CAPITULO 28
Implicância
Aquela manhã nasceu chuvosa, e barulhenta. Hermione desceu para o café da manhã estranhando que a cozinha estivesse cheia.
Rony tinha uma das meninas no colo, enquanto a outra tomava café, com expressão desanimada. Mary andava de um lado para o outro num telefono trouxa. Ela batia o pé nervosamente no chão e quando Rony a viu sorriu um pouco, pois a cozinha estava muito tensa.
-Bom dia. – ela disse suave, ganhando um beijo de bom dia de Hermy e um olhar de desprezo de Sara, que estava no colo dele, manhosa.
-A sra.Becker não poderá vir antes do meio dia! – Mary disse indignada, desligando o telefone.
-Não posso ficar, Mary, tenho reunião com o ministro – ele disse irritado.
-E eu tenho que aplicar provas, Ronald! – ela bateu o pé com mais força – eu disse que as meninas não deviam comer essas porcarias que você traz da rua! -ela acusou talvez sem ter percebido a presença de Hermione.
-Essas ‘1porcarias” são a comida da minha mãe! – ele respondeu – Me criei comendo isso e nunca passei mal!
-Mas as meninas são diferentes! -ela avisou ferozmente, olhando para Hermione pela primeira vez desde que ela entrara na cozinha. Calou-se como se houvesse levado um tapa.
-Desculpe, não sabia que era uma conversa em família – sentiu-se desconfortável.
-As meninas estão com dor de barriga e vomito e a babá não poderá vir. – Rony explicou com simplicidade, afinal, não era o fim do mundo!
-Harry saiu cedinho antes de nós – Mary avisou como se fosse uma dica para que ela saísse e fosse atrás dele.
Com uma sentimento profundo de nojo por aquela mulher que ocupava seu lugar, Hermione decidindo ver até onde ia sua boa educação. Não gostava de lidar com pessoas falsas!
-Posso ficar com elas -se ofereceu sorrindo para Mary do mesmo jeito que ela sorria para ela. –De dor de barriga eu entendo – ela sorriu para Rony – quando entrei em Hogwarts, na primeira páscoa quase morri! Nunca havia comendo chocolate, pois meus pais dentistas não deixavam! Então, a sra.Wesley me enviou um ovo gigante quando soube disso e eu comi tudo em meia hora! Lembra-se, Rony?
-É claro que sim! -ele riu – Um dia inteiro na enfermaria! E o pior é que ainda comeu mais do meu chocolate e ficou mais um dia tomando soro!
Os dois riram e Hermione os acompanhou.
-Se não se importar, Mary, olho suas filhas.
-Se acha que pode fazer isso – a outra disse elegante, mas por dentro Hermione apostava que estava fervendo.
-É claro que sim – afirmou sorrindo ainda mais ao ver o quanto a outra se irritava. – São apenas umas poucas horas, não são?
-Isso mesmo – Rony concordou colocando Sara no chão – sente, Sara.
A menina tinha uma carranca parecida com a da mãe e sentou-se bem longe de Hermione.
-Esses são os lugares que pode nos encontrar se algo acontecer – Mary estendeu para ela um bilhete com alguns números rabiscados. Sua má vontade era disfarçada por uma voz doce.
-Se algo acontecer, eu aviso. – disse no mesmo tom que o dela.
Mary saiu batendo os saltos e não se deu ao trabalho de se despedir de ninguém, já Rony despediu-se das meninas e dela, com um olhar profundo de agradecimento e de algo mais.
Sozinha com as crianças, ela ficou sem saber o que dizer. Nenhuma delas tocava o café da manhã e Sara tinha uma expressão de dor exagerada.
-O que vocês costumam fazer quando estão em casa? – perguntou.
-A gente brinca – Hermy informou contente em conversar com ela.
-Hum...eu não sei mais brincar, mas posso ajudá-las a trocarem de roupa e preparar um chá enquanto vocês brincam. O que acham?
-A mamãe não gosta que tomemos chá. Não acredita na medicina alternativa – Hermy contou adulta e Hermione conteve um comentaria acido sobre Mary.
-Isso porque sua mãe não conhece os meus chás! Sou especialista em chás! Minha mãe adorava chá! E era trouxa, sabia? Meus pais eram trouxas!
-Vovô é trouxa – Sara disse com os olhos brilhando de curiosidade.
-Então temos uma coisa em comum! – ela disse sorrindo para Sara que soriu muito de leve. A menina era dura na queda, mas longe da mãe não era tão monstruosa assim. -Me criei em um bairro totalmente trouxa – ela contou enquanto buscava pelas xícaras e a chaleira, tirando a varinha das vestes e conjurando seus saquinhos de chá que tinha guardado no quarto.
-É verdade que você vôo em um hipogrifo? – Hermy perguntou de repente e ela riu da lembrança contando a contar, sem tantos detalhes sua aventura do passado.
Elas passaram a manhã toda numa gostosa calmaria. Hermy havia se deitado no sofá para ler, e Sara estava sentada em um poltrona reclamando da dor na barriga quando Harry finalmente chegou.
Aos sussurros ela o interceptou aos pés da escada:
-Passou a noite com ela?
-Passei – ele disse com um sorriso de orelha a orelha – mas só namoramos, Hermione.
-Não tem medo de te pegarem? A toca é tão movimentada!
-E você? Não tem medo de te pegarem?
Sem resposta para essa pergunta, ela deixou-o subir para dormir um pouco.
-Hermione? – Sara chamou baixo e ela sentou-se ao seu lado.
-O que foi, Sara?
-Você gosta do papai? – perguntou direta.
-Gosto. Seu pai e eu somos amigos. – ela disse rápida, com medo de ser pega no flagra.
Não pareceu que Sara estivesse satisfeita, mas não disse mais nada. Hermy levantou-se e sentou-se entre as duas, com um livro nas mãos.
-Você lê para nós?
O livro era “A Sereiana fujona”. Era um livro bruxo muito colorido e divertido.
Hermione esqueceu de seus problemas pelas horas seguintes, até ver Harry sair da cozinha. As meninas estavam entretidas olhando televisão, e depois de algumas idas ao banheiro para vomitar e tantas outras coisas indigestas, seus estômagos infantis pareciam ter se acalmado.
-Com fome, Harry? -ela perguntou quando o avistou.
-Não, achei um ensopado de salsichas delicioso na geladeira! -ele informou satisfeito.
-Oh, não, Harry! As meninas estão doente por causa dele!
-Mesmo? – ele estranhou – Vamos ver se faz mal...parecia tão bom, alias a comida da Sra.Wesley sempre foi divina!
Harry sentou-se ao lado dela olhando a calmaria e Hermione ficou pensativa. Era estranho só as meninas terem ficado doente. Será?
Será que o que ela estava penando era possível? Não...estava tentando arrumar defeitos em Mary!
Harry não ficou muito tempo com a desculpa de ter que ver alguns negócios da casa que reformaria. Pelo seu sorriso e entusiasmos ela sabia muito bem quem estaria com ele! E ficava muito feliz por Harry!
Eram onze da manhã quando as pequenas começaram a dar trabalho, entediadas. Depois de muito pensar, Hermione decidiu colocá-las para fazerem algo de útil, visto que estavam melhores.
Ela achou que precisaria muita paciência, mas depois de uma hora estava se divertindo muito com as meninas, enquanto limpavam a cozinha bagunçada. Havia farinha e restos de ovos esparramados por todos os lugares.
Sabiamente ela tinha alguns esfregões encantados limpando a maior parte da sujeira, assim como a louça, mas as três se divertiam arrumando os bolinhos de arroz dentro das formas para assar. Era uma das receitas do livro de receitas de Mary que estava na cozinha. A única coisa que Hermione se aventurara a tentar cozinhar e que ainda poderia ocupar as meninas em uma atividade produtiva e leve, que as ajudasse a esquecer que estavam doentes.
Quando Mary chegou ela olhou em volta na sala e não viu ninguém. Havia uma bagunça razoável sobre o sofá e o chão, e Rony sorriu. Era assim de que deveria ser uma casa onde moram crianças. Uma bagunça produtiva, não aquela limpeza exacerbada de Mary que impediam as meninas de fazer tudo!
Mary olhou-o acusadora quando ouviram risos vindo da cozinha. Ela marchou para o cômodo, assustando-as ao entrar batendo a porta.
-Oi, mamãe! – Hermione disse sem tirar os olhos dos bolinhos que enrolava nas mãos sujas de manteigas.
-Mamãe, olha só! - Hermy ergueu seu bolinho em forma de coração – fizemos o almoço!
-Estou vendo -ela disse com os olhos fixos em Hermione que tirava uma fornada de bolinhos do forno.
Atípica a esse tipo de trabalho, ela usava suas roupas modernas e feministas, e seus cabelos estava perigosamente próximos a cair sobre os bolinhos. Mas tudo bem, pensou, ela não queria ser uma dona de casa, nem tinha talento para isso!
-As meninas fizeram quase tudo -ela justificou.
-Elas estão doente, deveriam estar na cama! – Mary disse séria – Sara, Hermy, vão lavar as mãos e se deitem. Levou uma sopa para as duas daqui a pouco!
-Mas mamãe, a gente está bem agora... – Hermy disse decepcionada por não comer os bolinhos que ambas fizeram com tanto empenho.
-Eu mandei subirem! -ela disse energética.
Hermione colocou a forma sobre a pia e limpou as mãos em um pano de prato olhando as meninas saírem tristes.
-Eu vou sair – ela decidiu naquele momento – Tenho um bom almoço, com licença.
Passou por Rony sem olhá-lo. Ele ficou olhando para Mary incrédulo enquanto ela jogava os bolinhos na lata do lixo e a massa que ainda restava seguia o mesmo caminho.
-Em meia hora o almoço estará pronto, Rony –ela avisou como se nada houvesse acontecido.
-Eu perdi a fome. –ele disse simplesmente, saindo e deixando-a sozinha.
Sozinha, Mary ficou olhar para sua cozinha sempre impecável toda bagunçada. Isso não podia continuar, pensou. Não podia!!!!
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Autora: Gente, to ficando com pena da Mary. A Hermione está tomando conta da casa dela! Eita, mulher espaçosa! Esse cap é o de hoje. Nem demorou nada, né?
Beijos!!!1
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