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1. Drª. Melissa O'Donnell


Fic: O Segredo da Magia


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Uma olhada rápida no relógio e contasta que eram 21:30h, apenas um minuto havia se passado da última vez e apenas três desde que começara a olhar o relógio impacientemente. Já amaldiçoara todas as tecnologias de redes já criadas, já esvaziara a xícara de café e pelo visto teria que fazer mais e o pior é que poderia fazer o café, servir a si e aos outros e ainda não teria terminado.

-Alguém quer café fresco? –Pergunta em voz alta após suspirar em “derrota”.

Antes que alguém respondesse, uma explosão foi ouvida e a porta de aço reforçado de quase meio metro de espessura saiu voando como se fora de papel. Rapidamente puxou os cabos que conectavam o notebook ao desktop, colocando de qualquer jeito na enorme bolsa ao lado, enquanto via homens uniformizados com varinhas nas mãos, magia contra armas semi-automáticas. Sua mão já estava em seu colar, rapidamente abriu o pingente e, quando lhe dispararam um feitiço, segurou firme a pena esfera que caíra do colar e sentiu um forte puxão no ventre. Em um segundo seria atingida por um raio colorido, no seguinte estava em um redemoinho confuso de formas e cores, então sentiu um baque forte seguido de outro mais leve. Havia caído em um chão duro de madeira e a bolsa com o notebook havia lhe acertado a lateral do corpo.

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Hermione havia me dado o jogo no sábado, já estávamos na quinta e mesmo jogando três horas por dia, ainda apanhava do maldito controle. Já estava desistindo e resolvendo finalmente dar atenção a pizza, provavelmente já fria, quando um barulho me assusta, fazendo-me pular e olhar para trás. Uma mulher extremamente parecida com Hermione havia surgido em minha sala, devia apenas ter uns poucos anos mais, talvez mais dez ou quinze centímetros de altura, mas a mais notável diferença eram os olhos azuis como o oceano.

-Você está bem? –Pergunto tentando me lembrar do provável nome dela, mas como nunca havíamos sido apresentados, estava difícil.

-Na medida do possível. –Ela fala colocando a chave de portal novamente no colar. –Eu sou Melissa O’Donnell, tia da Hermione. Desculpe invadir sua casa assim.

-Não tem o porquê, afinal fui eu quem ofereceu o apartamento para rotas de fuga de emergência. Só sinto te conhecer numa situação ruim. Agora, aceita um chá? Posso fazer enquanto você liga pra Hermione.

-Claro, obrigada. E é um prazer finalmente conhecê-lo, Harry. -Ela estava trêmula, por isso Harry apenas sorriu e a ajudou a se levantar e ir até o sofá.

-O número da Hermione ta na memória, é só apertar o 1. –Harry indica antes de ir para a cozinha.

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Melissa havia ficado intrigada ao ouvi-lo dizer que era o número um, mas resolveu deixar pra pensar naquilo depois. Apenas pressionou o número e dois toques depois ouviu a voz da sobrinha.

“Já está com saudade ou apenas desesperado e disposto a implorar para que eu te ensine uns macetes?” –Sua voz era divertida e ela parecia feliz ao receber a ligação do amigo. Foi inevitável pensar até onde ia aquela amizade, afinal como ela perguntaria se ele estava com saudade se trabalhavam juntos o dia todo? Amigos não tinham esse tipo de comportamento.

-Eu tenho certeza de que ele está de fato desesperado, a pontuação está péssima. –Fala ao olhar a pontuação que era exibida na tela da TV.

“Mel? O que houve?” –O tom subitamente preocupado indicava que ela sabia que a situação era séria, mas antes que pudesse haver uma resposta, o telefone indicava o fim da ligação.

Ela desligou na minha cara? O que deu ... -Antes que pudesse terminar de raciocinar, um estalo seco é ouvido de trás a assustando.

-Mel! O que houve? Você está bem? –A pergunta veio acompanhada por uma atenta observação a procura de sangue e ferimentos, enquanto ela corria na direção da tia, que ainda estava um tanto surpresa com a rápida aparição.

-Sim, graças a você, querida! Se não fosse o colar pra fugas de emergência talvez eu nunca mais fosse te ver. –Fala deixando um pouco de emoção escapar na voz e no abraço apertado que dava e recebia.

-Tentaram te assaltar? –Hermione agora parecia mais calma. Se afastando, indicou para que sentassem.

-Quem dera. Eu estava trabalhando quando bruxos invadiram meu laboratório...

-Me espera! –Harry fala da porta da cozinha, trazendo um bule de chá e três xícaras que eram magicamente servidas pelo bule flutuante. –Também quero ouvir o relato.

-Você foi rápido. –Melissa fala impressionada, vendo que o chá estava fumegante e sentindo um aroma forte e saboroso.

-Um pouco de magia ajudou. –Harry responde meio sem-jeito, já se sentando na poltrona ao lado do sofá, a bandeja indo para a mesinha à frente. Melissa pode perceber que ele tinha receio de que ela pudesse ter ficado traumatizada.

-Santos Dumont não inventou o avião para guerras. –Aquela fala era o jeito simples de indicar que coisas maravilhosas poderiam ser usadas tanto para o bem quanto para o mau e Harry não só entendeu como sorriu.

-Bom, agora que já estamos todos, comece o relato do início, mas não precisa ater-se a detalhes. –Hermione tinha um tom sério e bastante profissional.

-Eu estava trabalhando no meu laboratório em uma base militar secreta...

-Desculpe, mas quão secreta? Aliás, você não era médica? –Harry pergunta um pouco surpreso.

-De formação sim, mas atuo como neurocientista. Quanto à base militar, seu sigilo é tão grande que só tem conhecimento dela quem trabalha lá, além do ministro da defesa e um ou outro general de grande poder. –Harry faz um sinal de compreensão, indicando que ela poderia seguir. –Eu estava em minha mesa, na sala havia mais quatro companheiros de pesquisa...

-E quantos são no total? –Hermione pergunta parecendo achar o detalhe relevante.

-Comigo, sete. Mas geralmente não ficam mais de três ao mesmo tempo no laboratório, hoje foi uma exceção, pois estávamos à espera de resultados importantes. –Hermione pareceu satisfeita com a informação, então prossegui. -Eu ia sair para fazer um café, quando houve um barulho de explosão e eu vi a porta voar pela sala. Sorte que eu tive bastante sangue frio ao não ficar chocada com aquilo.

-A porta devia ser de aço e ter trancas especiais suponho? –Hermione pergunta entendendo minha surpresa.

-Exato. Logo depois disso vários bruxos uniformizados e sustentando varinhas entraram. Vi os feitiços voando ela sala, mas nesse ponto já estava guardando meu notebook e com uma das mãos abrindo o fecho do colar. Quando um raio vermelho veio em minha direção, fui transportada para cá. –Melissa nota que Harry e Hermione se olhavam com preocupação, parecendo ter uma “conversa” silenciosa.

-Certo. Vamos chamar reforços e então ir até lá ver se conseguimos prender alguém ou salvar dados. –Hermione fala e, com o canto dos olhos, Melissa vê que Harry se levantava e ia até a janela com a varinha em mãos.

-Não há dados a serem salvos. –Sorri ao ver a surpresa nos olhos de Hermione. –Projetei com um técnico o sistema de segurança. Na hora em que a porta foi forçada, um alarme silencioso tocou na central de segurança do prédio, depois um dispositivo lançou um gás incolor e inodoro para fazer os invasores adormecerem, ao mesmo tempo um outro gás inodoro e cinzento como uma fumaça bem discreta foi liberado para tornar qualquer documento ilegível. Sempre há poucos documentos impressos, eles são rapidamente destruídos depois de usados. E nenhum dado fica gravado nos computadores do laboratório, estão todos comigo.

-Me parece ser um sistema aprova de falhas. Mas isso também significa que os outros cientistas serão levados para interrogatório e os invasores não ficarão muito tempo lá. –Harry conclui parecendo agitado, os olhos fixos no circulo dourado no chão, onde Hermione e eu aparecemos.

-Isso depende de como procurassem os dados, também temos que levar em consideração os militares que iriam defender o local. –Hermione raciocina rápido, provavelmente já calculando as possíveis rotas de fuga e os métodos de ação do grupo.

Um grande estalo vem de trás, onde vejo um conjunto de homens no circulo dourado, um tanto espremidos. A movimentação de Harry e Hermione indicava que eram os reforços e que estes iriam ao laboratório.

-Mel, preciso que pense no seu laboratório para que Harry e eu vejamos onde teremos que aparatar. –Hermione pede já me puxando para onde os homens estavam aguardando.

-Eu mostro, mas vocês terão que me levar. Só comigo terão segurança com os militares. –Falo determinada e vejo que Hermione protestaria, mas Harry a interrompe.

-Está certa. Rapazes, segurem em nós e se preparem para se defender de ataque trouxa e bruxo. –A postura de Harry era a de liderança, em nada lembrava o rapaz gentil que estava frustrado com um jogo de vide-game.

Harry e Hermione me encaravam enquanto eu me concentrava no laboratório. No instante seguinte senti uma sensação horrível de choque, meu corpo parecia se desprender do meu corpo para depois se juntar. A sensação era tão desagradável, que me senti desorientada e com vontade de vomitar, ato que me orgulho de não ter feito.

-Parados! O menor movimento e atiramos. –Me viro para olhar e fico em choque. O meu precioso laboratório estava destruído, havia um corpo inimigo no chão, nenhum sinal de meus colegas de trabalho ou de qualquer outro invasor.

-Está tudo bem, Greg. Eu estou com minha sobrinha e seus companheiros de trabalho, são todos militares e vieram me dar apoio. –Tomo a frente em explicar, deixando meu crachá visível e me referindo ao primeiro nome do Major Johnson, um jeito de acalmar a situação.

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Harry caminha com passos curtos e desleixados, os ombros curvados pra frente, mãos inquietas que variavam entre se ocultar no bolso o bagunçar os cabelos. Era a marca do tédio e do aborrecimento.

-Começa a se arrepender de ser auror? –Pergunto sem resistir à provocação.

-Era mais fácil quando nós só íamos atrás dos bandidos! –Confessa me olhando de lado.

-A burocracia faz parte de todo governo organizado. Claro que às vezes peca-se pelo excesso, mas melhor mais que menos. –Hermione recebe um olhar enviesado e ri discretamente enquanto entravam em sua sala. –Oi, Mel. Esteve confortável?

-Tanto que quase morri de tédio. A intenção era me deixar de castigo? –Pergunta mal-humorada ao vê-los.

-De castigo estávamos nós! Não tem idéia do monte de papel que tivemos que preencher. –Harry fala aborrecido, jogando-se em sua cadeira atrás da mesa bagunçada. Já Melissa estava sentada atrás da mesa impecável de Hermione, a qual se senta na mesa de Harry após tirar uns papéis do caminho.

-Aparentemente invadir um laboratório ultra-secreto do governo, lançar feitiços e obliviar militares é um péssimo negócio. Por sorte nosso chefe se recusou a sair da cama para mexer com relatórios. Então depois de preenchermos um monte de justificativas, conseguimos liberação para ir para casa.

-Ir pra casa? Mas e os bandidos e os meus colegas de trabalho? –Melissa pergunta sem gostar muito daquela calma toda.

-Os aurores do turno da noite e com conexões na inteligência trouxa estão averiguando as pistas do local do crime. Uma equipe foi designada para ir a sua casa, já que como chefe do grupo de pesquisa, provavelmente irão procurar por você e os dados. Por isso você vai comigo pra minha casa, amanhã voltaremos para cá de manhã e tomaremos formalmente seu depoimento com presença do nosso chefe.

-Então não há mesmo nada que vocês possam fazer? –Melissa estava preocupada, não queria pensar em nada de mal acontecendo com seus colegas de trabalho.

-Infelizmente não. –Hermione admite um pouco frustrada, indo até onde a tia estava e estendendo a mão para ela.

-Temos que aparatar de novo? –Melissa pergunta já sentindo o enjôo voltar.

-Se você ficar lá em casa podemos ir de taxi. –Harry sugere olhando para Hermione, que dá de ombros.

-Eu não gostaria de dar trabalho, mas não gosto nem um pouco de aparatar, não sei como vocês fazem tanto!

-Costume. –Hermione responde com um sorriso gentil. –Eu vou até em casa e pego algumas roupas pra você, então.

-Eu posso dar um pijama meu, vai ficar bem nela, já que temos quase a mesma altura. –Harry fala ao observar que a tia de Hermione tinha uns dois ou três centímetros a mais que ele. –Então, de manhã poderemos passar na casa dela, para que faça uma mala com as coisas que precisar.

-Por mim, pode ser. –Melissa opina olhando para Hermione que dá de ombros.

-Boa noite então. Vejo-os amanhã. –Hermione se despede da tia e de Harry com um beijo no rosto e então aparata.

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No dia seguinte Hermione vai cedo até o apartamento de Harry, dirigindo-se a cozinha ao sentir um apetitoso aroma de café da manhã. Café, bolo, omelete, fora as habituais guloseimas que o amigo costumava oferecer as visitas.

-Bom dia! –Fala já se dirigindo a tia, a quem beija no rosto. Harry estava fazendo omelete no fogão.

-Bom dia. Você aparatou aqui? –Melissa pergunta a Hermione, que se sentava ao seu lado.

-Não. Eu tenho a chave. –Hermione responde de modo simples, mas fazendo Melissa olhar dela para Harry de modo suspeito. –Ocorreu tudo bem a noite?

-Claro. Foi difícil resistir à tentação, mas nem cheguei perto do quarto dele. –Melissa fala em tom solene, como se tivesse assegurando algo, o que faz Harry se embaralhar com a frigideira e o prato onde colocava aquela omelete.

-Mel! Harry não está costumado a brincadeiras desse tipo. –Hermione fala em um tom levemente repreensivo, vendo que o amigo parecia muito sem jeito.

-Eu sei. Notei mais cedo quando acordei e o vi fazendo exercícios. Fui brincar dizendo que se soubesse que ele era tudo aquilo sem camisa teria confundido o caminho pro quarto e ele quase saiu correndo. –Apesar de Harry permanecer de costas, Hermione podia imaginar o quanto ele estava corado.

-Não devia brincar assim, já tinha te dito várias vezes que ele é tímido. –Hermione tinha um olhar severo, mas Melissa continuava a sorrir travessa.

-Ei, não precisa ficar com ciúme. Nunca atacaria seu gatinho. –Hermione ficou completamente em choque daquela vez, enquanto Harry rapidamente se virava para se defender.

-Não é nada disso, Hermione e eu somos só amigos. –Harry fala rapidamente, estava acostumado com “acusações” vindas de jornais e não ligava, mas vindo da família de Hermione era diferente.

-Ela sabe disso, afinal ela conhece o Rony e sabe que é meu namorado. –Hermione fala claramente, com um olhar ainda mais severo.

-Ele tem cara de idiota, não tem a mínima educação e ainda é especialista em fazer grosserias com você. O que me faz pensar que ou você é masoquista ou está com ele só porque não sabe como dizer não a um amigo. –Melissa agora falava sério e Hermione tinha uma expressão culpada no rosto.

-Aquilo que você viu não costuma acontecer tanto assim...

-Hermione vocês vivem brigando e depois de ver aquela cena lamentável no dia em que você o apresenta a família, só posso concluir que de fato, Rony não é o cara certo para ser seu namorado e se duvidar, sequer amigo. -Era a primeira vez que Harry via Melissa agir como tia e era notável a transformação facial e de voz que aconteciam.

-Eu sei que pode parecer isso, mas quando estamos bem é diferente. –Hermione tenta explicar, mas Melissa faz sinal de que não era necessário continuar. –Só vamos esquecer essa conversa, ok? Temos mais preocupações hoje e o dia será longo.

-Falando nisso, o chefe mandou uma carta bem simpática e está ansioso por nossas explicações. –Harry fala fazendo uma careta que ele costumava usar sempre que um professor passava um trabalho realmente grande.

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George Stanford era um homem astuto, com faces severas, agravadas pelo cavanhaque negro, os olhos cinzentos eram frios e afiados como lâminas, seu corpo forte e elegante o fazia passar por um homem jovem, quando já beirava os sessenta. Fora promovido a chefe dos aurores após a guerra, devido ao falecimento de seu antecessor em razão de ferimentos de combate.

Harry e Hermione trocaram um olhar e respiraram fundo antes de bater na porta do chefe, logo recebendo permissão para entrar. Harry entrou primeiro, mantendo a porta aberta para Hermione e Melissa. Os três se sentaram a frente do homem de olhar severo, Melissa entre os dois bruxos, que tinham uma postura confiante e profissional.

-Senhorita O’Donnell, sou George Stanford, chefe dos aurores. Eu imagino que a natureza de sua pesquisa seja muito especial e por isso resolvi tomar pessoalmente seu depoimento. Esta pena de repetição anotará tudo o que disser, portanto comece a relatar detalhadamente tudo o que aconteceu ontem à noite. –Stanford a instrui de modo calmo e impessoal, ao que ela prontamente atende, começando de sua decisão de fazer café até a decisão sobre onde passaria a noite. –Disse que os homens estavam uniformizados, os rostos eram visíveis?

-Sim, creio que sim. Porém foi tudo muito rápido, eu não reparei no rosto de ninguém. –Melissa responde em tom de lamento, sentindo por não ter reparado em ao menos um rosto ou qualquer outro detalhe.

-De toda forma, senhor. Eu ia sugerir que usássemos uma penseira para ver a lembrança relativa à noite passada. Tenho certeza de que Melissa não se importará. –Hermione interfere prontamente.

-Eu estou disposta a contribuir o máximo que puder para as investigações. –Melissa se dispõe e o chefe dos aurores ensaia um meio sorriso, logo depois fazendo um gesto com sua varinha, convocando sua penseira.

-É bom saber que está tão disposta. Agora, precisará se concentrar o máximo possível na lembrança dos acontecimentos do laboratório. Faça um sinal quando estiver pronta. –Ele instrui enquanto retira o pergaminho e a pena de repetição da mesa, para depois posicionar a penseira a frente da testemunha.

Melissa ergue a mão em sinal positivo e sente a ponta da varinha tocar sua testa, depois uma sensação gelada passou por seu cérebro antes de um fio prateado sair “puxado” pela varinha, para mergulhar na penseira.

-Apenas nos espere, não devemos demorar. –Stanford a avisa e ela assente.

Rapidamente os três bruxos tocam a lembrança com suas varinhas, indo parar no laboratório. Uma olhada em volta e identificaram Melissa olhando o relógio impaciente, depois soltando algumas imprecações murmuradas e então se erguendo para perguntar do café. Imediatamente olharam para a porta, no momento que esta é arrombada. Ignoraram as reações, dedicando-se apenas a observar os invasores.

Os homens estavam com um uniforme muito parecido com um modelo militar, não possuía estampa alguma e sua cor era vinho, as botas negras como o cinto onde havia um suporte para duas varinhas, além de uma bolsinha lateral. Não usavam nada na cabeça e seus rostos eram visíveis, no braço e no peito carregavam um símbolo de um triângulo com as pontas arredondadas e a base para cima, onde ao centro encontrava-se a ponta de duas varinhas, uma de ouro e outra de prata.

-Uma diabrete! –Hermione exclama, fazendo os outros dois olharem na direção apontada.

O chefe Stanford xingou alto e irritado, Harry a olhava sem entender muito, já Hermione lamentava em murmúrios. Logo depois os três foram puxados para fora da lembrança, que durara apenas dois minutos.

-Muito interessante! –Melissa exclama assim que os três retornam. Ela tinha seus dedos nos pulsos de Harry e Hermione, os olhos fixos em um relógio.

-O que é interessante, Srta. O’Donnell? –Stanford pergunta intrigado.

-Eu estava medindo os pulsos deles enquanto estavam na penseira e notei que seus corpos, aparentemente estavam em estado de sono profundo. Então quando voltaram seus metabolismos pareceram se restaurar, voltar ao estado anterior. –Melissa falava admirada, parecendo fazer anotações mentais.

-E o que tem de tão interessante nisto? –Harry pergunta sem entender.

-Bom, supondo que vocês estejam em um caso importante e complicado como este, precisando revisar relatórios para encontrar um caminho na investigação. Ao invés de virarem uma noite no escritório ficando extenuados no dia seguinte, poderiam por a lembrança das leituras dos relatórios na penseira e então fazer toda a investigação na penseira enquanto os corpos descansam. O corpo deles descansara de cinco a oito horas que é o tempo mínimo de descanso que um adulto deve ter e, no entanto, suas mentes estariam produzindo. Quando saíssem da penseira estariam descansados e prontos para um dia de trabalho ou uma ação policial. –A medida que Melissa falava, as faces sérias do chefe de aurores se suavizavam e iluminavam.

-Isso é esplêndido! Quanto tempo acha que poderia levar para concluir um estudo que comprovasse isto? –Pergunta visivelmente empolgado, fazendo Harry e Hermione trocarem olhares sofridos.

-Tenho um amigo da época da faculdade que desenvolve uma pesquisa sobre distúrbios do sono em uma faculdade conceituada. Posso falar com ele e, conseguindo a aparelhagem e a ajuda dele, creio que em um mês teríamos os resultados.

-Falaremos isto com calma. Granger vá ao arquivo e traga algo sobre o emblema dos uniformes. Potter vá buscar o desenhista. –Stanford ordena e os dois saem com olhares baixos, já imaginando os turnos que enfrentariam dali em diante.

-Ele vai nos escravizar Hermione! Não pode deixar a Melissa continuar com essa pesquisa. –Harry fala assim que estavam longe o suficiente do escritório.

-Eu vou falar com ela, mas duvido que ela vá ouvir. Quando encontra algo que aguça sua curiosidade, a Melissa vai até estar satisfeita. –Hermione responde em tom desanimado, acenando em despedida enquanto tomava o corredor que levava aos arquivos.

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Quinze minutos depois Hermione entra na sala de Stanford com várias pastas, vendo que o desenhista já trabalhava no retrato da diabrete vista na cena do crime. Os outros três observavam esse trabalho entretidos, mas desviaram sua atenção para ela rapidamente.

-Trouxe os relatórios da organização criminosa e o relatório de cada envolvido conhecido desta organização. –Hermione fala enquanto colocava os quase vinte arquivos a frente do chefe dos aurores.

-Fez isso muito rapidamente, estou impressionado. –Stanford elogia parecendo satisfeito. Era um chefe exigente, mas sabia reconhecer um bom trabalho.

-Harry e eu arrumamos arquivos desde que chegamos ao departamento senhor, então eu de certa forma já sabia onde estava tudo, só precisei dar uma rápida olhada no arquivo sobre a organização.

-Uma organização muito perigosa por sinal. –Stanford observa novamente adquirindo o olhar sério e compenetrado.

-Qualquer um que soubesse sobre uma pesquisa de conhecimento de apenas nove pessoas é extremamente perigoso. O fato de haver uma organização por trás é um mero detalhe. –Melissa observa sem se mostrar surpresa.

-Quem são as outras pessoas além dos sete pesquisadores? –Harry pergunta parecendo suspeitar de algo.

-Hermione e o ministro da defesa. –Melissa diz sabendo que as suspeitas de Harry sobre um informante não poderiam ser validas.

-E desde quando tem conhecimento desta pesquisa, Granger? –Stanford pergunta mais a titulo de curiosidade que de suspeita.

-Desde o início. Hermione foi minha inspiração, cobaia e, no inicio, minha principal ajuda. Até hoje ela me auxilia às vezes, em Agosto eu ia levá-la ao laboratório novo, porque antes usávamos um menor no mesmo prédio, mas ela teve que ir fazer o curso rápido de formação de auror e não pode ir. –Melissa responde pela sobrinha, que sorri de canto, percebendo os olhares intrigados do chefe e de Harry.

-Neste caso, vou querer que me informe, com detalhes, sobre o conteúdo desta pesquisa, assim que tivermos privacidade. –Stanford fala se referindo ao auror que desenhava a diabrete. Melissa apenas assente, enquanto lançava um olhar ao desenho, quase terminado.

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Horas mais tarde, Harry e Hermione entravam novamente na sala do chefe. Haviam lido relatórios sobre o exame das provas e organizado grupos de proteção aos pesquisadores restantes, além de fazer um exame minucioso na casa de cada um deles em busca de traços de magia.

-Granger, Potter, sentem-se. Entrei em contato com o povo das fadas e eles reconheceram a criminosa como Opala Koboi. Ela é a inimiga nº1 por lá e é considerada perigosíssima por ser não só poderosa, como também um gênio do crime e parece ter como objetivo dominar o mundo.

-Claro! Se não bastassem ser poderosos, são sempre loucos e com um toque de genialidade. –Harry resmunga prevendo que seu destino era sair e entrar de guerras contra lunáticos megalomaníacos.

-O problema é que o povo das fadas não é só perigoso por magia e conhecimento, mas também por sua tecnologia milhares de anos a frente da nossa. –Hermione fala desanimada. Sem dúvida teriam muito mais problemas que o habitual.

-Bom saber que conhece sobre o mundo das fadas, assim talvez possa me explicar o que é esse disco que eles enviaram. –Stanford tinha o rosto contraído, os olhos cinzentos pareciam disparar faíscas contra o cd.

-Isto me parece um CD, senhor. Um computador trouxa deve poder ler sem maiores problemas. –Hermione explica calmamente, enquanto Harry esconde um risinho.

-E você pode conseguir um desses computadores? –Pergunta parecendo mais calmo, entregando o CD a Hermione.

-Tanto Harry quanto eu temos um. Posso levar a minha casa e imprimir os documentos para que o senhor possa ler. –Hermione continuava falando em tom paciente e simples, acalmando o ânimo do chefe.

-E o que seria imprimir? –Harry não resistiu e riu diante da pergunta. Os bruxos não deveriam ser tão ignorantes sobre coisas tão usuais para os bruxos.

-Quando um computador imprimir, ele escreve em um papel tudo o que está escrito no CD. Então eu trataria todo o material contido aqui, em papel. –Hermione explica em tom professoral, mas sem subestimar a inteligência do chefe, que tinha dirigido um olhar duro a Harry.

-Pelo que me disseram aí há um relatório sobre Opala Koboi, outro sobre a capitã responsável pela investigação e sobre um trouxa que está ajudando nas buscas, parece que ele é uma espécie de gênio e teve contato em algumas ocasiões com Koboi. Talvez saiba algo sobre ele, seu nome é Artemis Fowl. –Stanford pergunta a Hermione, mas para ouvi-la se calar diante de uma pergunta e salvar um pouco de seu orgulho, do que para ouvir uma resposta satisfatória.

-Oh, sim. Artemis Fowl II, filho de Artemis Fowl e Angeline Fowl, tem dois irmãos de três anos Beckett e Myles Fowl. É um gênio que domina diversos assuntos e publica livros e teses sob pseudônimos, sua especialidade é tecnologia. Esteve desaparecido por três anos, quando voltou a família preferiu não dar declarações sobre o desaparecimento. O mais curioso é fato de ele ter sido, no submundo do crime, conhecido como um prodígio do crime, aliás, a família tinha uma longa tradição no ramo, mas foi quebrada por Artemis Fowl Sênior quando este foi resgatado após um seqüestro de anos. Hoje em dia todos os negócios dos Fowl são lícitos e ainda pode-se destacar suas contribuições para causas ambientais. –Hermione resume rapidamente as informações que tinha sobre Artemis Fowl, deixando Stanford e Harry boquiabertos.

-Alguma vez na vida ela te disse que não tinha a resposta para uma pergunta? –Stanford pergunta a Harry parecendo assombrado.

-Não em questões trouxas, mas acredito que ela está alcançando semelhante estágio na parte relativa ao mundo bruxo também. –Harry responde em tom normal, mas sorrindo com certo orgulho pela parceira e amiga.

-O senhor tem mais alguma instrução ou podemos ir? –Hermione resolve mudar o assunto antes que corasse.

-O comandante Kelp, da LEPrecon, pediu que marcássemos uma reunião para que vocês possam ser apresentados a capitã Short e ao Sr. Fowl. Para quando vocês gostariam de marcar?

-Creio que até segunda conseguiremos nos inteirar de tudo sobre a suspeita e nossos parceiros de trabalho. O horário e o local podem ser escolhidos por eles. –Hermione responde e Harry concorda.

-Ok. Vou passar o recado adiante. Agora, antes de irem preciso que tenham algo bem claro em mente. O povo das fadas não gosta dos bruxos e não costuma manter contato, se eles querem que trabalhemos juntos com o pessoal deles é porque a ameaça é muito mais grave do que imaginávamos essencialmente. Dediquem-se ao máximo na investigação e mantenham tanto a Srta. O’Donnell, quanto os dados em segurança.

-Não precisa se preocupar senhor. Garanto que além de protegermos a Melissa e os dados, ainda teremos um ótimo trabalho e um clima agradável com nossos parceiros. Quando o trabalho terminar, eles vão passar a olhar os bruxos com outros olhos. –Harry garante de forma confiante, parecendo determinado a fazer daquela missão um sucesso completo.

-Ótimo. Agora vão atrás do tal computador e imprimam estes relatórios! –Hermione assente e sai da sala, seguida de Harry, que ri assim que fecham a porta do chefe dos aurores.

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N/A: Oi! Amo Artemis Fowl, até mais que Harry Potter, porém Arty é bem mais difícil de escrever então talvez eu fique um tempinho trabalhando nos capítulos, afinal o Arty é um gênio e isso requer que eu faça algumas pesquisas, porém se tiverem sugestões sintam-se à-vontade.

N/A²: O que acharam da Mel? Eu gosto de fazer uns P.O’s e talvez mostre mais da família da Mione, mas só se vocês gostarem. A propósito, alguém arrisca a responder as perguntas do resumo? Podem viajar à-vontade, adoro ver teorias!

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