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16. Presentes de Natal


Fic: O Mistério de Starta - por Livinha e Pamela Black - Último Capítulo no AR!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 16

Presente de Natal



Ela respirou fundo pela segunda vez e deu mais um passo na direção do portão. Porém franziu o cenho, perguntando-se como entraria. O portão sequer se mexera e ela estava seriamente pensando em chamar por Draco de alguma maneira. Contudo, sem que fizesse nada, o portão de repente se abriu sozinho.

Syndia adentrou um pouco receosa aquele lugar ostentoso. A mansão Malfoy tinha um jardim que poderia ser apreciado, e muito, durante o verão. Mas naquele inverno, apenas neve sobre galhos podia ser visto. Desviando os olhos das árvores congeladas, preferiu encarar a porta que se encontrava à sua frente, a qual foi aberta assim que ela estendeu a mão para bater.

- Boa noite, Srta. Syndia Vechten. – Uma pequena criatura curvou-se para Syndia servilmente e também gesticulando para que a moça entrasse. – Eu sou Dimbo, o elfo doméstico do Sr. Malfoy. Meu senhor pediu que a senhorita esperasse por ele na sala. Venha comigo, por favor, senhorita.

Syndia seguiu o elfo em silêncio, seu olhar procurando algo ao redor. Quando ficou sozinha, respirou fundo mais uma vez. As mãos estavam entrelaçadas, mostrando seu nervosismo.

Mesmo percebendo o que sentia por Draco, percebendo que a brincadeira de ambos já passara, e muito, disso, era difícil mostrar. O que ele faria quando ela dissesse que estava ali por simplesmente ter sentido sua falta? Que estar com ele era a melhor coisa que acontecia em seu dia, beijá-lo lhe era o céu e estar em seus braços a deixava tranqüila e nervosa ao mesmo tempo?

Ele fora muito taxativo quando lhe dissera que eles estavam juntos apenas para aproveitar o melhor que cada um poderia oferecer. Nada de pretensões ou cobranças. Não um relacionamento comum como qualquer casal tinha.

Contudo ela estava ali, agora. Mostrando que tinha pretensões sim. E ele as perceberia, mesmo com ela não as dizendo.

Seus olhos caíram na lareira acesa enquanto, novamente, respirava fundo. Porém, o ar começou a lhe faltar, assim como o coração a acelerar, no momento que ouviu o som de passos. E Syndia mordeu o lábio inferior e fechou os olhos quando Draco chamou seu nome:

- Olá, Syndia.

- Olá – ela respondeu, encarando-o; a apreensão desaparecendo de seu rosto, mas ainda gritante em seu espírito.

Ela se levantou, ao que ele se aproximou e lhe deu um beijo rápido.

- Não esperava você aqui. Está tudo bem? – ele perguntou, notando o olhar nervoso dela após o beijo.

- Sim, claro – ela sorriu. – Afinal, foi o que combinamos, não? Nos encontrar apenas quando estivermos realmente bem.

- Claro. – Draco pegou as duas taças de vinho que o elfo trouxera, dando uma para Syndia. – Então, como foi o seu dia?

- Bem. A família de Gui é muito divertida.

- Ah, então seus pais aceitaram o convite dos Weasley?

- Sim.

- Até mesmo sua mãe? – Syndia ergueu as sobrancelhas com o questionamento, ao que Draco respondeu: - É que sempre ouvi falar que os Goldstein eram pessoas refinadas, e imagino como esteja o que os Weasley chamam de casa, nesse inverno.

Todo o nervosismo de Syndia em estar ali sumiu completamente com o que Draco dissera.

- Acho melhor eu ir embora – ela falou irritada e se levantando enquanto colocava a taça de vinho sobre a mesa de centro.

- OK, retiro o que disse – Draco apressou-se em dizer, segurando-a pelo pulso e se levantando também. – É que, digamos que é um costume meu ser franco demais.

- Franqueza? Para mim, o que você acabou de fazer foi ser preconceituoso. Eles são meus amigos, Draco, acostume-se em pelo menos não dizer nada ofensivo a eles na minha frente!

- Tudo bem, eu retirei o que disse, não foi? Sente-se novamente, sim? – Como Syndia apenas rolou os olhos, ainda se mostrando irritada, ele insistiu: - Por favor?

Ela o encarou com os braços cruzados.

- Cuidado com o que diz de agora em diante, Draco. Eu adoro aquela família.

- Sim, senhora. Agora, por favor, vamos voltar a falar de coisas mais agradáveis e tomar o vinho? – ele perguntou, estendendo-lhe a taça.

Syndia então a aceitou depois de se sentar. Naquela hora, Draco ficou mais próximo dela, deixando seu braço descansando no encosto do sofá enquanto sua mão brincava com uma mecha do cabelo da mulher à sua frente. Como se apenas isso fosse o bastante, o coração de Syndia voltou a acelerar gradativamente, assim como seu nervosismo aumentou do mesmo modo.

- Como foi seu dia na casa dos Weasley? – Draco perguntou, agora sem nem um traço de preconceito em sua voz.

- Foi bom. Como eu disse, adoro todos eles. Até mesmo o irmão de Gui, o que mora na Romênia, estava lá com a noiva.

- Vocês abriram muitos presentes?

- Não, não abrimos – ela respondeu em tom de aviso ao notar o tom levemente sarcástico dele, o que o fez rir.

- Mas ao menos alguma boneca?

Dessa vez, Syndia não segurou a risada.

- Só para você registrar, Draco Malfoy, meu pai não me dá mais bonecas há anos, sabia?

- Foi você quem disse que gostava de receber uma boneca diferente em todo Natal, não eu.

Syndia fechou os olhos quando a mão de Draco esqueceu-se de seus cabelos e passou a acariciar seu pescoço e seu ombro direito. Porém, voltou a olhá-lo quando a mão de Draco fixou-se em sua nuca e o sentiu se aproximar.

- Como está o vinho?

- Delicioso.

- Você se importaria se eu retirasse a taça de sua mão?

- De maneira alguma - ela respondeu num sussurro.

E novamente aconteceu o que sempre acontecia quando Syndia sentia os lábios de Draco nos seus. Era realmente incrível como as sensações pareciam ser as mesmas, mas ao mesmo tempo completamente novas.

Os receios sumiram como de costume assim como sua pele também se arrepiou. Sentiu que seu coração poderia sair pela boca e que Draco poderia ouvi-lo ribombar dentro de seu peito.

O beijo iniciado lenta e delicadamente começou a ganhar intensidade. As mãos que apenas lhe seguravam passaram a descer pelo seu braço, chegando em sua cintura. Quando o ar começou a lhe faltar, Syndia não fez questão de interrompê-lo, pelo contrário. Porém não achou ruim quando Draco direcionou os lábios dele para seu pescoço. Gemeu baixinho quando os lábios dele tornaram-se dentes, mordendo-a, provocando-a e, Syndia sabia, testando-a.

Entretanto, daquela vez Syndia não o pararia. Por mais que uma vozinha em sua mente ainda insistisse em querer gritar para que ela o fizesse, ela deixaria que Draco ditasse as regras daquela vez. Durante aquelas semanas em que eles estiveram juntos, ela sempre tomava todo o cuidado em não permitir que eles estivessem sozinhos em um lugar tão confortável, tão isolado. Sim, havia o elfo doméstico dentro daquela casa, mas Syndia tinha certeza que Draco ordenara previamente que a criatura não os interrompesse e ficasse o mais longe possível daquela sala por tempo indeterminado.

Por isso mesmo ela não se retraiu quando se percebeu sendo deitada naquele sofá. A única coisa que ela tinha forças e vontade para fazer era beijá-lo de volta, passar seus braços ao redor do corpo dele, ajeitar-se por debaixo de Draco.

Não quis se perguntar como tudo aquilo estava acontecendo, se fora rápido demais, afinal ela acabara de chegar e até se irritara com ele. Mas aparentemente ele tinha um poder sobre ela que até então Syndia não queria admitir e aceitar.

E assim como ela, Draco também tinha controversas em sua mente - até onde ela se permitia trabalhar!

Tendo Syndia tão perto de si, as reservas pareciam diminutas, sem aparente importância. Tendo-a em seus braços, qualquer pensamento racional lhe fugia. E fazer amor com ela em seu sofá, naquele momento, lhe era a única coisa apropriada. Por sorte ele realmente mandara Dimbo se enfiar na cozinha e não sair de lá até ser chamado.

Suas mãos apressadas, curiosas e ansiosas embrenharam-se sob a roupa de Syndia, e ao contrário do que pensou, ouvi-la gemer seu nome não o assustou. Em seu resquício de sensatez, essa reação da moça era natural, e não um sinal de que o relacionamento deles teria alguma conseqüência inesperada dali para frente. O acordo de semanas atrás ainda valia. Não haveria pretensões.

- Não é melhor irmos para outro lugar? – A voz de Syndia sussurrada em seu ouvido fez Draco olhá-la nos olhos.

As íris castanho-esverdeadas brilhavam absurdamente e a boca dela estava tão vermelha quanto os beijos ardentes permitiam torná-la assim.

- Outro lugar? – a voz dele saiu rouca como a dela. – Como assim em outro lugar? - perguntou, a mão dele passeando por baixo da blusa dela, fazendo Syndia arquejar e fechar os olhos por alguns segundos.

- Um lugar mais... apropriado. Não aqui... no sofá da sala – ela respondeu entre respirações entrecortadas.

- Se formos para o meu quarto, demoraremos a chegar - ele retorquiu beijando-lhe o queixo e descendo os lábios.

- E... e o seu elfo doméstico?

- Ele não aparecerá enquanto não for chamado.

- Draco... – ela ainda tentou, mas ele a interrompeu:

- Syndia, vamos aproveitar o que é bom, não foi isso que combinamos? E isso é bom, não é?

- É bom... Muito bom.

Draco passou devagar as mãos pela cintura de Syndia, alcançando sua pele sob a camiseta, o que a fez fechar os olhos e sentir um arrepio percorrer todo se corpo, enquanto também a deixava com a respiração pesada. Ele não sabia explicar ao certo, mas naquele momento não queria arrancar as roupas daquela mulher de uma vez como fizera com outras mulheres.

Além disso, o fato de ter Syndia em sua casa, lugar que nenhuma outra mulher sequer pisou, o fazia querer ser carinhoso, queria sentir cada parte daquele corpo que ele revelaria bem devagar. E, mais uma vez, o fato de estar percebendo que sua relação com ela não era mais apenas uma brincadeira, não quebrou a vontade de tê-la completamente.

Mas, mais uma vez, Syndia chamou-lhe pelo nome.

- Draco, por favor... Aqui não.

- Qual o seu problema com sofás, Syn?

- Por favor?

Draco soltou um bufo exasperado. Por um momento, ao ter suas testas coladas, Syndia achou que ele a mandaria ir embora, diria palavras rudes, chamando-a de garotinha mimada, ou, quem sabe, a dispensaria como Karl fizera.

No entanto, ele se ergueu no sofá inesperadamente, levando-a junto consigo.

- Certo – ele falou, encarando-a e a abraçando forte. – Você tem problemas com sofás. Eu tenho com escadas.

Em seguida, Syndia sentiu uma compressão em seu corpo, impossibilitando-a de respirar, como se cintos de ferro a comprimissem. No instante seguinte, seu ar voltou.

- Você é louco? A gente poderia ter se estrunchado!

- Você queria o quarto, não queria? Aqui estamos!

Ele baixou o rosto a fim de beijá-la, mas Syndia o segurou.

- Mas não assim! Draco, isso poderia ter sido perigoso e...

- Você é certinha demais, alguém já lhe disse isso? – ele falou irritando-se.

- Bem... – Syndia não conseguiu segurar um sorriso apesar de vê-lo irritar-se com ela. – Se eu lhe disser o nome da pessoa que já me disse isso, acho que você ficaria irritado.

- Eu não fico irritado com você – falou Draco caminhando com Syndia na direção de sua cama. – Nosso relacionamento não permite.

- Nosso relacionamento não permitia outras coisas também, Draco.

As palavras sussurradas de Syndia fizeram Draco parar de beijar o pescoço dela. A moça percebeu o que dissera. Pelo visto, os pensamentos que a invadiam quando adentrou aquela casa conseguiram, finalmente, tomar voz.

Draco a olhou mais uma vez, percebendo o receio nos olhos de Syndia. Se ele bem conhecia aquela mulher, ela se arrependera do que lhe dissera por último, embora não num todo. Ela não se arrependia de que o relacionamento deles tivesse transpassado a linha da diversão, mesmo que ambos sequer tivessem percebido enquanto isso acontecia. Ela parecia recear o que ele faria dali em diante. Assim como o próprio Draco.

- Mas nós podemos deixar as pretensões por agora, não podemos? – Syndia falou. Pelo visto, ela percebera o que Draco estivera pensando. – Não precisamos delas agora, nem depois.

- Nós não precisamos de pretensões. Eu não as tenho. E você?

- Não.

- Ótimo.

Draco voltou a beijá-la na boca, mas logo liberando-a e trilhando beijos pelo rosto e pescoço de Syndia.

- Eu tenho apenas uma pretensão neste momento – ela sussurrou, sentindo que sua cabeça parecia girar.

- E qual seria?

- Que você faça amor comigo. Agora. Neste momento.

- Pelo visto nossos pensamentos estão em sintonia...

Depois disso, nenhum deles disse alguma coisa. Caso dissessem, as palavras poderiam ganhar forças inesperadas.

Draco então levou sua boca ao lábio inferior de Syndia, pegando-o com o dente, e ao ouvir a mulher gemer baixinho, se entregando daquela maneira, o deixou enlouquecido. Ele a queria naquele momento, isso era certo. Assim como também era certo que as pretensões continuariam em seu pensamento quando ele conseguisse raciocinar novamente, pretensões estas que não se limitavam em fazer amor com ela naquela noite e quando lhes dessem vontade. Por mais que as palavras estivessem contidas, os pensamentos eram imperdoáveis. Porém ele conhecia um meio de mantê-los calados completamente. Ao menos por um tempo.

Por isso mesmo apressou-se a alcançar a cama, fazendo com que ambos deitassem nela. Ele passou sua boca por cada parte daquele rosto, mordendo, beijando, sentindo... Lábios, bochecha, olhos, queixo, descendo então para o pescoço dela. Sua mão já agarrava os cabelos de Syndia, fazendo-a inclinar a cabeça e lhe dando livre acesso.

Como ele viciara naquela pele, naquele corpo, naquele cheiro... Já não conseguia mais viver sem aquelas mãos percorrendo seu corpo, sem aquela voz gemendo em seu ouvido. Para ele só existia Syndia. Estava viciado nela. Estava... Não, ele não pensaria nisso. Ele só queria pensar que escutá-la choramingar enquanto seus braços a envolviam, sua boca a provocava, procurava pela dela num pedido mudo, só era o resultado do desejo e atração que sentia por aquela mulher. Nada mais.

Apaixonar-se iria além de seus princípios. Além das tradições da família Malfoy. Seria muito mais forte que os princípios que ele adquirira em sua vida com Lúcio.

Portanto ele não queria pensar nisso. Não queria e não podia, pois só foi ouvi-la gemer e pedir por mais quando ele a apertou mais ainda em seus braços, que seu controle começou a se perder quase completamente. Buscou a boca dela com a sua ao mesmo tempo em que sentia a dela ansiosa.

Os pensamentos racionais, graças a Merlin, desaparecendo completamente em sua mente.

Draco parou de beijar Syndia apenas por um momento: para que conseguissem se livrar das roupas o mais rápido possível.

A pressa era proposital, sabiam. A vontade, na verdade, era que a mente não tivesse tempo para pensar. Não tivesse condições de avaliar o que estava acontecendo ali. Porém, encarar os olhos castanho-esverdeados de Syndia foi inevitável quando voltaram a se aproximar e se ajeitaram mais uma vez na cama.

As bocas semi-abertas soltavam a respiração rasa. Percebiam as mãos trêmulas junto ao corpo do outro e também percebiam que não eram apenas as mãos que tremiam. O corpo todo tremia, pedia... Os olhos brilhavam de maneira diferente, mostrando claramente que o acordo estava se rompendo, atravessando barreiras não desejadas anteriormente.

- Draco – Syndia o chamou em seu ouvido, beijando-o no pescoço.

Aquela voz sussurrada em seu ouvido, aquele corpo quente no seu, era um erro. Envolver-se com Syndia Vechten fora um grande erro. O certo seria mandá-la embora, nunca mais vê-la. Mas novamente, Draco não queria pensar em tudo o que se resumira sua vida com um pai que fora seu carrasco. Ele não precisava mais provar nada para ninguém. Ficar com Syndia não poderia ser um erro. Ele poderia livrar-se dela como sempre fazia com as outras mulheres. Ele apenas sentia atração por aquela mulher em seus braços, nada mais.

- Draco, o que foi?

Draco a encarou, ouvindo-a mais uma vez, a voz curiosa e um pouco receosa. Outro erro, mas que ele não conseguiria distorcer daquela vez. Portanto, mais uma vez, sabendo o que resolveria aqueles problemas, Draco a beijou, desconcentrando-se daqueles olhos, forçando-se a se esquecerem do mundo.

As mãos ansiosas voltaram a trabalhar mais uma vez. A boca tentava buscar ar para os pulmões, intercalando-se com gemidos. A mente embotada só realizava uma coisa: que era bom demais ter o outro daquela maneira.

O carinho logo foi esquecido, assim como a tortura de ter os corpos colados, mas não estando unidos. Havia apenas pressa e algo mais que eles não confessariam naquele momento.

Draco sentiu as mãos de Syndia o apertarem, as unhas dela o arranhando, a boca dela mordendo seu ombro a fim de abafar gemidos altos e quase indecentes.

O tempo pareceu ser o aliado de ambos, deixando que aproveitassem todas as sensações que foram aparecendo, não apressando nada. No entanto, as paredes apenas testemunharam o desejo daquele casal, nada mais. As palavras soltadas a esmo naquele momento não mostraram as conseqüências que com certeza viriam. Talvez fosse até por isso que eles procuravam se beijar quando conseguiam, abafando gemidos, calando palavras, interrompendo qualquer sinal que pudesse aparecer e que mostrasse que tudo seria diferente.

Nem mesmo quando era seguro falar, depois de ambos estarem ofegantes sobre aquela cama, eles o fizeram. Porém não se separaram num todo. Draco manteve Syndia em seus braços, embora não a olhasse. Ela, por outro lado, não parecia fazer tanta questão disso. Ao menos não agora. Deixou-se dormir, encostando a cabeça no peito de Draco. Se não tivesse sonho algum naquela noite, tudo bem. Mas se sonhasse com ele, vendo-se dizer as palavras que ela tanto segurara naqueles últimos minutos, seria bem melhor.

xxx


O corredor parecia sem fim. Quanto mais andava, mais a porta que ele parecia ter que entrar se afastava. Sabia que ela estava lá. Não havia outro lugar que lhe fazia pensar o contrário. Sem porta naquele corredor escuro, estreito, longo, infinito...

- Draco.

Ele olhou para trás, ouvindo seu nome ser sussurrado. Nada se via.

- Draco.

Ouviu mais forte daquela vez, mas ninguém estava naquele corredor. Porém ele conhecia a voz.


- Draco!

Abrindo os olhos, Draco percebeu que sonhara. Era Syndia quem o chamava, e ele acabara associando que ouvira a voz dela em sonho. Apenas seu subconsciente não despertara totalmente, confundindo-o.

- Você está bem? – Syndia perguntou chamando-lhe a atenção.

- Estou. – Draco pigarreou ao perceber sua voz engrolada. – O que foi?

- O que foi digo eu! - Syndia retorquiu, sentando-se na cama, assim como Draco (este sequer notara que o fizera). - Você estava tendo um pesadelo, eu te chamei várias vezes, mas você não acordava.

Draco desviou o olhar e para disfarçar, passou a mão pelos cabelos. Syndia continuou olhando para ele, querendo respostas. Insistiu, então.

- Você realmente está bem? – perguntou, ao que Draco riu levemente.

- Foi apenas um pesadelo, Syn. Nada mais.

- Tem certeza?

- Tenho, mamãe. – Porém, notando o olhar estranho da mulher à sua frente, Draco perguntou. – O que foi?

- Era ela quem você estava procurando?

- Como?

- Sua mãe. Desculpe se estou sendo indiscreta, Draco – falou, imaginando que a reação dele às suas palavras não seria boa –, mas eu realmente me preocupei com você. Você repetia várias vezes “onde ela está?”.

- Você acha que tive pesadelos com minha mãe? – ele perguntou rindo, o que Syndia não gostou.

- Não desdenhe de mim, Draco, por favor. O fato de eu me preocupar com você não quer dizer que você tenha que fazer o mesmo por mim. Nosso acordo continua o mesmo, se é isso que o preocupa.

- Aonde você vai? – ele perguntou quando ela se levantou e começou a vestir as roupas.

- Para casa. Amanhã, ou hoje logo pela manhã, tenho que ir ao Ministério.

- Você ainda não encontrou o que tanto procurava naquela sala de arquivos? – retorquiu Draco enquanto também se levantava da cama, vestindo o roupão que estava jogado numa poltrona.

Syndia acompanhou os movimentos dele antes de responder:

- Encontrei. Mas agora preciso ir até onde os dados encontrados nos levaram.

- Oriente Médio?

- Como você sabe? – Syndia perguntou, fechando os últimos botões de sua camisa e ajeitando-a dentro da saia.

- Vi uns papéis na mesa de um colega do setor de Cooperação em Magia.

- Ah... Isso mesmo. Vou ver se os papéis de visitação estão prontos.

- Estão.

- Ah, que ótimo! Então logo poderemos ir até lá.

- Pelo visto você está bem animada para viajar com o Weasley, não? – Draco fez de tudo para disfarçar o desgosto em sua voz.

- Não comece com isso, Draco. Gui e eu somos parceiros de trabalho. Nada mais.

- Syndia, eu sei que nós não temos um relacionamento no qual o outro dá satisfações sobre tudo o que faz, mas, quando você for sair do país, eu gostaria de ser informado.

- Eu ia te avisar quando os papéis ficassem prontos – ela se irritou.

- Se é assim, então tudo bem - Draco falou, parecendo indiferente. Ele foi até a porta do quarto e a abriu. – Vamos, eu te acompanho até a porta.

Bufando pela mudança brusca de humor dele, Syndia seguiu a passos duros em direção à porta. Quando a alcançaram, Draco a abriu. Porém, quando Syndia deu mostras de sair, ele a segurou pelo braço, virando-a e dando-lhe um beijo.

Rapidamente, como se ela tivesse os botões certos a serem apertados, seu corpo relaxou e a irritação sumiu quando sentiu a boca dele sobre a sua. O beijo, embora profundo, foi lento e calmo. Ela sentiu sendo puxada contra o corpo de Draco, que a abraçou. Ficaram assim durante alguns segundos e quando interromperam o beijo, Syndia o sentiu acariciar-lhe o rosto delicadamente.

- O que é tudo isso, Draco? – Syndia perguntou depois de um tempo, num sussurro.

Ele a olhou por um tempo, então disse:

- Eu ainda prefiro não pensar numa resposta, Syndia.

- Tudo bem – ela suspirou. – Eu tenho que ir. A gente se vê amanhã?

- Claro. Você passa na minha sala depois que resolver seus assuntos?

- Passo.

- Então até amanhã.

- Até. Ah, e Draco? – ela falou antes que ele fechasse a porta.

- O quê?

- Eu gostei quando você me chamou apenas de Syn, no seu quarto. Se quiser se acostumar a isso, não acho ruim. Nem pretensioso.

Draco apenas deu de ombros enquanto ela andava em direção ao portão, o qual se abriu para ela passar. No instante seguinte, Draco pôde ver o corpo dela sumindo na penumbra da noite juntamente do som de um estalo.

A mente de ambos, depois de finalmente conseguirem raciocinar, voltando a ter as pretensões que eles ainda - aparentemente - não queriam.

xxx---xxx


Syndia combinara com Gui que não seria necessário que o amigo fosse com ela para buscarem a autorização de investigação que fariam no Oriente Médio. Talvez apenas por saber que iria visitar Draco após conseguir os papéis e Gui faria sua rotineira careta. Por mais que adorasse o amigo e companheiro de trabalho, Syndia ainda não se acostumara com a feição desgostosa de Gui sempre mostrava quando o assunto era Draco Malfoy.

Mas ela não queria pensar nisso naquele momento. Ela estava tendo um bom relacionamento com Draco, por mais que tudo fosse estranho demais. A noite anterior mostrara que não fora apenas ela quem transpassara a linha da diversão, do relacionamento despretensioso. E por mais que para Draco fosse mais difícil de admitir, Syndia teria paciência.

Ela andava pelo corredor com os papéis necessários para a viagem que faria com Gui em suas mãos, dentro de um envelope, na verdade. E por estar concentrada tanto em seus pensamentos quanto naquele envelope que não notou que um homem a olhava sorridente. Se ela o tivesse notado, talvez teria dado meia volta, ou simplesmente se desviado quando ele pareceu fazer questão de que ela trombasse nele.

- Oh, desculpe – falou Syndia, finalmente olhando para frente.

Porém, os olhos escuros à sua frente fizeram seu sangue gelar. E quando aquela voz saiu suave e grossa, ela desejou que o chão se abrisse e a engolisse imediatamente:

- Tudo bem, Syndia. Afinal, é um enorme prazer revê-la depois de tanto tempo.

O sorriso perfeito que Karl Sincery abriu fez o estômago de Syndia se revirar.




N/B: Você não quer notinha! Não de uma beta viva, pelo menos! Ou equilibrada, ou coerente, ou que tenha pensamentos decentes nesta hora! - :O – Misericórdia, betinha! Olha eu agorinha :”O que,... como..., hã??... Onde estou???Aaaaahhhhhhh!!!!” – Só não vou dizer que valeu cada segundo da espera, porque aí você vai se achar no pecaminoso e irreal direito de demorar de novo!!! >( - Rsrsrsrsrsrs! – Fantástico, Lív! Quentiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, ainda que cheio de caraminholas fritando por conta deste casal tão bem resolvido individualmente, e tão problemático a dois!Afff... – Hiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!! Tava bom! Depois de todo esse mormaço sensual, você vem com o anti clímax gelado e espinhoso da volta do dito Karl????? Valhei-me, divindades protetoras das betas! Eu AINDA vou ter aquele treco, menina! Ah, se vou! =D – Mas, não nego que está sendo muito bom imaginar a reação, e conseqüente ação, de Monsieur Malfoy diante de pretensa concorrência! Rsrsrsrsrsrsrsrs... – Beijos amada! BOM DEMAIS DA CONTA! Afff, se tava bom! Ôooooooooo! ;D – Te gosto de montão, viu? Até o próximo! P.s.: Nem pense em demorar! Ai, ai, ai...

N/A: Parece que o pedido da minha beta foi atendido!!hihi.. Não é que o capítulo finalmente saiu e com tudo o que tinha direito e – como gostam de dizer Syndia e Draco – também não tinham direito??rsrrs... Mas, aguardem...esse capítulo, como vocês bem podem notar com seu fim, ainda promete bastante!

Beijos a todos e especial para minha querida beta Sônia Sag (imensurável, adorável e tudo de bom que essa Betinha aqui poderia desejar!!!!) e para Kelly, mana querida que teve certos privilégios...hihi...

Espero que todos tenham gostado!

Até o próximo capítulo!

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