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12. Capitulo 12 – Batalhas


Fic: O Despertar das Sombras


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo 12 – Batalhas


Harry voltou apressado para o interior do bar onde encontrou os amigos rindo e se divertindo, assim como todas as pessoas presentes no local, nem sequer imaginavam que vários comensais estavam vindo para acabar com todos eles.

O moreno não se dirigiu até onde os outros cinco estavam sentados, mas sim foi diretamente até a entrada do Três Vassouras e logo depois saiu porta a fora, percebendo vagamente que os amigos o chamavam, mas ele tinha algo mais importante para fazer, afinal havia muitas crianças presentes no povoado e que nem imaginavam o que estava para acontecer.

Viu de relance três aurores patrulhando o povoado e tendo uma súbita idéia se dirigiu até eles rapidamente, precisava retirar o maior numero de alunos antes que os comensais resolvessem atacar, o que eles poderiam fazer a qualquer momento, pois estavam reunidos em um local próximo, provavelmente discutindo as ultimas ordens.

- Vocês são aurores não? – perguntou quando chegou próximo dos três homens que apenas olharam par ao moreno.

- Sim, somos. – respondeu o que parecia ser o mais velho entre eles olhando interessado para o garoto, os olhos dos três indo diretamente para onde sua cicatriz estava escondida pelo seu cabelo, o que fez o moreno rosnar mentalmente.

- Ouçam que eu não vou repetir, há comensais da morte vindo para cá nesse exato instante... – assim que ele falou os três homens arregalaram os olhos e engoliram em seco – Quero que vocês façam com que os alunos voltem para a escola, mas sem chamar muita atenção, entenderam?

Surpreendentemente os três aurores não contestaram a afirmação do moreno e foram rapidamente cumprir o que ele pedira, intrigado Harry entrou na mente de cada um deles enquanto eles se afastavam e então ficou claro o motivo deles não hesitarem em fazer o que ele pedira, afinal tinham parentes entre os alunos e mesmo que ele estivesse enganado quanto ao ataque, pelo menos as crianças estariam salvas.

Durante cinco longos minutos nada aconteceu e o moreno permaneceu no mesmo lugar apenas esperando que os comensais chegassem, sua concentração estava ao máximo e até mesmo já descobrira que eles estavam próximos a Casa dos Gritos, também por estar concentrado na magia ao seu redor percebeu a aproximação dos amigos que estavam preocupados com a súbita saída dele do Três Vassouras.

- Está tudo bem Harry? – perguntou Gina quando eles chegaram próximo ao moreno e perceberam que ele estava de olhos fechados.

Eles haviam visto o moreno voltar do banheiro com uma aparência séria e sair pela porta do bar sem nem mesmo olhar na direção deles, por isso o seguiram um pouco a distancia e viram ele conversar com três aurores que tinham começado a retirar as crianças do povoado discretamente, apenas um observador mais apurado perceberia que a maioria dos alunos já se dirigiam em direção a Hogwarts e havia poucos alunos no povoado e os que ainda se encontravam no local estavam dentro das lojas do vilarejo.

- Comensais. – foi tudo o que o moreno falou causando espanto nos cinco amigos que não souberam o que dizer.

Mas mal o moreno falou isso e o barulho de dezenas de aparatações se fez ouvir por todo o vilarejo bruxo, cerca de cinqüenta comensais da morte haviam surgido no centro do povoado já se preparando para lançarem feitiços nos alunos, o problema era que não havia nenhum aluno por perto. As pessoas que se encontravam dentro das lojas entraram em pânico ao verem os comensais da morte que olhavam para Augusto Rockwood esperando as ordens, mas o comensal tinha seus olhos fixos em Harry e seus amigos.

- Lá está o Potter, matem ele e os amigos dele. – a voz do comensal revelava toda a satisfação que estava sentindo, os comensais riram e avançaram contra Harry e seus amigos.

- Crucio. – um comensal lançou iniciando o ataque em cima de Harry, a maldição cruciatus acertou o moreno no peito, o comensal que sorria por ter atingido o alvo arregalou os olhos de espanto quando percebeu que a maldição não tivera nenhum efeito no moreno que simplesmente sacou sua varinha e lançou o mesmo feitiço de volta ao comensal que caiu ao chão berrando enlouquecido, os outros comensais ficaram olhando por dois segundo antes de reagirem e passaram a lançar diversos feitiços no moreno e em seus amigos.

- Sorupto. – Hermione lançou o feitiço que andara treinando em casa e o comensal atingido foi atirado para trás com força com cortes profundos em seu peito, só não estava morto porque conseguira conjurar um feitiço escudo antes de ser atingido pelo feitiço.

Os cinco se afastaram um pouco do moreno e lutavam todos juntos lado a lado, sabiam que ainda precisavam de muito treinamento para conseguirem vencer comensais da morte, mas podiam fazer uns bons estragos neles enquanto esperavam a ajuda chegar. E mesmo enquanto duelavam com os comensais não deixavam de prestar atenção na luta de Harry com o outro grupo de encapuzados, reparavam que ele não parecia ter dificuldade alguma com eles, na verdade tinha até mesmo um sorriso enviesado nos lábios.

- Estupore. – lançou Rony em um comensal que se defendeu, o ruivo recebeu um olhar mortal da irmã pelo feitiço que ele utilizara.

- Reducto. – rosnou Gina apontando para um comensal da morte que teve seu peito explodido com a força do feitiço. – É assim que se faz Ronald.

- Exibida. – exclamou o ruivo olhando de soslaio para a irmã antes de se defender de um feitiço negro que vinha em sua direção.

- Será que vocês podem se concentrar na batalha, estamos meio encrencados aqui. – Hermione gritou alto para se fazer ser ouvida pelos amigos.

- Relaxa Hermione, as vezes você se estressa a toa. – bradou Gina com a voz alegre enquanto se desviava de um feitiço explosivo e em seguida acertava um feitiço esmurrante no comensal, bradando em seguida contra um outro encapuzado – Fagrate.

Um raio acinzentado disparou da varinha da ruiva acertando o comensal no peito, o local em que o comensal foi atingido formou-se um rasgo de fora a fora no peito do comensal, o sangue jorrou dos cortes e os ossos do tórax ficaram expostos enquanto o comensal caía no chão e não se podia dizer se estava morto ou apenas inconsciente.

- Protego. – Luna gritou protegendo a si e a Neville de um feitiço de cor amarelada que ela não soube identificar qual era, o garoto para ela e sorriu agradecido enquanto voltava a atacar os comensais. A loira balançou a cabeça e se concentrou nos encapuzados a sua frente, aquela não era uma boa hora para ficar devaneando, por isso lançou o primeiro feitiço que lhe veio a cabeça quando viu cinco comensais tentando pegar Neville pelas costas – Krikitus.

Um raio púrpuro disparou de sua varinha acertando os cinco comensais da morte que foram imediatamente envolvidos por uma fumaça brilhante, logo os berros de agonia deles eram ouvidos enquanto em seus corpos nasciam espinhos e varias outras coisas diferentes, quando a fumaça se dissipou foi possível enxergar os comensais novamente e o eu viram deixou alguns comensais da morte enojados, os cinco encapuzados pareciam árvores de natal de tão enfeitados que estavam, coisas brotavam dos braços, das cabeças e de todas as partes dos corpos deles.

- Avada Kedavra. – um comensal lançou a maldição da morte enquanto olhava com medo para a loira pelo que ela havia feito a seus companheiros.

Neville deu um empurrão forte na loira arrancando ela do caminho da maldição da morte que acertou um comensal que estava no grupo que lutava contra Harry Potter. O garoto levantou-se irado apontando a varinha para o comensal que tentara matar Luna e sem pensar fez um movimento com sua varinha e um raio esverdeado disparou da mesma acertando o comensal no peito que tombou de costas com os olhos arregalados em surpresa, mas já se encontrava sem vida.

Por um momento o garoto parou completamente surpreendido pelo que acabara de fazer e as prováveis conseqüências de seus atos, mas em seguida mandou tudo para o espaço e voltou a lutar ferozmente contra os encapuzados.

Luna viu o que Neville fizera e ficou muito surpresa e um pouquinho assustada também com as conseqüências, mas ignorou aquilo e levantou-se voltando a duelar com os comensais da morte que pareciam brotar do chão cada vez mais.

Hermione estava ficando cada vez mais cansada a medida que a luta prosseguia, os comensais pareciam voltar cada vez mais fortes e raivosos, e embora soubesse que eram os mesmos que ela e os amigos haviam nocauteado a pouco não sabia o que fazer para pará-los, pois seus companheiros os reanimavam logo depois, a única opção seria mata-los como Harry dissera que deveria ser feito, mas ela não sabia se estava pronta para isso, vira Neville lançar uma maldição da morte, mas tinha certeza que ele não fizera conscientemente.

A garota precisou desviar de um raio verde que um comensal lançara e em seguida conseguiu atordoa-lo e em seguida o nocauteou com um feitiço de impacto, olhou de relance para os amigos e percebeu que eles estavam cansados e que não conseguiriam resistir por muito mais tempo as investidas dos comensais da morte.

Foi nesse momento que cerca de vinte aurores apareceram no local chamando a atenção de todos para eles, trinta dos comensais que estavam lutando contra eles dispararam correndo em direção aos aurores e ambos os lados começaram uma luta feroz, contra os cinco garotos ficaram cerca de dez comensais apenas, mas como eles já estavam cansados acabaram sendo atingidos por feitiços atordoantes e logo depois foram desarmados.

- A brincadeira acabou crianças. – falou o comensal rindo e apontando a varinha para a cabeça de Hermione, ato acompanhado pelos seus companheiros que apontaram as varinhas para os cinco – Dêem adeus a suas vidas. Avada Kedav...

- Block Fhar. – uma voz fria sobressaiu-se as vozes dos comensais da morte e antes que eles pudessem terminar de executar as maldições da morte uma força invisível os jogou para trás com força, parecia que eles havia sido acertado por uma marreta.
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Draco ficara no banheiro por alguns minutos depois que o Potter jogara aquelas verdades em sua cara e depois de lhe oferecer o que ele mais desejava. O loiro ficou imaginando como que o Potter poderia saber sobre sua vida na mansão Malfoy e também sobre seus desejos, na verdade havia algumas possibilidades, mas o sonserino não estava preocupado com elas no momento, tinha muito que pensar e aproveitou que Crabbe e Goyle estavam desmaiados para ficar ali mesmo e analisar melhor a proposta do Potter.

Talvez ele estivesse blefando e apenas brincando com ele, mas o loiro ainda se lembrava do que acontecera no Expresso de Hogwarts, do poder que sentira nele e duvidava muito que o garoto estivesse brincando com ele. Pensou em todos os abusos que sofrera quando era menor, todas as surras, as torturas com a maldição cruciatus que sofria apenas por não ter feito algo correto ou por não ter conseguido executar um feitiço que Lucius estava ensinando.

Lembrou-se também do sofrimento que sua mãe passava nas mãos daquele imundo, a violência e os estupros e sempre que ele tentava evitar acabava apanhando e sendo torturado novamente até que sua mãe parou de gritar e pedir para que o homem parasse, por isso Draco nunca sabia quando as coisas aconteciam com sua mãe.

Sabia que teria que agir logo, pois não demoraria muito para que o Lorde das Trevas retirasse Lucius Malfoy da cadeia ou então para que o chamasse para uma reunião com ele, onde provavelmente exigiria que ele se tornasse um comensal da morte. Na verdade, não tinha muitas opções e se aliar a Dumbledore estava fora de cogitação, aquele velho estúpido era um tremendo desgraçado e manipulador, disso o loiro sabia.

Precisava agir o quanto antes e talvez se estivesse aliado ao Potter acabasse realizando seus desejos mais secretos e que ninguém tinha conhecimento, guardara aquilo com ele tão profundamente que nem mesmo o Lorde das Trevas seria capaz de tirar a verdade dele. E também, como explicaria o fato de ter se apaixonado por uma traidora do sangue, embora ele não ligasse a mínima para essas coisas tinha que manter o disfarce ou alguém descobriria seu segredo e poderia tentar usa-la contra ele, principalmente o Lorde das Trevas.

Tomando sua decisão o loiro saiu do banheiro decidido a falar com o Potter o quanto antes, pois precisava tirar sua mãe da Mansão Malfoy antes de qualquer coisa e sem a garantia de que ela estivesse segura não aceitaria nada da parte dele, o loiro estranhou o silencio dentro do bar, afinal o Três Vassouras era sempre bastante movimentado e quando ergueu a cabeça reparou que todas as pessoas estavam grudadas na janela observando o exterior e quando estava para fazer o mesmo Draco ouviu vozes gritando feitiços do lado de fora e instintivamente soube que era um ataque de comensais da morte.

Sem se preocupar com o que poderia acontecer o loiro abriu a porta do bar e saiu para fora no exato instante em que os aurores aparatavam no povoado. Draco observou ao longe Harry Potter lutando com cerca de trinta comensais da morte como se estivesse brincando com uma criança, também viu alguns corpos espalhados ao redor dele e dos outros comensais.

Olhou mais para a direita e seu coração bateu violentamente ao reconhecer uma das pessoas que estava lutando contra alguns comensais da morte, percebeu o exato instante em que eles foram desarmados e os encapuzados se aproximaram deles, o sonserino viu o brilho da morte nos olhos dos comensais e não pensou duas vezes antes de correr naquela direção lançando o feitiço de impacto mais poderoso que conhecia, quase suspirou aliviado ao ver que conseguira acertar todos os comensais que foram jogados violentamente para longe do grupo de adolescentes.

- Vocês estão bem? – Draco perguntou quando chegou próximo dos cinco adolescentes que ainda estavam sentados no chão olhando surpresos para os comensais e só naquele momento perceberam quem os havia salvado da morte.

- O que você quer Malfoy? – Rony perguntou de maneira agressiva ganhando um olhar mortal da irmã e de Hermione.

- Se você não percebeu Weasley, eu acabei de salvar sua patética vida. – debochou o sonserino olhando com desdém para o ruivo que ficou ainda mais irritado com a verdade que o loiro estava jogando na cara dele.

- E porque você fez isso? – perguntou Hermione com curiosidade antes que o ruivo gritasse novamente com o loiro.

- Quem sabe? – retrucou Draco dando de ombros embora tivesse olhado de relance para a ruiva, mas apenas Hermione percebeu aquilo ficando completamente surpresa. – Eu acho melhor vocês se levantarem e pegarem suas varinhas, porque temos companhia.

- Ora, resolveu se rebelar contra o Lorde das Trevas, Draco? – perguntou uma voz sarcástica e fria que o loiro identificou como sendo a de Augusto Rockwood. – Não me diga que vai recusar a oferta que nosso Lorde lhe fez para se juntar com a ralé?

- Sabe como é Rockwood, eu sou um sonserino e tenho muito orgulho disso. – desdenhou Draco enfrentando o comensal de frente enquanto apontava sua varinha para o peito do mesmo – E nós, verdadeiros sonserinos, não se ajoelham perante ninguém.

- Você vai pagar por sua traição Malfoy. – Rockwood sibilou furioso com o sutil desdém que o loiro direcionou a eles, em seguida ergueu sua varinha apontando-a para o loiro. – Vamos ver se você é bom mesmo. Sectusempra.

- Extin. – sussurrou Draco e o feitiço dissipou-se a sua frente surpreendendo o comensal que exclamou surpreso, o sonserino quase sorriu com aquilo, mas quando você tinha um Professor como Snape a pessoa acabava aprendendo uns truques sobre as Artes das Trevas – Patético Rockwood. Agora é minha vez. Laminare.

Um raio prateado disparou da varinha do loiro e Rockwood só teve tempo de se desviar do feitiço que acertou o comensal diretamente atrás dele que foi fatiado pelo raio de prata, os outros comensais olharam surpresos para os pedaços do comensal que agora se encontravam a seus pés, em seguida voltáramos olhos para o garoto apenas para perceberem que ele já havia lançado mais um feitiço negro contra eles.

- Sectusempra. – dessa vez foi o loiro quem executou o feitiço negro que explodiu contra o peito de um dos comensais que caiu inconsciente para trás com cortes profundos que sangravam de maneira abundante.

Finalmente os outros cinco pareceram acordar para a realidade e pegaram suas varinhas passando a atacar os comensais, mas por mais que eles resistissem contra os encapuzados eles ainda eram em maioria e como eles não estavam tentando matar os comensais os poucos que eles atingiam logo voltavam a tona.

Foi nesse momento que um comensal voou para trás parecendo ter sido atingido por um míssel, em sua cabeça havia um buraco mais grosso que um dedo. Todos eles, inclusive os próprios comensais da morte, olharam para trás a tempo de ver Harry Potter segurando algo na mão e dela saindo pequenas faíscas cada vez que ele apertava o gatilho e todos viam com assombro os comensais sendo mortos um a um.

Somente Hermione identificou o objeto nas mãos de Harry e ficou um pouco assustada por isso, afinal aquilo era uma arma trouxa e poucos bruxos tinham conhecimento sobre elas, em sua maioria eram nascidos trouxas.
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Harry parou de torturar o comensal com a maldição cruciatus quando os outros o atacaram e ele foi obrigado a se defender, ficou levemente consciente que se separou dos outros amigos, mas não podia se preocupar com eles no momento, pois tinha cerca de cinqüenta comensais da morte o cercando e lançando feitiços de todos os tipos em sua direção.

O moreno sentia-se bem lutando contra tantos inimigos e passou a se divertir torturando um ou outro comensal da morte enquanto se defendia dos outros que o atacavam, naquele momento ele mantinha um comensal preso embaixo de seu pé pelo pescoço enquanto conjurava feitiços escudos para bloquear os feitiços e alguns móveis para barrar as maldições imperdoáveis.

- Fraco. – rosnou Harry assim que quebrou o pescoço do comensal que ele vinha sufocando a quase dois minutos.

Deu um passo para o lado esquerdo enquanto conjurava um feitiço de ferroada contra o grupo de comensais que estava a sua frente, então usou seu punho esquerdo acertando um soco no rosto do comensal que caiu desmaiado para trás ao mesmo tempo que seu nariz estava quebrado e sangrava de maneira abundante.

Aproveitando o movimento o moreno chutou um outro comensal que estava próximo na região lombar quebrando vários dos ossos do comensal que caiu gemendo de dor no chão. Harry abaixou-se quando um raio esverdeado estava para acertá-lo nas costas e acabou atingindo o peito de um comensal a sua frente, sem se virar o moreno fez um feitiço de extinção que acertou o pobre comensal em cheio fazendo com que ele explodisse enchendo o moreno e os comensais de sangue, mas ele não ligava a mínima para o sangue de seus inimigos, gostava era de derramá-lo.

Ergueu-se novamente já lançando um feitiço negro contra um outro comensal ao mesmo tempo que se desviava de um feitiço que sentiu bater em um feitiço escudo atrás de si, com certeza conjurado por um comensal. Seus sentidos estavam ampliados ao máximo, por isso conseguia sentir os movimentos de todos os seus inimigos podendo prever seus golpes e feitiços.

- Avada Kedavra. – Harry lançou de repente acertando um comensal que não tivera nem mesmo tempo para se mexer.

- Crucio. – quatro comensais lançaram a maldição da dor ao mesmo tempo acertando o moreno no peito, o moreno arfou levemente com a força dos feitiços, mas manteve-se no mesmo lugar enquanto os comensais mantinham o feitiço.

- Crucio. – ouviu mais vozes bradando a maldição e todas o atingiram, logo todos os comensais em pé ao redor do moreno mantinham as maldiçoes imperdoáveis contra o garoto, que precisou usar grande parte de seu poder para suportar a força das maldições.

Em um movimento brusco Harry abriu ambos os braços com força e os comensais foram jogados para trás pela força esmagadora que se desprendeu do moreno, que riu cinicamente enquanto via os encapuzados levantando-se com dificuldade.

- Aquosa. – Harry falou baixinho e um jato de água disparou de sua varinha atingindo todos os comensais a sua volta, em seguida um sorriso brincou nos lábios do moreno enquanto proferia outro feitiço. – Radium.

Vários raios atingiram os comensais encharcados que imediatamente sentiram descargas elétricas percorrendo seus corpos. O moreno manteve o feitiço por quase dois minutos sorrindo enquanto os comensais se contorciam por causa da corrente elétrica.

- Vamos lá, aposto que vocês podem fazer melhor do que apenas isso. – debochou Harry assim que suspendeu o feitiço.

Os comensais aos poucos foram se colocando de pé enquanto olhavam furiosos para o garoto a frente deles, aquilo doera pra caramba e eram feitiços escolares. Os comensais perceberam que estavam sendo humilhados por apenas um garoto e não deixariam que aquilo acontecesse novamente, por isso partiram para o ataque com toda a fúria que eles estavam sentindo pelo moreno naquele momento, e esse foi um erro fatal para os comensais.

Vários raios voaram das varinhas dos comensais na direção do moreno que se abaixou, como os feitiços vinham dos dois lados grande parte deles explodiram uns nos outros, mas alguns conseguiram atravessar e acertaram a seus próprios companheiros que sofreram as mais diferentes lacerações pelo corpo.

- Mas vocês são mesmo burros hein. Como podem cair no mesmo truque duas vezes? – debochou Harry enquanto se colocava novamente de pé e fazendo uma contagem mental percebeu que agora eram apenas cerca de trinta comensais da morte a sua volta. – Quer saber, vamos elevar o nível da brincadeira.

Depois de dizer isso o moreno guardou sua varinha no bolso traseiro da calça que estava usando e antes que os comensais começassem a achar que ele era louco por estar recolhendo a varinha o moreno sacou uma espada de lâmina tão negra que parecia conter as próprias trevas, os comensais tremeram ao observar a espada sabendo que ela não era nem um pouco comum.

- Venham. – Harry chamou os comensais com um sussurro, pelo canto dos olhos havia observado Draco Malfoy aparecer e se meter na batalha contra os comensais da morte e pela determinação que via no olhar do sonserino o moreno sabia que ele havia se decidido.

Um comensal lançou a maldição da morte não se atrevendo a se aproximar do moreno, que apenas movimentou sua espada fazendo-a absorver a maldição esverdeada, o comensal arregalou os olhos surpreso com aquilo, nunca havia ouvido falar que aquilo pudesse ser feito.

Dessa vez quando a chuva de feitiços desabou sobre o moreno ele não conjurou nenhum feitiço para se proteger, apenas golpeou os feitiços mais mortais com a espada enquanto era atingido por um ou outro feitiço que não lhe causava muitos danos, então Harry avançou contra os comensais que estavam a sua frente.

O primeiro comensal da morte teve sua cabeça decepada pela lâmina negra, em seguida completando o movimento o moreno afundou sua espada no peito do comensal logo ao lado daquele que ele decepara a cabeça. Desceu a espada em diagonal acertando um outro comensal da morte ao mesmo tempo em que usava sua mão esquerda golpeando um encapuzado logo a seu lado que caiu no chão com o pescoço quebrado.

Naquele momento os comensais estavam começando a entrar em pânico, pois estavam percebendo que acabariam morrendo naquele dia, e o problema era que eles não podiam debandar, pois as ordens de Voldemort haviam sido claras. Deveriam levar ao menos o corpo de Harry Potter ou então poderiam se considerar homens mortos, o que não lhes dava muita opção a não de tentar matar aquele que estava acabando com eles.

Em poucos minutos muitos comensais já estavam no chão mortos ou agonizando, o moreno parecia dançar com a espada ceifando a vida dos comensais como se eles não fossem absolutamente nada. Agora restavam pouco mais de dez comensais em pé e ainda lutando contra o moreno, mesmo que estivessem apavorados sabendo que iriam morrer em breve.

- Cansei. – falou Harry subitamente ficando ereto como um rei enquanto apontava a espada para os comensais e em seguida bradou com força – Hesquan.

Um jato amarelado disparou da espada negra acertando em cheio os poucos comensais que ainda estavam de pé, foi quase instantâneo o que ocorreu com eles. A pele dos comensais começou a derreter enquanto eles gritavam enlouquecidos e tentavam fazer com que a dor parasse levando as mãos para o rosto e partes do corpo.

Aos poucos eles desabaram ao chão se contorcendo e gritando, até que os gritos passaram a ser nada mais do que pequenas lamúrias e se dissiparem enquanto o resto do corpo deles derretia. Poças gosmentas formaram-se no local onde os corpos dos comensais estavam, mas Harry não ligou e virou-se olhando para os corpos dos comensais que ainda agonizavam.

- Não vou deixar vocês vivos. – o moreno sussurrou baixinho enquanto se aproximava mais deles, pode ver vários deles mortos, mas alguns ainda estavam respirando, por isso concentrou-se e apontou sua espada na direção deles bradando – Átrios.

Raios negros dispararam da ponta da espada atingindo um a um os comensais no chão, em seguida os corpos deles se incendiaram, mas não eram chamas comuns. As chamas eram tão negras quanto a lâmina da espada do moreno, e diferentemente de chamas comuns que queimavam o que tocavam, aquelas chamas queimavam a alma dos comensais da morte, que não puderam esboçar nenhum tipo de reação.

Em seguida Harry virou-se olhando em direção aos amigos e percebeu que eles não resistiriam muito tempo com as investidas dos comensais da morte, por isso guardou sua espada e com um feitiço convocatório trouxe a pistola FN Five Seven que estava em seu bolso ao mesmo tempo em que realizava um feitiço fazendo que ela voltasse ao tamanho normal, logo disparou contra os comensais da morte.

Acertou o primeiro comensal diretamente na cabeça, o mesmo caiu para trás sem nem saber o que o havia atingido. Não se importando com a surpresa tanto dos comensais como dos amigos continuou disparando sem parar, sempre acertando um comensal alternando entre a cabeça e o coração, cada tiro acertava o alvo sem nem mesmo o moreno precisar mirar muito bem.

Esse era um dos talentos que ele mais apreciava, ser capaz de visualizar um quadro geral e disparar com precisão, seu treinamento lhe ensinara muitas coisas e ele podia atirar em um alvo em movimento de longa distancia e ainda assim o acertar. Por isso que ele era considerado o melhor assassino de todos os tempos, sua mira era precisa e desde sua primeira missão ele nunca errava seu alvo, essa era sua principal marca.

Disparou novamente explodindo a cabeça de mais um comensal quando chegou próximo aos amigos, mas quando ele tentou disparar novamente ouviu o clique familiar da arma descarregada. Praguejando jogou a pistola para trás de sua cabeça e ela desapareceu na frente dos olhares de todos, embora ninguém soubesse a pistola reapareceria em cima da cama do moreno no dormitório masculino da grifinória.

- Sortudo. – Harry falou sorrindo sadicamente na direção de Rockwood que só não estava morto porque as balas haviam acabado, mas quando o comensal o atacou o moreno sorriu com ainda mais intensidade – Ou não.

Rosnando como um animal o moreno avançou desviando-se do feitiço que vinha em sua direção e acertando um forte soco no estômago do comensal que curvou-se atordoado e cuspindo sangue, mas antes que ele pudesse cair de joelhos no chão Harry acertou uma joelhada no rosto do homem que voou para trás enquanto o sangue espirrava pela boca e pelo nariz do comensal.

Rockwood caiu de costas no chão praticamente desmaiado e sem forças, nunca havia sido atingido com tanta força antes. O moreno aproximou-se dele olhando com desdém para o comensal que estava liderando aquele ataque a Hogsmeade, em seguida pisou com força na garganta do comensal, o barulho do pescoço sendo quebrado arrepiou os amigos que estavam vendo o moreno atingir impiedosamente o comensal da morte.

Harry ignorou as expressões espantadas dos seis adolescentes e levando as mãos até a parte de trás de sua cintura sacou as duas Glock’s e começou a andar em direção aonde um grupo de comensais ainda duelavam com alguns aurores, o moreno apontou as duas pistolas naquela direção e passou a disparar, o barulho seco dos tiros ecoava pelo povoado e a cada novo som de disparo um inimigo desabava morto no chão.

Conforme o moreno se aproximava ainda disparando os aurores haviam apontado as varinhas instintivamente para o garoto, mas ao perceberam que eles não eram os alvos resolveram não interferirem, pois ainda tinham muitos comensais vivos. O clique indicando que os pentes vazios voltou a se ouvir e Harry apertou os botões com os polegares em cada uma das armas ejetando os pentes vazios, em seguida o moreno levou ambas as armas as suas costas e encaixou os pentes reservas nas pistolas voltando a posição anterior e atirando em seguida.

Os comensais bem que tentaram acertar o moreno com feitiços, mas estranhamente uma barreira invisível desviava todos os feitiços que eram destinados ao moreno. Os aurores suspiravam aliviados, pois estavam claramente perdendo para os comensais, sem contar que tinham tido cinco baixas e outros oito aurores estavam gravemente feridos.

Agora faltavam apenas mais quatro comensais da morte vivos, o moreno disparou mais duas vezes acertando um tiro no peito e outro na cabeça de um dos comensais da morte, disparando logo depois contra a testa do segundo, agora restavam apenas mais dois comensais, mas antes que o moreno pudesse atirar novamente os dois caíram de joelhos no chão.

- Por favor, tenha piedade. Poupe-nos. – suplicou um dos comensais que estava chorando naquele momento sabendo que a morte era certa.

- Tenha misericórdia Senhor, nós temos família. – disse o outro comensal da morte, embora este não estivesse chorando, encarava o moreno de frente embora estivesse de joelhos – Por favor, tenha piedade de nós.

- Piedade é para fracos. – rosnou Harry sorrindo friamente para os dois antes de apertar o gatilho das pistolas.

As balas acertaram as cabeças dos comensais e devido a carga de magia que o moreno colocara naquelas duas balas as cabeças dos comensais explodiram lançando miolos e sangue em cima de Harry e dos aurores, mas ao contrario dos deles o moreno não ligou para seu estado, enquanto que alguns dos aurores acabaram vomitando pela visão dos miolos em seus corpos.

O moreno quase riu ironicamente por causa disso, mas se conteve enquanto se virava para os amigos que estavam se aproximando dele e pela cara de alguns deles não haviam gostado nem um pouco do que ele acabara de fazer.

- Vamos voltar para Hogwarts antes que mais deles apareçam. – Harry falou friamente em direção dos amigos e não esperou que eles concordassem antes de virar as costas e ignorar completamente os aurores que tentavam falar com ele enquanto ele atravessava o povoado em direção ao caminho que o levaria de volta a Hogwarts.

Eles andaram em silêncio por vários minutos. O moreno estava bastante concentrado rastreando os poderes da garota que parecia estar lutando com alguém, concentrando-se um pouco mais o moreno reconheceu a magia de Dumbledore e sorriu friamente ao imaginar o velhote levando uma surra de uma garota, pena que ele não estava lá assistindo aquilo, por isso apressou o passo.

- Porque você os matou? – Hermione perguntou quebrando o silêncio quando já estavam chegando aos portões do castelo.

- Porque sim. – respondeu Harry dando de ombros indiferente sem nem ao menos olhar para trás para a garota.

- Como assim, porque sim? – questionou a garota levemente irritada por estar recebendo respostas lacônicas – Eles pediram pela vida deles, imploraram para que você os poupasse, você ouviu eles dizendo que tinham família e mesmo assim você os matou.

- E daí? – retrucou Harry parando e encarando a garota com os olhos frios e impiedosos – Eram bastardos que mereciam morrer, monstros sem honra, eles não tem piedade com as pessoas que torturam e matam, porque eu teria com eles?

- Porque é exatamente isso que nos torna diferente deles, nós não podemos torturar e matar indiscriminadamente as pessoas, não importa o que elas já fizeram. – Hermione falou firmemente obtendo uma risada incrédula de volta.

- Você é idiota ou o que garota? – Harry zombou olhando friamente para a garota antes de voltar a falar seriamente – Então na sua concepção devemos prender os comensais da morte e trancafiá-los em Azkaban?

- É obvio que sim. – respondeu a garota convicta do que falava, mais uma vez ganhou uma risada sarcástica ante sua afirmação.

- Então vamos prender Voldemort e jogá-lo em uma cela qualquer na prisão? – perguntou novamente e dessa vez Hermione não soube o que responder ao garoto – Entenda de uma vez por todas garota, inimigos devem ser mortos, não presos. Inimigos presos apenas ficam com mais raiva e ódio de você, e quando eles finalmente escaparem virão atrás de quem os prendeu com sede de vingança, não existe nenhuma vantagem em manter inimigos presos e vivos.

- Isso não é motivo para sairmos por aí matando a torto e direito. – Hermione falou sem muita convicção na voz.

- Olha garota, isso é uma guerra, e na guerra se deve matar seus inimigos. – falou Harry com voz letal se aproximando de Hermione que recuou dois passos assustada com o tom de voz do moreno – Se não pretende matar os comensais da morte, então não entre na batalha porque eles certamente vão matar você.

Logo depois o moreno virou novamente as costas para eles e voltou a caminhar dessa vez ainda mais rápido do que antes. Draco apenas observara o que o Potter falara um pouco mais atrás dos outros, silenciosamente concordava com que o moreno falara, sabia que era verdade o que ele dissera. Eles apressaram o passo até alcançar o moreno que caminhava mais a frente.

O restante do caminho eles fizeram em silêncio e dessa vez nenhum deles ousava quebrá-lo, logo chegaram aos portões do castelo e o atravessaram encontrando todos os estudantes de Hogwarts observando uma batalha que acontecia entre ninguém menos que Alvo Dumbledore contra uma figura feminina, o que os deixou surpresos foi perceber que o diretor estava sendo torturado pela garota que demonstrava ser incrivelmente poderosa e jovem, mas Harry sabia quem ela era e finalmente poderia enfrentar a tão temida guerreira de Voldemort, ou a Princesa Negra como também era conhecida.
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Dumbledore aproveitara aquele era um dia de passeio a Hogsmeade para sair da escola e pesquisar algumas coisas, ele pelo menos tentou descobrir algo mais sobre Hades que pudesse ajudar a desvendar o mistério que era aquele assassino, mas infelizmente nenhum dos informantes que ele possuía tanto no mundo bruxo como no mundo dos trouxas pode ajudar em qualquer coisa, ninguém sabia nada sobre ele.

Também tentara descobrir mais sobre Harry Potter, naquela tarde ele voltara a Rua dos Alfeneiros e conversara com os tios do garoto tentando entender os motivos para ele ter fugido quando era pequeno saindo frustrado de lá quando não obteve nenhuma colaboração por parte dos trouxas que eram parentes do Potter.

Depois acabara indo em uma busca na antiga escola do garoto, onde não resultara nenhuma informação adicional das que ele já possuía, ou seja, não sabia nada sobre Harry Potter e também não tinha nada que pudesse usar para controlá-lo, mas não desistiria tão facilmente assim. Encontraria alguém que pudesse se dedicar a pesquisar a vida do garoto a fundo, alguém que tivesse inúmeros recursos e nenhum escrúpulo em usar qualquer método para obter as informações que buscava, alguém como Nathan.

Sim, era isso que ele faria. Contrataria os serviços do Caçador de Recompensas tanto para descobrir sobre Harry Potter como para Hades, então deixaria as coisas acontecerem, pois se Nathan não conseguisse descobrir algo sobre um dos dois dificilmente algum outro conseguiria, afinal ele era o melhor que existia.

O diretor passou o restante da tarde no Ministério da Magia conversando com o Ministro e depois com os aurores, mas nenhuma das conversas foram produtivas no ponto de vista do diretor que suspirou enquanto entrava em uma lareira no Átrio do Ministério e partia para sua sala em Hogwarts, se ele tivesse se demorado um minuto a mais teria descoberto sobre o ataque a Hogsmeade ainda no ministério.

Mas Dumbledore apareceu em seu escritório e ele foi diretamente até um armário próximo ao poleiro de Fawkes e depois de abri-lo pegou uma garrafa de cerveja amanteigada e em seguida passou a beber lentamente, aquele era um luxo a que o diretor se permitia ter em sua sala, assim como os variados doces tanto bruxos quanto trouxas.

Estava sentado tomando a cerveja calmamente quando um Sirius muito agitado entrou pela porta de sua sala sem nem ao menos bater.

- Diretor... – ofegou Sirius respirando rápido, ainda não podia acreditar no que os alunos o haviam informado assim que começaram a entrar pelos portões da escola – Há comensais da morte atacando o povoado de Hogsmeade.

- Como? – Dumbledore piscou surpreso pela noticia enquanto colocava a garrafa de cerveja amanteigada em cima de sua mesa e se levantava rapidamente se aproximando do animago que continuava agitado.

- Os alunos foram evacuados por três aurores, mas antes que eles estivessem aqui alguns ainda conseguiram ver os comensais aparecendo no vilarejo. – explicou Sirius rapidamente enquanto andava de um lado para o outro - Os aurores do ministério já reforçaram a segurança e agora devem estar combatendo os comensais.

- Vamos para lá imediatamente. – falou Dumbledore saindo pela porta de sua sala e descendo as escadarias que davam para os corredores de Hogwarts, Sirius seguiu o diretor da escola de perto acompanhando os passos rápidos do velho.

Demorou alguns minutos para que eles conseguissem chegar ao salão principal onde dezenas de alunos estavam acomodados esperando noticias, os dois homens passaram pelo centro do salão dirigindo-se as portas do salão e em seguida saíram, os alunos acompanharam o diretor e o Professor de perto e a maioria deles correu para acompanhar o mesmo, mas quando saíram viram uma cena que surpreendeu a alguns e deixou os que sabiam quem aquela garota era completamente apavorados e excitados ao mesmo tempo, afinal o Lorde das Trevas só enviava sua arma quando a missão era de extrema importância e envolvia a morte de alguém poderoso, o que no caso eles acreditavam ser o diretor de Hogwarts.

Dumbledore e Sirius desciam as escadarias e estavam prestes a se encaminhar para os portões quando uma presença forte e sombria se fez presente assustando o animago que virou-se em direção a floresta vendo um vulto caminhando calmamente em direção ao castelo.

Mas Dumbledore viu mais do que apenas um vulto, ele sentiu a energia opressora que desprendia do ser que se aproximava, era uma energia ao mesmo tempo negra e sombria, com uma presença quase infantil de seu portador que no caso era uma garota, os contornos femininos já eram possíveis ser vistos.

Com um choque Alvo Dumbledore soube a quem aquela energia poderosa pertencia, mesmo nunca tendo enfrentado ela antes ou muito menos a visto, o diretor sabia que ela era forte e que obedecia as ordens apenas de Voldemort. Pelas informações que Snape lhe passara ela não passava de uma boneca sem emoções que fazia o que lhe era ordenado e se ela estava ali naquele momento queria dizer que o Lorde das Trevas finalmente a enviara para matá-lo. Na verdade até que demorou bastante, pensou o diretor com um súbito humor negro antes de se adiantar até o centro do jardim do castelo indo de encontro com Isabel.
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Isabel andava pela Floresta sem se preocupar com os perigos que ela pudesse vir a encontrar, o Lorde das Trevas lhe ordenara que ela seguisse pelo interior da Floresta até Hogwarts onde deveria esperar que seu alvo chegasse de Hogsmeade e então deveria matá-lo.

Ela voltou a pensar nas sensações que vinha sentindo a algum tempo, na verdade a mais de um ano que se sentia “diferente”. Não se lembrava de nada que pudesse ser considerado bom em sua vida, fora treinada desde o dia em que nascera, sabia que um casal de comensais da morte leais a Voldemort haviam a criado e moldado para obedecer ao Lorde das Trevas.

Durante toda a vida que passara com o casal tudo o que ela conhecera fora uma cela no porão da casa, ela não tivera infância nenhuma, na verdade nem sabia o que essa palavra realmente significava. Não tivera vida e não tivera nada, tudo o que recebia eram treinamentos em magia, além dos treinamentos em lutas trouxas. Nunca questionara os motivos para ser tratada daquela maneira, fora tratada como um animal e era daquela maneira que ela sempre agira.

Mas o casal cometera um erro fatal em seu treinamento, eles lhe ensinaram as artes da oclumência e da legilimência. Com a oclumência ela aprendera aos poucos a esconder todos os poucos sentimentos que ela ainda conseguia sentir, assim como usara a legilimência para absorver o máximo de conhecimento possível de seus alvos.

Lembrava-se da primeira vez que vira seu verdadeiro mestre, fora dois dias depois do retorno dele, assim que o vira sentira um arrepio gelado em sua espinha, mas em seu rosto não havia expressão alguma, ela conseguira enganá-lo desde então e obedecia as ordens dele sem contestar, afinal era tudo o que conhecia do mundo, aquela fora a primeira vez que saíra de sua cela no porão da casa dos comensais que a criaram.

Mesmo tendo sido criada em constante treinamento no fundo era apenas uma criança assustada que estava descobrindo um mundo novo e desconhecido, por isso o medo de perder o pouco da segurança que tinha a levara a passar a seguir Voldemort. Mas desde seu primeiro alvo ela fora se modificando embora escondesse isso dele, sua primeira missão fora matar um comensal da morte que estava passando informações para o Ministério.

E enquanto ela esperava o comensal aparecer na casa em que estava se escondendo ela vira crianças brincando, crianças da idade dela e entrara na mente de cada uma delas vendo como a vida que elas levavam era totalmente diferente da sua. A partir daquele dia Isabel absorvia lembranças de seus alvos e de todas as pessoas que encontrava no decorrer de cada uma das missões, comparando todas com sua vida e aprendendo a falar e se comportar como pessoas comuns.

E foi na mente de um de seus alvos que ela descobrira o que era e o que o Lorde das Trevas pretendia fazer quando chegasse a hora, mas mesmo sabendo sobre os planos que Voldemort tinha para ela, Isabel não podia simplesmente fugir, conhecia muito pouco sobre as pessoas e sobre o mundo mesmo com todas as informações que absorvera das pessoas não estava preparada para viver sozinha. Sabia que era forte, mas duvidava que conseguisse se esconder por muito tempo da fúria do Lorde das Trevas e então acabaria presa em uma das masmorras dele até que chegasse o dia que ele faria o ritual e roubaria seus poderes e sua vida.

Saiu de seus pensamentos ao observar que estava na orla da floresta e já podia observar o castelo de Hogwarts, sentiu um poder forte na entrada do castelo e pensando se tratar de seu alvo expandiu seus poderes deixando claro sua presença no local, mas ao se aproximar viu que se tratava do diretor da escola, o todo poderoso Alvo Dumbledore.

Sentiu o olhar dele sobre si, por dentro ria cheia de desdém enquanto o via caminhar em sua direção parecendo disposto a enfrentá-la, usou magia para rastrear a escola e descobriu que não havia nenhuma presença de grande poder o que significava que o alvo ainda não voltara ao castelo, o problema era que ela já se revelara e não poderia ficar parada esperando que o tal Potter chegasse.

- Saia desta escola imediatamente. – ouviu a voz serena e firme do velhote a sua frente e direcionou a ele um olhar sem nenhum sentimento que o fez se arrepiar, por dentro Isabel sorriu ainda mais com aquela reação.

- Não. – um sussurro baixo foi tudo o que Isabel respondeu ao diretor que engoliu em seco ao ouvir sua voz.

- Então terei de tirá-la a força. – Dumbledore falou novamente apontando a varinha para a garota que nem se moveu – Glacius.

Um jato esbranquiçado saiu da varinha do diretor e estava para acertar a garota quando simplesmente se dissipou fazendo o diretor arregalar os olhos surpreso, assim como os alunos que estavam assistindo o inicio do duelo. Sirius ficou chocado com aquilo, pois a garota nem sequer se movera para se defender do feitiço e ele simplesmente desaparecera.

Sacando uma varinha de dentro das vestes a garota apontou para o diretor e um jato azulado disparou na direção dele que conseguiu se desviar e contra-atacar com um feitiço antigo e poderoso de cor prateada, mas surpreendentemente ela criou uma barreira dourada que repeliu o feitiço de volta para o diretor que não teve tempo para se desviar e foi atingido pelo próprio feitiço.

Cortes superficiais apareceram pelo peito e corpo do diretor que se levantava com dificuldade, uma das qualidades daquele feitiço era que deixava a pessoa atingida atordoada por alguns segundos, segundos que Isabel não desperdiçou e avançou contra o diretor e antes que ele percebesse foi atingido por um soco na face esquerda sendo lançado com força novamente ao chão.

Isabel não esperou que o velhote se recuperasse e chutou as costas dele com força fazendo com que ele rolasse por cerca de três metros antes de parar. Aos poucos o diretor recuperou-se e se levantou devagar sentindo algumas dores pelo corpo a cada esforço, só sentira tamanha dor uma vez na vida e não fazia mais de uma semana que o incidente ocorrera.

Assim que se colocou de pé Dumbledore não perdeu tempo e lançou um feitiço negro contra a garota que bloqueou com um poderoso feitiço escudo, em seguida a garota lançou um feixe de luz azulada ao mesmo tempo em que o diretor lançava um feitiço arroxeado, os dois feitiços encontraram-se no meio do caminho e se forçaram um ao outro até que o feitiço de Isabel venceu e quase atingiu o diretor no peito, ele conseguira se jogar ao chão e o feitiço explodiu na parede do castelo atrás dele, rachando-a de cima a baixo.

Isabel viu o velho se levantar novamente enquanto lançava feitiços em cima dela, um feitiço atrás do outro enquanto ela bloqueava a maioria dos feitiços e se desviava dos outros, embora o diretor não houvesse percebido ela se aproximava vagarosamente dele cada vez que se desviava dos feitiços até que esteve próxima o bastante e desviando de um feitiço que o diretor lançou a queima roupa atingiu-o com um chute na altura das costelas, mas como o braço esquerdo dele estava estendido ao lado do corpo a garota acertara mais o braço do que as costelas, o que causou o rompimento do osso do braço do velho, o som do osso quebrando ecoou pelos jardins e todos conseguiram ouvir claramente o barulho.

O uivo de dor que o diretor lançou após ser atingido teria provocado pena em qualquer pessoa, mas Isabel não tinha pena de ninguém enquanto lutava, na verdade não conhecia aquele sentimento e por isso socou o rosto do velho que estava ajoelhado no chão, o impacto do soco foi o suficiente para fazer com que ele desabasse no chão, a varinha havia voado de sua mão e se encontrava fora do alcance do velho.

Isabel lançou a maldição cruciatus enquanto apontava a varinha para o velho, logo ouvia os berros de dor que ele lançava. Mesmo que estivesse duelando com o diretor ela não se desconcentrara em nenhum momento e mantivera seus poderes concentrados nas pessoas em volta dela, se alguém tentasse algo acabaria se juntando ao diretor no chão.

Mas todos estavam paralisados de medo e surpresa para esboçarem qualquer reação que não fosse o choque. Em seguida a garota passou a lançar feitiços de corte pelo corpo do velho arrancando mais gritos de dor dele, Isabel não estava ligando a mínima para os gritos ou os pedidos para que parasse com a tortura.

Aquela era uma faceta que ela descobrira sobre si mesma, de alguma maneira gostava de torturar seus alvos, provocar a dor deles e transformá-los em nada mais do que chorões antes de matá-los. Estava resolvendo por quanto tempo mais continuaria torturando aquele velhote quando sentiu algo, talvez fosse seu instinto a avisando, não soube identificar o que era, pois nunca havia sentido aquele tipo de coisa antes.

Mas o fato era que algo a fez olhar em direção aos portões da escola e lá ela viu sete figuras olhando diretamente para ela e para o diretor que estava a seus pés. Por alguma razão Isabel concentrou-se no mais alto deles descobrindo um segundo depois que ele era seu alvo, um arrepio percorreu seu corpo sabendo que ali estava um adversário que não seria tão fácil de ser vencido como aquele diretor fora, ali estava Harry Potter.






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