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4. Guerras - Parte 1


Fic: WEASLEYs: por que ruivos também amam.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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 Capítulo Quatro:


 Narração por Fred Weasley


 Era uma segunda feira da qual eu não me orgulhava nem um pouco. Um final de semana inteiro sem produção. Nenhuma bomba de bosta foi explodida; nem uma visitinha à sala do Filtch; nenhum teste para as genialidades e nenhuma criação nos veio a mente. A única coisa que deu produtividade, ainda que pouca, foi a cópia do mapa do maroto que trabalhamos na biblioteca, mas que ainda não estava finalizada.


 Sem falar, que era segunda feira. O pior dia da semana. Eu detestava segunda feira, por que era o dia em que você tinha que acordar cedo depois de acordar tarde no final de semana; é o dia em que os professores estão naquele mau humor pós final de semana; é o dia que mais passa devagar.


 Já havíamos marcado presença em todas as aulas, já havíamos recebido olhares feios dos professores por dormir na aula, já havíamos aberto a mochila para a Umbrige revistar cinco vezes. E agora estávamos jantando no salão principal apinhado de gente que conversava.


 Angelina, como sempre, estava sentada no meio de mim e de Jorge. Harry, Rony e Hermione estavam na nossa frente, falando, é claro, da sapa velha.


 - Ela foi à aula de feitiços hoje. – comentei, entrando na conversa.


 Os três pararam a conversa e se viraram para mim.


 - Fazer o que? – perguntou Ronald.


 Foi Angelina quem respondeu:


 - Inspecionar. Estava com uma prancheta na mão fazendo anotações. Entrevistou alguns alunos sobre a aula e fez perguntas ao professor.


 - Eu não gostei nada da presença dela. - resmungou Jorge.


 Os três se entreolharam e voltaram a conversar sobre hipóteses, tentando entender o porquê de ela ter ido vigiar as aulas. Eu, Jorge e Angelina voltamos a atenção para uma conversa menos entediante.


 - Afinal por que eles falam tanto da Umbrige? – perguntei.


 - Como se ela fosse um assunto extremamente interessante - resmungou Jorge.


 Angelina revirou os olhos.


 - Acho que ela é assunto o suficiente para causar intrigas. – disse. – Ela veio do ministério e desafia Dumbledore ao máximo.


 - Isso definitivamente é assunto. – disse, concordando com ela.


 - Ainda acho que ela não merece tanta atenção. – contrapôs Jorge.


 - Sou capaz de dizer que merece e qualquer sonserino que se preze diria a mesma coisa. Estão do lado dela. – disse Angelina, apontando a mesa da Sonserina com um aceno de cabeça.


 Eu e Jorge fizemos uma careta juntos. Ela riu com o gesto que fizemos simultaneamente.


 Jorge enfiou uma garfada de purê de batata na boca, tão grande que estufou suas bochechas.


 - Meu Merlin, esta parecendo a Umbrige. – resmunguei audivelmente e alguns alunos da mesa se viraram para olhar.


 Jorge notou a atenção.


 - Vagabundo. – disse para mim com a boca cheia, cuspindo purê de batata em Angelina que limpou o rosto, enojada.


 - Ah! – exclamou. – Que nojo Jorge! – reclamou.


 Sem hesitar, ela pegou uma colher cheia de molho e jogou na cara de Jorge. Ela riu.


 Meu irmão também riu e, não se contendo, pegou a mesma colher e limpou no cabelo de Angelina.


 Jorge riu da cara de raiva que nossa colega fez.


 Eu gargalhei alto demais e todos na mesa já estavam olhando o que estava acontecendo.


 Não percebi quando ambos trocaram um olhar cumplice e Angelina se virou com um sorriso, pegando espaguete e jogando na minha cabeça.


 Fiquei perplexo demais para notar que Jorge estava com um punhado de purê de batata preparado. Só percebi, quando o alimento chegou à minha cara e sujou minha camisa em seguida.


 - É guerra? – perguntei a ambos.


 Angelina deu de ombros.


 - Se você quiser chamar assim. – ela disse jogando molho no meu cabelo.


 Quase imediatamente, estávamos todos jogando comida uns nos outros. Alguns alunos que riram, foram acertados por Angelina.


 De repente, toda a mesa da Grifinória estava em guerra. Hermione tinha comida nos cabelos cheios, o que os deixavam ainda mais armados. Ronald, que tinha as orelhas vermelhas e a cara suja de molho, acertou espaguete nos óculos de Harry. Este ria, pela primeira vez desde que chegara, o que já era um bom sinal.


 Escutei alguém da mesa da Corvinal gritar:


 - Guerra de comida! – e houve gritos de alunos, aprovando a idéia e se juntando a nós.


 A mesa da Lufa-Lufa se juntou a baderna e havia troca de comida pelas três mesas, deixando apenas a Sonserina de fora, que nos olhava enojada.


 Esta era a primeira idéia da alegria de Hogwarts no ano. E é claro que nós éramos os autores.


 Jorge chamou minha atenção. Olhei para ele que apontou para Umbrige que anotava febrilmente na prancheta. Mau sinal.


 Chamei a atenção de Angelina que acompanhou meu olhar. Depois, ela apontou para Minerva McGonnagal que vinha na direção da mesa.


 Antes que pudéssemos fazer algo a respeito, ela já estava gritando:


 - Chega! – rugiu.


 Todas as três mesas envolvidas na guerra pararam e o barulho cessou quase imediatamente.


 - Não posso acreditar! – continuou. – Uma casa respeitada desde o inicio de Hogwarts se comportando de forma tão inadequada em um ambiente público e que deve ser, no mínimo, respeitado e aturado!


 Todos os alunos abaixaram a cabeça diante de tal comentário, até aqueles que não pertenciam à Grifinória.


 - Quero que os senhores Weasley e a senhorita Johnson me sigam até a minha sala! – ela disse apontando para nós três. – Quanto aos outros, não quero ouvir mais nada até eu voltar! Os alunos das outras casas que estavam envolvidos nisso, espero que estejam envergonhados de terem incentivado esse tipo de atitude! Pois caso não tenham notado, quem ainda limpa este castelo são os elfos domésticos! A única coisa que isso fez foi dar mais trabalho à eles! Quero todos calados até o meu retorno! – ela finalizou, se virando.


 Sem dizer mais nada, nós a seguimos. Mas nosso estado de espírito era outro: Angelina tinha um sorriso enorme na face e saltitava ao seguir a professora. Jorge e eu cantarolávamos baixinho a mesma música.


 Sabíamos que levaríamos detenções. Perderíamos pontos e a taça das casas ficaria para a Sonserina. Mas nossos atos haviam dado aos alunos da escola uma idéia bem clara do que era a alegria que eles haviam retirado, deixando que os últimos acontecimentos influenciassem a escola. Mostramos aos alunos novos o verdadeiro espirito da nossa escola.


 McGonnagal podia não entender isso, pois nos olhava como se fossemos loucos. Afinal, estávamos encrencados, mas a felicidade reinava em nossas faces, mesmo que temporariamente. Não, ela não entendia. E nós não esperávamos que entendesse.


 Angelina nos acompanhou na canção que entoávamos:


 “And in this crazy life,


 And trough this crazy times


 It’s you


 It’s you


 You make me sing


 You are every line,


 You are every word,


 You are everything.”


 Era uma canção trouxa que papai costumava ouvir. Diferente, mas não deixava de ser boa. Havíamos mostrado a música a Angelina no Natal passado que ela passou na Toca. Havia se tornado uma das nossas músicas favoritas desde então. O que era estranho por ser uma música trouxa.


 Estávamos sujos de comida dos pés a cabeça. McGonnagal procurava não encostar-se a nós por conta deste fato. Chegamos à sala dela pouco depois de um ataque de risos sem motivo de Angelina. Parecíamos um bando de bêbados sendo guiados por um único amigo sóbrio. Esse amigo era a nossa professora.


 Entramos na sala dela, mas esta pediu para que não nos sentássemos ou sujaríamos as cadeiras.


 - Muito bem. – ela começou. – Primeiro, quero saber o porquê daquela baderna no salão principal. – ela pediu.


 Jorge foi quem falou. Ele começou uma cuidadosa narração dos acontecimentos, explicando cada ato em partes e dando uma explicação para cada um deles. Eu e Angelina não nos opusemos a nenhum fato narrado por ele. Os motivos dele eram os nossos.


 A professora pareceu satisfeita com a história e não pediu outra versão a nenhum de nós e ninguém se atreveu a dizer nada.


 - Certo. – disse Minerva. – Mas deixo claro que, por mais nobres que foram suas intenções, não há uma justificativa concreta e aceitável para a situação decorrida. Devo dizer, que foi uma maneira muito insensata de resolver os problemas de humor da nossa escola que, devo admitir, são muitos. – ela fez uma pausa. – Se houver uma próxima vez, o que eu espero que não aconteça, peço que controlem seus atos e tentem uma solução que não causa muita algazarra. Afinal estamos em um lugar para estudos. E essas coisas não são permitidas.


 Nossa professora deixou a primeira parte da bronca pairar no ambiente por alguns minutos antes de continuar:


 - Sem incluir, mas já acrescentando, que há uma secretária do Ministério sondando o local e tudo o que acontece aqui é de conhecimento do Ministro da Magia em pessoa. Se Dolores Umbrige fizer um relatório sobre o que aconteceu hoje e enviar ao Ministro, será Dumbledore e, consequentemente, Hogwarts quem sofrerão as consequências disso. – uma pausa meio teatral. – De qualquer modo, espero ter conscientizado os três para que pensem duas vezes antes de tomar novas atitudes desse tipo.


 Olhamos uns para os outros, meio envergonhados pelo feito. Nenhum de nós havia pensado na publicidade da escola com relação ao Ministério. Se esta professora tivesse o intuito de nos preocupar, ela havia conseguido.


 - Cinquenta pontos serão retirados de cada um. – ela finalizou. – E sofrerão detenções de uma semana: ajudando o senhor Filtch no monitoramento dos corredores durante as aulas. – acrescentou.


 Angelina arfou ao receber o veredicto.


 - Mas... – começou, mas foi interrompida.


 - Sem queixas. – pediu Minerva. – Estão liberados, mas os proíbo de voltar ao salão principal esta noite. Boa noite. – desejou, o que era nossa deixa para sairmos da sala dela.


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 Acordei no dia seguinte com o humor renovado. A bronca do dia anterior já estava esquecida e apenas meu subconsciente estava ciente de que estávamos em detenção.


 Era um dia bonito, o sol brilhava e uma leve brisa soprava do leste.


 Andávamos pelo jardim, depois das aulas do dia, não totalmente contentes pela detenção que teríamos no dia seguinte, mas contentes o suficiente para darmos gargalhadas descontraídas.


 Angelina era única que se preocupava com a consequência dos nossos atos da noite anterior.


 - Perdemos mais pontos do já ganhamos esse ano. – ela se queixava. – E mal entramos na segunda semana de aula!


 Bufei. Jorge se irritou.


 - Meu Merlin, Angie, você não se cansa de insistir no mesmo assunto por tanto tempo? – ele disse, raivoso.


 - Já dissemos a você que não nos arrependemos de nada do que fizemos. – continuei.


 Ela fez uma careta, mas concordou com um aceno de cabeça.


 - Desculpem, sei que estou sendo chata, mas fiquei apavorada com idéia de Dumbledore e Hogwarts sofrerem as consequências de uma simples guerra de comida. – disse.


 Jorge e eu nos entreolhamos.


 - Relaxe. – dissemos juntos e ela riu.


 - Não falem em coro. – pediu, como sempre fazia.


 Nenhum de nós se deu ao trabalho de responder.


 Apenas continuamos nosso caminho pelo jardim e pelos terrenos da escola, que estavam cheios de alunos pelo fato de as aulas estarem encerradas.


 - Ei, Johnson! – ouvi uma garota chamar Angelina pelo sobrenome, o que só podia significar uma coisa: sonserinos.


 Virei-me para ver quem era ao mesmo tempo em que Angelina o fazia. Emília Bustroude (N/A: não sei se á assim que se escreve o sobrenome da garota). Uma das idiotas que endeusavam Malfoy e atazanavam a vida dos alunos do primeiro ano. Uma coisa extremamente horrorosa.


 Observei minha colega fechar a cara ao constatar quem era.


 - O que você quer? – perguntou rude.


 - Saber como foi a guerrinha de ontem. – Emília disse debochada.


 - Não sei se isso á da sua conta. – respondeu Angelina.


 Emília fez uma careta de desgosto.


 - Talvez não seja; tenho algo mais importante a fazer do que ficar promovendo guerras idiotas. – ela retrucou.


 - Ou talvez seja covarde o suficiente para começar uma. – disse Angelina, ficando vermelha.


 A sonserina respondeu à altura.


 - Pelo menos, eu tenho nobreza. Diferente de você que entrega sua amizade à pobretões. – ela apontou a mim e a Jorge com a cabeça.


 Angelina fechou as mãos em punhos. Os nós dos dedos começaram a ficar brancos. Os dentes dela rangiam.


 Quando Emília percebeu que aquilo a afetava, decidiu que era melhor prosseguir:


 - Diga-me, foi você que teve pena deles, ou eles que tiveram pena de você? – debochou, com um sorriso irritante.


 Ah, eu mesmo teria pulado no pescoço dela, mas me controlei. Já estava encrencado o suficiente.


 - Cale a boca! – berrou Angelina. – Ou enfio suas palavras garganta a baixo junto com todos os seus dentes! – ameaçou.


 Emília riu alto, como se duvidasse que minha amiga pudesse fazê-lo.


 - Já sabia da sua incapacidade mental e agora terei uma demonstração de incapacidade física também? – ralhou.


 Não tivemos tempo de fazer nada. E as amigas de Emília ficaram tão chocadas com o ocorrido, que nada puderam fazer a respeito.


 Como algo inesperado, Angelina pulou no pescoço de Emília.


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 N/A: outro capitulo pequeno? Eu também reparei. Por favor, comentem!
 P.S: música citada de Michael Bublé - Everything

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