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1. Retornando à Hogwarts


Fic: WEASLEYs: por que ruivos também amam.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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 Capítulo Um:


 Narração por Angelina.


 


 Olhei em volta e a agitação fora da normalidade tomou conta de mim, me fazendo sorrir ao me lembrar de que estava na plataforma 9 ¾ novamente, seguindo para mais um ano em Hogwarts. Era bom estar de volta.


 


 As pessoas andavam de um lado para o outro, com malões e corujas, embarcando suas crianças no expresso de Hogwarts. Podia-se notar que algumas delas estavam terrivelmente confusas, o que me fez pensar que talvez fossem nascido-trouxas. Não que eu tivesse algo contra. Longe disso. Fora apenas uma observação mal interpretada quando dita em voz alta.


 


 Eram quase onze horas, horário em que o trem costumava partir e, como sempre, Fred e Jorge estavam atrasados. A família Weasley, por mais que tentasse, não conseguia estar dentro do horário, principalmente quando se tratava de embarcar seus quatro filhos, mais Harry e Hermione no expresso.


 


 Assim, embarquei sem eles, afinal, eu não perderia um ano esperando dois ruivos chegarem à plataforma na hora. Arrastei meu malão até uma cabine vazia. Muitas das outras estavam cheias, ou melhor, transbordando de alunos. Não sabia se o expresso agüentaria muito mais alunos se continuassem a receber novatos daquele jeito.


 


 Entrei na cabine e comecei a guardar meu malão e minha coruja, com alguma dificuldade, logo depois me acomodando no banco macio de que o trem dispunha. Era realmente ótimo estar de volta.


 


 Observei dois ruivos assustadoramente iguais passarem pela porta da minha cabine. Sorri. Passaram de novo. E mais uma vez.


 


 Idiotas, pensei. Mas mal completei o pensamento e eles me encontraram, invadindo minha cabine e falando em coro:


 


 - Oi, Angelina. – Fred e Jorge guardaram seus malões junto com o meu e vieram fazer o diário cumprimento: ambos beijaram minha face juntos, um de cada lado. Revirei meus olhos para aquilo, mas como sempre, não pude reclamar.


 


 - Oi, meninos. – respondi.


 


 Eles sentaram no banco à minha frente, jogaram-se na verdade, e começaram com o costumeiro interrogatório:


 


 - Pensei que tivéssemos pedido a você que esperasse por nós... – começou Fred.


 


 -... para embarcarmos juntos. – terminou Jorge.


 


 Suspirei. Tornara-se um ritual: todo verão eles me mandavam uma carta pedindo isso. Mas eu nunca fazia o que queriam.


 


 - Se vocês tivessem chego mais cedo eu esperaria. – respondi.


 


 Eles se entreolharam. O gesto era tão impossivelmente igual que tive que rir.


 


 - Mas nós chegamos na hora. – discordaram juntos.


 


 - Sei disso, mas se eu tivesse esperado vocês, ou não haveria tempo para embarcar, ou não encontraríamos cabine e passaríamos a viagem no corredor.


 


 Jorge bufou. Ou me pareceu ser Jorge.


 


 - Você sempre diz isso. – exclamou.


 


 - E sempre tenho razão. – discordei.


 


 Eles bufaram juntos.


 


 Revirei meus olhos em sinal de que não ligava e abri um exemplar do Profeta Diário para começar a ler as reportagens que me interessavam. Não fui muito longe. Logo senti que haviam olhos me encarando.


 


 Suspirei.


 


 - Pois não? – indaguei abaixando o jornal e encarando a ambos os gêmeos. Ainda não sabia quem era quem.


 


 Na hora, eles pararam de cochichar. Fred olhou para o teto e começou a assoviar e Jorge parecia interessado na paisagem lá fora. Levantei uma sobrancelha. Já podia imaginar o final disso: eu diria que não era mesmo de meu interesse, mas no final acabaria cedendo saber do que eles falavam por minha alta taxa de curiosidade.


 


 - Humpf. – exclamei e voltei-me para meu jornal, ignorando a presença de ambos. Podia ouvir que voltaram a cochichar.


 


 Apurei os ouvidos, mantendo os olhos no jornal, mas não lendo nada do que estava escrito.


 


 - Eu disse a você que este comportamento estranho dela era por falta de alguns amassos. – ouvi Jorge dizer.


 


 - Não sei. Sou capaz de dizer que é TPM. – Fred discordou.


 


 - Você acha?


 


 - Quer apostar?


 


 - Dois galeões. – apostou Jorge.


 


 - Fechado. – Fred acatou a aposta.


 


 Pude sentir que meu rosto esquentava de raiva. Eles sempre escolhiam um assunto interessante para começar o ano com o pé direito. Tudo para se vingarem por eu não os ter esperado para entrarmos juntos no expresso.


 


 Era assim. Eles começavam sussurrando para que eu não escutasse, mas quando percebiam que tinham atraído minha atenção, falavam pouco mais alto para que eu pudesse ouvir. Isso não devia ser necessariamente irritante, ainda mais depois de tantos anos convivendo com a mesma cena, mas era irreversível. Sempre funcionava.


 


 - Parem de falar de mim como se eu não estivesse presente! – ralhei, minha voz se alterando.


 


 Jorge sorriu vitorioso. Fred riu alto.


 


 - Angelina...


 


 -... relaxe.


 


 Abri a boca para dizer algo, mas fechei-a de novo.


 


 Respirei fundo algumas vezes. Nunca entendia como conseguia ficar tão brava por simples brincadeiras, mas já fazia muito tempo que desisti de encontrar a resposta.


 


 Observei ambos sorrirem de lado para mim e minha raiva se esvaiu aos poucos, dando lugar ao amor incondicional que eu alimentava a cada dia pelos ruivos. Era amor de amizade, amor de irmão. Mas ainda assim amor.


 


 Sorri de volta e disse, entrando na brincadeira:


 


 - Minha falta de amassos se deve ao fato de que tenho dois ruivos insuportáveis no meu pé. – brinquei. – E vocês deviam me agradecer por dar relevância a nossa relação. – acrescentei.


 


 Eles se entreolharam novamente.


 


 - Tem razão. Não ficaria nada bem se nossa futura noiva nos desse um par de chifres, Fred. – Jorge comentou.


 


 - Sem falar que não ficamos bem com galhada. – Fred fez chifres com as mãos e depositou na própria cabeça.


 


 Eu ri.


 


 - O que fizeram nesse verão? – perguntei.


 


 Sem hesitar, eles começaram juntos, como sempre, uma narração demorada sobre como fora o verão e as coisas que aprontaram:


 


 - Ah, foi espetacular!


 


 - Realmente muito bom!


 


 - Jogamos muito quadribol com Harry, Rony e Gina.


 


 - Hermione não quis jogar, mesmo por que...


 


 - Ela não sabe.


 


 - Mas a melhor parte de todo o verão foi quando jogamos bombas de bosta no carro do papai.


 


 - Ele ficou uma fera!


 


 - Mamãe não ligou. Ela odeia artefatos trouxas.


 


 - Mudando de assunto...


 


 - Teve a vez em que pintamos o vampiro que temos no sótão de rosa com bolinhas verdes.


 


 - Ele começou a gritar quando viu. Foi hilário.


 


 - Ou quando resolvemos mudar o cabelo de Rony para azul. Acredite, ele ficou muito bravo.


 


 - E aquele dia em que transformamos os livros de Hermione em milhares de fotos do Ronald.


 


 - Ela ficou muito brava no inicio, mas acho que a vi guardando uma no bolso depois disso.


 


 - Ah, e teve a vez em que amarramos os cabelos de Gina na cabeceira da cama.


 


 - Dessa vez deu muito problema, pois não conseguimos desfazer depois, então tivemos que cortar.


 


 - Ou quando abrimos um buraco na parede.


 


 - Esse dia me pareceu igualzinho há anos atrás, quando escavamos o quintal pensando que poderíamos achar uma fonte de petróleo.


 


 - Mesmo não sabendo o que era petróleo.


 


 Eles falavam completando as falas um do outro, o que me fez ficar confusa e eu logo não sabia quem era Fred e quem era Jorge, embora não soubesse por que isso era verdadeiramente importante.


 


 Ambos continuaram entretidos em seu relato até que eu ficasse sabendo de tudo e mais um pouco. Quando finalmente terminaram, eu já me encontrava completamente animada com as novas genialidades Weasley. Eu era a única, ou pensava ser, que estava por dentro de todas as novidades sobre as criações de Fred e Jorge, que eu achava serem ótimas.


 


 Depois, eu não fui perguntada sobre o meu verão, mas isso era normal. Eles não perguntavam, pois sabiam que meu verão não era assim tão interessante quanto o deles. Mas eu alimentava boas idéias de como seria o ano e é claro que isso envolvia meus ruivos.


 


 - Terão que ter cuidado esse ano com as criações. – avisei.


 


 - Mais cuidado do que já temos? – Jorge reclamou.


 


 Ignorei-o e me virei para Fred:


 


 - Só estou dizendo isso, senhores, pelo simples fato de o irmão de vocês, Ronald, e Hermione estar no cargo de monitores. – expliquei.


 


 - Não temos que nos preocupar com o Rony.


 


 - Ele não dedura.


 


 Bufei.


 


 - Rony, talvez, mas Hermione não deixará vocês em paz. – voltei a dizer.


 


 - Daremos um jeito naquela sabe-tudo. – garantiram para mim.


 


 E por algum motivo acreditei neles.


 


 - E Filtch? Ele não vai dar trégua.


 


 - Ele não desistiu? – Jorge olhou para cima como se falasse com Merlin.


 


 - Verdade. Desde que roubamos o Mapa do Maroto, ele não nos deixa em paz! Parece praga.


 


 Eu ri alto. Mas tinha que admitir que enchia mesmo as minhas paciências.


 


 - E por falar em Mapa, vocês já terminaram a cópia do Mapa do Maroto? – perguntei.


 


 - Ainda estamos trabalhando nisso, minha cara Angelina.


 


 - Mas no mês que vem já estaremos com o resultado de alguns meses de trabalho. – ambos colocaram a mão solenemente no peito.


 


 Sorri de leve.


 


 - Como esta o Harry? Todas aquelas coisas acontecendo com ele e Dumbledore... – perguntei.


 


 Realmente a história tinha sido chocante. Li e reli todas as noticias que encontrei sobre o assunto. Passei a receber o Profeta todas as manhãs para ler as reportagens de críticos, quem estava do lado de quem, o que o ministro da magia pensava de tudo isso e etc. Não fiquei nada feliz com o que encontrei.


 


 - Ah, ele esta na pior.


 


 - Estamos do lado dele, óbvio.


 


 - Eu também. – garanti a ambos.


 


 Eles sorriram para mim.


 


 - Sabíamos que estaria.


 


 - Percy não esta.


 


 - Babaca.


 


 - Ele é irmão de vocês. – discordei.


 


 - Infelizmente. – disse Jorge.


 


 - Babaca. – repetiu Fred.


 


 - Mas... – tentei discordar, mas fui interrompida.


 


 - Não tente protege-lo, Angelina! – pediu Fred.


 


 - É, ele não merece! – concordou Jorge.


 


 - Deve haver algum motivo. – tentei ainda.


 


 - Mas não tem. – disseram juntos.


 


 Desisti de fazê-los tentar entender. Não valia a pena. Eles eram irredutíveis quando se tratavam de uma coisa pela qual tinham uma opinião própria.


 


 - Ele tem feito mamãe chorar quase o tempo todo. – contou Fred.


 


 - Disse coisas horríveis a ela. – completou Jorge.


 


 Assenti.


 


 - Tem razão, desculpem.


 


 - Sem problema. – disseram juntos.


 


 Suspirei, indignada.


 


 - Quantas vezes já pedi para não falarem em coro? – repreendi-os.


 


 - Desculpe. – disseram juntos novamente.


 


 - Estão começando a me deprimir. – respondi.


 


 - Não se suicide por nós, amor. – pediu Jorge.


 


 Revirei meus olhos para ele, mas não pude deixar de sorrir.


 


 - Já tentei fazer isso, mas decidi que vocês não sobreviveriam sem mim. – espreguicei-me. Meu corpo estava começando a ficar rígido.


 


 Arrumei meu rabo de cavalo e ajeitei minha blusa. Nessa hora, o carrinho de guloseimas passava em frente nossa cabine. Virei-me para os gêmeos:


 


 - Querem alguma coisa?


 


 Ambos sorriram para mim.


 


 - Pagaríamos nós mesmos nossos alimentos...


 


 -... mas estamos investindo nossas economias nas genialidades.


 


 Ri de leve e me levantei, retirando do bolso alguns galeões e fui até o carrinho.


 


 Comprei para cada um de nós dois sapos de chocolate, um pacote de feijõezinhos de todos os sabores, e duas tortinhas de abóbora.


 


 Paguei e voltei para a cabine. Entrei e fechei a porta, entregando a eles o que havia comprado.


 


 - Grande Angelina! – exclamaram juntos.


 


 Bufei.


 


 Sentei-me onde estava e comi um sapo de chocolate. Observei ambos assaltarem seus feijõezinhos de todos os sabores e sorri. O que eu não fazia por esses dois?


 


 - Se você parar de tentar proteger e encontrar uma razão para as coisas erradas que as pessoas fazem talvez a gente te convide para passar o Natal na Toca. – disse Jorge de boca cheia.


 


 Revirei meus olhos para ele. Este gesto havia se tornado diário e eu quase o fazia automaticamente.


 


 - Eu não faço isso. – discordei. – Apenas consigo ver o lado bom das pessoas, por pior que elas sejam.


 


 Ambos pareceram meditar sobre o assunto.


 


 - Tipo um sexto sentido? – perguntou Jorge.


 


 Dei de ombros.


 


 - Pode-se dizer que sim. – concordei. – Mas não é exatamente isso. Não sei como definir.


 


 - Não precisa. – ambos disseram.


 


 Suspirei e abri meu segundo sapo de chocolate. Comi-o calmamente, diferentemente de dois ruivos esganados que abocanhavam tortinhas de abóbora. Talvez se eu tivesse comprado mais algumas coisas, eles aguentassem esperar até o fim da viagem.


 


 Mas ainda havia o banquete de Hogwarts, então eles não passariam fome. E por que eu me preocupo? Pareço mãe deles...


 


 - O que acham que vai acontecer com Dumbledore? – puxei conversa.


 


 Eles se entreolharam, como se perguntassem um ao outro se eu deveria saber daquilo, seja lá o que for. Pelo visto, eu era digna de saber, pois Fred começou a falar:


 


 - Para ser sincero, as coisas não vão ficar nada bem para o lado dele.


 


 - Principalmente depois que Harry conjurou um Patrono na frente de um trouxa.


 


 - E sendo ele menor de idade.


 


 - Harry alegou que só havia feito aquilo por causa de dois dementadores.


 


 Meu queixo caiu.


 


 - Dementadores? No mundo trouxa? – perguntei.


 


 - Deu um rolo gigantesco.


 


 - Oficializaram o ato e mandaram para o tribunal, para que o próprio Ministro da Magia resolvesse.


 


 - E Dumbledore entrou como testemunha de defesa, pedindo para que não o expulsassem.


 


 - Alegou na frente de toda a corte que Você-Sabe-Quem retornado.


 


 - O que não melhorou nada a situação dele com o Ministério.


 


 Eu ouvia a história com atenção.


 


 - E Harry? – perguntei.


 


 Eles se entreolharam.


 


 - Ele não foi expulso.


 


 - Mas com o Ministério contra ele, poucos acreditam na idéia de Você-Sabe-Quem ter retornado.


 


 - Ele vai enfrentar um pesadelo o ano todo. – comentei.


 


 - A quem você se refere? Malfoy? – perguntou Jorge.


 


 - Também, mas vocês dois sabem que a escola inteira vai estar contra ele. Ninguém vai acreditar, pelo simples fato do Ministério não aceitar. – argumentei.


 


 - Afinal, todos seguem o Ministro. – terminou Fred.


 


 Houve um momento de silencio em que cada um ficou com os próprios pensamentos, tirando conclusões próprias. Não cheguei a nenhuma em particular, mas continuei quieta. Foi Jorge quem quebrou o silencio:


 


 - Ainda há as exceções: nós. E não creio que sejamos os únicos.


 


 - Acho difícil. – disse.


 


 - Ora, vamos, acreditar em Harry Potter é o movimento de maior rebelião contra o Ministério do momento. É claro que estamos dentro, e aqueles que não estão felizes com o trabalho do Ministro, vai entrar nessa Rebelião.


 


 - Não tira o fato de que somos poucos. – retruquei.


 


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 Depois de um tempo indeterminado, me levantei e avisei aos garotos que iria colocar o uniforme, afinal, estávamos chegando a Hogwarts nossa estadia por exatamente um ano, com exceção dos feriados.


 


 Andei, literalmente, me espremendo entre os estudantes que se encontravam no corredor, encontrando, com dificuldade, o vestiário, ou banheiro, ou o que quer que seja aquilo. Entrei.


 


 O local já estava cheio de garotas, o que me fez pensar que teria mais privacidade se me trocasse na minha cabine, mesmo com Fred e Jorge lá dentro. Afastei o pensamento, por ser simples, mas absurdo.


 


 Com certa relutância, coloquei o uniforme, dei um nó básico na gravata, refazendo meu rabo-de-cavalo.


 


 Quando estava vestindo meus tênis, observei uma garota de cabelos cheios vir se sentar ao meu lado. Hermione parecia cansada, tinha olheiras leves embaixo dos olhos, os cabelos estavam ainda mais rebeldes do que o normal. Perguntei-me como estaria Harry, afinal, era com ele que os problemas estavam acontecendo.


 


 - Oi, Mione. – cumprimentei.


 


 - Como vai, Angelina? – ela deu um leve sorriso. Não pude deixar de notar que era um sorriso triste.


 


 - Bem. E você? – perguntei.


 


 Ela fez uma careta.


 


 - Poderia estar melhor. – ela reclamou. – Harry passa por dificuldades e nos leva juntos, mesmo sendo sem querer. – Hermione soltou um suspiro pesado. – Não posso reclamar. Ele é nosso amigo e precisa da nossa ajuda. Devemos isso à ele.


 


 Segurei as mãos dela e apertei de leve.


 


 - Estou do lado de vocês. Acredito que Você-Sabe-Quem voltou. Contem comigo. Quero dar apoio, embora ache que não possa fazer muita coisa. – queria ter passado confiança, mas não sei se consegui. – Diga isso a Harry.


 


 - Vou dizer. Só por acreditar você já ajuda. – ela disse e se levantou, saindo pela porta.


 


 Senti pena. Terminei de amarrar os cadarços e me levantei. Toda a animação por estar de volta, estava perdida, anunciando que a tempestade estava começando.


 


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 O resto da viagem decorreu na mais perfeita calma. Na verdade, estava calma demais. E eu não fui a única a notar.


 


 - Meu Merlin, parecem um bando de zumbis. – Fred reclamou.


 


 Eu apenas concordei. Não havia muito que dizer e ninguém fazia muita questão de falar. A tensão estava presente em cada passo que os estudantes davam em direção ao castelo. Pareceu-me a exata cena que decorreu quando todos éramos menores e os dementadores chegaram para procurar Sirius Black. A mesma tristeza, o mesmo medo.


 


 Continuamos andando. Fred e Jorge conversavam animados sobre como teriam de caprichar este ano nas genialidades, para animar o pessoal.


 


 Não dei minha opinião sobre o assunto, mas eu concordava. Eles mereciam um pouco de alegria.


 


 - Ei, Angelina. – eles me chamaram.


 


 Olhei para ambos que andavam juntos ao meu lado, passando pelo portão do castelo. Entramos no Salão Principal e encaramos felizes, a mesa da Grifinória, lotada como sempre, mas os alunos estavam chegando ainda, então encontramos lugares para nos sentar.


 


 Eu sentei no meio de Fred e Jorge. Harry, Rony e Hermione se sentaram de frente para nós.


 


 - O que foi? – perguntei quando estávamos devidamente acomodados.


 


 - Você já deu uma olhada na Cho Chang? – Fred me perguntou.


 


 Levei meu olhar até a mesa da Corvinal. Cho estava com os olhos vermelhos e inchados. Pelo Cedrico, imaginei.


 


 - O que tem ela? – perguntei.


 


 - Parece uma torneira ambulante. – Jorge comentou.


 


 - Deixem de serem dois insensíveis! Ela acabou de perder o namorado dela. – pedi, justificando a tristeza da garota.


 


 - Eles namoravam? – Fred perguntou.


 


 Suspirei, derrotada.


 


 - Sim, eles namorav... – mas minha voz morreu quando meus olhos caíram sobre uma coisa gorducha, de roupa rosa e cara de sapo sentada na mesa dos professores. – Quem é aquela? – mudei de assunto.


 


 Eles acompanharam meu olhar e fizeram uma careta dupla quando viram para quem eu me referia.


 


 - Cruz Credo!


 


 - Meu Merlin!


 


 - Parece um botijão de gás cor de rosa. – Fred comentou.


 


 Jorge o olhou confuso.


 


 - O que é isso?


 


 - Nunca viu uma daquelas coisas baixinhas e gorduchas na oficina do papai? Artefato trouxa. – explicou. 


 


 - Não me lembro de ter visto.


 


 Revirei meus olhos. Gestos irônicos estavam se tornando frequentes da minha parte.


 


 - Essa não é a questão! – repreendi-os. – O fato não consumado é: quem é ela e o que esta fazendo aqui? – interroguei.


 


 Ambos fizeram cara de mistério e ficaram pensativos por um momento.


 


 Mas não ficamos sem saber por muito tempo, pois Dumbledore se levantou e começou a dar os mesmos avisos de sempre e... Foi interrompido? Dumbledore nunca era interrompido! Nunca mesmo! E agora aquela sapa velha que acabou de chegar soltou uma risadinha infantil, interrompendo nosso diretor.


 


 Tudo bem, ela era a nova professora de DCAT, como nosso diretor anunciara, mas ainda assim era uma coisa meio ridícula. Sem falar que ela não parecia ter a menor idéia dos mais simples princípios que envolviam a matéria.


 


 Fred e Jorge não pareciam mais felizes do que eu.


 


 -... tenho certeza de que todos seremos muito bons amigos. – ela acabava de falar.


 


 Fiz uma careta que envolvia uma mistura de desprezo e descrença.


 


 - Até parece! – murmuraram meus ruivos.


 


 O salão todo se encheu com murmúrios semelhantes e indignados, mas a mulher não pareceu notar, ou fingiu não perceber.


 


 Algo me dizia que alguma coisa estava muito errada. E eu não era a única que parecia perceber. Os professores mandavam olhares raivosos a chamada Dolores e eu não podia dizer algo melhor dos outros alunos. Os olhares que a nova professora recebia não eram dos melhores.


 


 Eu não entendia exatamente o conceito de ‘cortar práticas que devem ser proibidas’. Mas se o Ministério fosse agir, e não apenas agir, mas interferir, em Hogwarts, o ano não seria nada bom.


 


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 N/A: pessoal, esta é uma fic que acabou de me vir na cabeça e eu estou meio em dúvida de como começa-la. Me digam como ficou o primeiro capitulo, ou seja, quero comentários! Assim vou saber o que o povo pensa da minha história, por isso criticas são bem vindas também!


 


 Outra coisa: a fic não tem capa por que sou um verdadeiro desastre nesse quesito, portanto não fiquem bravos comigo! Mesmo por que, eu não consigo de jeito nenhum postar minhas imagens em site nenhum! Tentei isso uma vez, mas a imagem não apareceu aqui na FeB.


 


 Obrigado a você que vai acompanhar minha fic e obrigado a você que leu só o primeiro cap. e já desistiu.


 


 Comentem!


 


 P.S: tem uma fala de Fred e George com Angelina que menciona Cho Chang como uma torneira ambulante. Desculpe se insultei alguém com o comentário, mas para mim ela só chora! Em todo o filme da Ordem da Fênix, foi a única coisa que ela fez. (e beijou também, mas isso não vem ao caso.)


 


 

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