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26. Planejando o futuro


Fic: Depois da meia noite Rony x Hermione- by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPITULO 26



Planejando o futuro


Anoitecia quando eles chegaram ao destino. Harry senti-se feliz como uma criança. Depois de ter estado praticamente o dia todo com o ministro londrino ouvindo suas queixas sobre a segurança do mundo bruxo, e sobre suas preocupações para o futuro político de Londres, ele finalmente conseguiu livrar-se dele.
Não que fosse mal agradecido, mas tinha mais o que fazer da vida do que ouvir um puxa sacos louco para ter Harry Potter ao seu lado em alguma campanha política.
Ele fizera um convite quase irrecusável de um cargo no ministério, tanto para ele quanto para Hermione, mas ambos sabiam que tanta gentileza teria um alto preço futuramente. Quanto à decisão de Hermione, ele não sabia, mas ele não aceitaria. Tinha outros planos.
E um deles começava a entrar em ação naquele momento. Depois de engabelar Rony sobre ir ao banco buscar mais de suas economias, ele conseguira o álibi perfeito para encontrar-se com Gina.
A encontrara esperando-o em uma cafeteira de Hogsmead, sorridente por ter fugido da vigília de seus pais e conseguido uma brecha para vê-lo.
-Harry, onde estamos? -ela perguntou olhando para tudo com espanto.
Era inteligente demais para não ter deduzido, mas queria uma confirmação.
Eles haviam subido a estradinha de pedra que levava ao alto da colina, e estavam de frente para o portão parcialmente destruído, por onde se via o grande buraco queimado onde antigamente era uma linda casa.
-Essa era a casa dos meus pais – ele explicou, pois ela nunca estivera ali antes – A casa onde morreram.
-Harry... – ela chegou a abrir a boca, mas ele não deixou que dissesse nada.
-Não é um dia triste, Gina, estamos aqui por um motivo feliz – ele explicou pegando sua mão e a levando para mais próxima aos restos da construção. – Sempre tive o sonho de reconstruir essa casa e formar uma família tão feliz quanto deveria ter sido a família dos meus pais. Esse sonho foi adiado dez anos, mas ainda está em tempo para realizá-lo – sorriu e ela fechou a expressão, olhando para a casa destruída com pesar - Rony me indicou algumas pessoas e essa semana mesmo vou começar a reconstruir. – seu sorriso se alargou – Será uma forma de homenagear meus pais e ao mesmo tempo, finalmente, ter um lar. Nunca tive isso, Gina, nem na casa dos meus pais, nem em Hogwarts. Por mais que amasse a escola, era apenas um local onde tinha amigos, não um lar verdadeiro.
-O nosso lar, Harry, é onde estão as pessoas que amamos – ela explicou, apertando sua mão com força, olhando para as paredes destruídas e manchadas pelo tempo e pelo fogo. Eram restos e ela não queria ficar ali. Sua mão direita tocou sua barriga e ela quis se afastar.
-Vem cá -ele a puxou delicadamente para longe dos escombros, notando seu desconforto. Longe do perigo de uma queda, ou tropeção, ela analisou melhor o local. – Quero que me diga o que acha desse local.
-Como assim? – se fez de desentendida.
-Isso tudo vai ser seu, então, nada mais justo do que saber se gosta ou não – ele disse abraçando-a por trás e descansando o rosto em seu ombro.
-Harry, já falamos sobre isso. Não vou morar com ninguém tão cedo! – fugiu do seu abraço, olhando- severa.
-Eu sei disso, Gina – ele segurou seu rosto beijando-a de leve e olhando em volta com olhos brilhantes. – O fato de não morarmos juntos, não quer dizer que nunca passara uma noite na minha casa, não é?
-Harry...
-Quero que tenha seu quarto, quero que Felicity tenha um belo quarto quando vier visitar o Tio Harry. – havia uma sombra de tristeza em seu olhar – quero que tenha um jardim, todo o conforto que possa dar e se um dia decidir morar comigo, quero que a casa seja do seu agrado.
-E como será a casa? – ela mudou de assunto, não querendo falar sobre grandes decisões enquanto Felicity não nascesse.
Ela sabia que uma coisa é aceitar um filho que não nasceu, não está presente entre eles, depois tudo seria diferente.
Felicity ocuparia seu tempo e sua dedicação e Harry teria que lidar com outra pessoa, além dela.
Alguém que precisaria de cada segundo de sua vida e a faria ser mãe. Não mais a menina apaixonada pelo garoto que sobreviveu a Voldemort. Mas sim, a menina que era mãe. E dedicaria cada dia da sua vida ao bem estar de sua filha. Secretamente tinha medo de Harry não entender isso, de passar a empolgação e talvez até mesmo o amor.
-Será igual ao projeto original. –ele fosse empolgado sem notar nada – Ali –ele apontou parte dos escombros – será a sala, e a entrada da casa, depois a cozinha e os aposentos dos elfos. Teremos também a biblioteca, e o escritório. O melhor ficou para o segundo andar -ele disse empolgado apontando os locais imaginários, que estavam vivos em sua mente, pois decorara a planta da casa anos atrás, ainda em Hogwarts – O nosso quarto será de frente para o bosque, terá um cloused particular, uma hidromassagem e uma porta conjunta ao quartos dos bebês. No inicio será o quarto de Felicity. Quando ela estiver maiorizinha e tivermos outros filhos, ela dormira em um dos três quartos extras. Um deles será para as visitas. Todos terão banheiros próprios, pequenos, mas haverá uma grande varanda em um deles, que imagino seja o quarto de Rony e Hermione, quando nos visitarem. Separadamente, quero dizer – ele mesmo riu de sua piada.
-De que cor vai ser o quarto de Felicity? -ela perguntou num fio de voz, se perguntando se ele era capaz de entender como era importante para ela vê-lo tão interessado em sua filha.
-Será da cor que você quiser -ele disse, olhando-a com carinho – Tudo será como você quiser. A decoração, os móveis, tudo, Gina, será do seu gosto. Quero que me ajude a construir essa casa, para que seja a nossa casa.
-Terá que ter espaço para ela correr e brincar...nada de tapetes caros ou vasos importados que ela não possa encostar – ela avisou sorrindo. Era um sorriso triste, e ao mesmo tempo alegre.
-Tudo para fazê-la feliz – ele garantiu e ela olhou em volta, talvez imaginando a casa como ele imaginava.
-A lareira terá que ser enorme, ou meus irmãos jamais passaram por ela. Eles são tão altos... – ela estava olhando fixamente para os escombros e lágrimas molhava seu olhar.
Harry segurou seu rosto e a fez olhar para ele.
-Eu não quero te fazer chorar – ele disse sério.
-Estou feliz, Harry, mas tenho medo – ela confessou limpando o rosto e se afastando alguns passos.
-Medo? Porque está com medo? – segurou seu braço para impedi-la de ir.
-Eu não sei... – mentiu, para não preocupá-lo. Harry negaria qualquer possibilidade de cansar-se dela. Mas Gina sabia que era possível.
-Não sinta medo – ele disse gentil, abraçando-a – O que tiver que acontecer, acontecera naturalmente e seremos felizes, Ginervra. Os problemas que aparecerem, enfrentaremos juntos. Acredita em mim?
-Acredito – ela disse enlaçando seu pescoço com os braços e esquecendo as lágrimas.
Mais cedo naquele diz, dissera para Hermione seguir seu coração e se aventurar em todas as oportunidades que a vida lhe oferecesse. Agora, era a hora de seguir seu próprio conselho.
Se Harry estava entrando nessa relação por inteiro ela faria o mesmo.
Afastando os pensamentos escuros de sua mente, ela sorriu conforme ele aproximava-se mais e mais. Seu sorriso morreu em sua face quando seus olhos se encontraram.
Era mais que desejo, era mais que a pálida lembrança de um amor do passado. Era mais que fogo de palha. Era amor.
Harry encostou seus lábios nos de Gina, e o beijo criou uma redoma de sentimentos em volta de ambos. Um beijo que dizia tanto e ao mesmo tempo calava todas as palavras.
Os dois ficaram ali, no meio da destruição daquele lar, de pé, apaixonados, trazendo para aquelas lembranças tristes a esperança de um recomeço.

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