CAPITULO 34
Jararaca
-Nunca me disse como ele morreu – Harry perguntou depois de algum tempo de conversa, tendo buscado um chá e trazido para ela.
Gina ainda se recusava a ver um médico, mas não lhe negava o direito de paparicá-la. Ele havia ajudado a terminar o álbum e Gina suspirou quando ouviu sua pergunta.
O adocicado chá, de repente tinha um gosto amargo.
-Rony não lhe contou?
-Não perguntei e ele não falou desse assunto – Harry informou, passando a mão em seus cabelos e abraçando-a.
Gina descansou a cabeça em seu ombro, pois estavam sentados lado a lado na cama, recostados contra os travesseiros. Ela ainda sentia-se mal, e ele esperava que passasse.
-Greg não era um auror ruim – ela disse melancólica – mas não era muito atento. Ele sempre estava pensando em outras coisas, e muitas vezes me perguntei se não havia escolhido a profissão errada. Naquela noite...- seu olhar ficou perdido e ela mordeu o lábio incerta – Desde a morte de Você sabe Quem, uma associação de comensais se formou, Harry. Denominam-se a Forquilha da Morte. Eles são arruaceiros que pregam as bobagens que Voldemort acreditava. Eles atentam como podem contra a sociedade e vez ou outra causam problemas maiores. Não deve saber ainda, mas Malfoy perdeu tudo que tinha ao longo dos anos para manter esses homens e mulheres ao seu lado. Estávamos investigando o envolvimento deles com Lobisomens, quando fomos emboscados. Era minha última missão, pois pedi afastamento...lembro que estava com Rony em um dos andares do local onde eles estavam escondidos quando ouvimos o ataque. Greg e dois colegas foram atacados sumariamente. Não houve tempo para reação. Quando conseguimos achá-los, era tarde demais. Não sobrou quase nada, Harry – seu olhar era triste – Foi impossível reconhecer os corpos, pois não sobrou muita coisa...
-Sinto muito, Gina – ele acariciou seu rosto, para reconfortá-la.
-Ele era bom, não merecia essa morte. Nós...não estavam bem quando aconteceu. Tínhamos...problemas, mas eu não desejaria isso para ele! – achou melhor não lhe contar ainda exatamente quais problemas eles tinham.
-Gina, eu fico triste por saber que sofreu. Mas não posso negar, que estar de volta na sua vida me faz um homem imensamente feliz. E sinto por Greg, mas vou cuidar de você e de Felicity. Só não quero mais falar sobre ele.
-Harry... –ela pretendia protestar.
-Claro, com Felicity nos falaremos todo o tempo,ela precisa saber quem era seu pai, o homem que foi, mas entre nós, esse assunto morreu. Daqui para frente não existira outro homem na sua vida, e não quero que pense nele.
-Eu não penso mais nele – ela garantiu apressada.
-Seremos só nos dois, e Felicity. –ele disse definindo a relação.
-Tem toda razão, Harry. Seremos só nos três – sorriu. – E... –ela fez ar de mistério - ...já decidiu no que vai trabalhar? Hermione já está se ajeitando!
-Não se preocupe, não serei um vagabundo -ele fingiu indignação, pois entedia sua preocupação – por incrível que pareça, administrar uma fortuna também consume tempo. Por isso, contratei Guilherme para cuidar dessa parte da minha vida. Ele vai escolher os melhores investimentos e me atualizar sobre tudo que tenho que saber. Quando a dinheiro, não precisaremos nos preocupar -ele fez carinhos ao longo do seu braço que quase a distraíram – por enquanto, eu penso em muitas coisas que quero fazer, mas não vou tomar decisões enquanto Gui não me por a par de tudo que possuo e onde cada um desses recursos está. A casa está acertada, será construída novamente, mas esse é meu único plano imediato.
-Hum...nunca pensei que seria um vagabundo, Harry – ela disse doce, não querendo ofende-lo.
-Eu sei. – ele devolveu seus carinhos com beijos serenos – Quanto tempo fslata exatamente? – ele colocou uma das mãos sobre sua barriga e ela entendeu sua presa. Também sentia desejo queimar em suas veias e aquela decisão de esperar para depois do nascimento, estava quase a enlouquecendo!
-Um mês e meio. E tem o resguardo... – ela começou a falar, mas ele a calou com um selinho.
-Acho que a casa estará pronta antes de Felicity vir – ele disse, mudando de assunto.
-Harry, não vou morar com você... – ela tentou dizer novamente, mas ele se fez de surdo.
-Quero ter onde morar, Ginervra – se fez de bobo e ela riu apesar de notar suas segundas intenções!!!!
Hermione estava sorrindo quando abriu a geladeira. Esses encontros noturnos estavam virando a razão da sua existência, pensou apanhando a taça com creme de chocolate.
Mary era uma estúpida se achava que ela pararia de comer seu doce, ou pior, se pararia de dar em cima do seu marido! Sentindo-se uma devassa, ela lambeu a colher erguendo os olhos para o intruso que a olhava em segredo.
-Oi -ela disse maliciosa.
Aquele beijo de mais cedo estivera em sua mente durante todo o dia. E não tê-lo visto até agora, só aumentava a expectativa.
-Oi- ele disse no mesmo tom.
-Quer? – ofereceu, sem saber exatamente o que estava oferecendo, mas o fato era inegável, aquele beijo levara consigo o juízo!
-Quero – ele disse se aproximando – quero muito!
Estavam muito perto um do outro, quando a porta da cozinha se abriu. Hermione corou quando notou o olhar de Mary. Ela não deveria estar ali, pensou com raiva. Será que tiraria dela até mesmo aqueles poucos momentos que tinha com Rony?
-Estou com sede – Mary disse com um sorriso que não e a enganava – Rony, querido, porque não pega uma água para nós? Hã? – ela beijou sua orelha, acariciando seu braço e nuca, sem tirar os olhos de Hermione – Vou te esperar lá em cima. – disse quase num murmúrio, numa promessa de amor. – Boa noite, Hermione, espero que durma bem.
Ela não respondeu nada. Sabia que era teatro, eles não faziam nada, mesmo assim, sentiu raiva.
-Hermione... – ele tentou dizer algo para tirar sua expressão horrível, mas ela se afastou.
-É melhor subir e fazer o joguinho dela -disse com ódio, sentindo que precisava tira-lo daquela vida de manipulações!
-Eu não vou tocá-la, eu prometi, lembra?
-Eu sei -ela disse colocando o doce inacabado na geladeira. Mudando de idéia ela apanhou-o novamente e sorriu desafiadora – Vou subir também, e terminá-lo no quarto. – querendo definitivamente causar confusão ela se aproximou dizendo o mais inocente possível: - Vou pensar em você a noite toda.
Rony não respondeu, e nem era preciso. Ela colocava o ‘doce’ na sua boca e depois tirava. Tudo para que ele não pensasse em nenhum minuto em Mary.
Como se isso fosse possível!
AUTORA: Estamos nos encaminhando para um barraco. E agora é para valer. Estou maquinando uma cena bem legal!!!!!
Beijinhos!!!!
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