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01 . When it hurts you, it hurts me.Início > Comunidades > Romances e Relacionamentos > Like Violence ; > Fórum: > Mensagens
primeira | < anterior | próxima > | última mostrando 1-9 de 9 10 mai (4 dias atrás) excluir Rosie
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”I know you know my boyfriend is out of town, so have a drink, let's talk it over... So many things I shouldn't be sayin now, you know I like my boys a little bit older...”
Eu podia dizer para Lilly infinitas vezes o quanto eu não gostava de seu irmão, eu podia inclusive enumerar as razões pelas quais eu preferia Scorpius Malfoy a ele – sempre incluindo uma nova razão ao fim da lista sempre que relembrada.
James Potter era insuportável, falava asneiras com a mesma frequencia que respirava, seu ego era do tamanho da soma das vezes em que ele bagunçava os cabelos escorridos, porém sua pegada, seu beijo e o seu corpo – eram indiscutiveis.
Eu amava Scorpius Malfoy, mais do que pensei que seria capaz, e muito mais do que eu era permitida. Mas James Potter... James Potter me aguçava.
Ele mexia com os instintos que não deveria mexer, e era muito cômodo, óbviamente que ele fosse meu álibe.
Que ele fosse a pessoa que me ajudaria a viver minha história de amor à-la Romeu&Julieta ou Tristão&Isolda, ele era perfeito para ser minha carta branca.
Ele era bonito, popular, simpático, pegável, era da família e completamente idolatrado pelo meu pai... Eu podia ver meu pai agradecendo a Merlim de joelhos que todos os boatos em relação à sua querida Florzinha e o Escorpião dos Malfoy fossem todos falsos. Eu podia vê-lo abraçando James como se ele fosse o salvador da pátria, e eu não pude evitar.
Eu o usei. Usei sem dó nem piedade, abusei de toda sua boa vontade, de seus carinhos em meus momentos de carência quando eu brigava com Scorpius, descontei nele tantas vezes coisas das quais ele não tinha – nunca teve culpa. Eu o usava sem ter medo de que um dia eu pudesse ser pega, sem ter medo de um dia ter de ser eu a folha de papel a ser descartada porque o lápis já não tinha mais uso se a folha estava cheia.
A minha folha estava cheia, cheia de mentiras e teias de desilusão.
” I just wanna use your love tonight, tonight, tonight. tonight, tonight. I don't wanna lose your love tonight…”
Eu realmente deveria ter ouvido mamãe. “O pior veneno é aquele que te agrada.”
Ela estava certa mais uma vez, como esteve certa em todos os momentos da minha vida, em todas as circunstâncias em que eu precisei dela, onde eu havia feito mais uma das minhas grandes burradas e estava novamente sofrendo as consequências. As mães sempre estão certas – elas sempre, sempre sabem de tudo, nunca duvide disso!
Era meu ultimo ano, eu tinha ansiado tanto por ele, tanto para completar minha maioridade e finalmente ser livre para ser a bruxa que eu tanto me orgulhava não só dentro das paredes da escola. Faltavam somente alguns dias para o primeiro dia de aulas e eu ainda estava jogada em minha cama com a cabeça entre os braços e as lágrimas escorrendo pelos olhos – Merlim como eu não passava de uma manteiga derretida!
Eu sequer havia organizado meus uniformes, não havia nem aberto – nem tocado – minha lista que havia recebido já há alguns dias. Não tive vontade de comer, de sair do quarto – de ir para a escola que eu tanto amava.
A única parte do meu quarto que parecia estar tocada era uma gaveta lilás, a última do meu criado mudo – ela estava aberta deixando à mostra todo o seu conteudo. Vários pergaminhos – alguns até começando a se amarelar pelo tempo – fotos, recordações como caixas de Feijõezinhos de Todos os Sabores e meu diário.
Embolado no lixo próximo à estante, estava uma carta de James – suas palavras pareciam martelar em minha cabeça várias e várias vezes, me deixando incapaz de esquecê-las, e me enlouquencendo cada vez mais.
“Eu tinha te dito, mas você pra variar simplesmente não quis me ouvir não é mesmo Ros? Você precisa, sempre precisou quebrar a cara pra ver, mas tudo bem, eu tenho certeza que eu não sou a pessoa que está se sentindo despedaçada no momento. Você realmente pensou que poderia esconder isso de mim? Como você pode? Eu acreditava em você, eu confiava em você! E você preferiu continuar sendo ridicula, correr riscos sem necessidade. E tudo isso pra que? Pra aumentar sua dose de adrenalina? Porque você realmente acreditava piamente no meu maldito bordão de que ‘Tudo que é perigoso é mais gostoso’? E agora o que você tem? NADA!
Você arriscou tudo, por aquele maldito, e agora tudo o que você tem é isso – essa foto que eu te dou de presente, onde o seu querido Scorpius Malfoy estava se atracando com Sarah Baker no vestiário da Sonserina...
Você realmente acreditou que ele gostasse de você? Eu reamente não sinto nem um pouco, agora você sabe como dói a rejeição, a mentira.”
A culpa me corroia ainda mais do que a vergonha. Eu me sentia tão mau por ter sido egoísta e brincado om sentimentos que não me pertenciam, eu tinha errado tanto e tudo isso pra que? Pra ter de troco tudo o que eu havia feito para alguém que não merecia sentir o que eu sentia agora. Eu sim, eu era um lixo, eu devia estar embolada e jogada logo ao lado daquela carta, assim quem sabe eu pensaria ter um pouco mais de valor do que uma putinha qualquer que estivesse disposta à abrir as pernas. Eu tentei me enganar o tempo todo, mas eu sabia, eu sempre soube que pra ele, tudo não passava de uma questão de abrir as pernas.
Era um jogo, e eu caí. Cheque Mate.
”All my girls are no where to be found, they all split when I'm in trouble… But I'll tell you all my secrets if you stick around, the 'undercover-lovers' under the covers. I just wanna use your love tonight, tonight, tonight. tonight, tonight. I don't wanna lose your love tonight.”
Aquele aparelhinho esquisito e colorido não parava de tocar acendendo suas luzes e tocando aquela música que eu costumava gostar tanto, vovô Arthur havia me dado um de presente quando completei 15 anos, disse que as adolescentes trouxas não podiam viver sem um desses. Eu acabava de descobrir que minha maior saída para todas as coisas que estava me arrependendo nesse exato momento, seria também meu calvário. Enquanto o aparelhinho tocava, o nome Scorpius Malfoy piscava na tela exibindo uma foto trouxa que haviamos tirado com ele. Eu não queria atender, mas as minhas veias estavam secas, e o meu corpo estava tão vazio que eu precisava de uma pequena dose de veneno para amenizar a dor.
Meus dedos frios estavam segurando o aparelho que vibrava insistente, mas eu era fraca – eu não podia resistir.
- O que você quer? – eu só esperava que minha voz não estivesse soando rouca o suficiente para que ele pudesse compreender que eu estavive chorando por horas a fio.
- Você vai mesmo acreditar nele? – sua voz era rouca, fria como de costume.
- Me erra, ok? Me deixe em paz, eu acredito em quem eu quiser, e ele não é qualquer um...
- É claro que não, ele é seu namorado não é mesmo Weasley. E isso faz dele uma pessoa muito mais importante pra você do que eu não é mesmo, porque você, você sim vive de aparências e sobrenomes.
- E você vive de mentiras, frieza e fugas. Eu não preciso disso.
- Claro que não, tudo o que você precisa é da segurança familiar que ele pode te proporcionar, e se é isso que você quer, isso é um problema seu Weasley. Só não venha se arrepender depois.
Meu dedo indicador apertou o botão ‘end’ antes mesmo que ele pudesse terminar a primeira frase. Weasley? Ele não me chamava assim desde o quinto ano! Ele não me tratava como uma qualquer, como se eu fosse pra ele tudo o que seu pai pensava de mim, uma traidora do sangue, filha de uma sangue ruim. Senti minha garganta apertar forte e as pontas dos dedos congelarem enquanto eu prendia o choro.
Eu estava tão desligada que fui incapaz de ouvir os passos na direção da porta, o clique quando ela se abriu e o fechar silencioso. Tão desligada que eu só percebi a presença de Lil’s quando a vi envolver seus braços em meu pescoço me abraçando forte, sendo a melhor amiga que ela sempre foi. Com esse gesto ela me desabou, e transformou meu choro silencioso em algo devastador – murmúrios e lamentos.
- Ei, ei, vai ficar tudo bem...
- Não, não vai! Eu fui uma estúpida! Foi isso o que eu fui, como eu pude me deixar levar assim Lilly? Eu não podia...
- Rosie, você não é, não foi e nunca será tão racional quanto sua mãe. E me deixa um tanto extasiada imaginar que um dia você queira pra você a perfeição que você tanto abominou! Eu sei que você está mal, eu estaria no seu lugar da mesma forma, mas isso não é culpa sua. – revirei os olhos respingando para ela em total incredualidade – Ok, talvez seja culpa sua, mas não só sua! Nada disso teria acontecido se você não tivesse ficado com James imaginando que essa fosse a melhor fachada que encontraria, nada disso teria chegado a esse ponto se Scorpius não fosse o ser mais detestável quando está determinado em alguma coisa como conquistar você! Mesmo que naquela circunstancia fosse somente uma aposta, você sabe, sabe que ele sentia algo por você.
- Tesão não se encaixa nessa categoria de sentimentos pra mim – retruquei incapaz de esperar que ela acabasse com seu raciocinio.
- Me deixa falar ok? Nada disso teria acontecido se você não tivesse se envolvido, e o principal, se você simplesmente tivesse chutado o pau da barraca e colocado em tema de Discussão de Suposta Relação o que ambos fariam em relação a essa guerrinha ridicula entre famílias! Ele nunca se opôs que você abrisse o jogo, você quem nunca quis por as cartas na mesa.
- Primeiro você diz que a culpa não é completamente minha, e depois com todo esse seu raciocionio vem me dizer que a culpa é minha? Qual é o seu problema Lils?
- O meu problema é que você é incapaz de enxergar que você criou a situação em que está agora! Acha que eu não sabia que isso aconteceria? Acha que é a única que se encontra assim? Pois você está errada, James resolveu ir pra Romênia! DURANTE A MADRUGADA, morar com tio Carlinhos!
- Pensei que estivesse preocupada comigo! – joguei meu corpo novamente na cama me soltando dela, era meu momento, e eu era muito egoísta, principalmente quando a pena dela era direcionada ao seu irmão mauricinho que estava acostumado a ter tudo o que queria nas mãos.
- Eu estou preocupada com você! E você está com tanta pena de sí mesma que é incapaz de enxergar o furo que eu acabo de te colocar nas mãos!
O rosto fino e delicado de Lilly Potter se contorceu, criando uma pequena ruga de expressão entre suas finas e ruivas sobrancelhas, seus braços estavam cruzados de frente aos seios, e ela estava se parecendo tanto com sua mãe que poderia amedrontar alguém com todo aquele ar maternal.
- Furo? – ok, eu realmente não estava entendendo nada.
- Você realmente acha que depois que James resolvesse dedurar o Scorpius e tivesse o caminho completamente livre pra tentar enfiar na sua cabeça que ele era o homem ideal pra você, ele iria embora?
- Depois daquela carta raivosa sim!
- Então Rose, você realmente não conhece meu irmão.
O aparelhinho voltou a tocar e piscar em minhas mãos, junto a ele na tela a foto piscava junto ao nome que eu estava fazendo de tudo para esquecer.
- Eu atendo – antes que eu pudesse me opor Lilly estava com o pequeno aparelhinho roxo nas mãos – Malfoy?
- Potter? – sua voz parecia ainda mais fria – Onde está sua prima?
- Ela não pode falar agora – Lilly retrucou automáticamente.
- Ah claro, ela deve estar muito ocupada com o seu querido irmão, me desculpe. – ah como eu amava seu sarcasmo, sua irônia.
- Não seja ridiculo, eu não costumo me meter nas suas encrencas, muito menos te tirar delas, então por favor tente parecer um Escorpião Albino adestrado e me escute.
- O que te faz pensar que eu quero que você resolva algum problema meu? Potter, eu sei como resolver meus próprios problemas.
- Não parece, até onde eu sei você não costuma correr atrás das garotas não é mesmo? E aqui está você, ligando desesperadamente para minha prima com a desculpa de trocar algumas farpas só pra poder ouvir sua voz não é mesmo? Posso ter só 15 anos, mas tenho muito mais cabeça que você seu filhote de Doninha Saltitante.
- Pigmeu, diga logo o que vai querer em troca.
- Eu não quero nada em troca, eu só quero que você seja sincero e homem uma vez na sua vida, já que provavelmente a sua pipa não sobe mais.
- Vou te mostrar qual pipa não sobe mais sua fedelha intrometida...
- Não me insulte ou eu posso mudar de idéia. Eu te tenho nas mãos Cor-Cor, eu sou a única que pode te tirar dessa.
- DESEMBUCHA LILLY!
- Você estava ficando com alguém que minha prima não soubesse?
- Não, Leslie Nott não passava de uma fachada ridícula para acobertar as idéias de girico da Rosie. – eu não pude evitar deixar meu coração palpitar um pouco mais rápido ao perceber que sua voz estava um pouco mais suave e que ele ainda falava Rosie com o carinho que eu era capaz de distinguir entre suas palavras.
- Então ótimo, eu posso te tirar dessa.
- E se eu não quiser que você me tire dessa sua lenhadora de bonsai?
- Eu sei que você está implorando por isso...
Lilly adorava Scorpius tanto quanto ele adorava ela, mas nenhum dos dois nunca dariam o braço a torcer. Toda essa troca de amor não passava de pura afinidade reprimida, mas ver que ela tinha assim tanta certeza de que as coisas não eram como James fez parecer serem me deu um pontinho de esperança.
Talvez ela soubesse de alguma coisa, e só precisasse ter certeza. Talvez ela pudesse realmente resolver essa equação absurda que Jay fez questão de criar.
Era ridículo, mas ela tinha tanta certeza que havia me tirado um pouco de incerteza em relação à incoerencia de todos os fatos.
- Agora limpe essa cara, se arrume. Vamos para o Beco Diagonal! – sua voz tilintou no quarto enquanto ela dançava no assoalho como uma louca.
- Olhe o meu rosto inxado e me responda se eu quero sair de casa – retruquei batendo o rosto com força na colcha colorida.
- SIM, a resposta é sim! Você vai tirar sua bunda gorda do quarto, porque vamos dar algumas escapulidas enquanto compramos vestes menores do que as nossas e algumas coisinhas interessantes como fazemos todos os anos...
- Não, não vai ser como todos os anos – eu mordi o lábio.
- Sim, como todos os anos. E isso inclue o passeio na Mansão Malfoy, se é essa sua maior dúvida.
- Acha mesmo que eu pretendo me agarrar com um cara que eu acho que me traiu?
- Acho ridiculo você vim com essa de traição, quem ficava com ele e beijava o James na cara de todo mundo era você Rosie, seja um pouco mais mente aberta! Aproveite e coloque aquele vestido preto bonito, ele realça seus peitos! Estou te esperando lá embaixo!
E mais uma vez ela correu pela soleira da porta – agora, fazendo um sonoro barulho ao fecha-la. Lilly era assim, ela chegava no mórbido e trazia vida, esperança, solução.
Abri o closet e me joguei na bagunça de roupas procurando o famoso vestido preto, curto, e como meu pai e Hugo adoram ressaltar, enquanto mamãe preferia aderir à tática do famoso uso da moral e dos bons costumes. Eu já havia fodido com toda a moral e bons costumes, então eu não ia exitar em acabar com aquele garoto se eu pudesse, ele havia me despedaçado. Eu ia o despedaçar da melhor maneira possível, ficando tão irresistível quanto fosse capaz, sem deixar ele sequer chegar ao mínimo que ele havia imaginado.
“As you leave please would you just close the door, now that our love affair is over. You're exactly what I was looking for, well find a shoulder to cry upon… I just wanna use your love tonight, tonight, tonight, tonight - tonight! I don't wanna lose your love tonight…”
O veneno do Escorpião era o pior dos venenos pra mim, mas eu podia ser letal a ele se eu quisesse. |