FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

17. Starta


Fic: O Mistério de Starta - por Livinha e Pamela Black - Último Capítulo no AR!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Capítulo 17

Starta



Aquilo parecia ser brincadeira, mas uma de tremendo mau gosto. Porém, não parecia que alguém estivesse zombando dela, e o que estava acontecendo naquele momento só poderia ser a verdade. A pior das verdades.

- O que você está fazendo aqui? – ela perguntou num fio de voz que a fez praguejar-se.

Karl abriu mais ainda seu sorriso e colocou as mãos nos bolsos da calça.

- Depois de tanto tempo longe de mim, é apenas isso que você tem para me perguntar? Onde foi parar sua educação, Syndia, depois de todos esses anos? Você deveria questionar acerca da minha saúde. Ou a de Lizzie.

O nome dito por Karl – ou talvez o meio-sorriso dele ao tê-lo dito – pareceu servir como um gatilho para Syndia. Automaticamente a feição assustadiça da moça deu lugar à raiva.

- Quero que você e aquela mulher vão para o inferno. Agora, saia da minha frente.

Karl soltou um leve riso, não saindo do lugar. Quando Syndia fez menção de se desviar, ele ficou na frente dela novamente.

- Karl, saia!

- Ah, vamos, garota! Não é tão ruim me ver, é? Vivemos bons tempos quando namorados, você não pode ter esquecido isso.

- Assim como não esqueci como foi o nosso último encontro.

Embora a raiva estivesse transbordando de Syndia, ela também sentia algo mais. Humilhação, com certeza, além de uma horrível vontade de chorar. Mas esta ela seguraria, mais por ela do que por estar em frente ao homem mais detestável que ela conhecera.

- Oras, não foi tão ruim. Apenas aconteceu o que deveria, e você procurou por aquilo. Mas você não faz idéia do quão arrependido eu estou, querida.

- Eu imagino – ela falou friamente.

Mais uma vez, Syndia intentou sair, mas novamente Karl entrou na sua frente. Porém ela sairia dali naquele momento. Retirando sua varinha de dentro do bolso de seu casaco, apontou-a para Karl.

- Você vai sair da minha frente.

- Para que isso, Syndia? Não acho que haja necessidades – Kar ainda sorriu.

- Não terá necessidade se você sair do meu caminho agora – ela rosnou.

- Com você pedindo tão delicadamente...

Ele desviou-se, fazendo uma reverência e indicando o caminho por onde Syndia passaria.

- Nos vemos por aí – ele ainda falou quando ela estava alguns metros distante.

Syndia nem sequer se virou. Tratou de sair dali rapidamente. Estava indo para a sala de Draco, vê-lo, e era isso que ela faria. Esquecer daqueles minutos que a faziam sentir vontade de vomitar. Conseguiria recuperar-se a tempo, sem deixar que Draco a notasse perturbada, fizesse perguntas...

No entanto, assim que virou o corredor, trombou outra vez com alguém. Aquela pessoa, porém, não a deixou afastar-se, e Syndia sentiu um arrepio percorrer sua espinha quando a mão de Draco pousou automaticamente em sua cintura.

- Olá – ele falou com um leve sorriso. Mas notando a expressão estampada no rosto de Syndia, franziu o cenho. – Algum problema?

- Não – ela conseguiu dizer com a voz um pouco falha.

- Tem certeza?

- Draco, por favor.

Draco olhou para detrás de Syndia, ao que Karl, que continuava no corredor, acenou para ele. Syndia acompanhou o olhar do loiro. Karl lhe mandou um beijo e saiu de lá.

- Quem era aquele homem? – Draco falou entre os dentes, soltando-a.

- Ninguém.

- Foi ele que a deixou assim?

- Não interessa, agora.

- O que ele fez para deixá-la tão perturbada, Syndia?

- Draco, por favor...

- Você não vai responder?

- Para que você quer saber, afinal? – irritou-se Syndia. – Para que toda essa preocupação? Toda essa... pretensão?

Draco fechou a cara. Ele não queria explicações como um namorado imbecil. Ele queria respostas para saber o que deixara a mulher com quem ele estava saindo daquela maneira tão irritadiça a ponto de atacá-lo gratuitamente. E foi isso que ele disse a ela.

- Por acaso não confia em mim o bastante para isso? – completou.

- Tudo bem – Syndia falou resignada. – Se você quer saber quem ele é, vou dizer. Ele é o passado. Só isso. A porcaria de um fantasma que, pelo visto, quer me assombrar em carne e osso!

- Um passado que está bem presente na sua vida, não é mesmo?

Syndia bufou.

- Eu não vou responder isso, Draco! Tenha dó! – Porém Syndia acabou retorquindo: – Pelo que eu saiba, e espero que isso baste, você é meu presente, não Karl!

- Ah, então o passado tem nome.

- Eu não vou discutir mais isso.

Syndia intentou sair. Contudo, sentiu Draco segurando-lhe o pulso. Ela suspirou.

- Tudo bem.

Ela virou para Draco ao perceber a voz dele mudada. Onde estava a raiva? Ah, sim... Nos olhos dele, ela percebeu.

- Tudo bem? – ela perguntou descrente.

- Discussão é para casais de namorados. Relacionamentos normais. Você está certa.

Syndia sentiu seu coração apertar diante daquela declaração, embora não o demonstrasse.

- Então? – Draco continuou. – Onde você estava indo quando trombou comigo?

Suspirando resignadamente, Syndia deixou que ele a envolvesse em seus braços. Talvez fosse disso que ela precisasse naquele momento, que Draco a abraçasse, a beijasse e a fizesse se esquecer de Karl.

- Estava indo ver você – falou sem olhá-lo.

- Ahm... Então eu posso presumir que você estava indo dizer um “oi”, certo?

- Sim – suspirou Syndia mais uma vez.

- Então por que estamos aqui perdendo tempo?

No instante seguinte, Draco já colocava uma mão na nuca de Syndia e a outra na cintura dela, puxando-a mais fortemente de encontro ao seu corpo. Ele sentiu que beijá-la naquele momento nunca parecera tão certo, mas também tão errado. A raiva por não ter suas perguntas respondidas satisfatoriamente ainda o corroia. Ou seria o fato de querer lançar a pior das azarações naquele infeliz que a deixara nervosa daquela maneira que o fazia sentir tanta raiva?

Não importava. Ao menos não naquele momento, tendo Syndia entregue ao beijo de uma maneira enlouquecedora.

- Nos vemos mais tarde? – ele perguntou num sussurro, seus lábios a milímetros dos dela.

- Eu não sei. – A voz dela estava rouca. – Preciso arrumar minhas coisas.

- Que coisas? – retorquiu Draco, afastando-se o bastante para olhá-la nos olhos. Gostou de ver os orbes mel brilhando tão intensamente.

- Consegui a autorização para viajar com Gui. Lembra-se, sobre o que tanto pesquisávamos na sala de arquivos? Para o banco?

- Ah, certo. Quando você vai?

- Amanhã cedo.

- Hum... Sem problemas – ele diz dando de ombros. – Apareço na sua casa às oito, tudo bem? Agora eu tenho que ir. Reunião. Até mais.

Draco deu-lhe um beijo nos lábios rapidamente e saiu de lá, não dando chance ou tempo para que Syndia retorquisse.

A moça apenas encostou-se à parede e suspirou. Não se permitiu pensar em nada naquele momento.

xxx---xxx


Ela estava sentada em um sofá, no hall do hotel, há alguns minutos. Depois que ela e Gui se registraram e cada um ajeitou suas coisas em seus respectivos aposentos, o rapaz disse que procuraria o guia incumbido de levá-los até o lugar em que provavelmente estaria a cidade denominada Starta.

Porém Syndia não pensava no trabalho que teria que executar dali algum tempo. Sua cabeça estava na Inglaterra, mais precisamente em sua casa e na noite anterior.

Draco ficou o tempo todo a observando arrumar suas coisas, acomodado na cama de Syndia. Ou, como ele mesmo dissera, disputando espaço com a imensa mala dela. Eles conversaram de vez em quando, mas assuntos irrelevantes. Como se nada estivesse errado, como se a cabeça de ambos não estivesse cheia de pensamentos perturbadores demais. Com perguntas demais.

Vez ou outra ele parecia entediado demais e a agarrava pelo pulso, puxando-a para a cama e beijando-a. Depois da terceira vez, ela não conseguira soltar-se dele. Ou simplesmente não quisera. Então, esqueceu-se da mala por bons minutos. E apenas quando ele foi embora, de madrugada, que ela terminara de arrumar suas coisas.

Syndia ajeitou-se melhor naquele sofá, permitindo-se um sorriso. Por mais que temesse não saber qual seria a reação de Draco quando ele admitisse que o relacionamento de ambos não era mais apenas uma diversão despretensiosa, também não conseguia ficar sem aproveitar ao máximo aquele sentimento que já a tomava por dentro. Ela simplesmente adorava sentir seu coração disparar quando ele a encarava. Adorava o calor e o arrepio que tomavam conta de seu corpo quando ele a tocava, quando a beijava...

Mas fazer amor com ele... Deus que a perdoasse, mas isso sim que era o paraíso. Ela nunca se sentira tão completa como nas duas noites anteriores. Ninguém nunca a fizera se sentir poderosa e frágil ao mesmo tempo, com vontade de que o tempo passasse rápido para que tudo se repetisse, ou simplesmente fosse lento para que a sensação do corpo de Draco, a boca dele, cada gesto e resposta às suas carícias consumissem-na inteiramente.

Enquanto ele a beijava, Syndia ainda pensou que ela estar tão predisposta a permitir aquela situação em sua própria casa devesse-se ao fato de ter encontrado Karl mais cedo. Ela queria que ele sumisse de sua cabeça de uma vez por todas, e deixar que Draco embotasse sua mente parecia a melhor maneira. Parecera que havia dado certo. Ela não pensou em Karl àquela noite.

No entanto, estar sozinha com seus pensamentos mais uma vez a fazia querer se chutar, pois lá estava Karl, límpido em sua mente com aquele sorriso que a fazia querer correr para o banheiro mais próximo.

Syndia soltou um suspiro pesado, passando a mão no rosto em seguida. Não, ela não deveria pensar em Karl. Isso a fazia sentir-se fraca, impotente, uma garotinha tonta e que deveria correr para sua cama e encolher-se. Porém ela não era assim. Ela era uma mulher forte, decidida. E naquele momento não havia Adam para dar-lhe um belo sermão como na época, e muito menos sua querida vizinha Eleonora.

Era apenas ela. Sem apoio, sem olhos irritados para mandá-la pastar por ser tão boba em permitir-se ficar assim.

- Idiota – murmurou para si mesma e erguendo o rosto. Percebeu que Gui a encarava com uma leve careta. Ela não permitiu que ele dissesse coisa alguma. – E o guia?

- Ah... Está lá fora, esperando por nós. Está tudo bem?

Syndia sorriu. Deveria ser muito tonta mesmo por pensar que Gui não faria perguntas.

- Estou muito bem – ela falou. – Lembrando de ontem à noite.

- E o que aconteceu ontem à noite?

- Draco foi à minha casa. – Ela sorriu em escarninho e olhou para ele.

- Por isso sua cara feia?

- Não. A cara feia foi por ter me lembrado de outra coisa. Antes da minha cara feia eu estava com um belo sorriso. – E ela deu um enorme sorriso para ele, falando: - Como esse.

Gui apenas rolou os olhos.

Eles rapidamente deixaram o hotel, montados em camelos. Era o meio mais rápido e seguro, segundo o guia. Cavalos não estavam bem preparados para o clima do deserto, para onde eles seguiriam. Viajaram a maior parte do tempo em silêncio, principalmente depois dos primeiros quinze minutos quando saíram da cidade. Sempre que Gui ou Syndia soltava uma risada por algo dito entre eles, o guia os olhava com cara feia.

- Qual o problema dele, afinal? – Syndia perguntara num sussurro.

- Não sei. Acho que ele não gostou de vir conosco.

- Por quê?

- Quando eu fui procurá-lo – Gui falou baixo para que o guia não escutasse –, ele perguntou se eu era um dos bruxos que iriam para o deserto procurar a cidade fantasma. Eu disse que sim mas ele não gostou nada. Como se estivesse sendo obrigado a nos levar. Como se ele preferisse encarar qualquer outra coisa a essa viagem.

- Você sabe por que isso?

- Não. Ele disse alguma coisa em hebraico, mas obviamente não entendi.

Continuaram cavalgando em silêncio depois disso, embora não por muito tempo. Assim que alcançaram um oásis, o guia apeou de seu camelo, ao que Syndia e Gui fizeram o mesmo.

- É melhor dar água para o camelo – o guia falou enquanto levava seu animal para o pequeno lago.

Syndia e Gui assim também fizeram. O guia voltou a falar.

- Assim que os camelos terminarem de beber água, vocês vão seguir viagem.

- “Vocês”? – inquiriu Syndia.

- Sim, moça.

- Mas pelo que nos disseram, era você quem deveria nos levar até Starta, senhor...?

- Hazek. E eu não disse quando me contrataram que eu os levaria até a cidade. Eu os guiaria para que conseguissem chegar lá.

- Ah, que ótimo! – exasperou Syndia.

- Eu não sigo após esse oásis. Apenas os que procuram a cidade passam deste ponto.

- E se nós nos perdermos neste deserto? – irritou-se Gui. – Como você nos guiará até Starta se não nos levar até Starta?

- É só vocês usarem magia – Hazek deu de ombros. – Sigam sempre para nordeste – ele falou apontando a direção.

- Ótimo! – ecoou Syndia.

- Mas esperem um pouco, ainda – Hazek falou, caminhando em direção à sombra de uma palmeira e se sentando. – O sol está a pino e não é bom viajar nessa hora.

Syndia rolou os olhos vendo que o guia preparava-se para tirar um cochilo. Virou-se para Gui, falando num sibilo:

- Isso é um ultraje! Ele deveria nos levar até lá!

- Pelo menos sabemos a direção – o rapaz suspirou. – Só temos que esperar um tempo até que o sol fique tolerável.

- Maravilhoso – rosnou Syndia.

Pegando a varinha, fez um leve floreio, conjurando um pedaço de pano para se sentar. Gui riu diante daquilo, uma vez que tanto ele quanto o guia sentaram na grama sombreada pelas palmeiras sem pano algum.

- Não quero sujar minhas roupas – Syndia falou entre os dentes ao reparar no olhar do amigo.

- Eu não disse nada.

- Sei...

O tempo pareceu demorar a passar, uma vez que Syndia recusou-se a deixar sua mente vagar. Ela olhava o tempo todo para o guia que se recusava em abrir os olhos. Queria chegar àquela cidade o quanto antes. Descobrir o motivo de tantas pistas estarem tão dificilmente encontráveis. E quanto mais cedo descobrissem se realmente havia ouro ali, mais cedo ela poderia ir para casa.

Portanto, pareceu um alívio quando Hazek pronunciou-se, dizendo que ambos poderiam seguir viagem, e que ele ficaria ali, esperando, porém seguiria viagem no dia seguinte, eles voltando ou não.

- Sempre a nordeste – lembrou-os. Ele nem sequer levantou-se.

- O fato de não voltarmos por acaso é porque nos perderemos no deserto. Tenho certeza – reclamou Syndia. Alto o bastante para Hazek ouvir.

- Não, moça. – Hazek olhou Syndia nos olhos antes de continuar. – Se vocês voltarem é porque têm sorte, se não, significa que Alá não está ao lado de vocês.

- Sorte... – zombou Syndia.

- Se não tiverem sorte – falou Hazek muito sério – é bom que voltem. A cidade deve ser vista pelos olhos de vocês quando transpassarem as primeiras dunas. Não procurem o lugar que querem chegar caso não o avistem.

- Por que não? – Daquela vez, não havia zombaria na voz de Syndia.

O guia apenas sorriu.

- Porque todas as pessoas que seguiram em frente, procurando, nunca voltaram, moça.

Assim como Hazek os instruiu, Syndia e Gui fizeram.

A viagem até as dunas, sempre a nordeste, apontadas pelo guia, seguiu-se por quase quinze minutos. Um ofego de Syndia foi o que chamou atenção de Gui.

- Bem vindo à Starta, Gui – ela deu um riso nervoso.

Gui apertou os olhos e, assim como Syndia, conseguiu avistar um imenso paredão de pedras a pouco mais de cem metros deles. Como antes eles não conseguiram ver aqueles paredões, era um mistério. Afinal, eles deveriam ser visto desde o oásis.

No entanto, não querendo pensar em nada disso, o casal seguiu em frente.

- Acho que vou levar uma lembrancinha daqui para Hazek – Syndia sorriu. – Ele merece depois de toda aquela descrença.

Quando finalmente alcançaram os portões da cidade que era protegida por aquele imenso paredão, os queixos de ambos caíram. Por mais antiga que lhes parecessem aquela construção, também parecia incrivelmente renovada apesar da aparência de claro abandono.

Eles notaram alguns desenhos à entrada de algumas pessoas, como os desenhos que Gui tanto vira no Egito quando trabalhou lá.

- É impressão minha ou é o deus Hórus desenhado ali? – ele perguntou.

- Você entende de mitologia?

Ele deu de ombros.

- Trabalhei muito tempo no Egito, aquelas pirâmides eram bem interessantes.

- Mas o que Hórus tem a ver com esse lugar?

- Não faço idéia, já que Hórus foi um rei do Egito. Hei, sabia que ele não tinha o olho esquerdo?

- Verdade? – retorquiu Syndia com uma careta.

- É. Ele foi ferido em batalha e ficou caolho – riu Gui. – No lugar do olho dele, colocaram um amuleto de serpente. Dizem que o olho dele, que antes era o Olho de Rá, significa realeza, e era um dos amuletos mais usados no Egito, pelos reis de lá. Além disso, o olho machucado dele simboliza também as mudanças da fase da lua.

- O que isso tem a ver?

- Sei lá. Mas diziam que o olho direito significava o sol, já o esquerdo, a lua. Por isso ela muda tanto, já que o olho de Hórus ficou imperfeito, assim como a lua com todas as suas fases.

- Nossa... – assombrou-se Syndia.

- Pois é. Gui Weasley também é cultura – riu o amigo, ao que Syndia o imitou. – E está vendo essas águias?

Syndia olhou para o par de gárgulas que ladeavam a entrada.

- O que tem?

- É que Hórus tinha a cabeça de águia, o que significava inteligência e sagacidade.

- Acho que por isso que gosto tanto de águias.

- Ah, claro – zombou Gui.

Assim que eles passaram pelos portões abertos – como se realmente a cidade tivesse sido abandonada às pressas –, apearam dos camelos novamente, prendendo-os em pedaços de madeira fincados no chão.

O termo “cidade fantasma” parecia caber muito bem naquele lugar. O vento fraco formava alguns redemoinhos baixos de areia, fazia algumas portas resistentes ao tempo baterem, fiapos do que outrora foram cortinas ondularem por janelas abertas.

- Esse lugar me dá arrepios – Syndia falou, ao que Gui assentiu.

- Mas eu me pergunto – ele falou. – Onde poderia estar guardado este bendito ouro, se é que existe?

- No templo de Hórus? – zombou Syndia. – Afinal, pelo que consta, a cidade é dele, não?

Gui rolou os olhos.

- Vamos procurar.

- Tudo bem – Syndia concordou. – Você vai por ali e eu vou por aqui.

- Separados?

Syndia ergueu as sobrancelhas, questionando a coragem do amigo.

- Tudo bem. Qualquer coisa, grite.

- Pode deixar.

Hora ou outra Gui chamava por Syndia aos berros, ou então ela o fazia, a fim de saber se encontraram algo. Porém nada foi encontrado, o que começava a deixar a ambos irritados. O que viam era apenas plantação morta naquele chão de areia dura ou algum lagarto do deserto. Syndia quase morreu de susto quando viu um.

Mas também vez ou outra Syndia olhava para trás como se quisesse pegar alguém no flagra. Os arrepios que percorriam sua nuca denunciavam que alguém a observava, tanto é que ela, nesses momentos, gritara por Gui para saber a localização do amigo, dando uma desculpa qualquer quando ele respondia, também aos gritos, ao longe.

A sensação dela, no entanto, não estava falha. Alguém a observava desde que ela e Gui adentraram aquela cidade; pessoa esta que também ficara seguindo Gui por alguns minutos até mostrar-se satisfeito com alguma coisa. Ou a palavra certa poderia ser insatisfeito, uma vez que a pessoa encapuzada abriu um sorriso por debaixo de seu capuz quando passou a vigiar Syndia; sorriso que não apareceu enquanto vigiava Gui.

Seu sorriso devia-se ao simples fato de Syndia estar pisando, naquele momento, em grama verde. Não um extenso chão verde, vale ressaltar, apenas pequeninos pontos minutos atrás esturricados e sem vida. E assim que Syndia estava longe o bastante dele, o homem apalpou o chão, sentindo a maciez da grama, segurando então um riso que queria muito sair de seus lábios.

- Aisha – murmurou com seus olhos brilhando em adoração.

Em seguida saiu de lá. Tinha muito que fazer, e ficar observando o casal de visitantes já não lhe era mais importante naquele momento. Ao menos não na questão prática.

No entanto, mesmo se ele quisesse ficar por mais tempo, nada adiantaria.

Percebendo que não conseguiriam mais nada naquele lugar, e percebendo que logo escureceria, Gui tratou de procurar por Syndia, chamando-a para irem embora.

- Não acredito que não encontramos nada – ela resmungou enquanto voltavam para o oásis.

- Nada? – riu Gui, incrédulo. – Syndia, com certeza Hazek ficará surpreso de nos ver, já que ele disse que ninguém volta quando se empenha em encontrar Starta.

A mulher rolou os olhos.

- Mas, me diga se encontramos algo prático? Kito vai nos linchar. E essa, meu querido, será a única coisa que encontraremos por termos vindo neste lugar.

- Podemos voltar amanhã. Tem lugares que ainda não revistamos.

- Pode ser – suspirou Syndia. Em seguida, sorriu. – Hei, olhe lá a cara de espanto do nosso guia.

- Viu, eu disse. Pena que você não trouxe uma lembrancinha para ele, não?

- Mas amanhã não vou esquecer – ela retorquiu com um meio sorriso.

xxx---xxx


Draco recostou-se em sua cadeira, soltando um suspiro cansado. Aquele dia fora especialmente cheio, e o fato de não ter Syndia vindo até sua sala para lhe dar um oi como costumava pareceu fazer o dia custar a passar mais ainda. Soltou um riso pelo nariz ao notar tal pensamento. Também já virara rotina perceber que sentia falta daquela mulher mais do que gostaria.

Uma das coisas que Draco se vangloriava por conseguir diagnosticar rapidamente era quando ele estava perdendo uma batalha. Quando isso acontecia, ele rapidamente pensava em outra estratégia a fim de ganhá-la. No entanto, a batalha que ele percebia estar perdendo parecia ser a única que ele não gostaria de ganhar. Ele realmente pensara que envolver-se com Syndia o faria enjoar-se dela rapidamente. Ele realmente achou que estando com ela por mais tempo lhe mostraria que ela apenas era mais uma das tantas mulheres que enchiam o mundo. Ela não seria diferente, apenas mais bonita que uma ou outra.

Porém a personalidade de Syndia surpreendeu Draco, e ao contrário do que ele imaginara dela quando dançaram naquela festa realizada pelo Gringotes e pelo Ministério da Magia, ela não era uma mulher boba que se deixava levar à toa. Talvez ela estivesse numa noite realmente ruim e não estava apta em negar um pedido para dançar.

Draco suspirou mais uma vez. Talvez, caso ela não tivesse aceitado aquele convite e dado um passa fora nele desde o início, ele não estaria daquele jeito. Não estaria se roendo por tê-la longe, juntamente com o Weasley. Os dois numa cidade onde não havia uma alma conhecida, no mesmo hotel... Quem sabe até no mesmo quarto.

- Ótimo, agora você está bancando o namoradinho idiota – resmungou levantando-se de supetão da cadeira. Com certeza passar o dia fazendo relatórios incapacitou seus neurônios, pensou.

Indo até o mancebo que ficava ao lado da porta de sua sala, Draco pegou seu casaco. O dia já terminara para ele, não restava dúvida, portanto iria embora. Não ficaria um segundo a mais, afinal, não queria correr o risco de aparecer mais um problema para ele resolver. Já bastavam os que ele tinha apitando em sua cabeça.

Abriu a porta de sua sala e a trancou com um aceno da varinha, em seguida. Mas assim que ergueu a cabeça e olhou para frente, notou seu assistente o encarando com uma feição estranha.

- Quê, Short? – perguntou num resmungo, mas sem parar de andar em direção à saída.

- Ah... Senhor, tem alguém que quer falar com o senhor e...

- Mas já estou no meu horário, Short. Tenho que ir embora.

- O que tenho a dizer será rápido, Malfoy.

Draco olhou com desgosto para o dono da voz, assim como o acompanhante do mesmo.

- O que vocês querem?

- Podemos entrar, Malfoy? Não acho que seria bom dizer isso aqui – retorquiu Harry sem se alterar.

- Ah, fale aqui, Harry. Adoraria ver a reação dele.

Draco ergueu as sobrancelhas para Rony, desgostoso, o qual lhe sorria. Já Harry apenas suspirou.

- Rony, por favor, já conversamos sobre isso.

- O que quer que tenha para me dizer, Potter, vá em frente.

- Acho que você preferiria se eu dissesse em sua sala, Malfoy.

- Não precisa ser decente se ele não quer, Harry – Rony falou com um sorriso que irritava muito Draco.

- Eu já tranquei minha sala, Potter.

- Tudo bem, se você faz tanta questão – Harry falou desgostoso. – Quim me procurou agora pouco, pediu que eu o procurasse para dizer algo sobre seu pai.

Draco ergueu as sobrancelhas, pego de surpresa. O que eles queriam falar sobre seu pai?

- O que o Shacklebolt quer que eu saiba?

- Ele recebeu uma coruja há pouco mais de uma hora e teve que ir a Azkaban – começou Harry, querendo chutar seu chefe por ter feito ele contar tudo a Draco. Eles não eram amigos, pelo amor de Deus! Porém continuou. – Ele foi até a cela de seu pai, verificar a veracidade do que continha na carta.

- Potter, por favor, pare de enrolar – irritou-se Draco.

- A questão, Malfoy – falou Rony –, é que o Harry está querendo ser decente, então facilite, está bem?

- Rony! – censurou Harry

Mas Rony deu de ombros. Ele não gostava de Draco nem um pouco, e ver Harry todo decente com alguém que não merecia o irritou intensamente.

- Malfoy, eu sinto muito dizer isso a você, mas... – Harry hesitou apenas por um segundo, sua voz ficando tranqüila como se ele realmente quisesse consolar Draco. Mas era apenas questão de decência, como Rony falava. Afinal, ele não poderia disparar uma coisa daquelas em alguém, mesmo esse alguém sendo Draco Malfoy. - Quim encontrou seu pai morto, em Azkaban, Draco. Sinto muito.

Draco, entretanto, não pareceu ligar muito para aquilo às vistas dos homens que estavam naquela sala. Apenas por um segundo o rapaz oscilou, tempo este que lhe pareceu uma eternidade.

- Você está bem, Malfoy?

- Claro – retorquiu Draco. Agradeceu mentalmente por sua voz ter soado normal. – Algo mais que queira me contar, Potter? Ou então você, Weasley?

- Quim pediu para que você fosse até Azkaban, caso queira que seu pai seja enterrado no mausoléu de sua família.

- E se eu não quiser? – Draco perguntou de maneira petulante.

Harry pareceu desconcertado, assim como Rony. Mesmo nenhum deles gostando de Draco, sentiram-se constrangidos em dar tal notícia para o rapaz, afinal, e apesar de tudo, Lúcio Malfoy era o pai dele. No entanto, aquela frieza incomodou os dois amigos intensamente, parecia até indecente estar ali naquele momento.

- Bem... – Harry começou incerto. – Se não quiser, ele será enterrado nos terrenos de Azkaban.

- Então diga ao seu chefe, Potter, que eu não vou enterrar Lúcio no mausoléu da minha família. Minha mãe está enterrada lá, agora.

Com isso, Draco foi embora. Porém não pode deixar de notar os olhares desnorteados de Harry, Rony e seu assistente, Elliot.




N/B: Hiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii caramba! Essa me pegou de jeito! O Lucius morto!- *pensa um pouco a respeito, e depois começa a fazer dancinha tosca* - Bem feito! Bem feitoooo... quer dizer... Hum-hum! Surpreendente, Betinha, surpreendente! Chegou a me fazer esquecer um pouco o quanto eu achei asqueroso, pretensioso, repugnante e sem noção o tal do Karl! E o quanto o Draco deveria ter lhe dado um belo gancho de esquerda, também! Humpf! – Por falar em Draco... Estirado na cama, é? Todo espaçoso, é? Cheio de charme?... Ai minha mãe! Eu to idealizando cenas sensuais com DRACO MALFOY! – De novo! – Então vamos falar de Starta! Enfim, chegamos a ela! =D – Estou louca pra ver onde isso tudo nos levará, Betinha! Então, por favor, nos leve até lá logo, ok? Rsrsrsrs... – Beijo enormeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee Lív! Capítulo perfeito!!! – Até o próximo! – Fique bem!!!!!

N/A – Pam: Santo feriado! Deu tempo de ler os capítulos, dar pitacos, idéias, e tudo mais que eu tinha direito! (ou não! rs) Liv, tá tudo tão perfeito, que nem sei o que falar! Syn e Draco, exatamente como pensamos, aliás, tudo como pensamos! Acho que de tanto eu azucrinar você, você acabou tomando gosto pelos capítulos curtos e no ponto né?! rsrs Você sabe que eu te amo!rs S2 Quero mais!!! Beijo!

N/A - Liv: Sim, santo feriado de Tiradentes!!! E a gente disse que não mudaria nada só porque eu tomei as rédeas por enquanto..hihihi... Maravilha ter notinha da Pam! Estava com saudades disso... Vamos ver se consigo outra nota e pitacos dela para o próximio..hehe..

Sinceramente, espero que todos tenham gostado do capítulo! E no próximo: muito mais de Starta e algo mais que estava engasgado e querendo sair! =D

Beijos a todos, especialmente para Sônia Sag, nossa querida beta sempre disponível, e Mickky (nem vou comentar sua demora! rsss..).

Até o próximo!

Livinha e Pamela Black

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2023
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.