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34. Pilulas e Advogados


Fic: Hermione Granger Está Morta e Vivendo em Nova York


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Pilulas e Advogados

Há muitas maneiras de se matar, mas sempre pensei em pílulas, que me pareciam mais limpas e mais fácies de se achar. Revólveres são complicados e eu não sei nada sobre isso. Jamais encostei em um. E já que estou falando sobre isso, o que eu sei sobre corda, Giletes. Talvez... Não sei... Um secador e uma banheira cheia? Sei lá, as pílulas parecem mais seguras.
Claro que há maneiras dramáticas, como se atirar. Não é que pular me incomode. É a espatifação que me incomoda. E pular de onde? Trabalho num segundo andar e moro no terceiro. Não se pode ir entrando por um escritório ou apartamento alheio e pedir para usar a janela.
Além do mais, as janelas são estreitas demais para sair e os parapeitos, estreitos demais para ficar de pé.
Uma ponte? Quero que me encontrem e me enterrem naquele lindo vestido. Não quero que tenham que dragar o rio e me enterrem toda enrugada e verde. Não é a maneira de fazer sucesso em seu próprio enterro.
Claro que existem maneiras indiretas de cometer suicídio. Poderia dar uma caminhada à noite pela estrada, o que resolveria a questão. Ou pegar o metrô para algumas regiões da cidade às três da manhã.
Também resolveria. Ou deixar destrancada a porta do meu apartamento durante a madrugada. Viver em uma cidade grande tem suas vantagens.
Sou pelas pílulas, Draco também.
Querido e doce Draco, tão atencioso. É a favor das pílulas porque acha que são o que menos vai me fazer sofrer. Pergunto a vocês se isso é consideração.
Outro problema: como fazer isso com pílulas? Quero dizer, fazer de verdade. Não se pede a um médico que dê uma receita de pílulas mortíferas. O que eu fiz foi procurar o farmacêutico da farmácia mais próxima da minha casa.

(Eu) Por favor, onde estão as pílulas para dormir?
(Larry, o farmacêutico) Na segunda prateleira à direita.
Naturalmente, a informação não foi de grande ajuda (será que de alguma vez é?), mas consegui achar e peguei o vidro com o maior aviso. Afinal, eu não estava interessada em tirar apenas uma soneca e me dirigi novamente a ele para um amigável papo de vizinhos sobre suicídio.
(Eu) Desculpe, mas quantas destas pílulas poderiam matar uma pessoa? [mostro o vidro]
(Larry) Essas ai não matam ninguém.
(Eu) Essas são as mais fortes que você tem?
(Larry caminha até a prateleira e pega outro vidro) Estas são as mais fortes que temos que podem ser vendidas sem receita.
(Eu, sorrindo) E quantas dessas podem matar uma pessoa?
(Larry) Essas ai não matam ninguém.
(Eu) Estou procurando pílulas para dormir letais.
(Larry) Como é que é? Você não vai se matar, vai?
(Eu) Oh, claro que não! Tenho que fazer um trabalho para a faculdade sobre pílulas para dormir.
(Larry) Você parece velha demais para uma estudante.
(Eu) Sim. Escute, tem algo letal ou não?
(Larry) Que nada, o máximo que essas pílulas fazem é colocar a pessoa para dormir por uns dois dias e depois acordar com dor de cabeça.
Comprei um vidro de pílulas porque não queria que Larry ficasse irritado. Sabem como ficam os vendedores quando não compramos nada.
Foi Draco quem conseguiu um vidro inteiro de pílulas para mim no mercado negro. Pílulas letais, como um jeito de dizer adeus. E teve algum trabalho para conseguir porque estavam em falta. Ou estão fabricando poucas, ou estão se matando demais ou de menos.

Encomendei o caixão, nem o mais caro nem o mais barato. É forrado de rosa claro, que ficava bonito com o vermelho do meu vestido. Eu teria preferido algo como preto ou roxo escuro, mas só tinham em tons pastéis. O rosa claro é aceitável.

Comprei também a peruca. É feita com cabelo de verdade, loira, lisa e comprida como eu sempre quis. Hoje é 27 de junho e 3 de julho é na quarta que vem. Draco anda cantando pela casa. Ele vem para cima de mim o tempo todo. Simplesmente me adora. Eu disse que ia fazer o testamento e ele deu pulos de alegria. Não porque eu ia deixar milhões para ele, mas por que o final estava próximo.

Meu testamento. Não sabia que arranjar um era uma coisa tão complicada. O que aconteceu com os advogados dos filmes que ficavam na cabeceira de um velho rico e colocavam tudo em ordem?
Harry, o belo, o ex-caso de Gina (o planeta atualmente está cheio de ex-casos dela), era o único advogado que eu conhecia realmente bem. É claro que tinha os amigos do meu pai, mas eu não podia recorrer a eles.
Tentei o velho número de Harry.
-Alo (era ele!)
-Alo, Harry, aqui é Hermione Granger, a antiga companheira de apartamento de Gina.
-Ah, sim. E a Gina? Sabe dela?
-Está bem, acho. Da última vez que eu soube dela estava na Índia e ia visitar a China e o Japão.
-Nossa! Bem, o que eu posso fazer por você... Hã... (Esqueceu meu nome)
-Hermione. Harry, preciso de um advogado. Sei que é besteira, nunca vou precisar disso ou coisa parecida, mas gostaria de fazer um testamento.
-Não faço isso. Sabe, trabalho para o ministério publico agora.
-Bem, será que não conhece ninguém que faça isso? Não gostaria de incomodar, Harry, mas é muito importante. Li numa revista que todo mundo devia fazer testamento.
-Vou dar o telefone de um amigo meu, ele provavelmente vai poder ajudá-la. [pausa.] Aqui está: Fred Weasley, 555-2900.
-Obrigada, Harry.
-Por nada. Até logo.
-Só mais uma coisa, Harry. A razão pela qual preciso de um testamento é porque vou me suicidar, o que eu não faria se você se casasse comigo. (disse isso depois que ele desligou).

555-2900
-Boa tarde, Weasley’s Advogados.
-Poderia, por favour, falar com o Dr. Fred Weasley?
-Será que um dos outros estão?
George Weasley poderia me receber amanhã.
E fui amanhã, que foi ontem e você não vão acreditar em como foi irritante.

-Sei que está interessada em fazer um testamento. Todo mundo devia fazer isso. – ele disse sem olhar para mim.
-Sim.
-Bem, nome completo, data de nascimento... (E ficamos nisso por algum tempo)
-Dr. Weasley, isso vai ficar pronto antes do dia 3 de julho?
-Duvido. Nós o aprontaremos para logo depois do fim de semana do Quatro de Julho.
-Mas preciso dele antes desse dia, realmente preciso. Para ser franca, Dr. Weasley, acho que não vou sobreviver ao fim de semana.
-Por que não?
-Sou vidente.
-Vou tentar. Pode ser na segunda.
-Obrigada.
-E, agora, quem é o beneficiário?
-Quer dizer, para quem quero deixar minhas coisas?
-Sim, Srta. Granger.
-Ah, para um monte de gente. Fiz uma lista.
-Quer dizer que não pensa em fazer isso para uma só pessoa?
-Não. Para várias pessoas diferentes. Fiz uma lista. – ele olhou para mim como se eu fosse louca, o que, sem duvida, eu sou.
-Srta. Granger, quem é seu parente mais próximo?
-Meu pai e minha mãe.
-E não quer deixar tudo para eles?
-Não.
-Entendo. Bem, isso vai ser um pouquinho mais complicado. Vou chamar minha secretária para que você dite a lista a ela.
-Obrigada.

E o que, eu me pergunto, aconteceram ás tias avós que deixavam um relógio para a sobrinha neta favorita? Esse tal advogado quase teve um ataque que eu tivesse uma lista.
E meu testamento? O que eu tinha para deixar?

Eu, Hermione, em pleno uso das minhas faculdades mentais, deixo:

Para minha companheira de apartamento e melhor amiga durante muito tempo, Gina Weasley, todas as minhas roupas, acessórios, sapatos, bolsas e perfumes de grife, mesmo que muitos não vão servir nelas.
Para Colin, alias, Alan Goldstein, o sofá em que ele gostava de dormir e todas as minhas coisas de camurça.
Para Neville Longbottom, seu sacana, uma foto minha 30 x 40 cm. Está na gaveta de cima da minha escrivaninha. É meu desejo que Neville, o sacana, pendure minha fotografia em seu quarto, permanentemente... Assim como todas as minhas contas a pagar.
Para Amy Kati Diggory, minha irmã casada, meus livros sobre psicologia infantil, para que não foda com a psique da filha.
Para Kamilah Diggory, minha sobrinha, os talheres de prata, as toalhas e os meus lençóis, para usar quando tiver o próprio apartamento, DESDE que seja fora de Nova York.
Para Andrômeda Black, meu computador e meu muito obrigada por ter arranjado o meu primeiro emprego.
Para Simas Finnigan, todas as minhas sacolas das lojas de grife.
Para Justin Finch-Fletchley não deixo nada. Dei a minha virgindade e já acho um presente suficiente.
Para o movimento feminista, deixo uma doação de 100 dólares na esperança de que o usem para construir um mundo em que uma moça possa ser solteira e feliz (sinto que eu não tenha tanto dinheiro, garotas.)
Para Draco Malfoy, deixo todos os meus CDs, um para cada orgasmo.
Para os meus pais, deixo todas as minhas outras coisas.
E para o resto do mundo, deixo estas palavras: FODAM-SE.



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