CAPITULO 40
Mediadora
Gina jogou o jornal longe, com desgosto. O Pasquim trazia em sua capa uma matéria onde relembrava toda a trajetória de Harry Potter, desde a morte dos pais, até os dias atuais e era uma matéria de muito bom gosto, por outro lado, O Profeta Diário trazia uma manteria de capa sensacionalista e idiota, contando do escandaloso romance entre eles.
Rita Skeeter especulava sobre o envolvimento entre eles, questionando as razoes de Gina em retomar um namoro do passado tendo perdido o marido de forma trágica e misteriosa há tão pouco tempo.
Para ser franca, boa parte da reportagem insinuava um possível envolvimento entre eles antes da morte de Greg, e que Harry seria o pai verdadeiro do seu filho, e talvez, cúmplice da morte de seu ex-marido.
Dissera a Harry que não se importava, mas era desconcertante ver as maldades que falavam sobre ambos. Especulações errôneas que tiravam sua paz. Olhou para a foto da capa, onde Harry seguia abraçado ao seu lado pelas ruas de Hogsmead. Ele sorria contra o sol, e estava feliz.
Isso era o bastante disse a si mesma.
Deixando suas dúvidas de lado, Gina olhou para Hermione que bebia seu café. Ela estava silenciosa e triste. Qualquer um notaria sua infelicidade.
Havia lhe feito uma visita antes que ela saísse para o trabalho, e notara o esmero de Hermione com seu apartamento. Tudo estava limpinho e em seu devido lugar. Ela não era adepta ao trabalho domestico, mas era caprichosa em tudo que fazia, então, não sabia por que estava surpresa.
-Em um mês vou dar a luz – Gina comentou a voz alta e notou um sorriso se formar no rosto abatido de sua eterna melhor amiga – Estou tão ansiosa!
-Acredite, parece muito calma, quem olha nem diz que está ansiosa – Hermione fez carinho em seu barrigão pensativa – Me diga, Gina, nunca se arrependeu da sua decisão? De ter um filho? – perguntou curiosa.
-Quando vi Harry me passou pela cabeça a idéia de que deveria ter esperado por ele mais tempo. A vida toda se preciso. Mas esse tipo de pensamento, é imaturidade e infantilidade, não funciona na vida real. Felicity é minha vida. Não tenho nem idéia do tamanho do amor que sentirei quando ver seu rostinho pela primeira vez, mas se for um décimo do que sinto agora, já será amor demais. – disse convicta.
-Eu penso em ter uma família – Hermione deixou escapar – Conhecer alguém...como você fez.
-Hermione, me ouça -ela disse ficando séria – Acreditei que Harry estava morto e que jamais voltaria. O seu caso é diferente, Rony está ao seu alcance, só precisam entrar em acordo.
-Entrar em acordo? – ela ironizou – Sobre o que?
-Vocês dois parecem crianças! -Gina indignou-se – Rony precisa se separar e assumir o que sente! E você precisa parar de fingir que não quer que ele faça isso!
-Ele esteve com ela, Gina. Depois de me jurar que não faria isso! Eu não pedi que mentisse! Para ser franca eu entendi que era seu dever como marido, e foi ele quem me encheu de esperanças falsas! Não quero saber de alguém que mente para mim com tanta facilidade!
-Sei que não quer saber dele, mas ao menos poderia ouvir o que Rony tem a dizer! Ele...
-Eu não quero saber nada sobre ele! – indignou-se se levantando e colocando as xícaras dentro da pia.
-Ao menos escute o que tenho a dizer, e se depois ainda o odiar, eu não toco mais no assunto! – Gina insistiu naquele tom que dizia que ela não desistiria tão fácil.
Hermione ficou olhando para ela com pouca disposição a dar o braço a torcer, mas acabou concordando, cruzando os braços e esperando que ela dissesse tudo que queria. Fazia isso por consideração a sua amiga e só!
-Rony me contou que brigou com Mary, saiu para reaparecer e quando voltou, eles conversaram, e ele deitou para dormir. Não lembra de terem feito qualquer coisa! Não se lembra de terem feito amor!
-Não acha engraçado que todas às vezes ele tenham uma desculpa? - Hermione disse irritada – Primeiro, ela se aproveita de um porre e engravida. Agora, ele faz amor sem perceber! Curioso, não? Parece que ele sempre faz sexo sem querer! – havia tanta ironia em sua voz que Gina não disse nada – Admita, não é fácil acreditar nisso!
-Talvez seja uma coincidência... – ela disse numa tentativa de defender o irmão.
-Você acreditaria nisso? -ela perguntou e Gina sorriu pega no pulo.
-Não, não acreditaria – confessou – Só te peço uma coisa, Hermione, não desista dele! Mary tem seus truques, toda mulher tem. E eles passam muito tempo sem intimidade! Os homens, não é clichê, eles realmente precisam muito de sexo! Eu mesma acho que Rony é um herói por evitar por tanto tempo, e isso antes de você voltar! Pode ter perdido a cabeça e não achar um meio de explicar!
Esse pensamento não lhe tinham ocorrido, mas tinha lógica.
-Eu nunca lhe diria para ir em frente se não tivesse certeza absoluta que podem ser felizes juntos.
-Sei disso – sorriu agradecida,sentindo-se pequena diante da dor que sentia sempre que lembrava dele esparramado naquela cama.
Olhou para Bichento que bebia seu leite numa tigela no chão e pensou em como a vida é curta. Se não fosse um gato especial, ele não estaria desfrutando de uma vida tão longa.
-Queria saber quem foi que o devolveu a mim – ela disse pensativa e não viu Gina esconder um sorriso, e se eximir de responder.
Hermione sorriu para Gina e mudou de assunto, pois não queria mais pensar ou falar em Ronald. Já bastava saber que dali a algumas horas não poderia mais fugir dele.
A noite começavam suas aulas de auror, e teria que suportar sua presença. Só esse pensamento erro o suficiente para acelerar seu batimento cardíaco e fazê-la lembrar dauqele beijo trocado na surdina de um rua escura. Um beijo de amor, disse a si mesma. Ao menos da sua parte...
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