse o sabor único a sua boca, permitindo que ela o saboreasse, saciasse-se com isso.
Sua cabeça retrocedeu enquanto seus lábios viajavam sobre seu pescoço, sua língua lambia sua carne, enviando impulsos amotinados em ziguezague por seu sistema nervoso, pela indireta mais fraca de brutalidade de sua língua. Era perfeito. Não áspera; não suave.
- Harry, Deus, não posso pensar. - ofegou ela quando sua cabeça se levantou, com seu incrível sabor ainda permanecendo em seus lábios e a sensação de sua língua ressonando em sua carne.
- Não pense. - grunhiu ele, seus lábios na curva de seu peito, sua língua acariciando a carne ali em largas e lentas lambidas - Maldição, tem um gosto tão bom, Hermione. Doce e quente, como o pecado.
- Basta! - Ela lutou contra ele, seus punhos se apertavam contra seu peito enquanto sua mão se movia em sua coxa, seus dedos estavam muito perto do centro ardente de seu corpo. Deus, ela precisava de seu toque. Tinha-o necessitado durante dias. E agora estava tão perto, tão satisfatoriamente perto que podia saboreá-lo. Tinha sabor de canela e açúcar moreno. A noz moscada e calor masculino. Puro calor masculino.
- Basta? - disse ele grunhindo a palavra, o grunhido áspero de sua voz enviava estremecimentos tremendos por seu corpo enquanto o som de animal parecia ressonar ao redor dela.
- Isto não solucionará nada. - Ela se livrou de seu apertão, muito consciente de que ele a tinha deixado ir, e de que isto não tinha nada que ver com sua própria força, que a tinha abandonado completamente agora. Inclusive seus malditos joelhos ainda tremiam.
- Isto solucionará muitas coisas. - Seu olhar estava semi-cerrado, sua expressão era possessiva e luxuriosa - É minha, Hermione. Você sabe tanto quanto eu. Sentiu isso desde o começo. Você sabe.
Sua cabeça se levantou quando ela lutou contra a necessidade que palpitava pesadamente por suas veias. Estava mesclada com fúria. Não tinha lhe pedido para fazer isto. Não lhe havia pedido para interferir em sua vida e tentar usá-la. E ele tratava de usá-la.
Maldição, ele era tão insistente que seu cortejo era o que a destruiria. E ela tinha visto anos de destruição em seus pesadelos.
- Pare. Não posso fazer isto.
Ele levantou sua sobrancelha. Hermione sentiu seus dentes apertando-se enquanto a cólera se levantava quente e pesada dentro de suas veias, mesclando-se com a luxúria para criar uma caldeira de calor que ardia pelo centro de seu corpo.
A luxúria não era tão má. Realmente, e ela ao menos tinha que confessar que gostava dessa parte. Mas sua mão dura e o assunto do Macho sabichão fizeram alterar seus nervos rapidamente.
Ele sacudiu sua cabeça devagar enquanto cruzava os braços sobre seu peito e olhava fixamente ao redor da cozinha.
- Por que? Para que possa continuar se escondendo, Hermione? O que é tão espantoso sobre saber a verdade?
- A verdade? - Ela passou os dedos por seu cabelo enquanto a amargura a enchia - E como você sabe a verdade, Hsrry? Não sinto a verdade; sinto o que se sentiu então. Isso não significa necessariamente que seja a verdade.
Outro doloroso pedaço de conhecimento que a maldição a tinha ensinado.
- Neste caso, isso podia lhe trazer a verdade. - indicou ele brandamente - O Conselho a quer morta, Hermione, e não pararão até que esteja. A menos que você os pare primeiro. Morrerá por eles?
Morrerá por eles? Ela não queria morrer. Queria viver. Queria lutar como se supunha que devia lutar, conhecer a aventura e a vida. O amor. Ela queria todas essas coisas com as quais tinha sonhado quando era menina. Antes que tivesse começado a sentir os remanescentes das vidas despedaçadas e houvesse quebrado os sonhos. Antes que tivesse advertido o perigo em que podia converter-se para qualquer um com quem trabalhasse, para qualquer um que estivesse ao seu redor.
- Você não sabe. - Ela sacudiu sua cabeça ferozmente.
- E você não pode estar certa.
Sua risada era exuberante com o conhecimento, escuro e brutal. Sua expressão era uma careta de verdade selvagem e desumana.
É claro que eles podiam matá-la. Ele era a prova que eles podiam e que queriam destruí-la de um modo que a natureza nunca tinha querido.
- Posso estar certo. - Ele inclinou sua cabeça quando a olhou - E você sabe que isto é a verdade. Você sabe, Hermione, como eu sei.
Ela estremeceu ante suas palavras. As notícias ainda estavam cheias de histórias de novos horrores descobertos dentro dos Laboratórios das raças, e dos arquivos encontrados. Os experimentos, tão horríveis, tão demoníacos que mesmo agora, anos depois da primeira raça avançar, o mundo só podia olhar em choque.
- Aimeé tinha saído faz um ano dos Laboratórios. – lembrou ele então - Se ler os arquivos que foram confiscados quando o Laboratório caiu, saberá que antes de seu resgate ela era um brinquedo. Ela não cresceu em força e em eficácia, de modo que foi entregue aos Treinadores do Conselho e aos guardas para seu prazer.
- Pare. - Ela não queria ouvi-lo.
- Eles a violaram. Dia a dia, noite após noite. Eles permitiram que ela corresse; eles a deixavam lutar e riam de sua fraqueza quando a violavam. Repetidas vezes, Hermione. Porque ela não era humana. Ela era uma criatura. Um brinquedo. Sem valor.
Ela quis cobrir seus ouvidos, bloquear os restos de memórias, os gritos silenciados que tinha ouvido quando estavam em pé ao lado do SUV. Conhecimento. Tinha sido capaz de bloqueá-lo durante a pequena quantidade de tempo em que esteve ali. Tinha mantido uma distância cuidadosa, não havia tocado os corpos, não havia tocado o veículo. Tinha resistido abrir seus sentidos o bastante para sentir a dor que gritava pelo corpo de Aimeé. Mas muito disso tinha escorregado pela barreira que ela tinha fechado de repente, tendo sabor de traição.
- Não posso dizer por que foram assassinados. - Ela apertou seus punhos enquanto cruzava os braços sobre seu peito, lutando para conter a frieza que se movia por ela - Isto não trabalha dessa maneira.
- Como sabe que não o faz? - Ele continuou olhando-a atentamente. Muito atentamente. Seu olhar fixo cortava sua defesa - Você nunca tentou.
- E não posso começar agora. - Uma vez que ela liberasse a barreira frágil entre ela e o mundo, sabia que isto não terminaria. A dor continuaria para sempre.
- Sim, pode. E vai fazê-lo. - Sua voz era dura. Decidida.
Hermione se encontrou retrocedendo enquanto seus braços se descruzaram o poder e a força nos músculos duros de seu peito, seus bíceps, atraindo seu olhar fixo. Eles se incharam quando ele se moveu, muito similar aos enormes leões dos quais provinha seu DNA.
- Não posso fazer o que quer. - Ela forçou as palavras entre seus lábios, vendo a determinação acentuada em seus olhos - Sinto muito, Harry. Não posso ser o que precisa.
Ela se virou e deixou a cozinha, movendo-se rapidamente para a escada, seu único pensamento claro era evitá-lo, evadir-se. Sentia muito quando estava ao redor dele. Tinha lutado durante muitos anos por uma medida de paz que tinha encontrado em sua vida, só para averiguar que todo o planejamento e toda a ocultação tinham sido em vão. Um sentimento curioso de fracasso varreu sobre ela.
Enquanto corria para cima era consciente por instinto de Harry atrás dela, vindo por ela. Ele não tinha nenhuma intenção de deixá-la escapar tão facilmente.
Quando alcançava o segundo andar, seu braço duro se curvou ao redor de sua cintura, atirando-a contra ele um segundo antes que ela se encontrasse contra a parede. Um grito abafado deixou seus lábios quando sua mão se deslizou entre suas coxas, embalando-a, sustentando-a cativa do calor de sua palma.
- É mais do que alguma vez sonhei que encontraria neste deserto. - grunhiu ele - Mas isto não significa que me controlará, Hermione. Isto não significa que possa fugir de mim ou que permitirei que se esconda de você.
Seus dedos apertaram mais, acrescentando um calor e pressão em seu inchado clitóris, fazendo-a ofegar pela surpresa. Seus sucos se derramaram de sua vagina, molhando-a quando ela sentiu o inchaço dos músculos, palpitando irregularmente por seu toque. O gosto de canela e açúcar moreno que permanecia em sua língua, lhe lembrando seu gosto e o calor de seu beijo.
- Isto não vai solucionar nada. - Ela lutou contra ele, mordendo seu gemido enquanto a sustentava firmemente, sua outra mão se moveu por baixo de sua camisa, as pontas de seus dedos acariciavam seu estômago antes de aplanar-se justo debaixo de seu seio.
- Não devo solucionar aqui nada exceto o perigo que a espreita. – lembrou ele, sua voz era um ronrono masculino sombrio e profundo. O som excitava e aterrorizava - Isto – ele apertou mais suas costas quando seus dedos começaram um movimento de esfregação suave entre suas coxas - não está destinado a ser confortável, ou um lugar para esconder-se. Começando aqui… - Ela gemeu quando ele apertou mais forte contra seu clitóris, roçando mais firmemente quando ela ficou na ponta dos pés para evitar as reações extremas que corriam por seu corpo - Isto deve mostrar. Tentá-la… - Um sorriso encheu sua voz um segundo antes que seus dentes roçassem seu pescoço - Lembre-se… que sou o chefe, carinho. Você o fará porque digo que vai fazê-lo. Aprenderá a usar seu dom, aprenderá a lutar, porque a alternativa é a morte, e isso é inaceitável. E pode fazê-lo de duas formas… - Sua voz se fez mais profunda - Da forma fácil… - Sua mão deixou de lado seu estômago - Ou da difícil. - Seus dedos apertaram, acariciaram e giraram.
Os olhos da Hermione se arregalaram enquanto o fogo incontrolável saltava por suas veias e o prazer estalava por seu corpo.
Isto não era uma explosão. Isto não era um orgasmo destinado a destruir seus sentidos ou a fazê-la cair de joelhos em submissão. Estava calculado para atormentar, para dar um gosto de êxtase, um deliberadamente sedutor, a grande onda eroticamente diabólica de prazer que asseguraria que ela nunca poderia esquecer. Nunca esqueceria quem o dava, ou onde podia encontrar o último prazer.
- Lembre-se, biscoitinho. - grunhiu ele antes de virar-se e caminhar para seu quarto, a cólera irradiava dele feito ondas enquanto ela o olhava desaparecer.
Ela ainda tremia, estremecendo do prazer excessivo e sua incapacidade de controlá-lo. Ela não podia controlar a necessidade, a dela mesma ou a dele. OH merda, agora estava com graves problemas.


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