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11. Capitulo 11 – Passeio a Hogsme


Fic: O Despertar das Sombras


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo 11 – Passeio a Hogsmeade


Assim que havia chegado ao dormitório Harry despiu-se rapidamente ficando apenas com a roupa de baixo e a seguir enfiou-se na cama sem pensar duas vezes, estava cansado. Alguns minutos depois e ainda não havia conseguido dormir, nesse momento ele ouviu os barulhos dos outros dois garotos que ainda faltavam entrarem pela porta do quarto, então o moreno fechou os olhos e relaxou o corpo fingindo que se encontrava profundamente adormecido naquele momento, ouviu Rony e Neville se aproximarem hesitantes para olharem para ele e ao imaginarem que ele se encontrava dormindo foram em seguida em direção as suas próprias camas.

O moreno continuou fingindo que dormia por mais de meia hora antes de ter certeza que todos os garotos do dormitório estavam adormecidos antes de voltar a abrir os olhos, mas mesmo enquanto fingia que dormia estivera bastante concentrado em seus pensamentos traçando uma estratégia de combate para o dia seguinte, não queria ser pego de surpresa, mas se precisasse ele poderia improvisar, afinal era um mestre nisso.

Durante todo o dia não tivera tempo para pensar nas informações que conseguira extrair da mente do Lorde das Trevas, mas agora que podia pensar claramente no que descobrira chegou a conclusão de que Voldemort era muito esperto. Escondera muito bem seus objetos preciosos, tanto que o moreno jamais pensaria em procurar em alguns lugares, sem contar as proteções que provavelmente existiriam nos locais, mas isso era facilmente manipulável e em breve ele teria todas as relíquias que o Lorde Negro tão bem colecionava.

Somente quando estivesse em posse de todas elas é que poderia matar Voldemort, caso fizesse antes apenas retardaria um pouco as coisas e o Lorde Negro desapareceria como havia feito quando recebera a maldição da morte que ele havia lançado em si quando ainda era um bebê.

Dando um suspiro Harry levantou-se da cama enquanto flexionava os braços para trás ouvindo seus ombros estalarem, sabia que não conseguiria dormir aquela noite. Sempre acontecia quando estava esperando por uma luta ou na véspera de cumprir uma missão, era a chamada expectativa por adrenalina que o consumia.

Poderia ir a um dos esconderijos dos preciosos objetos de Voldemort e roubá-lo, mas também precisava de armas, afinal no poderia usar suas armas modificadas e nem mesmo a Beretta, pois elas possuíam a marca de Hades e não queria ser reconhecido como sendo ele, pelo menos ainda não. Sabia o que aconteceria se eles descobrissem sobre esse fato naquele momento, seria caçado pelos aurores, embora não ligasse muito para isso, mas se isso acontecesse não poderia cumprir seus objetivos da maneira como ele planejara e teria de improvisar e ele não queria improvisar nesse quesito, pois o improviso em grande escala trazia muitas mortes e destruição.

Sem pressa pegou uma outra muda de roupa e vestiu-se sem muita pressa, logo em seguida fechou as cortinas que cercavam sua cama e a selou com um feitiço protetor. Para quem olhasse pareceria que ele queria dormir em paz. Harry concentrou-se sentindo as fortes barreiras anti-aparatação que existiam em Hogwarts, também sentiu algo mais primitivo que ele sabia serem os feitiços que os fundadores haviam lançado em volta da escola para protegê-la de ataques externos, e na verdade era por esses feitiços existirem que a escola era tão segura, embora poucas pessoas soubessem desse fato, muitos achavam que era por causa de Dumbledore.

No instante seguinte o moreno aparatou silenciosamente atravessando as barreiras de proteção que envolviam a escola aparecendo diretamente dentro da loja de armas de Steve, observou por alguns segundos antes de falar.

O traficante de armas estava terminando de desligar as luzes quando se sentiu observado por alguém e estava para pegar uma das armas mais próximas quando ouviu a conhecida voz fria que mais uma vez lhe causou arrepios pelo corpo.

- Vejo que cheguei ainda em tempo. – disse Harry com a voz fria quando percebeu que Steve estava para pegar uma arma para atirar no invasor.

- Você me deu um susto. – reclamou Steve levando a mão ao coração enquanto respirava mais calmamente, a presença dele ainda lhe causava medo e ele não podia controlar aquela sensação, por isso forçou-se a falar normalmente – Eu já fechei a loja e estava terminando de apagar as luzes para subir para minha casa.

- Eu percebi. – falou Harry dessa vez com a voz inexpressiva ao se lembrar que aquele homem possuía filhos o esperando em casa, crianças eram inocentes e jamais deveriam ser machucadas não importando as circunstâncias.

- Mas já que está aqui o que deseja? – perguntou Steve com a voz revelando sua curiosidade sobre a visita inesperada.

- Minhas armas? – perguntou Harry olhando diretamente nos olhos do homem que tremeu ligeiramente com a intensidade do olhar.

- Elas ainda não chegaram, vai levar pelo menos uma semana para que o carregamento esteja aqui. – respondeu Steve sustentando o olhar do assassino, o que acabou provocando um sorriso de canto no moreno.

- Ótimo, mas eu vou precisar de algumas armas agora. – falou Harry retirando um maço de notas de dentro de seu sobretudo e atirando em direção a Steve que agarrou o dinheiro no ar e depois de olhar a quantidade assobiou surpreso.

- O dinheiro é seu, que tipo você quer? – Steve perguntou andando em volta do balcão de exposição e preparando-separa pegar qualquer modelo que ele quisesse ver.

- Primeiro me deixe ver as pistolas que você tem. – Harry falou enquanto se sentava em uma cadeira que o homem lhe mostrou enquanto entrava nos fundos da loja para voltar logo em seguida com duas maletas em suas mãos.

- Eu já percebi que você também tem uma Beretta 92F com você. – falou Steve enquanto abria os fechos da primeira maleta e em seguida a abria em frente ao moreno de olhos verdes – Essa é uma Beretta 9000 calibre .40, de fabricação italiana, tem comprimento de 168 milímetros e pesa apenas 780 gramas, ela tem doze projeteis no pente.

Harry observou a arma, é claro que ele sabia tudo aquilo que Steve estava lhe falando. Que tipo de assassino ele seria se não conhecesse seus próprios instrumentos de trabalho? Sabia também das qualidades daquela pistola que Steve lhe mostrava como também tinha conhecimento de sua pouca praticidade em uma batalha direta como a que ele teria no dia seguinte.

Deixou que o traficante de armas continuasse lhe mostrando as inúmeras armas que possuía, os minutos se passaram rapidamente e logo ele já estava ali a quase uma hora vendo as armas que Steve lhe mostrava. Naquele momento ele falava sobre uma Colt americana calibre 45, aquela realmente seria uma boa arma se não possuísse apenas sete disparos por cartucho e foi naquele momento que ele viu as armas que precisava.

Uma das últimas maletas continha duas Glocks 17 austríacas, calibre 9mm e com peso de apenas 620 gramas, o cano dela tinha 114 milímetros de comprimento com uma capacidade para dezenove tiros por pente, aquela era a capacidade máxima de uma pistola o moreno sabia e não encontraria uma com maior capacidade sem ser modificada como suas duas armas especiais.

Sem se importar com a voz de Steve exclamando surpreso quando ele levantou-se e avançou em direção da maleta que continha as duas armas o moreno pegou-as em suas mãos e realizando alguns movimentos de um lado a outro com as mãos testou a flexibilidade e o peso delas chegando a conclusão de que eram aceitáveis para o uso imediato, ficando satisfeito com o fato. Em seguida colocou-as novamente no lugar.

- Vou ficar com essas duas Glocks 17. – falou Harry calmamente enquanto analisava as outras armas que estavam em cima do balcão andando em volta dele – Também vou querer duas FN Five Seven belga e duas Smith & Wesson Sigma 9E americanas. Quero também seis pentes extras para cada uma dessas armas.

- Tudo bem. – Steve concordou rapidamente enquanto saia para buscar os pentes e munições que ele pedira.

Logo Steve voltou com uma maleta preta e entregou-a ao moreno que a colocou em cima da mesa antes de abrir e verificar seu conteúdo, ali encontravam-se trinta e seis pentes carregados, seis para cada uma das armas que ele acabara de comprar.

- Mais alguma coisa? – perguntou Steve enquanto pegava as pistolas cuidadosamente e as colocava em uma segunda maleta e fechava rapidamente entregando para o garoto a sua frente que apenas pegou e colocou-a junto com a outra.

- Por enquanto é só essas mesmo. – falou Harry com a voz impassível enquanto olhava as armas e os objetos que o vendedor de armas tinha espalhadas pela loja dele, na primeira vez não olhara atentamente os brinquedinhos interessantes que existiam ali, talvez pudesse utilizar algumas daquelas coisas em breve, em seguida voltou seus olhos para Steve perguntando. – O dinheiro que eu lhe dei cobre as despesas de todas essas armas e as munições ou não?

- Cobre. – retrucou calmamente Steve fazendo as contas mentalmente e vendo que o valor das armas era um pouco mais alto do que o dinheiro que recebera, mas poderia fazer um pequeno desconto para um cliente especial, além do mais ele fizera uma encomenda grande e que lhe renderia bons lucros, fazia tempo que não tinha uma encomenda tão alta como aquela.

- Então eu já vou indo. – falou Harry pegando uma maleta em cada mão enquanto silenciosamente lançava um feitiço de proteção em volta da mente de Steve ao mesmo tempo em que lançava um outro que impediria que ele falasse qualquer coisa a respeito dele para ninguém.

- Boa sorte com o que você vai fazer. – desejou Steve enquanto olhava para o garoto que simplesmente desapareceu nas sombras da loja, o que fez o homem arregalar os olhos e praguejar em voz baixa lembrando-se quem ele era.
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O dia já amanhecia quando um vulto apareceu silenciosamente dentro do dormitório masculino dos setimanistas da grifinória. A figura caminhou na penumbra do quarto até uma das camas e depois de murmurar algo em voz baixa desfez os feitiços de proteção ao redor da cama logo em seguida abrindo o cortinado revelando o colchão vazio.

Harry colocou as duas maletas em cima do colchão e logo depois ele abriu os fechos de ambas e então abriu as maletas revelando seu conteúdo. O moreno olhou para os colegas de quarto e viu que todos eles ainda estavam profundamente adormecidos, olhou novamente para as armas e por precaução fechou as cortinas enquanto se dirigia ao banheiro lançando feitiços de proteção que impediriam qualquer que não fosse ele de ver as maletas.

O garoto tomou um banho demorado e relaxante mesmo que a adrenalina estivesse lutando para extravasar com a iminência de uma luta. Enquanto a água deslizava por seu corpo pensava no que havia feito depois de sair da loja de armas de Steve, fora um passeio noturno demorado, mas necessário para o que ele precisaria fazer em breve.

Visitara cada um dos locais em que Voldemort havia escondido seus objetos preciosos, um lugar mais diferente do que o outro. Todos eles tinham proteções diferentes e mortais ao mesmo tempo, alguns eram protegidos por comensais da morte e outros por algumas criaturas das trevas, mas a dificuldade seria a mesma, nada que não pudesse ser superado. Poderia facilmente fazer tudo em um dia só, mas ele precisava ser cuidadoso e não podia deixar que o Lorde das Trevas desconfiasse de sua artimanha, pois quanto mais confiante ele fosse maior seria a queda no final.

Saiu de baixo da água e se secou com uma toalha antes de sair do banheiro e voltar em direção a sua cama, onde pegou uma muda de roupa limpa e em seguida se vestiu calmamente, mas dessa vez não colocou suas habituais armas junto com ele. Não poderia fazer uso delas, pois as balas que tinha nelas possuíam a marca de Hades e mesmo sabendo que precisaria das armas de prata contra possível lobisomens não achava que era a hora de se deixar revelar quem ele era, se houvesse necessidade de lutar contra as criaturas das trevas ele improvisaria, embora ainda tivesse sua espada consigo que era ainda mais mortal.

Cuidadosamente Harry colocou as duas Colt modificadas e a Beretta dentro de sua mochila ocultando-as com fortes feitiços de proteção contra intrusos, logo depois olhou para as outras armas.
De maneira lenta e disciplinada pegou uma das Golck 17 e carregou-a logo em seguida com um dos pentes que lhe eram destinados, logo depois fez o mesmo com a outra Glock e colocou-as ao lado das maletas.

Fez o mesmo processo com as FN Five Seven e as Smith & Wesson, quando todas estavam devidamente carregadas e prontas para o uso o moreno respirou fundo e levantou-se do local onde ele se ajoelhara para poder analisar melhor as armas.

Pegou ambas as Glocks e colocou as duas na cintura em suas costas e em seguida pegou dois pentes extras e os colocou ao lado das armas, assim ficaria mais fácil para regarregá-las depois. Por precaução pegou uma das FN Five Seven e colocou no bolso da frente da calça jeans que estava vestindo usando um feitiço para diminuir o tamanho da arma.

Guardou as outras armas novamente dentro das maletas todas carregadas e prontas para o uso imediato, em seguida fechou as maletas e também utilizou um feitiço redutor nelas que encolheram até caberem na palma de sua mão.

Colocou-as cuidadosamente dentro de um bolso em sua mochila, depois pegou a mochila e colocou-a em cima do colchão que ele já havia arrumado com um gesto de varinha, em seguida lançou novamente os feitiços protetores em volta de sua cama, não queria ninguém bisbilhotando suas coisas e aquele feitiço nem mesmo um Deus seria capaz de quebrar.

Fechando o cortinado ao redor da cama o moreno dirigiu-se para a porta do dormitório e em seguida saiu descendo para o salão comunal da grifinória onde acomodou-se no chão em frente a lareira que se encontrava apagada naquele momento.

Harry colocou-se em posição de meditação e com um leve movimento da varinha chamas prorromperam na lareira tornando o ambiente frio um pouco mais agradável, logo depois o garoto pousou a varinha ao seu lado e colocando cada uma das mãos em cima de seus joelhos com as palmas viradas para cima o moreno fechou os olhos.

Estava na hora do treinamento mental diário, não podia se descuidar. Suas habilidades eram imensas e se ele acabasse se descontrolando mentalmente poderia acabar liberando todo o seu poder o que não era recomendado naquele momento, ninguém tinha conhecimento sobre a imensidão de seu poder, nem mesmo seus mestres.

Descobrira seu poder oculto por acaso em um treinamento mental enquanto estava no mundo dos mortos, no começo ficara assombrado pela magia que possuía oculta e que estava selada em seu corpo, mas a curiosidade falara mais alto e ele forçara o selo imposto até que ele se quebrasse e então sentira-se inundar pela força que possuía.

Quase não conseguira controlar a quantidade insana de poder que havia dentro dele, mas mantivera seu auto-controle e se disciplinara desde então para que nunca mais perdesse o controle de seus poderes, e até agora ele se dera bem, exceto por uma única vez em que ele não pudera controlar e deixara a fúria dominar seu ser, não gostava nem de se lembrar do resultado do acontecido.

Daquela vez ele projetou a imagem e o poder de Voldemort em sua mente para que pudesse ver do que realmente o Lorde das Trevas era capaz de fazer, o mais interessante daquela técnica que ele empregava era que ela podia copiar cada migalha de poder que a pessoa possuía verdadeiramente em seu corpo.

Não deixou de ficar surpreso com o poder que o Lorde Negro possuía oculto, basicamente eles estavam no mesmo nível, apesar de Harry ocultar uma boa quantidade de seu poder. Não podia libertar toda sua magia a menos que fosse muito necessário e ele somente faria isso em último caso, quando as coisas ficassem muito ruins.

Bloqueando esse e todos os outros pensamentos que o estavam incomodando naquele momento Harry continuou seu duelo mental contra o Lorde das Trevas.
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Já havia movimento no salão comunal da grifinória quando Hermione e Gina desceram lentamente as escadas do dormitório, alguns alunos pareciam muito interessados em algo próximo a lareira e elas se aproximaram para ver do que se tratava.

Quando chegaram mais perto se depararam com um Harry Potter em posição de meditação em frente a lareira acesa, ao se aproximarem mais puderam ver a expressão calma e relaxada que ele exibia naquele momento.

Logo ao lado dele viram a varinha negra que ele sempre usava, Hermione e a ruiva olharam ao redor e perceberam as expressões cheias de curiosidade dos outros estudantes da grifinória enquanto cochichavam alguma coisa entre si e com seus amigos mais próximos, nesse momento Hermione percebeu que Rony e Neville desciam as escadas que davam acesso ao dormitório masculino e eles pareciam curiosos com o tumulto.

- O que está... – Rony e interrompeu ao perceber o que estava atraindo tanta atenção dos alunos da casa dos leões.

Ficou surpreso com o que viu e depois voltou seus olhos para Neville que parecia tão espantado quanto ele, em seguida olhou para as duas garotas que olhavam curiosas. Os quatro trocaram olhares entre si e souberam que em pouco tempo toda a escola saberia sobre o que o moreno estava fazendo naquele momento.

De repente o moreno abriu os olhos assustando os mais próximos que se afastaram bruscamente, Harry havia sentido vários olhares sobre si enquanto lutava contra Voldemort na simulação. Ele estava surpreso por ter demorado tanto tempo para vencer o Lorde das Trevas, mas isso era facilmente justificável pelo uso restrito de seus poderes.

Levantou-se calmamente ignorando os olhares curiosos que estava recebendo dos integrantes da casa dos leões e apanhou sua varinha guardando-a no bolso do sobretudo que usava naquele momento, verificou suas barreiras mentais e os feitiços que ele havia colocado nas armas que estava levando consigo certificando-se de que ninguém poderia detectá-las.

- Estão prontos? – perguntou Harry virando-se para os quatro amigos que se encontravam próximos, estes apenas afirmaram com a cabeça sem saberem exatamente o que deveriam falar naquele exato momento.

Harry virou as costas para eles sem se preocupar com os outros estudantes se encaminhou na direção do buraco no retraço e foi somente quando ele atravessou o portal saindo da torre da grifinória é que os quatro saíram do transe momentâneo em que estavam se apressando a seguir o garoto que já virava o corredor.

- Então, como é Hogsmeade? – perguntou Harry assim que os quatro amigos o alcançaram já na metade do outro corredor.

- Grande. – respondeu Neville dando de ombros indiferentes, não era muito fã dos passeios ao povoado, ia apenas por que os amigos estavam sempre lá.

- Interessante. – respondeu Hermione ao mesmo tempo em que Neville e os irmãos Weasley, a garota corou levemente apenas balançando os ombros em seguida.

- Fascinante. – Gina havia exclamado assim que Harry perguntara ao mesmo tempo em que o irmão também falava alto.

- Fantástica. – a voz do ruivo fora a mais alta e mais animada dos quatro revelando muito da personalidade do garoto que certamente preferia os passeios ao povoado bruxo do que as aulas em Hogwarts.

- Acho que terei que ver por conta própria para poder emitir minha própria opinião. – falou o moreno em tom divertido balançando a cabeça enquanto olhava para os quatro que estavam ruborizados por diferentes motivos.

- Você vai adorar Harry. – disse Gina superando o rubor e falando alegremente com o moreno – Tem tanto para ver e lugares divertidos para ir.

- Me contem um pouco sobre o lugar. – pediu Harry com a voz curiosa, não obtivera muitas informações sobre os locais secundários, ele se preocupara mais com o Beco Diagonal e Hogwarts que eram os alvos primários, os outros lugares estavam em segundo plano, mas agora o moreno achava que deveria ter dado um pouco mais de atenção para outros lugares.

- Basicamente Hogsmeade é um grande vilarejo de bruxos, um dos poucos vilarejos inteiramente bruxos em toda a Inglaterra. – Hermione tomou a palavra em um tom sabe tudo que fez os outros revirarem os olhos, menos o moreno que prestava total atenção nas palavras da garota. – Somente alunos a partir do terceiro ano possuem permissão para visitar o povoado e apenas com a autorização de seus responsáveis. No vilarejo existem vários lugares para se fazer compras, assim como no Beco Diagonal, o estabelecimento mais famoso com certeza é o Três Vassouras onde os bruxos podem dar uma parada para poderem beber uma cerveja amanteigada, também existem outros lugares interessantes que vamos te mostrar. Sem contar a Casa dos Gritos, que dizem ser o local mais mal assombrado da Inglaterra.

Nesse momento o moreno lembrou-se do local onde sabia que Remo Lupin se escondia sempre que estava para se transformar em lobisomem, mas deixou o pensamento de lado e seguiu os outros para fora da escola encontrando Luna esperando pacientemente por eles próximo ao portão da escola, por onde muitos outros alunos passavam e lançavam piadinhas maldosas contra a loira que parecia não se incomodar com o fato.

O moreno trincou os dentes se impedindo de lançar uma maldição cruciatus em cada um daqueles preconceituosos imbecis, percebeu também a expressão nada amigável de Neville o que reforçou o que ele já sabia sobre os sentimentos do garoto com a menina loira. Harry ainda fervia por dentro quando se juntaram a loira e partiram pelo caminho que os levaria diretamente a Hogsmeade e ao contrario dos outros que conversavam e riam o moreno analisava todo o caminho.

A cada passo que dava ficava mais chocado com a falta de segurança que os alunos tinham pelo caminho até o povoado, ele estivera analisando o percurso e os feitiços protetores ao redor deles eram mínimos e ridículos, ainda não entendia por que Voldemort não atacava os alunos pelo caminho ao povoado, pegaria todos eles de surpresa e desprevenidos.

Mais uma preocupação que deveria resolver mais tarde, pois agora não tinha tempo para pensar em nada que não fosse o ataque iminente que aconteceria naquele dia.

Harry permaneceu em silêncio por todo o caminho que eles fizeram até Hogsmeade e nenhum dos outros teve coragem para interrompê-lo de seus pensamentos. Foi somente quando chegaram a entrada do povoado que o moreno esboçou alguma reação e finalmente olhou mais atentamente para o local e ficou surpreso.

- Nossa. – foi tudo o que o moreno conseguiu pronunciar ao ver o lugar. Havia muitas pessoas andando de um lado para o outro, lojas espalhadas pelos dois lados da rua e muitas umas ao lado da outra, quase grudadas de tão perto.

- Impressionante, não é mesmo? – Hermione murmurou próximo do garoto fazendo com que ele a olhasse.

- Sim. – respondeu simplesmente o moreno voltando a olhar a massa de pessoas e estudantes pelo lugar.

- Vamos dar uma volta geral primeiro para que você possa conhecer tudo e então vamos explicando o que é uma loja ou outra. – Gina falou empolgada puxando o garoto pela mão sem que ele pudesse evitar o contato.

- Essa é a Zonko’s. – falou Rony com a voz arrogante quando passaram em frente a uma loja entulhada de gente, na vitrine algo que lembrava muito os brinquedos trouxas – Ela é uma das lojas mais cheias de toda a Hogsmeade, não existe um estudante de Hogwarts que não tenha dado pelo menos uma olhada nas vitrines e nos produtos que eles possuem, pois ela é a maior loja de logros e brincadeiras de Hogsmeade e só não é a melhor do Beco Diagonal porque meus irmãos também tem uma loja lá e modéstia a parte eles são fantásticos criando logros e brincadeiras. É na Zonko's que encontramos as famosas bombas de bosta.

- Não vamos entrar agora Ronald. – Hermione ralhou com o garoto no instante em que ele fez menção de ir em direção do interior da loja.

- Mas Hermione, eu queria comprar algumas coisas. – falou o ruivo com uma cara tão pidona que o moreno percebeu que a garota quase desmoronou.

- Sem essa pra cima de mim Ronald. – Hermione falou com a voz impassível – Não adianta fazer essa carinha de cachorrinho abandonado que não cola comigo.

- Isso magoou Hermione. – Rony amarrou a cara para a garota que apenas deu de ombros ignorando o garoto e voltando a andar, o moreno os acompanhou até chegarem em frente a outra loja que dessa vez Gina tomou a palavra.

- Essa loja se chama Dedosdemel. Ela é uma enorme loja de doces e iguarias, no interior existem prateleiras e mais prateleiras de doces com todas as aparências que você possa imaginar, como tabletes de nugá, quadrados cor-de-rosa de sorvete de coco, caramelos cor de mel, centenas de tipos de bombons, possui também uma enorme variedade de feijõezinhos de todos os sabores, delícias gasosas, os melhores chicles de baba e bola, minúsculos diabinhos negros de pimenta, ratinhos de sorvete, sapos de creme de menta, frágeis penas de algodão-doce e também os bombons explosivos que são os meus favoritos.

- Tudo bem Gina, ele já entendeu. – retrucou Rony cortando as palavras da ruiva que imediatamente ficou rubra, embora não desse para saber se de raiva ou de vergonha.

- É minha loja favorita. – defendeu-se Gina olhando friamente para o irmão que desviou o olhar fingindo que não tinha percebido o olhar dela.

- Vocês são tão infantis as vezes. – falou Hermione e seguiu Luna e Neville que já haviam começado a andar.

Eles andaram pelo vilarejo apresentado as lojas para o moreno que ouvia cada explicação com interesse, eram informações extras e em sua maioria insignificantes, mas conhecer o ambiente era sempre uma vantagem caso precisasse de alguma coisa em determinado momento, então já saberia onde procurar.

- Aqui fica o Hog’s Head, esse é um lugar muito estranho e curioso ao mesmo tempo. – Hermione começou a falar apontando para um lugar que aparentava ser um bar, embora ficasse bastante distante da entrada principal de Hogsmeade – Já entramos nele uma vez, é muito sujo e pequeno, tem uma aparência sombria e cheira a alguma coisa que ainda não conseguimos definir. As janelas são pequenas o que causa a escuridão no interior do local, é quase impossível ver a luz do dia de dentro do bar. Dizem que é um local onde os bruxos das trevas se reúnem.

Quando a garota falou aquilo Harry ficou mais interessado e olhou atentamente para o bar com aparência decrépita, logo usou seus poderes perscrutando o local tentando descobrir se existiam feitiços protetores ao redor e quando não encontrou nada avançou encontrando varias mentes no interior do bar, mas para sua decepção nenhuma delas pertencia a um bruxo das trevas, eram apenas pessoas que queriam beber sossegadas e longe dos olhares curiosos.

- Vamos logo, esse lugar me dá arrepios. – Rony falou sem conseguir se conter por mais tempo olhando para o bar como se o próprio Voldemort em pessoa pudesse sair pela porta a qualquer momento e atacá-lo.

- Deixe de ser medroso Ronald. – Gina falou rindo abertamente das caretas que o irmão estava fazendo, a vingança era doce.

- Cala a boca Gina e vamos logo. – o ruivo falou pegando na mão de Hermione e puxando-a para o lado obrigando a garota a segui-lo, quando percebeu o que estava fazendo ele afastou a mão rapidamente ambos tão vermelhos como tomates.

A ruiva riu abertamente ao ver o constrangimento dos dois que haviam se afastado tão bruscamente eu quase caíram sentados no chão, o que não aconteceu por muito pouco. Harry apenas entortou os lábios em um sorriso enviesado enquanto Luna e Neville não se preocupavam em esconder sorrisos idênticos e divertidos.

- Vamos até a Casa dos Gritos. – Luna falou tomando a iniciativa, pois percebera que nenhum dos outros parecia capaz de articular algo coerente.

Eles andaram por pouco mais de dois minutos quando Harry avistou a tão famosa casa assombrada, era uma grande casa, com aparência velha e mal cuidada que ele podia perceber que há muitos anos nenhuma pessoa colocava os pés ali. Ela estava localizada no final do vilarejo, logo depois de uma ladeira, duas janelas da casa estavam fechadas com tábuas velhas e seus jardins estavam úmidos e malcuidados.

- Esse é o lugar mais curioso de toda a Inglaterra, principalmente na mente dos bruxos que moram aqui perto, existem muitas histórias de fantasmas e outros seres sobrenaturais que rondam o povoado de Hogsmeade sobre a Casa dos Gritos. – Luna explicou ao moreno que continuava olhando para um dos locais em que seu pai passara grande parte das aventuras escolares - Até os fantasmas de Hogwarts evitam o lugar.

- Você quer ir até lá? – perguntou Gina sorrindo para o moreno que pensou se ela não estava zombando dele, decidiu que não e que a pergunta era sincera.

- Acho que não, quero conhecer o tal Três Vassouras que vocês falaram com tanto entusiasmo. – disse Harry voltando as costas para o lugar e encaminhando-se novamente para o povoado.

Eles refizeram todo o caminho comentando e rindo sobre coisas banais embora Harry não participasse do momento deles, estava distraído novamente. Somente saiu de seus pensamentos quando Neville o cutucou mostrando que eles já estavam chegando ao bar.

- O Três Vassouras é um bar pequeno, mas tem um ambiente barulhento e um pouco esfumaçado. A dona do lugar chama-se Madame Rosmerta e o Rony tem uma queda do tamanho de um precipício por ela. – Gina falou essa ultima parte com a voz debochada rindo quando o irmão ficou escarlate, ela adorava cutucar Rony com aquele fato.

- Eu tinha treze anos Gina, dá pra esquecer? – pediu o ruivo olhando para a irmã exasperado com os comentários que ela sempre tecia a esse respeito.

- Não mesmo. – falou Neville também rindo do garoto – Esse e um fato que não podemos esquecer Rony, é divertido demais.

- Idiotas. – sibilou o ruivo com raiva enquanto abria a porta do bar com brusquidão assustando alguns clientes que olharam de cara feia para o ruivo que ficou ainda mais vermelho, mas ignorou os olhares e não se desculpou pelo ocorrido.

- Desculpem meu irmão pessoal, parece que ele não recebeu educação de nossa mãe. – Gina falou sorrindo para as pessoas que tinham olhado para eles, mas suas palavras venenosas eram dirigidas ao irmão.

- Vamos sentar. – Hermione falou seguindo pelo caminho onde o ruivo tinha ido e logo todos já se encontravam acomodados esperando serem atendidos.

- O que vão querer queridos? – perguntou uma mulher com uma aparência um pouco velha, o moreno olhou-a intensamente sentindo que aquela mulher era uma tremenda de uma fofoqueira, com certeza ficava ouvindo a conversa dos outros enquanto servia e anotava os pedidos.

- Cerveja amanteigada para nós Madame Rosmerta. – Gina falou sorrindo para a mulher e Harry olhou surpreso para a mulher embora disfarçasse, então aquela era a tal Rosmerta por quem o ruivo tivera uma queda, o que será que ele vira naquela mulher? Ano era nem mesmo bonita e sim velha e feia na opinião do moreno.

- Certo, cinco cervejas amanteigadas. – anotou Rosmerta vendo que os outros também haviam concordado com a ruiva, por fim ela olhou para o sexto integrante da mesa e empalideceu mortalmente vendo a semelhança daquele rapaz com Tiago Potter, um de seus antigos clientes, então aquele era Harry Potter – E você rapaz, cerveja amanteigada também?

- Não. – respondeu Harry vendo a reação dela sobre si, mesmo ela tentando esconder ao máximo a surpresa que ela tivera o moreno percebera, fora treinado para ser um excelente observador e reparara no olhar que ela lhe lançara, e por precaução sondou a mente dela descobrindo que não haveria perigo vindo da parte dela, por isso falou – Eu quero um Whisky de Fogo, ou a bebida mais forte que você tiver, por favor.

- Ok. – disse a atendente olhando atentamente para o moreno antes de virar as costas e se dirigir ao balcão buscando os pedidos.

- Tem certeza sobre isso Harry? – perguntou Hermione com a voz hesitante olhando para o moreno de maneira inquisidora. – Whisky de Fogo é uma bebida muito forte.

- Não se preocupe Hermione, estou acostumado a beber Whisky e Vodka trouxa e posso garantir que são bebidas quase tão fortes quanto o Whisky de Fogo. – Harry falou calmamente enquanto observava a atendente voltar com as bebidas.

- Aqui está pessoal. – ela falou colocando as cervejas amanteigadas na frente de cada um deles e o Whisky de Fogo para moreno.

- Obrigado. – Harry agradeceu antes de pegar o copo cheio com a bebida levando-a em direção aos lábios e virando-a de um gole só. – Ah qual é, essa bebida está muito fraca pro meu gosto. Manda mais duas, por favor.

Os cinco amigos olhares surpresos para o moreno enquanto Madame Rosmerta simplesmente pegava os galeões que ele havia colocado em cima da mesa e voltava para o balcão voltando em seguida com mais duas doses de Whisky de Fogo que o moreno tomou rapidamente da mesma maneira que a primeira dose.

Eles permaneceram no bar por vários minutos e estavam para sair quando Hagrid entrou pela porta do bar e os avistou, o meio gigante atravessou todo o bar na direção deles que preferiram voltar a se sentarem calmamente.

- Olha só quem está aqui. – falou Hagrid assim que chegou junto a mesa deles e puxando uma cadeira maior que havia em um canto sentou-se com eles. – Então como vão crianças? Madame Rosmerta, que prazer em vê-la.

- Olá Hagrid, o que vai querer? – perguntou a mulher sorrindo amigavelmente para o meio gigante enquanto olhava para um novo grupo de alunos que entravam pela porta do bar naquele exato momento.

- O de sempre Rosmerta. – declarou Hagrid alegremente e depois voltou seus olhos para os garotos – Vocês me acompanham, não é mesmo?

- Claro que sim Hagrid. – Harry se adiantou respondendo pelos outros e virando-se para a atendente pediu – Traga mais uma rodada de cerveja amanteigada para os meus amigos e uma garrafa de Whisky de Fogo pra mim.

- Como está sendo o passeio? – perguntou Hagrid enquanto esperava que Rosmerta trouxesse sua bebida.

- Legal. – respondeu Harry depois dos outros terem respondido as mais diferentes coisas ao meio gigante, Rosmerta chegou naquele momento com uma bandeja em mãos e logo espalhou as bebidas pela mesa em frente a cada um deles, o moreno observou que Hagrid estava com um copo de Whisky de Fogo também e sorriu ligeiramente enquanto enchia seu copo e erguia em um brinde ao professor – A sua saúde Professor e as criaturas interessantes que eu ouvi falar que você possui.

O Professor de Trato das Criaturas Mágicas o acompanhou no brinde animado e ambos viraram o conteúdo de seus copos de um gole só, mais uma vez Harry sentiu o liquido queimando em sua garganta, aquela era uma sensação boa demais, sentira falta daquilo enquanto estivera no mundo dos mortos.

- Você parece ter um conhecimento elevado sobre Criaturas Mágicas. – comentou Hagrid enquanto o moreno enchia novamente tanto o seu copo como o do Professor – Conhece alguma criatura interessante?

- Já vi alguns bem interessantes sim. – falou Harry pensando em todos os demônios e bestas sanguinárias que já matara – Vampiros, Lycan’s, Harpias, Gárgulas, mas os animais que eu mais gosto são os dragões.

- Dragões são criaturas fantásticas e esplendidas. – O Professor exclamou animado enquanto seus olhos brilhavam – Quais as espécies que você já viu?

- Eu já vi um Barriga-de-Ferro Ucraniano, Chifres-Longos Romeno, Dente-de-Víbora Peruano, Dorso-Cristado Norueguês, Dragão Leonino e o que eu mais gostei de ter contato foi o Negro das Ilhas Hébridas. – citou Harry lembrando-se de parte de seu treinamento onde ele era obrigado a retirar sangue dos dragões sem acordá-los.

- São espécies magníficas. – falou o meio gigante que tinha os olhos cada vez mais brilhante de empolgação e logo os dois iniciaram uma conversa animada sobre as principais criaturas das trevas, os amigos apenas observavam calados a discussão dos dois sobre os animais mágicos, não queriam interromper embora Hermione sentisse vontade de participar daquele pequeno debate.

Logo a conversa girava em torno de Voldemort e os comensais da morte, os motivos da guerra e principalmente a covardia dos comensais que atacavam os inocentes.

- Não sei o que o Ministério acha que vai fazer do jeito que as coisas estão. – Hagrid falou em voz baixa para que somente os garotos ouvissem – Os aurores não conseguem lutar contra os comensais, caem como moscas nas batalhas, nem mesmo a Ordem anda conseguindo muitos resultados ultimamente, pelo menos Hades está de volta e está ajudando matando alguns comensais da morte, mas Dumbledore cismou com ele...

- Espera Hagrid, quem é esse Hades? – perguntou Gina olhando com a sobrancelha arqueada para o meio gigante, lembrava-se vagamente do nome embora não conseguisse assimilar de onde, olhou para os amigos e percebeu que nos rostos deles refletiam o mesmo olhar que o seu, inclusive Hermione que sempre sabia de coisas que eles ignoravam.

- Eu não devia ter dito isso... Não deveria ter dito isso. – falou o meio gigante levantando-se da mesa e pegando do bolso algumas moedas jogou em cima da mesa – Ouçam, esqueçam o que eu falei e não comentem com ninguém isso. Tenho de ir. - A seguir ele virou-se e saiu do bar indo em direção da porta saindo em seguida.

- Quem é esse Hades? – perguntou Gina novamente dessa vez olhando para os amigos – Eu me lembro vagamente de ter ouvido esse nome em algum lugar, mas não tenho certeza de onde foi que eu ouvi sobre ele.

- Eu também sei que já ouvi algo sobre ele, mas não consigo lembrar. – Hermione falou pensativa tentando forçar sua mente.

Harry não disse nada, pois estava observando o grupo que havia chegado a pouco no bar. Ali estavam os sonserinos, Draco Malfoy andava de maneira arrogante ladeado pelos seus dois capangas, nem parecia que o pai dele havia sido preso a poucos dias atrás.

- Harry... – a voz mais elevada da ruiva o chamou de volta a realidade e depois ela lançou um olhar em direção do local de seu olhar e por apenas um segundo os olhos da garota escureceram levemente o que surpreendeu Harry pelo brilho inconfundível que viu nos olhos castanhos dela, mas logo ela desviou seus olhos olhando diretamente para si – Eu perguntei se você sabe alguma coisa sobre esse tal Hades, eu sei, mas não consigo me lembrar.

- Bem, na verdade eu sei sim algumas coisas sobre ele. – retrucou Harry calmamente olhando diretamente para a ruiva enquanto sentia o sonserino indo em direção aos fundos do bar, provavelmente em direção ao banheiro.

- Então quem ele é? – perguntou Hermione impaciente com o sorriso de lado que ele tinha no rosto, como se estivesse se divertindo.

- Digo a vocês em Hogwarts. – disse Harry antes de se levantar e enfiar a mão no bolso tirando mais algumas moedas que se juntaram as que Hagrid havia deixado – Agora poderia me dizer onde fica o banheiro?

- Para lá. – falou Neville apontando para os fundos do bar onde Draco Malfoy tinha desaparecido, o moreno sorriu e antes de se virar e começar a andar calmamente naquela direção agradeceu rapidamente ao garoto.

Harry andou rapidamente até o local que Neville indicara sentindo os olhares de muitas pessoas em suas costas, mas não deu nenhuma atenção a eles. Chegou ao fim do corredor e encontrou duas portas, a da direita designada para os homens e a da esquerda para as mulheres, porém antes de entrar o moreno analisou o interior do banheiro.

Descobriu que o loiro estava mesmo usando o banheiro enquanto os dois capangas dele se encontravam esperando ao lado da porta interior, próximos a pia que tinha ali dentro. Queria conversar sozinho com o Malfoy, por isso usou sua aura de poder para nocautear os dois gorilas silenciosamente e em seguida abriu a porta lançando um feitiço para que ela não fizesse barulho enquanto a abria e em seguida trancava.

Harry recostou-se displicentemente no batente da pia e esperou que o loiro saísse do interior do banheiro. Quando Draco finalmente saiu de dentro do banheiro resmungando baixo consigo mesmo se assustou quando viu os corpos de Crabbe e Goyle esparramados pelo chão, sentiu um frio na espinha e imediatamente levou a mão em direção a sua varinha quando ouviu uma voz fria que o deixou arrepiado de medo.

- Eu não faria isso se fosse você. – Harry falou com a voz gelada e sombria olhando o loiro parar o movimento de pegar a varinha, a mão ficou parada no ar enquanto ele elevava os olhos para se deparar com a figura displicente do moreno.

- O que você quer Potter? – Malfoy tentou usar um tom arrogante na voz, mas falhou quando as palavras saíram meio tremidas.

- Conversar. – falou simplesmente o moreno dando de ombros enquanto se desencostava da pia e ficava em pé novamente.

- Não tenho nada para conversar com você Potter. – retrucou friamente o loiro voltando a ter uma postura confiante, mesmo sabendo que não poderia fazer muita coisa contra o moreno a sua frente, já provara da força dele e sabia que ele era poderoso.

- Talvez não. – falou Harry sorrindo de lado ao ver a tentativa orgulhosa do loiro – Eu fiquei realmente surpreso por você estar tão calmo e tranqüilo depois que seu papai foi preso.

- Eu não dou a mínima para o que acontece com Lucio, por mim ele pode morrer que eu não ligo. – retrucou Draco sem esboçar nenhuma emoção na expressão.

- O que você faria se eu lhe dissesse que sei quem matou aqueles comensais e prendeu seu pai? – perguntou Harry com desdém olhando para o loiro.

- Eu não faria nada por que eu sei quem prendeu Lucio, Potter. – disse Draco com tanto sarcasmo e desdém que gerou um sorriso no rosto do moreno – Afinal, todo mundo sabe que ele foi preso pelos aurores, está no Profeta Diário.

- Eu sinto lhe informar Draco, mas aquilo não passa de marketing por parte do Ministro querendo obter um pouco de credito e tentando mostrar serviço perante a comunidade mágica, não foram os aurores que prenderam seu pai. – revelou Harry com a voz impassível olhando para o loiro tentando encontrar algo na reação dele, como não sentiu nenhuma mudança invadiu a mente do sonserino sem que ele percebesse, precisou usar uma tática mais sutil e delicada, pois havia sentido as fortes barreiras mentais que o garoto tinha.

- Ele não é meu pai. – rosnou Draco se aproximando do moreno e tentando acertar um soco no rosto do moreno que apenas bloqueou com seu braço enquanto sorria.

- Dessa vez passa Draco, mas se me atacar novamente eu vou revidar. – falou calmamente Harry enquanto se afastava do loiro.

- Ele não é meu pai. – repetiu o sonserino com a voz baixa – Não me importa o que aconteça com ele desde que eu nunca mais o veja e que ele não chegue mais perto de minha mãe. Não me interessa quem o prendeu, mas quem quer que tenha sido deveria tê-lo matado.

- Talvez a pessoa que tenha feito isso o tenha poupado para que você possa se vingar. – falou Harry friamente logo depois de acessar as memórias do loiro e ficar enojado com o que ele sofrera quando não passava de uma criança, aquilo era inconcebível. – Ou você vai deixar que ele fique impune depois de todo o mal que causou a você e a sua mãe?

- Como sabe disso? – perguntou Draco empalidecendo e dando dois passos para trás como se acabasse de ser golpeado.

- Eu sei muitas coisas. – falou Harry calmamente se aproximando do loiro vagarosamente e voltando a falar – Posso te ajudar a ter sua vingança, mas primeiro você deve querer. Sei que você não sabe o que fazer com sua vida, assim como também sei que o Lorde das Trevas está te pressionando para se tornar um comensal da morte e que você está indeciso quanto a isso. Renuncie a Voldemort e eu lhe darei sua vingança, abandone o lado das trevas e fique do meu lado na guerra e eu lhe garanto que poderá ter tudo o que deseja para si. Pense bem na minha proposta Draco, e me de uma resposta quando se sentir preparado.

Em seguida Harry destravou os feitiços na porta do banheiro e saiu deixando o loiro sozinho com os corpos estendidos dos dois capangas que viviam seguindo-o, pois havia sentido uma presença forte por perto assim como algumas pessoas que exalavam a magia negra.

Deveriam ser os comensais da morte e a forte presença que ele estava sentindo que se dirigia para longe do povoado provavelmente era a tal garota indo em direção a Hogwarts. Agora ele sim ele poderia se divertir.




Agradecimentos especiais:

The Jones ;D: esse capitulo foi apenas uma introdução para o próximo que vai ser de arrasar, pelo menos eu espero que sim. Abraços.

¢£³ Deco: capitulo parado mesmo velho, mas eles são necessários para a introdução dos fatos. Esse capitulo foi mais para introduzir o Draco na historia e coloca-lo do lado dos bonzinhos, no próximo capitulo vai ser pancadaria geral, vai ter o Harry detonando os comensais da morte e os outros tambem, e principalmente o Draco aparecendo para ajudar e tomando sua decisão. Quanto aos shipper, eles estão meio na minha cabeça, acho que já deu pra sacar que Rony e Hermione, assim como Neville e Luna serão casais, a minha duvida mesmo estava quanto a Gina e ao Harry, eu não queria colocar os dois, afinal já tenho uma fic onde os dois ficam juntos e outra com personagem original, até pensei em fazer ele com a Hermione, mas então resolvi colocar ele com uma P.O mesmo. O nome da alaida de Voldemort é Isabel e estou pensando seriamente em colocar os dois juntos, só preciso definir os detalhes. Abração fera.

Silvia Cecil: a Hermione é curiosa por natureza e vai começar a pesquisar por conta própria e a fazer perguntas ao moreno, algumas até inconvenientes, mas ela tambem será a primeira a ligar Harry a Hades. Beijos.

Trinity: vou levar em conta o que você sugeriu sobre a cobra, talvez eu realmente alguma cena do Harry conversando com ela, seria interessante. O Harry mostrou que ele não brinca na reunião e em breve eles também descobrirão que ele é implacável e impiedoso, no próximo capitulo batalhas em Hogsmeade e o Dumbledore apanhando. Beijos.




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