A semana que passa é uma semana de medo... O Inimigo havia voltado. O lendário Harry Potter havia constituído família. E um de seus filhos havia sido seqüestrado. Para a surpresa de todos Potter se afasta da nova batalha. Os Novos Comensais lhes enviam provas constantes de que seu filho estava vivo e bem. A Escola estava com regras cada vez mais restritas quanto aos alunos e haviam recebido proteção extra. A família Potter havia se hospedado em Hogwarts. Ele mesmo havia sido responsável por diversos incrementos nas defesas do Castelo. Mitkov o viu por duas vezes, mas ele estava sempre ocupado. Viu também sua esposa Ginerva e os filhos mais novos. Eles pareciam atormentados. Seu filho havia sido seqüestrado antes mesmo de Voldemort se mostrar novamente.
As aulas continuavam e seguiam a todo o vapor. “A Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts já enfrentou períodos piores e nunca foi fechada desde a sua fundação. Reunimos aqui os maiores bruxos do Reino Unido. Não há o que temer... por enquanto...” Foram as palavras da atual diretora McGonagall. Mitkov não se deixou abalar, por mais que tivesse vontade de sair e caçar ele mesmo o tal bruxo das trevas ele sabia que não tinha poder e nem conhecimento para tanto. Talvez ainda houvesse uma horcrux oculta por Voldemort antes de sua derrota no Salão Principal de Hogwarts.
As aulas de duelos passaram a ser obrigatórias e, mesmo que não fossem, Mitkov continuaria indo. Os duelos estavam ficando cada vez piores. Os alunos enfrentavam alunos mais velhos durante as aulas, geralmente com resultados ruins e os alunos do sétimo ano enfrentava os professores em duelos. Mitkov se destacou brilhantemente nesse quesito. Ele lutava feliz. Estava no segundo ano e já havia derrotado metade dos alunos da terceira série. Derrotara o primeiro aluno que enfrentou da quarta. Pietro havia derrotado dois alunos do terceiro ano, ao mesmo tempo. Vanessa enviara a aluna que estava duelando com ela diretamente para a enfermaria. Sua adversária havia sido eletrocutada com um relâmpago que estranhamente caíra e passara pela janela. Logo depois de Vanessa apontar para ela. Masako fora a mais impressionante. Havia derrubado a todos aqueles que lutavam à sua volta ao girar a varinha. O sonserino sorriu quando viu isso. Em nenhum momento do combate ela utilizara magia.
Os quatro receberam um convite pessoal para falar com Potter, que era o responsável pela defesa do Castelo. Ele esperava numa sala próxima. Os quatro entram e os olhos verdes de Potter se fixam neles. Havia mechas grisalhas nas têmporas do bruxo, não por ser velho, mas em função das preocupações que tinha. Ele estava em pé, encostado na mesa, os braços cruzados sobre o peito.
- Vocês são diferentes. – não era uma pergunta. Não soava como uma pergunta. – Não quero explicações. Não quero justificativas. Eu quero promessas. – Mitkov se apruma, endireita a posição. Será que ele iria pedir que eles se unissem à guerra? Ele o faria com certeza. Ele abre um sorriso de satisfação que morre lentamente conforme Potter volta a falar. – Quero que me prometam que não vão se envolver na guerra antes de se tornarem maiores de idade. Vocês podem ser bons, mas não tem experiência com Magia das Trevas. Acabariam mortos. E seus talentos seriam desperdiçados antes do tempo. – Depois ele sai da sala deixando os quatro pensando...
Os dias passavam rápido. A escola não era mais a mesma. As mortes nas famílias eram cada vez mais comuns. Mas somente os mestiços e os bruxos de “sangue ruim” eram assassinados. As famílias puras eram mantidas intocadas. Mensagens de segunda ou terceira mão diziam que Voldemort achava que as família puras eram muito poucas para perderem seus membros. Com essas ele trabalhava diferentemente. Ele tentava seduzi-las para o seu lado. Alguns membros foram por medo. As forças das Trevas aumentavam lentamente.
O Ministério da Magia conseguiu manter Azkaban, apesar dos dementadores terem sido novamente seduzidos para o lado de Voldemort. Esses seres sombrios passaram a vagar pelas cidades, e uma nova leva de Aurores especializados em caça-los foi criada. Eram os Bruxos de Prata. Foi criada também uma divisão de elite entre os Aurores. Bruxos responsáveis por caçar o próprio Voldemort. Eles foram batizados de Leões de Ouro, numa clara alusão à casa da Grifinória. Espalhou-se também outra série de boatos. Alguns dos Comensais foram divididos em grupos. Os Paladinos Negros eram compostos unicamente de Aurores que foram corrompidos ou alistados à causa. Havia dois ou três bruxos que Voldemort batizara de Necromantes. Eles comandavam hordas de Inferi, que espalhavam o terror entre os trouxas. Eles só foram contidos graças a esforços constantes de uma grande equipe de Obliviadores.
Por último. O golpe de mestre de Voldemort. Uma importante arma que ele não possuía antes. Era um único bruxo. Ele era chamado de Dragão. Ele sozinho fora responsável pela morte do ministro da magia, que fora substituído pelo ex-auror Quinsley Shacklebolt. E por dois Inomináveis. Ele tinha uma marca negra pessoal, que invocava no ar sempre que terminava um trabalho. Era a caveira de Voldemort, mas no lugar da língua em forma de cobra, a língua tinha o formato de um dragão.
A guerra seguia calmamente, por mais estranho que possa parecer. O bruxo das trevas parecia mais preocupado em angariar forças para um golpe único e fulminante. Havia somente alguns desaparecimentos misteriosos eventualmente, mas fora isso a vida era quase normal. Na escola, Potter não deixava que ninguém baixasse a guarda e Mitkov era um dos mais ferrenhos defensores da tática de atacar o mal em seu covil, mas eles tinham o filho dos Potter. Ele jamais faria nada que pudesse resultar na morte de seu filho.
Mitkov passava seus dias em uma rotina um tanto quanto alterada: ele pegava uma espada em alguma das armaduras no castelo e treinava com elas também. Dormia cedo, logo depois de terminar o ensaio com a banda. Alleria às vezes segurava a sua mão quando estavam estudando somente os dois, só não o fazia quando Vanessa estava perto. Mitkov não reparou nessa peculiaridade.
Alguns meses depois do início da guerra... Uma hora da manhã. Mitkov dormia calmamente. Era a única coisa que conseguia fazer com o semblante tranqüilo. Subitamente a voz de Masako grita em sua mente. Ele acorda assustado. A varinha já estava apontando para os lados à procura do perigo quando a voz ecoa novamente em sua mente. Ele sente a presença de Pietro e Vanessa em sua mente também. Lee falava com todos ao mesmo tempo.
- Tem alguma coisa errada no castelo! Algo muito ruim vai acontecer... – e murmúrios indistintos em sua cabeça. Era quase insuportável. Ele já estava pronto. Vestido e arrumado, varinha em punho, pensando com toda a força que conseguia.
- Onde?
Ele corre para fora, tentando diminuir o barulho causado por seus passos. Lee estava tentando reunir os amigos no Salão Principal. Péssima escolha estratégica, mas mesmo assim, era o ponto comum mais próximo de todos. Ele subiu as escadas correndo. Graças aos deuses não esbarrando em ninguém, apesar da segurança mais rígida no castelo, ele chega ao Salão. Masako já estava lá, havia descido da Torre da Corvinal pegando passagens secretas quase desconhecidas. Pietro chega correndo logo depois vindo do Sótão da Lufa-Lufa. Vanessa chega por último, a Torre da Grifinória ficava no sétimo andar, o que explicava sua demora. Reunidos no escuro, mas sem falar nada, todos seguem Masako. Ele percebe que todos portavam as armas que ele havia dado de presente de natal. Somente ele estava desarmado.
Eles andam aleatoriamente pelo castelo, mas não encontrar nada. Até que, quando estavam passando por um corredor percebem, da janela, um súbito clarão verde e prata que, logo depois, estabiliza numa tênue luz verde. Masako dá um pulo impelido psiquicamente e se agarra na janela. Seu rosto amarelado fica com uma cor estranha graças à luz verde. Sua boca se abre num espanto mudo e ela cai da janela, três metros acima do chão. Pietro a pega antes que ela encoste no chão, impedindo que ela se machuque.
Ela tremia levemente, olhava para Mitkov e segurava a mão dele com força. Sua mão suava e estava gélida. Ela tentava manter a aparência calma, mas seus olhos lhe traíam. Ela inspirou profundamente e conseguiu dizer:
- Dragão... – foi o necessário para Mitkov entender o que passava. O clarão foi a Marca Negra pessoal do assassino de Voldemort. Ele havia invadido o castelo e feito uma morte. Mitkov pega uma espada em uma armadura próxima e ajuda Lee a se levantar. Pietro pega ela nos braços, fazendo o machado se recolher. Eles correm até a sala mais óbvia: a sala onde Potter estava alojado. Masako se segurava em Pietro um tanto quanto amedrontada. Mas não pelo motivo que todos pensavam. Ela não estava com medo do Dragão das Trevas. Estava com medo por que alguma coisa estava interferindo em seus poderes. E ela não conseguia ver o rosto do Dragão em suas visões. Não conseguia detectar nenhuma mente diferente próxima.
Pietro abre a porta com um chute, que faz com que a mesma fique pendurada em apenas uma das dobradiças. A sala estava quase vazia. Somente a esposa e os dois filhos de Potter estavam na sala. As crianças, ambas mais velhas que os quatro, olhavam amedrontadas para a porta. Ginerva apontava a varinha para eles.
- Onde está Potter? – Mitkov estava com pressa. Essa era a sua chance de brilhar. Sua chance de mostrar a todos que os Holopainen ainda possuíam seu valor. Ainda eram Caçadores das Trevas. A esposa de Potter não responde imediatamente. Aqueles quatro lhe eram conhecidos. Eram os jovens que seu marido falara nos duelos. Os prodígios. Um deles forte como um touro. Outra especialista em combates grupais. A terceira convocava as forças da natureza e o último, aparentemente o que falara com ela, lutava muito bem. E portava, no momento, uma espada. Ela balança a cabeça numa muda negativa. Ela não sabia onde o marido fora depois da Marca aparecer nos céus. Mas disse às crianças que a Marca aparecera antes de Potter sair do quarto, o que indicava que outra pessoa havia sido assassinada. Eles deveriam procurar. Masako já estava refeita do que quer que havia lhe afligido, mas apesar de andar e poder lutar, informa a todos que seu poder estava no mínimo. Ela corre com os amigos. Mas eles não sabiam aonde ir. Masako pede a todos para parar e fecha os olhos se concentrando. Lágrimas de sangue começam a escorrer de seus olhos, mas Mitkov impede Vanessa de interromper. Pouco depois a oriental abre os olhos mareados de vermelho e diz:
- Sala da Diretora. Ele pegou a Diretora Minerva McGonagall. – e todos começam a correr. Ao chegar no local, percebem a passagem aberta. A escada rolava lentamente para cima. A gárgula estava ao lado, imóvel, mas sem tampar a passagem. Eles correm escada acima e entram de supetão no escritório. Potter, o professor de Feitiços, Guilherme e Carlos Wesley, além de um ruivo e uma mulher de cabelos castanhos cacheados estavam na sala e encaravam os quatro. Mitkov armado com a espada e a varinha. Pietro com a varinha na mão e os músculos retesados. Vanessa trazia os olhos num estranho tom de azul e uma de suas mãos faiscava com eletricidade estática. Por último Masako com as íris vermelhas e os rastros das lágrimas de sangue. Um grupo estranho.
Mitkov analisa rapidamente a sala. Vê o corpo da diretora caído no chão atrás da mesa. A sala estava desarrumada e quebrada, com vários indícios de um combate feroz. A mulher de cabelos cacheados olhava para o grupo, com a varinha erguida, mas não apontada para eles. Potter murmura alguma coisa ininteligível para o grupo e todos relaxam a posição.
- Eu pedi para não se envolverem. Nenhum dos alunos sabia disso. – e se voltando para o grupo dele - Ele não pode estar longe. O corpo ainda está quente...
- Engano seu Harry. – era a mulher – O Dragão já provou anteriormente ser capaz de aparatar em locais considerados impossíveis de fazer tal coisa. Ele pode ter aparatado aqui, assassinado McGonagall e desaparatado para longe.
- Se ele pudesse fazer isso Mione, por que demorar tanto? – Era o ruivo desconhecido. Obviamente era parente dos Wesley.
- Ele precisava de um plano. Por isso as mortes causadas por ele são tão esparsas e tão perfeitas. Ele deve passar meses planejando cada morte.
- O que a Mione disse está certo Rony. – Potter falava novamente. O professor Carlinhos havia fechado a porta, mostrando que ele sabia que os quatro ainda estavam lá. Mitkov já havia baixado a espada, Pietro estava relaxado, embora sério, os olhos de Masako voltaram à cor preta habitual e Vanessa estava com uma aparência angelical e inofensiva.
- Na realidade atravessar tais feitios de proteção é relativamente simples. Se você conhecer um feitiço de forma astral. – Mitkov se aproximava dos adultos reunidos e todos olhavam para aquela criança de doze anos falando como gente grande.
- Mas esses feitiços são avançadíssimos... E quase desconhecidos... – a mulher falava com Mitkov. –Seria preciso anos de pesquisa para sequer ouvir falar deles. Eu mesmo os descobri a pouco tempo. E ainda não os dominei. – Ela falava olhando para Mitkov como um igual. Ela demorara anos para descobrir esses segredos, e ele com doze anos já os conhecia.
Os dois começam a discutir métodos e motivos até que o dia começa a amanhecer e uma equipe do Ministério da Magia chega e toma conta do caso. Os dois grupos são expulsos da “cena do crime”. O problema que devia resolver agora era outro. Quem seria o diretor da Escola. Depois de uma curta discussão decidem que Hermione Granger seria a nova diretora de Hogwarts. Mesmo não lecionando na escola. Assim ela teria liberdade para suas pesquisas e ela já havia feito uma faculdade trouxa de Administração o que a tornava perfeita para o cargo. Ela o aceita em caráter temporário e, durante o café da manhã, sua posição é informada aos alunos. A informação divulgada é que a Diretora Minerva foi assassinada enquanto estava fora do castelo. Sugestão de Mitkov. Assim não seria disseminado o pânico entre os alunos.
Logo depois do café da manhã, os quatro são reunidos com a nova diretora. Ela estava sentada na cadeira do diretor. Um gato laranja que parecia velho como o tempo estava enroscado em suas pernas. Se é que aquilo era um gato. Poderia ser ou um gato muito grande ou um tigre muito pequeno.
- Por mais prestativo que vocês fossem durante a noite, fornecendo informações importantes, eu devo duas coisas. Primeiro. Devo punir vocês por andar à noite no castelo portando armas. Segundo. Devo pedir sigilo sobre a morte de McGonagall e informar que já invoquei um encantamento que previne que qualquer forma astral entre no Castelo. Isso infelizmente prendeu os fantasmas no terreno da escola, mas é um mal necessário.
- Detenção diretora? A gente só queria ajudar... – Era Pietro. Ele não gostava da idéia de detenções. Mitkov e Masako, que já deviam uma detenção se entreolhara e sorriram.
- Qual seria a detenção senhora? – Os olhos de Masako faíscam num vermelho fugaz, logo retornando ao normal, fazendo Mione se perguntar se realmente vira aquilo.
- Dado um grupo tão especial, a punição será especial também. Vocês devem passar uma noite na Floresta Proibida. Fomos informados de que algo estranho está acontecendo na floresta. Algo de uma bondade incrível. A floresta está quase pacificada. Existe algo novo dentro daquele lugar. A missão de vocês será descobrir o que está acontecendo.
Os quatro saem e vão para suas respectivas aulas. A escola ainda vivia, quase não sentira a morte da diretora. Ninguém soube que ela fora morta dentro da Escola. Foi o segundo diretor a ser morto nos territórios da escola. Primeiro o lendário Alvo Dumbledore. Agora, Minerva McGonagall.
Os ritos funerários foram realizados nos jardins do Castelo. Fora uma cerimônia simples, mas com vasta presença de pessoas importantes. Todos os alunos compareceram. Depois da cerimônia, o corpo foi queimado, segundo as vontades da falecida. Suas cinzas foram reunidas e logo depois, espalhadas pelo terreno da escola. Mas um terço das cinzas foram espalhadas sobre a tumba de Dumbledore, que ficava num pedaço semi-oculto do jardim. Essa era a última vontade de Minerva McGonagall.
A rotina da escola seguia pouco alterada. A segurança ficara ainda mais rígida e as aulas de duelos estavam cada vez mais difíceis. Feitiços de defesa avançados eram ensinados e por mais de um duelo, Mitkov se viu obrigado a utilizar o Estilo Holopainen e convocar uma espada. Pietro algumas vezes desistira de utilizar a varinha e jogava o oponente longe, enquanto os feitiços mais fracos batiam em seu peito sem fazer efeito. Masako treinava lutando contra três oponentes por ordem dos professores. Seu dom da vidência em combate era usado à exaustão. Vanessa sempre tocava o oponente e liberava uma descarga elétrica que desacordava o oponente.
Os quatro eram bons no que faziam e sua fama já se espalhava no colégio. Uma vez, num duelo de demonstração, os quatro foram convocados para lutar contra um professor. A intenção era mostrar como um bruxo adulto reagiria a diversos atacantes. Foi uma escolha infeliz de oponentes. O professor fora derrubado rapidamente, um grande corte de espada no peito sangrava muito, enquanto um forte zumbido em sua mente o impedia de pensar. Pietro quebrara o braço da varinha e, por final, Vanessa o fez desmaiar com uma descarga elétrica. Depois que o oponente fora derrotado, os quatro se entreolham e Mitkov limpa a espada, a colocando no lugar.
- Da próxima vez escolha um grupo de pessoas que não sejam amigas. Assim elas não coordenam o ataque. – Masako desce do palanque. Fora ela que criara o link mental que coordenara a todos. Mitkov ficara demoníaco contra um oponente dito superior.
As provas chegavam cada vez mais rápido e Alleria os ensinava matéria avançada. Agora até mesmo Pietro compreendia matéria de uma série acima. Mitkov já estava estudando a matéria que Alleria havia aprendido no início do ano, tendo passado pela da terceira série. A do segundo ele já sabia de cor. Masako tentava acompanhar, mas não conseguia. Mitkov ficava até tarde estudando. A guerra estava transformando ele em outra pessoa. Ele se distraía cada vez mais. Encarava tudo com mais seriedade do que o necessário e ficara uma semana sem falar com Vanessa depois que ela tentara beija-lo. Ele disse que não estava pronto para esse tipo de coisa.
Talvez nunca estivesse. Alleria brigou com Vanessa pouco depois. O professor de feitiços começou a se utilizar da ajuda de Mitkov nas aulas. Ele fazia com que Mitkov corrigisse os alunos, já que a maioria deles estava apresentado dificuldades na matéria. Alguns dias depois ele passou a auxiliar nas aulas de Poções e Duelos também.
Os alunos mais avançados ficavam irritados com a intromissão de Mitkov nos duelos, afinal, eles deveriam saber mais do que ele. A resposta do professor às reclamações foi marcar um duelo entre o reclamão e Mitkov depois que todos os duelos fossem encerrados. Ele liberou os alunos, mas deu permissão para que assistisse. Ninguém saiu. O autor da reclamação era da sexta série enquanto Mitkov era da segunda.
Mitkov usa um feitiço convocatório e trás uma espada às suas mãos. Troca a varinha de mão bloqueando um feitiço do oponente. Ele começa uma dança se aproximando do oponente. Ele bloqueia alguns feitiços com a espada e outros com a varinha. Quando está próximo o suficiente ele lança um simples Expelliarmus sem falar uma palavra. A varinha do oponente voa enquanto a espada traça um arranhão no peito do oponente. O uniforme preto do adversário arruinado, e o mesmo no chão com o susto do golpe. Mitkov pisa no peito dele, o empurrando para o chão com força, sua espada toca o pescoço do sextanista. O corte fora claramente de raspão. Mitkov havia nitidamente segurado o golpe. O adversário poderia estar morte se ele quisesse. A raiva nos olhos do oponente era claro. Mitkov acabara de provar que não era necessário feitiços poderosos para se ganhar um duelo. Simples estratégia era o suficiente.
- Mais alguém irá reclamar quando esse aluno os corrigir durante um duelo? – O professor de feitiços olhava para os outros alunos que estavam em completo silêncio. – Mais alguém?
Silêncio. E rostos admirados.
|