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3. Capítulo Um


Fic: A Marca de Hermione


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Capítulo Um

Sul do novo México, 2023
Evanescence ressonava nos alto-falantes do Ranger Raider, a nova grande onda de veículos de polícia especialmente construídos para o terreno pedregoso do deserto. A rocha era suave com o veículo, devido à suspensão separada em cada roda, permitindo que este cruzasse o terreno facilmente e era também uma comodidade calmante quando se acrescentava à música que esmurrava o pulso e fluía pelo interior.
A música era velha, mas encaixava com seu humor. Escuro, cheio de energia e uma busca de vida. Mas abaixo das batidas, Hermione Granger poderia sentir fios da emoção que se entrelaçavam ao seu redor e pulsando em sua mente. Emoções dos outros, dor de alguém mais. Os talentos sensitivos que possuía eram sua maldição; o deserto era no geral sua salvação. Até agora. No momento os dois tinham conseguido alguma maneira de não chocar.
A patrulha do deserto nunca era divertida, e só em estranhas ocasiões se fazia perigosa. Ela sabia. Esta era a área perfeita para o elemento criminal. Facilmente cruzada e quase impossível para a Lei patrulhá-la o suficientemente, este era o hábitat perfeito para a variedade de carniceiros de duas pernas que se alimentavam de seres humanos inocentes.
Hermione Granger não fez caso da música que ressoava ao redor dela enquanto ajustava os óculos escuros que protegiam seus olhos do sol ardente e contemplava a terra ao seu redor. Completamente, com uma mescla de avermelhados, marrom dourado e bronzeados mais sombrios chapeados intermitentes de verde, a terra parecia vazia, derrotada e esquecida.
Às vezes se perguntava se era a única que poderia ver a beleza na terra que a rodeava. As cavernas escondidas em lugares sombreados, as áreas de esplendor, pequenas e bem escondidas, cobertas de erva. Este era um mundo maravilhoso, secreto, entre as moitas e as sarças que saltavam à primeiro vista.
E se não estava confusa, parecia ter companhia em seu maravilhoso mundo do deserto. Podia sentir as sensações de perturbação serpenteando, apertando seu crânio e enviando tensão por seu corpo.
Freou na beira de uma profunda ravina, seus olhos se estreitaram diante dos rastros de pneus que conduziam a ela. Eram bastante recentes, cortando profundamente o chão arenoso, como uma ferida descuidadamente infligida. Um calafrio percorreu sua carne ao vê-las, fragmentando a paz que antes a tinha preenchido.
Girou seu olhar para nota situada através da pequena tela à direita do volante. Havia um relatório de um excursionista desaparecido de Carlsbad, vários BOs de veículos roubados.
Coçou o alto de seu nariz pensativamente antes de silenciar a música e fixar o microfone de seu radio no ombro.
Não podia ignorar. A adrenalina palpitava por ela, aumentando os receptores já sensíveis em seu cérebro.
Havia algo na ravina. Algo que poderia combater e que poderia encarar sem a presença de outros. Uma possibilidade de reconduzir a agitada energia que raramente tinha uma saída.
- Controle, estou na Ravina b-4. Há sinais de passagem recente que se dirigem a ela. Tem um sinal de algum veículo dentro ou fora?
-Negativo Granger. - respondeu Lenny Blanchard, técnico oficial de satélite e menino para tudo em geral com uma voz lenta e preguiçosa - Não temos nenhum movimento rastreado dentro ou fora no mês passado. O GPS mostra só seu veículo.
Ela tamborilou os dedos no volante, fez um bico com seus lábios, pensativa enquanto contemplava os rastros.
Era bastante habitual que os donos desconectassem o GPS a menos que quisessem usá-lo, embora fosse muito reprovável e em certas áreas pudessem se sair bem. Esta era uma daquelas áreas.
O perigo quase brilhou nas ondas de calor que viam à deriva sobre o veículo
Decidindo-se rapidamente, saiu do Raider, movendo-se à frente deste e inclinando-se para inspecionar os rastros de pneus mais de perto. Estas cortavam profundamente a terra, os pneus fora do caminho tinham deixado um sinal diferente quando descenderam pela inclinada costa para o estreito vale abaixo.
Esticou a mão, roçou seus dedos sobre os rastros enquanto tratava de concentrar-se nas impressões provenientes delas.
Medo. Determinação. Podia sentir as emoções de dentro do veículo nas impressões na areia e na terra solta.
Contemplando a área, moveu-se mais longe, à direita, seus dedos foram a beira de outro rastro. Botas de montanha. Alguém tinha seguido o veículo a pé. E tampouco estava ali pela paisagem.
Coçou o queixo, franzindo o cenho enquanto tentava lembrar as lições de rastreamento que seu avô lhe tinha dado quando era jovem. As pistas tinham ao menos vinte e quatro horas que foram feitas, não mais de quarenta e oito. As botas de montanha eram mais recentes, dentro de oito a dez horas passadas.
Inclinou então a cabeça, seus olhos se estreitaram diante da falta de emoção ou sensação que veio ao tocar os rastros. Eram tranqüilas, centradas. Como se quem os tivesse feito não conhecesse nenhum medo, nenhuma cólera, nenhuma emoção enquanto percorria seu caminho pela ravina.
- Controle, vou investigar. - anunciou enquanto ficava em pé e se movia para trás ao seu veículo - Há provas de alguém a pé. Poderia ser nosso excursionista desaparecido da Área Dois.
- Isto está a milhas de distância, Granger. - indicou Lenny - Uma boa excursão de dois dias.
- Sim, mas que demônios, sabe como são alguns destes novatos. - Ela suspirou enquanto fechava a porta e prendia seu cinto de segurança outra vez - Verificarei antes de ir para casa. Granger: cambio.
Ativou a tração do veículo com um golpe no interruptor antes de dirigir-se para baixo pela ladeira inclinada no caminho feito por milhões de inundações repentinas que o tinham cruzado durante séculos.
Manobrando devagar, manteve seus olhos estreitados a procura de sinais do veículo ou do excursionista. A ampla fenda da ravina tinha vários afluentes pequenos, alguns conduziam a cavernas secretas que se transbordavam facilmente durante a temporada chuvosa e outros cortavam um curso na terra antes de estreitar-se devagar em becos sem saída.
Esta ravina era mais profunda que a maioria, empinadas as paredes alcançavam facilmente mais de trinta metros acima da base arenosa. Cavernas e crateras profundas tinham sido cortadas nas paredes, prova da força incrível da água que tinha escavado um caminho na ravina. Pelo centro, os rastros de pneus seguiam até desaparecer numa curva pronunciada.
Hermione olhou a curva enquanto se aproximava lentamente. Podia sentir uma sensação de perigo aumentando enquanto se aproximava mais, algo não estava correto. O sol parecia muito brilhante e o calor que irradiava da capota do Ranger muito intenso.
Todos seus sentidos de repente golpearam e pulsaram com força. A cautela a encheu, como se produzida pela sensação de destino iminente.
Fazendo a curva, freou devagar, contemplando o jipe com tração negro que estava parado silenciosamente sob os raios dourados do sol.
Maldição. Isto não era exatamente o que tinha esperado.
O veículo, embora não tão bem adaptado ao deserto quanto o seu, tinha sido definitivamente construído para manobrar por trilhas. As rodas, que cortavam o terreno, foram feitas para ajudar a tirar o veículo da terra lamacenta ou arenosa. Ao menos quando não estavam murchas, como estavam estas.
Ela olhou através das paredes da ravina, seus olhos estreitados contra o sol enquanto ativava a segurança de veículo Raider. O zumbido e a vibração dos protetores de pneus se deslizaram no lugar, junto com o protetor à prova de balas ativado e acompanhando o batimento rápido de seu coração.
Morte. Ela a sentiu agora.
- Granger, registramos a segurança ativada de seu veículo. Está com problemas? - A voz de Lenny era de repente alerta.
- Negativo. Controle. Não ainda, de qualquer jeito. - respondeu ela enquanto verificava sua arma, deslizando um clipe suplementar de munição em seu colete enquanto soltava seu cinto de segurança - Encontrei o veículo. Parece abandonado, todos os pneus vazios e as janelas quebradas. Vou dar uma olhada mais de perto.
Ela aspirou profundamente, lutando para bloquear os remanescentes de horror que palpitavam pela ravina. Morte. Seu peito se apertou, seus pulmões doeram quando ela forçou o ar neles, lutando diante da dor pura que rolou sobre ela.
Falhei… Ela estremeceu diante da repentina emoção arbitrária que lhe brotou. Este não era seu pensamento, nem seu fracasso, mas sentiu que perfurava sua alma.
Daí que se escondesse no deserto. Por causa desta maldição, não era seguro trabalhar com ela, nem trabalhar ao redor.
Por causa do que sentia agora, sabia que nunca poderia fazer o trabalho com o qual sempre tinha sonhado. As capacidades empáticas fraturavam sua atenção, a empurravam tão profundamente no pântano de emoções que fluíam dos outros que sua concentração e seu controle tinham começado a desmoronar.
Respirou com força, determinada a fazer retroceder a dor e a raiva das emoções do outro enquanto tentava encontrar a razão pela qual isto existia.
- Negativo, Granger. - A voz de seu primo, o Xerife Ronald Weasley, chegou pelo receptor - Saia dessa ravina e espere reforços. Todos os helicópteros estão fora de alcance e incapazes de ajudá-la. Irei com o Crawford agora.
Hermione resfolegou. Ela podia ouvir a exigência na sua voz.
- Não sou um policial de trânsito, chefe. - arrastou as palavras - Apesar de suas tentativas de transformar-me numa. Os rastros na ravina têm vinte e quatro horas que foram feitos. Seja o que for que aconteceu aqui parece que está terminado.
Ou isso esperava.
Ativou a tela em seu pára-brisa, procurando sinais de vida dentro do terreno. Agora não podia confiar em seus sentidos; estavam inundados também pela raiva e a dor que fluíam do veículo diante dela. Mas tinha a sensação de que realmente não estava sozinha.
- A tela mostra a ravina livre de sinais de vida. Vou fazer uma investigação inicial enquanto espero.
Sua maldição estava amortecida, sua frustração não. Ele conhecia os problemas que tinha experimentado durante o treinamento na Academia de polícia, como sabia que esta era a razão pela qual ela tinha voltado para casa em vez de aceitar uma das ofertas das grandes cidades que tinham surgido.
- Proceda com extrema cautela, Hermione. - advertiu ele - Eu não gosto de como sente isto.
Nem ela.
Ela saiu do veículo, inclinando sua cabeça para o silêncio da ravina. Era como se toda a vida tivesse abandonado a área. Normalmente estaria cheio do sussurro de asas das aves, pequenos animais e insetos lutando por alimento e sobrevivência. Esta ravina era uma das poucas áreas que conseguiam reter a umidade dentro das pequenas cavernas que a água tinha esculpido nela. Deveria haver vida aqui.
Só havia morte.
Um fedor peculiar e horripilante enchia o ar também. O cheiro da morte a envolveu, espesso e cheio de ameaça na tranqüilidade da tarde. Sentiu que a tensão se espessava, e não era só a sua.
- Rony, isto aqui fede. - Ouviu que sua própria voz tremia enquanto contemplava o carro brilhando no sol quente.
Seu peito se esticou quando vislumbrou a presença de dois corpos através do vidro inquebrável e escuro.
- Maldição, Hermione. Saia daí. - assobiou Rony, sua voz pesada pelo temor.
Calafrios correram por seu couro cabeludo e seus ombros, apertando seus músculos enquanto jogava para trás as sensações e lutava para conseguir uma melhor compreensão do que estava ali. Soltou rapidamente a pistola tranqüilizante de seu quadril e a empunhou com segurança, seus sentidos se alteraram pela adrenalina que correu por ela enquanto caminhava para o veículo.
Maldição, lamentava não ter uma arma de verdade, em vez da pistola tranqüilizante usada para as missões fáceis quando estava em patrulha. Isto só deixava um criminoso mais lento em vez de matá-lo. Sua maior vantagem era seu raio de grande alcance. Um de seus inconvenientes era a incapacidade de predizer seu efeito em qualquer situação.
-O veículo está crivado de buracos de balas. Temos ao menos dois mortos. - falou ela pelo microfone, transmitindo a informação que encontrou ao centro de controle.
As janelas do carro estavam furadas por balas. Os pneus tinham sido destroçados por elas; os escarpados que se elevavam da ravina estavam banhados pelo dano das munições. O fedor de morte que cercava a área, o calor e a carnificina dentro do veículo reviraram suas entranhas quando contemplou a cena.
- Definitivamente dois mortos. - informou enquanto retrocedia - Deus, ROny, nem suas mães poderiam identificá-los. - As balas tinham entrado pela parte superior de seus corpos, rasgando a maior parte de seus traços faciais.
- Hermione, volta ao Raider agora! - ordenou Rony, sua voz era como aço.
Ela podia sentir os cabelos ao longo de sua nuca arrepiarem-se, quando o final de sua coluna começou a zumbir. Virando-se devagar, seu olhar se estreitou nas altas paredes da ravina enquanto a adrenalina se precipitava por seu sistema e seus sentidos começavam a rebelar-se. Alguém a olhava.
- O infravermelho não mostrava nenhum sinal de vida… - refletiu em voz alta. De algum jeito, algo tinha interferido com as leituras do sistema, porque ela sabia que alguém ou alguma coisa estava ali.
Ela podia sentir os olhos olhando-a e a maldade seguindo-a.
Seu dedo se ajustou ao gatilho de sua arma quando sentiu que o perigo se intensificava. Onde? De onde vinha isto? Ela poderia senti-lo olhando-a, rastreando cada movimento que fazia, ainda que os sensores do veículo não mostrassem nenhum sinal de vida.
- Vou voltar. - concordou ela - Há algum defeito no Raider, Rony. Verifique. Não mostra nenhum sinal de vida…
Rony blasfemava, gritando a Lenny que procurasse os helicópteros e conseguisse que sua unidade estivesse pronta para voar. Apoio. Sim, ela precisava de apoio agora.
Hermione podia sentir os olhos treinados nela. Pior, podia sentir os braços.
Ela retrocedeu, seus olhos exploravam a ravina enquanto seu coração golpeava em seu peito. Sentiu sua boca seca, seu corpo tenso pela necessidade de virar e correr.
Estava na metade do caminho para o Range Raider quando sentiu os primeiros disparos. Realmente pôde sentir a energia malévola emanando sobre ela um segundo antes que se lançasse através da ravina para uma das pequenas cavernas que tinham sido cortadas na parede.
A violência explodiu pelo ar. As balas rasgaram a terra arenosa, movendo-se como relâmpago através da ravina e arrancando partes da parede de rocha da entrada da caverna em que ela se lançou.
- Hermione. Hermione, informe. - gritava Rony em seu ouvido enquanto ela se apertava contra a duvidosa segurança de uma pequena falha que a água tinha cortado no lado da parede, guardando seu corpo bem longe da entrada.
- Ao menos dois. – falou ela no microfone, mantendo seus olhos treinados na entrada e a fresta do exterior que ela podia ver de sua posição - A que distancia disse que estão os helicópteros?
- Disse que estão condenadamente longe. - grunhiu Rony furiosamente - Maldição, Hermione, estamos muito longe de você.
Sim. Agora lembrava. Maldição. Isto não prestava.
Sustentando sua arma, moveu-se com cuidado entreabrindo os olhos ao redor da proteção do sulco na parede para procurar algum movimento fora da caverna. Saltou para trás bem a tempo para salvar sua cabeça quando as balas golpearam ao seu redor outra vez.
- Me dê uma idéia do que está acontecendo. Vamos para aí, mas estamos à uma hora de distância.
Ela podia ouvir a força de seu fôlego atrás de suas palavras, prova de que ele corria do centro de controle para seu veículo.
Uma hora.
Cara, estava bem fodida.
- Estou escondida em uma pequena caverna. Tenho pelo menos um atacante claramente à vista da entrada que me mantém presa. Embora não possa dizer o que acontece lá fora. - Ela engoliu com força - Rony, não vou conseguir esperar uma hora.
Os calafrios percorreram sua carne, uma premonição de perigo crescente enquanto o ar se espessava ao seu redor, fazendo-se mais pesado e mais quente. O tempo pareceu ficar imóvel e arrastar-se a passo de tartaruga. Tudo poderia acontecer em uma hora.
No receptor, as vozes ecoaram no fundo, o som de pneus que chiavam quando os veículos rugiram.
- Fique onde está! - Ela estremeceu ante a fúria da voz de Rony - Mantenha sua arma apontada à entrada e porra, permaneça onde está.
- Sim, essa era minha intenção. - respondeu ela enquanto respirava com dificuldade - Que demônios acontece aqui fora, Rony? Por que ficaram depois do assassinato?
Não tinha sentido. Quem matou esse casal deveria ter partido há muito tempo, não ficar esperando ao redor para ver quem encontraria os corpos.
E por que não sentiu os assassinos? Deveria havê-los sentido, mesmo se os sensores não os tivessem reconhecido.
- Bom, por que não pergunta a eles, senhorita intrometida? - grunhiu Rony pelo microfone - Maldição, disse para voltar. Não disse que voltasse? - Primos. Sempre estavam dizendo: "disse isso."
- Sim, bem, também me disse que ficasse imóvel e parecesse bonita. E quando comecei a escutá-lo? - O suor rolou para baixo por suas costas enquanto a necessidade de mover-se esticava seus músculos. As balas golpearam pela entrada outra vez enquanto ela se colocava contra a parede e tentava ficar como uma pedra. Maldição, tudo o que precisava era um pouquinho mais de espaço.
- Merda. - Ela respirou com dificuldade - Esses passaram perto. Inferno, Rony, realmente desejaria que se apressasse.
Ela chiou quando as balas entraram outra vez pela entrada, golpeando mais abaixo na terra, espalhando a areia em seus pés enquanto tentava avançar lentamente pela parede para impedir que as balas acertassem em seus pés.
- Tem que surrar a sua garota, Rony. - A voz estranha e arrogante que atravessou o receptor a fez ficar rígida pela surpresa quando um silêncio tenso encheu de repente a linha.
Calma. Controle-se. Não houve nenhuma emoção tumultuosa emanando sobre ela quando ouviu a voz, nenhuma impressão de dores passadas ou sonhos perdidos. Só existia um círculo inalterado de paz.
Ela se apegou a isso. Sentindo entrançar-se ao redor dela, sentiu a proximidade da voz apesar da diversão sardônica dentro dela.
- Onde está? Harry? - Rony pareceu frenético quando Hermione se esquivou de outra descarga de tiros. Quem quer que seja que estivesse ali obviamente se moveu para ter um melhor ângulo na superfície da caverna. As balas vinham mais perto, arrancando pedaços da parede e tirando projéteis mais agudos da pedra.
- Perto. - O tom áspero, de grunhido, de sua voz enviou tremores a sua espinha quando ela se espremeu mais na pedra as suas costas.
- Se estiver perto o suficiente então dispara, maldição. - Ela cobriu o rosto com o braço quando soaram mais tiros, enviando uma chuva de rochas que explodiu ao redor de sua cabeça.
Inclinando-se, ela apontou sua arma e disparou duas vezes na ravina para a posição estimada de seu atacante antes de atirar-se ao outro lado da parede e olhar com horror como a parede onde tinha estado em pé recebia cinco disparos.
Bem, era o mais perto da morte que jamais quereria estar.
- A cortesia conta, neném. - O humor de sua voz quase fez seus lábios curvar-se em resposta enquanto ela se movia mais fundo na caverna – Diga, por favor.
A surpresa se estendeu por seu sistema enquanto uma risada soava pelo radio.
-Por favor? - perguntou ela furiosamente, sua diversão dissipando rapidamente.
- Já está. Viu, isto não doeu nada não é mesmo?
Ela chiou quando os duros braços a rodearam de repente na escuridão e a voz fez voar um fôlego de ar através de seu ouvido.
Seu cotovelo se chocou de repente atrás em um duro abdômen enquanto tentava enganchar seu pé ao redor de seu tornozelo e fazê-lo perder o equilíbrio. Tudo o que conseguiu foi um aperto repentino de seus braços e o fôlego escapando de seu peito.
A adrenalina se espalhou por ela como foguetes fora de controle. Ele a sustentava, retendo-a. A surpresa, o medo e o instinto esmagador por sobreviver eram tudo o que conhecia naquele momento.
Pela primeira vez em sua vida, as emoções de outros, as frustrações, medos e cólera daqueles ao redor dela não inundavam seu cérebro. Só a necessidade de sobreviver.
- Quieta. A cavalaria está aqui. Ou uma versão dela, de qualquer forma. - Sua risada suave não fez nada para deter a corrente de medo e a necessidade instintiva de lutar.
- Pode sair? - Ela era só distantemente consciente de Rony grunhindo a pergunta no radio.
- Posso e o faria se ela deixasse de lutar contra mim como um pequeno gato montês. - Levantaram-na e separaram seus pés do chão quando a sombria voz masculina se fez mais profunda - Tem uma reclamação sobre ela, Weasley? Penso que eu gostaria de ficar com ela.
Ficar com ela? Que demônios, agora era um troféu? Ela grunhiu enquanto tratava de lhe dar uma cotovelada outra vez, lutando para fazê-lo perder o equilíbrio.
- Tira-a daí. Se quiser se arriscar um segundo, você é o cabeça. Estamos a caminho.
- Me solte. – Ficou satisfeita quando finalmente conseguiu um golpe que fez com que ele se esticasse, seus braços se afrouxaram o bastante para que se afastasse e ficasse de frente.
Os olhos verde escuro a olharam fixamente, intensificando-se em cor na sombreada extensão da caverna.
Calma. Isto pairou em torno dela, acalmando a borda desigual de seus próprios nervos quando forçou a concentrar-se.
- Se for disparar, apresse-se e faça-o. - Um grunhido pareceu manter-se em sua voz enquanto uns dentes brancos brilhavam em um rosto escurecido pelo sol - Se não, vamos ser carne de hambúrguer se não chegarmos a meu Raider antes que eles cheguem até nós.
Agora podia ouvir as vozes fora da caverna. Obviamente mais de uma, e aproximando-se mais.
Baixou sua arma, respirando com dificuldade enquanto recuperava lentamente o controle.
- Não acredito que eu vá gostar. - espetou ela quando ele se virou e começou a mostrar o caminho por uma escura greta quase escondida na parede de rocha, do tipo das que freqüentemente se formavam quando um dos afluentes de água rachava pelas partes mais fracas das cavernas. Era apenas o suficientemente larga para passar, profunda e escura, sufocantemente quente. Seus limites a envolveram com o cheiro de homem em volta dela em vez do da morte.
E o homem, ele cheirava bem. Escuro e masculino, como a terra, quente, duro e rico como a vida. Gostou desse cheiro. Muito. Porque de repente não era o perigo atrás deles que a enchia; mas sim o cheiro do homem diante dela e as ferroadas sensuais da sensação que isto enviou a toda velocidade por seu corpo. Ele a fazia pensar em sexo.
- Bom. O conflito só faz a vida mais interessante.
Era uma loucura. Ela o adorava. Podia sentir os batimentos de seu coração acelerar-se com o perigo, a adrenalina aumentando seus sentidos, ondulando por ela com um ponto naturalmente culminante que quase lhe deu vertigem.
Eles se moveram rapidamente, e em uns minutos os fios magros da luz do sol começaram a iluminar seu caminho.
- Saímos. - anunciou Harry quando eles se moveram pela entrada e correram para seu Raider estacionado diante deles.
- Estamos a caminho. - respondeu Rony - Tire-a daí…
- Não! - Ela se virou para a criatura corpulenta e selvagem que saltou para o lado do motorista do Raider enquanto se sentava no assento do passageiro.
Por alguma razão já não podia sentir a raiva, a necessidade de matar, o terror e o medo que tinham ecoado no vale. Com a chegada deste homem, a calma pareceu estender-se dele como um escudo que bloqueava aquelas emoções discordantes, e ela estava concentrada outra vez.
- Posso impedi-los. - Ela tinha que lutar. Para demonstrar a si mesma que podia. - Não podemos permitir que escapem. Eles mataram, e me esperavam. Temos que saber por que.
Ele se virou, seus olhos coloridos de uma maneira estranha refletiram uma aprovação divertida enquanto um sorriso torcido curvava seus lábios duros e sensuais.
- Vamos agarrá-los então…
- Infernos, não. - quase gritou Rony - Maldito seja, Harry, tire-a daí.
Ela continuou olhando para Harry enquanto ele passava uma tira de couro ao seu comprido cabelo negro e o amarrava a nuca.
- Hermione Granger. - Ela estendeu sua mão enquanto a excitação se espalhava por ela.
- Harry Potter. - Seu apertão era forte e firme. Isto enviou um pulso de energia por seu braço, ressonando ao longo de seu corpo. Mas não vinha dele nenhuma das emoções desencadeadas que ela sentia de outros. As emoções que normalmente a deixavam drenada, incapaz de pensar claramente. Ela sentiu os restos da violência de mais cedo se dissiparem, o horror da morte aliviado, como se a calma que ele projetava se estendesse a aqueles ao seu redor.
- Harry, ela não é o suficientemente experiente. Volte para o Controle. - pediu Rony outra vez - Podemos resolver isto.
Os olhos de Harry se estreitaram quando ele a olhou. Despreocupadamente desconectou a recepção tirando o radio enquanto seus olhos olhavam fixamente aos seus.
- Você gosta de viver perigosamente? - Suas pálpebras baixaram, uma expressão faminta, quase sexual, cruzou seu rosto.
Um sorriso tremeu em seus lábios quando ela atirou também seu radio para trás.
- Vivo para isso.
Harry virou-se em seu assento, acelerou o poderoso motor do Raider e saiu. Nenhum cinto de segurança, nenhuma palavra de advertência quando ele girou as rodas bruscamente, conduzindo o Raider, patinando ao longo da terra arenosa enquanto este se dirigia de volta para o interior da ravina.
- Ligue os protetores e o escudo à prova de balas. - Ela acionou os ajustes de segurança antes de verificar sua arma e descer a janela do seu lado.
As balas atravessariam a segurança sem problemas, mas qualquer disparo neles explodiria sem dano antes de tocar o veículo. A maior parte do tempo, ao menos.
- Arma incorreta.
Hermione se virou, seus olhos se arregalaram quando Harry se inclinou para alcançar o piso entre os assentos e tirou um avançado rifle automático, com mira a laser.
-Tenta com esta.
Ilegal ao máximo.
Ela adorou.
Ela abriu sua mente à calma que se estendia dele, concentrando-se nela, deixando-a combinar-se com seus próprios escudos frágeis e descobrindo que era mais fácil do que havia imaginado enquanto provava o peso da arma que lhe tinha dado.
A linha era nítida, o rifle com mira a laser totalmente automático disparava uma rajada exata e mortal que deixava um buraco do tamanho do Grand Canyon em um homem.
Como o homem, até as armas que possuía não levavam nenhum resíduo de violência ou raiva. Eram instrumentos, nada mais.
- Os mortos não respondem aos disparos, amor. – lembrou ele quando lhe deu um olhar aguçado.
- Rony nos dará um tiro, nos dois. - Ela gemeu de prazer.
- Sim, mas suas balas não matam. - grunhiu Ele - Merda de questão de polícia maldita. O que aconteceu com os bons dias?
Ela virou-se. Apoiando o tambor do rifle na janela enquanto se apressavam em volta da curva da ravina onde estava seu próprio Raider. O disparo do rifle estalou contra seus escudos.
- Às três em ponto, - gritou ele a posição - estão às três em ponto, infernos.
Seu dedo apertou o gatilho enquanto ela apoiava ainda mais o rifle contra seu ombro, permitindo à arma saltar contra ela quando apertou o gatilho e cortou uma rajada de morte pela parede da ravina.
As balas ricochetearam no escudo quando passaram, um segundo antes que ela visse a queda do primeiro corpo.
- Um caiu. - Ela deixou o gatilho, encostando-se contra o assento quando Harry lançou o veículo em outra volta para passar outra vez.
- O segundo está correndo. Aí está. - Em vez de atirar o radar térmico colocado no pára-brisa, assinalou aonde uma sombra se movia ao longo de uma greta no alto da parede - Vai ferir ou limpar? Morte ou captura?
- Ferir. Quero respostas. - Ela sacou sua arma - Vamos dançar.
A euforia bombeou por ela enquanto os pneus mordiam na terra e o veículo saiu disparado para baixo pela extensão da ravina.
Ela apontou, olhando pela mira laser da arma com cuidado.
- Tira seus olhos dessa maldita luz. - grunhiu Harry - Usa suas emoções. Deixe-as dizer quando disparar. Essas miras laser são para maricas.
Ela lambeu os lábios ressecados nervosamente, respirou fundo e olhou o atacante enquanto corria. Levantou a arma um pouco mais alto do que a mira requeria, deixando seus sentidos explodir, estendendo a mão à arma como seu avô Navajo a tinha ensinado em vez de depender das miras como tinha ensinado seu treinamento.
Ela disparou o primeiro tiro, amaldiçoando silenciosamente enquanto a bala acertava longe por cima da cabeça de seu objetivo.
Mirou rapidamente, disparou outra vez, duas vezes, uma atrás de outra, e olhou com um sentimento de satisfação quando o franco-atirador que atirou nela caía.
- Prepare-se. - O Raider girou, parando de repente, e Harry disparou do veículo para segurá-lo.
- Maldição, isto é jogo sujo. - Hermione correu para fora atrás dele - Eu o derrubei, eu bato nele.
Um rugido explodiu da garganta de Harry enquanto lutava com o atacante, que grunhia com uma intensidade selvagem. Ela ficou parada pela surpresa, horrorizada enquanto olhava o brilho de presas curvas no lado da boca do atacante um segundo antes que se afundassem no ombro de Harry.
O punho de Harry golpeou no lado de sua cabeça, um rugido furioso que abandonou seu peito enquanto as malignas e longas presas se revelavam pelo grunhido animal em seus lábios.
Ambos eram Raças.
De repente, o homem que tinha sido seu co-conspirador na aventura era uma ameaça primitiva e desconhecida. Sem contar o fato que Harry parecia conhecer Rony, ela não podia estar segura de que inclusive seu primo conhecesse o homem ao qual confrontava agora.
O choque a transpassou enquanto retrocedia, com os olhos amplos e a arma levantada. O punho de Harry socou o baixo ventre indefeso do pistoleiro, lhe tirando o fôlego antes que Harry desse outro duro golpe no rosto e depois um golpe no pescoço vulnerável que o deixou incapacitado.
Era bastante poderoso para deixar o outro homem inconsciente. Bastante poderoso para enviar um pulso de terror palpitando por ela quando pegou seu radio. Ela reativou o receptor em seu ouvido enquanto apontava sua arma contra Harry. Ele era bastante poderoso para que o golpe seguinte que já estava retrocedendo muito bem, pudesse matar à única coisa viva capaz de lhe dizer o que tinha acontecido aqui.
- Afaste-se dele. - pediu ela, levantando sua voz acima do grunhido de animal que retumbava em seu peito. Teria sido atraente se não parecesse tão infelizmente perigoso - Agora.
Ela não podia permitir-se confiar nele. Não podia sentir Harry, não podia lê-lo como podia com os outros. E, de repente, não estava tão segura de que ele não fosse também o inimigo.
- Hermione? Hermione? É você? Graças a Deus! - gritava Rony em seu ouvido - Demos a sua posição para um helicóptero particular, horário previsto de chegada cinco minutos. Qual é sua situação?
Ela não fez caso de suas frenéticas perguntas.
- Pensei que você gostasse de viver perigosamente. - As presas brilharam outra vez enquanto um grunhido retumbava no peito de Harry e ele começava a andar para ela.
Hermione disparou a seus pés, fazendo-o parar enquanto ele a olhava fixamente por sua vez com surpresa. Sua sobrancelha se levantou em tom zombador.
- Em seu lugar eu não me aproximaria mais. - advertiu ela firmemente.
Ele ativou seu comunicador.
- Rony, sua garota não quer acreditar que sou um dos mocinhos. Tranqüilize-a, ok?
Harry ria. O filho de cadela a olhava e ria. Nenhuma cólera, nenhuma raiva, nenhum desejo de vingança contra ela.
- Rápido antes que ela faça um buraco no dedo do meu pé. - Ela apontou mais alto - Ou em algum lugar mais importante.
Ela sentiu sua diversão. Esta se derramou em sua volta como uma carícia enquanto ela respirava profundamente, obrigando-se a liberar a onda de calma que ela se permitiu usar. Sua calma.
- Vocês dois acreditam que este é um momento para diversões? - gritava Rony enquanto o som do helicóptero podia ouvir-se na distância. - Hermione, se lhe der um tiro, curtirei sua pele, garanto. Nunca sairá da reserva. Me ouviu? Retire-se, maldita seja.
Ela manteve sua arma apontada contra ele. Bom, Rony confiava nele, mas seu primo sabia com quem e o que tratavam aqui?
- A situação aqui está sob controle. - informou ela - Mas penso que me assegurarei e manterei o Gatinho de Botas à vista até que chegue aqui.
Os olhos de Harry se estreitaram diante do apelido enquanto o silêncio enchia o receptor, confirmando sua suspeita de que ele era em efeito uma raça de Leão. As presas de coiote tinham uma curva dura; os das raças de Leão eram retos. Ele podia não ser o inimigo, mas não era tampouco exatamente seguro.
Rony gemeu um segundo mais tarde.
- Hermione, amor, está cavando um buraco aqui do qual não será capaz de sair.
Se o modo como o menino gato a olhava era alguma indicação, ela já o tinha. A cólera formava redemoinhos nas profundidades douradas de seus olhos quando ele desativou o radio e cruzou seus braços sobre seu impressionante e amplo peito.
Embora ela não sentisse cólera. Esta voava em sua cabeça, triturando seus nervos. Estava contida dentro dele. Maldito, realmente poderia haver gostado. Talvez.
- Então você gosta realmente de viver perigosamente. - O timbre áspero de sua voz enviou calafrios por sua coluna - A próxima vez, a deixarei enredar-se com os Coiotes e encontrarei um lugar agradável para me sentar e olhar.
- Sim, faça-o. - Ela resistiu deixar à arma vacilar nenhuma polegada.
Ela podia sentir a tensão no ar, apesar de sua postura aparentemente ocasional. Ele esperava uma abertura, olhando-a a procura de uma fraqueza. E ela podia senti-lo, sentir sua preparação consumi-la, palpitando por seu sangue.
Era emocionante mais que doloroso. Alegria quando deveria ter sido aterrador.
Ele sacudiu sua cabeça com tristeza fingida, a postura supostamente preguiçosa de seu corpo poderoso quase a engana a relaxar sua guarda. Os jeans moldavam soltamente suas coxas poderosas, uma camiseta cinza abraçava seu amplo peito. Ele era uma máquina sexual ambulante e o brilho de seus olhos estranhos lhe mostrou que ele sabia.
- Fazíamos uma grande equipe. - suspirou ele quando o som do helicóptero se fez mais forte - Está muito mal, Hermione. Eu começava finalmente a me divertir.
Ele saltou para ela. Maldito. Nenhuma advertência, nenhum pensamento, nenhuma impressão do que ele ia fazer antes que o fizesse. Ele só o fez.
A arma voou de sua mão quando ela golpeou a terra, o fôlego saiu de seu corpo quando seu corpo mais pesado a cobriu e a esquentou.
- Mais tarde, carinho. - Ele mordeu sua orelha antes de saltar em pé e ir para seu Raider. Um segundo mais tarde o pó a envolveu quando ele se apressou pela ravina e desapareceu ao longo de uma curva. O som do helicóptero se fez mais próximo.
Merda, este dia podia piorar ainda mais?

Washington D.C.
O senador Macken Cooley franziu o cenho com desgosto quando o celular vibrou no bolso de sua jaqueta, obrigando-o a afastar sua atenção dos estatutos da Lei da Raça que examinava neste momento. Os mandatos que governavam as novas espécies e lhes davam direitos especiais eram um espinho em seu sapato. Eram criaturas. Não eram animais ou humanos; não mereciam nenhum direito.
Quando o celular especial e seguro continuou vibrando, tirou-o com um puxão do bolso de sua jaqueta com uma careta que se converteu em um olhar de interesse quando viu o número no identificador de chamadas.
- Sim?
- Potter estava lá. - falou uma voz baixa no telefone – Hermione Granger derrubou um dos caçadores e capturou o outro.
Harry Potter se convertia no problema que ele havia profetizado ao Conselho de Genética. Sorriu com satisfação perante a ira da voz no telefone, desejando que soubesse quem era seu contato; adorava imaginar a expressão que ia com a voz neste momento. Ele não parecia contente.
- Adverti-lhe que não seria tão fácil. - Não podia deleitar-se menos - Ela não se esconde naquele deserto porque não sabe o que faz.
Tinha tentado advertir o Conselho de Genética disto quando decidiram tirar o assunto de suas mãos.
Não conheciam a moça ou a sua família como ele. Seus poderes psíquicos especiais fariam praticamente impossíveis fazer uma emboscada a um deles, sobretudo a Hermione Granger. Suas capacidades empáticas eram mais fortes que a maioria, mais difíceis de controlar, mas definitivamente impressionantes.
- Entregamos-lhe duas unidades, Senador. - raspou a voz - São ex mariners e dedicados a nossa causa. Não estrague tudo. Não o cobriremos se o apanharem. Estará sozinho.
- E se tiver êxito? - Podia sentir seu membro endurecer-se diante do pensamento do controle que logo teria sobre a pequena e delicada Hermione.
- Se tiver êxito avançará a posição seguinte. - prometeu a voz - Se falhar, morrerá.
Ele não falharia. E o progresso dentro da Sociedade de Genética era seu último objetivo. Ansiava o poder que viria com a posição de um líder de seção. Um dos poucos que mandavam em suas próprias unidades de soldados Coiote. Os espiões viriam a ele então, suas vidas estariam sob o seu controle. O pensamento do poder era quase orgástico.
Quando a ligação telefônica terminou, permitiu que a antecipação começasse a aumentar dentro dele.
Não via as Raças como humanos ou como animais; eram criaturas. Instrumentos para ser usados e nada mais. E Hermione, por pura sorte, se converteria nada mais que uma prenda por seus esforços para ver as criaturas colocadas outra vez onde pertenciam, dentro do cativeiro.
Mesmo que ele primeiro brincasse com Hermione um pouco, para ver se era tão boa como seu pai sempre afirmava que era. Podia matá-la em qualquer momento, mas queria vê-la lutar. Queria vê-la assustada. E queria que o infelizmente arrogante Jonas Wyatt lembrasse que as Raças não eram nada comparadas com o Conselho. Nada comparadas com o Senador Macken Cooley. Wyatt era sempre tão arrogante, tão seguro de si mesmo e de seu poder. MAC lhe mostraria de uma vez para sempre a realidade do poder verdadeiro.
É claro, Wyatt tentaria salvar Hermione. Podia até levá-la ao Santuário. Isso não importaria. Não importa onde fosse, MAC sabia que sua gente podia apanhá-la. Quis que também Wyatt soubesse.
E talvez, só talvez, antes que matasse à pequena Hermione, diria por que a tinha marcado para a morte. Não é que ela lembrasse o princípio. Ele a conhecia. Sabia como trabalhavam seus poderes. David Granger, seu pai, freqüentemente confiava em MAC enquanto se preocupava com sua filha e sua incapacidade para tratar os sinais empáticos que recebia.
Não, ela não lembraria essa noite; não antes que ele tomasse sua vida. Ele a teria e logo a mataria. Mas enquanto isso podia brincar, só um pouquinho. O pensamento o fez sorrir enquanto voltava a sua investigação, sua dedicação renovada, sua determinação de encontrar um modo de destruir aquelas malditas raças. Ele teria êxito.



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