Second Life
Capítulo 10
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Escrito por Lariope
Traduzido por Ligia / Dinha Prince
Betado por Thayz Phoenix / Lety Snape.
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Nota da Beta¹: Desculpem pela demora, gente... Mas, como o prometido... =)
Boa leitura! *-*
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Ela bateu. Quando não houve resposta, silenciosamente lançou Protego Totalum sobre si mesma e entrou com a varinha em riste.
“Estupefaça!” ele falou. A azaração irrompeu no ar em frente a ela e dissipou. Hermione abriu um sorriso largo.
“Expelliarmus!” ela replicou, mas ele também tinha lançado o Feitiço Escudo, e o feitiço dela apresentou-se inútil.
“Agora conversaremos sobre como evitar um Feitiço Escudo,” a voz de Snape saiu de algum lugar à esquerda.
“Mostre-se”, ela falou.” É desconcertante acatar ordens de um espaço vazio.”
“Ah, mas você supostamente me sente, Senhorita Granger.”
Ela virou os olhos e voltou a olhar para porta onde acreditava que ele estava.
“Para cá”, ele falou, e o sorriso malicioso era evidente em sua voz.
Ela girou. Então, de repente, podia senti-lo, à direita, atrás dela. Tempero e Lã. Estendeu a mão e sentiu o pesado tecido das roupas dele, apesar de não poder vê-lo.
“Mas como -- ?”
“Porque eu lancei Protego Horribilis.”
“Então eu posso tocar você porque não tenho a intenção de lhe ferir?”
“Aparentemente.”
“Mas o Expelliarmus --“
“Qualquer feitiço que pretende me machucar ou, no caso do Expelliarmus, seja para meu prejuízo, será repelido, não obstante o castelo. Protego Hoirribilis seria uma sábia escolha, se você se visse entre Comensais da Morte.”
“Então se eu lançasse alguma coisa inofensiva ou que ajudasse você, passaria pelo feitiço?”
“Como o quê?”
“ O Feitiço de Desilusão. Remova. Quero ver se posso repor.”
Snape passou para frente dela. Ela acenou com a varinha e a visão dele se dissolveu novamente. Isto era um sinal extremamente curioso. Hermione nunca tinha feito Desilusão em si mesma; ela não percebera a desconfortável sensação de se sentir lentamente tragado por seu sósia.
Ela sorriu para si mesma. Se fosse capturada, Snape seria capaz de lançar feitiços para auxiliá-la e também poderia azará-la sem resultado, preservando sua posição de espião. Esta era uma informação preciosa. Ela pensou nas lições que ele lhe dera. Você agora tem dois disfarces úteis para seu arsenal… se eu vir isso, precisarei saber que é você… eu mesmo costumo usar o céu noturno… Protego Horribilis seria uma sábia escolha, se você se visse entre Comensais da Morte. Qualquer que tenha sido o propósito de Dumbledore a respeito das aulas, Snape estava ensinando-a a sobreviver.
De repente, Hermione se sentiu muito mais leve do que estivera há semanas. Tinha feito a coisa certa. Snape era… bem, ele era Snape, e nada poderia ser feito sobre isso. Mas, ele a ajudaria, e ela o ajudaria. E eles estavam se dando tão bem quanto se podia esperar, não estavam? Ela tinha que admitir que se divertia com os duelos verbais. Não era um casamento, não dava para chamar assim, mas era um esboço.
“Remova o feitiço, Senhorita Granger,” ele falou, e ela obedeceu, revelando-o.
“Eu quis dizer o Protego Totalum,” ele escarneceu.
Logo que ela ergueu a varinha, ele sibilou de dor, e semicerrou os olhos.
“Professor! Eu juro que não –“
“Use seu cérebro,” ele conseguiu rosnar. “Ainda estou utilizando o Escudo.”
“Então o quê --?”
“Estou sendo chamado.”
O coração dela pareceu despencar até o buraco de seu estômago. Chamado.
Snape rapidamente removeu o Feitiço Escudo e falou, ”Accio roupas e máscara!”
Ela assistiu em silêncio, horrorizada, quando as roupas de Comensal da Morte voaram pelo aposento e alcançaram-no.
“Você precisará informar o Diretor,” ele falou quando passou por ela, preparando-se para partir.
“ Espere,” ela disse agarrando rápido o braço dele. Ele voltou-se para ela, e não havia nada do homem que conhecera nos últimos dias naqueles olhos. Ela rapidamente o soltou.
“Sim?”
“Se ele sabe… então você não precisará levar alguma coisa?” Ela não poderia deixá-lo ir sem uma história. Ele tinha gastado todo o feriado preparando-a; agora, tinha o dever de prepará-lo.
“Sobre o que está tagarelando, Senhorita Granger? Prolongar meu atraso piorará —“
“Eu entendo que você contou a ele que está me usando para obter informações sobre Harry — que você... me seduziu.”
Ele não falou nada, mas continuou encarando-a ameaçadoramente.
“Façamos isso,” ela falou abrindo o fecho da capa.
“Senhorita Granger!”
“Confie em mim,” ela respondeu firmemente e abriu o nó da gravata. Desabotoou alguns poucos botões no alto da blusa e segurou o braço dele mais uma vez, fitando adoravelmente seus olhos.
“Professor Snape, Harry suspeita que Draco Malfoy esteja tramando alguma coisa! Ele está seguindo Draco pelo castelo — Harry acredita que Draco fez alguma coisa relacionada ao colar amaldiçoado da Cátia Bell! Estou assustada, Professor. Você pode verificar isso?”
Os olhos de Snape estavam completamente ilegíveis, mas ele alisou a parte de cima da mão dela, o cabelo dela e disse, ”Não tenha medo, Senhorita Granger. É claro que irei averiguar isso. Mas, diga ao Sr. Potter para não fazer nada precipitado. Draco Malfoy está ligado a um poderoso bruxo. Isso não o prejudicaria.“
“Obrigada, professor,” ela sorriu de maneira tímida.
“Obrigado, Senhorita Granger,” ele replicou, e ela não saberia dizer se era parte da cena ou se, apressadamente, estabelecera algo ou alguma coisa além disso.
Snape não falou mais nada, porém voou apressadamente para sala, deixando-a sozinha no escritório. Ela ficou lá por alguns minutos, apreendendo o que tinha acabado de acontecer. Observando, sem fazer nada, o pânico se mover lentamente e infectar sua circulação sangüínea. Por favor Deus, ela pensou. Por favor, Deus. Por favor, Deus. Aparentemente suscetível a pensar algo coerente, e relutando em permanecer ali inultimente por mais tempo, ela abotoou a blusa, ajeitou a gravata, colocando-a no lugar, arrumou sua capa e pôs-se a caminhar para o escritório de Dumbledore.
***
Os pensamentos de Snape transformaram-se em dor e confusão enquanto descia a passos largos o corredor. Apenas alguns minutos a mais até o local da Aparatação, se as escadas cooperassem, e a marca pararia de arder em seu antebraço. Não estava muito longe; a dor se transformando em uma ponta de febre. Lembrou a primeira convocação assim que o Lord das Trevas retornou ao poder. Naquela noite, Snape precisou esperar uma hora antes de se juntar a ele. Essa não era uma dor que tenha, alguma vez, desejado sentir novamente, e cada pontada ardente trazia isso a sua memória. Que diabos Voldemort queria? Supostamente não deveria ser convocado durante os feriados; o Lord das Trevas tinha concordado, com tão pouca circulação no castelo, sua ausência seria notada mais rapidamente do que quando os corredores estavam abarrotados de estudantes. A pele formigava de apreensão.
Combinando tudo isso, o braço também parecia formigar onde a Senhorita Granger agarrara-o. A garota deixara-lhe desconcertado. Não que o aperto tão rápido fosse necessário — apesar de ter desprezado a idéia original dela, ela nunca deixaria de fazê-lo — mas, que ela estava disposta a humilhar-se completamente. Isto espantou sua mente. Ele era somente um mestiço e, por causa disso, tinha sofrido muito durante toda a vida para nunca mais parecer em desvantagem. Ela era, uma nascida trouxa, cujo valor seria sempre questionado, estaria disposta a parecer tola e ingênua diante de um bruxo tão poderoso quanto o Lord das Trevas...bem, não sabia se a admirava ou se a repreendia severamente. Talvez ela fosse um gênio; talvez acalmassem o bastardo infeliz através de sua própria satisfação, mas ainda sentia um risco terrível. Ele não teria pedido algo assim a ela; encontraria algum outro caminho, alguma coisa que pudesse distorcer...
Pensou de novo nas palavras delas, Harry suspeita que Draco Malfoy esteja tramando alguma coisa! Idéia inteligente! Ela pareceu que aprendera a lição mais importante de todas desde que ele começou a instruí-la: você sempre mente com a verdade.
Quando deixou o castelo, estava quase correndo para a Floresta Proibida. Encolheu os ombros debaixo da roupa assim que alcançou a cobertura das árvores, empurrou a máscara para o rosto e tocou a Marca Negra com a varinha. O fim da dor coincidiu com a pressão da Aparatação, deixando-o a sensação de enjôo e vazio. Quando reapareceu, estava incerto com relação aonde tinha chegado. A sala era grande e as paredes eram de pedra. Outros Comensais estavam presentes, e ele tentara deslizar silenciosamente por entre o grupo, mas foi notado antes.
“Severus!”
Ele deu um passo à frente, caiu de joelhos e pegou a bainha da roupa do Lord das Trevas entre os dedos, abaixando seu rosto para tocá-la.
“Você está atrasado.”
“Perdoe-me, meu Lorde. Levei alguns minutos para escapar despercebido.”
“Eu espero que você tenha trazido notícias suficientes para justificar sua ininterrupta presença em Hogwarts.”
Snape ergueu seu rosto para os olhos de serpente do bruxo, esperando pelo inevitável.
“Ainda não, Severus,” Voldemort riu furtiva e friamente. “Tantos leais servos se arriscam muito, enquanto você vive sob a proteção da escola. Esta noite, desejo que eles ouçam o que você trouxe para mim, que saibam o que você obtém atrás daqueles muros.”
“Muito bem, meu Lorde,” ele respondeu, pensando, Lucius. Lucius tinha cochichado no ouvido do Lord das Trevas. Fofoca dele com relação à interferência no plano de Draco, talvez, ou até menos. A inveja era raramente inapropriada; ele ficou em Azkaban enquanto Snape vivia com relativo conforto — não que Azkaban fosse um horror uma vez que os Dementadores estavam do lado do Lord das Trevas e o Ministério lentamente sendo controlado.
Mensagens eram passadas para dentro e fora com tranqüilidade e Snape pensou amargamente que Lucius deveria considerar como algum tipo de férias. Ele vivia dentro de um confinamento que o mantinha relativamente seguro e era preciso fazer um pouco mais que adoecer para ser considerado leal.
“Potter foi enviado a A Toca para as festas de fim de ano, acompanhado do Weasley. Há presença da Ordem em peso na casa.”
“Nada de mantê-lo em Hogwarts, então?”
“Não, meu Lorde. Dumbledore está frequentemente ausente. Não acho que ele gostaria que Potter permanecesse lá sem a presença dele.”
“Onde está Dumbledore? Eu pensei que ele se preocuparia bastante ao deixar seu precioso estudante desacompanhado na escola.”
“Ele o deixa sob os cuidados do lobisomen e da metamorfomaga. Sente que é proteção suficiente.”
“Tolo, tolo.”
“De fato, meu Lorde. A Ordem não está obtendo membros como eles haviam esperado. A presença dele no Ministério é um resto estático. Não recrutaram Potter, nem nenhum outro estudante simpatizante.”
“Interessante.”
“Contudo, o foco principal reside no Potter. Estão dando muita importância à profecia, apesar do fingido desprezo por isso. Estou certo de que Dumbledore está fornecendo instruções privadas ao menino que até a Ordem não está inteirada. Suspeito que isso tem alguma coisa a ver com as ausência prolongadas dele.”
“Você tem o dever de estar a par disso, Severus. Eu não tolerarei —“
“Sim, meu lorde. Estou desenvolvendo uma fonte.”
“A amiga do Potter?”
Houve um momento de silêncio murmurado entre os Comensais da Morte. ”Sim, meu Lorde.”
“Ela está provando ser um contato valioso?”
Snape sorriu maliciosamente. ”Está. Justo essa manhã, ela me contou que o Potter suspeita de Draco Malfoy, de algum tipo de traição, e que Potter está seguindo o garoto. Falei para ela deixar isso comigo, que eu resolveria e avisaria a Dumbeldore.”
O Lorde das Trevas acenou e encarou-o pensativamente com seus incandescentes olhos vermelhos. “Você dormiu com ela?”
Snape olhou de soslaio em resposta, e virou o canto da boca para cima. “Apesar de poucas coisas serem tão desgostosas quanto transar com uma sangue-ruim, não há nenhum modo mais rápido para alcançar o jovem coração da garota. Elas igualam prazer ao amor.”
Assim, ouviu uma apreciativa gargalhada.
Voldemort aparentemente não poderia esperar muito mais. Pegou o rosto de Snape em suas mãos e sibilou, “Legilimens!”
Snape estava pronto. Tinha suspeitado de que a conversa não faria diferença, ele queria alguma evidência palpável do tempo com a Senhorita Granger.
Quando o bruxo penetrou sua mente, permitiu que a imagem da garota flutuasse para superfície, lembrando-se de quando ela estava deitada em sua cama após a vigorosa tentativa de Oclumência, amedrontada, mas confiante. Lentamente, substituiu os flashes pelos da noite do casamento: uma perna desnuda, a boca arfante, um alisar na extensão da pele. Ele olhou para o rosto dela, abriu e questionou, então relaxou e sentou... e, finalmente, brincou com o presente dela, as palavras dela. Estou assustada, Professor. Você pode verificar isso?
De repente, a atenção de Voldemort voltou. Snape pôde senti-lo vagueando por entre suas memórias, procurando por algo. Ofereceu Dumbledore, ordenando que treinasse a Senhorita Granger; Draco insistindo que não precisava de ajuda; azarando Potter durante a aula. O Lorde das Trevas movia-se rápido e mais rápido por entre os pensamentos, parecendo estar insatisfeito pelo que achara ali. Finalmente, Snape desistiu, relutante, de uma memória que esperava manter: a Senhorita Granger dormindo, cansada, na curva de seus braços. Então, Harry acredita que Draco fez alguma coisa relacionada ao colar amaldiçoado da Cátia Bell! Voldemort rapidamente se retirou.
“Eu soube sobre a estudante amaldiçoada em Hogwarts,” Voldemort murmurou, “pensei que Dumbledore fizera seu melhor para abafar o fato. Diga-me, Severo, Draco participou?”
“Ele disse que não, meu Lorde.”
“Mas você pensa de outra maneira.”
“Não é meu dever especular. As ações de Draco só dizem respeito ao senhor.”
“Ainda assim, você o pressionou para descobrir detalhes do plano dele.”
“Tentei somente ajudá-lo, meu Lorde.”
“Narcissa contou-me de seu voto.”
“Se eu não tivesse certeza de que ela faria, teria feito eu mesmo imediatamente.”
“Você faria? Ultimamente, tenho lhe achado... reservado.”
“Meu Lorde, ofereço-lhe minha mente. Quais segredos eu poderia estar escondendo?”
“Por que não pude achar nenhuma evidência do voto em suas lembranças?”
"Mas essa mesma ausência não o assegura?” Snape perguntou sedosamente. “Se eu sentisse que tinha feito algo para desagradar-lhe, se eu tivesse tentado esconder, um Legilimens com a sua habilidade teria achado imediatamente.”
Voldemort deu uma olhada medindo-o, mas acenou.
“Muito bem. Considero suas notícias aceitáveis. Mas previno você, Severus. Não interfira com Draco Malfoy. Como você mesmo disse, ele está sob o meu controle.”
Nesse momento, Snape soube que tinha vencido, pensou no quanto custaria não desafiar a consideração. O Lorde das Trevas tinha rejeitado os comentários infundados de Lucius, e de outros — reconhecendo Yaxley, Macnair, e as formas de Bellatrix Lestrange entre eles — e estava satisfeito que ele continuasse a servi-lo. Mas temia por Draco. O infortúnio dele com a menina Bell o tinha revelado, e agora Lucius, com sua língua sorrateira, seria, mais uma vez, a vítima da ira do Lorde das Trevas.
“Sim, meu Lorde.”
“Bellatrix! Aproxime-se.”
Snape observou os vários Comensais da Morte vindo para prestar contas dos seus paradeiros e ações, como ele próprio fizera. Resistiu a urgência de trocar o peso de um pé para o outro. Isto não traria a fúria do Lorde das Trevas sobre si, tendo somente que evitar tal medida — não que os feitos de Walden Macnair fossem particularmente cintilantes. Mas, sabia que tinha o dever de lembrar cada palavra. Ele teria de levar para seu outro mestre quando retornasse.
***
Ele subiu o espiral de degraus monotonamente, tentando ser grato por poder subir todos os degraus. Estava ficando difícil e mais difícil acreditar que estava fazendo alguma coisa boa a alguém. Todos os segredos deixados para trás e para fora, todos relatados. Achou fácil perder o rastro de quem era o espionado. Dumbledore sabia a melhor maneira de fazer tudo mais rápido. Almejou o silêncio de seus aposentos, um pouco de chá, ou talvez algo mais forte, e descanso.
Bateu e entrou, encontrando Dumbledore em sua posição normal atrás da escrivaninha.
“Você está bem?” o velho homem perguntou.
“Como esperado.”
“Hermione veio aqui algumas horas atrás. Admito que já tinha começado a me preocupar.”
Snape ergueu uma sobrancelha. “Não se preocupe.”
“Suponho que ele perguntou sobre ela?”
“Sim.”
“E?”
“Eu dei a ele o que ele quis — notícias que somente ela poderia ter me dado.”
“Quais foram?”
“Que Potter suspeita de Malfoy.”
“Severus!”
“Não comece. Essa idéia foi da sua preciosa Senhorita Granger. Ela plantou a lembrança em mim antes de eu sair.”
“Nós não concordamos que você manteria os planos do Draco longe da Hermione?” Dumbledore estava quieto, irritado.
“Eu tenho mantido seus segredos, velho. Ela não sabe nada sobre os planos do Draco.”
“Então por que ela sugeriu esse tipo de coisa?”
“Talvez porque é verdade? Potter nunca tinha tido um grama de desconfiança de Draco, ou de qualquer Sonserino! Ela falou que Potter tem seguido Draco pelo castelo, observando-o. Ela pareceu sentir, e eu concordei, que isso era o que o Lorde das Trevas estaria esperando ouvir dos lábios dela. Nenhum plano, nenhuma estratégia! Muito simples, rumores adolescentes e rancores.”
“Entendo.”
Snape sentou e bufou. Como ele ousa questionar seus métodos? Foram ordens de Dumbledore que se tornasse um espião, se juntasse a Ordem, se casasse com a garota. Sob as ordens de Dumbledore ele mataria o venerado bruxo e se tornaria um fora da lei. Proteger Malfoy. Proteger Granger. Proteger Potter.
“Você terá um grande privilégio, Dumbledore! Talvez eu mude de idéia!”
“Você deu-me sua palavra, Severo.”
"E eu a mantive! Por tudo, eu a mantive."
E por estar muito cansado de qualquer luta, e porque isto seria um problema até se não estivesse lá, ele falou, “Bellatrix Lestrange mudou alguma coisa do Lorde das Trevas para o seu cofre no Gringotes.” Então levantou e moveu-se para rede Flu.
***
Ela estava em algum lugar nos aposentos dele. Ele poderia dizer instantaneamente quando pisou fora da lareira. Não havia fim de espionagem, para o espião? O que era aquilo que ela tinha falado no dia anterior? Você poderia ter perguntado. Eu teria contado a você qualquer coisa que quisesse saber. Ela tivera pretensão de ser verdadeira e honesta, mas agiu furtivamente em seus aposentos enquanto ele arriscava a vida para protegê-la. Bem, ele a encontraria. E quando o fizesse, faria-a se arrepender e a lembraria no que estava se metendo.
Como tinha feito com tanta frequência durante essas pausas para as festas, Snape desilusionou-se e lançou o feitiço Muffliato sobre seu corpo. Moveu-se lentamente pela sala de estudo para a sala de estar, lançando os olhos sobre as prateleiras onde esperava encontrá-la. No quarto dele? Continuou pela sala de estar e entrou no quarto imaginando à toa o que faria se a encontrasse em sua cama. Mas ela não estava lá, também. Ele podia estar errado? Tinha tido uma simples esperança de que ela estaria ali?
Voltou para sala de estar e estava considerando verificar no banheiro quando a viu. Ela estava torta, dormindo, coberta por uma manta que ele tinha convocado para ela no dia anterior. Sua boca estava relaxada, e seu cabelo espalhado selvagemente sobre o braço do sofá. Ela olhou para ele, como uma criança exausta e como um anjo, ao mesmo tempo. Ele sentou do outro lado, na poltrona de frente pra ela, e observou por um algum tempo ela dormir, agradecido pelo feitiço que o mantinha silencioso e invisível. O que ela está fazendo aqui? Falou para si mesmo que ela quis simplesmente ter certeza de que ele não tinha revelado nada a mais sobre o relacionamento deles para Voldemort. Ela ficou muito mal quando soube que o bruxo das trevas sabia sobre ela; claro, quis garantir que não estava em mais nenhuma situação de perigo além dessa. Era inesperado que Dumbledore não tivesse oferecido tranquilidade para ela depois do relato dele, mas... ela estava aqui. Estava agradecido que ela estivesse dormindo, que não ouviria mais palavras duras hoje, que fingiria que alguém o tinha esperado por tanto tempo para ter certeza de que ele estava bem.
Ela moveu-se um pouco em seu sono e então juntou o cabelo de um lado. Ele achou melhor não examinar a pontada da perda que sentiu quando aquele pouco rosnado espinhoso desapareceu do lugar. “Você voltou,” ela murmurou.
Ele sorriu tristemente, lembrando que ela não poderia vê-lo.
“Você está bem? Ele machucou você?” Ela estava começando a erguer-se agora, e o som da sua voz aumentou simultaneamente. “Professor? Onde você está?”
Ele removeu os feitiços e parou diante dela. Os olhos castanhos o absorveram, vasculhando cada polegada de sua pele. Quando ela pareceu satisfeita consigo mesma que ele estava sem mácula, suspirou e falou, “Obrigada Deus,” afundando nas costas do sofá.
Ele se sentou ao lado dela. ”Seu plano funcionou,” falou calmamente.
Ela acenou. ”Deus.”
Ele recostou-se contra o firme estofado do sofá e tremulou o fogo da lareira com a varinha. Ela olhou para lá, e pareceu que as chamas a embalaram de volta ao sono. Ele olhou fixamente para dentro das chamas por um indeterminado período de tempo antes de segui-la.
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N/T: AHHHHHHHHHH está lindo o desenrolar dessa história, Sevvie e Mione estão aproximando-se aos poucos e parece que ambos já perceberam isso. Espero que a tradução esteja boa. Seja bem-vinda ao nosso time de betagem e tradução a nossa mais nova colaboradora.Bjoks;* e até o próximo cap.
N/B¹: Só tenho duas coisas a dizer. A primeira:
Desculpem-me... MESMO!
A segunda:
“Snape era… bem, ele era Snape, e nada poderia ser feito sobre isso.”
Nada deveria ser feito, Srta. Granger. Severus Prince Snape é TOTALMENTE perfeito! *-*
Errr... São três na verdade..
Antes do Amanhecer está de volta! *-*
*joga confete*
Oooops, são quatro... Agora eu quero Parabéns, tá? Hahahahahaha. Brincadeira... XD
Obrigada, Dinha!
Obrigada, Lety!
Espero que vocês apreciem o capítulo! o/
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