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30. Indigestão


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


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CAPITULO 30



Indigestão




Molly Wesley parecia que iria explodir a qualquer momento. Arthur não tinha a mesma expressão, porém parecia dividido entre a dúvida e a rudeza da situação.
Gina sentia-se novamente com sete anos, sentada na cadeira, na mesa da cozinha, explicando aos pais, ou tentando explicar, porque abrira os presentes de Natal antes da data!
Harry estava sentado ao seu lado, rezando para que alguém dissesse alguma coisa.
O olhar horrorizado da Sra.Wesley estava começando a causar-lhe arrepios e dor de barriga. Ao menos agora, ele estava vestido. Já era um começo promissor.
A porta dos fundos abriu-se e Harry quis desaparecer enquanto era tempo. A cabeça ruiva e sorridente entrou por ali, e ele teve certeza que nada poderia ficar pior que isso.
-Recebi o recado -ele disse indo direto para a mãe, mas parou ao avistar Harry. – O que está fazendo aqui, Harry? Concordamos que daria um tempo para Gina!
Harry preferiu se calar. Isso ia piorar, pensou, olhando para Gina que o olhou da mesma forma. havia algo divertido no olhar dela.
-Rony, meu filho... – Molly tocou seu braço, vermelha de indignação.
-Gina não pode passar por isso agora! – ele continuou sem escutar nada – Harry, eu te expliquei qual é a situação! Ginervra está frágil por causa da gravidez e da morte do marido!
-Rony... – Gina tentou interromper, mas não adiantou.
-Como pode vir falar com ela sem falar comigo? – ele perguntou revoltado.
-Bem da verdade, ele não veio falar com Gina – Artur disse maneando a cabeça e olhando para Harry com olhos astutos – guarde sua raiva, Rony, sua irmã foi atrás dele, e já tem tempo.
Rony não acreditou imediatamente. Levou alguns segundos para acreditar.
-Eu estou bem, Rony – ela disse sorrindo para acalmá-lo – A presença de Harry não me causa problemas, bem pelo contrario. Estamos...juntos novamente.
-Isso todos nós pudemos ver! – Molly ironizou, apontando a filha com desgosto - eu os peguei na cama, Rony! Na cama!
-Mãe! Não fale como se fosse algo sórdido! – Gina disse indignada – Não fizemos nada além de dormir na mesma cama! – Molly Wesley olhou-a com desdém e ela avermelhou – Harry e eu éramos íntimos no passado, isso não é segredo para ninguém! Então, porque, agora, que somos adultos fingiríamos o contrario?! Ele dormiu na mesma cama que eu, mas isso não quer dizer que aconteceu alguma coisa além de uns beijos!
-Vocês estão dormindo juntos? – Rony pareceu incrédulo demais para brigar.
-Não seja hipócrita, Ronald! -ela disse mal criada – não faria essas coisas antes do bebê nascer...mas isso não quer dizer que eu não tenha o direito de fazer! Sou maior de idade, viúva, e independente! Não devo satisfações da minha vida sexual para ninguém!
-Gina! – Molly disse horrorizada.
-Ela tem razão- Artur disse mais conciliador – Harry voltou para sua vida, e se você o aceitou, não temos direito a opinar. Mas vai concordar que trazer um homem para dormir nessa casa, sem falar conosco, foi errado. Sua mãe levou um susto, e nos deixou preocupados. Ao menos poderia ter contado, e não agido como uma adolescente cheia de hormônios a for da pele!
-Sei disso, pai -ela disse humilde – Eu...estava tão feliz com a volta de Harry que...não quis que nada pudesse estragar esse momento, por isso pedi segredo. Harry concordou comigo, só isso.
-Só isso? – Molly continuava soltando fogo pelos olhos.
-Espera, mãe – Rony disse indignado – Vamos ouvir o que Harry tem a dizer sobre isso! – ele cruzou os braços desafiando Harry a fraquejar.
-Eu peço desculpas por ter dormido nessa casa sem pedir consentimento aos donos. – ele disse depois de engolir em seco, tenso. – Rony me pediu para não procurá-la e concordei. Contrariando, é verdade, mas concordei. E não teria me aproximado até a neném nascer e Gina estar bem. Eu teria esperado. É a mais pura verdade, Rony. – havia verdade em seu olhar - No entanto, se ela apareceu na minha porta, eu não a mandaria embora! De forma nenhuma! Fazem alguns dias, e Gina está bem de saúde, Felicity está crescendo saudável e nós dois estamos felizes. Não vou pedir desculpas por isso.
-O que você pretende fazer agora? – Artur perguntou a Gina – Tenho que saber o que pretende fazer de sua vida, Gina, você terá uma filha e tem um namorado novo. É muita coisa para tão pouco tempo.
-Pai – ela disse com voz mansa, mas por dentro estava odiando aquilo tudo. Era sua família, mas não tinham direito a se meter desse modo – eu já estava grávida antes de Harry voltar a minha vida! Ter um namorado não muda nada!
-Como não? – Molly perguntou furiosa – Acaso vocês dois já conversaram entre um amasso e outro? – ela estava vermelha a prestes a bufar.
-Pai, quer dizer à mamãe que não tenho mais doze anos de idade? – Gina disse furiosa também, pois tinha o mesmo gênio da mãe.
-Diz isso porque ainda não tem sua filha nos braços e cheiro de leite e coco por todo o corpo! Quer ver como Harry some rapidinho quando isso acontecer? – Molly disse com uma gama de crueldade que a calou.
Era só nisso que vinha pensando nos últimos dias. Sua mãe acertara na ferida, mas não parecia feliz ao notar sua expressão.
Harry olhou de uma para a outra sem entender o que elas queriam dizer. Porque isso era um problema tão grande. Era um filho, será que ninguém entendia isso? Filho de Ginervra. Porque isso tinha que ser ruim?
-Se Gina tiver algum problema em trocar as fraudas ou amamentar, tenho certeza que poderá achar uma pessoa capacitada, ou eu posso aprender e ajudá-la –ele disse inocente, sem crer no porque delas darem tanta atenção a isso.
Rony, apesar da raiva, teve que sorrir solidário.
-Harry, o que minha mãe quer dizer, é que saber que Gina terá um filho é diferente de vê-la ter um filho e de conviver com as mudanças que isso trará. Que assim como outros homens, você não está preparado para conviver com isso.
-Isso só quer dizer, que sua mãe não me conhece – ele disse imediatamente ofendido.
-Fazem dez anos, é claro que não o conheço mais, Harry! – Molly defendeu-se, a beira das lágrimas.
-Só que para mim faz poucos dias desde a última vez em que estive aqui! - ele revidou chocado pelas coisas que eles deviam pensar sobre ele. – e mesmo que houvesse passado todo esse tempo para mim, o que os fazem pensar que seria incapaz de aceitar o filho de uma mulher a quem eu amo?
-Isso é idealismo, Harry – Artur disse complacente – A realidade muda a nossa forma de ver as coisas.
-Eu sei como me sinto, e sei que é a minha realidade, e se Gina estiver disposta a tentar, não vou desapontá-la. – olhou para ela que sorriu.
-Estou disposta a tudo para não te perder de novo – ela disse emocionada. Olhou para os pais menos raivosa – Eu prometo que vou tomar cuidado nessa relação, não estou me jogando de cabeça, Harry sabe disso, já falamos muito sobre esse assunto. Sinto realmente ter agido como uma adolescente –sorriu ao lembrar-se da expressão de sua mãe ao vê-los juntos – mas não vou desistir de tudo por medo.
Molly e Artur se entreolharam duvidosos. Artur aproximou-se da mulher para, pedido silenciosamente que ela relaxasse. Rony poderia facilmente estuporar Harry pela audácia, mas não o faria. No fim de tudo, a escolha não era deles.
-Hermione sabe que estão juntos? – ele perguntou por fim, talvez para trocar o assunto, ou tirar essa dúvida.
-É claro que sabe, eu contei – Gina disse sorrindo para desafiá-lo.
-Ela não me contou –ele disse decepcionado.
-E porque ela contaria? – Gina desafiou o irmão com o olhar. – Ela está hospedada na casa do ex-namorado, junto com a esposa dele e com os filhos!
-Gina! -ele disse olhando para os pais.
-O que você disse, querida? – Molly que não perdia nada arregalou os olhos – Hermione está hospedada na casa do Rony? Pensávamos que fosse apenas Harry...pelo visto, Rony esqueceu de contar esse pequeno detalhe!
-É só uma favor para uma amiga, mãe -ele disse corando um pouco.
-E Mary concordou com essa loucura? - ela disse como se fosse surpreendente.
-E porque não? – ele perguntou como se não soubesse a resposta. – Ela não sabe que Hermione e eu namoramos...nem sabe que.... –deixou o resto no ar.
-Que você a ama? – Molly riu incrédulo – É claro que sabe, uma mulher sempre sabe quando seu marido pensa em outra mulher!
-Tá, mãe, tá, eu tenho que voltar ao ministério. Harry, venha comigo, nossa conversa ainda não acabou. – disse impaciente, querendo fugir do assunto.
Achando melhor não forçar sua sorte, ele foi. Aliviada, pois poderia ter sido pior, Gina respirou mais leve.




Para quem está acostumado a não dar satisfações, era torturante ter que contar cada detalhe sobre seu dia e sobre suas decisões. Hermione se perguntava como poderia ser masoquista a ponto de agüentar aquele interrogatório diário.
Era claro como a luz do dia, que Mary não fazia tantas perguntas por curiosidade, ou amizade, era única e exclusivamente para arrancar dela alguma coisa para usar contra ela no futuro. Se Hermione não estivesse tão culpada em estar apaixonada pele marido dela, com certeza já teria posto as cartas na mesa.
-Tia Hermione! – Sara veio correndo da escada e seu rosto estava iluminado – Minha professora disse que você e tio Harry são heróis! É verdade?
Hermione estava bem feliz com o avanço em seu relacionamento com Sara. Hermy era mais doce e fácil de conviver, mas a outra gêmea era mimada e chatinha igual a mãe. Pouco a pouco ia cedendo e já não a olhava mais como uma intrusa.
Era importante que as filhas dele não a odiassem, mas se fosse sincera iria admitir que sua verdadeira intenção, era estar próxima de tudo que era ligado a ele. Amar suas filhas e ser amada por elas, fazia com que tivesse a pálida esperança de um futuro juntos!
-Você já perguntou isso ao Harry? – ela perguntou querendo fugir do assunto difícil.
-Sim, e ele disse para perguntar a você, que sabe tudo! – ela sorriu e Hermione não teve coragem de frustrar-lhe a alegria.
-Hum...Harry e eu não somos heróis, somos apenas duas pessoas que fizeram tudo que puderam para ajudar as pessoas e o mundo em que vivemos.
-Isso não faz de vocês dois heróis? – ela insistiu desconfiada.
-Acho que em parte faz sim, mas somos heróis modernos. Heróis de verdade, de carne e osso. Não vivemos para salvar o mundo e não temos esse poder! Temos defeitos, como qualquer outra pessoa, só o que o mundo ainda não os conhece, por isso não falam deles!
Sara riu e olhou para a mãe.
-Não tem dever no quarto, Sara? -ela perguntou como quem não quer nada.
-Tenho sim... – ela disse chateada – Tia Hermione...o Tiago Fred e o Tio George não mandaram nada para nós? – havia esperança na sua voz.
-Não. Eles deveriam? – perguntou curiosa.
-Eles sempre mandam quando alguém vai lá...tudo bem, eles devem ter esquecido!
-Eu trabalho para eles agora, acho que eles iriam à falência se mandassem presentes sempre que eu aparecesse – Sara riu novamente e saiu da cozinha, diretamente para a escada.
Hermione sorriu, mas não olhou para Mary. Se não estivesse com tanta fome, não teria ido aquela cozinha de casinha de bonecas. Como poderia adivinhar que a mulher de Rony estaria ali,enfurnada na frente do forno, testando receitas?
-Sempre sairá cedo do trabalho? -ela perguntou sorrindo seu sorriso mais falso.
-É claro que não – levantou-se – Hoje foi só para acertarmos o trabalho. Começo amanhã a trabalhar normalmente. – com um erguer cínico de sobrancelha ela disse – Obrigada pelo sanduíche. Estava delicioso.
Não se ofereceu para lavar a louça de seu lanche. Era falta de educação, bem sabia, mas se Mary gostava tanto de estragar as unhas na pia, quem era ela para frustrar-lhe esse prazer?



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AUTORA: A mordomia acabou. Agora a fic vai movimentar! Capitulo que vem, tem barraco. Dou um doce para quem adivinhar que dará o barraco?????? hehehehehe

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