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34. Dúvida e Certeza


Fic: Primavera em Flor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Pouco mais que duas semanas se passaram desde que Hermione Granger havia sido levada para a enfermaria. A menina ainda continuava sendo medicada por Madame Pomfrey. Já havia apresentado certa melhora, mas sua aparência ainda não estava nada normal. Seriam necessárias pelo menos mais três ou quatro semanas para que ficasse totalmente curada. Severus agora visitava constantemente a ala hospitalar, trazendo suprimentos do antídoto necessário para anular os efeitos da poção polissuco.

O Ano Novo havia chegado, trazendo consigo um frio lancinante. As árvores da floresta proibida, totalmente encobertas de neve, davam um ar ainda mais lúgubre àquele inverno rigoroso.

Enquanto isso, o trabalho de tradução da enciclopédia continuava sendo feito. Maria terminara de traduzir o volume 54, mas até o momento não havia qualquer pista sobre a poção da “visão elementar”. Ela e Severus já tinham passado horas e horas dando tratos à bola e nada haviam conseguido. Até aquele momento, o mistério continuava sem ser solucionado.

Em meio a tanto trabalho, os dois não tiveram mais ocasião para ficarem juntos sem platéia. Quando não estavam rodeados de gente e pensavam que poderiam desfrutar de um momento a sós, acabavam sempre interrompidos por alguém. Conseguiam muito mal trocar alguns beijos ocasionalmente, mas era só isso. Esta constante falta de um contato físico mais íntimo com Maria estava deixando Severus exasperado. Portanto, seus humores não eram os melhores naquele início de noite fria, quando adentrou a enfermaria pra entregar à Madame Pomfrey mais um frasco contendo o antídoto necessário ao tratamento da Srta.Granger.

“- Ah Severus, você chegou em boa hora. Acabei de dar as últimas gotas do frasco anterior para Hermione.”

A menina ainda estava com a xícara na mão e fazia cara de nojo. Percebia-se claramente que o gosto do líquido era horrível.

“- Muito bem, este frasco deve ser o suficiente para os próximos dois dias.”, disse Severus. “- A senhora precisa de mais alguma coisa ?”

“- Não, muito obrigada.”

“- Espero que essa experiência tenha servido de lição para a você e seus amigos, Srta. Granger. Não se deve mexer com o que não se conhece.”, falou ele, já retirando-se da enfermaria.

Saiu dali e dirigiu-se sem desvios para o salão principal onde o jartar era servido. Sentou-se em sua cadeira de praxe. Não estava com fome alguma naquela noite. Tudo o que queria era poder ficar a sós com Maria, nada mais.

“- Ah Severus, vejo que voltou da enfermaria. Como está Hermione ?”, perguntou Minerva.

“- O tratamento está funcionando como previsto.”, respondeu ele, sem dar mais detalhes. Ficou em silêncio pelo resto da refeição, preferindo apenas observar o que acontecia à sua volta.

Na mesa de Grifinória, Harry Potter e Ronald Weasley estavam muito murchos e cabisbaixos. Aparentemente sentiam bastante a falta da Srta. Granger. Já as meninas de Lufa-Lufa olhavam fixamente para Lockhart, que agora parecia conformado em ter que sentar-se ao lado de Sibila. Os sonserinos comiam enquanto conversavam animadamente. Para sua vergonha, Crabbe e Goyle brigavam por um pedaço de pudim. Na mesa de Corvinal imperava o silêncio absoluto, cortado apenas pelo som de talheres e pela voz baixa e monótona do fantasma da Dama Cinzenta, que hoje parecia querer fazer companhia aos alunos de sua casa.

Severus esperou impacientemente pelo fim do jantar. Assim que as mesas foram sendo desocupadas, ele dirigiu-se a Maria.

“- Estou aguardando pela senhora no laboratório.”

Ela acenou com a cabeça. “- Estarei lá dentro de alguns minutos.”

Severus desceu então para as masmorras e ficou esperando, mas ela não apareceu. Sua impaciência aumentava a cada tic-tac do relógio.

“- Por Salazar, será que ela não vem nunca ?”, pensou. Esperou por mais alguns minutos, mas ela não deu sinal de vida.

Fitou novamente o relógio. Já era a vigésima vez que olhava para ele. Mais de uma hora havia se passado desde que ele entrara no laboratório. “- Deve ter acontecido alguma coisa ! Não é possível ! Será que ela foi atacada pela criatura que anda vagando pelo castelo ?” Severus começava a ficar preocupado. Decidiu que era melhor sair dali e ir procurá-la. Talvez ela já viesse para o laboratório e ele a encontrasse pelo caminho. Foi com esse pensamento que cruzou vários corredores e subiu as escadas que levavam ao salão principal.

Para sua decepção, não encontrou Maria lá e nem em qualquer outro lugar. Sua preocupação aumentava a cada minuto. Após quase uma hora procurando por ela, resolveu que era melhor subir até a torre oeste, rumo aos alojamentos dos alunos de Corvinal, onde ficavam os aposentos dela. Talvez ela não estivesse sentindo-se bem e tivesse se recolhido ao seu quarto mais cedo. “- Mas sem me avisar ?”, pensou. Seu coração começou a bater descompassado. Não suportaria saber que alguma coisa ruim havia acontecido a ela.

Chegou à porta dos aposentos de Maria com o coração disparado. Não havia ninguém nos corredores, o ambiente estava totalmente silencioso. Todos pareciam ter se recolhido logo após o jantar para fugir da baixa temperatura. Os salões comunais, com suas grandes lareiras, eram muito mais aconchegantes que os corredores largos e frios do castelo.

Severus parou frente à porta e respirou fundo antes de bater. Se ela não estivesse lá, ele não saberia o que fazer. Teria que ir até as enfermarias para procurá-la e não queria fazer alvoroço. Até então, seu romance com Maria permanecia em sigilo.

Para sua surpresa, a porta se abriu lentamente logo após a primeira batida. Olhou para dentro do quarto e viu que o motivo de suas preocupações o fitava, sorrindo para ele.

“- Entre.”, disse ela, sem dar qualquer explicação.

Severus estava surpreso demais para retrucar e limitou-se a seguir a ordem que lhe havia sido dada. Entrou e fechou a porta atrás de si.

“- O que houve com você ? Eu estava morrendo de preocupação.”

“- Feliz aniversário, meu amor !”

Só então ele percebeu que havia uma mesa posta próximo à cama dela. Junto à mesa estavam duas cadeiras e sobre ela repousavam pratos e talheres e um bolo de aniverário com velas azuis acesas. Severus ficou sem palavras.

“- Por que você demorou tanto ? Estava aqui há horas esperando.”, disse Maria.

“- Você combinou que iria me encontrar no laboratório. Fiquei aguardando por você lá.”, disse ele, mal conseguindo pronunciar as palavras.

“- Sim, meu querido, mas você sabe que eu nunca me atraso. Achei que você viria direto para cá quando percebesse a minha ausência prolongada.”

“- Eu ... eu ... achei que tivesse acontecido alguma coisa com você.” Os olhos dele agora fixos nela sem ainda acreditar no que estavam vendo.

“- Hoje é dia 9 de janeiro. Albus me contou que é seu aniversário e eu resolvi lhe fazer uma surpresa.”, disse animadamente. “- Falando nisso, aqui está o seu presente.”, continuou ela, lhe entregando um pacote cuidadosamente embrulhado em papel colorido. “- Espero que goste.”

Ele pegou o presente e o mirou como que ainda não acreditasse no que via.

“- E então, você não vai abrir ?”, ela perguntou.

Severus só então voltou seus olhos negros para ela. Maria imediatamente percebeu que eles estavam úmidos de lágrimas. Ele tentou disfarçar e fez menção de abrir o presente, mas não conseguiu conter a emoção. Mais lágrimas já lhe brotavam dos olhos e lhe corriam livremente pela face.

“- Ah meu amor, meu querido, meu adorado Severus.” Disse Maria aproximando-se, as lágrimas também a lhe correr pelas maçãs do rosto.

Não havia o que ser dito naquele momento único. Severus pousou o delicadamente o presente que recebera sobre uma estante próxima à porta e a abraçou com paixão. “- Minha doce Maria ...”, murmurou ele, procurando avidamente pelos lábios dela. Ambos não conseguiram mais conter o desejo que os dominava, a vontade de ficarem juntos, a necessidade de serem um só.

Naquele momento os beijos apaixonados se misturaram às lágrimas, os corpos finalmente se encontrando sem entraves, sem interrupções. A lareira que crepitava no canto não era tão cálida quanto os carinhos que trocavam, o quarto parecia pequeno diante de tanto sentimento.

Pela primeira vez em sua vida, Severus Snape entendia o significado da expressão “chorar de alegria”. E a responsável por isso era aquela mulher que agora o abraçava, que retribuía sem barreiras às suas carícias, que sem resistência se deixava levar por ele para a cama, que lhe ensinava o que era o verdadeiro amor.

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