FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

5. Capítulo Três


Fic: A Marca de Hermione


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Capítulo Três

Hermione sabia que estava com problemas. Não era estúpida; não era teimosa só por ser. Estava aterrorizada, e esse medo não se dirigia aonde deveria ir. Não era o Conselho ou suas bestas de guerra que a aterrorizava. Era sua resposta a uma raça arrogante e muito segura de si mesmo.
Ela o queria. E não tinha sentido. Tinha desistido faz anos dos prazeres físicos, preferindo não fazê-lo antes que sofrer os pensamentos e emoções que emanavam de seus companheiros durante o sexo. A tensão disso por si só era o bastante para tirar uma mulher de qualquer orgasmo ao qual pudesse aproximar-se nesse momento.
Entretanto seu coração acelerava, sua carne se esquentava, as dobras suaves entre suas coxas estavam sensíveis, sensíveis e inchadas pela necessidade. E ela estava molhada. E não só da água quente que a cobria enquanto entrava na água fumegante de sua banheira.
Seu ouvido zumbia, ardia. Hermione jogou água no lóbulo machucado quando relaxou na banheira de enormes pés de garra, jogando fumaça sobre a completa arrogância de Harry.
Ela odiava os homens arrogantes. E facilmente odiava que seu corpo a traísse quando Harry estava perto. Um dia. Ela conhecia o safado só fazia um dia, e seu corpo pedia seu toque aos gritos.
Que o bastardo tentasse mover-se sobre ela. Mostraria exatamente a que velocidade podia disparar. Ela faria voar suas bolas pelo ar.
O vapor da água quente a envolveu, encharcando sua carne para aliviar as dores e o mal estar das numerosas contusões que machucavam a parte superior de seu corpo. Suas costelas pareciam adornos de Natal, raspões vermelhos, contusões profundamente azuis e arranhões múltiplos que ardiam como o inferno pela batalha de ontem.
Ela estava muito furiosa e preocupada. Sabia que a parte preocupada ia mantê-la acordada um tempo.
- Woof - O fôlego suave da mescla de pastor era uma comodidade calmante. Isto também ajudou a separar seus pensamentos de uma certa Raça de Leão e voltar para presente.
Mo-Jo tinha resistido permitir que ela o tocasse quando entrou no pórtico. Outra vez. Como se ontem não tivesse sido o bastante. O cheiro da Raça tinha sido uma afronta a seu orgulho canino. Ou algo assim.
Ele tinha cheirado uma vez e tinha grunhido como se ela fosse o inimigo e fosse seu trabalho eliminá-la. Expondo os dentes malignos, agudos e absolutamente brancos de sua boca, o tinha feito maravilhar-se por que ela inclusive o mantinha ao seu redor quando grunhiu em resposta. Ela havia ganho uma mofa do cão quando abriu a porta e ele passou diante dela. Ele se deixou cair na abertura do ar condicionado enquanto ela preparava uma refeição. Bem, preparava para ele uma refeição que a permitiria compartilhar.
Agora ele estava na porta do banheiro, olhando-a com aquela expressão confusa enquanto ela queixava-se muito furiosa sobre as Raças de Leão durante os últimos trinta minutos. Era um bom cão quando queria ser.
- Mo-Jo, vá e me traga uma cerveja. - Suspirou caprichosamente enquanto lhe dava uma olhada, desejando que fosse um pouco menos temperamental e teimoso. Se não o tivesse sido, aquela escola para mascotes obstinadas podia ter funcionado para ele. Ele saberia ir buscar uma cerveja gelada imediatamente.
Pelo contrário, inclinou sua cabeça e levantou seu nariz desdenhosamente, como se tivesse pedido para fazer algo desagradável.
Ela se lembrou de não compartilhar a próxima cerveja com ele.
- Deve ser uma coisa animal. - resmungou ela, pensando na expressão de Harry quando ela se referiu cinicamente a ele um dia antes como Gato de Botas. Isto trouxe um sorriso a seu rosto. O ultraje masculino puro se refletiu em sua expressão.
Um ponto para a agente feminina; ela anotou mentalmente no marcador invisível da vida. Ela merecia aquele sinal depois da surpresa que ele tinha tentado lhe dar hoje.
Ficar aqui com ela? Ela não acreditava.
Mo-Jo deu um suspiro quando lhe deu uma olhada, seus olhos marrons grandes e sonolentos enquanto desfrutava da frescura controlada do clima da casa. A temperatura lá fora tinha alcançado cem, e embora ele sobrevivesse bem nas temperaturas mais altas ainda preferia estar dentro de casa.
- Está na abertura outra vez, Mo-Jo? - perguntou, malditamente bastante sonolenta agora que notou a posição de seu corpo.
Deu-lhe um grunhido desinteressado.
- Um dia destes, vou entregá-lo como parte do pagamento para um poodle. - bocejou ela.
Ou um leão. Ela grunhiu ante a imagem que de repente apareceu em sua imaginação. Seis com quatro. Ele tinha que ser de seis com quatro.
A altura era sua fraqueza num homem. A altura e aqueles ombros largos e fortes, e o cabelo negro grosso e comprido. Mãos grandes. Botas. Ele tinha calçado botas e vestido jeans e uma camiseta negra que se esticava através daquele peito extraordinariamente amplo como o material que se esticava ao redor dos bíceps protuberantes de seus braços.
O jeans confortável tinha abraçado aquelas pernas poderosas e longas, embalando um vulto impressionante que ela se garantiu de comprovar quando pretendeu apontar-lhe ontem na delegacia de polícia. Hoje tinha sido impressionante.
Não que ela tivesse disparado. Não ali, de qualquer jeito. Algumas coisas era um delito destruí-las, e se aquele vulto era alguma indicação, esse era carne masculina de primeira.
O pensamento lhe encheu a boca d’água e um gemido tremeu em seus lábios. Quanto tempo passou desde que realmente tinha tido sexo?
- Ele estava bem, Mo-Jo. - suspirou ela então - Realmente bem, e ele sabia. Maldito gato.
Isso era um nojo.
Não é que ela tivesse algo pessoal contra as raças. Inferno, inclusive fez campanha a favor da lei de direitos Humana-raça quando esta foi apresentada no ano anterior. Não tinha preconceitos. Só era cautelosa. Isso era tudo.
Ele era selvagem e indômito. Ela podia vê-lo em seu sorriso despreocupado e no brilho de seus olhos de âmbar escuros. Ele era um viciado em adrenalina, não do tipo caseiro, ou a raça de "feliz para sempre e jamais". Ele podia, se deixasse, lhe roubar o coração.
Mas a tinha deixado lutar. Por uma vez em sua vida ela tinha sido capaz de unir-se à ação. Ela tinha combatido pessoalmente os caras maus e tinha ganhado.
A corrente de prazer que a banhou ante aquele pensamento era quase sexual. Ela tinha treinado para este trabalho a maior parte de sua vida. Tinha lutado por isso só para arrancar essa horrível maldição de sua cabeça.
Suas capacidades empáticas se mostraram durante seu último ano da escola secundária, e só se fez constantemente pior.
Até o ponto de que o trabalho de campo com o qual tinha sonhado agora lhe era negado. Ela era um risco para uma equipe. E para si mesmo. Quanto mais forte fossem as emoções das pessoas a sua volta, mais pareciam afetá-la.
- Talvez devesse ter trabalhado em uma creche. - suspirou ela com uma careta antes de gemer com derrota. O trabalho diurno não teria significado nada absolutamente.
Ela se mexeu na água, suspirando enquanto o líquido quente acariciava seu corpo sensível.
- Woof. - Sua cabeça se sacudiu ao redor quando Mo-Jo ficou rapidamente em pé, virando-se para a porta enquanto a olhava com receio.
Ele podia ter sido reprovado em cortesia naquela cara escola canina, mas tinha tido uma nota excelente na formação defensivo-protetora. E o que ele mostrava agora era uma agressão masculina pura. Seu território estava sendo invadido.
A parte mais aterradora era que ela não podia senti-lo. Quando tentou sentir uma presença, todo que sentiu foi frio, um espaço morto.
Raças de coiote. Tinham que ser. Podia não ser capaz de sentir as emoções de Harry, mas teria reconhecido seu calor e conforto lhe tendendo a mão. O único momento em que não havia sentido nada, nem sequer ecos de consciência, tinha sido ontem quando ela olhou fixamente naqueles olhos da raça de coiote. Ela os havia sentido justo antes que atacassem. O mal e a malevolência.
Merda. Merda. Não precisava disso. Não podia permitir que Harry tivesse razão. Maldição.
Hermione saiu silenciosamente da água, agarrando a longa e fina bata de seda que pendurava na parede e vestindo-a rapidamente. Depois veio a arma que tinha deixado na superfície da cômoda. Uma pistola Glock de calibre 22 era um pouco pesada em sua mão, mas cômoda e segura. A Glock era um pouco antiquada, mas confiável. Gostava do confiável.
E o carregador estava cheio e preparado para disparar.
Mo-Jo estava de tocaia na porta, seu corpo tenso pela necessidade de atacar a quem invadia seu auto proclamado território.
Uma coisa que a escola canina o tinha ensinado era como defender Hermione e sua casa. Uma das razões pelas quais ela mantinha o saco peludo e mala de pulgas. Isto, e o fato de que em segredo o adorava. Sobretudo agora.
Seguindo seus sinais corporais, ela agarrou o trinco e abriu a porta devagar, o permitindo mover-se pela entrada em frente enquanto o seguia silenciosamente. Ela manteve a arma apoiada em seu ombro, sua mão em frente agarrando o pulso que a sustentava enquanto se movia por seu quarto.
Mo-Jo estava na porta agora, silencioso, quase tremendo.
Ela girou o trinco com cuidado, abrindo-a devagar quando Mo-Jo começou a obrigá-la a abri-la mais para permitir mais liberdade a seu corpo.
Hermione era mais cautelosa. Ela olhou em volta da soleira da porta, baixando a arma e destravando-a enquanto contemplava o vestíbulo silencioso. Mo-Jo, na escada, ficou em cócoras, preparado, esperando-a.
Ela se movia silenciosamente para ele quando ele de repente se virou, com um olhar de cálculo canino em sua cara quando olhou fixamente para trás. Ela não podia ouvir nada, nem o chiado de um piso de madeira ou um sussurro. Mas o sentiu.
Malícia. Mau. Como tinha acontecido na ravina. Como se a energia destrutiva dos Coiotes ficasse à deriva no mesmo ar.
Estas não eram emoções. Nenhum medo, esperanças ou sonhos. Só uma intenção fria e mortal em vez de um espaço morto. Isto a envolveu, apertando sua garganta e seu peito até que a obrigou a regular sua respiração e trancar o medo. Eles estavam mais perto, em sua casa, movendo-se dentro de casa para assassiná-la. Ela o sentiu, como o tinha sentido na ravina.
Ela deu marcha a ré, olhando quando o cão a seguiu. Se Mo-Jo não queria abordar quem estivesse lá em abaixo, maldição se ela ia fazê-lo.
Estalou seus dedos à porta do quarto, mandando o animal segui-la. Eles se moveram rapidamente de volta ao quarto. Fechando silenciosamente com chave a porta correu à janela, abriu-a e escorregou sobre o batente para o terraço do pórtico.
Mo-Jo a seguiu quando ela fechou a janela e se moveu para trás um instante antes que o fogo arruinasse a porta de seu quarto e o som de madeira estilhaçando a fizesse saltar e o Mo-Jo do terraço do pórtico para a gaveta de areia densamente acolchoada que ela mantinha para ele.
Hermione o seguiu rapidamente, aterrissando com força e amaldiçoando silenciosamente ante o impacto da terra em seu corpo machucado.
- Vou matá-los. - resmungou ela enquanto ficava em pé e corria para frente da casa, atrás de seu furioso cão quando ele correu para a porta principal aberta. Não havia nenhum veículo na calçada; a fechadura tinha sido aberta com laser. Quem estivesse ali infelizmente sabia bem o que fazia.
Ela deslizou pela cozinha enquanto Mo-Jo se movia para colocar-se na entrada do vestíbulo curto que conduzia à escada. Quando ele se movia, ela se movia, até que estiveram embaixo da escada, silenciosos e esperando.
- A fêmea estava aqui. A água ainda está quente. Ela saiu pela janela.
Ela ficou de cócoras perto de Mo-Jo.
- Tudo que cheiro é a esse cão pestilento. - grunhiu outra voz - As pessoas deveriam aprender a lavar seus animais safados.
Eles estavam no alto da escada. Hermione estreitou seus olhos, seus dedos apertaram a coleira de Mo-Jo enquanto esperava.
Sim, seu cheiro de cão mestiço não sempre era fácil, mas ele estava a ponto de mostrar exatamente a estes bastardos por que havia se rendido a ele.
Eles desciam. Seus dedos se apertaram. Esperando. Tudo o que tinha que fazer era esperar. Mo-Jo os surpreenderia e ela se encarregaria deles. Simples. Fácil.
- Fora. - O grunhido animal fez que os cabelos da nuca se arrepiassem pelo alarme - Ela está a um passo. Vamos agarrá-la.
Eles desceram a escada, quase silenciosos em sua busca por ela. Ela liberou a coleira de Mo-Jo e esperou que ele fizesse o primeiro movimento.
Quando o fez saiu grunhindo quando eles aterrissaram, enquanto Hermione rolava através do chão, rolando e disparando. Ela se livrou do primeiro intruso com um golpe mortal no peito enquanto Mo-Jo derrubava o outro homem. Ficando em pé precipitadamente, correu e chutou a arma do atacante através do chão.
- Jo. Aproxime-se! - gritou ela quando viu o brilho de uma faca dirigir-se para o ventre exposto do cão. Ela não podia conseguir um tiro claro, mas não teve que fazê-lo. Girou a cabeça quando as presas malignas e agudas rasgaram a garganta do Coiote apenas nada mais que um fôlego antes que a faca tocasse a carne vulnerável.
Mo-Jo não era um animal obediente. O sangue salpicou ao redor dela quando ele sacudiu o pescoço do atacante brutalmente antes de parar e saltar protetoramente.
Ela caiu em uma poça surpresa, rodando sobre seu estômago e levantando-se com sua arma apontada para a porta. O cão fez uma ronda de grunhidos. Ladrou furiosamente quando Rony e Harry se detiveram sobressaltados na entrada.
- Porra! - Rony contemplou a cena, sua expressão estava em branco quando ele piscou diante do que viu.
- De onde você saiu? - perguntou ela piscando com surpresa.
- Chegamos quando começaram os disparos. - Rony sacudiu sua cabeça enquanto Mo-Jo grunhia em advertência.
- Quieto, Mo-Jo. - Hermione se deixou cair a seus pés, com um gemido de dor quando seu corpo de repente começou a protestar pelo abuso adicional - Quieto.
Os dois homens contemplaram os cadáveres no pé da escada. Rony sacudiu a cabeça com assombro quando Harry se voltou para contemplá-la, suas sobrancelhas se levantavam indagadoras.
- Espero que tenha um bom serviço da limpeza. - Harry arrastou as palavras quando se apoiou contra a soleira da porta - O sangue mancha a madeira velha muito rápido, hermione. Pode querer se adiantar e chamá-los.
Um estalo agudo de risada saiu de seus lábios, não histérico, mas não exatamente calmo, quando ela contemplou a confusão.
O sangue se acumulava ao redor dos corpos, o fedor de morte era quase esmagador na área fechada da casa.
- Estes fedorentos. - Ela sentiu seus joelhos dobrando-se quando se levantou e se moveu rapidamente aos degraus - São raças.
Ela se sentou.
- Coiotes. Deus, maldição, Hermione! Advertimos-lhe isso. Não lhe advertimos isso?
A fúria de Rony encheu de repente o ar ao redor dela, mas desta vez isto não a tocou, não assaltou sua mente. Pelo contrário, essa aura de estabilidade tranqüila se estendeu de Harry e a envolveu.
Ela olhou para Harry. Ele se afastou devagar da soleira da porta, com cuidado de evitar o sangue enquanto se inclinava ao lado do homem que ela tinha pego com um tiro e levantava um lábio com cautela.
- Coiote. - estava concordando ele.
Harry fez o mesmo com o outro antes de tirar o celular de seu cinturão e pressionar um botão rapidamente.
- Temos mais dois. Área Quatro B, residência de Hermione Granger. Aproxima pelos fundos até aqui.
Hermione virou-se para Rony com entorpecida confusão.
- Vai chamar por isso?
Ele a olhou fixamente, sua expressão era lívida.
- Infernos não! - espetou ele - Podem ficar com isto também. Não precisamos de notícias como esta golpeando as ruas da cidade. - Ele passou as mãos sobre o rosto antes de contemplá-la preocupadamente - Está bem?
- Estou bem. - suspirou ela antes de levantar seus olhos para contemplar o cão. Ele gemia na entrada, estirado, olhando-a com olhos marrons miseráveis. Não se moveu. - Mo-Jo, vem aqui.
Ele não tentou mover-se, só gemeu miseravelmente.
- OH não! - Ela lutou para ficar em pé enquanto Harry se virava para o animal - Não o toque, arrancará seu rosto. – advertiu quando ele se moveu para examinar o animal - Rony, chama papai. O coiote tinha uma faca.
Evidentemente o atacante tinha conseguido dar um golpe depois de tudo.
- Está louca? - Rony ficou rígido com rechaço-. Encarregaremo-nos dele. Se o Tio David o vir, Hermione, a sacudirá tão rápido que nossas cabeças darão voltas.
- Só tem medo de que o atinja. - disparou ela.
- Continua pensando isso. - grunhiu ele com frustração.
Dirigiu-lhe um olhar furioso enquanto pegava o telefone da parede e se ajoelhava ao lado de Mo-Jo. Apertou o teclado rápido.
- Mione. Papai e vovô estão a caminho. Está bem? - A voz de sua mãe estava frenética enquanto Hermione inspecionava o talho profundo e longo no baixo ventre de Mo-Jo.
Sua mãe, bendito o seu coração, sempre sabia quando seus meninos estavam com problemas mesmo que suas capacidades empáticas não fossem tão fortes quanto as de sua filha.
- Estou bem, Mamãe. Só maltrataram ao Jo. - Ela se levantou, tirando um pano de prato do armário para aplicar pressão à ferida.
Inclinando-se perto do animal, embalou sua cabeça quando a queda de adrenalina começou a deixá-la débil.
- Estará bem até que eles cheguem aqui.
- Está certa? - Não enganou a sua mãe. Ela esteve esperando a chamada de Mione, prova de que seu pai e avô tinham deixado a casa a toda velocidade.
Seu avô teria sabido também que algo ia mal. Ele dizia que os ventos lhe falavam dela. Ela sacudiu sua cabeça ante o pensamento. A empatia corria no lado de sua avó. Ela nunca esteve segura do que corria pelo de seu avô, mas Hermione sabia que era tão poderoso como os talentos que ela possuía, se não mais.
- Estou certa, Mamãe. Te amo, mas agora tenho que ir.
Ela desligou o telefone antes de levantar os olhos para Harry.
Ele a olhava com preocupação, e ela advertiu-se que definitivamente ia ter o que agüentar. Rony não deixaria este pequeno giro dos acontecimentos sem ter um baque, ou ao menos sem chamar a maldita família inteira.
- Sabe Harry, realmente não vamos nos dar bem. De fato, não acredito nem que vá gostar de mim.
Ela virou-se e se afastou dele antes que ele pudesse falar, o som de um veículo entrando na garagem chamou sua atenção. Ela se moveu à porta dos fundos, dando um suspiro de alívio quando seu pai e avô saíram rapidamente do caminhão e se dirigiram para a casa.
- Está bem, Mione? - Seu pai a abraçou com força.
- Estou bem. Embora Mo-Jo esteja ferido. Recebeu uma navalhada no baixo ventre. - Ela tremia, tentando evitar o olhar de seu pai e a preocupação que sempre a fazia sentir-se sufocada.
Seu pai estava vestido com seu costumeiro jeans, mas usava uma camisa de etiqueta e o laço de corda de prata, indicando que estaria disposto a sair essa tarde. Seu grosso cabelo negro estava salpicado de cor cinza, seus olhos escuros com força e sondando enquanto se movia pela cozinha à entrada do corredor e dava uma olhada para Rony.
- Parece bastante profundo, Papai. - suspirou ela, contemplando seu avô com derrota quando o deixou ajudar e conduzi-la a uma cadeira da cozinha.
- Tio Dave, apresento-o a Harry Potter. - Ela ouviu o murmúrio de Rony no corredor.
Ela estava consciente de que Harry a olhava, sua cabeça estava inclinada, notando-se em cada movimento, cada expressão, enquanto olhava a cena diante dele. Mas havia mais, essa calma que era tão parte dele a envolvia também, abrigando-a. Uma garota poderia acostumar-se a isto. Acostumar-se muito. Seria um horror quando se fosse outra vez.
Seus olhos perguntavam, quase aturdidos, quando seu avô, curvado pela idade e agitando suas articulações rígidas a acariciou no ombro.
- Fica quieta, pequena guerreira. Prepararei um chá. - Sua voz estava cheia de preocupação, sua expressão confinava com a inquietação.
- Café.
- Chá. - falaram firmemente seu pai e avô.
Ela fez uma careta. O chá não teria nem cafeína.
Apesar de sua calma ela sentiu o medo. Não o apreciou, por sorte. Mas o sentiu espessando o ar ao seu redor.
- O que aconteceu aqui, Rony? - Seu pai estava inclinado sobre o Mo-Jo, uma pequena bolsa médica preta ao seu lado enquanto examinava a ferida.
- Por que pergunta pra ele? Ele não estava aqui. - Ela odiou o cuidado protetor que podia sentir abrigar-se a seu redor. Por que não trouxeram sua mãe junto com eles? Isto teria acabado por envolvê-la entre algodões satisfatoriamente.
Seu pai a olhou, e durante um segundo ela vislumbrou uma fúria e um medo que sabia que não deveria havê-la impressionado. Entretanto isto o fez, porque ela só sentiu, não apreciou. Isto se estendia sobre ela em cegantes ondas ou tirava seu fôlego. Ela também notou que Harry tinha se aproximado, fazendo mais fácil para ela estender aquele escudo a seu redor.
- Porque examino uma ferida de seu animal que podia ter sido infligida a você. - Ele não tentou falar bruscamente, mas ela podia sentir a cólera que vibrava dele - Não sei se meus nervos podem suportar ouvir um relatório de você, filha.
Seus ombros se inclinaram. Maldição. Como combatia esse tipo de amor?
- Não sei o que aconteceu, Tio. - respondeu finalmente Rony - Eu trazia Harry Potter aqui para falar com ela. Entramos quando Mo-Jo arrancava uma garganta.
- E o que tem de ontem? - perguntou seu avô então - Os ventos sopraram pela terra com uma advertência, seu nome ressonava na brisa.
Hermione quis gemer.
- Vocês me sufocam.
Harry não se apoiou contra a parede, olhando tudo isto, nunca falando. Atraente e silencioso. Bem, então havia umas coisas que foram por ele.
- Se acostume a isso. - A voz de seu pai não tolerava nenhuma resposta negativa - Até que eu deixe este mundo, você é ainda minha filha e ainda sob a minha proteção.
- Proteja a Rony. - Ela agitou sua mão para seu primo que sorria com satisfação - Ele corre mais perigo que eu se continuar me enchendo o saco. Compartilhe o amor, Papai.
Seu pai só resfolegou enquanto aplicava uma grosa capa de reparador de pele no ventre de Mo-Jo.
- O cão estará bem. - Ele fechou a garrafa do látex simulador de pele e a devolveu a sua bolsa - A ferida não era muito profunda; só é um arranhão grande. - Ele acariciou a cabeça do cão antes de encher uma seringa de injeção e injetá-la no músculo do ombro grosso - Aí vai, algo para aliviar a dor. Estará como novo em uns dias. O levaremos a clínica e lhe daremos alguns antibióticos por segurança.
Ao mesmo tempo, seu avô pôs o chá e biscoitos de gengibre diante dela. Ela ainda podia cheirar a morte ao seu redor. Não havia nenhum modo em que pudesse comer.
- Sua taxa de açúcar no sangre está baixa, Neta. Come também. - Ele caminhou arrastando os pés ao redor da mesa e, é claro, serviu café para todos os outros. Às vezes, ela lamentava não fumar. Se alguma situação requeria um cigarro, era esta.
- Tempo de explicações. - Seu pai se ergueu, seu amplo corpo tenso, seu rosto bruscamente esculpido que emparelhava a cólera em seus olhos quando se encontraram com o olhar fixo de Harry. - Quem demônios é você e o que tem haver com tudo isto?
Harry ficou rígido.
- Basta, David. - Seu avô veio em socorro. Ela esperou - Venham, todos vocês, sentem-se na mesa de Hermione e falem com respeito em sua presença. Ela se defendeu bem hoje. Fez o que nenhum homem podia ter feito por ela, e tem satisfeita sua alma de guerreira em sua própria proteção. É o momento de celebrar, não de reprová-la a ela ou aqueles que a defendem.
O orgulho de seu avô por ela nunca fracassava em enchê-la de calor.
Seu pai lhe dirigiu um olhar descontente.
- David… marido de minha filha. - suspirou ele - Sinto sua preocupação como se fosse a minha. Mas lhe adverti isso, seu destino não é como você queria.
Tempo de discussões. Hermione sabia que se não mudasse de assunto rapidamente então seu pai e seu avô terminariam por lutar outra vez.
- Alguém tem que limpar a confusão. – suspirou ela, afastando as bolachas e o chá - Esqueceram dos dois corpos em meu vestíbulo? - perguntou ela a todos eles com um toque de incredulidade - Estão manchando meu chão de madeira. Pergunte-lhe ele sabe tudo sobre isso. - Ela assinalou onde Harry ainda estava em pé silenciosa e vigilantemente.
Muitos homens se apinhavam ao seu redor. Ela usava somente uma bata e a reação começava a fazê-la tremer enquanto toda a testosterona começava a preparar-se em uma caldeira furiosa. Não queria estar aqui para a luta.
- Meu pessoal está a caminho. - Harry se moveu na cozinha e antes que ela pudesse ofegar ou alguém mais pudesse protestar a levantou em seus braços e saiu a passos largos da cozinha.
Deus, ele era quente e seguro. Seus braços agarraram seus ombros em resposta instintiva enquanto lutava contra a necessidade de aproximar-se mais, de absorver mais do escudo natural que a envolvia também.
- Não sou uma molenga. - tratou ela de espetar apesar do desejo repentino de curvar-se contra ele.
- Não, não o é. Mas o chão está ensangüentado e não usa sapatos. - Ele a deixou na escada - Às vezes vê as manchas de sangue quando menos se espera. - Ele a olhou fixamente, seus olhos de ouro eram solenes - Vai. Se vista. Meu pessoal estará aqui e haverá um choque de costumes com o qual não quer tratar meio nua. - Sua voz baixou - E garanto como o inferno que não quero ninguém mais vendo esses mamilos perfeitos brilhando por esse tecido úmido como estão agora.
Seu rosto ardeu quando baixou seu olhar horrorizado. Seus mamilos estavam endurecidos. Endurecidos e prontos, apertando contra a seda de sua bata como sinais.
Sua cabeça se levantou enquanto excitação e vergonha corriam por ela. Não era ele, assegurou-se ela. Ele não a acendia. Nem sequer o conhecia e não queria conhecê-lo.
Ela cheirou desdenhosamente, resistindo tentar até explicar ou protestar pela resposta de seu corpo.

Harry a olhou caminhar para seu quarto, seu peito apertado, seu coração acelerado. Deus, ele queria envolvê-la tanto quanto os três homens atrás dele o faziam. A visão dela naquela cadeira, parecendo tão abandonada, tinha sido quase mais do que ele podia agüentar. Ele a tinha recolhido e a tinha levado à escada por seu próprio bem-estar mental. O pensamento dela caminhando ao redor da morte naquele vestíbulo e que podia ter sido ela que estivesse estendida ali em vez dos dois Coiotes fazia que suas tripas se apertassem de fúria.
Ele não se deu conta de quão pequena era, e leve, até que a recolheu em seus braços e sentiu a fraqueza de seu corpo.
Como diabos tinha conseguido ela combater a dois Coiotes e sobreviver?
Os olhos azuis de meia-noite escuros, quase negros, tinham parecido enormes em seu rosto pálido, cheia de excitação e a beira da confusão. Mas não havia nenhum medo. Ela estava furiosa. Baixando rapidamente da animada adrenalina e dolorida pelas exigências que tinha imposto ao seu corpo nos dois últimos dias.
Mas não estava assustada.
E ele não podia envolvê-la. Não podia abrigá-la do perigo. Só podia estar em pé atrás dela e rezar para poder lhe ajudar. O mundo não era um pátio cheio de risadas e jogos. Ao menos, seu mundo não o era. Estava banhado em sangue e crueldade e só o mais forte sobrevivia. Ela estava sendo lançada no meio de seu mundo pela razão que fosse e ele não podia compreender. Ele não podia a proteger disto. Só podia guiá-la.
- Ela é uma guerreira. - O ancião, seu avô, falou atrás dele.
- Ela é uma mulher. - espetou o pai furiosamente - Maldição, Rony, que demônios está acontecendo?
- Ela está louca, é o que acontece. - discutiu Rony - Guiou diretamente até uma cena de assassinato ontem a tarde comigo gritando que voltasse atrás. A mulher busca problemas. Desta vez, estes a encontraram.
- Ela procura justiça… - murmurou Joseph.
E todos eles procuravam um modo de protegê-la. Sua necessidade de abrigá-la a sufocava devagar. Harry podia senti-lo, podia vê-lo em sua cara. Ela tinha que lutar, e agora não tinha nenhuma outra opção, só fazê-lo.
- Não. - Ele se virou para confrontar a todos eles - Ela é uma lutadora e uma sobrevivente, e se for sobreviver a isto de algum modo então terão que deixá-la lutar. Até que averigüemos por que o Conselho de Genética a marcou, temos que a deixar lutar ou vocês a perderão de todo.
O silêncio, as ondas da fúria, confusão e o conhecimento de um ancião pareceram fluir ao redor dele. Ele encontrou o olhar ancião e agudo do velho Navajo que o olhou fixamente, suas tranças cinza emoldurando sua expressão quadrada, dura.
- Ela é uma guerreira. - disse o ancião, levantando sua cabeça com orgulho - Mas cuidado, meu jovem Leão, é também uma mulher. E freqüentemente é a maior fraqueza de cada Macho. Inclusive a sua própria.
Como sabia o ancião quem e o que era ele, Harry não sabia e não se importou. Agora, como antes, a confusão o afundou. As raças, exceto umas poucas muito escolhidas, não tinham meninos. Nenhuma mãe, nenhum pai, tios ou primos.
Foram criados num Laboratório, treinados em vez de criados, e agora lutavam diariamente pela sobrevivência em um mundo que não estava seguro exatamente do que fazer com esta nova espécie.
Harry nunca havia experimentado a emoção, a pura fúria protetora e a determinação de proteger à família de alguém.
Ele podia ver facilmente os três homens que devagar sufocavam o espírito de luta da mulher por seu amor.
- Deveria planejar algo antes que ela volte aqui para baixo. - assobiou Rony quando ele contemplou seu tio e seu avô - Não vou despedi-la. Ela nunca me perdoaria. Além disso, só me ignora quando tento.
- Disse que o fizesse a três meses. - David, o pai, grunhiu furiosamente - No mesmo dia ele… - ele apontou seu polegar para o ancião - Ouviu seu nome nos ventos. Mas não, espera Tio… - ele zombou do homem mais jovem. - Não lhe faça mal. Ela deixará Broken Butte.
- Ou me dará um tiro. - espetou Rony - Maldição, Tio, ela teve três ofertas de cidades grandes, mas pelo contrário, fica aqui. Empurre-a para muito longe e partirá.
- Não permitirei.
- Você não pode pará-la, meu filho… - disse o ancião.
- Inferno sangrento, ela vai encontrar problemas não importa aonde vá… - discutiu Rony.
Harry martelou sua cabeça, olhando como os três discutiam. Que interessante. Pessoalmente, ele pensava que ia com um pouco de atraso e definitivamente era o momento incorreto para acusações, mas interessante apesar de tudo.
Os três Machos obviamente estavam bem acostumados à discussão de como melhor proteger uma mulher que não queria nada mais que ser quem era, lutar quando fosse necessária. Isto desafiava a lógica. As mulheres eram ferozes e freqüentemente menos misericordiosas que qualquer homem. Elas eram lutadoras excelentes quando acreditavam na batalha em que estavam implicadas ou aqueles para os quais lutavam. E Hermione era uma mulher. E ele decidiu naquele momento, ela era também sua mulher.



Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2021
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.