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8. A Câmara Secreta


Fic: Primavera em Flor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Outubro chegou e o clima ficou bem mais frio. A tradução da enciclopédia continuava de vento em popa. Snape e a Dra. Gentili trabalhavam freneticamente e agora passaram a aproveitar também as horas livres dos fins-de-semana.


As fórmulas ficavam cada vez mais complicadas. Algumas pediam o uso de dezenas de diferentes ingredientes. Snape havia separado mais de 50 poções que eram dignas de atenção e já trabalhava no preparo das fórmulas, enquanto Maria ocupava-se da tradução.


Eles passavam muito tempo juntos trabalhando. Por vezes ficavam horas sem dizer uma palavra um ao outro. Mas entendiam-se maravilhosamente bem.


A tradução do tomo dezessete começou no fim de outubro. O Haloween se aproximava e Hogwarts estava em polvorosa. Todos os alunos e professores animadíssimos com os preparativos para a festa.


Gilderoy Lockhart saltitava alegremente pelo salão principal. Parecia uma libélula esvoaçante. Suas roupas ficavam cada vez mais espalhafatosas e sua pavonice crescia geometricamente.


Na tarde do dia 30, Severus decidiu dar uma volta pela escola após o almoço. Não haveria mais aulas naquele dia. Todos estavam se preparando para a festa de Haloween a ser realizada no dia seguinte.


Snape não ligava para festas e tinha algumas idéias que precisava amadurecer. Andar sozinho sempre o ajudava a pensar melhor.


Atravessou o pátio central a passos largos. Hagrid, que carregava nas costas vários enfeites a serem usados na festa, o cumprimentou acenando com a cabeça. Ele assentiu rapidamente e continuou andando.


Uma das poções traduzidas estava lhe tirando o sono. A fórmula prometia “visão elementar”, o que quer que isso significasse, e aparentava conter um código secreto. Seu principal ingrediente era a “corrente cristalina, do âmago destilada, da primavera flor primeira”. “- Que coisa mais estranha”, pensava Snape, “o que será essa tal corrente ?” Não fazia sentido. Como uma flor poderia destilar uma corrente cristalina de seu âmago ? Ele se via envolvido em um quebra-cabeças onde todas as peças tinham a mesma cor e a mesma forma. “- Talvez”, pensou, “isso fique esclarecido assim que a doutora fizer a tradução do décimo oitavo livro”.


Continuou caminhando e acabou chegando até a floresta. A tarde caía fria e silenciosa. Logo começou a chover torrencialmente. Os pingos grossos de chuva encharcaram a terra e várias poças de lama rapidamente se formaram. Snape decidiu que seria melhor voltar para o castelo. Entretanto, agradavam-lhe a solidão, a baixa temperatura e silêncio da floresta. Ele não apressou o passo para retornar. Muito pelo contrário, caminhava agora lentamente ainda pensando na poção, mas sem conseguir pista alguma para decifrar o enigma.


Severus era afeito a coisas que demandavam raciocínio lógico e alto poder de concentração. Desde criança aprendera a utilizar a magia apenas quando necessário. Procurava não ser escravo de sua varinha para completar as tarefas rotineiras como se vestir e arrumar seu laboratório. Tinha verdadeiro desprezo por bruxos que dependiam totalmente da magia para viver. Achava-os uns fracos.


Parou diante de uma árvore frondosa e viu que lá havia algumas ervas daninhas das quais precisava. Colheu-as com todo o cuidado. As plantas precisavam ser manuseadas com destreza para que pudessem ser usadas. Qualquer descuido no manuseio poderia estragar as poções e até mesmo ocasionar a morte das pessoas que viessem a utilizá-las.


Continuou rumando para o castelo cuidadosamente segurando as ervas que colhera quando ouviu um barulho. Seria um dos animais selvagens que povoavam a floresta ou apenas o estalar das árvores balançadas pelo vento ? Achou melhor não arriscar e pegou rapidamente sua varinha. Ficou em guarda por alguns segundos, mas nada aconteceu. Quando se preparava para retomar seu caminho, ouviu novamente o mesmo barulho. Estava ainda mais perto e agora lhe parecia o rufar das asas de alguma criatura. Não era um pássaro, com certeza. Era algo bem maior. Rumou silenciosamente em direção ao barulho e, quando se pôs a postos de lançar um feitiço de proteção, viu a Dra. Gentili.


Ela estava alimentando um Testrálio que alegremente batia as asas, espalhando ruidosamente os grossos pingos de chuva que caíam. Maria parecia radiante. Seu rosto tinha um sorriso largo e suas gargalhadas agora enchiam o ar. “- Mangia che te fa bene, caro mio !”, ela dizia em italiano.


Snape aproximou-se dela com cuidado porque não queria assustar o testrálio. Estes não costumavam ser animais agressivos, mas eram imprevisíveis se tomados de surpresa. Se o testrálio se sentisse ameaçado, poderia, sem querer, ferir a doutora com suas asas pontudas.


“- O clima não está nada apropriado para um passeio na floresta, não acha doutora?”, perguntou ele.


“- Olá professor Snape. Na minha terra temos um velho ditado: “o roto não deve falar mal do esfarrapado”. Acho que esse ditado cabe perfeitamente para a ocasião”. Ela tinha um sorriso nos lábios. Seus cabelos encharcados lhe caíam sobre os ombros. A roupa que vestia colava-se ao corpo mostrando sua silhueta. Severus ficou totalmente sem palavras durante alguns segundos. Não conseguia tirar os olhos de cima dela.


“- Eu tenho poções que tomo regularmente para evitar gripes e resfriados. Mas, até onde eu saiba, a senhora não tem esse costume salutar.”. Finalmente conseguiu desviar os olhos para longe de onde ela se encontrava. “- Pensei que a senhora estivesse no colégio, ajudando nos preparativos para a festa de amanhã.”


“- Ah sim, eu participei dos preparativos auxiliando Minerva na decoração do salão principal. Quando terminamos de arrumar tudo, decidi que seria bom dar um passeio ao ar livre. Temos trabalhado tanto ultimamente que não tenho tido tempo para visitar os meus amigos da floresta. Procuro vir aqui pelo menos uma vez por semana para lhes trazer uns petiscos.” O testrálio a fitava atentamente com suas grandes asas agora coladas ao corpo. Aparentava esperar por alguma coisa. Ela pareceu entender a linguagem corporal do animal e emendou: “Mas que maneiras as minhas ! Deixe-me apresentá-los: este aqui é Dom Giovanni.”


Snape olhou para o testrálio que parecia cumprimentá-lo. Então ela havia dado um nome para a criatura ? E era um nome muito peculiar.


“- Por que Dom Giovanni ?”, perguntou ele.


“- O senhor não conhece Mozart ? Ele foi um grande compositor trouxa. Uma de suas óperas tem como principal personagem Dom Giovanni, um sujeito bufão e conquistador que vivia uma vida regalada de prazeres mundanos. Apesar de não ser um Don Juan, meu amigo aqui, como o senhor já deve ter notado, é muito chegado ao pecado da gula.”


“- Muito interessante, mas eu não sou versado nas obras dos trouxas. Ainda mais quando refere-se à música.”. Suas palavras eram secas e demonstravam reprovação. Ele tentava ser duro com ela pois não achava apropriado que ela permanecesse na floresta, no meio de uma chuva tão forte, apenas para alimentar um animal que não precisava de cuidados especiais.


Entretanto, por mais que quisesse, não conseguia deixar de pensar no quanto a achava atraente. A pele dela era muito alva e delicada. As mãos eram rechonchudas, pareciam mãos de criança. As maçãs do rosto eram rosadas. Os olhos castanhos contrastavam com a brancura da pele e tinham um brilho, uma jovialidade, uma vivacidade impressionantes. Snape tentou espantar esses pensamentos dizendo para si próprio que não havia nada demais nela que pudesse chamar a atenção.


“- Ela não é bonita e nem feia, é absolutamente normal. Nada há de marcante em sua figura. Então, por que não consigo tirá-la da cabeça ?”. Seus pensamentos só foram interrompidos quando a ouviu chamá-lo.


“- Professor Snape, é uma pena que o senhor não goste de música !” Quando viu que ele não respondia ela emendou: “Já vi que o senhor não está para conversas. Então, acho melhor voltarmos para o castelo. Um bom banho quente me faria muito bem !”. Virando-se para o testrálio e o fitando com se fosse a mais encantadora criatura do mundo, ela disse: “- Ciao, caro mio.” O testrálio tentou gentilmente impedi-la de partir. “- Tu sai che ti voglio bene.”, ela falou, enquanto acariciava a cabeça do animal. Só então ele afastou-se, deixando-a passar.


Maria e Severus dirigiram-se para fora da floresta e em direção à escola. Ele manteve silêncio completo e seu ar de reprovação era nítido. Ela, contudo, não parecia nem um pouco afetada pela frieza do comportamento dele. Muito pelo contrário, aparentava divertir-se bastante observando a chuva que agora estava mais branda.


Suas maneiras, entretanto, mudaram da água para o vinho quando adentraram o castelo. De repente, seu semblante ficou carregado.


“- O senhor está ouvindo isso ?”


“- Ouvindo o quê ?”


“- Esses sussurros que parecem vir das paredes.”


“- Não ouço nada.” Será que ela estava tentando lhe pregar uma peça ?


“- Agora tenho certeza de que é língua de cobra. Pude identificar nitidamente a palavra “sangue”. Há alguma criatura má esgueirando-se por aqui.”


“- A Câmara Secreta.”, murmurou Snape. Seu rosto parecia uma máscara.


“- Que Câmara Secreta ?”, ela perguntou.


“- É complicado de explicar. A senhora sabe que Hogwarts foi fundada pelos quatro maiores bruxos de todos os tempos. Um deles foi Salazar Sonserina. Salazar achava que Hogwarts deveria receber apenas bruxos de sangue puro. Quando os outros professores não aceitaram suas idéias de eugenia, ele se retirou da escola. Mas antes, diz-se que criou um Câmara Secreta onde abrigou um monstro terrível. Reza a lenda que tal monstro sai de seu esconderijo de tempos em tempos para matar os alunos de sangue ruim. Mas é claro que isso é apenas um história que é contada de boca em boca. Nada disso foi jamais comprovado.”


“- Então a voz que eu ouvi pode ser do tal monstro ?”


“- Talvez a senhora não tenha ouvido coisa alguma”, disse ele com ar cético.


“- Talvez seja apenas o barulho do vento que sopra de encontro às paredes do castelo.”


“- Talvez ...”, disse ela reticentemente. “- Mas eu tenho certeza de que ouvi a palavra “sangue”. Dessa vez foi claro como água. E eu não acredito que confundiria o barulho do vento com a língua falada pelas cobras.”


“- É quase hora do jantar”, Snape falou, mudando completamente o assunto. Acho melhor irmos para os nossos aposentos para nos banharmos e trocarmos de roupa. Não será nada apropriado que nos apresentemos diante dos alunos completamente encharcados.”


“- Sim, claro. O senhor tem toda razão. Nos vemos no jantar.”

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