FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

5. Guerras - Parte 2


Fic: WEASLEYs: por que ruivos também amam.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

 Pessoal, antes de começar o capítulo, quero deixar um recadinho rápido para uma leitora (Trícia Guima) que deixou um comentário na minha fic: não me leve a mal, apoio muito que as pessoas deixem criticas em todas as fics por aqui, mesmo por que seu comentário é um critica muito construtiva e eu aprecio comentários desse tipo. Mas quero esclarecer a você que os livros da J.K Rowling mantêm o foco apenas nas coisas que Harry Potter vê ou sabe, o que nos deixa muitas portas abertas para explorarmos novas perspectivas sobre coisas que ele não presenciou. Por isso, o que o Harry Potter viu no livro a Ordem da Fênix, não se enquadra aqui, embora a minha fic se passe nessa época. E, se não me falhe a memória, neste livro não há muitas passagens sobre o romance de Fred e Angelina, ou Angelina e Jorge. E com relação ao amigo do Fred e do Jorge que convidou a Angelina para sair, talvez você deva se preocupar com o porquê de ela não ter aceitado, um outro fato que deixou muito a desejar. Assim, agradeço seu comentário e quero deixar claro que isso é apenas alguns esclarecimentos sobre o assunto.


 Sem mais delongas, uma boa leitura,


 Thomas Cale.


 


 


 


 Capítulo Cinco:


 


 Narrado por Angelina Johnson.


 


 Não houve muito em         que pensar. Minha raiva era tanta daquela garota inútil, que minha lucidez sumiu e quando dei por mim já estava em cima dela. Já fazia muito tempo que eu queria bater nela.


 


 Desde o ano passado essa garota vinha me encher as paciências e eu sentia vontade de bater em alguma coisa. Meu alvo acabava sendo o travesseiro ou, por falta de um, Fred ou Jorge. Mas agora, eu esgotei minha cota e ela era a única coisa aceitável que estava ao meu alcance e que merecia apanhar. Não que o travesseiro merecesse, longe disso.


 


 Enfim, acho que todos ficaram tão surpresos, que nada fizeram para me impedir, que era exatamente o que eu esperava. Esperei ainda que viesse alguém me deter, mas se eu esperasse demais quem estaria em cima de mim seria Emília, e isso não podia ser confortável.


 


 Assim, sem saber o que fazer, deixei que minha raiva se apossasse do meu corpo e deu o primeiro murro com a maior força que consegui arrancar de mim. Meu punho foi parar no nariz dela.


 


 Adorei fazer isso! A reação dela foi a melhor possível.


 


 Preparei-me para repetir a dose. Levantei o punho e dei na cara dela novamente. Sangue escorreu pelo nariz da garota.


 


 Meu próximo golpe foi na boca dela. Eu não havia esquecido na promessa de fazê-la engolir as palavras junto com os próprios dentes. Dei mais um soco na boca dela para me certificar de que tinha conseguido.


 


 Acertei o olho dela. Podia ouvir a gritaria do pessoal que adorava briga de mulher. Se é que se podia chamar Emília de mulher e aquilo de briga. Eu só batia e ela só apanhava. Dei mais um soco no olho dela. Minha mão começava a doer, mas eu não ia parar agora.


 


 Infelizmente, estava fácil demais. Emília fez uma força, que não precisou ser muita, e logo era ela que estava em cima de mim.


 


 Pude olhar o rosto dela com clareza: a boca sangrava muito, o olho estava tão inchado que parecia uma bola de beisebol, o nariz sangrava tanto quanto a boca. Tudo isso, é claro, antes de eu sentir o primeiro soco dela atingindo minha boca.


 


 - Vadia! – xinguei ao sentir gosto de sangue.


 


 Ela postou as duas mãos na minha garganta. E, por Merlin, ela era forte. Tão forte, a ponto de levantar minha cabeça e bate-la no chão com muita força.


 


 Ao meu redor ouvia gritos:


 


 - Briga! Briga! – diziam alguns.


 


 - Precisamos separá-las! – pude ouvir pessoas como Hermione dizendo em voz de comando. Esperei, mas ninguém tentou nos separar. Vi de canto de olho, as amigas da minha adversária correndo de volta para o castelo.


 


 Se eu esperasse mais, morreria enforcada.


 


 Com essa mentalidade, consegui soltar uma perna e, ao levantá-la, mandei o joelho na cara de Emília, acertando o queixo dela. Esta me soltou e eu aproveitei esse momento de distração para empurrá-la e me postar sobre a garota novamente.


 


 Mandei uma bofetada na face direita dela.


 


 - Essa foi pelo Fred! – citei. Mandei mais uma, acertando, dessa vez, a face esquerda dela. – Essa foi pelo Jorge! – disse novamente.


 


 Agarrei-a pelos cabelos e mandei sua cabeça no chão.


 


 - Isso foi pelo Harry! – continuei, me lembrando do quanto ela o importunava. – E essa... – soquei o nariz dela novamente e senti quando quebrou, arrancando um grito dela. – ... foi por mim mesma! – completei.


 


 Sentindo-me satisfeita com o trabalho feito, levantei-me de cima daquela brutamontes que segurava o nariz e gritava:


 


  - Você vai ver, Johnson, o professor Snape vai ficar sabendo disso! – ela tentava se levantar, mas não conseguia, por isso continuou segurando o nariz e gemendo de dor.


 


 Eu ri dela.


 


 - Pode comunicar até Merlin se você quiser! – gritei de volta.


 


 Para melhorar, cuspi na cara de Emília.


 


 Certo, esta era parte ruim: minha cabeça latejava tanto que estava começando a ficar difícil pensar e eu sentia escorrer um liquido quente dela; minha boca estava tão machucada que eu cuspia sangue; eu mancava. A joelhada no queixo da minha adversária não machucou apenas a ela. Sem falar que as dobras dos meus dedos estavam raladas pelo fato de eu ter socado tanto a garota.


 


 Fred e Jorge estavam com um sorriso enorme e vieram para me ajudar, um de cada lado, me dando apoio. Deixei a maior parte do meu peso para eles carregarem. Mas não fomos muito longe. As amigas de Emília já voltavam com a professora Minerva, o professor Snape e Dumbledore. Umbrige vinha ao encalço deles.


 


 Quando vi a sapa velha vir em nossa direção, senti vontade de bater nela também, mas isso causaria muito mais problemas. E eu já tinha problemas demais.


 


 - O que esta acontecendo aqui? – perguntou Minerva quando me viu e viu à Emília que ainda estava deitada no chão.


 


 Umbrige soltou uma risadinha infantil ao olhar para mim. Aquilo me irritou profundamente. Fiz menção de ir para cima dela também, mas Fred e Jorge me detiveram antes de eu conseguir dar o terceiro passo na direção daquela velha porca.


 


 - Srta. Johnson! – pediu Minerva.


 


 - Sim? – respondi.


 


 - O que houve aqui?


 


 Apontei Emília com a cabeça.


 


 - Pergunte à ela. – indiquei.


 


 - Eu o faria se ela estivesse em condições de responder. – retrucou Minerva, exaltada pela minha falta de educação, pensei.


 


 - Nós brigamos. – resumi.


 


 - E qual foi o motivo da briga? – pergunto Dumbledore; Snape e Umbrige permaneciam quietos.  


 


 Respirei fundo e descobri que tal movimento era doloroso. Afinal, ter uma pessoa com mais de sessenta quilos em cima de você não podia causar menos do que isso.


 


 - Ela me provocou. E insultou meus amigos. – justifiquei-me, sem muito detalhes. Minha boca ainda sangrava demais para eu ter condições de falar.


 


 Dumbledore pareceu ponderar sobre o assunto. Umbrige deu um tossida, interrompendo Minerva que ia começar a falar.


 


 - Se me permite, professor. – disse dirigindo-se a Dumbledore que acenou com a cabeça afirmativamente. Ela prosseguiu. – Pelo que pude entender, quem começou a agressão física foi a Srta. Johnson. Estou errada? – perguntou se dirigindo a mim.


 


 - Não. Mas... – tentei, mas ela me interrompeu.


 


 - E pelo que compreendi, fez isso por que a Srta. Bustroude insultou a você e seus colegas. Estou certa? – prosseguiu.


 


 - Sim. Mas... – tentei, mas novamente fui interrompida.


 


 - Ótimo. Pode me dizer o que ela disse para causar tal reação a você? – perguntou, com um sorrisinho infantil. Tentei ir para cima dela mais uma vez, mas fui retida pelos braços fortes de Fred e Jorge. A Umbrige não tinha a mais remota noção de como aquela risadinha me irritava.


 


 - Chamou a meus amigos de pobretões e insinuou que tinha incapacidade mental e física. – informei.


 


 Umbrige riu daquele jeito que me irritava. Dei um passo ameaçador para frente, mas meus ruivos me seguraram. Agradeci a eles mentalmente.


 


 - Devo dizer que em relação aos seus amigos serem ‘pobretões’, a Srta. Bustroude apenas disse a verdade. – começou. – E com relação a senhorita ser incapaz mentalmente todos já sabíamos disso, mas acho que provou não ser incapaz fisicamente. – disse, se referindo a briga.


 


 Meu sangue ferveu. Em situações desse tipo, os professores deviam ser imparciais. Tentei ir para cima daquela velha porca, com cara de sapo e que fedia a colônia barata. Mas fui segurada novamente. Não pude deixar de notar que eu estava muito violenta hoje.


 


 - Umbrige! – repreendeu Minerva e Dumbledore ao mesmo tempo. Snape tinha um sorriso sarcástico brincando nos lábios. A essa altura, Emília já havia se levantado.   


 


 E, apontando o estado dela, sapa velha continuou:


 


 - E você acha que em situações parecidas há necessidade de agressão física?


 


 - Não como está havendo agora. – resmunguei.


 


 - A Srta. não respondeu a minha pergunta. – disse ela.


 


 - Eu acho que tinha motivos suficientes. – respondi entredentes. Tive que cuspir mais um punhado de sangue no chão.


 


 - E eu acho perfeitamente normal haver provocações em um ambiente escolar. – opinou.


 


 - A senhora não pareceu pensar assim quando explodiram bombas na sua sala semana passada. – retruquei.


 


 Umbrige ficou rubra de raiva e seu sorriso infantil desapareceu, mas um sorriso malvado nasceu em meus lábios.


 


 Fred apertou meu braço, em sinal de alerta. Ignorei-o.


 


 A velha se virou para Dumbledore que tentava esconder o riso.


 


 - Tenho permissão para tomar atitudes? – perguntou. Nosso diretor acenou afirmativamente com a cabeça.


 


 - Mas não dou-lhe permissão para expulsar nenhum dos alunos envolvidos nisso. – acrescentou.


 


 Minerva interrompeu:


 


 - A Srta. Johnson é de minha casa, portanto de minha responsabilidade. Tomarei decisões a respeito. – ela informou. Sorri agradecida, certa de que meu sorriso não devia ser dos melhores.


 


 Umbrige fechou a cara.


 


 - Insisto, ainda, em retirar eu mesma pontos de ambas as casas: Grifinória perde cinqüenta pontos e Sonserina perde vinte pontos. – disse o sorriso infantil voltou aos seus lábios.


 


 - O que?! – disseram meu ruivos em coro.


 


 - Não é justo! – continuou Fred.


 


 - Angelina não foi a única a dar socos por aqui! – completou Jorge.


 


 - Compreendo. – disse a velha. – Mas a iniciativa para uma briga veio da Srta. Johnson. – ela se virou e saiu.


 


 Dumbledore sorriu para mim antes de sair.


 


 Snape, que não dissera nada durante a conversa, pediu que Emília o acompanhasse até sua sala.


 


 Minerva nos chamou para irmos a ala hospitalar. Fred e Jorge ainda me carregavam.


 


 Meu trabalho havia sido feito e eu estava orgulhosa de mim mesma.


 


....................................................................................................


 


 


 Já no dia seguinte, eu ainda estava na ala hospitalar. Era uma manhã bonita, o verão estava no seu auge. Madame Pomfrey insistira para que eu passasse a noite na ala hospitalar.


 


 A briga de ontem me deixara exausta. Doía, ainda que pouco, para respirar. Eu estava toda dolorida.


 


 Quando cheguei à enfermaria ontem, tive que escutar um bom sermão de Minerva, enquanto ela dizia o quanto meus atos foram desnecessários, que minha obrigação era ter informado a diretoria da escola sobre os insultos e não partido para a ignorância, que ela mandaria uma carta aos meus pais contando o quão irresponsável eu fui, e que a briga podia ter resultado na minha expulsão.


 


 Depois, Madame Pomfrey me limpou e me examinou cuidadosamente. O resultado da briga fora o seguinte: meu lábio inferior tinha um corte profundo; o osso do meu joelho estava fraturado; havia um corte na minha cabeça; as dobras dos meus dedos estavam raladas; e na minha garganta havia marcas rochas que indicavam tentativa de estrangulamento.


 


 Realmente, eu estava péssima. Madame Pomfrey havia dado um jeito no meu joelho, na minha cabeça e nas marcas do meu pescoço. Mas os outros ferimentos eram tão simples que ela não achou que havia necessidade de curativos. Eles se curariam sozinhos.


 


 Já Emília, que havia sido trazida para a enfermaria pelo professor Snape, não tinha a mesma sorte que eu. Ela tinha o nariz quebrado, um olho roxo, havia perdido dois dentes, tinha fraturado a cabeça e havia quebrado o maxilar por causa da joelhada que eu lhe dei.


 


 - Grande Angelina! – ouvi um coro de vozes extremamente familiar, retirando-me de meu devaneios.


 


 Fred e Jorge entravam pela enfermaria com dois sorrisos enormes.


 


 - Oi, meninos. – cumprimentei.


 


 Eles sentaram um de cada lado na minha cama.


 


 - Fez um ótimo trabalho com a Emília. – começou Jorge.


 


 - Acho que ela ficou ainda mais bonita depois do trato que deu nela. – Fred continuou.


 


 - Ela não teve a menor chance contra você.


 


 - Se bem que eu pensava que seria o contrário.


 


 - Mas você mostrou para todo mundo que sabe bater muito bem.


 


 - Embora eu ache que as conseqüências foram meio trágicas. – meditou Fred.


 


 - Para mim valeu cada ponto perdido. – argumentou Jorge.


 


 Bufei.


 


 - Não estou tão certa disso. – disse.


 


 Ambos me olharam como se eu fosse louca.


 


 - Esta brincando. – disse Fred.


 


 - Foi a melhor briga que eu já presenciei.


 


 - E ele já presenciou muitas brigas.


 


 - E já participei de algumas também.


 


 Revirei meus olhos para eles. Nada que eu dissesse os faria mudar de idéia.


 


 - Viram o estado dela? – perguntei animada, apontando para a cama onde Emília estava.


 


 A garota dormia profundamente e não parecia alerta ao mundo a sua volta, embora meus ruivos tenham feito muito barulho ao entrar.


 


 Eles acompanharam meu olhar e sorriram.


 


 - Realmente um ótimo trabalho. – disseram juntos.


 


 - Não falem em coro. – pedi.


 


 Bufaram juntos.


 


 - Não tenho certeza se a atitude que a Umbrige tomou foi a correta... – comentei.


 


 - E desde quando ela toma atitudes corretas? – começou Fred.


 


 - Ou justas? – terminou Jorge.


 


 - Não sei. Mas eu tinha esperança de que ela tentasse pelo menos fazer coisas certas perto de Dumbledore. E vocês viram? Ele quase não tomou atitude alguma! – disse indignada.


 


 - Sabemos disso. – disse Fred por ambos.


 


 - Mas acho que ele não esta em um estado de amizade muito bom com o Ministério para argumentar com a Umbrige. – defendeu Jorge.


 


 Suspirei derrotada.


 


 - Mas ele nunca se deixou intimidar por essas coisas. – eu disse.


 


 - Sabemos disso também. – confirmou Fred.


 


 - E você também sabe que não pode sair por ai julgando Dumbledore pelas atitudes dele, sendo que você nem sabe como esta a situação dele com relação ao Ministério. – disse Jorge.


 


 - Afinal, você também tomou uma atitude nada legal, estou errado? – disse Fred, mas deu uma piscadela para mim.


 


 Sorri para ambos meus companheiros. Era besteira, mas eu não podia deixar de ficar feliz pela companhia deles. De todas as pessoas que encorajaram minha briga, foram os únicos que vieram me visitar. O resto das pessoas só queria uma boa distração.


 


 - E por um momento achei que você ia atacar a Umbrige. – comentou Jorge.


 


 - Ainda é minha vontade. – comentei.


 


 - Não sabia que você queria morrer. – disse Fred. – Ou ser expulsa. – completou.


 


 - Foi só uma briga saudável. – resmunguei ainda sorrindo.


 


 Ambos riram.


 


 - Que mal faz uma boa briga de vez em quando? – disse Fred.


 


 - Só faz bem. – completou Jorge.


 


 Eu não respondi. Mas não tinha certeza se ia gostar de uma nova briga tão cedo. 


 


....................................................................................................


 


 


 No dia seguinte, eu já estava liberada. Saí muito aliviada daquela maldita ala hospitalar. Eu sempre odiei hospitais.


 


 Ao sair pelos corredores novamente depois de dois dias, recebi muitos parabéns de todas as casas. Exceto, é claro, da Sonserina. Pelo contrário. Desta casa, eu recebi muitas ameaças de morte. Não que isso me incomodasse. Eles não tinham coragem de fazer nada, embora não faltasse sangue frio.


 


  Hermione foi a primeira que ficou nervosa comigo pelos meus atos e ficou mais ou menos uma hora dizendo que era seu papel como monitora chamar minha atenção com relação as minhas atitudes, pois poderiam ser prejudiciais à nossa casa, Grifinória.


 


 Escutei tudo com muita atenção, pois sabia de antemão que minha atitude não fora a mais certa a ser tomada.


 


 Também fiquei ciente de que minha detenção ainda estava de pé e que os dois dias em que estive impossibilitada de cumpri-la haviam sido adiados.


 


 Na manhã seguinte, recebi um berrador dos meus pais.


 


....................................................................................................


 


 


 Duas semanas depois ao ocorrido, minhas tarefas diárias voltaram ao normal. Tarefas de casa, idas e vindas nas aulas, terminei a detenção e fiz algumas visitas à sala do Filtch acompanhada de Fred e Jorge, e lá depositamos algumas bombas de bosta.


 


 Havíamos finalmente terminado o mapa do maroto, que depois de três tentativas, parou de mostrar os nomes errados das pessoas que circulavam pelo castelo.


 


 Terminamos alguns testes das genialidades que deram certo e os Kits Mata-Aula estão mais do que prontos.


 


 Minerva havia me dito que, embora não merecesse, eu havia sido eleita para capitã do time de quadribol. Fiquei muito feliz e comecei logo com os testes.


 


 Como sempre, Fred e Jorge eram meus batedores, Harry o apanhador, eu era a artilheira, Ronald havia sido nomeado meu goleiro, Dino Thomas e Gina Weasley formavam outro par de artilheiros que jogariam comigo. Um boa equipe.


 


 Minto. Seria uma boa equipe se Harry não tivesse detenção em todos os meus treinos marcados durante essa semana. Certo eu não podia dizer nada, afinal, eu havia conseguido boas detenções este ano, mas não conseguia deixar de ficar nervosa. 


 


 Cortei contatos com o tal Michael da Corvinal, por te-lo pego beijando outra menina pelos corredores de Hogwarts. Eu não tinha a menor vocação para carregar galhada e era tudo, menos idiota e não aturaria aquele tipo de pessoa. Tinha algo mais a fazer.


 


 Naquele domingo chuvoso, haveria passeio em Hogsmead, mas por causa da chuva, não estava com a menor vontade de sair do castelo. Nunca me dei muito bem com umidade. E Fred concordou comigo, embora Jorge tivesse um encontro marcado com uma loira da Lufa-Lufa para passearem em Hogsmead juntos.


 


 Assim, como todos já estavam fora, eu e Fred subimos ao dormitório masculino e jogávamos uma partida de xadrez de bruxo.


 


 Mesmo com o parentesco com Ronald, Fred não se dava muito bem com o jogo. Assim, enquanto ele só havia comido duas peças minhas, eu já estava com cinco das dele.


 


 - Cavalo, na E, quatro. – disse confiante. Meu cavalo destruiu, literalmente, a rainha de Fred. Sorri para ele, enquanto pegava os restos da peça.


 


 Fred bufou.


 


 - Como você consegue fazer isso? – ele disse contrariado.


 


 - A real pergunta é: como você consegue ser parente de Rony e não ter talento no xadrez? – caçoei.


 


 Ele não me respondeu apenas murmurou algumas palavras ininteligíveis e continuou a movimentar as peças.


 


 No decorrer do jogo, ele conseguiu arrancar mais três peças de mim, mas o jogo acabou quando dei um xeque-mate extremamente bonito.


 


 - Gostou? – perguntei ironicamente, enquanto recolhia as peças e guardava dentro do malão de Rony. Sim, nós havíamos pegado o jogo dele, sem permissão, mas era só um empréstimo.


 


 - Não. Não gostei nem um pouco. – disse ficando de pé. – Você estraçalhou tantas peças que acho que algumas ficaram irrecuperáveis como a sua beleza depois da briga.


 


 Agarrei um travesseiro de uma cama qualquer e acertei a cabeça dele.


 


 - Você vai ver como vai ficar a sua beleza depois de eu te dar um trato. – disse rindo.


 


 Ele sorriu malicioso.


 


 - Acho que eu quero que me dê um trato. – disse dando um sorrisinho de lado.


 


 Dei mais uma vez na cara dele com o travesseiro.


 


 - Pare com isso Fred! – pedi.


 


 - Parar com o que? – perguntou confuso.


 


 - De pensar besteira. – eu dei mais uma vez na cara dele com o travesseiro.


 


 O sorriso malicioso voltou.


 


 - Foi você quem pensou. – retrucou.


 


 Paralisei. Certo. Sim, eu havia pensado besteira, mas o que me garantia que ele havia pensado besteira?


 


 Nesse meio tempo, ele agarrou um outro travesseiro e bateu na minha cara. Algumas penas se soltaram do travesseiro quando este bateu em mim.


 


 Eu não era tão mole para cair apenas com uma pancada dada por um travesseiro, mas eu estava distraída, portanto perdi o equilíbrio e cai para trás. As penas caíram no meu rosto. O chão me deixou com um pouco de frio, pois eu ainda estava de pijama.


 


 Ao bater no chão, deixei escapar uma exclamação de susto, mas pareceu quase um gemido de dor.


 


 - Angie! – arfou Fred ao constatar que havia me acertado em cheio.


 


 Ele se postou curvado sobre mim e começou a tirar as penas do meu rosto com um cuidado desnecessário.


 


 - Droga! – eu ri.


 


 Senti-o rir acima de mim.


 


 - Machucou? – perguntou.


 


 Balancei a cabeça negativamente.


 


 Esperei que ele saísse de cima de mim para que eu pudesse me levantar, mas não aconteceu. Suas mãos de demoraram nas minhas faces e ele as acariciou de leve...


 


 Fechei meus olhos e apreciei o carinho que ele me fazia e uma sensação estranha tomou conta do meu corpo. Onde ele tocava minha pele pinicava de leve.


 


 Mordisquei meu lábio inferior por nervosismo. Eu não gostava de nada que não era conhecido.


 


 Senti sua respiração chegar de leve ao meu rosto e fiquei meio tonta com a proximidade, mas não abri os olhos com medo do que pudesse encontrar.


 


 Seus lábios encontraram os meus.


 


....................................................................................................


 


 


 N/A: uffs! Consegui um capítulo de tamanho razoável!


 


 Comentem, pois comentários fazem a felicidade da autora!


 


 

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.