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6. Jantar com os Weasley


Fic: P.S., Eu te amo... - Capítulo 30


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Gente, é o seguinte...:

Eu sei que disse que esse capítulo teria um tamanho bom (e acho que tem), mas é bom que vocês saibam que ele fala da família Weasley, basicamente. MIL DESCULPAS por não ter botado muito D/G, mas é importantíssimo para a história que vocês saibam exatamente como é a relação de Gina com a família nesse ponto da vida dela.

Outra coisa: por mais que em alguns capítulos a vida da Gina como viúva seja o centro, podem ter certeza que as lembranças, as cartas e tudo o que tem a ver com o Draco vão aparecer SEMPRE durante a história, então só peço a paciência de vocês e que continuem lendo.

E por último (eu sei que já estou tagarelando), queria dizer que os comentários de vocês são ótimos e eu absolutamente adoro... Eu já respondi alguns por mensagem, mas eu nunca tenho certeza se realmente chegaram a vocês ou não... Então, só para esclarecer uma pergunta que já foi feita, nessa fic eles são sim trouxas.

Agora, sem mais delongas, vamos ao capítulo!

Beijooos!
Sofi

**

Gina estava sentada em sua cama como uma mulher demente, acendendo e apagando a lâmpada com um sorriso bobo no rosto. Ela e Laura haviam saído e decidido comprar uma bela lâmpada que combinasse com o resto dos móveis do quarto de Gina (claro que escolheram a mais ridiculamente cara, seria errado estragar a tradição). E apesar de Draco não ter estado fisicamente com ela quando comprou a lâmpada, Gina se sentiu como se eles a tivessem comprado juntos.

Ela tinha fechado as cortinas do quarto para testar seu novo produto. A luz que vinha do objeto dava um efeito acolhedor ao quarto, fazendo-o parecer mais morno. Como aquilo poderia ter facilmente acabado com as discussões noturnas deles... mas talvez nenhum dos dois quisesse que isso acontecesse. Tinha virado rotina, algo familiar que os fazia se sentir próximos. Como ela daria qualquer coisa para ter uma daquelas discussões agora. E sairia feliz de sua caminha confortável por ele, andaria feliz no chão frio por ele, se machucaria feliz ao machucar o pé enquanto procurava no escuro por sua cama. Mas aquele tempo já se fora.

O som do hino da Irlanda a trouxe de volta do seu transe para o presente e ela percebeu que seu celular estava tocando.

“Alô?”
“Bom dia, Gininha, chegueeeeeeeei!” berrou eufórica uma voz familiar.
“Oh meu Deus, Fred! Não sabia que você estava vindo para casa!”
“Bem, nem eu também, na verdade, mas fiquei sem dinheiro e decidi fazer uma surpresa a todos vocês!” Talvez ele não tivesse esse juízo todo, pensou Gina.
“Uau, aposto que a mamãe e o papai ficaram surpresos mesmo.”
“Bem, o papai realmente deixou a toalha cair assustado quando saiu do chuveiro.”
Gina cobriu o rosto com a mão livre. “Oh, Fred, você não fez isso!” ela advertiu, tarde demais.
“Nada de abraços para o papai quando o vi!” Fred riu.
“Oh eca, eca, eca. Mude de assunto, estou tendo visões,” Gina disse.

“Certo. Bem, eu estou ligando pra dizer que estou em casa, obviamente, e que a mamãe está organizando um jantar para comemorar.”
“Comemorar o quê?”
“Eu estar vivo.”
“Ah, certo. Achei que você fosse anunciar alguma coisa ou qualquer coisa do tipo.”
“Que eu estou vivo, oras.”
“Aaah... Certo. E quem vai?”
“A família toda.”
“Hum, por acaso mencionei que vou ter que ir ao dentista para arrancar todos os meus dentes? Sinto muito, não vou poder ir.”
“Eu sei, eu sei, eu disse a mesma coisa à mamãe, mas não ficamos todos juntos há séculos. Aposto que nem sabe qual foi a última vez que viu Percy e Penélope.”

“Oh, o bom e velho Percy... Bem, ele estava em ótima forma no funeral. Tinha um monte de coisas sábias e reconfortantes para me dizer, do tipo ‘Você já considerou doar o cérebro dele para a Associação de Pesquisa Médica?’ Sim... ele é um irmão fantástico.”
“Oh, meu Deus, Gininha, desculpe. Esqueci do enterro.” A voz de Fred perdeu imediatamente o tom brincalhão. “Sinto muito não ter podido estar presente.”
“Fred, não seja bobo, decidimos que era melhor mesmo você ficar lá,” Gina disse firmemente. “É muito caro ficar indo e voltando de avião para a Irlanda, então vamos encerrar este assunto, tá?”
“Tá bem.”

Gina rapidamente mudou de assunto. “Então, quando você diz ‘a família inteira’ você quer dizer...?”
“Sim, Percy e Penélope irão trazer os nossos adoráveis sobrinho e sobrinha. E Roniquinho e Hermione virão, você ficará feliz em saber, Jorge vai estar lá, obviamente, a mãe, o pai, eu, claro, e você vai estar lá.”

Gina gemeu. Por mais que ela vivesse gemendo sobre o seu relacionamento com a família, ela tinha uma ótima relação com seu irmão Rony. Ele era apenas um ano mais velho que ela, então eles sempre haviam sido próximos ao crescer e ele sempre havia sido muito protetor com ela. Rony era parecido com Gina tanto na aparência quanto na personalidade, e ela o considerava o mais normal dos irmãos. Também ajudava muito que ela era muito amiga da mulher dele há sete anos, Hermione. Por consideração a Gina, Draco e Rony haviam aprendido a se respeitar e o mesmo ocorrera a Draco e Hermione. Eventualmente passaram a se gostar. Então, quando Draco era vivo, os quatro viviam se encontrando para jantares e festas. Quando Draco era vivo... Deus, aquilo não soava certo.

Depois que o negócio conjunto dos gêmeos não dera certo e Fred se mudara para a Irlanda, ele havia mudado muito, também. Vivia andando com uma mochila atrás das costas cheias de bugigangas, uma de cada lugar que ele já havia visitado na vida. Uma bugiganga para cada mulher, Gina e Rony tinham certeza.

Toda esta salada de frutas de personalidades era coroada com o irmão mais velho, Percy. Percy parecia ter nascido com a séria doença de ser eternamente um velhote. A vida dele girava em torno de regras, códigos e obediência. Quando era mais jovem, tinha um amigo com quem teve uma briga aos dez anos, e depois daquilo Gina não lembrava de tê-lo visto trazer mais alguém para casa, arranjar uma namorada ou sair para socializar. Ela e Rony achavam que era um milagre ele ter encontrado sua igualmente triste esposa, Penélope.

Ainda havia Gui e Carlinhos, os dois irmãos mais velhos que só apareciam em alguns feriados depois de formarem família em outros lugares. Não era como se Gina tivesse a pior família do mundo, mas é que eles eram simplesmente a mistura mais estranha de pessoas. Esses enormes conflitos de personalidades geralmente levavam a discussões nas horas mais inapropriadas. Eles podiam se dar bem, como até se davam quando moravam todos juntos, mas isso só acontecia com todos realmente se esforçando e mostrando seus melhores comportamentos agora que cada um tinha seguido seu caminho na vida.

Gina e Rony se encontravam freqüentemente para almoçar ou ir a um bar apenas para se inteirar da vida um do outro; eles se interessavam um pelo outro. Ela gostava da companhia dele e o considerava não apenas como irmão mas também como um amigo de verdade. No entanto, eles não haviam se visto muito ultimamente. Rony entendia Gina bem e sabia que ela precisava de espaço.

Fred, por outro lado, havia estado longe pelo ano inteiro e Gina sentira saudades dele. Nunca haviam sido os irmãos mais cúmplices, já que ela andava mais com Rony e Fred com Jorge, mas ela sentia uma grande afinidade por ele. Afinidade esta que só não era tão direcionada a Jorge também porque ele havia mudado bastante. Mas mesmo assim, os dois gêmeos ainda eram incrivelmente próximos; os dois bagunceiros. Rony e Gina eram inseparáveis desde criança. Sobrava Percy. Ele estava sozinho na família, mas Gina suspeitava que ele gostasse do sentimento de estar separado daqueles que ele não conseguia compreender. Gina já estava temendo seus sermões e discursos sobre coisas chatas, seu questionamento insensível sobre a vida dela e todo aquele sentimento de frustração depois de milhões de comentários à mesa do jantar. Mas era um jantar de boas-vindas para Fred e Rony estaria lá; Gina poderia contar com ele.

Ela bateu relutante na porta da casa da família e imediatamente ouviu as batidas de pezinhos correndo para a porta seguidos por uma voz que não deveria pertencer a uma criança.

“Mamãe! Papai! É a tia Gina, é a tia Gina!”

Era o seu sobrinho Timóteo.

A alegria dele foi logo interrompida por uma voz severa. (Apesar de que era um tanto incomum que o sobrinho dela ficasse feliz sobre a chegada de Gina; as coisas deveriam estar especialmente entediantes lá dentro.) “Timóteo! O que eu te disse sobre correr dentro de casa? Você poderia cair e se machucar, agora vá e sente no canto da sala para pensar sobre o que eu te disse. Fui clara?”
“Sim, mamãe.”
“Ah, vamos, Penélope, onde acha que ele se machucaria? No tapete felpudo ou no sofá macio?”

Gina riu para si mesma; Fred definitivamente estava em casa. Logo quando ela estava considerando fugir, a porta foi aberta e lá estava Penélope. Ela parecia estar ainda mais amarga e azeda que normalmente.

“Virgínia.” Ela acenou a cabeça num sinal de cumprimento.
“Penélope,” Gina a imitou.

Uma vez na sala de estar, Gina procurou por Rony, mas para seu desapontamento ele não estava em lugar algum à vista. Percy estava em frente à lareira vestido num suéter surpreendentemente colorido; talvez ele estivesse se soltando. Ele mantinha as mãos nos bolsos se balançando para frente e para trás sobre os calcanhares, como quem está prestes a começar um discurso. O infeliz alvo de tal discurso seria seu pobre pai, Arthur, que estava sentado desconfortável em sua poltrona preferida parecendo um garotinho de escola sendo punido. Percy estava tão envolvido em sua história que não percebeu Gina entrando na sala. Ela então assoprou um beijo para o pai do outro lado da sala, não querendo ser arrastada para a conversa deles. Seu pai sorriu e fingiu apanhar o beijo no ar.

Jorge estava largado no sofá lendo uma revista irlandesa que Fred obviamente tinha lhe trazido e fumando um cigarro quando Penélope o interrompeu para adverti-lo sobre os perigos do fumo. “Sério? Eu não sabia,” ele disse, parecendo suspeitamente interessado enquanto apagava o cigarro. O rosto de Penélope era pura satisfação até que Jorge piscou para Gina, alcançou o maço novamente e imediatamente acendeu outro. “Me conte um pouco mais, por favor, estou simplesmente morrendo de curiosidade.”

Fred estava se escondendo atrás do sofá jogando pedacinhos de pipoca na parte de trás da cabeça do pobre Timóteo. O menino estava de frente para a parede no canto do cômodo e estava muito receoso para se virar.

Hermione estava presa ao chão e recebendo ordens da pequena Emília de cinco anos. O olhar dela se encontrou com o de Gina e ela fez um pedido silencioso de ajuda.

“Oi, Fred.” Gina abordou o irmão, que pulou e deu-lhe um grande abraço, apertando-a mais que o normal.
“Como você está, caçula?” Fred perguntou gentilmente, esfregando o braço de Gina com carinho.
“Ah, você sabe,” Gina sorriu fracamente, “agüentando firme.”
“O Rony está na cozinha ajudando sua mãe com o jantar, caso esteja procurando por ele, Gina,” Hermione avisou, arregalando os olhos e gesticulando por ajuda novamente.
Gina levantou as sobrancelhas para ela. “Sério? Que legal dele estar ajudando a mamãe.”
“Ah, Gina, você não sabia o quanto o Rony simplesmente ama cozinhar? Ele simplesmente ama. Nunca é demais,” ela disse sarcasticamente.
O pai de Gina riu, o que fez Percy parar. “O que é tão engraçado, pai?”
Arthur se mexeu no assento nervosamente. “Só acho incrível como isso tudo acontece num tubo de ensaio minúsculo.”
Percy soltou um suspiro desaprovador diante da ignorância do pai. “Sim, mas você tem que entender que eles são minúsculos, pai, é fascinante. Os organismos combinam com a...” E lá ia ele enquanto Arthur se acomodava novamente e evitava o olhar de Gina.

Gina entrou furtivamente na cozinha, onde achou o irmão sentado com os pés sobre outra cadeira mexendo em uma tigela de comida. “Ah, aqui está ele, o chef em pessoa.”

Rony sorriu e se levantou da cadeira. “Aí está a minha irmã preferida.” Ele enrugou o nariz. “Vejo que você também foi arrastada para cá.” Ele andou na direção dela e esticou os braços para lhe oferecer um de seus grandes abraços de urso. “Como você está?” ele disse baixinho perto de seu ouvido.
“Estou bem, obrigada.” Gina sorriu tristemente e beijou-o na bochecha antes de se virar para sua mãe. “Querida mãe, estou aqui para oferecer os meus serviços nesse momento extremamente ocupado e estressante da sua vida,” ela disse, plantando um beijo na bochecha corada da mãe.

“Bem, não sou eu a mulher mais sortuda do mundo tendo filhos tão preocupados quanto vocês?” Molly disse sarcasticamente. “Vou dizer uma coisa; podem tirar aquelas batatas da água.”
“Mãe, nos conte sobre o tempo em que você era uma menininha durante aquela época da fome,” Rony disse, fingindo um sotaque inglês exagerado.
Molly bateu com a toalha de chá na cabeça dele, brincando. “Ah, com certeza isso foi alguns aninhos antes do meu tempo, filho.”
“É, com certeza,” Rony disse, fazendo gestos descontraídos de pura incredulidade.
“Espero que vocês dois não aprontem nada esta noite. Queria que esta fosse uma área livre de discussões para variar.”
“Mãe, estou chocado que o pensamento sequer tenha passado pela sua mente.” Rony piscou para Gina.
“Certo,” ela disse sem acreditar em uma palavra sequer. “Bem, desculpem, minhas crianças, mas não há mais nada a ser feito por aqui. O jantar estará pronto em alguns minutos.”
“Ah.” Gina estava desapontada.

Molly se juntou aos seus filhos à mesa e os três olharam para a porta da cozinha pensando a mesma coisa.

“Não, Hermione,” Emília se esgoelava, “você não está fazendo o que eu disse,” e ela começou a chorar. Isso foi logo seguido por uma alta gargalhada de Percy; ele deveria ter contado uma piada, porque era o único rindo.
“Mas acho que deve ser importante que nós fiquemos aqui para ficar de olho no jantar,” Molly emendou.



“Certo, todo mundo, o jantar está sendo servido,” anunciou Molly, e todos se encaminharam para a sala de jantar. Houve um momento estranho como numa festa de aniversário infantil onde todos correram para sentar-se junto aos seus melhores amigos. Gina ficou satisfeita com seu lugar à mesa e se aquietou com sua mãe à sua esquerda no fim da mesa e Rony à sua direita. Hermione sentou-se com uma cara feia entre Rony e Percy. Jorge sentou-se em frente a Gina; depois dele, havia um assento vazio onde Timóteo deveria estar sentado e então vinham Emília e Penélope e então Fred. Arthur ficou com o lugar mais difícil da mesa, sentado na ponta da mesa entre Fred e Percy, mas ele era um homem tão calmo que ele era o melhor para a tarefa.



Todos manifestaram sua satisfação quando Molly trouxe a comida e o aroma encheu o aposento. Gina sempre tinha amado a comida da mãe, nunca com medo de experimentar novas receitas e sabores. Esse era um talento que não havia sido passado para ela. “Ei, o Timóteo deve estar morrendo de fome,” Fred exclamou para Percy. “O coitado já deve ter cumprido a pena.”
Ele sabia que estava pisando em ovos, mas adorava o perigo e, mais importante ainda, adorava irritar Percy. Afinal de contas, ele tinha que compensar o tempo perdido, estivera fora por um ano.

“Fred, é importante que Timóteo saiba quando faz algo errado,” explicou Percy.
“É, mas então será que você não podia simplesmente dizer a ele?”
“Ele precisa saber que suas ações terão sérias conseqüências para que não as repita.”
“Ah, tá,” Fred disse, elevando a voz alguns oitavos, “ele está perdendo toda essa comida deliciosa. Hummmm,” ele pirraçou, lambendo os lábios.
“Pare, Fred,” Molly ordenou.
“Ou vai ter que ir para o canto,” Rony completou com uma voz severa.
Toda a mesa explodiu com risadas com a exceção de Percy e Penélope.

“Fred, conte-nos sobre suas aventuras na Irlanda,” Arthur mudou o rumo da conversa.
Os olhos de Fred pareceram se iluminar. “Oh, foi o melhor ano da minha vida, pai, eu definitivamente recomendo a qualquer um dar uma passada lá.”
“Mas o vôo é terrível e cheio de turbulências.”
“Eu sei, mas vale totalmente a pena.”
“Fez alguma loucura? Uma tatuagem, por exemplo?” Gina brincou querendo provocar o lado louco do irmão.
“Na verdade, eu fiz sim. Olha aqui...” Dizendo aquilo, Fred se levantou e abaixou as calças, mostrando a tatuagem de um trevo irlandês no traseiro.
Molly, Arthur, Percy e Penélope protestaram alto enquanto o resto da mesa tinha convulsões de riso. Aquilo durou um bom tempo. Finalmente, quando Fred se desculpou e Penélope tirou a mão dos olhos da pequena Emília, a mesa voltou a se aquietar.

“Essas coisas são revoltantes,” Percy disse com nojo.
“Acho trevos bonitinhos, papai,” disse Emília com grandes olhos inocentes.
“É, alguns trevos são bonitos, Emília, mas estou falando de tatuagens. Podem de causar todo tipo de doença e problema.”
O sorriso de Emília sumiu.
“Ei, não sou burro, sabem? Não é como se tivesse feito essa aqui num lugarzinho de quinta dividindo a agulha com traficantes de drogas. O lugar era fino.”
“Isso é simplesmente impossível,” caçoou Penélope com nojo.
“Como você sabe? Esteve em algum recentemente, Penélope?” Fred pirraçou.
“Bem, em... n-n-n-não,” ela gaguejou, “Nunca estive em um, muito obrigada, mas tenho certeza que são todos sujos e imundos.” Então ela se virou para Emília. “São lugares sujos e horríveis, Emília, onde só pessoas perigosas vão.”
“O tio Fred é perigoso, mamãe?”
“Só para menininhas de cinco anos com o cabelo vermelho,” Fred disse, fazendo uma careta.
Emília congelou.

Em pouco tempo, Timóteo, muito arrependido, entrou na sala cabisbaixo e sentou-se silenciosamente ao lado de Jorge. Gina sentiu pena dele. Como era cruel tratar uma criança assim, que cruel era não deixá-lo ser uma criança... seus pensamentos solidários sumiram imediatamente quando ela sentiu os pezinhos dele chutarem sua canela por debaixo da mesa. Deveriam tê-lo deixado lá no canto.

“Então, Fred, conte os casos... fez mais alguma coisa louca lá na Irlanda?” Gina perguntou.
“Ah, fiz sim! Viajei o país todo com uma tropa de cantores sem-teto e... ah, tirei umas fotos, espere aí...” Ele colocou a mão no bolso da calça e todos olharam em outra direção para o caso de ele estar planejando mostrar alguma outra parte de sua anatomia. Felizmente, ele apenas pegou a carteira, retirou uma fotografia e passou-a pela mesa.

“Gina, o que vai fazer no seu aniversário?” perguntou Hermione, debruçando-se na mesa para mais perto dela. Ela estava claramente desesperada para sair da conversa que estava tendo com Percy.

“Oh, é mesmo! A caçula vai fazer vinte e oito em algumas semanas!” gritou Fred.
“Não vou fazer nada grande de jeito nenhum,” ela avisou a todos. “Não quero nenhuma festa surpresa ou nada do tipo, por favor.”
“Então vamos ter uma noite só de meninas! Isso aí!” comemorou Fred, ao que todos olharam confusos para ele.
“E em que exatamente você está envolvido nisso?” perguntou Molly, desconfiada.
“Ué, não está óbvio? Eu vou junto para conhecer umas amiguinhas da Gininha aqui ou, se vocês preferirem chamar assim, para cuidar dela.” Ele piscou para Gina.

Depois de receberem presentes de Fred (que ele obviamente havia inventado, pois tudo aquilo não passava de coisas que ele já tinha na mochila), Penélope se pronunciou.
“É melhor irmos, Percy, ou as crianças iram dormir na mesa.” As crianças, no entanto, estavam muito bem acordadas chutando Gina e Jorge sem parar por debaixo da mesa.



Assim que a porta se fechou atrás de Percy e Penélope, todos começaram a ir embora um a um. Gina foi de encontro ao ar frio lá fora e caminhou sozinha até o carro. Sua mãe e seu pai estavam acenando para ela na porta, mas ela ainda assim se sentia solitária. Normalmente ela saía dos jantares com Draco, e se não com ele, então ela estava retornando para ele. Mas não esta noite ou a noite seguinte ou qualquer noite a partir de ali.

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