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2. Expectativa


Fic: O Segredo da Magia


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Artemis estava em frente ao espelho de seu closet, olhava-se no espelho e não conseguia gostar do que via, na verdade mal se reconhecia. Quando contara a sua mãe toda a verdade sobre suas aventuras com Holly, Potrus e Cia, não imaginara que ela faria tal revolução em sua vida. De alguma forma ela percebera o quanto sentia-se confuso em relação a Holly e, sem que ele percebesse, o fizera confessar tudo, até mesmo sobre o beijo! Claro que ao perceber sua falta, tentara recuar, mas já era tarde, sua mãe inventara de lhe ajudar e isso incluiu uma visita ao seu cabeleireiro e a diversas boutiques, mesmo que ele fosse radicalmente contra, o resultado era sua imagem no espelho.

Os cabelos negros tinham um corte moderno, pareciam-lhe rebeldes, estavam quase na altura do ombro e ainda possuía uma franja um tanto incomoda que ia quase até seu olho esquerdo, o que poderia disfarçar um pouco o olho castanho que havia sido de Holly, apesar de ele não o incomodar; além do cabelo, o qual ainda odiava, havia uma série de roupas mais informais, como a calça cáqui e a camisa fina de seda branca que usava. Não que o jovem a sua frente não estava bem, havia incomodamente notado que após a “reciclagem” de seu visual, as garotas lhe lançavam olhares mais demorados e, por vezes, insinuantes. O problema era que não se reconhecia ao olhar-se no espelho, era quase como se estivesse no corpo de outra pessoa.

-Arty, estamos em cima da hora. –Butler avisa ao aparecer à porta e ver o rapaz se mirando desgostoso no espelho.

-Já estou indo Butler. –Artemis se vira e segue para a porta do quarto, sua mente rapidamente sendo tomada pela curiosidade de saber o porquê Potrus havia marcado uma reunião com ele.

-Você não devia ficar tão cabisbaixo por causa do novo visual, fica muito bem nele. –Butler fala ao vê-lo um pouco tenso, associando a reação à expressão de desgosto anterior.

-Eu não acho, mas faço o esforço porque deixa minha mãe feliz. –E aquilo era uma verdade incontestável, até mesmo seu pai ficara feliz ao vê-lo com um ar menos sério e mais descontraído. Porém lembrar-se da reação de seus pais sempre que o viam, o fazia pensar em qual seria a reação de Holly quando o visse.

Chegaram ao escritório de Artemis, onde o rapaz parou lançando um olhar para a cadeira atrás de sua mesa e outro para o sofá a frente da grande TV de plasma onde o centauro e a elfa apareceriam. Se queria testar o novo visual, teria que estar mais visível, então se dirigiu para o sofá em frente à TV, percebendo Butler se mover até se sentar em uma poltrona a sua esquerda, de frente para o porta. No segundo seguinte a TV foi ligada e uma imagem apareceu, entrando em foco rapidamente para mostrar Potrus e Holly.

-Boa tarde Butler, Art... É você mesmo Artemis? –Potrus pergunta abismado, era a primeira vez que o via desta forma e ofendia sua inteligência pensar que era por culpa de um corte de cabelo e uns pedaços de pano e não por um de seus golpes e planos. Pelo menos Holly, que também parecia surpresa, tinha os olhos analisando discretamente sua nova aparência.

-É claro que sou eu, Potrus. Agora, porque esta reunião tão de repente? –Artemis pergunta mantendo o tom neutro, tentando disfarçar a impaciência pelos olhares e pelo nervosismo de não saber o que Holly estava pensando.

-Obtivemos pistas concretas sobre Opala Koboi. Hoje o chefe dos aurores do ministério da magia inglês entrou em contato com o comando da LEPrecon para falar de um diabrete, o desenho que passaram corresponde a Opala. Os aurores estavam investigando uma invasão a uma base militar super secreta do governo, uma unidade de pesquisa. Opala foi vista com um grupo de bruxos que fazem parte de uma organização criminosa. Os relatórios sobre ela e sobre o casal de aurores que trabalharão conosco estão nos seus arquivos.

-Antes de continuar, o que acham de me dizerem quem são esses bruxos que não estavam nos seus registros ou nos da LEPrecom? –Artemis pergunta em um tom tão sério que soara quase frio. Odiava não saber de algo, ainda mais se o algo parecesse tão trivial para alguém.

-É óbvio que não encontrou nada, não perderíamos nosso tempo digitalizando dados sobre eles. Pelo menos até eu saber que teria que te passar algo, então fiz um breve esboço sobre sua organização e sociedade, provavelmente está um pouco desatualizado, mas isto pouco importa. –Potrus tinha um tom que demonstrava quase repulsa pelos bruxos e, pela expressão de Holly, este desprezo pelos bruxos devia atingir todo o povo das fadas.

-Indo ao que interessa, aqui estão as fichas dos bruxos que irão trabalhar conosco. –A palavra bruxo parecia uma ofensa quando pronunciada pelos dois, o que provavelmente significava que os bruxos eram no mínimo muito interessantes de se estudar. –Harry Potter. –Surge na metade da tela um relatório que parecia um pergaminho escaneado. –Tem dezoito anos, porém uma ficha, no mínimo, impressionante. Com um ano de idade seus pais foram assassinados por Voldemort, um dos bruxos das trevas mais fortes da história, contudo sua mãe invocara uma magia antiga oferecendo a própria vida e está magia fez com que a maldição da morte se voltasse contra Voldemort e o transformasse em um espectro. Aos onze anos, Potter voltou ao mundo mágico depois de criado pelos tios trouxas, o jeito como eles chamam os não-bruxos, e logo em seu primeiro ano impediu que um comensal da morte, como se denominavam os servos de Voldemort, roubasse a pedra filosofal que daria um corpo a Voldemort novamente. Aos doze anos ele matou um basilisco, –Uma serpente gigante aparece na tela sobre a ficha de Harry – que além de ser uma serpente gigante e extremamente venenosa, ainda mata qualquer um que lhe olhe nos olhos ou petrifica que veja seus olhos através de um reflexo.

-Ele deve ter usado magias de alto nível então. –Butler fala parecendo impressionado e admirado.

-Na verdade ele usou apenas uma espada. Esse garoto deve ser o maior guerreiro de que já ouvi falar. –Holly agora parecia forçada a demonstrar certo respeito e admiração, o que não a agradava muito. –Aos treze espantou sozinho dezenas de dementadores ao mesmo tempo, -Novamente a foto do inimigo aparece –o que seria quase impossível para um bruxo adulto normal, alguém com tantos problemas e traumas na vida seria uma vítima ainda mais fácil, já que os dementadores sugam a felicidade ao se aproximar, invocando suas piores lembranças, afim de paralisar a vítima e sugar-lhe a alma com um beijo, transformando a vítima em vegetal. Quando Potter tinha quatorze anos, Voldemort recuperou o corpo e o garoto conseguiu fugir dele e de alguns comensais. Aos quinze provou ao mundo que Voldemort voltara e ainda o impediu de pegar uma importante profecia. Aos dezesseis entrou na guerra e aos dezessete derrotou Voldemort em uma luta de um para um. Aos dezoito se tornou o auror mais jovem e mais aclamado do Ministério da Magia. Harry Potter é o maior herói bruxo da Europa, todos dizem que devem a ele a salvação não só da Inglaterra bruxa e trouxa, como também de toda a Europa, talvez do mundo.

-O tal Voldemort devia ser realmente poderoso e, se esse herói foi posto no caso, é porque os bruxos que estão apoiando Opala são tão terríveis quanto à própria. –Artemis pensa alto, era uma hipótese muito viável, afinal Opala não se contentaria com nada além do melhor.

-Infelizmente não há como saber, os relatórios bruxos apontam poucos pontos. Esta organização criminosa foi recém descoberta e aparenta um nível de organização muito alto. –Potrus completa em tom de lástima e já prevendo o trabalho que teriam.

-Hermione Granger. –Um novo relatório nos moldes do primeiro aparece. –É nascida trouxa, o que significa que é filha de não bruxos. Acaba de completar dezenove anos, conheceu Potter aos onze quando começaram a freqüentar a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, tornaram-se melhores amigos já no primeiro ano e ela teve participação em todas as aventuras de Potter, com exceção da fuga quando Voldemort recuperou o corpo diante de Harry. Suas notas nos dois principais exames escolares bruxos foram excepcionais, o que prova sua reputação de ser incrivelmente inteligente. Creio que ela seja o cérebro e Potter os “músculos”. –Holly conclui após o breve relato.

-Em uma comparação aproximada, seria como se a Granger fosse você, Artemis, e Harry a Holly. Creio que isto fará com que ninguém fique sobrecarregado durante as investigações. Os dois além de jovens são bem experientes, além de, por terem crescido entre trouxas, terem conhecimentos em tecnologia, o que facilitará nossas comunicações. A propósito, eles disseram estar disponíveis para um encontro na segunda, basta você marcar um horário e local. –Potrus fala em tom prático, parecendo tentar esquecer seu desgosto por trabalhar com bruxos.

-Creio poder sugerir uma viagem aos meus pais. Isso nos daria ao menos uma semana para trabalhar com sossego e aqui em casa, assim ganharíamos em campo e em facilidade de troca de informações e pesquisa. –Artemis responde de modo objetivo, parte de sua mente buscando menções recentes de viagens que seus pais tenham feito.

-Então podemos marcar um jantar na segunda, seria um ambiente propicio para nos conhecermos e poderíamos pegá-los de guarda baixa. –Butler sugere e Holly e Potrus parecem concordar.

-Contaremos com sua presença, Holly? –Artemis pergunta em um tom mais suave, porém tentando-se manter impessoal.

-Claro. Tendo bruxos aí, é melhor que Holly esteja por perto para garantir alguma proteção. Não é recomendável que se reúna sozinho com bruxos. –Potrus alerta seriamente, deixando Butler preocupado.

-Estudarei o máximo possível nossos “parceiros” e verei se de fato são uma ameaça tão grande. Agora, o que Opala queria roubar do laboratório militar? –Artemis muda o foco do assunto, não podia se deixar influencia pela antipatia do povo das fadas. Em situações delicadas como aquelas, a imparcialidade era fundamental.

-Aqueles vermes não quiseram nos dizer, assim como não nos deram qualquer informação concreta sobre a equipe de pesquisa. Apenas nos deram o depoimento da única testemunha e sem qualquer menção de nomes. –Holly estava profundamente irritada por aquela cautela “excessiva” dos bruxos.

-Também não gosto de todo esse mistério. –Butler comenta seriamente.

-O comandante Kelp também não gostou nada, mas o chefe dos aurores parece ter-lhe dito que o assunto era de vital sigilo e, por isso, nos daria as informações que julgasse necessárias após a análise dos relatórios que enviamos. Ou seja, parecem não estar dispostos a nos dar isto nem durante as investigações. –Potrus quase esbravejava, a informação era um instrumento de vital importância em qualquer investigação e, especialmente tendo Opala envolvida, devia ser compartilhada.

-Quando Potter e Granger estiverem aqui arranjaremos um meio de descobrir as informações necessárias. –Artemis fala de modo tranqüilo, não adiantava um estresse tão antecipado. Talvez uma investigação mais afundo nas contas bancarias dos jovens e de suas famílias ajudá-los-ia a se mostrarem mais abertos.

-Neste caso, entraremos em contato caso haja novidades, senão na segunda as 20:30h. –Potrus finaliza e, por mais que Artemis desejasse conversar um pouco com Holly, não tinha qualquer justifica lógica para tal.

-Certo. Marquem o jantar para as 21h, estaremos prontos para qualquer tipo de imprevisto. –Artemis fala em tom de despedida e logo depois a transmissão é encerrada. –Butler, prepare as escalas de serviço dos empregados para a semana que vem, o mínimo de pessoal necessário e segurança elevada. –Butler apenas assente e se levanta para ir.

-Artemis. –O jovem o olha ligeiramente surpreso pelo tom grave. –O tal Potter me parece bastante perigoso, talvez deva chamar alguns amigos para reforçar a segurança.

-Não ajudariam muito Butler, mas deixe uns dois de sobreaviso. Se minha investigações sobre eles revelarem algo preocupante, falarei sobre a hipótese de trazerem o Nº1. –Butler concorda e sai do escritório.

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No apartamento de Harry, Hermione e Melissa encontravam-se sentadas no confortável tapete a frente da lareira, o dia estava chuvoso e ficar perto da lareira acesa se mostrava agradável enquanto seus olhos permaneciam grudados na tela de seus notebooks, ao lado alguns rolos de pergaminho para anotações.

-A pizza chegou! –Harry fala após entrar no apartamento com algumas caixas de pizza. Após fechar a porta deixa-as flutuando e tira a capa de chuva, enquanto Hermione convoca os pratos e talheres para comerem.

-Até que enfim, estava faminta e minha vista já se embaralhava. –Melissa fala se levantando e espreguiçando. Deixando seu notebook em espera ao lado do de Harry.

-Vamos passar o fim de semana comendo pizza e lendo esses malditos relatórios. A ficha dessa Opala é um monstro! –Harry resmunga irritado. Ainda se lembrava das três pilhas enormes de papéis que Hermione e ele entregaram a Stanford.

-Como se os relatórios de Artemis e Holly ficassem muito atrás. –Melissa resmunga estalando as costas enquanto analisava as pizzas. –Pelo menos os dois estarão do nosso lado.

-Holly parece ser muito competente, creio que faremos um ótimo trabalho juntos. –Hermione fala enquanto se servia, a voz um tanto uniforme como se sua atenção não estivesse totalmente lá.

-Aconteceu algo enquanto estive fora? –Harry pergunta a Melissa, que fecha a cara e resmunga em murmúrios algo em outra língua.

-Está xingando em outro idioma? –Harry pergunta surpreso.

-É mais educado e alemão é uma ótima língua pra fazer imprecações. –Hermione responde enquanto Melissa parecia encher a boca de pizza para não responder.

-E quem ela estaria xingando? Acaso fiz algo errado? –Harry pergunta um pouco preocupado e Hermione acena que não.

-Rony mandou um berrador. Disse que estava farto de minhas desculpas intermináveis para não assistir aos jogos e que, devido a minha constante ausência, achava que era melhor formalizar o fim de nosso relacionamento. –Hermione fala de modo tranqüilo, não era a primeira vez ou a décima que aquilo acontecia.

-Essa obviamente é a tradução educada do que aquele ogro ruivo disse, ou melhor, berrou. –Melissa quase rosnava enquanto falava. –Como ele pode ter a petulância de acusar Hermione de ser distante? Eu não o vejo faltar a algum treino para ir visitá-la, além disto, Hermione estava com problemas familiares não estava dando desculpas e se ele tivesse um pingo de sensibilidade teria ajudado-a ao invés de cobrar sua presença! É óbvio que ele está se achando muito importante com todas aquelas fãs idiotas gritando o nome dele e lhe mandando cartinhas melosas e perfumadas, ou as constantes citações no caderno esportivo. Pois ele que fique acompanhado de seu enorme ego e bem longe da minha sobrinha. –Para Harry aquela relação das duas ainda era muito estranha, na maior parte do tempo pareciam amigas de infância com muito carinho entre si, mas às vezes via Melissa agir como um tia mimando uma sobrinha querida e outras defendendo-a como uma leoa defende seus filhotes, como agora.

-Mel, já disse para esquecer isso. Não vou voltar com o Rony, amanhã ou depois quando ele me mandar uma carta de desculpas. –Hermione responde um pouco impaciente, provavelmente já haviam discutido antes de Harry chegar.

-Então vai mesmo terminar de vez? –Harry arriscar perguntar, mas toma cuidado para deixar o tom imparcial, não que ele fosse defender o amigo de qualquer forma, geralmente Hermione estava certa nas brigas que ambos tinham.

-Não. Apesar de tudo eu ainda gosto muito dele e sei que ele gosta de mim. O que precisamos é de um tempo para nos estabelecermos em nossas novas rotinas, então sentar e conversar. Ou seja, vou adiar a conversa definitiva para depois desse caso. –Hermione responde bastante segura, ignorando os olhares reprovadores de Melissa.

-Além de herdar uma aparência bem semelhante a minha, Hermione também herdou meu dedo podre para homens, a diferença é que eu não insisto em erros, nem dou segundas chances. Só espero que ela não tenha que passar pelas decepções que passei para aprender a agir como eu. –Melissa agora falava como sendo uma pessoa muito experiente, o que contradizia com sua idade.

-Fala como se já fosse uma senhora muito vivida. –Harry comenta rindo levemente. –Já teve tantas experiências ruins assim? –Pergunta com certa curiosidade, não era chegado a fofocas, mas ela parecia ter histórias interessantes.

-Bom, na verdade nunca fui de ficar ou ter vários namorados, eu tinha namoros longos. Boa parte disso era porque na época eu era muito romântica, além de ter um pai ciumento e cheio de capatazes que não se importavam em me vigiar. –Melissa faz uma careta ao final que faz os outros dois rirem. –Então meu primeiro namoro durou um ano, dos meus dezesseis até os dezessete, eu era louca por ele, nos dávamos muito bem, quando ele foi aceito em uma grande escola militar e resolveu que seguiria carreira militar. Como ele teria que se mudar, nós terminamos.

-E isso foi de uma hora para outra? –Harry pergunta surpreso e Melissa acena que sim. –Realmente deve ter sido bem ruim, para os dois.

-Lembro que isso aconteceu num verão e fomos passar férias na casa do tio Peter. A Mel estava um caco, teve um dia que me viu ao piano e me fez tocar blues durante umas três horas. –Hermione fala tentando se recordar da época de infância.

-Hermione tocando e Jesse e eu acabando com o uísque do Peter. Foi meu primeiro porre e o dia do meu pior castigo, afinal não só estava bêbada sendo menor de idade, como levei minha sobrinha junto, apesar da idéia ter sido dela. –Melissa ria lembrando, mostrando que aquelas eram memórias doloridas, mas já superadas. –Seis meses depois comecei a sair com outro rapaz, ele era zagueiro do time de futebol do colégio, bastante popular com as garotas, muito bonito e divertido. Tínhamos uma ótima relação, não havia o mesmo carinho que meu namoro anterior, mas havia paixão de sobra. No dia da semi-final do campeonato inter-escolar da cidade, eu consegui driblar toda a segurança em volta do vestiário para dar os parabéns pela vitória, mas quando cheguei até lá encontrei ele comemorando dando uns amassos com o atacante do time. –Harry ficara chocado, esperava que ela falasse sobre outra garota, talvez uma líder de torcida, nunca outro cara.

-Uau! Essa sem dúvida foi a pior coisa que já ouvi. Mas, você nunca desconfiou de nada? Quer dizer, o cara não era meio...

-Afeminado? Não. Ele era o típico atleta, sempre rindo com os amigos, cercado de garotas, com várias pequenas atitudes bem machistas, acima de qualquer suspeita. E talvez o que mais tenha me chocado, é que nos dávamos muito bem na cama, eu nunca poderia sequer supor que ele também gostasse de rapazes. –Harry corara ao ouvir aquela declaração tão aberta, mas continuou prestando atenção. –Eu estava chocada demais para fazer algo na hora e então sai, aproveitei e fiz uma viagem com o veterinário da fazenda, haveria um congresso de uma semana. Quando voltei fui conversar com ele e disse o que tinha visto, tranqüilizei-o dizendo que não contaria a ninguém, porem estava tudo terminado entre nós. Ele ainda teve a cara de pau de argumentar dizendo que eram relações diferentes e eu deveria ser mais compreensiva e ter a mente mais aberta.

-Ele teve coragem de querer te convencer a continuar com ele enquanto ele saía com outro cara? –Harry ficara inconformado, era o cúmulo do absurdo.

-Ele tentou, mas disse que se ele não saísse do meu pé eu contaria pra todo mundo desse outro gosto dele, então ele me deixou em paz. Meu terceiro e último namorado conseguiu ser ainda pior. –Harry agora empalidecera, como poderia ser pior? –Eu fiquei completamente apaixonada por ele, nos conhecemos na faculdade, no campus. Em três meses eu já pensava em casar, ter filhos, estava totalmente caída, tanto que briguei com meus pais e meu irmão pra ir morar com ele, coisa que ninguém da minha família apoiou porque o relacionamento era muito recente, provavelmente meu pai e meu irmão tinham a ilusão de que eu ainda era virgem, enfim, foi uma briga e tanto. Um mês depois, no dia de uma prova, o professor que ia aplicá-la teve uma emergência uma hora antes e um monitor nos avisou que a prova seria adiada e dispensou o pessoal. Eu fui para casa, achei que podia curtir a manhã com meu namorado que só teria aula de tarde, mas quando cheguei vi que ele já estava curtindo. O peguei na cama com uma garota que eu não conhecia e com minha melhor amiga, a garota que havia crescido comigo, passado por tudo junto comigo. Foi uma traição dupla, me deixou completamente sem chão, a única coisa que consegui fazer foi pegar a bolsa que havia deixado na sala e sair. Fui pro aeroporto e peguei um avião para ir chorar no colo da minha irmã.

-Eu estava em Hogwarts na época, fiquei sabendo por carta. Minha mãe estava arrasada pela Mel e meu tio e meu avô furiosos. –Hermione completa, Melissa parecia ainda sentir um pouco aquele golpe.

-Eu não posso afirmar nada, mas suspeito que o Peter esteja por trás da mudança daquele canalha pros EUA. Quando voltei à faculdade soube que ele saía com todas, aproveitando minhas horas estudando na biblioteca e em aula. Foi aí que decidi largar minha vida social de lado por um tempo e me dedicar à faculdade e minha pesquisa. Consegui me formar em dois anos e no mês seguinte estava trabalhando pro governo. –Melissa falava como se aquilo houvesse acontecido há muito tempo e talvez fosse a sensação, apesar dos eventos terem sido um tanto recentes.

-Realmente você teve experiências bem ruins, mas Hermione nunca cairia numa armadilha destas. Eu sou um amigo muito atencioso e cuidadoso, estou sempre de olho no que está acontecendo e, mesmo ela namorando meu melhor amigo, pode acreditar que eu nunca o deixaria traí-la e, caso eu descobrisse uma traição, iria eu mesmo dar uma surra nele.

-Eu sei disso Harry e fico muito feliz por ouvi-lo dizer estas coisas, no entanto, minhas preocupações são outras. Toda a amizade de vocês é muito sólida, vocês tem uma história incrível e isso acaba por causar uma série de circunstâncias que não ocorreria caso Hermione e Rony não houvessem sido amigos antes de começar o namoro. Essa história toda juntos, até mesmo o tempo em expectativa antes de começarem a namorar, cria muita condescendência, além de uma sensação permanente de conforto.

-Fala sobre os dois já se conhecerem a muito tempo, terem amigos em comum e da aceitação que Hermione tem pela família do Rony? –Harry pergunta já sabendo do que Melissa falava, ele mesmo havia pensado muito nisto quando seu namoro com Gina entrara em crise.

-Exato. Suponho que tenha refletido muito sobre isso quando terminou com a Gina. –Harry fez que sim, lançando um olhar de esguelha para Hermione que parecia muito entretida em só comer. –No caso de Hermione é um pouco mais complicado, porque você e Gina não tinham tanta história. Além disto, o ogro ainda não está fazendo pressão para dormirem juntos, porque quando isto acontecer ou Hermione será firme e ele terminará de vez esse namoro, ou ela vai ceder e acabar se atando de vez a ele. Terá tendo um casamento monótono, cheio de pequenas briguinhas, e provavelmente virará uma dona de casa ou pedirá transferência para um departamento com horários de trabalho definidos e completamente chato, onde a maior adrenalina de Hermione será receber um relatório com minutos de atraso, como o tal emprego no departamento de leis mágicas que ele insistiu para que ela aceitasse.

-Mas eu fui firme e não cedi, não deixarei que ninguém controle a minha vida. –Aquela declaração era um aviso de que a conversa estava encerrada, então decidi ficar calado, não iria por mais lenha no fogo falando que se não fosse a minha interferência, Hermione teria cedido ao capricho de Rony.

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Segunda à noite, a Mansão Fowl, que fica a menos de uma hora ao norte de Dublin, estava quase deserta. Butler havia dispensado a maioria dos empregados alegando que estando apenas Artemis em casa não era necessário manter todo o efetivo. Havia uma cozinheira, ele próprio e mais três seguranças espalhados pela propriedade, ninguém na sala de segurança espiando as câmeras. Havia também deixado alguns amigos em alerta, hospedados em um hotel em Dublin, a cerca de quarenta minutos da casa. Era um tempo bastante longo quando havia magia envolvida, mas não havia como deixá-los mais perto sem levantar suspeitas.

Por esses motivos, apesar de satisfeito com seu trabalho, Butler estava um tanto receoso e intranqüilo. Já Artemis estava nervoso por motivos diferentes, metade de si se preocupava com a falta de informações úteis adquiridas, já a outra simulava as possíveis reações de Holly a sua nova aparência e as táticas que poderia usar para ficar a sós com ela após a reunião.

-Parece nervoso. –Butler fala ao observar que Artemis estava imóvel há algum tempo, quase parecia uma estátua. –Está assim por causa dos bruxos?

-Não encontrei absolutamente nada de errado com a família da garota, nem um caso extraconjugal, nada. São todos profissionais muito bem sucedidos, nome limpo, vida estável, casamentos felizes ou, no caso dela e dos primos, uma solteirice sem maiores problemas e nenhum escândalo. Uma família perfeita, acredita? –Artemis quase fazia uma careta, parecia até mentira, no entanto, checara todas as informações de todas as fontes disponíveis e não havia absolutamente nada contra a família Granger e a O’Donnell.

-Você disse que o tio dela é o presidente de uma empresa, enriqueceu muito rápido. Isso é no mínimo suspeito, não? –Butler pergunta após dar uma olhada no relógio, Holly devia chegar a qualquer momento e lhe pregar um susto.

-A empresa é um escritório de advocacia da família fundado há cinco gerações, as duas últimas administrações foram primorosas e por isso a empresa é reconhecida nacionalmente. E, como se não bastasse o talento administrativo e nos tribunais, Peter O’Donnell ainda é um investidor dos melhores, sabe como poucos como se multiplicar dinheiro. –Artemis tinha um ar enfadado, apesar de ser excitante conhecer alguém de uma família cheia de profissionais de sucesso em diferentes áreas, a idéia de ter alguém tão certinha trabalhando em uma investigação era terrível, a garota devia ter o código de conduta e as leis decoradas e segui-las a risca. –A família da agente Granger tanto por parte de pai quanto de mãe está há muitas gerações envolvida com a lei, tendo juízes, advogados, promotores até um agente secreto na segunda guerra.

-Essa vocação familiar seria um problema anos atrás, por sorte seu pai já legalizou todos os negócios da família. –Butler comenta por alto, já havia se envolvido com pessoas inteiramente honestas e obcecadas pela lei e eles sempre arranjavam problemas.

Antes que Artemis respondesse, Holly se materializa a frente deles, vestia o uniforme da LEP e retirava o capacete, deixando suas orelhas pontudas à mostra. Artemis se pegou observando-a segundos mais do que deveria e ficou grato por Butler ter falado algo.

-Bem vinda Holly! Como estão as coisas? –Butler estava de certa forma feliz consigo mesmo por não ter se sobressaltado ao vê-la, quase poderia ter sentido sua presença, ou melhor, as pequenas vibrações intensas que a deixavam invisível.

-Um bocado tensas com Opala solta por aí, tiveram que reformular toda a segurança da prisão onde a Opala do presente está e os agentes da LEP chegam a fazer turnos dobrados atrás de informação. Kelp quase soltou fogos quando os bruxos disseram tê-la visto. –Holly relata aparentando realmente estar um pouco estressada, seu semblante tinha linhas que apontavam cansaço, talvez muito tempo sem dormir adequadamente.

-Sente-se. Butler, veja se nos traz um pouco de chá. –Artemis fala apontando o sofá para Holly. Esta aceita o convite, mas vai se sentar na outra ponta do mesmo sofá.

-Não é necessário Butler, ao menos para mim. –Holly diz observando Artemis de lado. Este não pode evitar o pensamento de que ela não desejava ficar a sós consigo. –Você cresceu muito, daqui a pouco estará da altura de Butler.

-Não, por mais que Arty tenha espichado bastante, não deve chegar muito perto de 1,90 m. Aliás, reparou como está mais forte? Os ombros largos, músculos definidos até no abdômen! Eu tenho feito um trabalho e tanto com esse garoto. –Butler comenta orgulhoso de seu trabalho, ignorando a cor avermelhada que começou a tomar o rosto de Artemis e mesmo o olhar entre surpreso e desconfiado de Holly, que o observava mais atentamente.

-E desde quando Artemis faz exercícios? –Nas suas últimas aventuras, Holly pudera testemunhar a não muito brilhante performance física do parceiro e tal informação a pegava de surpresa, assim como a aparência bem mais próxima de um adulto que de um menino que Artemis adquirira em pouco mais de três meses.

-Depois de duas aventuras sem Butler para fazer o trabalho pesado, além de ter apanhado e quase não conseguir fugir, achei que já era hora de ceder aos convites de Butler para freqüentar a academia e ter umas aulas de defesa pessoal. –Artemis fala de modo objetivo, ainda incomodava lembrar o como as coisas saíram desastrosas no encontro dos extincionistas, o que quase provocara sua morte.

O som da campainha soa fazendo Butler se levantar rapidamente com uma expressão séria, Holly parecia tão empolgada com a idéia de trabalhar com bruxos quanto da primeira vez que falaram em trabalhar com Palha e Artemis tinha uma expressão de pura concentração, precisava estar acima das opiniões de Holly ou Butler para entender exatamente quem eram os bruxos.

Como o mordomo fora dispensado, Butler fora abrir a porta pronto para encontrar o melhor guerreiro bruxo da atualidade e bruxa de mente mais brilhante do departamento de aurores, contudo não pôde conter a surpresa diante do que viu ao abrir a porta. Trajados de maneira formal e elegante, estavam dois jovens que mais pareciam adolescentes que adultos. O rapaz tinha cabelos pretos rebeldes meio desarrumados, usava óculos e não devia ter mais que 1,75m, podia ver de relance que tinha músculos definidos, mas nada que fosse assustador. Já a garota tinha um rosto angelical, parecia completamente inofensiva, era um pouco mais baixa que o rapaz e parecia um tanto nervosa.

-Boa noite, o Sr. Fowl os aguarda. –Butler fala com sua voz de trovão, queria testá-los e ver que reação tinham. Ao contrário de medo, os dois trocaram um rápido olhar cúmplice e sorriram discretamente antes de entrar.

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N/A: Primeiro quero agradecer a quem comentou e dizer que quem está lendo e não comenta, por favor, deixa um comentário, afinal o decorrer da fic depende muito de suas opiniões, como eu já disse antes.

N/A²: Para quem nunca leu Artemis Fowl, eu estou tentando explicar o máximo de coisas possíveis, mas quaisquer dúvidas me perguntem que eu explico tudo sem problemas. Daqui uns dias vou colocar uma capa na fic e talvez fique mais fácil de visualizar o Arty e a Holly.

The Jones ;D: Obrigada pelo elogio e pelo apoio, se não fosse você me incentivar esta fic tão cedo não seria postada, então considere ela dedicada a você!

Anderson potter : Ainda não é nesse cap que vai ter conversa entre os quatro, eu usei o primeiro para apresentar o lado de HP e o segundo pra apresentar o lado de AF, mas no terceiro vai estar todo mundo junto, será todinho para a reunião da equipe.

Milton Geraldo da Silva Ferreira : Novo capítulo postado, espero que continue gostando.

Paulinha Potter: Parabéns! Você foi a única a arriscar e chegou bem perto da resposta correta, tudo tem relação com DNA e misturas de sangue, agora explicações maiores só no decorrer da fic. Mas já que está disposta a responder minhas perguntas, o que achou da Melissa? E dos personagens de AF? Acha que deveria mostrar mais da família da Hermione (nunca gostei da JK falar tanto dos Weasley e nada da família da Mione)?

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Comentários: 1

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Enviado por may33 em 06/05/2011

Esse Artemis é mais legal do que o da sua outra fic xD

e a Holly tbm pareci que vai ser bem engraçada com todo esse ódio pelos bruxos rsrsrs

to adorando essa fic - o que não era minha intenção, já que é outra pra esperar ç.ç

mas tudo bem, desde que vc deixe a Mione um pouco mais esperta no quesito amor ¬¬

como assim esperar? ela tem que acabar de uma vez pow ò.ó Rony é um idiota perfeito nessa fic, credo -.-'

 



Nota: 1

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