FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

6. Capítulo 06 - Partes 1 e 2


Fic: Desejo-te DM-HG Long


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

CAPÍTULO 6

N.A.: Os flashbacks postados nesse capítulo não estarão em ordem cronológica. São apenas memórias de acontecimentos...

§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§

- Fica.

- Por quê? – ela cruzou os braços.

- Porque não sei sem viver sem seu corpo. Eu desejo-te. – ela respirou fundo, aproximou-se dele.

- Eu também, Malfoy. Mas isso é apenas... desejo. Insanidade temporária. Hormônios descontrolados. Quero outras coisas da minha vida. – ela ficou na ponta do pé e beijou os lábios dele. Língua com língua. Língua contra língua. Mão de um no corpo do outro. A mão dela no peito dele... afastando-o. Olhos ainda fechados.

- Adeus, Malfoy. – sem olhar para trás, ela partiu.


§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§

Andava pelo corredor tentando ordenar meus pensamentos. Tudo acontecia de uma forma tentadoramente descontrolável. As visitas noturnas. As escapadas das aulas. O sexo feito com desejo, luxúria, necessidade.

Voltava da biblioteca. Mochila nas costas. O som do sapato ecoando pelos corredores vazios. Logo haveria estudantes passando de um lado para o outro anunciando o fim do jantar. Eu queria chegar logo ao meu quarto.

Senti alguém puxar-me e antes que pudesse gritar de indignação senti o conhecido gosto invadindo minha boca. Possessivo. Era assim o toque dele. Era como se eu fosse seu brinquedo. E ele, era o meu.

Senti que ele tirava a mochila dos meus ombros. As bocas ainda juntas. Em tão pouco tempo, conhecíamos cada centímetro do corpo do outro. Poderíamos estar na maior escuridão. Nossos corpos se encontrariam. Nossas bocas se achariam.

Assim que ouvi o barulho surdo da queda da mochila, minhas costas se chocaram contra a parede. A boca dele afastando-se da minha e beijando meu pescoço. A respiração dele no meu ouvido. A voz rouca e sussurrante:

- Por onde andou ontem, Granger? Não achei você em seu quarto.

- Dormi na Grifinória. – ele odiava quando eu fazia isso, ainda mais sem avisá-lo. Porém, eu adorava provocá-lo. Adorava vê-lo sentir ciúme. Mesmo que não fosse um ciúme “romântico”. Era apenas sentimento de posse. “Um Malfoy não divide nada que é dele”. Disse-me certa vez ao ver-me conversando com um garoto da Corvinal. Ele estava irritado. Quando irritado ele fazia sexo melhor ainda. Deixava-me marcas. Apenas para provar que meu corpo era dele. Eu não precisava de provas. Sabia que meu corpo só ardia de desejo com Draco Malfoy.

- Sabe que não gosto disso. Devia ao menos ter me avisado – eu sorri. Sabia que eu falaria isso. - Potter estava lá? – nossos corpos ainda colados. Sentia a raiva controlada na voz dele.

- Sim. Onde mais ele estaria? – era uma brincadeira perigosa. Afastou-se. A mão dele pegou meu rosto. Sem delicadeza forçou-me a olhar para ele.

- Ele tentou alguma coisa? – neguei – Ele aproximou-se mais que o necessário? – neguei novamente – Tocou você?

- Apenas um beijo na bochecha de boa noite. – seus olhos faiscaram de raiva. Sorri por dentro.

- Beijo? Sabe o que sinto quando ele se aproxima de você! Ainda não esqueci o que ele aprontou.

- Isso já foi resolvido.

- Não para mim. – ele falou. Decretou. Era a hora da aproximação. Fiquei na ponta dos pés.

- Ele sabe que não pode mais me tocar daquela forma... Você deixou isso bem claro da última vez que se esbarraram. – lembrei da última briga que os dois tiveram.

- Por que me provoca desse jeito? Sabe que perco a cabeça quando está com ele! – aproximei meu rosto dele.

- Continuará falando de Harry? Por que não me beija logo? – falei roçando meus lábios nos dele. Malfoy fechou os olhos. Respirou longamente. A discussão havia acabado. Senti meu corpo ser pressionado contra a parede com mais força. A língua dele invadindo minha boca. Voluptuosamente.

A antiga Hermione sem dúvida não faria o que eu estava prestes a fazer. Já teria parado e imposto milhões de motivos: estavam num local público, alguém poderia passar, poderiam ser expulsos, ele era
Draco Malfoy ,... Mas, eu... estava adorando aquelas sensações e nada, nem ninguém, impedira que eu seguisse meus instintos naquele momento.

Senti no meu ventre que a excitação dele já se fazia presente. Forte. Vibrante. A mão dele ergueu a minha perna. Abrindo-a. Não ofereci nenhuma resistência.

§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§

Não havia motivos para Hermione resistir ao toque de Draco. A relação entre eles era assim. Corpo. Toque. Impulso. Luxúria. Desejo. Os dedos percorrem a coxa: parte externa, parte interna. Dedos que traçam caminhos invisíveis pelo corpo da grifinória. Dedos ágeis que afastam a calcinha e penetram-na sem rodeios. O gemido dela foi calado pelos lábios do loiro.

- Hermione... Você me deixa louco, garota. – esses eram os únicos momentos que se chamam pelo nome. Que as máscaras das aparências caiam. Eram apenas dois adolescentes se deixando levar por emoções incontroláveis.

- Draco... Quero... sentir você... dentro de mim... agora... – ele sorriu contra o pescoço dela. Obedeceu. Enquanto ele abaixava o zíper, Hermione tirava sua calcinha e a colocava no bolso traseiro da calça dele. As bocas voltaram se encontrar. Hermione foi virada contra a parede. Ela apoiou as mãos. O sonserino segurou os cabelos dela e começou a beijar a nuca. Lá era um ponto fraco dela. Um ponto que só ele conhecia. A morena ajeitou seu corpo. Empinou-se para receber Draco dentro de si. Ela já estava molhada pelos toques recebidos anteriormente. As mãos tentaram agarrar a parede lisa inutilmente. Já as mãos dele estavam segurando a cintura dela. Auxiliavam o movimento contínuo puxando-a e empurrando-a repetidamente. Juntos, gozaram. O corpo dele encostou-se ao dela. Suados.

§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§


PARTE 2




Inglaterra.
- Draco? Draco?

- Ahn? Ah, oi... – ele respondeu.

- Você está bem? Estou chamando por você há um tempão... Parecia ausente.

- Desculpe-me – ele olhou para a morena à sua frente.

- O jantar está pronto. Os elfos pediram para eu te chamar – ela disse ainda olhando desconfiada.

- Ah, claro – o olhar ainda ausente – Já estou indo.

- Está tudo bem mesmo, Draco? – ela perguntou ainda encostada ao batente da porta.

- Sim,... Eu já estou indo – ela saiu e ele completou falando de si para si – Apenas perdido em lembranças... Lembranças de uma maldita sangue-ruim. Olhou novamente para o Profeta Diário que estava sobre sua mesa. Ano de 2006. Tanto tempo e as imagens de Hermione Granger ainda invadiam seu pensamento. Estava quase mergulhando novamente em recordações quando a voz do elfo puxou-o para a realidade.

- Senhor, a senhora Malfoy espera pelo senhor na sala de jantar – o loiro apenas acenou e saiu do seu escritório.

Estados Unidos da América.
Os cachos castanhos espalhados pelo travesseiro. Ouviu quando o chuveiro foi desligado. Um rapaz alto de cabelos pretos saiu do banheiro com uma toalha enrolada na cintura. Com outra toalha ele enxugava seus cabelos.

- Está tudo bem, Hermione? Está com uma cara...

- Sim, está tudo bem. Já deixei sua roupa separada – ela levantou-se.

- Por que nunca posso dormir aqui? – ele perguntou zangando-se ao sentir-se expulso.

- Porque gosto de dormir sozinha. Sou muito espaçosa – essa foi a resposta dela. Essa era sempre a resposta dela. Ele bufou mais irritado.

- Não sei porque insisto nesse relacionamento! – exclamou enquanto vestia-se rapidamente.

- Então, faça um favor para nós dois. Não insista – dizendo isso ela bateu a porta do banheiro. Só saiu de lá quando teve certeza que estava sozinha. Foi até sua escrivaninha, abriu a gaveta e pegou um cigarro. Acendeu-o e sentou no parapeito da janela observando a vista que tinha do Central Park. Estava lá há dois anos. Desde que saíra da Austrália, passou um ano conhecendo Ministérios de outros países. Agora se instalara definitivamente no país americano. Ela soltava a fumaça que logo se desfazia pelo ar frio da cidade.

Voltou para sua escrivaninha. Sentou na cadeira e abriu uma gaveta retirando de lá um envelope recém-aberto com o símbolo do Ministério. Já havia lido e relido aquela carta inúmeras vezes. Amassou-a entre os dedos. Convite para uma festa. Acontecia ocasionalmente festividades em comemoração à nova paz. Paz? Desde que ele entrara em sua vida ela não tinha paz. Sempre rejeitara os convites, dava desculpa dizendo que tinha um trabalho, um relatório, qualquer coisa que a impedisse de ir para Londres. Qualquer coisa que a impedisse de vê-lo novamente. Porém, não poderia faltar nessa. Ela havia sido obrigada a comparecer.

Inglaterra.
Draco jantou em silêncio. Desde que recebera o convite para a festa as lembranças de Hermione estavam mais e mais fortes em sua mente. Era sempre assim. Sempre ia esperando vê-la. Esperando por acertar as contas. Mas, ela nunca aparecia. Nessas esperas foi que conheceu Melanie, sua atual esposa.

Estava a cada dia renovando a imagem do sobrenome Malfoy. Comentários sobre sua vida de solteiro começavam a afetar seu trabalho. Numa dessas festas conheceu Melanie Crowne. Australiana transferida para o Ministério inglês. Cabelos louros e olhos castanhos. Tinha a elegância, o porte, o sangue para ser uma Malfoy notável. Após alguns meses de namoro, ele a pediu em casamento. Algumas vezes sentia-se mal por estar usando uma garota tão boazinha como Melanie. Nas outras não sentia nada, não ligava... ela era boazinha demais. Calma demais. Cheia de etiqueta. Não podia negar que gostava de fazer amor com ela, mas muitas vezes sentia que ela seguia um protocolo. Um roteiro de etiqueta das madames da alta sociedade. Primeiro ser beijada, depois beijar. Deixar com que ele tome iniciativa e depois agir. Com cautela, claro. Era o tipo de mulher que seu pai teria escolhido para ele. Esse pensamento o irritou.


Estados Unidos
Hermione levantou cedo e foi para o trabalho. Queria conversar com seu chefe, tentar arrumar alguma ocupação para o dia do evento inglês. Suas esperanças foram logo frustradas.

- De jeito nenhum, senhorita Granger. É de conhecimento a sua participação para a derrota das forças das trevas.

- Mas, senhor Markson...

- Nada de mas. Essa data foi escolhida inclusive de acordo com sua agenda. Não há discussão. Nem sim, nem não. Você vai. Está mesmo precisando distrair-se um pouco. – resignada saiu da sala sem disfarçar seu descontentamento. Armação. Caíra numa bela duma armadilha criada, sem dúvida, pela família Weasley e Harry.

Foi para sua mesa e deixou-se cair pesadamente na cadeira. Sufocou um grito de irritação e bagunçou os próprios cabelos. Sabia... Sabia que havia chegado o irremediável momento que encontraria com ele .

Respirou fundo soltando o ar pela boca. Precisava urgentemente de um cigarro.

Flashback

Andando sozinha pelos corredores foi impossível não se lembrar do dia que parecia tão longe. O dia em que flagrara Malfoy com Parkinson e de como aquela imagem havia causado um giro de 180 graus em sua vida. E havia mudado para melhor. Era impossível passar um dia sem pensar no corpo do Malfoy sobre si, embaixo de si, pressionando-a contra as paredes frias do castelo.

Hermione saíra da Biblioteca e andava rapidamente para o Salão Principal. O clima entre os amigos estava aos poucos se restabelecendo. Rony retomava sua amizade com Harry, mas Gina ainda mantinha-se reticente. Hermione já falava com o amigo, no entanto confiança ganha-se com o tempo. Quando ela é perdida, precisa-se de mais tempo ainda para conquistá-la novamente. Então, ainda mantinha sua relação com Harry apenas nos lugares comuns. Seria falso dizer que ela não sentia falta das noites que dormiam juntos, dos estudos e das conversas à luz da lareira. No entanto, as imagens da noite em que o moreno perdeu o controle ainda estavam vivas em sua mente.

Um sorriso maroto nasceu em seus lábios, ao passar por uma sala que dias antes servira de “quarto” para ela e Draco. Andava distraída e só parou quando sentiu um leve puxão em ombro:

- Ai! Que susto, Harry! – exclamou nervosamente olhando para os lados.

- Desculpe... Chamei por você várias vezes e nada de me responder... Está tudo bem?

- S-sim. Apenas um pouco distraída. – sorriu sem graça. Tentou retomar seu caminho, no entanto foi novamente impedida pelo toque do rapaz de olhos verdes. – Estou morrendo de fome, Harry.

- Só queria saber quando as coisas irão realmente voltar ao normal entre nós, Mione. – ela olhou compadecida para o amigo. Era uma pergunta que ela já havia feito várias vezes para si mesma.

- Não sei dizer, Harry.

- É tão difícil eu ver você com medo da minha aproximação, do meu toque... – ele disse passando levemente seus dedos pelo rosto dela.

- Não seja boba – mentiu.

- Não minta – ela olhou-o assustada – Eu sinto seu estremecimento, sua tensão quando me aproximo demais, especialmente quando estamos a sós como agora.

- Que porra está acontecendo aqui? – Draco questionou ao ver a proximidade dos dois. Havia acabado de entrar no corredor quando viu a mão do Potter chegando perto do rosto de sua morena. Apressou seus passos e mesmo ainda um pouco distante se fez presente através das palavras – Você está louco, Potter? – as passadas eram firmes.

- Não enche, Malfoy! Isso não tem nada a ver com você! Volte para sua corja!

- Cuidado com suas palavras! Não é mais o protegido do Diretor, Potter. Quero saber qual será a reação de Minerva quando souber o que andou aprontando no quarto da Granger. – por alguns instantes Harry perdeu a palavra.

- Você é muito abusado, Malfoy.

- Parem com isso, vamos. Chega... Está na hora do jantar. – o comentário foi totalmente ignorado pelos dois garotos que continuaram trocando farpa pelos olhares.

- Depois de anos de traição, de humilhação dos considerados “mais fracos” você vem agora com essa postura defensora? Cai fora, loiro aguado! – Draco riu ironicamente.

- E você, Potterzinho? Anos com essa postura de herói, de mártir, de protetor e altruísta atacando sua própria amiga dentro de um quarto? Forçando-a a transar! Deveria ser expulso por tentativa estupro, seu filho da puta!

- Draco! – Hermione exclamou nervosamente. Harry estava quase espumando de raiva.

- Não nego que foi um erro, mas não devo satisfação a você!

- Não, não deve. Só que nela você não toca mais. – e Draco puxou Hermione usando força um pouco além da conta.

- Ei! – reclamou a morena que quase perdeu o equilíbrio.

- Você anda muito folgado, Malfoy! Cai fora! EU estava conversando com Hermione!

- Cai fora você, imbecil – respondeu Draco empurrando o ombro de Harry.

- Perdeu a noção do perigo? Seu paizinho não está mais por aqui para defendê-lo, não é?

- Harry! – exclamou Hermione. – Parem com isso! – ela tentou se aproximar, mas foi detida por um braço de Draco que impediu seu caminho. Ele não deixou por um momento de encarar Harry Potter.

- Repita isso, se tiver amor à sua vida, Potter. Há muito tempo estou esperando um motivo para quebrar esse seu nariz!

- Você é um covarde, Malfoy! – novamente a risada irônica do loiro invadiu o corredor.

- Eu? Covarde? – ele deu um passo na direção de Harry encarando-o friamente nos olhos – Você ataca sua “melhor” amiga da pior forma possível e eu que sou covarde? – ele empurrou novamente o ombro de Harry que deu um passo para trás. – Posso não ter mais meu pai aqui, como você mesmo disse, só que também não temos mais Dumbledore por aqui, Potter, preciso novamente lembrá-lo disso ou sua curta inteligência não registrou o que falei há pouco?

- Filho da puta – Harry avançou para cima de Draco quando viu mais uma vez o sorriso nascer nos lábios do loiro. Antes que pudesse desviar, foi atingido na boca. Desequilibrou-se um pouco, mas logo retomou a sua postura já com os punhos erguidos. O movimento foi rápido e acertou o supercilho de Harry com tamanha força que o moreno foi ao chão.

- Draco! Harry! Parem com isso! – ela gritou desesperada.

Sem perder tempo, Draco subiu em cima de Harry e continuou desferindo seus golpes. Harry conseguiu empurrar Draco de cima de cima, acertando mais um soco no seu nariz. Hermione aproveitou a pequena distância que os dois impuseram e lançou um feitiço escudo.

- CHEGA! Harry, vá para enfermaria! E, você, venha comigo – mesmo sangrando, com o boca dolorida, Draco sorriu de lado. Harry, instintivamente, tentou avançar, porém foi impedido pelo escudo invisível que agora separava os dois.

- Seu filho da puta! Mione, não acredito que vai cuidar dele . – ignorando o comentário, ela emendou:

- Vá para enfermaria, Harry. – desfez o feitiço e voltou pelo corredor que tinha vindo. Draco a seguia mais atrás, tentando, inutilmente, entender as palavras desconexas que ela dizia. Chegaram ao quarto de monitora-chefe. – Sente-se aí. Pegarei algo para limpar seu rosto. – ele assentiu calado.

Fim do Flashback

Inglaterra.
Draco sorriu sozinho ao lembrar-se da briga que tivera com Harry. Infelizmente, não teve outras oportunidades, o que era uma pena. Precisou de um feitiço reparador para arrumar seu nariz. Ouviu a porta sendo aberta. Era Melanie. Disfarçou seu descontetamento deixando uma longa fumaça escapar dos seus lábios.

- Nunca vai parar com esse hábito de fumar, Draco? – ela perguntou ainda na porta. Só entrava com autorização dele.

- Não tão cedo. Entre. – ela obedeceu e sentou-se na cadeira em frente à mesa. – Você anda calado ultimamente. – Sim, ele pensou, desde que recebi o maldito convite – Posso ajudar em alguma coisa? – Draco olhou para o decote. Sim, talvez ela pudesse ajudar de alguma forma. Levantou-se e parou atrás dela. Melanie permaneceu imóvel. A mão dele tocou-a no ombro. Foi descendo pelo colo até tocar os seios em cima do sutiã. Aproximou-se do pescoço dela, beijando levemente a orelha.

- Aqui não é lugar, Draco – ela disse em voz baixa.

- Existe lugar para transarmos? – ele perguntou irritando-se, mas sem afastar-se dela.

- Sim. A cama. – ela levantou-se rapidamente e arrumou a roupa – Além do mais você está fedendo cigarro. Espero você lá em cima.

- Que merda, Melanie! Não pode deixar simplesmente as coisas fluírem?

- Somos casados, Draco. Casados. Não somos bichos no cio. E escove o dente, sim? Esse cheiro me irrita profundamente.

Sem responder nada, ele voltou a sentar na cadeira que estava antes. Não, tão cedo não pararia de fumar... E a razão era ela.

Estados Unidos.
Não podia fumar no escritório. Proibido. Isso nunca a impediu. Trancou a porta com um feitiço e acendeu seu cigarro. Vício adquirido com seu outro vício: Draco Malfoy. Maldito orgulho e maldita aposta.

Flashback

Hermione estava sentada à mesa conversando com seus amigos. Ou pelo menos, tentando conversar. A música estava excessivamente alta. Os ruivos saíram para dançar com seus respectivos namorados. Estava só ela e Harry. Antes que o moreno tentasse puxar conversa, ela inventou qualquer desculpa e saiu da mesa.

Os estudantes de Hogwarts tinham conquistado não só mais saídas, como um retorno mais tarde. A pista estava cheia e a fumaça mágica deixava a todos meio escondidos. Andou até a ponta do balcão e pediu uma cerveja. Não precisou virar-se para saber quem respirava atrás de si.

- Sozinha, Granger?

- Não. Tomando uma cerveja com o Barão Sangrento. Não esta vendo ele aqui do meu lado?

- Muito engraçadinha, morena. – sentou-se sem perguntar mais nada.

- Não toma nada mais forte? – ele perguntou dando um gole no seu uísque de fogo que acabara de chegar. Ela olhou para ele. Sorriu. Pegou o copo dele que estava no balcão e deu um grande gole. Draco assutou-se com a ação repentina, mas não pôde disfarçar um sorriso – Não quero carregar ninguém para o quarto. Bem... carregar eu quero, mas não se estiver desacordada.

- Não sou tão santinha assim, Malfoy – ele riu descontroladamente e aquilo enfezou Hermione.

- Qual a graça?

- Você... Não sou tão santinha . – ele aproximou-se dela ainda mais – Não é só porque anda me anda me agarrando pelos corredores que vai deixar de ser uma mocinha comportada - falou as últimas palavras com ironia e uma pontada de desprezo. – Sairá daqui e continuará sua vida de estudos. Sem álcool ou qualquer outro tipo de vício.

- Não preciso de outros vícios. Já tenho você. – respondeu maliciosamente.

- Boa resposta. Porém... você percebe? Sempre terá um escudo, uma linha imaginária que você não ultrapassa, pois é moralmente incorreto.

- Ai, Malfoy. Que conversa chata! Não é porque eu não vivo me embriagando como a Parkinson ou fumando como uma chaminé que nem o Zabini que sou tão careta assim.

- Realmente. Você é careta simplesmente porque é Hermione Granger.

- O que exatamente quer dizer com isso? – ela perguntou irritando-se.

- Isso que eu disse. Você é careta e certinha demais para fazer certas coisas.

- Engraçado... Você não fuma, mas fica aí fazendo discursos. – ele riu.

- Não é porque eu não fumo que eu nunca tenha experimentado. Você fumou, Granger?

- Para quê? – ela perguntou esvaziando sua garrafa e pedindo ao garçom uma dose de uísque.

- Não tem para que , apenas para experimentar. A experiência pela experiência – ele deixou seus lábios aproximarem-se da orelha dela e sussurrou – Afinal, você gostou da experiência de transar com um sonserino que foi seu inimigo, não? – Hermione arrepiou-se e sorriu. Claro que havia gostado da experiência.

- Tudo bem. Eu topo fumar. Desde que fume comigo – o loiro sorriu vitorioso.

- Duvido que leve isso até o final. – provocá-la assim... ele sabia que era só falar que ela não era capaz, para ela fazer. E era isso que gostava. De levá-lo ao limite. De fazê-la transpor toda essa armadura de certezas.

- Pois, arranje um cigarro e verá como levo isso até o final.

- Tudo bem – ele disse levantando-se – Encontro com você aqui mesmo?

- Não. No banheiro de deficientes. Fica mais afastado dos outros. Não quero comentários pela Escola ao ser vista fumando com você.

- Tem toda razão, Granger – e saiu com um sorriso irônico no rosto.

Hermione entrou no banheiro e lançou um feitiço silenciador. Também colocou um bilhete dizendo que estava interditado. A espera por Draco foi interminável. A bebida balançava dentro do seu copo conforme ela andava de um lado para outro no pequeno espaço. Após limpar a privada, fechou a tampa, sentou-se, cruzou as pernas e começou a balanças uma delas freneticamente. Batidas na porta a tiraram de seus devaneios.

- Granger? Abra, sou eu – ela abriu e deu passagem para ele.

- Banheiro interditado? Pretende por outras coisas na boca além do cigarro, Granger?

- Que comentário horrível, Draco – ela rebateu nervosa. – Trouxe?

- É apenas cigarro, morena, não é maconha. – respondeu debochadamente. Ele abriu o maço, passou um cigarro para ela e colocou outro na boca. Acendeu o seu antes e soltou uma grande lufada de fumaça. – Quando eu acender o isqueiro e aproximar, você puxa, ok? Segura a fumaça no pulmão e depois solta.

- Fácil – ela disse. Na primeira tragada tossiu. Ele riu da situação. Não adianta me olhar assim, Granger, acontece com todo mundo. Depois de algumas tragadas, ela parou de tossir. O gosto de uísque e cigarro começavam a se harmonizar de uma maneira particular em sua boca.

- Você fica muito sexy fumando, Granger.

- O cigarro só realça seu lado cachorro de ser, Malfoy - um sorriso torto nasceu no rosto do loiro.

- Eu sei.

Fim do Flashback

Estados Unidos
Tinha apenas poucos dias até a festa. Aumentou a quantidade diária de cigarros e as doses de uísque sempre acompanhavam este momento. Era impossível esquecê-lo. Teve outros homens. Muitos outros. Namorados, pretendentes, noivo. Mas, nenhum... nenhum fazia com que ela sentisse mulher como ele. Maldito desejo.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Diênifer Santos Granger em 15/09/2013

Nem vou falar! OMG!
Achei que o moreno no quarto dela fosse o Harry! kkkkkk 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2021
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.