Capítulo Três:
Narração por Jorge Weasley
Angelina, Fred e eu estávamos no corredor da sala da Umbrige, olhando para a porta, esperando que se abrisse e de lá saísse a sapa velha. O plano estava sendo posto em prática. Uma quantidade impensável de bombas de bosta estava em nossos bolsos, e assim que a velha saísse da sala, Angelina entraria para posiciona-las nos respectivos lugares.
Pensávamos que, assim que as bombas estourassem, Umbrige sairia da sala. Mas, se ela achava que isso seria um alivio, estava enganada. Assim que a velha voltasse para a sala, Fred posicionaria uma segunda rodada de bombas, que entrariam em ação assim que a velha tornasse a sair, depois da primeira rodada dentro da sala dela.
Era um plano meio confuso, mas fazia muito sentido. Minha parte eu já havia feito: colocado uma caixa de bombons com uma poçãozinha dentro, que deixaria a velha por tempo suficiente dentro do banheiro, para que Angelina tivesse tempo de arrumar as bombas na sala dela.
Por enquanto, tudo estava indo como o planejado. Umbrige devia estar se empanturrando de bombons.
- Meu Merlin, ela vai demorar muito? – perguntou Fred, que já estava impaciente.
- Realmente, faz um bom tempo que ela esta lá dentro. Já era para ter saído. – Angelina comentou.
- Para um bom plano dar certo, a paciência é um elemento necessário. – eu disse sabiamente.
Fred riu e Angelina revirou os olhos. Gestos de ironia estavam se tornando frequentes.
- Tem certeza de que colocou a poção certa nos bombons? – perguntou ela.
- Mas é claro que sim! – exclamei, fingindo uma falsa tristeza.
- Então por que ela esta demorando tanto? – Angelina disse, se debruçando na curva do corredor para avistar a porta da sala de Umbrige, que continuava fechada.
Para fazer o movimento, minha colega teve que passar por cima de Fred, que estava sentado na curva do corredor. E quando ela o fez, meu irmão ficou tão vermelho, que compreendi de imediato o que estava acontecendo.
Seria possível? Eu já havia notado os olhares discretos que ele lançava à Angelina, mas nunca imaginei que fosse uma coisa desse tamanho. Talvez não fosse e eu estivesse vendo coisas onde não havia. De qualquer modo, eu podia jurar que ele começaria a investir nela.
Afastei o pensamento. Não era da minha conta, afinal.
Finalmente, a porta da sala se abriu e uma Umbrige apressada saiu de lá, segurando a barriga.
- Eu disse a você que tinha usado a poção certa. – esfreguei o fato na cara dela.
Ouvisse um silvo baixo saindo da velha e ela apressou o passo, virando o corredor na direção contrária a nossa.
No mesmo momento, Angelina se levantou e jogando um simples Alomorrora na porta, que se abriu com um clique leve, entrou na sala, fechando a porta atrás de si. Fiquei um pouco preocupado, mas não dei atenção à sensação. Fred me olhou com o mesmo olhar de preocupação, mas dei de ombros para ele, que fez o mesmo.
Depois de poucos minutos, a porta do escritório se abriu novamente e de lá saiu Angelina, fechando a porta atrás de si. Ela correu ao nosso encontro, as mãos vazias indicavam que ela tinha posto todas as bombas no escritório da Umbrige.
- E então? – perguntou Fred.
Ela sorriu maleficamente.
- Tudo certo. – confirmou. – Tem uma bomba escondida entre um vaso de flores em cima da mesa dela. Tem outra perto da lareira, e mais sete espalhadas pelo local, incluindo a que esta embaixo da cadeira dela. – ela finalizou com um aceno de mão.
Sorri para ela.
- Bom trabalho. – dissemos eu e Fred juntos.
Nesse mesmo instante, uma Umbrige aliviada seguia pelo corredor em direção à sua sala. Todos nos escondemos na dobra contrária do corredor pelo qual ela vinha, mantendo-nos fora de vista.
Ouvimos o clique da porta sendo aberta, seguido de outro clique, significando que havia sido fechada.
- Sua vez. – disse Angelina apontando para Fred, que correu em direção ao batente da porta e depositou uma bomba ali. Encheu os lados da porta com mais bombas que estavam programadas para explodir ao mesmo tempo, assim que as de dentro o fizesse.
Angelina e eu observávamos o trabalho cuidadoso de meu irmão que parecia saber com precisão onde cada coisa ficaria. Quando terminou, ele voltou correndo para nosso esconderijo.
Olhei para meus companheiros. Ambos tinham as caras mais alegres que eu já tinha visto: Angelina tinha um sorriso de contentamento evidente e Fred mantinha o sorriso maroto que dávamos quando estávamos aprontando algo.
- Quer dar as honras? – perguntei para Angelina que sorriu radiante ao retirar a varinha do bolço. Ela fez um floreio leve com a varinha, fazendo um feitiço não verbal.
- Três segundos para corrermos. – ela nos avisou.
Não foi preciso falar mais de uma vez. Saímos em disparada pelo corredor e ouvimos um ‘boom’ estrondoso ao chegarmos ao final deste.
Viramos em um corredor e adentramos em uma sala vazia. Fred fechou a porta. Escutamos um segundo ‘boom’ que era a segunda rodada de bombas no lado de fora.
Eu e Fred começamos a rir assim que Angelina se deixou cair em uma carteira, quase morrendo de tanto rir. Todos imaginávamos a situação da nova professora, que não devia ser nada boa.
Assim que conseguimos recobrar o ar, começamos a nos parabenizar.
- Dedico esta vitória a Angelina que foi nossa inspiração. – disse.
- Dedico esta vitória a Jorge pelo plano infalível. – Fred disse.
- Dedico esta vitória a Umbrige que serviu como cobaia. – Angelina disse.
Eu e Fred nos entreolhamos.
- Justo. – decidimos juntos.
Ouvimos passos apressados passarem do outro lado da porta e desatamos a rir de novo.
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O plano não poderia ter saído melhor. Saímos da sala após a poeira baixar, indo diretamente para a sala comunal da Grifinória. Angelina não conseguia conter o sorriso satisfeito que brincava no canto de seus lábios.
Ao chegarmos na sala, todos comentavam o ocorrido, mas nem desconfiavam de nós, o que me fez pensar que todas as nossas malandragens dos anos seguintes não serviram para nada. O que havia ocorrido era a nossa cara! Mas fingimos não saber de nada.
Sentamo-nos com Harry, Rony e Hermione que conversavam sobre o mesmo assunto.
- Vocês viram o que fizeram na sala da Umbrige? – perguntou Hermione.
Angelina segurou o riso.
- Sim, nós ouvimos falar. – disse eu, jogando um olhar de advertência para Angelina. Ela apenas deu de ombros.
Fred desviou o assunto, mas Hermione era esperta demais para se deixar enganar.
Ela nos encarou por um longo momento, principalmente à Angelina, como se nos examinasse com atenção para dar o veredicto final.
Quando seus olhos se arregalaram, soube que ela havia descoberto tudo.
- Vocês! – ela exclamou.
Angelina abriu a boca de surpresa e Fred e eu nos entreolhamos.
- Como se você não soubesse. – disse Ronald e ele e Hermione se empenharam em uma discussão enquanto Harry revirava os olhos.
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Passava uma semana desde nossa traquinagem na sala da Umbrige, era sábado. Nesta semana, ela se empenhara ao máximo para descobrir quem fora o autor da devastação que as bombas de bosta fizeram na sua sala, mas o que ela não sabia, era que nós não deixávamos pistas.
Durante toda a investigação da Umbrige, eu, Fred e Angelina tomamos cuidado para que a velha não nos encontrasse com bombas de bosta na bolsa. Ela nos revistava diariamente.
Mas agora, finalmente era sábado. Um sábado bonito e ensolarado pelo que eu previra. E estávamos na sala comunal da Grifinória, comendo feijõezinhos de todos os sabores que Fred pedira aos elfos domésticos para arranjarem.
Angelina nos observava, a mim e a Fred, enquanto brincávamos: eu jogava um feijãozinho no ar e Fred o agarrava com a boca. Era realmente hilário o ver fazendo isso. Nossa colega ria de vez em quando e balançava a cabeça, como se não acreditasse em nossas criancices.
- E então? – perguntei de repente.
Ambos me olharam com confusão.
- E então o que, Jorge? – me perguntou Angelina.
- Qual vai ser a próxima aventura? – completei.
Angelina fez uma careta.
- Não acha melhor deixar a poeira baixar? – perguntou.
Fiz um som de enjoo com aquele comentário. Já fazia mais de uma semana!
- Mais do que já esperamos? – perguntou Fred atirando um feijãozinho no ar para que ele mesmo agarrasse.
Ela bufou. Olhei para ela com a melhor cara de inocente que consegui.
- Vamos, Angie, já faz mais de uma semana. – pedi usando o apelido que ela detestava, mas que eu achava a cara dela. O que era uma coisa meio gay para se pensar.
- Não me chame de ‘Angie’. – pediu. – E eu ainda acho que devemos esperar. A sapa velha ainda olha nossas mochilas. Se ela encontrar alguma coisa fora do comum, levaremos detenções. – ela nos disse.
Fred e eu bufamos juntos. Não tínhamos medo de detenções.
- Já se passou tanto tempo, que o pessoal deve pensar que falecemos. – reclamou Fred.
- E ela não vai encontrar coisa alguma nas nossas coisas. Tomaremos cuidado. – continuei.
- E desde quando você tem medo de detenções? – perguntou Fred.
Angelina nos encarou com um olhar mortal.
- Já tive meu momento de recaída. Deixei que aprontassem algo esse ano. – ela fez uma pausa. – Esperava que minha próxima recaída fosse daqui a alguns meses. – ela resmungou.
- Ninguém vai reparar nisso. – dissemos juntos a ela.
- Eu com certeza vou. – ela argumentou. – Se querem fazer alguma coisa, façam sozinhos. – ela disse.
Fiz cara de espanto e Fred caiu em um choro falso.
- Acho que nossa futura noiva nos abandonou Fred. – murmurei.
- Ah, Angie, não tem graça sem você. – disse Fred a ela. E por algum motivo acreditei nele.
Angelina nada respondeu e permaneceu impassível em relação aos nossos pedidos de piedade.
- A vida já é muito estressante para nos darmos ao luxo de negar alegria. – Fred disse.
Nossa futura noiva pareceu amolecer com aquela frase dita pelo meu irmão. Era mesmo um bom argumento.
- Vou pensar. – ela se rendeu. E nós dois sabíamos que quando Angelina Johnson dizia isso, era um ‘sim’ adiantado.
Como agradecimento, demos um beijo duplo em ambas as faces de Angelina: eu de um lado, Fred do outro. Isso a fez sorrir.
Voltamos as nossas respectivas atividades.
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N/A: capítulo curto, eu sei, mas foi o melhor que a minha inspiração conseguiu arrancar de mim. Sim, estou tendo um bloqueio na imaginação, o que me irrita demais!
De qualquer modo, comentem!