.
- Você está horrenda! – Hugo sussurrou no meu ouvido com um daqueles seu sorrisos gigantes.
- Obrigada, o mesmo pra você – tentei ignorar ele tanto quanto eu havia feito durante as férias.
- Rose você pode por favor tirar esses óculos horriveis? – mamãe ralhou comigo me encarando pelo retrovisor – São muito maiores que o seu rosto minha filha!
- Eu disse que você estava parecendo um besouro! – Hugo completou dando de ombros – Mas você acha que eu faço tudo em minha humilde existencia para implicar com a sua pessoa!
- Você nasceu para implicar comigo, FATO. – retruquei bufando.
- Olha como fala com o seu irmão Rosie. – papai me censurou assim que notou o olhar de minha mãe fechado nele por o pegar rindo de nossa guerrinha particular – E tire esses óculos, você fica muito mais bonita sem eles querida. – ele tentou parecer sério, mas sua piscadinha indiscreta para o lado oposto ao seu o condenou completamente.
- Eu gosto dos óculos, alguém se importa?
- Não foi um pedido foi uma ordem mocinha, tire os óculos agora.
Minha mãe muitas vezes conseguia ser mais antiquada que uma bruxa das décadas de Dumbledore, e muitas vezes parece que nunca foi adolescente, eu entendo que talvez a sua adolescencia tivesse sido um tanto conturbada e ela provavelmente não pode sequer se adaptar a fase por ser adulta demais, e ter preocupações suficientes para uma década inteira. Eu já tinha percebido como ela me olhava bestificada milhares de vezes, como se eu fosse algo parecido com uma aberração, tá tudo bem, talvez eu seja. Ela sempre quis uma menina dos cabelos vermelhos como os do meu pai (e que de quebra puxasse aqueles olhos maravilhosos) e o que ela ganha? Uma morena, comum, assim como ela e que bem diferente dela não é assim tão apegada aos livros. Ah e é claro, uma cenoura gigante ambulante que eu vulgarmente chamo de Hugo – meu irmão mais novo.
Contra minha vontade levei as mãos aos óculos e os coloquei dentro da velha bolsinha de contas de mamãe – lógica e devidademente transfigurada para não parecer um monte de trapos. Lá cabia tudo e mais um pouco!
Eu nunca fui muito fã de fazer as compras de começo de ano com mamãe, ela sempre achava que eu deveria idolatrar a Floreio e Borrões tanto quanto ela, e me fazia rodar cada uma de suas vastas sessões comentando sobre a maior parte dos autores e suas principais obras; ela também nunca me deixava escapulir do seu lado nem por um segundo sequer, se ela pudesse. Estava sempre na minha cola me dizendo tudo o que você for capaz de imaginar, tudo o que ela enxergava em mim eram críticas, eu nunca havia a agradado nenhum pouco, e o pior é que eu sempre tive absoluta certeza disso.
Isso não mudava nada pra mim, eu já não me importava mais se ela me olhava com desagrado, eu sabia, sempre soube que ela não era uma mulher de grandes emoções, muito menos alguém que soubesse expressar bem os seus sentimentos, ou que sequer quisesse expressá-los de qualquer forma.
Quando papai finalmente conseguiu estacionar o carro - a apenas alguns quarteirões do Caldeirão Furado - minha boca pediu licensa às orelhas para sorrir.
O motivo causador do meu sorriso não foi ver que tia Ginny já estava ali acenando alegremente, seus cabelos ruivos lisos voando para todos os lados em frente ao seu indiscreto carro amarelo... A razão foi que do outro lado da rua, com a mesma distancia, um carro negro acabava de ser estacionado, suas portas se abriram ao mesmo tempo que o carro captou meu olhar, e, dali saiu a única pessoa que era capaz de me manter calada por tempo o suficiente para conseguir pensar em uma frase.
Eu nunca tinha parado para observar atentamente como ele era lindo ou cada um dos detalhes de sua feição alva.
Eu não tinha reparado que quando ele sorria, duas delicadas e discretas covinhas apareciam em suas bochechas, ou que suas bochechas não tinham a mesma tonalidade morta e pálida de seu pai e seu avô, elas eram rosadas como as de sua mãe. Seu cabelo platinado era um tanto despojado, jogado daqui e da li – parecia não ver um pente há semanas – diferente dos cabelos Malfoy, como eu gostava de chamar: meticulosamente ensebados e penteados.
Eu também não sabia que ele vestia algo além de preto, verde, cinza e branco – eu sempre esperei que ele fosse sonserino até mesmo nos dias de férias – e ao contrário do que eu imaginava lá estava ele, com uma calça jeans surrada e despojada, com buracos nos joelhos, uma blusa azul royal que combinava perfeitamente com os seus olhos, que agora reparando atentamente, não eram assim tão cinzentos.
Ele se parecia com um trouxa, como um garoto que anda pelas ruas com aquela prancha com rodinhas nas mãos (eu nunca me lembro o nome deles...), um adolescente comum nas ruas de Londres que havia aproveitado o bom e bonito dia de sol (ew) para poder sair com a família.
O que mais chamou minha atenção foi o que ele chamava de família, e que muitas vezes eu pensei que não fosse exatamente uma família... Até porque pelas coisas que papai falava de Draco, eu o imaginava com o ser mais desumano da face da Terra! E Merlim, como eu estava errada!
Lá estava ele, com seus cabelos escorridos e platinados amarrados, não com um laço pomposo como seu pai Lucius, mas com um elástico de cabelo! Uma blusa preta, comum, e jeans. Ele parecia um pai orgulhoso e feliz com sua cria, um chefe de família completamente realizado. Ao seu lado, Astoria – eu a tinha visto centenas de vezes no Ministério desde que me entendia por gente -, como ela conseguia ser tão deslumbrante?
Seus cabelos negros e lisos caiam até um pouco abaixo da cintura, suas bochechas coradas iguais as do filho se destacavam em sua pele extremamente alva, e seus olhos... Seus olhos eram azuis como água de piscina durante a noite, e se você ficasse olhando para eles por muito tempo, com certeza se perderia naquela profundidade – eu sabia disso perfeitamente.
Estive parada os observando por mais tempo do que eu deveria, e só me dei conta de como estava sendo indiscreta quando percebi que ele encarava o meu olhar com a mesma intensidade, papai deu um pigarro alto, mas eu não podia ser a menos orgulhosa de nós dois. Ele deu de ombros, e desviou os olhos. Ai sim eu percebi, que o olhar que ele direcionou a mim, não foi de alegria, alivio, satisfação ou sequer tristeza. Foi de pura, puríssima decepção.
- Seja educado Ronald Weasley, vamos todos até lá cumprimentar Draco. – mamãe disse com uma certa imperidade na voz.
- Mione, por favor. – papai retrucou revirando os olhos e colocando o braço possessivamente em torno do meu ombro.
- Ronald! Não somos mais crianças, além do mais, Draco fez todos os meus partos, foi um ótimo...
- Precisa me lembrar que ele viu tudo o que eu gostaria que ele não tivesse visto? – papai a cortou corando até as orelhas.
- Não seja teimoso, olhe lá, Astoria esta acenando para nós...
- Mamãe... – pedi, na verdade, eu quase implorei.
Novamente em vão. Já estavamos atravessando a rua e indo em direção ao carro negro, Astoria tinha um sorriso deslumbrante no rosto, Draco parecia extremamente satisfeito consigo mesmo, como um trouxa que ganha na loteria, com a diferença que isso não o faria sorrir tanto assim já que ele provavelmente tem mais dinheiro do que o que a loteria oferece. Ele já esticou o braço pra frente, a mão direcionada ao meu pai, Astoria abria os braços em direção de mamãe. Aquilo tudo parecia muito mais bizarro do que eu havia imaginado quando eu cogitava a hipotese de assumir meu caso.
Eu sequer havia cogitado a hipótese de eles serem ligeiramente próximos a tal ponto.
- Oh Hermione querida, há quanto tempo não os vejo! – e aqueles dois beijinhos de madame que não serviam pra nada.
- Ronald, como vai o trabalho no Ministério?
- Vai muito bem Draco, mas graças a Merlim não temos tantos bruxos assim para correr atrás, sabe como é, depois que... – então mamãe o cutucou indelicadamente nas costas – Ai Mione, eu só ia...
- Você não ia nada. Meu Deus Astoria, é esse o seu filho? Como cresceu, não o vejo desde o segundo ano das crianças! Os olhos são os seus, eu tenho certeza! – ok, só me faltava mamãe ficar apaixonada com os olhos do meu ex-caso. – Vocês provavelmente se conhecem de Hogwarts não é mesmo Scorpius? Mas esses são meus filhos, Hugo... – e empurrou meu irmão na direção dele.
Hugo parecia tentar manter os pés grudados no chão, e extremamente relutante de esticar sua mão para o sonserino, Scorpius deixava um sorriso desdem escapulir pelos lábios rosados enquanto sua mão permanecia educadamente à frente.
- É, já nos conhecemos. – Scorpius respondeu, sorrindo para minha mãe.
- E essa, é Rose, minha mocinha. – mamãe pareceu orgulhosa de apresentar ele a mim assim como uma casamenteira estaria orgulhosa de conseguir um casamento para sua pupila preferida.
- Creio que já nos conhecemos dos corredores do castelo... – ele respondeu, já sem o lindo sorriso no rosto.
Nossas mãos estavam apertadas enquanto nossos olhos se encaravam furtivamente. Papai pigarreou alto, me puxando possessivamente pelo braço que tinha nos meus ombros para mais perto dele.
- Linda não é mesmo? – comentou para Draco – Minha flor, mas ainda é muito nova para namorar, tem só 16 anos, sabe como é. – e agora, eu tinha certeza, ele estava encarando Scorpius.
- Scorpius também tem 16! – Astoria bateu palminhas alegremente no ar, e depois abraçou o filho carinhosamente – Ouvimos noticias de que ele estava namorando, porém a namorada nunca foi nos conhecer na mansão... – seu tom agora parecia levemente chateado.
Eu engasguei com minha própria saliva sem ver, Hugo parecia incapaz de manter discreto um maldito ataque instantâneo de risos, enquanto nossos pais olhavam de mim até ele sem entender a razão. Scorpius com certeza, estava mais vermelho do que os cabelos de tia Ginny, e olha, eu nunca pensei que alguém que não fosse um Weasley fosse capaz de tal façanha.
- Era uma trasga a garota! – Hugo soltou sorridente – Nunca vi mais feia.
Eu sabia de suas intenções com aquela frase elaborada, e eu não devia nunca ter caído em sua provocação e ter deixado tão a mostra que ele tinha conseguido pisar no meu calo sem um pingo de delicadeza. Antes que eu pudesse pensar no que estava falando, minha boca se escancarou e as palavras foram saindo em minha defesa desesperadamente.
- Não era não! – retruquei sem pensar encarando Scorpius furtivamente, e eu não gostaria de ser ele se ele ousasse negar.
- Não seja ridiculo Weasley, a garota era uma das mais bonitas daquela escola... – Scorpius me defendeu, porém seu rosto estava virado para o pai. – Mas somos extremamente diferentes, em casas, pensamentos, vida... Infelizmente as aparências e o comportamento enganam facilmente, e no final das contas ela sempre esteve certa. Nunca daria certo, de qualquer forma.
- BOOOOOOOOOOOOM DIA MEUS AMORES! – Lilly me abraçou por trás, no exato momento em que eu estava com a minha resposta na ponta da lingua, deu um beijo estalado na bochecha de Hugo, o pegando pela mão. – OLÁAA meu Escorpião Albino favorito! – jogou seu braços pálidos e magrelos envolta do pescoço de Scorpius o fazendo rir e abraçá-la de volta – Se continuar sendo um garoto mau, EU NÃO VOU MAIS SER USADA DE COLHER.
- Lilly por favor... – eu pedi baixinho a puxando dele.
- Sabe como é Malfoy, em briga de marido e mulher – Hugo começou puxando Lilly pela cintura para perto dele – Não se mete a colher.
- Espero ter me feito clara, oks? Seja um bom garoto Malfoy, ou eu realmente, realmente vou fazer você se arrepender por ter me feito acreditar que um dia você deixaria de ser um gay, meu deus que desperdício!
As risadas de Hugo cessaram ao ouvir o comentário de Lilly a respeito de Scorpius, seus braços estavam cruzados de frente ao corpo e ele encarava a prima com uma total expressão de descrença – sua piada sobre Scorpius havia perdido a graça tão rápido quanto havia ganhado. Draco já havia torcido suas feições enquanto Astoria e mamãe pareciam muito entrertidas em algum assunto que tinha haver com os seus respectivos trabalhos no ministérios – bando de workhaholics! – Papai tentava não rir, mas não estava sendo muito bom em disfarçar risadas com tosse, pelo menos isso tinha servido para que ele finalmente me soltasse pensando que Malfoy não era uma ameaça à sua filhinha querida – Merlim se ele soubesse....
- Lilly! – eu dei um tapa nas costas dela tentando a fazer parar de falar.
- Não tudo bem, relaxe Lils, você não conta sobre meu homosexualismo e eu não conto a ninguém que você gosta de pegar em família.
Silêncio.
- O que você quer dizer com isso? – perguntei baixinho para que somente ele ouvisse, o que foi em vão porque graças às suas palavras todos pararam de falar e encaravam uma Lilly extremamente corada, abraçando o próprio corpo.
- Não me diga que não sabe nem mesmo quem são suas cunhadas? – Scorpius falou em alto e bom tom, como aquele ser sabia ser nojento nas horas mais impróprias.
- LILLY! – eu berrei antes que pudesse me conter, a encarando. Infelizmente, por mais inútil que meu irmão fosse, eu ainda morria de ciumes dele – Como você pode?
- Como ELA pode? – Hugo falou no mesmo tom que eu – Como VOCÊ pode! Você namora com James e olha, só porque é a queridinha do papai ninguém fala NADA, absolutamente NADA. E ai, como se isso não fosse suficiente, você estava traindo Jay com um SONSERINO, e que sonserino... – Hugo deu uma olhada indiscreta para Scorpius que manteve seu olhar.
- Você e Hugo andaram... como é que vocês dizem hoje em dia? Ficando, querida? – mamãe perguntou para Lilly tentando não parecer a mãe ciumenta e possessiva que era com sua querida cenoura ambulante.
- HERMIONE! Não pegue no pé do garoto! Ele está com alguém que conhecemos e confiamos! SUA FILHA TRAIU O PRIMO COM UM SONSERINO, VOCÊ NÃO OUVIU? – papai começou a surtar, suas bochechas iam corando até as orelhas.
- Sonserinos também são seres humanos – mamãe o lembrou com censura, e eu pude ver que estava completamente envergonhada com a atitude de papai.
- Eu não disse que não eram – um muxoxo de manha, como os que papai dava sempre que era contrariado – Nossa florzinha está namorando um Sonserino...
- Não estou namorando ninguém, ok? – eu berrei – Nem sonserino, nem grifinório, nem lufano, nem nada disso! Não estou namorando!
- Então você não está namorando? – Scorpius perguntou, sua voz rouca e fria se sobresaindo pelo burburinho das outras.
- Não, eu não estou. – eu respondi, firme. Somente nas palavras, porque meus joelhos batiam como gelatina.
- Espero que tenha certeza do que você está falando. – Ele retrucou, seus olhos azuis acinzentados encaravam os meus com uma expressão indecifrável no rosto.
- Porque Scorpius, você está interessado na garota Weasley? – Draco interrompeu, seus braços cruzados de frente ao corpo, e eu pude ver então qual era a parte dele que papai tanto se lembrava, eu pude ver claramente o sonserino preconceituoso que ele sempre foi.
- E se ele estivesse Draco? – Astoria retrucou dando um tapa no ombro do marido – Se ele estivesse apaixonado por uma Weasley, ou até mesmo uma Potter, nós a aceitariamos de braços abertos porque ela seria a pessoa que o faria feliz! – então ela deu uma piscadinha pra mim, fazendo meu rosto corar.
- Diga isso por você – Draco e papai falaram em unissono.
- Já que vocês não se importam, eu acho que... – Lilly começou, com um sorriso diabólico no rosto.
- LILLY LUNA POTTER, O QUE EU DISSE? CHAME SEUS TIOS! - Tia Ginny veio berrando do outro lado da rua e segurando o braço da filha – Mas você não consegue ficar com a língua na boca não é mesmo? Precisa falar desesperadamente... Oi Draco, oi Astoria querida, me desculpem... crianças, vocês sabem como são...
- Ah, claro... Por isso só tivemos um. – Draco sorriu medindo tia Ginny dos pés à cabeça e dando tapinhas no ombro do filho. – Falando em filhos Hermione, creio que sua próxima consulta será na semana que vem?
- Ah sim, eu estava me esquecendo... – mamãe deu um tapinha de leve na testa – Obrigada por ser um cavalheiro Draco, se você não tivesse mencionado eu provavelmente nunca me lembraria, são tantas coisas... – papai remexeu o nariz com desgosto e pigarreou - Estamos tão atrasados! Me desculpem todo esse transtorno... – e circulou no ar algo que parecia formar um elo entre eu, Lilly e Hugo, indo em direção à Draco e o abraçando. – Te vejo na Terça!
- Com certeza... – Ele respondeu retribuindo o abraço.
- Astoria querida, até segunda feira no Ministério! – e trocou dois beijinhos no rosto com sua mais nova melhor amiga de infancia.
- Astoria, continue assim, mais e mais bonita a cada dia que se passa – papai galanteou a esposa de Draco Malfoy na cara dura, vulgo: minha sogra, a abraçando e colocando a mão estendida à Draco. – Te espero no próximo jogo, Cannos x Harpias?
- Com certeza, nos vemos no jogo. – Draco sorriu e apertou a mão de papai. – Eu mau posso esperar para ver o seu time pobretão se ferrar mais uma vez Weasley.
Quando nós viramos as costas em um burburinho azucrinante para atravessar a rua, pude ouvir a voz de Draco sussurrar a esposa.
- Eu sempre disse que eram um bando de coelhos!
- Draco! Eles são tão amáveis... – Astoria retrucou afagando o cabelo do filho – Não é mesmo Scorpius?
- Eu sinceramente sinto muito pela família desse Sonserino, aquela garota Weasley é bem bonita, mas parece ser ter herdado o gênio da mãe...
- Draco, você precisa passar por cima de certas coisas da sua infancia, será que nunca vai ser capaz de perdoar o tapa que levou de Hermione?
- Se eu não tivesse perdoado, nunca teria trago aquelas suas pestes ao mundo. – ele respondeu sorrindo para o filho e abraçando a esposa com carinho.
Eu sorri internamente, porque quando olhei para trás para tentar prestar um pouco mais de atenção, meus olhos se cruzaram novamente com os dele, e os olhos azuis dele cintilaram, e eu pude sentir que por dentro, ele sorria tanto quanto eu. |